Desporto

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Arriba Benfica!

     
   Apesar dos desequilíbrios manifestos, tendo em conta o que a equipa já mostrou esta época, esperava que, no seu estádio, o Benfica, desse uma boa lição de futebol ao Sporting desfazendo os equívocos dos últimos meses. Afinal verificou-se o contrário; uma dolorosa derrota por 3-0 aumentando a distância ao primeiro lugar. Uma humilhação face aos comportamentos de dirigentes do opositor nos últimos meses!

Devido a afazeres pessoais não vi o jogo mas tendo em conta algumas crónicas idóneas a que tive acesso, parece que a equipa do Sporting se superiorizou a um Benfica emaranhado nos seus equívocos, acentuados pelo desempenho do árbitro que, mais uma vez, qual Proença, tratou de penalizar os encarnados em momentos cruciais do jogo, não sancionando uma grande penalidade sobre Luisão ainda na 1ª parte, com o resultado em 0-0, condicionando o jovem Guedes com um inexplicável amarelo logo de início - após um fora-de-jogo e "toque" de João Pereira -, quando se isolava na direção da baliza, e, compulsivamente, durante toda a partida assinalando-lhes faltas por tudo e por nada inviabilizando qualquer hipótese de fluidez ao seu jogo.  

   À parte o jogo em concreto, foi miserável a campanha de ódio e discriminação lançada pelo Presidente leonino sobre o Benfica, profusamente alavancada e difundida pelos meios de comunicação social com destaque para o militante Correio da Manhã - cuja proprietátria Cofina é participada por conhecidas figuras angolanas com ligações ao futebol -  que, ora cumpriam os critérios editoriais dos seus accionistas, ora viram aqui uma oportunidade de explorar, sórdidamente, o filão das audiências instigando o ressentimento e desbragamento verbal entre adeptos e clubes indiferentes aos perigos de indução de violência. Perante os desvarios, hipocritamente, lamentam-se da falta de civismo dos adeptos e, covardemente, acusam todos os dirigentes por igual do clima de crispação e violência em que nos encontramos.

   À semelhança do que acontece noutros setores da economia é cada vez mais evidente o envolvimento angolano no futebol nacional ,o qual, para ser bem-vindo, carece da mesma transparência que se exigiu aos fundos de investimento e originou a sua extinção acabando com uma alternativa de financiamento que proporcionava alavancamento competitivo do futebol nacional. Não há autoridade moral para exigir transparência aos rivais quando se pratica o obscurantismo entre portas. Despudoradamente. as autoridades, nacionais e internacionais, desportivas ou "civis" sempre céleres a castigar o Benfica, eternamente exemplo universal, vão fechando os olhos, condescendentes com o compassivo papel de coitadinhos de uns e outros.

   Bruno de Carvalho parece tolo, e quanto a mim, é-o, mas já mostrou que é capaz de tudo e, sobretudo, tem sido capaz de concitar os apoios financeiros de que necessita entre outros da sua laia, de silenciar a oposição interna e de constituir um considerável grupo de correlegionários patetas por medo ou oportunismo, agora esquecidos das pífias lições de ética que ano após ano regurgitaram publicamente. É conveniente levá-lo a sério! 

   Filipe Vieira desengane-se se pensa que o futebol nacional atingirá, alguma vez, em Portugal, o nível de civilidade e cordialidade competitiva com que sonha. Jamais! Esta mesquinhez, muito generalizada entre nós, apesar das múltiplas  nuances, é uma condição cultural lusitana que vem de muito longe e será muito difícil erradicar. O nobre adversário que luta para superar o outro sem o diminuir artificialmente é algo raro entre nós. Eu sei que os comentadores de serviço, quais lobos famintos, anseiam impacientemente o momento de abocanhar a presa e é necessário ter isso em conta, mas há que abandonar os punhos de renda e ir à luta de forma inteligente, mas com unhas e dentes pois quem mais fala, mais ganha, ainda que proferindo inacreditáveis ameaças públicas veladas de homicídio perante o silêncio covarde de quase todos.

  Compete aos Técnicos, Dirigentes e Capitães do Benfica analisar, minuciosamente, a conjuntura e propor soluções. Urgentemente. Há desequilíbrios na equipa que até "um cego" vê. Mas, hoje, é imperioso aferir se Rui Vitória não perdeu a equipa. Sem a confiança dos jogadores nada conseguirá; um jogador sem confiança no seu treinador não chega a meio jogador e com cinco jogadores não se ganham jogos muito menos campeonatos. Que se faça já o que tem de ser feito. Olhos nos olhos. Se Rui Vitória não tem condições para continuar deve dizê-lo e a Direção deve assumi-lo duma forma honrosa para todos apesar de a todos causar consternação. O que não deve é sacrificar-se o clube em nome de uma causa perdida, por comiseração ou orgulho.

É nas derrotas que se forjam os campeões e com Jesus sofremos algumas bem duras e escusadas; à semelhança do seu atual Presidente, não tem autoridade moral para nos dar qualquer tipo de lição. A nossa vez chegará!

ARRIBA BENFICA! 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Um passo em falso! (Galatasaray-Benfica: 2-1)

      Apesar de derrota, tangencial, a equipa do Benfica demonstrou estar à altura da Champions, com uma exibição de qualidade, perante um adversário de grande capacidade táctica fechando espaços eficazmente, com alguns jogadores de renome no futebol mundial; casos de Podolski e de Shneider. 

   Após início prometedor na sequência de genial golo de Gaitan, o Benfica passou a modo de controlo reduzindo a intensidade e isso foi-lhe fatal. O adversário subiu consistentemente, com amplitude e muitas unidades, procurando desequilíbrios e conseguiu-os; primeiro suscitando uma falta de André Almeida para castigo máximo, que converteu, apesar da excelente estirada de Júlio César, e depois, explorando bem pelo esforçado Podolski uma fatal desconcentração defensiva. 

   No segundo tempo, os "encarnados" assumiram o jogo, aumentaram a velocidade de circulação e intensificaram os lances ofensivos, criando algumas oportunidades de concretização, falhadas por falta de concentração, por sua vez, motivada pela pressão defensiva adversária. Na retina ficou um corte involuntário de Samaris a remate de Jonas que parecia levar o selo de golo.  Nesta fase, o Galatazaray usou e abusou do fatal antijogo. De qualquer modo as alas não funcionaram, falharam-se demasiados passes em momentos cruciais e, muitas vezes, "empastelou-se o jogo na defensiva, nomeadamente por Luisão; há que soltar a bola mais rápidamente e com  lançamentos ofensivos. 

   Júlio César esteve muito bem, a defesa falhou nos dois golos, o meio-campo esteve demasiadas vezes em inferioridade numérica e faltou precisão no penúltimo passe. A suspensão do campeonato declinou o ritmo competitivo da equipa. Acho que se deveria rever o tema. Não sei se Nelson Semedo Fez falta à equipa, mas acredito que sim, visto que estava mais rotinado e muito motivado. 

   Trata-se pois de uma derrota dececionante mas não demasiado amarga dados os bons sinais que a equipa revelou, necessitando apenas de mais concentração e mais intensidade.

   Julgo que o árbitro esteve bem; nada há a dizer relativamente à grande penalidade nem no golo de Podolski. Este, inicialmente, pareceu-me ter partido em posição de fora-de-jogo, mas creio que não.

   Descansar, trabalhar e venham lá "as sardaniscas", que hoje foram presenteadas com nove mocas no hoquei! (parabéns aos nossos jogadores e Treinador)

domingo, 18 de outubro de 2015

Uma rica Prenda!

         O caso das acusações de corrupção ao Benfica em face das alegadas ofertas do "kit Eusébio" a árbitros, delegados e observadores nada mais é que a reedição da estratégia que Pinto da Costa usou durante décadas para concentração do poder no clube e união e motivação dos seus atletas e adeptos. A invenção de um inimigo externo, "fonte de todo o mal", relativiza e justifica todos os equívocos internos de gestão económica e desportiva, mas também, implicitamente, reconhece a grandeza do "inimigo".  Afinal, até nas sociedades animais compete ao neófito desafiar o "alfa" correspondente. Vencê-lo, é que nem sempre acontece! Por outro lado os termos em que tal desafio está a ser efetuado sustentam-se num défice de autoconfiança e numa decadente falta de ética que muitos adeptos do futebol esperavam viesse a ser ultrapassada, em virtude da eminente "saída de cena" de Pinto da Costa. Porém, a patética estratégia de Bruno de Carvalho, tem o sublime condão de demonstrar a pungente hipocrisia que grassa entre comendadores e órgãos da comunicação social, salvo exceções, ao atribuírem aos dirigentes dos clubes a responsabilidade pela descredibilização do desporto e em particular do futebol. É que, não faltam arautos defensores do "novo líder" denunciando infantilização, sectarismo, oportunismo e desconsideração para com os leitores.

   A razão do "sucesso" da estratégia de Pinto da Costa residiu numa circunstância política específica altamente favorável; a "causa" da regionalização, que fez sua, e lhe proporcionou apoios económicos e cumplicidades políticas e judiciais de grande monta. A Bruno de Carvalho resta-lhe a insistência na indução de uma "guerra civil" no futebol, para persuasão das instituições e, sobretudo, dos árbitros. Carecido de nobreza de caráter, deveria, antes, seguir o exemplo dos dirigentes do Benfica, que, pacientemente, ano após ano,  vexame após vexame, investiram no incremento competitivo das suas equipas, melhorando sucessivamente infraestruturas e super-estruturas até derrotarem o desleal adversário...lealmente! Esta sim, é a lição que o dirigente do Sporting deveria ter aprendido. 

   Quanto às prendas, à parte detalhes regulamentares e jurídicos, é evidente que as acusações carecem de fundamento desde logo por inexistência de causa; é que, a equipa de futebol sénior do Benfica, a não ser pontualmente, e em especial nas últimas duas épocas, não beneficiou de quaisquer favores de arbitragem. Apenas foi menos prejudicada relativamente às épocas anteriores, donde se conclui, que muitos títulos mais teria conquistado se em igualdade de circunstâncias com os adversários, em particular o Porto, que foi, e continua a ser, despudoradamente beneficiado pelos homens do apito. Afinal, parece que a única forma de haver paz no desporto em Portugal é discriminar o Benfica, e tal constitui, em si mesmo, uma demonstração da imaturidade cívica que, no fundo, subjaz à crise económica, política e identitária que se abateu sobre os portugueses.

   Por outro lado, as tão propaladas "prendas" consistem numa singela lembrança alusiva ao maior símbolo do clube atribuída universalmente e abertamente, a árbitros, delegados e observadores que visitam o Estado da Luz no exercício das respectivas funções e após o termo dos correspondentes jogos. 

   A razão profunda desta agitação reside no facto de o Benfica constituir um obstáculo de peso aos sonhos de grandiosidade e popularidade dos seus principais rivais, incapazes de lidar com o fascínio que o Benfica provoca entre os seus adeptos e todos os amantes do espetáculo desportivo no mundo. E isso consegue-se com talento, coragem, respeito e...com feitos históricos universalmente relevantes.

   Uma "rica prenda" é o que Bruno de Carvalho - qual "mata sete" - é, e, nem o Sporting nem o desporto nacional merecem.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015