Espectador interessado: 18 anos e três meses: Ao longo de toda a sua vida, e sob a capa de "ciência estabelecida" que não admitia heresias, um jovem hoje com dezoito anos foi ...
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Espectador interessado: 18 anos e três meses
Espectador interessado: 18 anos e três meses: Ao longo de toda a sua vida, e sob a capa de "ciência estabelecida" que não admitia heresias, um jovem hoje com dezoito anos foi ...
terça-feira, 7 de abril de 2015
Prosperidade e Liberdade

1- Apesar de se ter verificado a inversão do ciclo económico em Portugal desde o 3º trimestre de 2014, com perspectivas de sustentação no médio prazo, graças, sobretudo, ao "rebocador" americano e ao BCE,infelizmente, o lastro do cepticismo continuará.
2- Dando de barato os efeitos perversos da baixas taxas de juro - fuga de capitais,financiamento em euros de entidades externas, redução de rendimento disponível dos aforradores -, em pleno período de grave contingência económica, assistimos entre incrédulos e revoltados à implacável asfixia burocrática e financeira imposta pelas administrações pública e local às empresas, destruindo-lhes capacidade operacional e recursos financeiros.
3- Por outro lado, os europeus do norte e centro não deixam os seus créditos por mãos alheias, produzindo incessantemente diretivas, regulamentos, acordos externos, etc, tornando num autêntico inferno a atividade empresarial em Portugal.
4- Da sobreposição destes fatores resulta uma clara dinâmica de concentração económica, com aumento de produtividade para os sobreviventes - aumento de intensidade de capital, aumento de salários -, mas com produção de exclusão social e desertificação - devido aos inevitáveis fluxos migratórios da periferia para o norte.
5- Perante a tenebrosa insensibilidade a que diariamente assistimos por parte dos governantes nacionais e europeus, face aos dramas de cidadãos e famílias despojados de trabalho,de haveres, de dignidade e de esperança, pergunto-me se, paradoxalmente, embora, o projeto europeu e nacional, não consiste, como no antigo regime, no governo das elites em seu próprio proveito.
6- E de que serve a prosperidade sem Liberdade?
4R - Quarta República: Aqui chegados...: 6 de abril de 2015, tal como há 4 anos, vésperas de fecho de um ciclo. Neste dia, em 2011, os portugueses eram colocados perante o fim do e...
sábado, 4 de abril de 2015
Venha o próximo!
Um Benfica avassalador até ao três zero, altura em que alterou o processo de jogo para passivo, suscitando a reação do Nacional, que, praticando um futebol de qualidade, fez o seu golo de honra proporcionando um excelente momento de futebol; remate fulminante de meia-distância, colocadíssimo, indefensável para Júlio César.
De facto, a equipa encarnada ostentou uma dinâmica coletiva, uma qualidade de passe e um sincronismo que baralhou totalmente os adversários, proporcionando três excelentes golos, em especial, o de Jonas - que não é inédito nele -, com poderoso e colocadíssimo remate à entrada da área a passe de Sálvio, inapelável para o guarda-redes adversário. Fantástico!
Ao contrário dos jogos com o Paços e o Rio Ave, desta vez as alas funcionaram bem, salientando-se a preciosa criatividade de Gaitan, bem como a precisão dos centros que efetuou e que renderam um bonito golo a Lima. Já o primeiro golo resultou de outra qualidade que esteve ausente nos jogos referidos atrás; a capacidade de recuperação coletiva. De facto, desta vez, ao perder a posse da bola, todos os jogadores encarnados recuperavam no terreno pressionando os adversários, para retomar o processo ofensivo interrompido. Foi na sequência de uma destas recuperações, por Gaitan, que num lance repleto de determinação, inteligência e técnica, surgiu o primeiro golo; um pequeno truque de pés de Sálvio retirou o defesa do lance enquanto o inteligente Jonas deu um passo atrás, desmarcando-se, abrindo a linha de passe ao colega e rematando cruzado de primeira. Bonito!, arte em movimento.
Depois, a equipa aliviou a intensidade, processo que não domina, e o Nacional, que sabe jogar, subiu no terreno, meteu gente no meio-campo e no ataque, marcou e ainda suscitou preocupação. Merecem os parabéns os nacionalistas pela postura que tiveram no terreno, com ambição e talento, proporcionando um bom espetáculo de futebol, que é o que os adeptos pretendem e pode salvar o futebol nacional.
Jonas e Gaitan estiveram em destaque, Lisandro fez bem a posição, e Sálvio também esteve bem, apesar de aparecer demasiadas vezes em zonas que não são as suas. Este esteve ainda muito bem num lance, bem na área adversária, em que inventou uma finta daquelas de que gostamos, porque raras e eficazes.
Julgo que não há nada a apontar a Carlos Xistra. Talvez no lance que referi anteriormente, o defesa do Nacional tenha cometido falta, uma vez que, sentindo-se fora do lance, impediu a progressão de Sálvio empurrando-o no peito com as duas mãos, simulando uma agressão inexistente.
Talisca lesionou-se, espero que sem gravidade, e poderia tê-lo evitado, se não tivesse encetado um lance pateta em que resolve desgastar-se, transportando a bola transversalmente, sem qualquer racionalidade.
Uma curiosidade; o autor do golo do Nacional parece que está emprestado pelo Porto, tal como, salvo erro, é o caso do Ukra, sendo esta uma estratégia corrente do nosso, agora, principal rival, a quem não basta o desempenho da sua equipa no terreno de jogo.
Venha o próximo!
Manoel de Oliveira não morreu
Saber que Manoel de Oliveira andava por aí a fazer cinema, desafiando a eternidade, suscitava-me uma tranquila e silenciosa satisfação, e também esperança. A serena satisfação pelo tremendo respeito, sempre patente, que granjeara no panorama do cinema mundial desde o seu fascinante e perene documentário sobre o rio Douro. A esperança advinha do seu raro empenho em interpretar e difundir episódios marcantes da História de Portugal, como o de Alcácer Quibir. Julgo que, na linha de Camões, Pessoa, Agostinho da Silva, José Gil, Eduardo Lourenço e outros, sentia necessidade de procurar, profundamente, as características e vicissitudes da nação portuguesa, a essência que vem da fundação da nacionalidade e lhe pode dar sentido, num tempo pós-império em que o lugar de Portugal no mundo parece condenado à subalternidade e irrelevância. Não sei se o conseguiu, é um caminho que terei de percorrer como puder, tentando perscrutar e interpretar o seu pensamento. Longe vão os tempos em que tínhamos a secreta satisfação de fazer parte do universo de intelectuais como António Lopes Ribeiro, Pedro Homem de Melo, Vitorino Nemésio, Natália Correia, David Mourão Ferreira e outros, que se preocupavam em dirigir-nos a palavra a partir da nossa TV. E isso fazia-nos bem; hoje parece não haver lugar para estas conversas. E como precisamos delas!Mas Oliveira preocupava-se sobremaneira com o cosmos do ser humano, debruçando-se sobre os mecanismos afetivos próximos ou implícitos. O seu génio convocou gente histórica no cinema universal, como Catherine Deneuve, John Malcovich e esse "monstro" de Fellini, do célebre sete e meio, o eterno ator do fascinante cinema italiano, Marcello Mastroianni. E "fabricou" atores que ficarão na história do cinema nacional, dos quais se destacam a Teresa Madruga e Luis Miguel Cintra.
Compete-nos a nós impedir a morte de Manoel Oliveira, partindo à descoberta da sua obra, à descoberta do homem por detrás dela e do mundo que tentou revelar. Na verdade, não posso deixar de prestar homenagem a seu pai que teve a sabedoria de lhe oferecer o "brinquedo" certo; uma maquinazinha de filmar com a qual Manuel de Oliveira fez a sua obra-prima, demonstrando desde logo as origens da arte. Por simpatia, recordo Juan Manuel Serrat, que, com seu talento, ganhou lugar de honra na música hispânica, com projeção mundial, graças à guitarra que seu pai, um dia, lhe ofereceu! E aqui está como pequenos gestos, se acompanhados de perspicácia e afecto podem mudar o mundo.
Estou grato a Manoel de Oliveira e não sinto que tenha morrido. Recordo a ideia que dizia ter da morte; dizia que não tinha medo dela, porque era um descanso.
Obrigado Manoel de Oliveira
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Ciência ou manipulação?
Os modelos matemáticos que servem de base de cálculo das séries de medições de temperatura do planeta usam tantas e tão subjetivas variáveis que é difícil acreditar nos resultados. Na peça referenciada até parece que se adicionam ou alteram coeficientes com o propósito de atingir resultados pré-definidos.
"Christy notes, "If you want to say model trends are bolstered, you must remember model trends are all over the map. Which trend is bolstered? Perhaps you want to say those model trends less than 0.2 C per decade are bolstered." Right now the available data sets appear to strengthen the case for arguing that the lower-end model projections for future temperature increases are more likely ones. Christy concludes, "The new warming trend is still well below ideas of dramatic or catastrophic warming."
Jesus Cristo, Redentor
JESUS CRISTO REDENTOR
Jesus Cristo deu-se em sacrifício, pelos pecados do Homem, restituindo-lhes a inocência, sob a condição do arrependimento e do amor.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Tonta Europa
Depois de fechar milhares de empresas e criar milhares de desempregados graças aos eqívocos do Sr Trichet, aos seus regulamentos execráveis, aos seus fundamentalismos persecutórios, a sua ânsia de controle total de tudo e todos, os Grandes Lideres da União Europeia decidiram, mais uma vez, derramar sobre os bárbaros do sul os preciosos euros que, com tanta "sabedoria", lhes extorquiram. Desta vez, meteram as câmaras municipais no circuito, insaciáveis sorvedouros de dinheiros públicos e privados, confiscadoras de patrimónios e almas; conscientes do esgotamento fiscal dos cidadãos, encontraram "arte" de lhes ser entregue a gestão dos processos de financiamento. Claro está que "metade" dos recursos serão absorvidos pelos encargos com licenças e as mais variadas taxas camarárias e a outra metade será entregue às "tribos" locais, ficando o "zé batata" a ver navios, ou com mais uma "canga" ao pescoço, como sempre.
Surgirão n empresas a custo zero que por sua vez irão fazer concorrência desleal a outras tantas, muitas das quais terão que fechar portas por perda de competitividade induzida por via administrativa pela União Europeia. Troca-se emprego por emprego; entram uns saem outros. Que é feito da livre concorrência?, da igualdade de oportunidades?, da abolição dos abusos de posição dominante?, enfim, dos princípios fundadores da doutrina democrática?
Que interesse tem fundar empresas sem economia que as sustente?, com que descaramento se convencem pessoas a encetar a aventura do empreendedorismo para depois ficarem sós perante a falta de procura interna, a falta de liquidez do mercado e à mercê das câmaras municipais, das ASAES, das APAS, dos INCIS, das ADENES, das ATS, das ACTS, das SS, das EMEIS, dos CENTERMES, dos CERTIFES e toda essa parafernália, de instituições que, "velando" pelo nosso futuro, garantem para si perpétuas rendas, à custa do trabalho e sofrimento perpétuo dos tutelados.
A União Europeia tem um problema com a liberdade das pessoas, que restringe ao voto, ainda assim de forma condicionada, uma vez que o eleitor vota em quem os partidos e governos escolhem e não em quem gostaria. Cultiva a dependência pela via dos subsídios, destruindo a iniciativa individual e coletiva, cultivando, implicitamente, a passividade; "comprando" em simultâneo o silêncio das elites, entregando-lhes o controlo dos súbditos do novo império, a troco de dinheiro e poder.
Os empregos que interessam são os sustentáveis, que materializam os sonhos de cada um à escala de cada qual; o fascínio donde brota a alegria de viver que é a seiva de uma nação próspera. Para isso é preciso "sair de cima", simplificar o acesso às profissões acabando com sistemas de certificação injustificados e inadequados; desburocratizar as administrações pública e local, acabar com taxas, taxinhas e licençazinhas por tudo e por nada, que, afinal, se destinam, essencialmente, a financiar esses monstros em estado de penúria permanente.
É preciso deixar ficar o dinheiro na economia, para que, quem teve o talento de o ganhar tenha a possibilidade de o reinvestir criando mais riqueza e emprego. Mas...é demais para a UE que não suporta a liberdade económica e impõe os seus próprios circuitos a fim de manter o poder sobre as populações, constituindo, afinal, uma subtil, mas por vezes brutal, forma de ditadura.
É preciso deixar ficar o dinheiro na economia, para que, quem teve o talento de o ganhar tenha a possibilidade de o reinvestir criando mais riqueza e emprego. Mas...é demais para a UE que não suporta a liberdade económica e impõe os seus próprios circuitos a fim de manter o poder sobre as populações, constituindo, afinal, uma subtil, mas por vezes brutal, forma de ditadura.
Nesta altura do campeonato não há meio termo; ou a UE avança para a união política, fiscal e judicial e os europeus do norte vêm cá estabelecer as suas empresas e dar empregos ou subsídios a todos, acabando-se de vez com as soberanias nacionais, ou há uma regressão no processo para a figura da confederação, que é o que defendo.
Então andam há décadas a promover a concentração económica, a cometer genocídio empresarial e social "para acabar com as empresas de vão de escada", para aumentar a produtividade e os salários fazendo a vontade ao Sr. Carvalho da Silva, finalmente em silêncio cúmplice, e agora incentivam o "próprio emprego"?, as empresas de "vão de escada" cujas congéneres, antes, eliminaram?
Acreditam que as novas empresas trarão uma dinâmica acordo com a teoria tradicional dos ciclos empresariais, impulsionando a economia por uma geração ou duas, mas, afinal, revelam ignorar o moderno conceito das sinergias empresariais, que revertem o ciclo tradicional. Por outro lado, perde-se conhecimento, destrói-se capital e desacreditam-se os princípios fundadores da CEE e UE. O sonho europeu é uma hipócrita miragem.
Não vamos longe com esta gente!
terça-feira, 31 de março de 2015
Esperteza saloia
Refere a imprensa diária de hoje ter dito Lopetegui que os árbitros não devem decidir campeonatos.
De acordo. Mas é o contrário que pretende que aconteça, ao dizê-lo. Este paleio já rendeu ao seu clube quatro preciosos pontinhos, só nesta ponta final do campeonato.
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