Desporto

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Campeões séniores de hóquei feminino!

 
 

 
PARABÉNS A TODAS E À EQUIPA TÉCNICA, EM ESPECIAL AO PAULO ALMEIDA!

domingo, 7 de junho de 2015

Campões Nacionais de Juvenis!

 
 
 
PARABÉNS AOS JUVENIS DO BENFICA, AO SEU TREINADOR E AO JAIME GRAÇA
 
    Com uma brilhante vitória no Seixal por 2-1, sobre a excelente equipa do Porto, os Juvenis do Benfica sagraram-se, merecidamente, campeões nacionais. A equipa joga muito bem; os jogadores demonstraram boa capacidade técnica no controle da bola e no passe e muita genica. Lá está; queriam ganhar! O Porto tem também uma bela equipa, mas os encarnados é que não se ficaram nas covas; sabiam o que estavam a fazer! A vencer por 1-0 com um autogolo a culminar brilhante jogada ofensiva, viram o árbitro penalizá-los com uma grande penalidade, a meu ver sem razão. Vieram os azuis para cima dos encarnados, assediando a sua baliza, mas o excelente guarda-redes respondeu com categoria a vários remates perigosos. Até que, mesmo ao cair do pano, já nos descontos, José Gomes, num sprinte de cerca de quarenta metros em despique com o defesa, na cara do guarda-redes, por sinal, também excelente, não titubeou e...vai buscar Tafarel! Benfica campeão! Parabéns a todos!
 
Lá está! Sou dum clube lutador!

sábado, 6 de junho de 2015

A parábola do vintém

   Jorge Jesus pode ter todas as legítimas razões para não ter renovado pelo Benfica; pecuniárias, de incompatibilidade com o novo projeto, de incompatibilidade com dirigentes ou atletas, enfim, o que mais houver, mas nada, jamais, apagará a desconsideração que, com a sua atitude, teve para com os adeptos do Benfica! Nada! Ficará como uma mancha indelével na sua carreira, por mais brilhante que venha a ser. 
 
   Longe de suscitar consensualidade desde o primeiro momento e apesar de alguns amargos de boca, os adeptos não lhe regatearam o apoio que, como ele próprio reconheceu por diversas vezes, foi fundamental para os sucessos alcançados. Apesar de o saberem sportinguista, ganharam-lhe afeto revelando nobreza de caráter; viam-no como um ícone do clube, defenderam-no...e foi esse afeto, essa nobreza, que Jorge Jesus traiu, não por ter saído do Benfica, mas pela forma como o fez. Falta de coragem e desprendimento afetivo, ingratidão e mercenarismo, caracterizam a sua atitude revelando a fraqueza de caráter que muitos lhe atribuem.
 
   Nestes seis anos à frente dos destinos da equipa sénior do Benfica há pelo menos dois momentos em que o afastamento de Jorge Jesus deveria ter sido equacionado:
 
   Um aconteceu na 2ª época, que se iniciou com grande turbulência devido ao assédio de que vários jogadores foram alvo na sequência da sua participação no mundial, mas também devido à estúpida insistência do Treinador em Roberto, excelente guarda-redes que apenas necessitava de algum tempo de adaptação à equipa e ao país. Mas foi o ultimato de natureza remuneratória que parece ter feito ao Presidente do Benfica por indução de Pinto da Costa, que o pretendia nas suas fileiras,  que abalou a confiança dos jogadores e degradou o entusiasmo e a competitividade que caracterizaram a época anterior.
 
  O outro foi na antepenúltima época, em que poderíamos ter ganho tudo e tudo perdemos! Ainda hoje pairam muitas dúvidas no ar, mas houve uma circunstância que teve efeitos especialmente negativos na equipa; o excessivo tempo que levou a renovação do contrato com o Treinador! A 2ª volta realizou-se sob esta permanente dúvida e tal não foi benéfico para a moral da equipa pelas mesmas razões aduzidas anteriormente. Hoje poderemos perguntar-nos se Jorge Jesus teria renovado caso o desfecho desportivo tivesse sido outro. Estou convencido que não.
 

   Luís Filipe Vieira apostou na continuidade e ganhou, como todos reconhecemos, mas por elevado preço; veremos se não demasiado. O Benfica chegou a ter nas suas fileiras, 103 jogadores!, uma barbaridade!, alguns deles nem os vimos, outros foram fracassos totais, outros ainda, inexplicavelmente, foram borda fora, enquanto os da formação ficavam apeados, com uma ou outra exceção. O projeto de formação de futebol do Benfica tem que ter continuidade, controlada embora, na equipa principal, e se Jorge Jesus não estava disponível para participar, fez bem em ir embora. Nenhum benfiquista aceitou a saída, entre outros, de Bernardo Silva, um génio da bola e um fervoroso adepto do clube. Gonçalo Guedes estava na calha de saída!


   Quanto aos amargos de boca já referidos, recordo a exigência de afastamento de Chalana e Diamantino, figuras emblemáticas do clube, de cuja sombra Jorge Jesus parecia ter medo, tal como agora de Inácio; a copiosa derrota em Liverpool por opção estratégica do Treinador e que afastou a equipa da final para desgosto dos adeptos, onde teria uma palavra a dizer; A saída precoce de Quim, que desestabilizou a equipa nessa época; a não demarcação inequívoca das insinuações de Pinto da Costa, deixando pairar a dúvida acerca da sua lealdade; a final da Taça perdida para o Guimarães onde o desempenho da equipa foi afetado pelo afastamento de Melgarejo devido, ao que constou, a incompatibilidades pessoais com o Treinador; o campeonato perdido para o Porto nos últimos instantes da partida pela simples razão de ter mandado subir a equipa, supostamente à procura da vitória, mas sem apoio defensivo adequado, queimando a carreira de um jogador promissor como era Roderik; o empurrão a Shéu numa das muitas escaramuças que o caracterizaram; o desencorajamento dos jovens da formação e de todo o correspondente projeto, com a referência pateta às célebres nove vidas a que tão bem respondeu Bernardo Silva, etc. Resta ainda saber qual a origem do aparente apagamento de Rui Costa e do rumor da sua saída do clube, não sendo disparatado supor tratar-se, mais uma vez, de incompatibilidades com Jorge Jesus, que não tem capacidade de integração num projeto coletivo. Tal como resta saber se a aversão deste aos atletas da formação tem a ver com opções técnicas, com vantagens de natureza pecuniária, ou com preconceitos clubistas. Hoje, todas as dúvidas são legítimas.


   Porém, este caso constitui um alerta para Filipe Vieira relativamente às suas criticadas opções, pela contratação de pessoas com ligações afetivas a outros clubes, cuja importância sempre desvalorizou fiado nas suas relações pessoais. As características humanas que Jorge Jesus agora revelou relativamente ao Benfica e também a Marco Silva, estavam lá desde o início, atenuadas posteriormente, estou certo, por imposição da Direcção, funcionando como uma espécie de "colete de forças" de bom comportamento. Sob o manto do falso benfiquismo e da hipócrita gratidão fermentava o oportunismo abjecto. Por várias vezes me perguntei, na sequência dos repetidos fracassos nos momentos decisivos, se toda a gente no grupo de trabalho estava, efetivamente, empenhada em ganhar. E essa dúvida permanecerá!


   A mística do Benfica reside nos benfiquistas, não nos adeptos de outros clubes!Salvaguardando as questões da competência técnica e a importância de trazer para o clube novas experiências e conhecimentos, o benfiquismo traz consigo o empolgamento de jogadores e adeptos com as consequentes sinergias alavancadoras da competitividade.  

   Por experiência própria, sei que o risco de fracasso de uma contratação é bem menor quando se define com precisão o perfil técnico, humano e social necessários à função e se identifica com competência o correspondente candidato. 

   Defendo a contratação de Marco Silva, apesar de reconhecer perfil a Rui Vitória pelas provas dadas na formação e no campeonato da época transata, porque:
  • Demonstrou competência técnica invulgar, sobretudo no Estoril, construindo rapidamente equipas competitivas com jogadores desconhecidos, valorizando-os, mas também no Sporting, conseguindo dar alguma coerência desportiva a um conjunto fustigado pela instabilidade e a descrença.
  • Demonstrou lealdade ao seu empregador, como ficou patente pelo campeonato que nos "roubou" com o empate na Luz no jogo que antecedeu a fatídica derrota com o Porto.
  • Demonstrou resiliência e elevação, desenvolvendo sem desfalecimentos o seu trabalho num ambiente fortemente hostil, unindo os jogadores e conduzindo-os a uma vitória considerada perdida por quase todos, na recente edição da Taça de Portugal.
  • Demonstrou capacidade de liderança invulgar pelas razões já aduzidas.
  • Tem rara capacidade de identificação do potencial desportivo dos jogadores e de os adaptar à sua ideia de jogo.
  • Tem o carisma necessário ao empolgamento dos adeptos, multiplicador da competitividade.
  • Inverteria o recente efeito de deceção em prejuízo dos nossos rivais, provocando-lhes instabilidade e ao seu Treinador.
  • É BENFIQUISTA! 
SOU DE UM CLUBE LUTADOR!
PS: Ponham lá a figura do homem onde estava, junto da equipa. Apesar da decepção, não deixaremos de recordar os bons momentos que nos proporcionou, sendo que, tal, se deve menos ao seu trabalho e mais à alteração da conjuntura desportiva em Portugal.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

domingo, 31 de maio de 2015

Tardio despertar

   Se é verdade que a FPF se insurgiu contra a reeleição de Blatter na FIFA e criticou severamente aquele organismo, é caso para dizer "ALELUIA"! Finalmente acordaram para a realidade! Só a cobardia, a cumplicidade ou o oportunismo justificam o silêncio de décadas. Veremos no futuro se bate a "bota com a perdigota", ou seja; se deixaremos de ver os "herdeiros" de Calheiros, Olegários ou Proenças, no futebol. É que ainda por cá andam alguns.
 
(Tela de Abel Manta)

sábado, 30 de maio de 2015

PLENO NO BASQUETE!

   Agora tenho mesmo que visitar o museu Cosme Damião. Estou preocupado. Desconfio que não há espaço livre suficiente para tantos troféus! É melhor ir verificar e começar a fazer banzé!
 
 
 
 
                                                                    PARABÉNS!
                                                                             
                                                                 (Cheira a Lisboa!)



Em beleza!

      Mais um troféu ao cair do pano é uma excelente forma de terminar a época e embalar para a seguinte. Foi uma vitória muito difícil, num jogo bem rasgadinho, perante um adversário que fez o que prometeu e saiu de cabeça levantada. De facto, a equipa do Marítimo mostrou ao que vinha jogando no campo todo com grande intensidade, dificultando a construção ofensiva dos encarnados logo à saída da área, trocando a bola com amplitude, profundidade e muita precisão. O seu golo foi muito bem construído. No plano defensivo, o Técnico do Marítimo não facilitou, colocando cinco defesas em linhas e nada menos que três trincos na fase defensiva. Negativo apenas a excessiva agressividade, nalguns casos mesmo violência, tão frequente que se percebeu fazer parte fulcral da estratégia para o jogo. Jonas foi um "mártir"!
 
   A equipa do Benfica respondeu à letra acompanhando a intensidade do jogo, tentando fugir à "pancada", assumindo um jogo aberto, como é seu timbre, criando oportunidades de golo que poderiam ter-lhe dado avanço no marcador, como aquele em que Lima, isolado, falha a baliza por pouco. O primeiro golo resultou de um excelente lance de bola parada, de primorosa execução de todos os intervenientes, Pizzi, Jardel e Jonas que concretizou com o golpe de cabeça possível; fraco mas colocadíssimo.
 
   As substituições foram oportunas e desfizeram o equilíbrio; Talisca deu pulmão e consistência ao meio campo e Ola John dinamizou o flanco esquerdo abrindo todo o corredor e arrancando cruzamentos "mortíferos", fazendo o golo da vitória com um remate oportuníssimo a concluir o trabalho de Jonas a "roubar" a bola aos adversários dentro da área.
 
   Fantástico esteve Júlio César, sem responsabilidades no golo - Jardel deveria ter bloqueado o trajeto do avançado em vez de correr para a bola onde tinha clara desvantagem -, esteve muito bem, sobretudo no jogo aéreo, onde, efetivamente, é rei. Samaris e Eliseu estiveram fabulosos acompanhando e neutralizando os velozes e fortes adversários, sobretudo Maraca. Notou-se, sim, a velha pecha desta época, défice de criatividade e insuficiência nos flancos, sobretudo no esquerdo, já que, do outro lado, Máxi ia fazendo as vezes de Sálvio.
 
   O Treinador do Marítimo, sem muita convicção, queixou-se dos amarelos e da expulsão de um jogador da sua equipa; mas ~não tem que se queixar porque tal foi consequência da estratégia que ele próprio adotou! Aliás, acho que ainda ficou uma grande penalidade por assinalar, sobre Eliseu  - empurrão pelas costas que o impediu de se fazer ao lance. Cartões amarelos deveriam ter sido mais e, provavelmente, com mais expulsões consequentes. O caso da expulsão por acumulação de amarelos não oferece dúvidas, Jonas é puxado pelas costas da camisola, à entrada da área, quando se preparava para receber a bola em zona frontal, em condições de rematar com grande perigo.
 
   Jorge Jesus esteve bem nas substituições e nas declarações finais. Veremos o que sairá das conversações dos próximos dias. Hoje não há dúvidas, a permanência é desejada por todos. Quanto a mim, Jorge Jesus ficará no Benfica, percebeu algo que escapou a Mourinho; uma coisa é ganhar em clubes manipuladores do poder ou de orçamentos estratosféricos que lhes permitem comprar os melhores jogadores do planeta, outra bem diferente, é atingir o topo com um clube histórico e prestigiado mas de moderados recursos no panorama europeu, bloqueado desportivamente por uma conjuntura minada pelo compadrio e corrupção comprovada pelo processo do Apito Dourado. Além de talento é necessária coragem. Jorge Jesus teve-a! Permanecerá no Benfica, estou certo.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Multiplicai-vos!

      A sugestão em género de gracejo, que a Ministra das Finanças deu a jovens correligionários social-democratas num recente congresso realizado, salvo o erro, no Algarve, parece irrelevante mas talvez mereça alguma atenção. Antes de mais trata-se de uma alusão ao grave défice de natalidade com que o país se debate e que anuncia graves problemas sociais no futuro. Ou seja, a Srª Ministra, não está a pensar na felicidade daqueles jovens associado ao milagre da vida e do amor, mas apenas na produção de contribuintes! E isto é sórdido, porque revela a decadência moral deste Governo, quiçá, das nossas elites políticas. Necessitamos urgentemente, não de pessoas felizes atrás dos seus sonhos, mas de contribuintes da causa pública! E isto é um retrocesso civilizacional.
 
   Por outro lado, o estilo, a lembrar a célebre parábola de Jesus Cristo "Ide e multiplicai-vos", não é inocente, embora pareça um gracejo. É que, certos políticos, à força de tanta deferência e da experimentação efetiva de poder, acabam por se julgar acima dos simples cidadãos, o que sendo paradoxal, revela, afinal, a profunda natureza dominadora do ser humano. Quem esquece o comentário de Almeida Santos, em tom de gracejo, evidentemente, em que classificava José Sócrates como "um semi-deus"!
 
   O que é certo é que há um contraste incompreensível entre a constante aparência de satisfação da Srª Ministra e o estado de angústia generalizado da população que por aí anda em profundo desespero. 
 
   Um sujeito, ontem, matou, ontem, outro, a tiro de caçadeira à queima-roupa, por causa de cento e oitenta euros. O fisco tinha-lhe confiscado todo o património, casas, viatura e sei lá que mais. Faz todo o sentido perguntar quantos homicidas há neste caso e, quantos mais casos há como este.
 
   A característica principal do Totalitarismo consiste na subjugação plena do individuo ao Estado. Um cenário bem patente neste caso.
 
(Tela de Abel Manta)

PS: A vítima, por sinal, era pescador a viver do RSI! A pesca da sardinha esteve parada cerca de oito meses por ordem do Governo, e as quotas disponíveis atualmente são exíguas, por determinação dos tecnocratas de Bruxelas. Volto a fazer a pergunta; quantos homicidas há neste caso?