Desporto

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Um olhar sobre os Portuenses e o Portismo.

O Pedro Soares comentou a minha penúltima crónica levantando u
m tema que reputo da maior importância. A minha resposta foi tardia e parece ter passado despercebida, razão porque aqui reponho ambas.


Pedro SoaresMar 24, 2012 04:32 PM

Embora digas muitas verdades no teu texto gostava que me explicasses porque o norte é cada vez mais pobre em relação a Lisboa (lISBOA, DIGO lISBOA)! Não terá mão do FCP de certeza! O Benfica não perdeu este jogo e o de Guimarães por culpa do FCP ou sistema como queiras, para um apreciador de futebol repara que existem erros de treinador e de equipa! O Benfica não é de agora que nas últimas jornadas fica sem perninhas e sem soluções para jogar de igual forma, já lá vão 3 anos assim e relembro que no ano do campeonato foi a mesma coisa! Como pode uma equipa como o Benfica atirar-se ao árbitro pelo lance do Aimar, se no último minuto o Saviola falha um golo em frente ao guarda-redes? Como pode um treinador desculpar-se de uma expulsão a perda de 2 pontos? Como pode o Benfica jogar com 2 esquerdinos no lado direito e ter um direito do lado esquerdo? Como pode o Benfica ter 95% dos jogadores a jogar a época toda sem haver rotatividade? Como pode ainda o Benfica comprar jogadores como se não houvesse amanha e não contratar jogadores para a equipa principal onde realmente temos défice? Li á
alguns dias atrás que JJ está a estudar preencher esses tais défices, mas, tão a brincar com o clube??? Não ganhamos jogos por pensar que já estão ganhos, não ganhamos porque a direção não age quando tem de agir, não ganhámos porque o discurso do treinador passa por "valorizo jogadores", ou melhor "comigo o SLB vai na 3 época á champions" e não ganhamos porque o sistema está de braço dado com o nosso clube mas com uma diferença para o FCP, não funciona para o SLB! Deviam todos ser como o Maxi, na altura de falar, não fala e "resmunga" com a situação! Ainda não percebi porque o SLB não entrou em Blackout! Calem o Jesus por favor é ridículo aquele homem!


António Barreto Mar 27, 2012 03:23 AM


Repito a resposta anterior; com todas as insuficiências da nossa equipa, teríamos ganho se a trabalho da equipa de arbitragem tivesse sido competente. Quanto à tua referência inicial; embora não tenha aqui, agora, informação económica detalhada - verificarei isso mais tarde - sei que o rendimento médio da população do norte é inferior ao da de Lisboa, da Madeira e do Algarve, mas, julgo que não está a diminuir (terei de confirmar). Devemos ter em conta que, na região de Lisboa, estão sediadas grande parte das maiores empresas nacionais com elevadíssimas remunerações dos seus quadros, as quais, fazem subir, julgo que significativamente, o rendimento médio per capita. É a célebre história da galinha! Descontando este fator, provavelmente, continuará a verificar-se essa realidade. No entanto, toma nota que, esse não é um problema exclusivo do Norte, é também do Centro, do Alentejo do Algarve (menos) e de todo o interior, que está a ser cada vez mais abandonado. Ainda não vi nenhum político nortenho preocupar-se com essas regiões! Afinal onde está a solidariedade?


Aliás, recordo para não mais esquecer, uma afirmação feita há muitos anos por Ludgero Marques, reivindicando para o Norte as contrapartidas correspondentes à sua alegada maior produção de riqueza, sem qualquer consideração de solidariedade para com as regiões mais pobres do país! Digo-te, que perdi toda a consideração que tinha por ele...e podes crer que era muita!


Em todo o caso, na minha perspetiva, esse é um tema do foro político e social e não desportivo, que deverá ser tratado pelos representantes políticos da população e outras organizações cívicas e não por um clube de futebol.

O certo é que, quanto a mim, o FCP tira dividendos desportivos dessa realidade, graças a uma certa alegada chantagem que permanentemente exerce sobre os governos e que lhe permitiram ascender ao total controlo desportivo do País em detrimento de todos os outros concorrentes. O que estou a dizer é que, em minha opinião, nem os dirigentes do FCP, nem os capitalistas nem os políticos aliados do grupo FCP, estão muito interessados no progresso económico das populações, visto que retiram benefícios de vária ordem desse atraso.


Por outro lado, a euforia dos títulos, mantém essa mesma população sossegada, servindo assim como prevenção a eventuais distúrbios sociais, o que, é do agrado de qualquer governo.

Portanto, quanto a mim, o futebol tem servido como moeda de troca no que diz respeito ao norte; "oferecem-se" títulos desportivos em troca de desenvolvimento, comprando assim o silêncio do povo, como é característico dos países pobres e dos regimes totalitários, servindo sim, os interesses dos governos, dos dirigentes do FCP e das elites económicas e políticas do Porto.


Portanto, ao contrário do que é propalado, o FCP tem sido um dos principais agentes do empobrecimento da população do Porto e do norte. Os investimentos faraónicos que têm sido feitos nessa região, raramente têm a ver com as suas necessidades prioritárias. O resto é retórica pateta.

Quem tem olhos de ver, que veja.

(Tela de Abel Manta)

AB

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Os “inimigos” do Benfica III

Resumo dos meus trabalhos anteriores, “Os inimigos do Benfica” e “Porque não ganha o Benfica”:

•Defendo a tese de que, o FCP é hoje uma organização de pendor eminentemente político-económico, constituindo, juntamente com o seu atual Presidente, um instrumento de afirmação regional de entidades de relevância regional e nacional, que são a causa primordial de discriminação desportiva a que temos assistido nas últimas décadas, constituindo a vários níveis uma agressão à nossa lei fundamental.

•Defendo ainda que, o aliado implícito político principal do FCP e, eventualmente, o mentor deste projeto é o Partido Socialista devido ao interesse comum da regionalização.

•Defendo também que a fação que atualmente governa O Partido Social Democrata e o País, converge nessa estratégia, visto que defende a regionalização, constando-se que, alegadamente, está em curso, discretamente, o processo de constituição da região Porto, envolvendo várias entidades ligadas ao FCP, o que, a ser verdade, viola os preceitos constitucionais que impõem a consulta popular através de referendo.

•A estrutura acionista do FCPFSAD, revela como acionistas de referência, o FCP com 40%, a Somague, A Sportinvest e António Oliveira, sendo que, quer a Somague quer a Sportinvest são acionistas, a meu ver indesejáveis, na SLBFSAD.

•A consulta dos currículos dos constituintes do Conselho de Administração da FCPFSAD, revelou um elevado nível de formação académica e complementaridade, bem como sinais de eventuais fortes ligação indireta a este nível com universo Américo Amorim.

Vejamos agora o que se passa relativamente aos membros do Conselho Fiscal:

•Presidente: José Paulo Almeida; licenciado em Economia pela FEP, tem um currículo empresarial vastíssimo ligado aos têxteis, a associações empresariais- ACP, AEP e CIP, ANJE, AGAVI -, consultadoria, etc. Enfim, uma pessoa de grande competência e experiência, fortemente “vinculado” a setores relevantes da economia regional.

•Vogal: Armando Luís Magalhães; licenciado em Economia pela FEP, MBA em Management, ROC, larga experiência em instituições de crédito, vogal de várias instituições do grupo SONAE - Sonae Industria, Sonae Capital, Sonaecom – vogal da Fundação Eça de Queiroz, etc. Ora cá temos mais uma entidade de grande relevo, a SONAE, na estrutura da FCPFSAD.

•Vogal: Filipe Carlos Moreira; Vasto e sólido currículo em direito, com licenciatura na FDC, e pós-graduações em Itália - Direito Comercial - e na FDC - Estudos Europeus -, Direito Público - UCP, formador da AO e profunda experiência no setor, em várias organizações.

•Suplente: José Manuel dos Santos; licenciado em Economia pela FEP e Estudos Europeus pela FDC. Teve fortíssima ligação à AEP, ao Conselho Empresarial do Norte, a múltiplas sociedades e entidades.

•Conclusão: Mantém-se o padrão de elevada formação académica, vasta experiência profissional e fortíssimo vínculo á economia regional, surgindo ouras entidades âncora: a SONAE, A AEP ea FEP.

Por hoje fico por aqui, mas, é para continuar.

AB

sexta-feira, 23 de março de 2012

O Meu país de Marinheiros

O pequeno barco de madeira "Nagia" surgiu à entrada da barra de Peniche regressado da Mauritânia. Vinha carregado de "peixe grosso" refrigerado no velho porão. Miguel, reparando na erosão do costado, mais uma vez, admirou a coragem determinada de Mestre Zé e seus homens em demandarteimosamente, naquele "velho chinelo", os mares da Mauritânia. Imaginava o inferno a bordo da pequena embarcação durante o mau tempo que se fizera sentir na semana anterior. Miguel conhecia a vida do mar, por isso os admirava.

No cais, perto de si,estava a ti Arminda, mulher do Mestre Zé, com seu filho Jorge pela mão. Ansiosa, recordava as aflições da viagem, das quais tivera conhecimento vía rádio. Tinha já as redes prontas para a viagem seguinte, pagara as contas a todos os fornecedores e mantinha as fazendas tratadas. Olhando com respeito aquela mulher alta, silenciosa, serena e determinada, com seu filho, Miguel percebeu a essência da grandeza do seus "país de marinheiros, de naus, de esquadras e de frotas" de que Nobre, tão emotivamente falara. Ocorreu-lhe então a epopeia do "Aziz" barco também de madeira mas de maior envergadura,onde fizera a sua primeira assistência técnica,capitaneado pelo Mestre Alexandrino, um jovem, mas "velho" guerreiro do mar o qual, não hesitou em regressar ás lides, apesar dos ataques dos guerrilheiros da Frente Polisário, nos quais morrera um camarada e a embarcação ficara semi-destruida! Lembou-se do "Nejma V", um "chinelo" tipo "Najia", que jazia amarrado ao cais recuperando de idêntica destruição por idênticos motivos. Ti Manel, o velho armador que irradiava bonomia, temeu pela vida do jovem filho, mestre da embarcação, e restantes camaradas, mas sonhava já com o dia de regresso á pesca.

Um sentimento de decepção e indignação foi-se apoderando de Miguel, ao constatar a quase total ausência de relevo noticioso destes episódios pelos vários órgãos da comunicação social. Verificava, desgostoso, que os seus heróis não eram os da atualidade. Outros protagonistas suscitavam a atenção dos editores e público, que se mantinha entretido com as intermináveis, estéreis e patéticas "guerras" do futebol e político-partidárias. Percebeu, que a degradação de valores que vislumbrava, haveria de dar mau resultado.

A embarcação "Dário", barco também de madeira, um pouco maior que o já desmantelado "Najia", afundou-se ontem ao largo da ilha da Madeira. O pequeno Jorge, herdara do pai o ofício e a coragem, mantendo a pequena embarcação em atividade, apesar de todas as,perseguições de que se dizia vítima por parte das autoridades marítimas portuguesas. Não percebia porque não o deixavam trabalhar em paz! Miguel gostava dele pelas mesmas razões por que gostara de seu pai e de sua mãe. Uma amizade silenciosa, soliária, não expressa, apesar de presente.

Dário jazia agora no fundo do mar, e com ele o testemunho do seu próprio trabalho e dos seus companheiros. Sorriu com a imagem de um qualquer peixe observando o seu logotipo. Sabia que Jorge voltaria ao mar e não tardaria a entrar-lhe em casa para combinar novas e velhas aventuras. Miguel, afinal, sabia que o "Dário" tinha, desde há muito, o destino traçado, e sabe que, apesar da espuma política malcheirosa que o apoquenta diáriamente, os portugueses de facto, contnuarão Portugal.

Araujo da Silva




Oito pescadores salvos de naufrágio
www.cmjornal.xl.pt
Uma paragem nos motores, devido à entrada de água num tanque de gasóleo, causou ontem o afundamento do pesqueiro ‘Dario’, ao largo da Madeira, e obrigou os oito tripulantes a refugiarem-se numa balsa de salvamento. Três horas após o alerta, foram resgatados com vida por um navio de cruzeiro e depois...

quarta-feira, 21 de março de 2012

“Os inimigos do Benfica”

Já referi em vários fóruns, que, os Benfiquistas, para perceberem a dimensão dos opositores do seu clube têm que ver para além de Pinto da Costa. O atual Presidente da FCP- Futebol Sad, quanto a mim, não passa de um porta-estandarte; uma cortina de fumo permanente, com a missão de manter as hostes unidas, alegadamente, apelando “á intifada azul” anti-Benfica, suscitar as atenções gerais e “desviar” o olhar do verdadeiro poder que sustenta o grupo FCP, o qual se move ao mais alto nível nos bastidores dos mais variados sectores da vida nacional, exercendo, ainda que ocasionalmente e, aceito a contragosto, até involuntariamente, uma influência dissuasora nos vários agentes reguladores de eventuais litigâncias ou interesses que afetam o seu clube.

Enquanto cidadão observador do fenómeno político-social, estou desde há muito convicto de que, os defensores da regionalização, quer da zona do Porto, quer nacionais, vêm no grupo FCP um instrumento de afirmação política regional que, eventualmente, poderá explicar a descriminação positiva de que, quanto a mim e salvo melhor opinião, aquela instituição tem beneficiado desde há largos anos, com prejuízo de todos os outros seus concorrentes.

De facto, vários episódios do conhecimento público referidos na comunicação social (CS), levam-me a supor que existe um entendimento de bastidores entre o Partido Socialista (PS) e os dirigentes do FCP, o qual, eventualmente, poderá estar na base da descriminação positiva que referi, dado o recente e prolongado exercício de poder executivo por este partido. Comentários publicados na CS da época referiram mesmo que, alegadamente, teria sido António Guterres a dissuadir Pinto da Costa de se retirar das lides futebolísticas. Eu e com certeza, muita gente, gostaria de saber se, tal, é ou não verdade. O PS deveria clarificar isto, para sabermos em definitivo quem é quem, já que, a ser verdade, prestou um mau serviço ao futebol e ao pais, revelando falta de respeito pelos concorrentes do clube em questão, eventualmente por motivos de natureza política.

O Partido Social-Democrata, historicamente opositor da regionalização parece ter mudado de posição nesta matéria com a emergência ao poder de nova fação. Efetivamente, aqui e ali, alguns comentadores, atribuem a altos responsáveis políticos, movimentações nesse sentido. Pessoalmente, estou convicto que é um dos propósitos do atual governo. Não tardaremos a percebê-lo. O futuro dirá.

Deixo claro que não sou um opositor da regionalização, pelo contrário, sou um feroz opositor do centralismo asfixiante e prepotente venha de onde vier. E aqui é que está o gato! É minha convicção de que, a maioria dos regionalistas, nada mais pretendem do que, deslocar o centralismo para as suas esferas de influência onde poderão exercer o poder a seu belo prazer.

Os casos da Madeira, Açores e do Futebol são bem o exemplo disso, com os resultados que se conhecem. Hoje mesmo foi noticiado, que a dívida total dos Municípios e Empresas Municipais, já orça os 12 mil ME, contra os 8 mil ME, que se esperavam! Parece que, efetivamente, ninguém sabe a quantas andamos! Paga desgraçado, escravo, contribuinte! É Deprimente e revoltante!

Aqui chegado, é claro para mim que, estando vedado aos clubes a ação política, reconhecendo que o grupo FCP, tanto quanto me apercebo, não a exerce explicitamente, a vantagem deste grupo sobre todos os outros seus congéneres é precisamente de natureza política ainda que de forma implícita ou indirecta, pela convergência de interesses que referi antes. Tal reflecte-se a vários níveis, quer nas instâncias governamentais, parlamentares, desportivas quer até, no desempenho dos Srs. Árbitros, os quais, alegadamente, se sentem mais protegidos quando erram em benefício do FCP e alegados clubes aliados.

Por Tudo isto, é para mim claro que, as estruturas futebolísticas, continuando, alegadamente, “colonizadas” pelo lóbi portista, não terão capacidade para restituir a transparência e justiça desportiva. Por tal razão, os Benfiquistas, se quiserem proteger os efetivos direitos do seu clube, devem transformar o seu peso social em influência política, não para defender privilégios especiais para o Benfica, mas tão-somente, para impor aos governos e candidatos a governo uma agenda que garanta a efectiva igualdade de todos os cidadãos perante a lei bem como o desenvolvimento desportivo de todo o país.

Quando tal acontecer, não hesitarei, em felicitar aqueles que, lealmente, consigam vencer qualquer equipa do meu clube. Faz parte do meu entendimento de Benfiquismo aplaudir todos os que o mereçam. Lamento dizê-lo, mas, salvo casos pontuais, nas últimas décadas, não tem sido o caso do FCP.

Fico por aqui, que a coisa vai longa, mas, obviamente que é para continuar.

PS: Parabéns aos nossos Atletas e equipa Técnica pela excelente vitória de ontem, onde mostrámos que somos, efetivamente melhores dentro das quatro linhas. No entanto, é necessário melhorar o posicionamento e dinâmica de compensações no meio-campo, bem como melhorar a qualidade do passe e rever algumas opções ofensivas onde temos que explorar mais a meia-distância. Como é costume, os nossos adversários revelaram mau perder queixando-se injustificadamente do árbitro e desvalorizando pateticamente esta prova. As declarações de Pinto da Costa na zona mista, foram um exercício patético de tentativa de “intoxicação” dos ouvintes. Contudo, mais uma vez, foi uma lição do Benfica sobre como receber dirigentes adversários em sua casa mesmo quando merecem ser postos no olho da rua. Lição que Pinto da Costa e restantes dirigentes Portistas, fariam bem em aprender de uma vez por todas.

AB

segunda-feira, 19 de março de 2012

Recomendação aos Dirigentes do Benfica

Exmos Srs;

Na qualidade de adepto, sócio do Sport Lisboa e Benfica, acionista e investidor da
Benfica Futebol SAD solicito a V/atenção para as seguintes questões:

1.Quem financiou a construção do Centro de Estágios do Seixal?

2.Quem suporta os encargos de exploração do mesmo centro de estágios?

3.Quem pagou a construção do Centro de Treinos e Formação Desportiva Olival-Crestuma?

4.Quem paga os encargos de exploração deste mesmo centro de treinos?

5.Quem paga os encargos de exploração do Estádio Municipal de Braga?

6.Confirmando-se as discrepâncias que são do conhecimento público nas questões suscitadas anteriormente, e com base no Artigo 80º, alínea f) da Constituição da República Portuguesa, segundo a qual Compete ao Estado “assegurar o funcionamento dos mercados, de modo a garantir a equilibrada concorrência entre as empresas, a contrariar as formas de organização monopolistas e a reprimir os abusos de posição dominante e outras práticas lesivas do interesse geral”, recomendo vivamente;
a.Apresentar queixa fundamentada á Autoridade da Concorrência.

b.Apresentar pedido de investigação á Inspeção Geral do Território para eventuais
irregularidades que estejam a ser cometidas pelas entidades envolvidas.

c.Apresentar uma exposição aos lideres parlamentares, exigindo a reposição da legalidade concorrencial no desporto.

d.Solicitar uma reunião com todos os Srs Deputados Benfiquistas para exposição do assunto e sensibilização dos mesmos para a defesa das leis da concorrência.

e.Apresentar queixa ao Tribunal Constitucional sobre este assunto.

f.Estudar a possibilidade de impugnação de todas as provas em que Benfica e Porto tenham participado desde 2002; ano em que foram concluidas as obras do Centro de Treinos Olival-Crestuma.

g.Analisar a possibilidade de alteração dos estatutos do Sport Lisboa e Benfica em Assembleia Geral Extraordinária a realizar com urgência, contemplando a legitimidade dos seus órgãos para pronunciamento de teor político nas áreas desportivas e adjacentes tendo em conta que vários dos concorrentes desportivos têm uma configuração social eminentemente política.


Os interesses do Sport Lisboa e Benfica e da Benfica Futebol Sad, estão acima de
todos os outros - exceto dos da Pátria -, sejam eles de grupos económicos, de
grupos financeiros, de grupos políticos ou de quaiquer amizades por mais respeitáveis
que sejam. Quem parasita o Benfica não é seu amigo.


Trabalhe-se o tempo que for necessário e recorra-se a apoio externo, se for caso disso. Trata-se de um investimento para o futuro do nosso clube. Sem uma intervenção
dinâmica e intransigente dos órgãos do clube no âmbito doas prerrogativas Democráticas que lhe assistem, o futuro do nosso clube estará comprometido a
médio-prazo, visto estar definitivamente demonstrado que os órgãos desportivos não têm capacidade para restabelecer a igualdade da concorrência nas provas que superintendem, cabendo ao Estado fazer cumprir a Lei fundamental,competindo-nos a nós exigir que o faça. Não há tempo a perder!

Com os melhores cumprimentos,

António Barreto

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Os jovens talentos

   Na sequência do recente excelente desempenho da seleção de futebol de Portugal de sub-20, o Sr Presidente da República, recebeu e condecorou, no Palácio de Belem, atletas e técnicos envolvidos, censurando as equipas Portuguesas por não apostarem mais nos nossos jovens.

   Esta "admoestação" é injusta; não ignora o Sr Presidente que a globalização também chegou ao futebol Português. Os clubes querem os melhores jogadores que o seu dinheiro pode comprar e os atletas querem os clubes que melhor remuneração lhes proporcionam. Acresce que são, efetivamente, os clubes Portugueses, os grandes responsáveis pela formação destes jovens, facultando-lhes infraestruturas, meios humanos e remuneração. Na verdade, em vez de "puxar as orelhas" aos clubes Portugueses, o Sr Presidente deveria ter sensibilizado os jovens condecorados a preferi-los mesmo com sacrifício parcial da remuneração. Isso, sim, seria um ato de gratidão e de Patriotismo.

(Tela de Júlio Pomar)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Violência pelo futebol

Os episódios de violência que todos os dias, dramáticamente, ocorrem, demonstram que, apesar do tremendo desenvolvimento tecnológico, económico e social das sociedades humanas, a natureza humana, na sua essência, parece permanecer imutável. Por outro lado, também a violência tem causas que importa, urgentemente, identificar e prevenir entre as quais se destacam a disputa pelo poder e a defesa da sobrevivência. Legítima defesa, defesa da paz, último recurso na defesa de direitos fundamentais, são circunstâncias que podem justificar o uso da violência.


O episódio, noticiado hoje, da agressão a Pedro Proença por um alegado adepto do Benfica, merecendo o meu veemente repúdio, impõe alguma reflexão no sentido de lhe apurar as causas. O evento parece ter sido ocasional e a sua mediatização deve-se ao facto de Pedro Proença - alegado Benfiquista - ser uma figura pública e o agressor ser adepto do Benfica. A gravidade do caso reside no perigo de alastramento, dado o clima de grande tensão que se verifica no futebol Português e o ambiente geral de grande frustração que o País atravessa - sem fim à vista.


A condenável atitude do agressor não me impede, porém, de identificar outras causas, mediatas:

Desde logo, a passividade das autoridades de segurança, perante inúmeros e reiterados casos de violência associada ao desporto que tem funcionado como incentivo aos agressores e "lastro" de indignação às vítimas e cidadãos comuns. Legitima até a população a ver essa passividade como consentimento tácito ou covardia. Porém, há eventos onde as forças de segurança se mostram lestas a desancar espetadores desportivos a torto e a direito; homens, mulheres e crianças, sem motivo à vista, suscitando indignação pelo desproporcional uso da força, dando a ideia de que, para as autoridades, há violência boa e má dependendo da sua origem. Assim se semeiam os ventos da violência.

Também as autoridades desportivas e os seus órgãos, muitas vezes, se têm demitido da responsabilidade de sansionar com equidade os causadores de graves e repetidas agressões verificadas nos recintos desportivos, contribuindo assim para o clima de impunidade incentivador da violência, frustação dos adeptos e falência do futebol.

A associação dos árbitros tem a sua quota parte de responsabilidade, na medida em que, perante os erros grosseiros dos seus associados, geralmente, assume incondicionalmente, com arrogância e picardia, a sua defesa, em vez de apelar à compreensão geral pela inevitabilidade dos erros, anunciando medidas preventivas e/ou corretivas.

Igualmente responsáveis são aqueles Árbitros que parecem não se preocupar com as consequências dos erros grosseiros que por vezes cometem, destruindo projetos de milhões de euros dos clubes e justas espetativas de milhares ou milhões de adeptos, que sentem nesta atitude uma violenta agressão.

Não podem porém desresponsabilizar-se alguns dirigentes desportivos militantes que, numa atitude persistentemente fundamentalista não hesitam em "crucificar" públicamente todos os que na sua ótica prejudicam o respetivo clube, incluindo árbitros, "esquecendo-se", muitas vezes, de reprovar sem ambiguidades os atos de violência praticados pelos seus adeptos. Ou seja, a nossa violência é boa e a vossa é má.


Igualmente para alguns comentadores desportivos e editores de comunicação social que acicatam a controvérsia desportiva certos do efeito potenciador das vendas que provoca.

Responsabilidades têm também os tribunais ao ilibar arguidos de ilícitos na área desportiva, sem que a fundamentação subjacente seja entendível pelo cidadão comum, corroendo o caráter geral e universal da lei.

E quando um Procurador se demite da função defendendo em pleno Tribunal o arguido que lhe competia acusar está a dececionar o Povo que com ele conta para punir os criminosos.

E mais responsabilidades têm os agentes políticos da área do poder, Governo e oposição, ao fazerem aprovar leis que permitem anular elementos de prova que seriam decisivos para a condenação dos arguidos, ficando a ideia de que, por vezes, se legisla por medida, subordinando o Estado de Direito às conveniências políticas, económicas ou outras.

Concluo, constatando que, a condenável agressão foi apenas mais um episódio no clima geral de intolerância e violência que alguns têm vindo a promover na sociedade Portuguesa e que as autoridades não conseguem apaziguar, certo de que, desta vez, o agressor terá exemplar punição, por ser adepto do Sport Lisboa e Benfica.





sexta-feira, 8 de julho de 2011

Construção Naval em Peniche

Eis o mais recente navio construido nos Estaleiros Navais de Peniche com tecnologia totalmente nacional, no qual a Reclimeq tem a satisfação de ter contribuido com a instalação do respetivo sistema de ar condicionado. Em nome da Reclimeq, obrigado aos ENP e à República Popular de Moçambique.








quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Partido do Norte

Não sei se Portugal precisa de um partido do Norte. Mas não reconheço a Pinto da Costa qualquer espécie de idoneidade para o reivindicar, arvorando-se em alegado defensor dos portugueses do Norte. O protagonismo que tem tido nas últimas décadas nas manobras de bastidores do futebol nacional, retiram-lhe qualquer réstia de autoridade para se queixar do centralismo lisboeta. Não tem credibilidade porque utilizou as prerrogativas democráticas para centralizar no Porto o poder efetivo do futebol nacional, revelando total desprezo pelos adversários, sujeitando-os à sua ilimitada e doentia ambição. No entanto, esta faceta política, constitui um dos pilares centrais da sua estratégia, que tem dado bons frutos ao Futebol Clube do Porto. Esta autoproclamada representatividade do Norte, serve os interesses de vários alegados notáveis do Porto e outros defensores da regionalização, muitos dos quais parecem não hesitar em subordinar as leis da República aos interesses da alegada região Norte e do seu espúrio clube representante. Assim, a principal vantagem do FCP face aos adversários é de natureza política uma vez que, alem do controle efetivo das instituições desportivas de que é beneficiário líquido, goza de uma certa passividade, a meu ver, covardemente cúmplice, das instituições que têm a incumbência de combater a corrupção desportiva. Na verdade, sabem, que o fim da corrupção no futebol traduzir-se-á numa perda desportiva do FCP que será utilizada como instrumento político de afrontamento do Governo e restantes órgãos de soberania, com consequências eventualmente imprevisíveis ao nível da agitação social. Parece pois que, a continuada falta de verdade desportiva no futebol nacional, e não só, é entendida plos principais agentes políticos e económicos como útil e necessária à estabilidade da Pátria. E é assim que muita gente parece pretender construir o progresso. E é também assim que muita outra gente descrê desta nossa terceira República.