Desporto

domingo, 12 de maio de 2013

Campeões de Voleibol; parabéns valentes!

A nossa equipa de voleibol teve que vencer o Espinho num jogo adicional para ser campeão nacional. É obra!
 
Abaixo os trafulhas do desporto!
 
Viva o Benfica!

Porto-Benfica (2-1)

E quando o empate e a vitória no campeonato pareciam certos, eis que...num belo lance de futebol o mostrengo deitou tudo a perder, precisamente quando o Benfica procurava segurar a bola no meio campo adversário. Os golos que sofremos resultaram de uma falha defensiva recorrente, nunca colmatada, nem no decurso de cada jogo, nem da época; falta de marcação aos extremos adversários. Quando se apanham bons jogadores pela frente...dá golo. Foi o que aconteceu; com azar no primeiro, com mérito adversário no segundo.
 
A equipa do Benfica fez um jogo eminentemente tático, contido, desta vez mais equilibrada no meio-campo, adiantando-se no marcador num lance de insistência onde Lima, fulgurante, apareceu a faturar. Todos somos esclarecidos depois dos acontecimentos, mas é dos livros; quem joga para o empate acaba por perder. Foi o que aconteceu, mesmo ao cair do pano. Foi quase, quase. É a vida, é o futebol verdadeiro.
 
Nenhuma das equipas criou oportunidades claras de golo; do nosso lado um remate de Cardozo com selo de golo a que Helton correspondeu com excelente defesa. Do outro lado, um ou dois cruzamentos perigosos, mais uns lances de bola parada estudados e forçados.
 
Enzo, o combatente que poderia ter feito a diferença no meio-campo, bem cedo levou, sem causa, o amarelo da ordem e com isso perdeu 25% da sua capacidade. Do outro lado, usou-se e abusou-se do jogo sujo; Gaitan e John sairam lesionados. Um artista este Proença.
 
Não contesto o resultado deste jogo nem tão pouco o do Estoril na Luz; contesto sim o Benfica-Braga, o Nacional-Benfica, o Académica-Benfica, o Académica-Porto, o Setúbal-Porto, o Braga-Porto e o Nacional-Porto. O resultado destes jogos foram decididos nos bastidores e não nas quatro linhas; é a minha convicção.
 
Qualquer marciano recém-chegado a um país, onde uma equipa para ganhar uma prova destas tem que vencer todos os jogos, conclui de imediato que algo está errado! Sabem-no todos; UEFA, FIFA e governos, mas limitam-se a tentar fazer crer que nada se passa ou a mostrar o seu - falso - empenho na luta contra a corrupção.
 
Mas ainda poderemos ser campeões; o Paços tem condições para empatar ou mesmo ganhar o jogo ao Porto. Pois podemos. Mas...e o Xistra?, e o Benquerença?, e o  Elmano?, e o Dias?, e a mala azul? Não acredito. Ou melhor, lá bem no fundo tenho uma fézita, até porque, últimamente, tenho andado a magicar cá umas coisas bem feias.
 
O Guimarães, não é novidade nenhuma, como quase todos os clubes nacionais da 1ª Liga está técnicamente falido; caíu em desgraça na sequência das posições que tomou, alinhando com o Benfica junto da UEFA no célebre caso do Apito onde, graças a malabirismos vários, o mostrengo acabou por passar incólume. Esta época, o mostrengo foi a Guimarães passear, goleando!,...meses depois, o mostrengo adquire duas jovens promessas deste clube, o qual, provávelmente, continuarão a representar! É assim que se compram jogos em Portugal. O Guimarães, junta-se ao Braga, Académica, Setúbal, Olhanense, Nacional e outros. Enquanto o Benfica tem que se empenhar a fundo em todos os jogos, ao mostrengo basta dar umas passeatas em muitos deles. E com isto estão a matar o jogo e a semear a descrença da população...no futebol e...no país. 
 
Os nossos Atletas e Técnicos foram briosos, bateram-se com denodo e não mereciam perder, apesar de terem cometido algumas falhas. Num campeonato decente seriam campeões há várias jornadas. Um abraço a todos. Há que aceitar a derrota sem lamúrias, aprender com os erros cometidos e atacar o próximo embate. Que tenham a sorte que todos merecem tal como nós, os Adeptos.
 
Viva o Benfica!
 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Benfica Estoril (1-1), que volta de mar!

O fantástico jogo do Estoril contrasta com as facilidades que o o mostrengo encontrou no recente jogo da Madeira, com o Nacional, onde, segundo rezam as crónicas, este clube apresentou três ex-júniores no lugar de outros tantos habituais titulares, no lance do 2º golo "meia equipa" do mostrengo estava em fora de jogo e o terceiro tento foi obtido numa grande penalidade "forçada". O empenho do Estoril é de louvar, até porque têm feito um excelente campeonato, mas...acredito que, hoje, tenham tido um incentivo extra. É dos livros.
 
A equipa do Benfica apresentou-se decidida a resolver o jogo cedo, e, ainda durante a primeira parte criou oportunidades suficientes para o vencer, inconcretizadas, fosse por azar, excesso de ansiedade ou pressão do adversário - na hora H sempre aparecia algo à frente; um pé, uma cabeça, uma canela, um corpo. E quem não marca...
 
E foi num lance de livre, oferecido pelo Paulo Batista, excelentemente executado ao primeiro poste, que Artur foi traído pelo ressalto da bola à sua frente. Que me recorde, em todo o jogo, o Estoril fez mais dois remates com algum perigo. Impressionante a condição física dos jogadores desta equipa! Impressionante! Tanto que até me perguntei se teriam tomado a tal amarelinha!
 
Aos jogadores do Benfica faltou meio-campo, ala esquerda, velocidade, controle emocional e racionalidade. Tudo isso "poderá" ser explicado pela eventual quebra física na sequência do exigente jogo com o Fenerbaçe. A concentração de jogos nesta fase da época é demasiado exigente. A expulsão de Carlos Martins poderá ter sido decisiva; o 2º amarelo foi mal mostrado pois pode ter decidido o campeonato e o primeiro foi por...palavras!
 
Paulo Batista cortou as pernas ao Benfica e não admira, visto que é um dos vários árbitros "malditos" para o meu clube! Já vem de longe!

Não posso reprimir um gracejo; mas porque carga de água é que o Treinador do Estoril não optou por rodar e valorizar meia-dúzia de júniores? Não era bonito? Pois era! E quem sabe, talvez o Benfica tivesse goleado em registo de passeio! É aqui que, tal como disse o "filósofo", me ocorre, que talvez seja verdade que, este, é um campeonato sujinho, sujinho, sujinho...talvez devido ao excesso de fruta...
 
Há que recuperar física e mentalmente para ir ganhar ao estádio do mostrengo. À campeão!

domingo, 5 de maio de 2013

Benfica é Campeão Nacional de Voleibol! Viva o Benfica!

In sítio do Benfica

Benfica é Campeão Nacional

Hugo Gaspar: “Oito meses a trabalhar para este título”

O capitão da equipa de Voleibol do Sport Lisboa e Benfica, Hugo Gaspar, era, naturalmente um homem feliz, mas iniciou a conferência de imprensa a analisar o que se passou na quadra.
“Foi uma final muito equilibrada com duas grandes equipas, mas no fim o Benfica foi melhor. Demonstrou durante a época, pois ganhou as duas fases regulares. Não pode haver dúvidas que fomos melhores”, sustentou.
O oposto revelou o estado de espírito vivido no seio do plantel benfiquista. “Estivemos oito meses a trabalhar para este título.
Demonstrámos em campo, fizemos mais pontos que o SC Espinho. Só temos que estar contentes, foram oito meses de trabalho com muitas complicações durante a época. Somos Campeões e estamos de parabéns”, realçou.
Tal como Roberto Reis, também Hugo Gaspar não esqueceu os que lhe são mais próximos no momento da celebração. “Dedico à minha mulher e à minha filha que saem muitas vezes prejudicadas pelo tempo que gasto no Voleibol. A todos aqueles benfiquistas que estiveram aqui a gritar. Este título é para eles. Para o nosso presidente que é um exemplo para o Desporto nacional com o apoio que dá às modalidades”, sublinhou.

Sporting – Benfica, 1-4

In site do SLB

Juvenis A começam Fase Final com vitória robusta em Alcochete

Os atletas comandados por Renato Paiva começaram da melhor forma a Fase Final do Campeonato Nacional, ao venceram em Alcochete, de forma robusta, o rival Sporting, por 1-4.

Numa Fase com apenas seis jornadas era importante começar bem e a equipa de Juvenis do Sport Lisboa e Benfica não podia ambicionar melhor entrada na prova.

O desafio teve um Benfica dominador e a querer chegar cedo à liderança no marcador. Logo aos 4’ minutos Diogo David conseguiu mesmo colocar o esférico dentro da baliza “leonina” inaugurando o marcador. Os jovens “encarnados” não abrandaram o ritmo com o golo obtido e perto da meia hora, Romário Baldé, dilatou a vantagem para 2-0, resultado com que se chegaria ao intervalo.

No segundo tempo, mais do mesmo. O jovem benfiquista Diogo David esteve em plano de destaque e voltou a encontrar, aos 50 minutos, o caminho da baliza “verde-e-branca”. Mas a vantagem não ficou por aqui, já que Iuri Gomes, aos 71’, aumentou mais os números em Alcochete.

Já perto do fim, o Sporting conseguiu o tento de honra colocando o marcador nos 1-4 com que terminou o desafio.

No outro encontro desta Fase Final, a equipa do FC Porto venceu, no Olival, o SC Braga por 0-2, colando-se com três pontos ao Benfica na liderança da prova.

Na próxima jornada os dois primeiros classificados encontram-se num jogo marcado para o Seixal.

 

sábado, 4 de maio de 2013

Era uma vez uma revolução; de José Manuel Fernandes, comentado por António Barreto

Aprecio o trabalho jornalístico de José Manuel Fernandes (JMF)  por revelar características de livre-pensador, que muito prezo, à semelhança, por exemplo, de Henrique Raposo, Henrique Monteiro,   Alberto Gonçalves, Vasco Pulido Valente, Maria de Fátima Bonifácio, João César das Neves, Medina Carreira e outros profissionais dos mais variados setores.
 
JMF envolveu-se intensamente na luta política estudantil no Liceu que frequentava em Lisboa, o Pedro Nunes, no período pré e pós 25 de Abril, jenuinamente crente na utopia socialista que, na época, alastrava nos estabelecimentos de ensino, alvo prioritário da "evangelização" comunista promovida pelo PCP, que transformou as escolas públicas naquilo que ainda hoje são; fabriquetas de guevarazinhos dependentes do erário público.
 
Com uma escrita cuidada e grande minúcia, JMF, dá-nos um panorama muito amplo das dinâmicas políticas no meio estudantil, das lutas entre as várias fações, do seu funcionamento interno e das características mais comuns dos respetivos militantes. Por lá andavam Zita Seabra na qualidade de dirigente da UEC - União de Estudantes comunistas -, a belíssima, malograda e esquecida Sita Vales - da célula da Zita -, Maria José Morgado, Saldanha Sanches e Durão Barroso - militantes do MRPP -, Nuno Crato, Jorge Costa Pinto, João Carlos Espada, Henrique Monteiro, Francisco Louçã, Miguel Portas...- PCP (R ou ML).
 
Uma das ilações que tirei deste testemunho, coincidente com a minha própria observação à época, é que, quem andava metido nestas molhadas eram predominantemente os filhos da classe média alta;  ou filhos de funcionários públicos ou de pequenos e médios comerciantes ou industriais. Suportados por famílias mais ou menos abastadas, eram, geralmente, meninos com mesada, muitos deles com pópó, e culturalmente, um passo à frente dos filhos da arraia miúda.  Operários, os grandes revolucionários da teoria marxista, eram espécie rara naqueles grupelhos. Porém, muitos deles pagaram corajosamente, bem caro, o preço da irreverência utópica. Muitos deles são hoje quadros partidários de relevo, alguns alcandoraram-se aos mais altos cargos políticos, outros são académicos de referência, ainda outros dedicaram-se ao jornalismo com distinção, escritores, poetas e até...mendigos! Hoje podemos ver, quer os seus atuais herdeiros políticos, quer alguns camaradas, debitando bastas baboseiras, cristalizados em conceitos retrógados, quase todos eles...professores universitários! Quem tinha de pôr o pão na mesa ou ajudar a fazê-lo, operários ou filhos pobres, preocupava-se em trabalhar  e não ir bater com os costados nas matas de África.
 
Dá-nos conta, JMF, da ditadura partidária que impunha a todos os militantes a total sujeição ao partido em nome dos tais amanhãs que iriam cantar; o tal paraíso na Terra que, ainda hoje, alguns "esclarecidos" esperam alcançar. Muitos deles, como JMF, acabaram por "abrir os olhos" a partir desta realidade e do conhecimento do tenebroso Estalinismo bem como do tremendo embuste da Revoluçãio Cultural Chinesa. 
 
Interessantíssimo o seu testemunho do 25 de Novembro que passo a citar, que muitos parecem ter esquecido e outros se têm encarregado de distorcer: (a partir da página 201)
 
"Os acontecimentos precipitaram-se quando, na madrugada do 25 de Novembro, os páraquedistas da Base aérea de Tancos se revoltaram e decidiram ocupar as bases aereas de Monte Real e do Montijo, e o Comando da Região Aérea de Monsanto. Houve também movimentações do RALIS, da EPAM (que ocupou a RTP) e da Polícia Militar (que toma a Emissora Nacional). O principal teatro do Drama foi contudo Belém, onde Costa Gomes manobra para evitar a guerra civil. O Estado de Sítio foi declarado na região de Lisboa e Otelo convocado pela Presidência da República, acabando detido em Belém e deixando o Copcon sem comandante. Ao mesmo tempo, as tropas fiéis aos moderados contra-atacavam. Os Comandos da Amadora, chefiados por Jaime Neves, retomavam, primeiro a Base de Monsanto e depois, o quartel da Polícia Militar, na Calçada da Ajuda, paredes meias com o Palácio de Belém. Foi aí que ocorreu o principal confronto. Houve tiros e vítimas mortais; dois homens dos comandos (o Tenente Coimbra e o Furriel Pires), um da Polícia Militar (o aspirante José Bagagem, que era militante da UDP e que nós tentaremos, mais tarde, transformar em herói).
 
Nessas horas, no momento decisivo, quando por todo o lado se antecipava a revolução, Álvaro Cunhal percebeu que a relação de forças não lhe era favorável e mandou parar as tropas que lhe eram mais favoráveis, com destaque para as da Marinha e, nestas, as de Fuzileiros. "Os Párequedistas tinham virado, tinham passado para o outro lado, os Comandos estavam na rua e só a Marinha se mantinha fiel à revolução - e só com a Marinha não se podia ganhar uma revolução", explicaram a Zita Seabra quando a mandaram desmobilizar as UECs que aguardavam ordem para avançar. Pouco depois, o próprio Álvaro Cunhal falaria aos principais funcionários do partido e disse duas coisas que a antiga dirigente da UEC guardou na memória: "que teve garantias de Melo Antunes de que não ia ser preso e que o PCP não ia ser ilegalizado. E recordou a obra de Lenine, "Um passo atrás, dois passos à frente" escrita nas vésperas da revolução de 1905. Íamos dar um passo atrás para no futuro podermos dar dois passos à frente"."
 
"Do nosso lado estava-se mais com as "Teses de Abril", pelo que ninguém deu ordem o major Tomé (que mais tarde viria a ser dirigente e deputado pela UDP) e aos outros responsáveis da Polícia Militar para não avançarem. Derrotados pelos Comandos, seriam presos e levados para a prisão de Custóias no Porto."
 
Ora com que então, o grande patriota Cunhal definiu a estratégia que perdura; "um passo atrás hoje para dar dois passos à frente amanhã"! Com o país falido, o primeiro passo à frente já foi dado pela mão dos sindicatos controlados pelo PCP; o segundo estão a tentar dá-lo agora, instigando a população à revolta. Haverá por aí algum herdeiro militar de Jaime Neves?  Não há Democracia sem democratas!
 
Retomando JMF: " Caso tivésemos tomado o poder - ou o PCP tivesse tomado o poder - não duvido que os nossos devaneios mais ou menos adolescentes em breve se tornariam num pesadelo totalitário. Pesadelo de que também nós seríamos vítimas."

"Eu não deixei de ser comunista para me tornar num socialista moderado. Eu não continuei a acreditar na bondade dos fins por que lutam os comunistas, fins que em boa parte são partilhados pelos socialistas e por todos os que se reclamam da herança marxista ou são de alguma forma seus herdeiros. Não me limitei a achar que os métodos estavam errados. A minha rotura questionou toda a doutrina e os seus fundamentos mais longínquos, e sinto que isso não aconteceu por acaso. Aconteceu porque não fui um mero companghon de route, fui antes um verdadeiro devoto, ou, como então se dizia, um devotado "soldado do proletariado"."

"Estes estudos, bem como o posterior desenvolvimento da ciência, a psicologia evolucionista, acabaram naturalmente por me fazer afastar da ideia de um homem puro original que a sociedade teria estragado. Sem querer entrar aqui nas longas e interessantes controvérsias sobre "nature versus nurture" (natureza versus educação), algo se tornou claro para mim; a natureza humana não é intrinsecamente boa, e não é a sociedade que a estraga. Pelo contrário, é a civilização que permite aos homens aprender a limitar características naturais que vemos como anti-sociais, tornando-os também capazes de viverem de forma pacífica e colaborativa em sociedade."

Interessante, porém, regressam, agora com chancela científica, as velhas teses fundadoras dos fundamentalismos racistas que tantos danos têm causado à humanidade!

António Barreto

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Benfica-Fenerbace (3-1); estamos na final!


Neste jogo, o Benfica mostrou, em definitivo, o famigerado e muitas vezes arredio, estofo de campeão. Sabíamos que a qualidade futebolistica do Benfica é superior à do Fenerbace, mas também sabemos que nem sempre ganha o melhor. E mais conhecemos como o futebol turco é difícil; agressivo, veloz, corajoso, apoiado, como o fator sorte por vezes é decisivo tal como o critério da equipa de arbitragem. Desta vez não houve buraco no nosso meio-campo; Enzo e Matic partiram a loiça toda dando luta sem tréguas ao adversário numa zona onde este fora muito forte no jogo anterior. Excetuando os minutos finais, o Benfica dominou por inteiro a partida chegando a mesmo a baralhar por completo a adversário, apesar de se pressentir a possibilidade do contragolpe.
 
Os nossos golos foram fantásticos! Todos! Jesus mudou a forma de Cardozo finalizar, passando este a previlegiar a precisão em vez da explosão como ficou bem patente nos dois golos que marcou. Bonito! Espetáculo! Porém, não menos soberbo foi o golo de Gaitan, o mágico que pede messas a qualquer Messi! Quem faz tal remate de trivela com a bola a sair na direção contrária à deslocação do alteta? Quem? Não conheço outro além de Gaitan! Isto é espetáculo! É benfica!
 
A equipa de arbitragem não esteve à altura, tendo feito demasiadas asneiras graves que poderiam ter decidido a eliminatória. Aceito a grande penalidade assinalada, tal como a bola na mão a passe de Lima, como aceitaria se a decisão fosse contrária. Dou-lhes o benefício da dúvida nestes lances mas não noutros; o fora-de-jogo não assinalado que antecedeu a GP, o puxão na camisola do Cardozo à entrada da área impedindo Cardozo de se fazer ao lance após ter ganho vantagem, o duplo derrube  ao Enzo na área, que o impediu de disputar a bola, outro derrube ao Gaitan à entrada da área ainda na 1ª parte...enfim..mais uma quantas faltas mal assinaladas e alguns cartões excessivos. Mas onde terão ido desencantar estes marmanjos?
 
Obstáculo ultrapassado, confiançpa reforçada e vamos ao próximo com...prego a fundo!
 
 Parabéns campeões!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A Capela do pinto

Mudar listas de árbitros

Por:Tânia laranjo, in CM:

 
Em janeiro de 2011, o Tribunal da Relação de Lisboa confirmou a decisão do tribunal de primeira instância. 
 
Pinto de Sousa, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, e outros 15 arguidos eram absolvidos no processo relativo à viciação das classificações dos árbitros. As escutas reveladas pela CMTV – e que hoje voltarão a ser mostradas em exclusivo – eram a principal prova do Ministério Público, que defendia a condenação. Aí, Pinto de Sousa e outros dirigentes, como Francisco Costa, António Henriques e Azevedo Duarte (todos membros do órgão), acertavam as classificações. Os árbitros subiam e desciam de categoria conforme o interesse dos dirigentes e não diretamente devido às classificações dos jogos que apitavam. 
As escutas que a CMTV revelou mostram ainda que estas alterações também aconteciam nos árbitros de 1ª categoria. Uma outra conversa dá conta de que Pedro Henriques subiu um lugar de forma a justificar uma nomeação para a Taça de Portugal. Foi na época 2003/2004, quando o FC Porto ganhou à União de Leiria. Pinto da Costa queria aquele árbitro. 

Capelinha

 

 
 
O padrão de superioridade intelectual assimilado recentemente pelo treinador transmontano levou-o a não resistir ao sublinhado "limpinho" depois da vitória importante sobre o Nacional. Para os paladinos da verdade desportiva, um golo decisivo em evidente fora de jogo à Maicon não passa de uma pequena nódoa, facilmente disfarçável, quando comparada aos roubos de catedral ou de Capela. Um fora de jogo a valer três pontos ao Sporting é uma capelinha tão pequenina como a confraria que julga poder escrever a história diferente do que ela é.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Amália Rodrigues; romance de Sónia Louro comentado por António Barreto

Antes de ler a primeira vintena das 183 páginas deste romance, pensei que me esperava uma tremenda estopada. Enganei-me!, fui ganhando entusiasmo crescente até final. A autora soube gerir a espetativa do leitor com mestria.
 
É uma Amália amargurada que aqui é retratada; uma amargura profunda e constante parece ter acompanhado toda a vida da nossa diva. Uma amargura difícil de explicar mas que talvez tenha tido origem na sucessão de rejeições que sofreu; falta dos pais até aos 14 anos sofrendo depois com a sua austeridade, casada "à força" com o ambíguo torneiro-guitarrista o "Chico"  que mais tarde, cansada e despeitada,  abandonou, depois amante do enfatuado tenista-banqueiro "Pitta" que, cioso do seu ascendente social nunca lhe propôs casamento tendo-a tratado geralmente com desdém. Ostracisada por uma sociedade implacável para com as "imorais" mulheres enganadas na sua "virtude" e para com o marginal e decadente mundo "fadista", Amália nunca encontrou o amor que tão ardentemente desejava, apesar dos inúmeros e extraordinários pretendentes que teve; Ricardo Salgado, Charles Aznavour, Porfírio Rubirosa, Anthony Quinn, Onassis, Pablo Neruda...nenhum lhe acendeu a chama da paixão! A sua irmã Celeste dizia-lhe que tinha medo de amar, e talvez tivesse razão, mas, julgo eu, não totalmente. Julgo que Amália sempre sofreu com a falta de carinho e reconhecimento de seus pais, comum nas famílias das classes baixas de outrora; quando um dia mostrou com orgulho à mãe, a Grã-Cruz de Santiago da Espada, esta limitou-se a responder que ela, sempre tivera geito para bugigangas! Deve ter doído! Bem sabemos como certos pais detestam ser superados pelos filhos.
 
Dizia que a vida passara por ela e, de facto, Amália limitou-se a ser o que era; uma beleza discreta mas poderosa, uma voz invulgar, uma dor vivida que sabia transmitir e uma inteligência emocional fora do comum. A sua carreira foi compulsiva! Amália a todos encantava! Talvez tivesse medo de amar, sim, mas...talvez não soubesse amar. Só uma pessoa profundamente egoísta, paradoxalmente insensível, seria incapaz de amar quem a amparou e acarinhou com desvelo até ao fim dos seus dias; o seu marido e companheiro César. Um grande homem! Amália não percebia a indiferença de César pela música mas, simultaneamente,  não compreendia a paixão  dele por arquitetura! De certa forma, Amália foi uma mulher moderna, tendo sacrificado tudo à sua carreira, fumando compulsivamente,"comandando" os seus amores, controlando a sua carreira e adaptando-se com sucesso às variadas circunstâncias, apesar da sua baixa escolaridade! Surpreende a total falta de alusão ao designado "instinto maternal" em tudo o que li sobre ela, quer neste romance quer em outros escritos. Curioso como tem sido ignorada a sua passagem , ainda adolescente, pela pensão do seu tio no Fundão, onde terá passado as "passas do Algarve", antes de regressar definitivamente a Lisboa.
 
Só já no ocaso da vida Amália entendeu que o tal grande amor porque tanto ansiara era, afinal...o Público! Em toda a sua carreira parece não o ter percebido! Não dá para entender! Ou melhor; Amália amava-se demasiado; necessitava de companhia constante, ou...teria apenas medo, o terrível medo que dela se apoderava à noite. O reconhecimento da importância do amor do Público, quanto a mim, funcionou como uma espécie de compensação pelo sentido fracasso do amor definitivo! Cá para mim, o grande amor de Amália foi...Alan Ulman! Não físico, mas de alma! Havia uma sintonia total entre eles na forma de sentir - Alan ofereceu-lhe a pulseira da mãe que Amália usava com devoção e a sua mulher acabou por se divorciar.  
 
Amália e Alan revolucionaram o fado substituindo a tradicional passacalha por harmonias complexas e os textos de "faca e alguidar" pelos de grandes poetas; Camões, Bocage, Alberto Janes, Pedro Homem de Melo, David Mourão Ferreira, Alexandre O´Neil, Manuel Alegre...Interessante a justificação de Alan pela opção por poetas não vivos; os outros não teriam talento adequado! Isso conduziu-o à descoberta da literatura portuguesa, tendo arrastado Amália no processo. Alan, além de excelente compositor e pianista era editor de profissão, como tal, um homem de cultura por excelência. Engraçado; tal como atualmente na economia e no passado com a Ínclita geração, também no fado foi necessário um impulso externo para lhe proporcionar alguma grandeza! Também no traje fadista, Amália revolucionou! Foi dela a "invenção" do xaile e vestido negros sem grandes adornos além de um único brilhante, contra a, até aí habitual, vestimenta multicor com muito oiro à mistura das fadistas.
 
Estranhamente, tendo em conta a sua intuição e conhecimento do mundo, Amália só percebeu o verdadeiro sentido do "Fado de Peniche" quando o seu autor, David Mourão Ferreira, lho explicou zangado, apesar de o ter cantado muitas vezes. Nem o "Meu Amor Marinheiro" de Manuel alegre parece tê-la despertado para a realidade do País! O marido César, que financiara Humberto Delgado e Henrique Galvão, acusava-a de ter estado "demasiado tempo em cima do muro", aludindo à sua incapacidade de assumir denúncia do regime. Amália dizia-se apaixonada por Salazar ,mas não percebi que raio de paixão seria, a não ser a de adolescente pobre pelo chefe. Só a obcessão pelo fado e consigo própria terá justificado esta indiferença pela política, mas...não só; as diferenças sociais e políticas que teve oportunidade de vivenciar em todo o mundo seriam suficientes para despertar qualquer um que se preocupasse mais com os outros.
 
Contudo, Amália foi a grande embaixatriz de Portugal, tendo dignificado o Fado e o País por todo o lado! Graças a ela os nossos artistas de hoje têm facilitada a projeção internacional das suas carreiras, muitos deles, adotando parte do reportório amaliano; Mariza, Dulce Pontes, Kátia Guerreiro, Ana Moura...A propósito,  Amália dizia que não tinha clube mas simpatizava com o Benfica por causa do Eusébio, que "era quase tão famoso como ela".
 
Graças à sua Secretária Estrela, Amália editou um livro de poemas seus originais. Distraída, desprendida das coisas materiais como dinheiro e jóias,  adorava flores, entretendo-se a "roubá-las" à noite nos jardins de Lisboa, razão pela qual a Câmara local passou a enviar-lhe semanalmente, ramos de flores. Adorava o sossego da sua quinta do Brejão, conheceu e conviveu com quase todas as grandes celebridades da época; Gilbert Becaud, Edith Piaf, Cantinflas, etc. Queixou-se, no pós 25 de Abril, do abandono de alguns "grandes amigos" de outrora, como Ary dos Santos, com quem fizera grandes tertúlias, com outros grandes artistas, como Natália Correia, Maluda, Fontes Rocha, etc
 
Fiquei a conhecer os seus acompanhantes, os eternos quase ignorados; Armandinho, Jaime Santos, Raul Nery, José Nunes, Domingos Camarinha, Fontes Rocha, Carlos Gonçalves (guitarristas), Santos Moreira, Joel Pina e outros (violas) e o grande compositor Frederico Valério.
 
Façanhas foram muitas, as maiores das quais, quanto a mim, a sua atuação num concerto de música erudita em Roma no âmbito do programa Marshall, onde, tendo sido a única artista de música ligeira, sobrelevou todos os restantes e o seu triunfo avassalador no Olympia após início atribulado,  que a tornou muito querida dos parisiences, tendo sido condecorada por Mitterrand com a Legion d'Honeur. O tardio agraciamento das autoridades nacionais desgostou-a; Marcelo Caetano condecorou-a com a Ordem Militar de Oficial de Santiago da Espada em 1971 e Mário Soares em 1990 com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada, no Coliseu dos Recreios, finalmente, em 1998 é condecorada com a Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique.

Silenciosamente, pelos anos 80, foi operada com êxito em Nova York a um tumor maligno no rosto, depois de ter recuado na  decisão de se suicidar. E eu que pensava que tinha cedido às patéticas operações plásticas agora em voga! Pobre Amália! Cerca de dez anos mais tarde, viria a ser operada, ainda em Nova York a outro tumor, desta vez num pulmão, graças ao empenho do seu dedicado marido César que, não confiando no diagnóstico dos serviços de saúde nacionais  remeteu os exames para os Estados unidos onde detetaram a maleita, que por cá passara despercebida!
 
Este livro, porém, deixou demasiadas pontas soltas, ignorando o destino das pessoas que foram ficando pelo caminho e descurando o enquadramento político-social da época. Mostra uma Amália doentiamente amargurada! Tanto que nem acredito! Não acredito que Amália tenha sido só amargura! Há certamente uma outra Amália que aqui não foi retratada, apesar de compreender que, tendo sido compelida a viver como viveu, por vezes, invadia-a a amargura de não ter podido escolher a sua vida; afinal o eterno dilema das opções que nos interpela a quase todos diáriamente.
 
Deixou um vazio impreenchível!


 
 FOI DEUS
de Alberto Janes