Desporto

quinta-feira, 18 de julho de 2013

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Já a bola rola!

Dos jogos desta pré-época realizados na Suíça pelo Benfica, pouco há a dizer:
 
A "esquadra" sérvia não engana - não fosse a ex-jugoslávia uma das melhores escolas do futebol mundial -, Sulejman, Djuricic e Mitrovic são bons de bola, cada um a seu modo; o primeiro a romper na frente finalizando ou assistindo, o segundo a controlar e distribuir - terá "cabedal" para a função? - e o terceiro a finalizar com sangue-frio e talento. Do Matic já sabemos como é. Por aqui estamos bem.
 
Ruben Amorim, André Gomes e André Almeida, com a "rodagem" adquirida na época passada, poderão melhorar o desempenho do nosso meio-campo que, principalmente na fase final da época anterior, claudicou em alguns jogos, tendo sido fatal para as aspirações da equipa. Urreta poderá ser muito útil na direita...ou na esquerda - "é chato," mas...parece que sabe marcar bons golos o rapaz!.
 
No eixo da defesa, parece que estamos servidos; Lisandro é jogador - não sei bem porquê, mas faz-me lembrar o Ricardo; talvez pela serenidade que aparenta - Vitória tem boa pinta - a ver vamos - e Mitrovic é "menino" para fazer estrago nos avançados e médios adversários.
 
As laterais parecem tremidas; Sílvio necessita de adaptação à equipa...e - já agora -...de reconciliação com o clube...o valor está lá. Quanto ao Bruno Cortez, para já...não me agrada!; tem "caparro", não tem medo da bola nem do adversário, joga para subir até à linha, cruza bem e fácilmente, mas...defender é para o "preto" (salvo seja) e quanto a velocidade tenho dúvidas; veremos como evolui...há ali muito trabalhinho para fazer!
 
Quanto a guarda-redes, quanto a mim, tinha trazido o do Sion; parece muito bom e...tenho dúvidas quanto ao Artur...tenho pena...mas é a verdade.
 
Dos restantes, destaco o Sálvio, a mostrar como se joga com raça; um cheirinho a Sálvio em todas as posições em cada jogo seria meio caminho andado.
 
Os resultados aceitam-se, apesar de secundários nesta fase. Gostei da dinâmica da equipa na 2ª parte do jogo com o Bordéus - por sinal bem "rasgadinho".
 
Desagrada-me esta estória do fica não fica, sai não sai, vem não vem, sempre com o fantasma frutóide no horizonte. Há que prevenir estas situações e inverter o processo, no que à fruta diz respeito, tal como fizémos com os direitos desportivos.
 
Sei que é cedo, mas é importante que seja a equipa a ter a iniciativa de puxar pelos adeptos, focando-se na convicção de que a grandeza do Benfica conquista-se em todos os jogos, disputando-os palmo a palmo, segundo a segundo, até ao fim. Olhemos, todos, com humildade, mais para a frente e menos para trás.
 
Vamos à luta que se faz tarde! 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

sábado, 13 de julho de 2013

Abel Xavier; um senhor!

A imagem que guardo de Abel Xavier é a do tremendo cabeceamento que só a trave, milagrosamente, salvou um super Barthez e a seleção francesa da derrota naquela meia-final do europeu de 2000, (era Treinador Humberto Coelho). Um lance dos que elevam o futebol a desporto de eleição, apenas ao alcance dos  grandes jogadores. Fantástico!
 
Também no célebre Leverkussen - Benfica - dos 4-4, (era Toni o Treinador) - que, recentemente, passou na Benfica TV, Abel Xavier foi o autor de um dos mais belos golos, com um remate fortíssimo, do "meio da rua", a reduzir o marcador para 2-1, com assistência milimétrica desse grande jogador e Benfiquista que foi e é Rui Costa. 

Após a longa "travessia do deserto" na sequência dos incidentes no final do jogo com a seleção francesa, que haveriam de custar-lhe severo castigo desportivo, e a imagem algo exótica que assumiu, fizeram-me pensar que Abel Xavier estava definitivamente perdido para o futebol. Passou-se, pensei! Enganei-me! Reergueu-se e prosseguiu a sua carreira em clubes de topo europeu! Não é para qualquer um! Além da qualidade desportiva é necessário ter um caráter muito forte para superar tamanhas contrariedades.

Porém, foi na entrevista que deu à Benfica TV no Zona de Decisão, que percebi em maior extensão a insuspeita solidez e coerência do seu discurso quanto aos temas do futebol e fiquei a conhecer a determinação com que  na adolescência, marcada pela escassez material característico no Vale do Jamor, lutou pelos seus objetivos, que, com lucidez, descobriu no futebol. Nesta entrevista, ficou bem patente a importância que teve para si o suporte familiar e a amizade-solidariedade. Surpreendentemente, revelou que a sua adesão ao islamismo não foi mais uma aberração exótica, mas antes, uma espécie de regresso às referências religiosas da infância, conformes à tradição familiar dos seus progenitores em Moçambique, como, aliás, era corrente por aquelas paragens.

Tudo isto vem a propósito do anúncio do início da sua carreira de Treinador na equipa da Olhanense. É mais um desafio para o qual apresenta as credenciais de uma carreira de relevo, de uma história de vida digna, de uma retórica coerente e do carisma, que, com engenho, soube cultivar. Porém, num clube com fortes ligações ao Porto nos últimos anos, como interpretar a contratação de um Técnico afetivamente ligado ao Benfica? Será mais um sintoma da ansiada regeneração do futebol português? A constatação do início da inexorável decadência da trafulhice que tem minado o desporto nacional?  O início da libertação dos clubes "menos grandes" do jugo do sistema materializado pela Olivedesportos e quejandos? A ver vamos. Certo é que, hoje, todos os clubes têm uma alternativa de financiamento até aqui quase exclusivamente dependente do "sistema", sabe-se lá a que custos. Nós Benfiquistas, bem sabemos o que nos tem custado. Esperemos que seja o princípio do fim da pouca vergonha.

BOA SORTE!
 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Tres meses de salario le debe el Oporto a Jackson Martínez | Antena 2 - RCN Radio

Tres meses de salario le debe el Oporto a Jackson Martínez | Antena 2 - RCN Radio


Como o Estado Gasta o nosso dinheiro - 3

"Em 2009, o nosso país, cuja população total é semelhante à da grande Paris, contratou três vezes mais PPP do que a França e mais ainda que qualquer outro país da Europa.
   Portugal é o campeão europeu das PPP - mas das PPP que afogam os contribuintes em dívidas, em especial os das gerações futuras."
 
"...No final de 2009, os encargos estimados com os projetos de PPP antes adjudicados e os previstos ainda lançar, ultrapassavam já os 50 mil milhões de euros."
 
"O modelo de contratação PPP arrancou em Portugal em 1992. Inexplicávelmente, sem o mínimo enquadramento legal e orçamental específico."
 
"Desde 1992, o difícil em Portugal é identificar um contrato de PPP que não tenha sido objeto de renegociação e de um subsequente processo de reequilibrio financeiro sempre com acréscimo de encargos para o erário público."
 
"...a resposta está na incompetência, no desleixo, no facilitismo dos concedentes públicos e do legislador e também do populismo eleitoral dos vários governos."
 
Que poderemos dizer? Que não admira que Portugal necessite de, proporcionalmente, mais investimento que qualquer país desenvolvido. Que não é no diferimento dos encargos que está o problema, mas nos respetivos custos e na utilidade pública da obra. Que a retórica corrente e transversal da proteção das gerações futuras não passa de hipocrisia. Que o mítico Estado de Direito é uma treta. Que, fazer obra hoje para o adversário político "pagar" amanhã é uma sórdida deslealdade. Que a demagogia é a maior ameaça às democracias. Que o respeito pelo contribuinte é negativo. Enfim que nada disto tem a ver com os pressupostos da democracia.
 
 Lusoponte:

"O custo para o contribuinte dos erros, falhas e omissões do Estado concedente nesta concessão cifra-se, para além da comparticipação inicial de cerca de 100 milhões de euros para as acessibilidades da ponte, em 160 milhões de euros de compensações pagas à concessionária sob a forma de reequilibrios financeiros, acrescidos do pagamento à mesma de compensações diretas da ordem dos 250 milhões de euros, no âmbito do acordo global.
   O que perfaz uma derrapagem financeira que ultrapassa os 400 milhões de euros, que os contribuintes terão que pagar."

Scut:

"Tais autoestradas são sem custos para os utilizadores mas não são gratuitas, pois durante 30 anos o Estado paga uma renda às concessionárias."

"Os encargos plurianuais do Estado com estas concessões, ascendiam, em 2009, em termos acumulados, a cerca de 15000 milhões de euros, com uma derrapagem de custos para o erário público da ordem dos 6%. Esta fatura cabe evidentemente aos contribuintes."

Concessão Metro Sul do Tejo:

"A previsão do custo inicial para o Estado deste empreendimento rondava os 265 milhões de euros..."

"No final de 2009 os encargos globais do Estado, ou seja, dos contribuintes com esta concessão já totalizavam 350 milhões de euros."

"Foi ainda vítima de sucessivas cedências dos governos a exigências dos municípios envolvidos na concessão (entre os quais se destaca o de Almada),..."

PPP Saúde - Primeira vaga de hospitais

"Os encargos plurianuais  (para os próximos 30 anos) com estas PPP podem estimar-se em meados de 2010 , próximo dos oito mil milhões de euros . Isto, sem contar com os encargos adicionais que se prevê virem a resultar de processos de reequilibrio financeiro e de outras compensações às concessionárias."

Terminal de contentores de Alcântara

"Com efeito, o novo contrato atribui à concessionária isenção de taxas portuárias no valor aproximado de 200 milhões de euros e os benefícios decorrentes de um investimento público de 180 milhões de euros, a cargo das empresas de capitais de Estado Refer e Porto de Lisboa."

Subconcessões da empresa pública Estradas de Portugal

"...parte destas auto-estradas em regime de subconcessão apresenta níveis de tráfego muito reduzidos, mas impõe o pagamento de avultados encargos financeiros."

"A contribuição resulta de uma percentagem do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) que é adicionalmente cobrado (desde 2007) aos cidadãos quando abastecem os seus carros ..."

"Na prática, constitui uma aproximação à taxa de uso da rodovia e representa, por assim dizer, a aplicação do princípio do utilizador pagador."

"No total, aquela derrapagem de custos acarretava um agravamento de encargos para os contribuintes próximo dos 700 milhões de euros..."

Casa da Música

"Teve como previsão de custo o montante de 33,9 milhões de euros e acabou com um custo efetivo de quase 111,1 milhões de euros, ou seja, o triplo."

Ponte Rainha Santa Isabel

"O custo previsto para esta ponte era de 29,9 milhões de euros, mas ela acabou por custar 70,9 milhões de euros."

Túnel do Terreiro do Paço

"O custo estimado para esta obra foi de um pouco mais de 47,3 milhões de euros e o respetivo custo efetivo saltou para mais de 78,4 milhões de euros."

Estádios do Euro-2004

"A Administração Central, no caso destes empreendimentos, transferiu para os promotores públicos o ónus inerente aos riscos de concepção, construção, financiamento e exploração daqueles."

"Certo, certo foi que o encargo público com o evento do Euro 2004, contabilizando os apoios diretos e indiretos das Câmaras Municipais de Lisboa e Porto, as bonificações de juros, as acessibilidades e outras infraestruturas complementares, foi superior a 1000 milhões de euros."

E por aqui me fico...mas não Carlos Moreno que, na referida obra, aponta várias causas para estes "desastres financeiros" e dá sugestões para os evitar. Ignorá-lo é uma irresponsabilidade de lesa-pátria.  

terça-feira, 9 de julho de 2013

Como o Estado gasta o nosso dinheiro - 2


“…nem os deputados, nem os cidadãos têm conhecimento da dimensão desta desorçamentação – nem das suas consequências para as finanças públicas.” 

“Todavia, os credores do nosso país, os mercados financeiros internacionais , as agências de rating, etc., conhecem isto ao pormenor e essa circunstância também contribui para nos quererem emprestar dinheiro a juros cada vez mais altos.”

“No caso do Orçamento do Estado, é aliás, a própria Lei do Enquadramento do Orçamento do Estado que expressamente exclui do perímetro orçamental as empresas cujo capital é integral ou maioritariamente detido pela administração central.”
Aqui fia mais fino! Não estamos em presença da mera falta de cultura democrática individual, mas de um ato institucional que envolve Governos, Parlamentos e Partidos políticos, ou seja, os principais agentes políticos do regime! Como explicar um ato antidemocrático, cujos autores, são, precisamente, os guardiães, alguns até fundadores, do regime? Como salvaguardar a efetividade da democracia perante as derivas totalitárias ou populistas dos seus principais mentores? Ou ainda; como impedir a captura dos poderes públicos pelos poderes de facto? Aqui reside, quanto a mim, o maior desafio dos regimes democráticos para o qual não vislumbro outra resposta que não seja a de uma forte cultura de base, efetivamente democrática, de toda a população. Haverá certamente melhoramentos a fazer na estrutura dos regimes, nomeadamente do português, porém, nenhum funcionará sem essa cultura. Cultura que não se confunde com acumulação de conhecimentos, mas, tão somente, com a capacidade de respeitar o outro. Não é democrático, cada um exigir para si prerrogativas se implicam a negação das mesmas aos que as propiciam. Tão simples, afinal!
“Hoje, não basta que os gestores públicos cumpram a lei: o dispêndio público pode estar de acordo com todas as leis e o resultado obtido representar zero de benefício para os cidadãos.”
Aqui está uma bela expressão para afixar em todos os locais onde se tomam decisões que impliquem dispêndio de dinheiros públicos.
 
“Por outro lado, contornar a lei com astúcias formais é prática enraizada no nosso país, até ao nível do Governo.”
 
Ora, então o Governo não deveria dar o exemplo? Democracia self-service? Ora bolas!
 
“Recentemente, por exemplo, só quando os credores internacionais e Bruxelas impuseram o rápido saneamento das nossas contas públicas e isso exigiu que os contribuintes pagassem a fatura, é que a verdade dos números começou a vir ao de cima. Mesmo assim com estudado doseamento.
   Que fique no entanto claro: o defeito não reside na democracia, mas do uso que dela se faz.”
 
Daqui se infere que uma democracia pode sucumbir ao mau uso que dela é feito por lhe faltarem dispositivos fiáveis de alarme e correção. Então, é necessário aprofundá-la!
 
“O controlo externo político, sempre que no parlamento exista uma maioria absoluta (metade mais um dos deputados) de apoio ao Governo, na prática, deixa de ter consequências, pois tal maioria, logicamente, não vai censurar publicamente o Governo que dela saiu e que nela teve o seu apoio para ser investido.”
 
Problema bicudo este! A função do Parlamento é legislar e fiscalizar o Governo mas não o fará com eficácia em caso de maioria absoluta! Fá-lo-á em caso de maioria relativa? Claro que não, pelo menos entre nós! Parece que sim,  na Grã-Bretanha e nos EUA. Como se resolve isto? Mais poderes Presidenciais? Governo de iniciativa presidencial, e parlamento com deputados uninominais sem monopólio partidário? Com mais cultura democrática, com certeza. Afinal parece que está tudo por fazer!
 
Continua