terça-feira, 6 de agosto de 2013
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
domingo, 4 de agosto de 2013
QUE BENFICA?
Num tempo de grande incerteza e preocupação, tudo parece menos difícil ao ver as rubras camisolas evoluir no magnífico Estádio da Luz, no caso de hoje, em homenagem ao símbolo maior do Benfica; Eusébio.
Desenha-se uma equipa mais dinâmica, criativa e versátil, como se viu na primeira parte deste jogo com o São Paulo. A ausência de ponta de lança fixo permite reforçar a "massa crítica" do meio-campo, melhorando a eficácia da recuperação e da construção, aumentando a incerteza às defensivas contrárias. A rapidez, raio de ação e qualidade técnica de Djuricic, Markovic, Rodrigo e Lima, em particular, consolidam este modelo de jogo, com excelentes resultados, por exemplo, no jogo anterior - com o Elche e na primeira parte deste.
Há mais opções disponíveis, em especial, nas posições mais carenciadas; nas laterais, no meio-campo e no ataque. Cortez, que dispôe de bons recursos técnicos, físicos e mentais, vai ganhando consistência, necessitando de maior disciplina tática; Sílvio parece ser opção válida, carecendo de melhor doseamento do ímpeto ofensivo; no eixo defensivo, aposto que Steven Vitória vai dar água pela barba a Luisão e Garay, visto que dispõe de excelentes recursos no jogo aéreo, grande determinação, disciplina e capacidade atlética; Djuricic é um tecnicista de alto nível, construtor de espaços e linhas de passe fatais; Ruben Amorim, mais maduro e confiante, dispõe agora do seu espaço de afirmação tal como André Gomes que tem mostrado alguns bons pormenores; Markovic, vagabundeando por todo o campo - já o vimos em ação defensiva bem junto à nossa linha de fundo -, graças à sua alta "rotação" parece ser um segundo "abre-latas" e finalizador de excelência; Rodrigo cujo talento já conhecemos mostrou que pode "explodir" .
A equipa parece mais equilibrada, menos previsível, apresentando porém, algumas debilidades, nomeadamente; insegurança na baliza, falta de poder de choque no meio-campo, insuficiência no jogo aéreo ofensivo e défice na meia-distância. Estas últimas qualidades imprescindíveis no Benfica, tendo em conta a habitual postura de "ferrolho" da maioria dos adversários. Mobilidade sincronizada, amplitude ofensiva e precisão no passe são fatores a melhorar tal como a finalização, que requer mais expontâneidade e convicção.
Ficou o amargo da derrota contra a equipa do S. Paulo, de escola prestigiada - como se viu na 2ª parte -, muito matreira; forçando o desgaste físico do adversário na 1ª parte, para, no início da 2ª, impor maior intensidade, criando desiquilíbrios que renderam dois golos; o primeiro, na sequência de um belo lance ofensivo, o segundo, que sentenciou a partida, consequência de uma desatenção de Cortez e do habitual excesso de zelo da equipa da e arbitragem.
Para mal dos nossos pecados, continua a pairar no ar o imbróglio Cardozo e a expetativa de saídas de atletas estruturantes na manobra da equipa, acabando por relativizar a importância da preparação. Este modelo, não me parece bem.
Muita atenção às observações do nosso José Augusto, sempre muito objetivas e pertinentes, neste caso, quanto aos perigos da marcação à zona e a alguns detalhes da técnica do guarda-redes. Paulo Lopes esteve bem; neste momento tenho mais confiança nele que em Artur.
Há que trabalhar mais e melhor e estar atento ao jogo de bastidores, que já começou.
domingo, 28 de julho de 2013
AS 10 QUESTÕES DA RECUPERAÇÃO; extratos (João César das Neves)
Na sequência do seu excelente livro "As 10 questões da crise", João César das Neves lançou recentemente este "As 10 questões da recuperação", que, com o rigor e lucidez que lhe são habituais, nos ajuda, fundamentadamente, a perceber as consequências associadas às várias propostas de saída da presente crise económica. Seguem-se alguns extratos significativos desta obra:
QUEM TEM CULPA DISTO?
Na economia, não está mais ninguém a não ser os agentes económicos. Mesmo quando se fala do Estado, pelo menos no regime democrático, ele é aquilo que os eleitores fizeram e sobrevive apenas agradando-lhes.
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Precisamente por este sistema descentralizado de milhões de elementos não ser fácil de aceitar, a grande maioria das pessoas que sofre a crise prefere atribui-la a monstros maléficos.
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O mundo é realmente um undo cão, como eu posso ver olhando-me ao espelho. E todos somos vítimas e culpados dele.
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Para explicar a crise, devemos primeiro livrar-nos dos nossos fantasmas, aqueles expetros que povoam as nossas raivas.
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Mas a maldade e a tolice dos poderosos são da mesma natureza que a minha.
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Em vinte anos quase multiplicámos por dez o nosso endividamento.
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O nsso problema de fundo, a causa última da crise, está na mentalidade instalada, laxista e gastadora que o acesso ao crédito fácil gerou.
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A máquina empresarial nacional viu-se coberta com uma camada de atividades falsamente produtivas que pareciam rentáveis porque viviam à custa de empréstimos.
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Equanto a dívida privada pode ser, e normalmente é, "capital produtivo da nação" a dívida pública para pagar gastos correntesé sempre retirada desse capital.
Por tudo isto, o nsso problema político está realmente numa dívida excessiva do Estado.
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Uma casa nova, um carro, uma roupa um bocadinho melhor, uma viagem ao estrangeiro, presentinhos para os netos. Pequenas coisas que antes não tinhamos, e que multiplicadas por dez milhões de pessoas dão uma grande dívida.
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Mas a verdade é que não nos podemos libertar da nossa dose de culpa na orientação do país.
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Em Portugal, nunca houve nem pode haver pensamento liberal. Há críticos e defensores do Governo,mas da extrema-esquerda à exstrema-direita toda a gente só fala do Estado.
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Não há roubos, desfalques ou corrupção suficientes para levar a dívida externa acima do dobro do produto nacional.
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A recessão e o ajustamento não são uma questão de polícia, mas um movimento económico de fundo. Essas queixas são apenas confusões ingénuas, formas convenientes de descarregar os nervos ou álibis para esconder a verdade.
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Só existe uma entidade com poder suficiente para provocar uma crise destas: o povo português.
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O problema do país é que todos vivemos anos a gastar um bocadinho mais do que podíamos. Não era muito e não parecia mal, mas esse pouco multiplicado por milhões de cidadãos honestos dá uma fortuna.
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Uma nuvem de gafanhotos come muito mais do que meia-dúzia de elefantes.
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- somos o terceiro dos 15 países da Europa com mais quilómetros de auto-estrada por habitante-
- em 2008 éramos o terceiro dos Quinze com mais subscrições de telemóveis por habitante.
- segundo os dados do Benco Mundial, em 2007, éramos o quarto país dos Quinze com mais despesas em saúde, em percentagem do PIB.
- pelo segundo ano consecutivo, Portugal ocupou, em 2010, o primeiro lugar na tabela da comissão europeia sobre utilização de serviços públicos online.
- em 2010, Portugal era o décimo país mais atrativo do mundo para energias renováveis.
- há vários anos que a formação em Gestão das Universidades Católica Portuguesa e Nova de Lisboa está entre as melhores do mundo, segundo os rankings do Finantial Times, tendo, em 2012, entrado também para a lista a Porto Business School.
- Portugal, com a Via Verde, foi o primeiro país do mundo a aplicar um sistema de teleportagem em toda a sua rede de autoestradas.
- o Multibanco é o melhor sistema da Europa nas funcionalidades disponíveis.
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Tudo isto significa que o problema não está tanto na gravidade da situação mas na disparidade entre realidade e expectativa.
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Dizemos que a solução nacional está na agricultura, pesca e indústria, mas poucos querem ir para os campos, embarcar ou ser operário.
...
Não será fácil encontrar a saída. Mas só a vamos ultrapassar se mudarmos de atitude.
(Continua)
sábado, 27 de julho de 2013
A RATOEIRA TECNOLÓGICA
A inovação tecnológica é uma das principais alavancas de valor acrescentado garantindo o acesso a mercados com elevado poder de compra, proporcionando maiores produtividades e melhores salários, constituindo o vector comum das economias mais desenvolvidas e um desafio às restantes num mercado global tendencialmente livre.
Porém, "nem tudo o que luze é oiro". Com efeito, nem sempre os equipamentos tecnologicamente avançados são os mais eficientes no seu ciclo de vida, constituindo, muitas vezes, uma poderosa ferramenta de captura do consumidor por fortíssimas multinacionais que, frequentemente, através de uma política empresarial agressiva e global atingem posições de domínio do mercado muito próximas do monopólio.
Os exemplos são vastos em todas as áreas; institucional, industrial, comercial ou doméstica. É o caso dos frigoríficos domésticos; do vulgar frigorífico que todos temos em nossas casas e que tanto facilitam a nossa vida. Um frigorífico "tradicional" de duas portas - congelados em cima, refrigerados em baixo - é composto por um compressor, respectivo condensador, dois evaporadores e um termostato, satisfaz as necessidades correntes de uma família média e custará - grosso modo - até aos €200,00, dependendo da marca. Hoje porém, abundam no mercado frigoríficos de elevado valor, graças ao design, e à maior complexidade do sistema frigorífico, frequentemente composto por dois sistemas autónomos, controlados por microprocessador e múltiplas sondas, que, em princípio, garantirão melhor qualidade, maior duração de armazenagem dos produtos e maior eficiência energética, esta, hoje, bem visível ao consumidor.
Porém, apesar de apelativo e eficiente, este modelo avançado de frigorífico, reserva algumas desagradáveis surpresas; o risco de avaria aumenta devido ao maior número de componentes e o custo da respectiva reparação "dispara"; seja devido aos custos "astronómicos" dos componentes, geralmente comercializados em regime de exclusividade, pelo fabricante, seja pela menor oferta de serviço técnico, que, muitas vezes, atira o indefeso consumidor para os braços do fabricante do aparelho!
Um caso recente do meu conhecimento, sucedeu com um destes frigoríficos da marca Z - multinacional europeia de referência -, cujo compressor de baixa temperatura, da marca D - outra multinacional europeia de referência -, é comercializado em regime de exclusividade pela multinacional Z a um preço cerca de sete vezes superior ao do mercado - no caso, outra marca europeia.
O que aconteceu?; a multinacional Z encomendou à multinacional D enorme quantidade de compressores com a condição da exclusividade do modelo, que esta aceitou, por razões óbvias. Ora, o indefeso consumidor, neste caso, escapou da "extorsão" devido à qualidade do serviço técnico a que recorreu, que teve capacidade para seleccionar e adquirir compressor equivalente a menos de 20% do preço do do fabricante do frigorífico.
A estratégia é óbvia; a multinacional, usa o seu poder para realizar lucros complementares exorbitantes, capturando o cliente, impondo-lhe, implicitamente, o seu serviço de assistência. Perante o exagero, o nosso consumidor poderá optar por...comprar outro frigorífico para cujo efeito disporá de crédito na hora, no local, proporcionando ao revendedor acesso a outro proveitoso negócio.
As implicações desta estratégia são mais vastas e revelam alguns dos paradoxos actuais. Desde logo, fomentando o endividamento familiar, mas sobretudo, promovendo a produção intensa de resíduos - neste caso especialmente perigosos devido aos frigorigénios presentes - e agravando o efeito de estufa pelo consumo energético associado à produção das unidades de substituição. Por um lado, fomenta-se a inovação tecnológica com ganhos de eficiência, por outro, eliminam-se estas vantagens impondo mais tecnologia...com enorme impacto ambiental negativo...e...com transferência de riqueza para os países tecnologicamente mais desenvolvidos! Ou seja; tolera-se a produção de resíduos e emissão de gases com efeito de estufa desde que em benefício dos poderes dominantes. Para os restantes...a intransigência punitiva!
Claro que é preciso mudar de paradigma mas...quem o quererá fazer? Que dizer das hipócritas directivas e regulamentos comunitários que constituem um entrave ao desenvolvimento tecnológico dos países mais débeis, como Portugal? Tais constrangimentos destinar-se-ão à protecção ambiental, como é referido, ou à perpetuação das vantagens tecnológicas dos países europeus dominantes? É ou não necessário dar um murro na mesa? Quem estará disposto a dá-lo? Já somos um!
Porém, apesar de apelativo e eficiente, este modelo avançado de frigorífico, reserva algumas desagradáveis surpresas; o risco de avaria aumenta devido ao maior número de componentes e o custo da respectiva reparação "dispara"; seja devido aos custos "astronómicos" dos componentes, geralmente comercializados em regime de exclusividade, pelo fabricante, seja pela menor oferta de serviço técnico, que, muitas vezes, atira o indefeso consumidor para os braços do fabricante do aparelho!
Um caso recente do meu conhecimento, sucedeu com um destes frigoríficos da marca Z - multinacional europeia de referência -, cujo compressor de baixa temperatura, da marca D - outra multinacional europeia de referência -, é comercializado em regime de exclusividade pela multinacional Z a um preço cerca de sete vezes superior ao do mercado - no caso, outra marca europeia.
O que aconteceu?; a multinacional Z encomendou à multinacional D enorme quantidade de compressores com a condição da exclusividade do modelo, que esta aceitou, por razões óbvias. Ora, o indefeso consumidor, neste caso, escapou da "extorsão" devido à qualidade do serviço técnico a que recorreu, que teve capacidade para seleccionar e adquirir compressor equivalente a menos de 20% do preço do do fabricante do frigorífico.
A estratégia é óbvia; a multinacional, usa o seu poder para realizar lucros complementares exorbitantes, capturando o cliente, impondo-lhe, implicitamente, o seu serviço de assistência. Perante o exagero, o nosso consumidor poderá optar por...comprar outro frigorífico para cujo efeito disporá de crédito na hora, no local, proporcionando ao revendedor acesso a outro proveitoso negócio.
As implicações desta estratégia são mais vastas e revelam alguns dos paradoxos actuais. Desde logo, fomentando o endividamento familiar, mas sobretudo, promovendo a produção intensa de resíduos - neste caso especialmente perigosos devido aos frigorigénios presentes - e agravando o efeito de estufa pelo consumo energético associado à produção das unidades de substituição. Por um lado, fomenta-se a inovação tecnológica com ganhos de eficiência, por outro, eliminam-se estas vantagens impondo mais tecnologia...com enorme impacto ambiental negativo...e...com transferência de riqueza para os países tecnologicamente mais desenvolvidos! Ou seja; tolera-se a produção de resíduos e emissão de gases com efeito de estufa desde que em benefício dos poderes dominantes. Para os restantes...a intransigência punitiva!
Claro que é preciso mudar de paradigma mas...quem o quererá fazer? Que dizer das hipócritas directivas e regulamentos comunitários que constituem um entrave ao desenvolvimento tecnológico dos países mais débeis, como Portugal? Tais constrangimentos destinar-se-ão à protecção ambiental, como é referido, ou à perpetuação das vantagens tecnológicas dos países europeus dominantes? É ou não necessário dar um murro na mesa? Quem estará disposto a dá-lo? Já somos um!
quinta-feira, 25 de julho de 2013
4R - Quarta República: Um País formiga e um Estado cigarra...que contrast...
4R - Quarta República: Um País formiga e um Estado cigarra...que contrast...: 1. Os dados mais recentes quanto ao desempenho da economia portuguesa confirmam, com crescente evidência, o que aqui referimos por mais de u...
CARDOZO E OS ADEPTOS
Da cultura benfiquista
faz parte um certo padrão de jogador; um misto de técnica, entrega, emoção e racionalidade. O adepto comum, interiorizou este padrão, ainda que não o compreenda
em toda a extensão, graças aos exemplos que, ao longo
dos anos, têm proliferado no clube.
De facto, sendo o
golo a essência do futebol, para a generalidade dos Benfiquistas não é
suficiente!, tem que haver algo mais...a tal nota artística de que se fala! Num
ambiente de grande riqueza cromática e emocional, o adepto previlegia a estética e plasticidade de movimentos dos
atletas, em especial dos da sua equipa...,faz parte da sua idiossincrasia cultural e constitui um
tributo que exige aos atletas que ousam envergar o a rubra camisa.
É, afinal,
uma herança de jogadores como Eusébio, Coluna, Germano, Humberto, Santana, José Augusto,
Simões, Jaime Graça, Néné, José Águas, Rui Águas,
Chalana, Ricardo Gomes, Mozer, Álvaro Magalhães, Vitor Paneira, Isaías, Rui Costa, João Pinto, Alves, Aimar, Saviola, Garay, Gaitan, Ola John,
Sálvio...etc. Para o adepto avançado, importa, quase tanto como o golo, a
qualidade da recepção, do transporte, do passe, do
remate, da sincronização da equipa, da emoção controlada, da vontade indómita;
elegância, determinação e eficácia. O golo logo aparecerá como consequência
inevitável de tudo isto.
Ora Cardozo tem
características morfológicas que não lhe permitem satisfazer alguns destes
preceitos, nomeadamente, quanto à rapidez de execução; seja a receber, passar,
driblar ou rematar. Tal resulta nalguma ineficiência e, pior, muitas vezes
acompanhada de flagrante inesteticidade. E isso, o adepto do Benfica não perdoa;
ganhando ou perdendo, tudo o que acontece em campo deve adequar-se ao elevado
estatuto do clube, nomeadamente, no capítulo técnico dos seus atletas. Mas há
exceções; que me lembre: José Torres, Maniche, Vata..., apesar de meio desengonçados cairam no goto dos adeptos, pois,
frequentemente, eram eficazes. Posto isto, devo dizer que, Cardozo, protagonizou dos mais belos lances que vi no futebol, seja
pela eficácia, seja pela estética e plasticidade. Perfeito foi Pélé e...só há um! Sou adepto do Cardozo.
Porém, outros fenómenos relacionados com a dinâmica dos grupos
humanos - e não só -, parece estarem presentes nestes processos. A ostracização de um
elemento do grupo é uma compulsão dos seus integrantes que proporciona a sua aproximação pela exclusão da vítima selecionada. Julgo que este
mecanismo também está presente no caso Cardozo, como em muitos outros antes
dele...e não fica nada bem à cultura benfiquista.
Não posso deixar de
referir a semelhança da estratégia seguida desde há décadas pelos dirigentes do Porto,
neste caso, fomentando a cultura do inimigo externo. A coesão do grupo; atletas,
dirigentes e adeptos, é conseguida através da identificação e caracterização malévola da principal ameaça, o Benfica, graças ao
revisionismo histórico acompanhado de histerismo e chantagem política, repetido
ao longo das décadas e replicado por alguma comunicação social manipulada.
Quanto ao imbróglio
atual, apesar de grave, o ato do Cardozo tem atenuantes; Cardozo, queria ganhar o jogo e
perdeu-o...depois de, nos últimos instantes, ter perdido as duas mais
importantes provas da época. Tinha os nervos em franja...e tinha convicções...; quem pode atirar-lhe a
primeira pedra?
Cardozo já deu muito ao Benfica, tem muitos adeptos do seu lado,
como é o meu caso, continua a fazer falta à equipa e, quando sair, merece
fazê-lo pela porta grande...e o Benfica também merece que assim seja.
Desiludam-se os que pensam que o clube sairá incólume deste caso castigando-o
desta forma.
Portanto, cartas na mesa, olhos nos olhos, e o interesse do clube sempre
à frente. Aplique-se uma multa ao Cardozo, o qual deve pedir desculpa ao Treinador e aos colegas, no balneário. Todos sairão bem, a
equipa sairá animicamente reforçada e a magnanimidade ficará bem ao Treinador, aos Dirigentes e ao clube.
"Por um burro dar um coice, não se lhe corta a pata".
segunda-feira, 22 de julho de 2013
PORTUGAL PRIMEIRO!
Saúdo a decisão do Sr. Presidente da República de manter o atual governo até final da legislatura nos termos que referiu; cumprimento do programa de assistência financeira conforme acordado, fomento do emprego, disponibilidade permanente para o diálogo com a oposição, e apoio consolidado da maioria parlamentar que o sustenta. Neste momento, é este o interesse de PORTUGAL.
Há que refrescar a composição do governo, prosseguir com a reforma do Estado, acertar o "azimute" económico contemplando a atração do investimento através do alívio fiscal e burocrático, combater os abusos de posição dominante e a concentração económica - que estão a fomentar a discriminação profissional, empresarial e social ainda mais gravosamente do que o foi na ditadura. Enfim, construir um país para todos; com igualdade de oportunidades para todos! Portugal é dos Portugueses; ninguém é seu dono!
Quanto à oposição; que faça bem o seu trabalho de fiscalizar os atos do governo e apresente as suas propostas na casa da democracia. Propostas sérias, inteligentes, sustentáveis, exequíveis, que visem o interesse de Portugal e não do partido nem dos seus barões. No final da legislatura o Povo julgará o Governo e apreciará as propostas em concurso. É assim em Democracia, e não impor a convocação de eleições através do boicote insultuoso e sistemático ao Governo e seus membros, por interesse partidário.
O PS, desperdiçou uma excelente oportunidade de contribuir para a amenização da austeridade que resultaria da redução das taxas de juro se o acordo político tivesse sido alcançado. A gravidade do momento exige cedências de todas as partes.
Uma redução de 25% das taxas de juro pouparia aos cofres do Estado cerca de 2000 milhões de euros anuais - a totalidade do IMI cobrado este ano e cerca de metade dos anunciados cortes de despesa do Estado para 2014! É este o caminho para a redução da austeridade e fomento do crescimento; redução dos encargos da dívida, cujo valor anual aproximado de 9000 milhões de euros! A ausência de acordo produziu o efeito contrário! Onde está a responsabilidade do PS?, em pedir o fim da austeridade no dia seguinte?
O acordo partidário significaria aceitação de tréguas ideológicas por alguns anos; no dia seguinte ao acordo, a nossa fatura do serviço da dívida baixaria significativamente. Isso sim, seria defender os interesses de Portugal. O resto é guerrilha partidária e...sem o País livre, os partidos não farão sentido. Já pensou nisso senhor Seguro? Também para si, a Pátria é o PS? Se é, tenha a coragem de o dizer aos portugueses!
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