segunda-feira, 3 de novembro de 2014
domingo, 2 de novembro de 2014
sábado, 1 de novembro de 2014
Mário Figueiredo; derrotado ou vitorioso?
Saído das "catacumbas" do gabinete de Gil Moreira, dedicado quase exclusivamente à prestação de serviços jurídicos ao FCP, a surpreendente eleição de Mário Figueiredo (MF), apoiado maioritariamente por clubes da 2ª Liga, para a presidência da Liga de Clubes, parecia constituir mais uma "jogada" da "exemplar estrutura" para a retoma do controle desta superestrutura, que tanto se empenhara no afastamento de Hermínio Loureiro - já sob a sua asa protectora - e de Ricardo Costa, que, corajosamente e a despeito de todas as dificuldades, não fora a vergonhosa intervenção da FPF e da UEFA, teria extirpado o "tumor" que há cerca de 40 anos corrói o futebol nacional.
Mas MF tinha um projecto que, basicamente, consistia em aumentar a receita de alienação dos Direitos Desportivos dos clubes e contemplar os seus apoiantes com maior fatia do bolo. Para isso propunha centralizar a negociação na Liga e acabar com a exclusividade da Olivedesportos no acesso à concessão. Não foi de modas e apresentou queixa à AdC contra a Olivedesportos por abuso de posição dominante, esperando a inevitabilidade de uma decisão favorável em tempo útil.
Foi a componente da competitividade do seu projecto que tramou MF afastando a sua base de apoio institucional. Ciente de que a optimização das receitas está directamente relacionada com a incerteza dos resultados e que esta é função do equilíbrio das equipas em confronto, bem como da necessidade de reduzir custos, encomendou um estudo a um especialista holandês que propôs a alteração do quadro competitivo para um modelo em que, as então dezasseis equipas seriam divididas em dois grupos de oito jogando em cada grupo todos contra todos constituindo-se de seguida dois outros grupos, um deles pelos quatro melhores classificados de cada grupo anterior e outro pelos quatro piores classificados dos mesmos grupos. Com o modelo que MF apresentou à discussão, em cada época haveria clubes que não jogariam com os "grandes". E foi aqui que MF "morreu"!, nenhum dos pequenos clubes quer saber do futebol nacional como um todo, todos querem apenas mais receitas, seja como for e, sobretudo, querem a jogar com os "grandes" para se sentirem maiores do que são efectivamente.
Com MF sem base de apoio, a Olivedesportos ganhou novo fôlego e, pacientemente, recorrendo aos aliados de sempre, foi tecendo a sua teia, renegociando a dívida com bancos em graves dificuldades e agregando no mesmo projecto os principais operadores do cabo, com a curiosidade de integrarem gente ligada ao FCP, prevenindo-se contra eventual decisão desfavorável da AdC, obrigando o futuro concessionário dos direitos a cair-lhes nas garras. Felizmente que aquela entidade, num assomo de decoro, impediu a exclusividade de emissão dos jogos concessionados à STV, como pretendia a Olivedesportos, conseguindo com este estratagema reconstruir o monopólio eventualmente perdido. Tudo isto nas "barbas" de todos e nem uma vozinha contra se ouviu!
Enquanto isso, perante a impossibilidade de "dobrar" MF, uma estrutura que serviu tantos anos de suporte às vitórias do FCP, deixou de ser adequada quando estas ameaçavam escassear, e começou pacientemente a ser esvaziada, desde logo com a passagem dos Conselhos de Arbitragem e de Justiça para a FPF ainda controladas pela "exemplar estrutura". Desta forma eventuais decisões desfavoráveis no Conselho de Disciplina (CD) da Liga, recentes ou remotas, desfavoráveis ao FCP, seus dirigentes ou atletas, poderiam ser revogadas, como veio a suceder em várias ocasiões, entre as quais a anulação da condenação de Pinto da Costa, essa pérola da indigência jurídica. Por outro lado ficaram os árbitros sob apertado controlo, em favor dos mesmos de sempre, como se tem continuado a verificar, embora de forma menos aguda.
A "martelada" final foi dada por Emídio Guerreiro e o Conselho Nacional do Desporto (CND) com a publicação da nova lei das Federações Desportivas, concedendo à FPF o poder de alocar a organização do futebol profissional em caso de força maior! Foi o fim do projecto de MF que bravamente resistia a todas as ameaças, sem dinheiro, aguentando os clubes e árbitros como podia perante a abundância sumptuária da FPF que "afogada" em recursos exigia à falida Liga o pagamento de avultadas vferbas, em vez de mostrar a sua solidariedade.
Finalmente, com MF definitivamente afastado, desavergonhadamente, a AdC fez-se ouvir, dando razão, pelo menos parcialmente, à queixa daquele, desacreditando uma instituição constituída para, na sua esfera de acção, zelar pelo cumprimento das leis.
É esta a força de Pinto da Costa e do "Sistema"!
Mário Figueiredo cometeu um erro de avaliação ao pensar que tinha os pequenos consigo incondicionalmente e ao afrontar o "sistema" de frente. O país não está preparado para tal e o sentido crítico das populações continua a ser controlado pela Comunicação Social, amplamente "colonizada" por adeptos azuis ou simplesmente destituída de coragem para contrariar certos "poderes de facto". Todos sabem que MF tem razão mas muito poucos estiveram do seu lado, preferindo os outros a submissão "dourada" à independência!
O grande mérito de MF consistiu em desmascarar todos; dirigentes desportivos, governantes, jornalistas, comentadores e adeptos, que "todos os dias" enchem a boca a favor da necessidade de credibilização do futebol nacional mas quando chega a hora "metem o rabinho entre as pernas e calam-se bem caladinhos que nem ratos".
Tenho lido e ouvido algumas crónicas desabonatórias de MF; porque tinha um alto salário, porque tinha despesas de representação, porque a Liga devia dinheiro aos árbitros e aos clubes - Até o Calado!. Nenhum deles, nenhum, se debruçou sobre o seu projecto e as causas da falência financeira da Liga; nenhum foi capaz de denunciar a política de "engorda do porco do endividamento" até ao aparecimento do grande salvador dos clubes e do futebol nacional que, para gáudio de Pinto da Costa e do seu falido clube há-de ser mais uma vez a Olivedesportos. Para facturar 50 a 100 ME todas as épocas é necessário passear no campeonato nacional e ter um bom calendário na europa.
Os efeitos do "acordo" clubístico já se fizeram sentir em Braga, com violência excessiva e a permissividade da equipa de arbitragem. Já todos "sabem" quem manda!
Daqui endereço os parabéns a MF pela coragem que teve, não pela tática, e aos que o apoiaram até ao fim, em especial ao SCP e ao seu Presidente, fazendo votos para que aquele encontre maneira de dar o seu contributo na luta pela independência dos clubes de futebol, sem a qual os campeonatos constituirão uma farsa deprimente.
Quanto ao Benfica, como já referi em comentário anterior, julgo que deveria ter-se demarcado de qualquer solução de falso consenso como é a que foi alcançada, em que os intervenientes, à excepção de um, estavam sob "chantagem" implícita; ou chegavam a acordo ou os campeonatos profissionais passavam para a FPF onde "manda" o FCP! Uma vergonha!, dito de outra forma; pode qualquer clube ficar de fora de qualquer consenso, excepto o FCP!, os clubes são todos iguais, excepto o FCP! Porquê?
Relativamente à escolha de Luis Duque para a presidência da Liga, julgo que foi uma decisão infeliz; por ser uma atitude hostil ao SCP com quem tem contencioso, por ser uma figura demasiado controversa no desporto - condenado por fraude fiscal, salvo o erro -, por ser compulsivamente hostil ao Benfica, como no caso Mourinho, e no caso do incêndio do Estádio da Luz do qual nunca se demarcou publicamente.
Esta atitude constitui a primeira vitória de Pinto da Costa, ainda por cima dupla, pois mais uma vez afasta os dois rivais de Lisboa e divide os Benfiquistas, como tão bem sabe fazer.
PS: no decurso do processo, António Fiúza, a respeito da auto-exclusão do SCP do "acordo" alcançado, terá dito mais uma vez, o que de vez em quando é dito a propósito do Benfica; que o Sporting é um clube como outro qualquer!, Não é não Sr Fiúza! Todos os clubes sofrerão consequências financeiras graves se o Sporting faltar no campeonato o que não é o caso de muitos outros cuja falta nunca se fará sentir.
Estarei enganado? A ver vamos!
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Merecido; parabéns Telma.
Benfica-Rio Ave (1-0)
Uma boa vitória de Talisca com a colaboração do joelho de Esmael, apesar da excelente réplica de Cássio.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
TERRORISMO CLIMÁTICO
TERRORISMO CLIMÁTICO / MAURÍCIO PORTO: 0444 - ESTE BLOG ENCERRA HOJE, DIA DO PROFESSOR, A...: PROFESSOR MAURÍCIO PORTO Caros leitores, Com esta postagem, este blog encerra definitivamente a sua atividade. Deixarei todas as ...
Optimo Climático do Holoceno
EcoTretas: Optimo Climático do Holoceno: Alguns leitores escreveram-me a respeito da posta das palmeiras do Árctico de ontem, questionando o seu interesse. É preciso que se perceba ...
domingo, 26 de outubro de 2014
Os inquisidores pós-modernos

"Um folheto intitulado Ser cientista: uma atitude responsável perante a investigação [18] , publicado, em 1995, pela Academia Nacional das Ciências, dos Estados Unidos da América, fornece-nos um conjunto de critérios bem esquematizados a fim de balizar a conduta dos cientistas. Com efeito, estes navegam através de escolhas difíceis e devem eles próprios comportar-se de modo ético.
"A falibilidade dos métodos recorda-nos, e isso é precioso, a importância do cepticismo em matéria de ciência. Os conhecimentos e os métodos científicos, velhos e novos, devem ser continuamente observados tendo em consideração os eventuais erros. Um tal cepticismo pode-se encontrar em conflito com outros pontos importantes da ciência como a necessidade de criatividade e de convicção na defesa de um ponto de vista dado. Todavia, o cepticismo organizado e preciso, tanto como uma abertura a novas ideias, são essenciais para prevenir a intrusão de dogmas ou de partis pris colectivos nos resultados científicos".
Aqui, o cepticismo é erigido em virtude, o que contrasta com o tratamento hostil reservado aos cépticos nas ciências do clima. Entretanto, a defesa contra os dogmas e os partis pris, citados atrás, aplicam-se directamente aos especialistas das alterações climáticas que têm numerosas vezes feito prova de um partis pris no seu trabalho, o que contaminou o processo do exame critico pelos seus pares.
Uma fraqueza corrente dos cientistas, em particular daqueles comprometidos na investigação com impacto público, é o de rejeitar toda a intrusão de alguém na conduta do seu trabalho. O processo de exame da comunidade científica fornece uma barreira eficaz ao exame do público: há uma tendência para considerar o público como pessoas atrasadas que precisam ser ensinadas e não como instruídas. A arrogância intelectual que daí resulta faz dos cientistas uma espécie de clérigos medievais, guardiões de um segredo e de um saber exclusivo, fora do alcance dos olhos indiscretos do público. Uma tal atitude, corrente em cientistas mal formados, é imperdoável dado que a maior parte da investigação é financiada pelos dinheiros públicos. Isto, todavia, não impede esses cientistas de adoptar uma visão possessiva dos seus resultados. O folheto da Academia das Ciências coloca-se na defesa:
Uma fraqueza corrente dos cientistas, em particular daqueles comprometidos na investigação com impacto público, é o de rejeitar toda a intrusão de alguém na conduta do seu trabalho. O processo de exame da comunidade científica fornece uma barreira eficaz ao exame do público: há uma tendência para considerar o público como pessoas atrasadas que precisam ser ensinadas e não como instruídas. A arrogância intelectual que daí resulta faz dos cientistas uma espécie de clérigos medievais, guardiões de um segredo e de um saber exclusivo, fora do alcance dos olhos indiscretos do público. Uma tal atitude, corrente em cientistas mal formados, é imperdoável dado que a maior parte da investigação é financiada pelos dinheiros públicos. Isto, todavia, não impede esses cientistas de adoptar uma visão possessiva dos seus resultados. O folheto da Academia das Ciências coloca-se na defesa:
"Preenchendo estas responsabilidades, os cientistas devem ocupar tempo a comunicar os conhecimentos à sociedade, de modo que o público possa avaliar as investigações com conhecimento de causa. Por vezes, os investigadores reservam-se eles próprios esse direito, considerando os não-especialistas como não qualificados para estabelecer tais julgamentos. Nomeadamente, a ciência não oferece se não uma janela acerca da experiência humana. Enquanto defendem a honra da sua profissão, os cientistas devem procurar evitar colocar num pedestal o saber científico obtido com meios públicos".
Isto é uma crítica directa ao "cientismo", uma crença mantida por muitos cientistas de que o conhecimento não adquirido por cientistas profissionais é conhecimento sem valor. O cientismo é uma afronta às pessoas livres quando nega o direito do público de julgar o trabalho da ciência, mesmo quando este trabalho é financiado pelo dinheiro dos contribuintes. É uma fórmula que mantem os cientistas acima da crítica e irresponsabiliza-os perante toda a gente excepto os seus pares. É uma visão anti-democrática do mundo que é claramente contrariada pela Academia Nacional das Ciências.
Entretanto, nas ciências do clima, verificam-se numerosos exemplos de críticas e de preocupações da parte do público que são afastadas através de estatísticas injustificadas e de falsos recursos à autoridade académica.
Entretanto, nas ciências do clima, verificam-se numerosos exemplos de críticas e de preocupações da parte do público que são afastadas através de estatísticas injustificadas e de falsos recursos à autoridade académica.
Em "a falsificação da história climática a fim de "provar" o aquecimento global"
por John L. Daly
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