quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Jaime Neves, em Montepuez (4)
Montpuez é a grande retaguarda avançada da guerra cujo epicentro é o planalto Maconde. Ao longo do rio Muera encontra-se a principal força guerrilheira da Frelimo. No coração do planalto fica Mueda, a terra da guerra, uma rua com quartéis de um lado, e do outro a cabeça da pista de aviação e o campo de futebol. Mueda é tropa por todo o lado; e os Macondes distantes, silenciosos, dignos, muitos com olhos de Malangatana. São as cantinas do China e do Santos e os T6 e os Fiat G91, que constantemente descolam e aterram com um barulho arrasador. Mueda é a chegada e a partida de colunas para a guerra; para Miteda, Nangololo, Nancatari, Mocímboa do Rovuma, Omar e Mutamba dos Macondes. É a dança dos helicópteros carregados de feridos, numa imensa região onde abundam as minas, as sementes do diabo.
Já a ilha de Moçambique - e de Camões - é o paraíso; cerveja gelada, prego no prato com ovo a cavalo, lençóis limpos e duche. E tem mulheres!, pretas e mulatas bonitas e não as primitivas farruscas do mato. Aqui, a velha tradição imperial portuguesa do duelo das armas, passa a duelo dos corpos. Não faltam jornais, como a disputadíssima A Bola, revistas como a Flama e o Século Ilustrado, fotonovelas como a Capricho e o Sétimo Céu e outras como a Plateia, o Mundo de Aventuras, o Seis Balas, a Crónica Feminina. E de vez em quando a Playboy, a Penthouse e até a Private. Há música por todo o lado e abundam os bailaricos. Não faltam as corridas de riquexó nas quais os comandos fazem dos puxadores nativos animais de tiro.
O Batalhão de comandos de Montepuez, entre operacionais e "auxiliares de combate" tem cerca de dois mil e quinhentos homens. Com Neves há cerca de mil e cem operacionais, os que entram efetivamente em combate, distribuídos por sete Companhias e apoiados logisticamente pela Companhia de Comando e Serviço constituída por quinhentos elementos, que também dá dois cursos anuais de formação de comandos . Já o material é medíocre; trezentos e sessenta viaturas de carga entre Berliets e Unimogs e seis Jeeps. Nos paióis, milhares de G3, dezenas de metralhadoras HK21, milhares de granadas, dezenas de morteiros, morteiretes e bazucas, lança-roquetes e o portuguesíssimo dilagrama.
Desde Dezembro de 1971, o major Jaime Neves comanda o mais poderoso grupo de operacionais das Forças Armadas Portuguesas. Os seus Comandos caçam guerrilheiros nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Tete, mas também na Gorongosa onde se ocultam os homens de Cara Alegre. Neves é o Senhor da Guerra em Moçambique, dele jorra energia e mando; o poder mais puro e cru. A variante humana e desumana do poder de Deus; o de decidir a vida e a morte de outros. Tem como adjunto o sulista discreto e bravo José Belchior, duas vezes ferido em combate.
É Moçambique, onde derramou o seu sangue e de alguns dos seus, que mais profundamente marca Jaime Neves, pelos sucessos e insucessos, como o da estúpida explosão que destroçou dezenas de vidas duma caravana de civis escoltada por militares entre Tete e Cabora Bassa, por descontrolo de um furriel que disparou a sua G3, irritado pela ultrapassagem inesperada de um camião civil carregado de trotil, acertando-lhe em cheio inadvertidamente, na qual Neves teve ação decisiva no reagrupamento da mesma.
Em Outubro de 1973, deixa o comando do Batalhão de Montepuez assumido em Dezembro seguinte por Artur Fonseca Freitas, um oficial de Amarante, inteligente e dinâmico, numa fase em que, entre os militares, se acentuam as interrogações quanto à substância desta guerra.
Sintetizado de "Jaime Neves, Homem de Guerra e Boémio" da autoria de Rui Azevedo Teixeira, editado pela Bertrand
Sintetizado de "Jaime Neves, Homem de Guerra e Boémio" da autoria de Rui Azevedo Teixeira, editado pela Bertrand
domingo, 28 de dezembro de 2014
Vive-se (por Jorge Adelar Finatto em "O Fazedor de Auroras")
Vive-se. Do jeito que dá. Às vezes, até mesmo sem nenhum jeito se vive.
Vive-se em toda parte. Principalmente, no fim do mundo.
Vive-se em secreto e em surdina, com raros, distantes amigos. Mas vive-se.
Vive-se apesar da corrupção que assola o Brasil e destrói tudo o que se tenta construir e até o que não se construiu como a floresta Amazônica e a Mata Atlântica.
Vive-se olhando os veleiros que fogem para o mar.
Porque a única coisa realmente urgente e importante é manter-se respirando. O resto é o que vem depois. E o que vem é neblinoso, imponderável, se administra. Ou não.
Convivemos com a dor, com a falta de amor, de encanto, de beleza, de dinheiro, com a eterna falta de sentido das coisas. Enquanto isso, vive-se.
Vive-se em Porto Alegre, em Paris, em Sierre, em Lisboa, em Cacique Doble. Vive-se no silêncio de Rarogne e de Passo dos Ausentes. Vive-se à beira do Arroio Tega e nas cercanias do Castelo de Muzot.
Vive-se em toda parte. Principalmente, no fim do mundo.
Vive-se em secreto e em surdina, com raros, distantes amigos. Mas vive-se.
Vive-se apesar da corrupção que assola o Brasil e destrói tudo o que se tenta construir e até o que não se construiu como a floresta Amazônica e a Mata Atlântica.
O mais que se faz é viver. De janeiro a janeiro. Com sol e com chuva. Com alhos e bugalhos. Vive-se.
Calma, a realidade não merece o teu suicídio.
Vive-se na sexta, no sábado e, eventualmente, no domingo. Segunda é um enigma que nem a filosofia, nem a poesia e muito menos a astronomia conseguiram resolver. Mas o fato é que se vive.
Calma, a realidade não merece o teu suicídio.
Vive-se na sexta, no sábado e, eventualmente, no domingo. Segunda é um enigma que nem a filosofia, nem a poesia e muito menos a astronomia conseguiram resolver. Mas o fato é que se vive.
Vive-se apesar do lixo na rua, do odor nauseante de combustível queimado na cidade, do esgoto escorrendo impune para o rio.
Vive-se em que pese o velho, triste, insuportável e persistente racismo.
Vive-se em que pese o velho, triste, insuportável e persistente racismo.
Vive-se olhando os veleiros que fogem para o mar.
Vive-se diante do olhar atônito das crianças abandonadas.
Vive-se a nostalgia das casas sem eletricidade.
Vive-se a nostalgia das casas sem eletricidade.
Vive-se sem embargo dos livros não lidos. Vive-se não obstante todos os livros lidos.
Vive-se com as folhas secas do outono nos bolsos do antigo casaco.
Vive-se sem nada a perder e mesmo depois de perder tudo.
Vive-se com as folhas secas do outono nos bolsos do antigo casaco.
Vive-se sem nada a perder e mesmo depois de perder tudo.
Vive-se sabendo que nunca mais se encontrará aquela mulher para pedir-lhe um olhar, um abraço.
Vive-se de mal a pior, sem eira nem beira.
Vive-se apesar dos mortos nos olhando dos velhos retratos e dos lugares vazios na mesa.
Vive-se a vida invisível dos anônimos, dos solitários, dos desmemoriados.
Vive-se de passagem, sem ensaio, uma única vez, com o coração doendo no peito. Mas vive-se.
Vive-se apesar dos mortos nos olhando dos velhos retratos e dos lugares vazios na mesa.
Vive-se a vida invisível dos anônimos, dos solitários, dos desmemoriados.
Vive-se de passagem, sem ensaio, uma única vez, com o coração doendo no peito. Mas vive-se.
sábado, 27 de dezembro de 2014
Actividade solar e clima na terra (por Rui Namorado Rosa, da Universidade de Évora em Página da Educação)
As manchas solares são manifestações visível da actividade magnética no Sol.
A sua observação e registo remontam ao princípio do século XVII, logo após a
invenção do telescópio. Assim se descobriu que o Sol exibe uma actividade
magnética variável, onde é perceptível pelo menos um ciclo com onze anos de
periodicidade. Essa actividade magnética, visível à superfície e que se projecta
pelo espaço circundante e atinge os planetas terrestres, e para além destes até
pelo menos Júpiter, é alimentada por fenómenos de convecção de massa e de
energia magnética no interior dessa estrela.
Os raios cósmicos de muito alta energia, que emanam dos centros das galáxias, atingem a Terra e produzem transmutações nos elementos naturais - assim se forma, por exemplo, o Carbono-14 na atmosfera (bem conhecido por ser muito utilizados na datação de materiais arqueológicos). Ora como o campo magnético solar deflecte os raios cósmicos, ele modula a intensidade do correspondente fluxo que atinge a Terra, pelo que o ritmo de produção do Carbono-14 e o seu teor na atmosfera (e nos seres vivos) variam com a actividade magnética solar. Estudos recentes sobre o teor de Carbono-14 em materiais orgânicos (incluindo fosseis), para além de comprovarem uma pronunciada tendência de crescimento do número médio de manchas solares ao longo do século XX, revelam que o presente nível de actividade solar é o mais elevado desde há 8.000 anos. Sendo o Sol a fonte de energia, sobretudo na forma de luz solar, que acciona o sistema climático terrestre, não há dúvida que a variabilidade da actividade magnética solar, que também se manifesta na intensidade da luz emitida pelo Sol, se repercutirá na variabilidade climática terrestre. Assim, estima-se que a variação da actividade solar poderá explicar até um terço da presente elevação global de temperatura à superfície da Terra. Porém, a actividade solar influencia o clima terrestre também por outras vias. A variabilidade do fluxo de raios cósmicos que atinge a Terra, que é modulada pela actividade solar, parece também afectar o clima, designadamente através da variação do grau de ionização da atmosfera e de consequente formação de nuvens. Estas, por sua vez, influenciam fortemente a quantidade de luz solar que é absorvida na atmosfera e na superfície terrestre. A importância deste mecanismo na variabilidade climática é ainda incerta. Mas o Sol emite também raios X e radiação ultravioleta extrema que também poderão influenciar o clima. A intensidade dos raios X acompanha o ciclo de actividade solar, mas com uma amplitude de variação muito maior que a da luz solar. Esses raios X são os principais responsáveis pela produção e aquecimento de uma camada atmosférica fortemente ionizada, a cerca de 100 km de altitude, a ionosfera. Essa camada da alta atmosfera afecta a propagação das ondas rádio; é responsável pela reflexão e o longo alcance de propagação de algumas gamas de frequência (ou de comprimento de onda), pelo que as perturbações na ionosfera interferem nas telecomunicações. A radiação ultravioleta extrema emitida pelo Sol é absorvida a nível mais baixo da atmosfera, na estratosfera, produzindo ozono. A variação da sua intensidade acompanha o ciclo de actividade solar mas com maior amplitude que a luz solar. Como é sabido, esta camada de ozono, que resulta da absorção dessa radiação ultravioleta extrema, é, por sua vez, absorvente de outras gamas de radiação ultravioleta, actuando como uma blindagem para os seres vivos à superfície da Terra. O Sol emite também radiação corpuscular, o vento solar, que é captada no campo magnético da Terra, sobre uma extensão de muitos milhares de km em altitude. Desta interacção resulta uma extensa magnetosfera terrestre, com suas cinturas de plasma. A magnetosfera assim formada funciona também como uma blindagem que protege a superfície da Terra do vento solar. Por via deste vento solar, a actividade solar repercute-se em actividade geomagnética observada à superfície do planeta. Porém, o vento solar está sujeito a variações de grande amplitude, as tempestades magnéticas, que atingem a Terra e aqui geram tempestades geomagnéticas e auroras boreais. Estas tempestades exibem uma periodicidade que é a mesma da rotação do Sol, 27 dias. Em períodos menos previsíveis de muito intensa actividade solar, o vento solar atinge velocidade muito superior, e erupções da superfície do Sol projectam jactos de massa coronal que podem ocasionalmente atingir directamente a magnetosfera terrestre, o que acontece algumas dezenas de vezes por ano, provocando intensas tempestades geomagnéticas. Estes episódios distorcem acentuadamente a magnetosfera, afectam as órbitas de satélites e induzem forças electromotrizes nas redes de transporte de electricidade (podendo interromper o seu funcionamento). Todos estes fenómenos de interacção entre o Sol e a Terra, com reconhecida periódica ou incerta variabilidade e, alguns deles, com elevada amplitude, contribuirão certamente para a variabilidade do clima no nosso planeta. Ainda há muito para aprender acerca das tão faladas alterações climáticas. (sublinhados do Quase Curiosidades) |
O Futuro do futebol nacional é a Controlinveste!
Finalmente a Luz!, afinal, a salvação dos clubes nacionais vem...uau!...da Controlinveste!, agora sim, já os jogos da modesta Taça da Liga interessam à TVI!, quem diria, quando ainda há bem pouco tempo nem os jogos do "Campeonato" lhe interessavam!, que mágico poder é este que detém a Controlinveste, acionista de todas as SAD e da Sport TV, esta, agora presidida por Proença de Carvalho, que desbloqueia todas as portas?, que mágico poder é este que leva os dirigentes a abandonar o projeto de autonomia dos seus clubes defendido por Mário Figueiredo em favor da dependência relativamente ao Grupo que mais tem lucrado com o futebol?
Perante a determinada e lúcida luta de Mário Figueiredo pela autonomia financeira dos clubes contra a obsceno monopólio que se instituiu no futebol nacional nas últimas décadas, perante o prolongado silêncio da Autoridade da Concorrência relativamente à queixa da Liga contra a Olivedesportos, perante as implícitas ameaças do Governo à Liga na sequência da alteração da Lei de Bases das Federações Desportivas, que até parece ter sido feita à medida, perante a "cega" reclamação de pagamentos em atraso por parte da FPF à LPFP apesar de conhecedora da total falta de meios para o efeito, os habituais patrocinadores das competições futebolísticas nacionais, revelando um medo cúmplice, não renovaram os seus apoios, induzindo o "afundanço" económico daquela instituição e dos clubes, até à claudicação do próprio Benfica, o principal clube prejudicado pelo "sistema", cujos dirigentes, ingenuamente arvorados da responsabilidade de salvar o futebol, pensam ter alcançado um compromisso de cavalheiros com os dirigentes do Porto. Puro engano!, o "sistema" está de volta e muito bem arquitetado. Vamos vê-lo a funcionar em pleno já nesta 2ª volta!, o conselheiro matrimonial da paróquia anda já por aí a mandar recados!, regressará o velho padrão dos erros humanos dos árbitros e auxiliares enquanto os "queixosos" serão de novo apodados de "queixinhas".
Este "fenómeno", não constituindo surpresa para ninguém, revela, afinal, o estado caótico e paradoxal a que chegámos enquanto Povo, permitindo ou compactuando com práticas que, manifestamente, violam os mais elementares princípios da doutrina democrática, por acaso...mas só por acaso, constitucionalmente consagrados. Revela a total falência dos clubes nacionais, que, incapazes de sobreviver sem a tutela dos "donos disto tudo"que se apropriaram das receitas antes provenientes dos adeptos que iam aos estádios, não hesitam em alienar a sua própria soberania, induzindo entre a população o nauseabundo e velho cheiro da suspeição. Não é apenas o futebol que está em causa!, são também as instituições que têm a obrigação de zelar pelos essenciais valores da sociedade. São os próprios valores democráticos!, é a própria Democracia!
Afinal, como já sabíamos, Mário Figueiredo tinha razão na queixa apresentada pela Liga, mas teve que sair para que, finalmente, a AdC, se pronunciasse, impondo uma reformulação nos contratos da Olivedesportos, que, fundamentalmente, permitirá manter tudo como estava. Até porque, parece que é isto que os clubes querem. Sem Olivedesportos, sem Controlinveste e sem Sport TV , não haverá futebol em Portugal! Mas havia!
Quanto a Luís Duque, acabou de dar um segundo tiro no pé!, o primeiro foi o de ter aceite o cargo apesar do ambiente de crispação com o seu próprio clube e do seu histórico de práticas hostis para com o Benfica. Ao aceitar os "bons ofícios" da Controlinveste na procura de patrocinadores para o "naming "da Taça da Liga, Duque revelou afinal a sua total incapacidade nas áreas financeira e de marketing, alienando grande parte da sua própria autonomia em favor do patrocinador primário. E isto é mau para o futebol! Muito mau!, o "milagre" de Duque consiste, afinal, em devolver o futebol a Joaquim Oliveira!
Está assim explicada a razão pela qual Fernando Gomes, afirmou na entrevista que concedeu ao jornal oficioso do seu clube "crer" que só uma plataforma de entendimento entre Porto Benfica e Sporting - por esta ordem -, detentores de massas de adeptos consideráveis, poderá potenciar o futebol. É que, para Gomes, essencial...,mesmo, mesmo, essencial para o futebol é a Controlinveste, essa infatigável construtora de sonhos! os três grandes clubes , com o Porto à frente, claro, só poderão dar uma uma ajudinha, desde que estejam de acordo na distribuição dos despojos! Ora, com regras simples, claras e universais, não serão necessários outros acordos. Fernando Gomes, implicitamente, revela a sua incapacidade de as definir, implementar e fazer respeitar, A TODOS POR IGUAL!
Percebo que os dirigentes do Benfica tenham cedido perante o crescente "buraco" nas contas da Liga - constou que seriam da ordem dos 9 ME -, que inviabilizaria a continuidade das competições profissionais e, em última instância, o equilíbrio financeiro do próprio clube. Mas não deveria ter permitido que as negociações decorressem numa conjuntura indutora de respostas favoráveis a umas das partes, impondo condições que garantissem o equilíbrio entre os intervenientes.
É claro para mim desde há muito, que o painel de fundo do futebol nacional assenta na aspiração regionalista de alguns setores do Porto e talvez do Norte e do país, historicamente subjugados e revoltados pela prepotência destruidora do centralismo da Capital, que vêm no futebol um primeiro campo de emancipação, elegendo o Benfica como símbolo desse centralismo e alvo prioritário da sua acção. Julgo porém que esta é uma estratégia que tende a produzir efeitos contrários aos desejados na medida em que confunde o regionalismo com práticas indignas a que temos assistido no âmbito do futebol, com origem, precisamente, no seu seio, hostilizando todo o universo benfiquista, cerca de 50 % a 60 % da população. Não serão as práticas de manipulação de resultados das competições nem a pancadaria instigada que atrairão adeptos à causa. Pelo contrário, a "separação das águas" política e desportiva, associada a práticas de racionalidade, cordialidade e lealdade no desporto, atrairá aderentes de todas as frentes, para a derradeira emancipação do país da asfixia lisboeta.
E estamos nisto! neste atavismo que lentamente vai corroendo os alicerces do futuro.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
domingo, 21 de dezembro de 2014
A tática do nhéco-nhéco! (Benfica-Gil Vicente 1-0)
Neste jogo a equipa do Benfica adotou a tática do nhéco-nhéco...e ganhou (obrigado Capela). Andamento em modo devagar-devagarinho, passes de metro a 1o/h, alas nem vê-las, meia-distância ausente, jogo aéreo omisso e oportunidades, poucas. Ah, mas houve concentração tática. César esteve muito bem e desta vez fez o que deveria ter feito com o Braga. Júlio César esteve lá quando foi necessário nos escassos mas perigosos remates que os jogadores do Gil fizeram à sua baliza. Talisca também esteve bem na cobertura e recuperação de bola no meio-campo apesar da sua característica falta de criatividade. Máxi foi igual a si próprio criando as condições para o golo solitário e vitorioso.
O Gil Vicente fez um bom jogo, sobretudo nos 15 minutos iniciais e nos 15/20 minutos finais, não marcando por inépcia dos seus avançados.
Talvez os jogadores do Benfica tenham acusado o desgaste físico dos jogos anteriores, com Porto e Braga, talvez tenham acusado a falta de Enzo, Luisão e Sálvio (ai o meu rico Sálvio). Ola John tem que dar gás às botas e mostrar mais intensidade e Jonas tem que trabalhar mais e melhor. A equipa necessita urgentemente do regresso dos lesionados, Luisão, Sílvio, Fejsa, Eliseu, Amorim, Suleimani, André Almeida, etc. (Já agora é melhor consultar o bruxo de Fafe).
Quanto à equipa de arbitragem, só tenho é que agradecer.
Há que analisar o jogo e corrigir; estes jogadores podem fazer muito melhor e devem fazê-lo se querem ganhar o campeonato. Olhar para a frente e esquecer o passado recente.
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