Patrocínio nas camisolas pode render cerca de 10 milhões/época - Desporto - DN
domingo, 8 de março de 2015
Em frente Benfica!
Difícil, como se esperava, o jogo em Arouca; excessiva aglomeração de jogadores, falta de espaço transversal e longitudinal e jogo passivo do Arouca com marcação em cima e antijogo - o fatal derrube no meio-campo. A equipa do Benfica não conseguia ligar o seu jogo, as alas funcionavam mal e o eixo do ataque estava excessivamente povoado, convidando ao transporte da bola, com benefício do adversário, que disputava os lances sempre em superioridade numérica e não hesitava em recorrer à falta no meio-campo impedindo a génese ofensiva. Jogo medíocre, com muito jogo aéreo, que, obviamente beneficiava o Arouca. Mais uma vez, uma desconcentração defensiva custou-nos novo golo e esforço suplementar para efetuar a reviravolta; surge na sequência da intensificação da dinâmica ofensiva, altura em que se desguarnece o bloqueio da transição do adversário.
O primeiro golo surge com alguma sorte, mas também, graças à maior dinâmica em todo o campo induzido penos encarnados; é assim, perante a ameaça de Lima, o Goicochea precipitou-se e falhou a colocação, atirando contra o corpo daquele. E Jonas, mais uma vez, estava lá para o remate certeiro...e não foi por acaso!, o segundo e o terceiro vieram com naturalidade até porque o Arouca abandonou o futebol passivo e subiu no terreno, mostrando que, afinal, até sabe jogar futebol. Com mais um jogador e libertos de marcação, o Benfica fez o que quis, fazendo circular a bola em todo o campo, sucedendo-se os lances ofensivos. Muito bem Lima, Jonas e Gaitan, Pena o quinto amarelo a Talisca que entrou muito bem no jogo e trazia a gazua da meia-distância. Pizzi hoje não esteve bem nos lances de bola parada. Júlio César não fez uma defesa, que me lembre, e não teve culpa no golo do Arouca. Sauda-se o regresso de Amorim, importante nesta fase do campeonato.
A equipa de arbitragem cometeu dois erros "naturais" - aqueles que prejudicam o Benfica - ao não assinalar duas grandes penalidades contra o Arouca; uma sobre Gaitan outra por descarada mão na bola! Bastou Pinto da Costa fazer o que disse próprio dos burros, para que toda a estrutura da arbitragem abanasse; depois de Penafiel, veio Braga e agora Benfica; oito pontos seriam a diferença atual entre os dois primeiros, considerando só estes últimos jogos! E é assim que a equipa do Benfica vai ao colo...ao colo do seu talento e do apoio dos seus Dirigentes e adeptos.
Um grande abraço de parabéns ao Nelson Évora pela sua enorme proeza.
Outro para a equipa de voleibol do Benfica pela conquista da Taça de Portugal.
Uma palavra de incentivo à nossa equipa de hóquei apesar do empate em casa contra o Porto.
Outra para a equipa de futebol de Juniores apesar da "coça" caseira; afinal poderia ter acontecido ao contrário; um golo de lotaria e dois em contragolpe sustentado numa atitude defensiva. Claro que é necessário melhorar, no posicionamento defensivo e na consolidação do bloco ofensivo. Venha o próximo.
Não percebo os salamaleques em torno do "benfiquista" Pedro Proença; ele vai para a FIFA, ele vai para a UEFA, ela vai para a LIGA...e não percebo como é que Pinto da Costa quer um "benfiquista" na LIGA!
Ainda menos percebo a atitude do Benfica nesta matéria! Pedro Proença prejudicou gravemente e grosseiramente o seu património material e imaterial, graças aos vários erros grosseiros que cometeu contra si dos quais resultaram inacessibilidade a vários títulos de campeão, com benefício para o clube de Pinto da Costa. Os salamaleques dos Dirigentes do Benfica a Pedro Proença não passam de hipocrisia e constituem um deceção para os respetivos adeptos. Não se compreende a boa fé de Proença perante erros tão grosseiros em prejuízo do principal rival do Porto, considerando a sua alegada excelência técnica. Tal como está a acontecer neste momento relativamente a Soares Dias, a excelência dos árbitros e dirigentes da Liga e FPF, só é reconhecida quando dela resultem benefícios para o Porto. E o fiscalizador-mor desta excelência é Pinto da Costa!
Proença merece ouvir a verdade dos dirigentes do Benfica e não esperar deferência, compreensão ou perdão pelo mal que fez ao "seu" clube. Não querer beneficiar o nosso clube não implica, necessariamente, prejudica-lo.
Um campeão a sério!
Com esta vitória, Nelson Évora, demonstrou possuir a fibra da elite dos campeões; às qualidades atléticas junta uma determinação que muito poucos possuem. Depois da grave lesão que o afastou por vários anos da competição, manteve a crença em si próprio mantendo os seus objetivos intactos. E venceu! Um grande exemplo para todos nós; um povo perdido na labirinto democrático, subjugado pelas suas próprias elites e pelos nórdicos.
segunda-feira, 2 de março de 2015
O que se passa com o Sporting Clube de Portugal?
Redução do passivo de 30 milhões de euros? Redução do financiamento bancário em 61 milhões de euros? Aumento de capitais próprios em 130 milhões de euros?, com que dinheiro? É certo que o aumento de capitais próprios poderá ter resultado da integração na SAD de ativos corpóreos - estádio, centro de estágios, por exemplo -, e os restantes 91 milhões de euros?, será que resultaram do tal perdão de dívida do BES quando se encontrava em pré-falência?, se foi, que outras SAD beneficiaram de idêntica reestruturação?, que saiba, a do Benfica não!, continua a pagar os cerca de 21 milhões de euros de juros anuais e, salvo erro, ainda amortizou - e muito bem - cerca de 20 milhões de euros ao passivo. hipotecaram tudo outra vez?
A ser verdade, com que moralidade o Presidente do Sporting se insurge contra os fundos? Com que credibilidade se apresentam os indignados pela alegada intenção de isenção fiscal pela Câmara de Lisboa ao Benfica, se em conformidade com os protocolos contratados entre ambas as entidades? E se fosse ao contrário? Se tivesse o Benfica beneficiado de igual e alegado perdão de dívida? Estou a ver; era matéria aí para seis meses de primeiras páginas nos jornais diários e abertura de telejornais. Seria a derradeira prova do regresso ao "fassismo", o andor dos títulos fáceis! Assim, não passa de mera demonstração de hipocrisia, cinismo, quiçá nepotismo e...sabe-se lá de mais o quê!
domingo, 1 de março de 2015
Pesca da sardinha
Amanhã reinicia-se a pesca da sardinha após seis meses de paragem durante os quais, os pescadores; camaradas e armadores, foram financiados pelo Estado a título de compensação. A cota de pesca que em anos recentes era de 60 MT passou para 4 MT em 2015! Tudo para a sustentabilidade da espécie...e... para extinção da classe dos pescadores que, pelos vistos, anda a estorvar os iluminados construtores do futuro comum.
Curiosidade: o esforço da pesca de cerco em Portugal é hoje cerca de 20 a 30 % do que era há cerca de 30 anos, e parece que é demais! Venham de lá os biólogos, que não sabendo explicar as razões da alegada escassez desta espécie, saberão com certeza ensinar aos turistas a vetusta arte da pesca do cerco e da rota da sardinha, enquanto petiscam o "apetitoso" pão de algas marinhas!
Ontem
Hoje
Amanhã
Trotskismo (por Miguel Madeira)
Retirei este texto da net quando pesquisava acerca do trotskismo agradecendo desde já ao autor cujo consentimento julgo implícito.
Quando ví que, na Wikipedia, a entrada "Trotskismo" estava marcada como "esboço", decidi escrever o resto do artigo (embora eu já não me considere "trotskista"). Como a Wikipedia pode ser mudada a qualquer momento, não faço a mínima ideia de como o artigo está agora. Este texto é o que eu escrevi (a parte a vermelho é o que já estava escrito):
O trotskismo é a doutrina do revolucionário russo Leon Trotski, que consiste em defender o marxismo-leninismo, combatendo a burocracia no Estado Operário que se fortaleceu com a ascensão de JosefStálin ao poder em 1924 na URSS. Dos pontos do marxismo-leninismo, Trotsky trabalhou e teorizou a respeito da Revolução Permanente, sua principal divergência com Stalin, que defendia a tese conhecida como "socialismo em um só país" oposta a sua Teoria da Revolução Permanente que defendia a expansão da revolução para além das fronteiras da URSS. No final de sua vida, Leon Trotsky fundou a IV Internacional, que após sua morte não conseguiu levar adiante a luta do seu fundador. Hoje, as diversas correntes políticas que se reivindicam trotskistas têm alguma origem na IV Internacional.
A teoria da "Revolução Permanente" baseia-se na ideia do "desenvolvimento desigual combinado". Segundo esta tese, quanto mais atrasado é um país, mais evoluída é a parte mais desenvolvida da sua economia! O raciocínio, aparentemente contra-intuitivo, é de que, se um país se começa a industrializar tarde, irá adoptar as industrias mais modernas existentes na altura, logo, a pouca indústria que terá será altamente desenvolvida. P. ex, um país que só recentemente tenha começado a ter ligações telefónicas, terá, em quantidade, poucos telefones, mas esses poucos telefones, em média, serão mais sofisticados que os telefones de um pais que já tenha um sistema telefónico há várias décadas, já que as poucas pessoas que compram telefones irão comprar os telefones que se produzem hoje em dia.
Tal levaria a que, em países semifeudais, a burguesia capitalista, mesmo sem ainda ter derrubado a nobreza, já está em conflito com o proletariado, porque, como a pouca indústria existente é das mais modernas, os conflitos entre patrões e trabalhadores tendem a assumir os mesmos contornos que nos países desenvolvidos (lembremo-nos que Trotsky elaborou esta teoria no principio do século XX, uma época em que, nos países industrializados, a luta entre "proletários" e "burgueses" estava na ordem do dia). Assim, a burguesia local estaria entre dois fogos: por um lado, continua submetida ao Antigo Regime, o que a poderia levar a posições revolucionárias (como a burguesia europeia ocidental dos séculos XVIII e XIX); mas, por outro, já sofre a pressão dos trabalhadores, o que a leva a posições conservadoras (como a burguesia europeia ocidental do século XX). Segundo Trotsky, quanto mais tarde um país conhecesse o seu arranque industrial, mais conservadora seria a sua burguesia local, já que o medo ao proletariado seria mais forte que a sua oposição à nobreza. Além disso, ao contrário da Inglaterra de 1688, da América de 1776 ou da França de 1789, já não existiria uma vasta classe de pequenos e médios artesãos e comerciantes que pudesse fornecer a "mão-de-obra" para uma revolução burguesa (devido à modernização do sector industrial, o único "povo" disponível nas cidades são mesmo os operários).
É aqui que entra em cena a "Revolução Permanente": segundo Trotsky, a burguesia já não é capaz de fazer a sua própria "revolução burguesa", tendo que ser o proletariado a encarregar-se disso (afinal, quem se revoltou contra o czar em 1905 e em Fevereiro de 1917 foi o proletariado de Sampetersburgo). Mas, sendo o proletariado a fazer a "revolução burguesa", este não se contentará com o programa "liberal-burguês" (i.e, a abolir a monarquia absoluta, liquidar o feudalismo, etc.), e irá logo começar a pôr em prática o "programa socialista" – assim, a revolução é "permanente", já que, pela sua própria dinâmica, tenderá a evoluir para posições cada vez mais radicais (no caso russo, a revolução começou por ser democrática e republicana e, em poucos meses, tornou-se socialista – aliás, o PREC português teve uma dinâmica semelhante).
Mas, o que acontece se a revolução socialista triunfar num país semifeudal (de acordo com o cânone marxista, ainda não maduro para o socialismo)? A resposta que os trotskistas dão é que, num caso desses, a revolução só se manterá se tiver a ajuda de revoluções socialistas vitoriosas em países desenvolvidos – assim, a revolução deve ser "permanente", não só no aspecto do aprofundamento, mas também do alargamento. Se uma revolução socialista acontecer num país subdesenvolvido e não se expandir a países desenvolvidos, tenderá a "degenerar". Porquê?
A explicação dessa "degenerescência" está noutra tese trotskista, a da "degenerescência burocrática das organizações operárias": a "exploração capitalista" estimula o desenvolvimento político do proletariado (já que o leva a lutar contra o sistema, e por isso a criar sindicatos, partidos, etc.) mas retarda o seu desenvolvimento cultural (já que a pobreza e/ou a submissão a um trabalho embrutecedor tenderão a "embrutecer" também o espírito do trabalhador). Tal leva a que, nas organizações operárias de massa, tendem a surgir "dirigentes profissionais" ("burocratas", no jargão trotskista), que acabam por ser os verdadeiros chefes, enquanto que os elementos de base (devido ao tal "embrutecimento espiritual") se remetem, na maior parte do tempo, a uma posição passiva, em que se limitam a pagar quotas e a seguir as ordens da "Direcção" (no fundo, transferem para a organização operária os hábitos de submissão à hierarquia a que estão habituados na empresa capitalista).
Ora, num país pobre (como a Rússia em 1917), o "desenvolvimento cultural" do proletariado será ainda mais diminuto, pelo que no "Estado Operário" irão (tal como nos sindicatos e partidos operários) também surgir os tais "burocratas". Aliás, segundo os trotskistas, a longo prazo, só há dois caminhos possíveis – a burocratização do Estado ou o desaparecimento gradual do Estado: ou a pobreza e o atraso cultural mantêm-se, impedindo o proletariado de poder assumir efectivamente a gestão do Estado; ou, pelo contrário, a sociedade vai evoluindo, tornando mais fácil a tal "gestão do Estado pela simples cozinheira", mas, ao mesmo tempo, tornando também o Estado menos necessário, já que, havendo menos escassez de bens, haverá também menos necessidade de um aparelho repressivo (ou seja, quando for possível um Estado 100% democrático, em que todos participem em plena igualdade nas tomadas de decisão, já nem sequer será necessário um Estado).
Assim, nos "Estados Operários" (sobretudo se forem muito atrasados à partida), há duas tendências em confronto: por um lado, há a tendência para os burocratas irem concentrando o poder nas suas mãos e remeterem as massas a uma situação passiva; por outro, a elevação gradual do nível de desenvolvimento económico e cultural (e, se possível, o triunfo de revoluções operárias no estrangeiro) tenderá a estimular a participação popular e a enfraquecer o aparelho estatal. Desta forma, a "construção do socialismo" não é um processo mecânico e linear (como, frequentemente, está implícito em muitos "estalinistas"), mas um caminho com avanços e recuos, em que a vitória só estará assegurada com a criação de uma sociedade comunista à escala mundial e com o desaparecimento do Estado (até lá, há sempre o perigo de uma contra-revolução burocrática).
Além disso, a relação entre a burocratização e desenvolvimento é bilateral: tal como o atraso estimula a burocratização, também esta prejudica o desenvolvimento – segundo os trotskistas, a única alternativa eficiente ao mercado é a "democracia operária". P.ex, se for um patrão privado a organizar o trabalho dentro de uma empresa, tenderá a adoptar os processos de trabalho mais eficientes (para maximizar o lucro); se for uma Comissão de Trabalhadores a fazer isso, também tenderá a adoptar os processos de trabalho mais eficientes (para os trabalhadores fazerem mais facilmente o seu trabalho); se for gerida por um burocrata não-proprietário, não há nenhum incentivo para escolher os melhores métodos de trabalho. Outro exemplo: a questão "O que produzir?" – como assegurar a ligação entre os que as empresas produzem e as necessidades dos consumidores? No capitalismo, tal ligação faz-se pelo mercado; na "democracia operária", através da participação das organizações de trabalhadores e consumidores na elaboração do plano económico (Trotsky chegou a dar o exemplo de um sistema em que os cidadãos pudessem escolher entre o "partido do carvão" e o "partido do fuelóleo"); já no sistema burocrático, em que a planificação é feita, não pelas organizações populares, mas por comités de "especialistas", não há maneira de assegurar que o plano corresponde às necessidades efectivas da sociedade (a respeito disso, Trotsky escreveu que "a democracia, mais que uma necessidade política, é uma necessidade económica"). Desta forma, quanto mais poderosos forem os burocratas, mais atrasada será a sociedade (o que, aliás, acabará por tornar os burocratas ainda mais poderosos).
Logo, se uma revolução proletária triunfar num país atrasado e não receber o auxílio de revoluções em países desenvolvidos, o poder da burocracia atingirá dimensões consideráveis, podendo chegar a um ponto em que já não é possível lutar contra a burocratização dentro do sistema, sendo necessária uma nova revolução operária para restaurar o poder dos "Conselhos de Trabalhadores" (segundo Trotsky, esse ponto de não-retorno – a que ele chamou o "Thermidor", por analogia com a Revolução Francesa – teria sido atingido na URSS em 1927). Por outro lado, se a nova revolução operária não ocorrer, o que irá acontecer será uma "contra-revolução social": a ineficiência económica do sistema burocrático e o desejo dos burocratas consolidarem a sua posição (passando de "administradores" a "donos") irá levá-los a restaurar a propriedade privada dos meios de produção e o capitalismo.
Desta forma, a opinião dos trotskistas era que os regimes do Bloco de Leste ("estados operários burocraticamente degenerados") seriam "regimes transitórios", intrinsecamente instáveis, estando à beira de serem derrubados, ou por uma "contra-revolução social", que restaurasse o capitalismo; ou por uma "revolução politica", que derrubasse o poder dos burocratas e do Partido Comunista e instaurasse a democracia dos "Conselhos de Trabalhadores", em moldes multipartidários (no entanto, diga-se que os trotskistas só começaram a defender o multipartidarismo nos anos 30, depois de terem sido expulsos do PC – até lá, limitavam-se a defender o "direito de tendência" dentro do PC)
Muitos dissidentes do trotskismo (Bruno Rizzi em Itália, Max Schachtmann nos EUA, Tony Cliff em Inglaterra, Cornelius Castoriadis em França, etc.) criticaram esta tese, argumentando que os burocratas eram, para todos os efeitos, como se fossem proprietários, já que eram os "donos" do Estado e, portanto, indirectamente, da economia (logo, já não teriam necessidade de restaurar o capitalismo) – um dos mais célebres defensores desta tese foi o escritor George Orwell (nalguns aspectos, muito próximo do trotskismo), que a expôs nos seus romances "O Triunfo dos Porcos" e "1984". Curiosamente, muitos ex-trotskistas americanos que seguiam esta linha acabaram saltando da extrema-esquerda para a direita, dando origem ao movimento neo-conservador.
O colapso de 1989 não resolve a questão: se a tese trotskista do "regime transitório" estivesse correcta, provavelmente esses regimes teriam caído muito mais cedo (uns meses antes de ser assassinado, Trotsky escreveu que, se o regime estalinista sobrevivesse à II Guerra Mundial, seria necessário rever as suas teses, coisa que os trotskistas não fizeram; nos anos 50, a sua viúva, Natália Sedova, abandonou o movimento trotskista, afirmando que não se podia continuar a chamar os países de Leste de "Estados operários"); mas, por outro lado, a uma escala histórica, até foram relativamente breves (60 anos, no caso da URSS, 45 nos países satélites), pelo que também é difícil dizer que a tese trotskista estivesse errada.
Desde a morte de Trotsky que os trotskistas têm-se dividido em facções rivais: entre as principais, temos o "Secretariado Unificado da IV Internacional", o "sucessor oficial" da IV Internacional de Trotsky (representado em Portugal pela APSR de Francisco Louçã); o "Comité Internacional da IV Internacional", originado por grupos que, nos anos 50, abandonaram o "Secretariado", por recusarem a politica então adoptada de infiltração nos Partidos Comunistas (representado em Portugal pelo POUS de Carmelinda Pereira); a "Liga Internacional dos Trabalhadores", predominantemente latino-americana, que abandonou o SU por não concordar com o apoio deste aos sandinistas da Nicarágua (representada em Portugal pela Ruptura/FER de Gil Garcia); o "Congresso para uma Internacional Operária", ligado ao antigo grupo britânico "The Militant" (representado em Portugal pela "Alternativa Socialista"); a "União Comunista Internacional", ligada ao grupo francês "Lutte Ouvriére", etc.
Têm sido propostas várias explicações para este fraccionismo constante: os trotskistas frequentemente afirmam que é apenas uma consequência da reduzida expressão do trotskismo (num partido minúsculo, os oposicionistas têm pouco a perder em saírem do partido e criar um novo); os estalinistas afirmam que a culpa está na organização democrática dos partidos trotskistas (ao reconhecerem o direito de tendência, estão a criar o embrião das cisões); há até quem diga que é uma questão de psicologia individual: sendo uma ideologia, simultaneamente, anti-capitalista e anti-estalinista, o trotskismo tenderia a atrair indivíduos com espírito de rejeitar as opiniões dominantes, logo, propensos a cisões…
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Former NASA consultant, climatologist John L. Casey: 'a radical shift in global climate is underway, 30-year cold spell will strike Earth -- Earth Changes -- Sott.net
Former NASA consultant, climatologist John L. Casey: 'a radical shift in global climate is underway, 30-year cold spell will strike Earth -- Earth Changes -- Sott.net: http://www.sott.net/article/289105-Former-NASA-consultant-climatologist-John-L-Casey-a-radical-shift-in-global-climate-is-underway-30-year-cold-spell-will-strike-Earth
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Alerta a Obama
President Barack H. Obama
The White House
1600 Pennsylvania Ave. NW
Washington, D.C. 20500
April 28, 2014
SUBJECT: Request to Prepare the USA for Dangerous Cold Climate.
Dear Mr. President,
Good morning.
This letter is sent to you as a heartfelt request that you take immediate action to ensure that the United States of America is fully prepared for the historic, potentially dangerous, new cold climate that has begun.
This request is backed up by research over the past decades into the causes of climate change along with the real status of the Earth’s climate. Key findings of that research are provided here in a partial list of what is either widely accepted or can be easily validated:
1. The past period of global warming, a natural phenomenon produced primarily by the Sun, has ended. We have now had over seventeen years without any effective growth in global atmospheric temperatures in the troposphere. Ironically, this means that for the majority of the time the international community has been dealing with global warming, there wasn’t any! It is therefore important to accept that global warming has ended. There is no global warming!
2. The Earth is actually cooling and has been for years.The world’s oceans have been cooling for eleven years as has the atmosphere for most of that time. Of the twenty-four climate parameters monitored by the Space and Science Research Corporation (SSRC) and recorded in its quarterly Global Climate Status Report (GCSR), eighteen of them show global cooling as the dominant trend. The remaining six are expected to convert to ‘cooling’ status within the next five years. Sea levels have already started to drop where some ocean areas are getting colder. The SSRC has predicted a global sea level reduction lasting thirty years to begin at any time between this year and the 2020’s. If these trends change, the SSRC will be the first to report it. However, based on actual global temperatures and the most reliable climate models, there is only one conclusion to be made about the Earth’s current climate status – a new cold climate has arrived!
3. If this new cold epoch proceeds as past episodes (roughly 200 and 400 years ago), we should expect to see substantial global crop damage, social and political upheaval, and loss of life. These ill-effects are expected to start soon and last at least three decades. We have little time left to prepare. Respected Russian scientists have even gone so far as to say a new “Little Ice Age” will start this year! This means the advancing cold climate is a serious threat to our people!
4. The new cold climate is being brought to the Earth by a repeating 206 year cycle of the Sun. I independently discovered this cycle and announced it in 2007. Though many other researchers have discovered this cycle or predicted a coming cold climate, they have been ignored. The cold phase of this two-century-long cycle is produced by the Sun making dramatic reductions in the energy by which it warms the planet. This Sun-driven cold period is called a “solar hibernation,” by the SSRC. It is important to note that NASA, the US Air Force, and the National Solar Observatory have confirmed the on-going decline in solar activity. This has happened as I predicted. It is also necessary to know that this natural, repeating, and ominous change in the Sun is unstoppable!
5. Research related to these solar hibernations, also shows they occur concurrently with the most destructive earthquakes and volcanic eruptions, the latter of which can add dramatically to an already colder climate.
In addition, I believe African Americans, other minorities, and the poor will suffer the most because of the new cold era and your climate policies. This assertion is supported by the fact that a large percentage of these citizens are largely dependent on the US government for food, which we will start to run short of as the cold starts to damage crops. This means as a result of your climate policies, they may be both unprepared and unable to get food routinely during the worst years of the coming cold climate. Further, your climate policies include making energy costs “skyrocket” to quote you. These energy cost increases will hit minorities and the poor the most.
In summary, the lives of many Americans may be in jeopardy as a consequence of the arrival of the new cold climate, your continued support for the flawed, unreliable manmade global warming theory, and your lack of action to prepare the United States for the next climate change.
Regardless of your stated belief in “accelerating” global warming, (something that does not exist), as President of the United States, you still remain fully responsible and accountable for the welfare of our approximately 317 million citizens.
You therefore deserve to receive this genuine warning about the new cold climate if nothing else, for the record.
Sincerely,
John L. Casey
President
A propósito de censura
"Neste país, o pior inimigo de um escritor ou jornalista é a cobardia intelectual, e este facto não foi até hoje, parece-me, objeto do necessário debate."
"O aspeto mais sinistro da censura literária em Inglaterra é o facto de ser, em grande medida, voluntária. É possível silenciar as ideias impopulares e manter ocultos os factos inconvenientes sem que esteja em vigor qualquer proibição oficial."
George Orwell, no prefácio à Quinta dos Animais sobre a liberdade de imprensa.
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