Desporto

sexta-feira, 17 de abril de 2015

"Júrame" por Alfredo Kraus

Não nos tapem os olhos!

      Não percebo o problema dos Pilotos da TAP; se querem ser donos da empresa, candidatem-se à privatização!

Silêncio!, O Grande Alfredo Kraus!

domingo, 12 de abril de 2015

O "Pinsador" da bola!

   O último Rio Ave-Porto, no qual parece que os jogadores verde-brancos estavam cansados, a equipa com poucas opções, alguns dos seus heróis mostraram pouca inspiração, suscitou-me a seguinte reflexão:
 
      - Quando um clube incentiva, com prémios monetários ou outros, equipas terceiras a conquistarem pontos ao seu principal rival, poderá estar também a comprar facilidades para o seu próprio jogo.
 
      - Quem tem na memória os casos do Apito Dourado e observa o súbito colapso de jogadores com laços históricos ao clube "benemérito" não tem dúvidas.
 
       - As autoridades deviam investigar o assunto sob pena de se descredibilizar este desporto em Portugal, e a sua própria idoneidade.  

O seguinte, ff!

   Digo já que não estou satisfeito; ficaram quatro golos por marcar e não devíamos ter sofrido o "golo de honra" da briosa. Com as substituições a equipa perdeu concentração tática abrindo espaços ao adversário, que, sabendo jogar, aproveitou. E isso não pode acontecer, pois noutro contexto poderia ser fatal. Tal foi o caso do Paços e dos Arcos.
 
   Fora isto, efetivamente, até aos 4-0 foi um festival de bom futebol, remetendo para o fascínio da 1ª época de Jesus no Benfica. O campo todo por nossa conta, bola a rolar ao 1º, 2º toque e a alta velocidade, todos os jogadores em movimento, cruzamentos bem medidos e decisão tecnicamente superior na finalização! Um espetáculo!
 
   Isto na fase ofensiva, que parecia contínua, porque, quando a equipa perdia a bola, era um regalo ver todos os atacantes a descer no terreno para as marcações  até à recuperação da bola! Fantástico!, com Gaitan em grande destaque.
 
   Gostei de Almeida a defesa esquerdo, julgo que foi dele o soberbo cruzamento para o 2º golo (até final do jogo não voltámos a fazer um cruzamento decente!), Jardel surge com agradável frequência na finalização, desta feita abrindo o marcador num excelente cabeceamento a finalizar mais um soberbo cruzamento de Pizzi, Gaitan esteve fabuloso a defender e a atacar, Jonas foi mortífero, Lima molhou a sopa numa GP muito bem assinalada e marcada, Sálvio esteve muito marcado e por isso não foi tão exuberante como habitualmente, Samaris, Pizzi, tiveram oportunidade de mostrar a sua boa meia-distância, Luisão, Máxi, enfim, todos estiveram bem. Regresso auspicioso para Fejsa, com um golo pleno de determinação. Pena que Jonathan não tenha disfrutado de mais alguns minutos para mostrar o que sabe..que parece ser muito. César teve trabalho ingrato; não teve culpa no lance do golo, uma excelente  execução do Rafael Gomes.
 
   Mas. volto a dizer; não devíamos ter sofrido o golo e devíamos ter marcado mais quatro.
 
   A equipa da Académica tem futebol, mas os seus jogadores não atinaram com a montanha-russa dos encarnados. Nem sequer conseguiam dar pau porque quando alcançavam o adversário, a bola já estava noutro lado. Foi comovente ver a emoção de Rafael Gomes após o tento. Compreendo-o e respeito. José Viterbo, que por sinal está a fazer um excelente trabalho, ainda teve presença de espírito para alinhavar umas desculpas patetas.
 
   Da equipa de arbitragem, julgo que nada de relevante há a dizer; notei um fora-de-jogo mal tirado a Lima já na 2ª parte. O penálti não tem discussão.
 
   O estádio esteve fantástico

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Espectador interessado: 18 anos e três meses

Espectador interessado: 18 anos e três meses: Ao longo de toda a sua vida, e sob a capa de "ciência estabelecida" que não admitia heresias, um jovem hoje com dezoito anos foi ...

terça-feira, 7 de abril de 2015

Prosperidade e Liberdade


1- Apesar de se ter verificado a inversão do ciclo económico em Portugal desde o 3º trimestre de 2014, com perspectivas de sustentação no médio prazo, graças, sobretudo, ao "rebocador" americano e ao BCE,infelizmente, o lastro do cepticismo continuará.

2- Dando de barato os efeitos perversos da baixas taxas de juro - fuga de capitais,financiamento em euros de entidades externas, redução de rendimento disponível dos aforradores -, em pleno período de grave contingência económica, assistimos entre incrédulos e revoltados à implacável asfixia burocrática e financeira imposta pelas administrações pública e local às empresas, destruindo-lhes capacidade operacional e recursos financeiros.

3- Por outro lado, os europeus do norte e centro não deixam os seus créditos por mãos alheias, produzindo incessantemente diretivas, regulamentos, acordos externos, etc, tornando num autêntico inferno a atividade empresarial em Portugal.

4- Da sobreposição destes fatores resulta uma clara dinâmica de concentração económica, com aumento de produtividade para os sobreviventes - aumento de intensidade de capital, aumento de salários -, mas com produção de exclusão social e desertificação - devido aos inevitáveis fluxos migratórios da periferia para o norte.

5- Perante a tenebrosa insensibilidade a que diariamente assistimos por parte dos governantes nacionais e europeus, face aos dramas de cidadãos e famílias despojados de trabalho,de haveres, de dignidade e de esperança, pergunto-me se, paradoxalmente, embora, o projeto europeu e nacional, não consiste, como no antigo regime, no governo das elites em seu próprio proveito.

6- E de que serve a prosperidade sem Liberdade?


4R - Quarta República: Aqui chegados...: 6 de abril de 2015, tal como há 4 anos, vésperas de fecho de um ciclo. Neste dia, em 2011, os portugueses eram colocados perante o fim do e...

sábado, 4 de abril de 2015

Venha o próximo!

      Um Benfica avassalador até ao três zero, altura em que alterou o processo de jogo para passivo, suscitando a reação do Nacional, que, praticando um futebol de qualidade, fez o seu golo de honra proporcionando um excelente momento de futebol; remate fulminante de meia-distância, colocadíssimo, indefensável para Júlio César.
 
      De facto, a equipa encarnada ostentou uma dinâmica coletiva, uma qualidade de passe e um sincronismo que baralhou totalmente os adversários, proporcionando três excelentes golos, em especial, o de Jonas - que não é inédito nele -, com poderoso e colocadíssimo remate à entrada da área a passe de Sálvio, inapelável para o guarda-redes adversário. Fantástico! 
 
      Ao contrário dos jogos com o Paços e o Rio Ave, desta vez as alas funcionaram bem, salientando-se a preciosa criatividade de Gaitan, bem como a precisão dos centros que efetuou e que renderam um bonito golo a Lima. Já o primeiro golo resultou de outra qualidade que esteve ausente nos jogos referidos atrás; a capacidade de recuperação coletiva. De facto, desta vez, ao perder a posse da bola, todos os jogadores encarnados recuperavam no terreno pressionando os adversários, para retomar o processo ofensivo interrompido. Foi na sequência de uma destas recuperações, por Gaitan, que num lance repleto de determinação, inteligência e técnica, surgiu o primeiro golo; um pequeno truque de pés de Sálvio retirou o defesa do lance enquanto o inteligente Jonas deu um passo atrás, desmarcando-se, abrindo a linha de passe ao colega e rematando cruzado de primeira. Bonito!, arte em movimento.
 
      Depois, a equipa aliviou a intensidade, processo que não domina, e o Nacional, que sabe jogar, subiu no terreno, meteu gente no meio-campo e no ataque, marcou e ainda suscitou preocupação. Merecem os parabéns os nacionalistas pela postura que tiveram no terreno, com ambição e talento, proporcionando um bom espetáculo de futebol, que é o que os adeptos pretendem e pode salvar o futebol nacional.
 
      Jonas e Gaitan estiveram em destaque, Lisandro fez bem a posição, e Sálvio também esteve bem, apesar de aparecer demasiadas vezes em zonas que não são as suas. Este esteve ainda muito bem num lance, bem na área adversária, em que inventou uma finta daquelas de que gostamos, porque raras e eficazes. 
 
      Julgo que não há nada a apontar a Carlos Xistra. Talvez no lance que referi anteriormente, o defesa do Nacional tenha cometido falta, uma vez que, sentindo-se fora do lance, impediu a progressão de Sálvio empurrando-o no peito com as duas mãos, simulando uma agressão inexistente.
 
      Talisca lesionou-se, espero que sem gravidade, e poderia tê-lo evitado, se não tivesse encetado um lance pateta em que resolve desgastar-se, transportando a bola transversalmente, sem qualquer racionalidade.
 
      Uma curiosidade; o autor do golo do Nacional parece que está emprestado pelo Porto, tal como, salvo erro, é o caso do Ukra, sendo esta uma estratégia corrente do nosso, agora, principal rival, a quem não basta o desempenho da sua equipa no terreno de jogo.
 
      Venha o próximo!
 

Pie Jesu

 
 
 
 
 

Manoel de Oliveira não morreu

      Saber que Manoel de Oliveira andava por aí a fazer cinema, desafiando a eternidade, suscitava-me uma tranquila e silenciosa satisfação, e também esperança. A serena satisfação pelo tremendo respeito, sempre patente, que granjeara no panorama do cinema mundial desde o seu fascinante e perene documentário sobre o rio Douro. A esperança advinha do seu raro empenho em interpretar e difundir episódios marcantes da História de Portugal, como o de Alcácer Quibir. Julgo que, na linha de Camões, Pessoa, Agostinho da Silva, José Gil, Eduardo Lourenço e outros, sentia necessidade de procurar, profundamente, as características e vicissitudes da nação portuguesa, a essência que vem da fundação da nacionalidade e lhe pode dar sentido, num tempo pós-império em que o lugar de Portugal no mundo parece condenado à subalternidade e irrelevância. Não sei se o conseguiu, é um caminho que terei de percorrer como puder, tentando perscrutar e interpretar o seu pensamento. Longe vão os tempos em que tínhamos a secreta satisfação de fazer parte do universo de intelectuais como António Lopes Ribeiro, Pedro Homem de Melo, Vitorino Nemésio, Natália Correia, David Mourão Ferreira e outros, que se preocupavam em dirigir-nos a palavra a partir da nossa TV. E isso fazia-nos bem; hoje parece não haver lugar para estas conversas. E como precisamos delas!

      Mas Oliveira preocupava-se sobremaneira com o cosmos do ser humano, debruçando-se sobre os mecanismos afetivos próximos ou implícitos. O seu génio convocou gente histórica no cinema universal, como Catherine Deneuve, John Malcovich e esse "monstro" de Fellini, do célebre sete e meio, o eterno ator do fascinante cinema italiano, Marcello Mastroianni. E "fabricou" atores que ficarão na história do cinema nacional, dos quais se destacam a Teresa Madruga e Luis Miguel Cintra.

      Compete-nos a nós impedir a morte de Manoel Oliveira, partindo à descoberta da sua obra, à descoberta do homem por detrás dela e do mundo que tentou revelar. Na verdade, não posso deixar de prestar homenagem a seu pai que teve a sabedoria de lhe oferecer o "brinquedo" certo; uma maquinazinha de filmar com a qual Manuel de Oliveira fez a sua obra-prima, demonstrando desde logo as origens da arte.  Por simpatia, recordo Juan Manuel Serrat, que, com seu talento, ganhou lugar de honra na música hispânica, com projeção mundial, graças à guitarra que seu pai, um dia, lhe ofereceu! E aqui está como pequenos gestos, se acompanhados de perspicácia e afecto podem mudar o mundo.

       Estou grato a Manoel de Oliveira e não sinto que tenha morrido. Recordo a ideia que dizia ter da morte; dizia que não tinha medo dela, porque era um descanso.

      Obrigado Manoel de Oliveira