Desporto

domingo, 3 de maio de 2015

SALVÉ BENFICA!

 
 
 
SALVÉ BENFICA!
 
Vencedores da Taça de Portugal de futsal de 2015, contra a equipa do Fundão (5-2)!
 
Um exemplo de competência!

Em frente Benfica!

   Mais um obstáculo ultrapassado com brilhantismo pela equipa do Benfica, rumo ao merecidíssimo título. Indiferentes a todo o circo mediático que precedeu este jogo; relva alta, campo regado e lavrado, tentativa de condicionamento do árbitro, prémios adicionais ao "difícil" adversário, a equipa do Benfica, confiante das suas capacidades, que usa com inteligência, manteve-se concentrada, colocando no terreno de jogo todo o seu multifacetado talento, arrasando desportivamente mais um adversário.

   Uns, dizem que o Gil foi macio, outros, que o Benfica não lhe deu hipótese. Não sei, porque não vi o jogo, mas os lances dos golos foram hinos ao futebol; um espetáculo de dinâmica ofensiva e de execução técnica, entre eles, o golo de Jonas, num remate de primeira, acorrendo de trás a mais centro milimétrico de Gaitan.
 
   Gostei da titularidade de Suleymani pois desde chegou ao clube que me pareceu ser um excelente jogador, infelizmente afastado durante meses por um dos "criminosos" que povoam os relvados europeus, perante o cúmplice silêncio das autoridades desportivas. Dizem os cronistas que Samaris esteve muito bem, tal como Júlio César, mais uma vez a dizer presente quando foi necessário, Lima, o operário do ataque, Gaitan, com as suas assistências fatais e Máxi com dois oportuníssimos golos. Amorim fez mais uns minutos, tal como Fejsa. Os restantes cumpriram.
 
   Oxalá que a lesão do Gaitan não o retire dos restantes jogos e que o fustigado Sálvio regresse já n o próximo.
 
   Parece que João Capela esteve bem; apenas o cronista do CM, historicamente "alérgico"  ao Benfica, lhe assinala uma falha grave por não ter assinalado uma alegada grande penalidade cometida por Luisão. Já o cronista de A Bola, diz não ter havido qualquer falta neste lance.
 
   Ridículo mesmo foi o comentário de Jorge Batista na SIC, em que desvaloriza o mérito da equipa do Benfica e, em particular, de Jonas. Uma tristeza!, não fica mal a Eduardo Barroso, Guilherme Aguiar ou Rui Gomes da Silva, e outros, excederem-se a defender os respetivos clubes, mas é degradante ver pessoas pretensamente isentas, com critérios indefensáveis, a desvalorizarem o méritos dos rivais dos seus clubes. Assumam-se ou vão-se embora!
 
   Indecoroso foi o extorsionário preço dos bilhetes que a Direcção do Gil Vicente aplicou aos não sócios, que chegaram a tingir os 70 euros por ingresso, revelando profundo desrespeito pelos adeptos benfiquistas. É revoltante!, os clubes têm que deixar de ver os benfiquistas como financiadores de eleição, salvadores das suas tesourarias, descriminando-os no acesso aos jogos, violando uma das normas constitucionais mais relevantes da nossa frágil democracia; a de igualdade de oportunidades. Perante os adeptos de outros clubes, os benfiquistas são discriminados no direito de acesso, pela política de preços excepcionais e únicas. A Liga deve fazer algo a este respeito! O que está a acontecer é sórdido, como outras práticas que têm sido noticiadas e que consistem em dificultar a entrada no estádio aos adeptos após pagamento destes dos extorsionários preços dos bilhetes. Assim não vale! Tenham vergonha!
 
P'rá frente Benfica!

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Extorsão Municipal

      Direito de passagem!, direito de passagem é o que as câmaras municipais cobram a várias entidades cujas infraestruturas correspondentes aos serviços que prestam passam no concelho, como as elétricas e de comunicações! Claro que esta taxa é cobrada na fatura respectiva ao esbulhado munícipe, que talvez nem se aperceba do que está a acontecer, dada a forma simulada e cobarde de intervenção das câmaras municipais. Na verdade, pretendem ocultar o estupro prevenindo eventual reação adversa com repercussões eleitorais. Tal, porém, é contrário aos interesses da democracia cuja regra de ouro consiste no escrutínio contínuo dos governantes pelos governados; talvez o único mecanismo político capaz de pôr cobro ao descalabro corrente e crescente das autarquias - com honrosas exceções. O munícipe tem que perceber e sentir que o dinheiro que o seu município esbanja, sai do seu bolso. Logo que tal ocorra os senhores autarcas passarão a mudar as suas prioridades. Há tempos atrás alguém chegou a avançar publicamente, com a ideia de as câmaras cobrarem aos bancos uma taxa pela ocupação da via pública das suas caixas multibanco!, ou seja; o desgraçado do munícipe é enxovalhado ao ter que realizar à intempérie as operações bancárias e outras de que necessita, e ainda pagaria, implicitamente, é certo, uma taxa pela ocupação da via pública! Isto é tão absurdo que, criado o precedente, pode replicar-se indefinidamente! Claro que a solução consiste na imposição de sobriedade e responsabilidade às autarquias e em garantir os direitos básicos das pessoas. Ou a Declaração Universal dos Direitos do Homem é só para citar quando convém?

domingo, 26 de abril de 2015

Benfica-Porto (0-0)

      Resultado justo que escancara as portas do título ao Benfica. Desta vez, Jorge Jesus controlou o "extase da vitória", contrariamente ao que aconteceu no penúltimo, que perdeu no último instante, ao querer ganhar o jogo, subindo a equipa descontroladamente nos últimos minutos da partida.  Nada de euforias!, há ainda 12 pontos em disputa e bem conhecemos as mil manhas da "exemplar" estrutura.
 
   O jogo foi equilibrado, com apenas duas oportunidades de golo, uma para cada lado. A equipa do Porto, como lhe competia, assumiu a iniciativa, mas, mantendo cinco jogadores no eixo da sua defesa, revelando muito medinho de Lima, Jonas e Cª. A equipa do Benfica, amputado do seu melhor extremo-direito, com Talisca à direita e Gaitan descaído para dentro para o trabalho do meio-campo, equilibrou o jogo na zona central, excepto no período que daria a oportunidade ao porto, mas prejudicou o seu jogo ofensivo por falta de amplitude. Ainda assim, um Gaitan mais lesto poderia ter desfeiteado Helton num lançamento em profundidade em que poderia tê-lo isolado.
 
   No segundo tempo, a música foi outra; os encarnados subiram no terreno, ativaram as suas faixas laterais e aumentaram a pressão à saída da área do adversário, impedindo-o de construir os seus lances ofensivos. Por várias vezes vimos os azuis aos "papeis" no seu meio-campo, tendo surgido nesta fase o lance em que Fejsa falhou o alvo por não ter dado desconto ao posicionamento do corpo no momento do remate. Lopetegui meteu a "artilharia" toda, Herrera e Quaresma, mas os encarnados não se desmancharam, percebendo-se o descontrolo emocional de alguns atletas portistas - Jackson e Quaresma.

   Jorge de Sousa não cometeu erros graves, mas equivocou-se nalguns lances, com prejuízo para os encarnados.

   O Estádio esteve lindo e o Público, a alma do jogo, esteve muito bem.

   Força Benfica, rumo à vitória final.

Despertar (foto de Aldus Huxley)

        
"A despesa sofreu um aumento de 45,7 milhões de euros face ao período homólogo (primeiro trimestre de 2015 - n.a), que se deveu, em grande medida, à evolução das despesas com pessoal (+18,1 milhões de euros), em resultado da reposição parcial dos vencimentos na Administração Pública e do acréscimo em outra despesa, relativamente a produtos farmacêuticos [medicamentos]", pode ler-se no documento." (O Económico)
 
   "...Quem poderá domar, este corcel..." Dizia o poeta, imortalizado pelo saudoso Adriano, referindo-se à compulsividade do pensamento. Apenas uma figura de estilo, pois o corcel deste caso é o da despesa pública que nada nem ninguém parece capaz de conter, apesar dos quatro anos de violenta austeridade!

   Mais uma vez os médicos estão na linha da frente, desta vez, na reversão dos cortes nos salários da função pública! Com novas formações políticas no horizonte ameaçando a hegemonia dos Partidos do tradicional "arco do poder", estes, vão "afinando os motores" para as Legislativas, esboçando as principais linhas orientadoras dos seus projetos. Mais uma vez desde o 25 de Novembro, a população será confrontada com dois conceitos opostos e inconciliáveis de organização socioeconómica; o socialismo "democrático" em que o Estado tudo controla e do qual todos dependem, e a democracia liberal, centrada no primado da liberdade individual em que cabe ao Estado, eminentemente, o papel de moderador. Como o demonstram os três episódios de resgate ocorridos nesta 3ª República, não há consenso possível entre dois projetos que se anulam mutuamente; Margaret Thatcher dizia ser uma política de convicções e não de consensos!, julgo que tinha a ver com isto e julgo que, desde Sá Carneiro, faltam políticos de convicções à Direita em Portugal.

   Aos cidadãos deve fazer-se perceber que não é tudo igual; não são todos "farinha do mesmo saco"! Em quarenta e um anos de liberdade política, sublinho, liberdade política - Liberdade é muito mais, mas muito mais que isso -, Portugal foi incapaz de definir um projeto económico e social coerente, desbaratando inutilmente demasiados recursos e que é a causa do atual ambiente de "terrorismo" fiscal e económico que é imposto aos cidadãos. A crueldade não é exclusivo dos regimes autoritários ou totalitários e as democracias, por vezes, não passam de meras formalidades constitucionais.

   O PS de António Costa,  perante a inesperada incapacidade de convencer o eleitorado, muito devido ao vazio de ideias demonstradas pelo seu atual Secretário Geral - talvez, também, devido à sua falta de carisma e da  imagem de colagem ao socratismo de que não se livra  -, acaba de revelar as suas propostas, elaboradas por uma equipa de "sábios", certamente daqueles que abundam nas "madrassas" socialistas em que converteram as escolas públicas, em que, no essencial, recupera a tradição socialista que aqui nos trouxe; maior rapidez na reversão dos cortes dos salários na função pública, aumento dos salários reais a troco de redução das pensões futuras, investimento público como motor da economia e agravamento do confisco do património dos cidadãos - agravamento do IMI  e taxação das heranças.

   É a isto afinal que chamam de socialismo democrático; confisco do património de quem trabalha e poupa, para sustentar a insaciável voracidade da administração pública, cativando-lhes, despudoradamente, o voto, em sequência do estado de pré-insolvência, a que o país foi conduzido e  tudo parece justificar. Comparativamente com a tradicional metodologia "revolucionária"  evidenciada no PREC que consistiu no domínio do aparelho de Estado e dos quarteis para impor um regime totalitário ao país, o "socialismo democrático" traduz apenas uma mudança de estilo para o mesmo propósito, como bem definiu Aldus Huxley. Um regime que os subjugados voluntariamente consentem falsamente convencidos da sua soberania.

   É hora de despertar do torpor pseudolibertário que Abril proporcionou!, de dar o salto de maturidade política que privilegie os projetos que, efetivamente, promovam o bem comum, a inclusão, a integração, e nada mais. É hora de cada um pensar pela sua cabeça, em si e nos outros, recusando a demagogia e a manipulação dos diversos poderes de facto que arruinaram o país, indiferentes ao sofrimento que causam aos cidadãos. É hora de penalizar, nas urnas, os charlatães e abrir, sem preconceitos, a mente, a novas propostas! É aqui que se exerce a soberania popular; não a desperdicemos, mais uma vez!

Sou de um clube lutador!

 
 
 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Mediterrâneo

   Perante as sucessivas e maciças mortes de africanos no mediterrâneo na desesperada e trágica tentativa de fuga à miséria nos seus países, os líderes europeus revelam-se preocupados com a necessidade de reforçar as patrulhas e perseguir os traficantes de seres humanos! Quanto ao essencial, nem uma palavra! a única forma de combater eficazmente este flagelo consiste na promoção do desenvolvimento económico das regiões de origem dos emigrantes em parceria com os governantes locais. Claro que esta realidade sugere também uma nova discussão sobre o fracasso geral da descolonização de África, seja pela precipitação ou incompetência dos ex-colonizadores, seja pela impreparação ou ganância dos lideres africanos. 

   Seja como for, a acomodação europeia a esta tragédia é mais uma faceta da crueldade dos seus líderes, que está patente, também intramuros, onde as populações do sul emigram para norte à procura da vida que lhes tem sido sonegada nas suas terras num autêntico processo de genocídio económico em curso e sem fim à vista.





Andebol e Voleibol; Allez!

   A equipa de voleibol do Benfica entrou com o pé esquerdo no 1º jogo da final com a Fonte do Bastardo. Esta equipa já demonstrou ter muito valor e mereceu a vitória, mas acredito que os encarnados podem e vão fazer melhor nos próximos jogos. Naturalmente que ficaram afetados física e psicologicamente com a derrota na final da Taça Challenge; mas há que seguir em frente, bateram-se bem, como o reconheceu a generalidade dos adeptos. Mais não pedimos. Para a frente é que é o caminho; respeitar o adversário e pôr cá para fora tudo o que sabem, que não é pouco.
 
   Quanto ao andebol, parece-me evidente que a equipa necessita de um "choque competitivo"; no atual quadro é difícil motivar os atletas. Há que fazer nesta secção o que foi feito nas outras com  enorme sucesso. Competência + competência; da equipa técnica e dos atletas. Um bom guarda-redes é meia equipa, como no hóquei, são precisos dois, três bons lançadores de meia distância e quatro ou cinco velocistas com muito pulmão. Enfim; pronuncie-se quem sabe. Para levar pancada em todos os campeonatos, não!

sábado, 18 de abril de 2015

Próximo, ff!

   Mais um passo em frente rumo à vitória final. A de hoje, normal perante um adversário empenhado que, com o posicionamento dos seus jogadores,  impediu a fluidez de jogo dos encarnados. Com a ala direita remodelada a equipa do Benfica não conseguiu ligar o seu jogo no meio-campo, nem mostrar a brilhante dinâmica que alardeou na jornada anterior. Mais uma vez, não funcionaram regularmente os corredores, diminuindo  a utilidade dos pontas de lança e dando a supremacia no miolo ao Belenenses. Apesar disso, não faltou lucidez para concretizar duas excelentes oportunidades onde Jonas, mais uma vez, mostrou toda a sua categoria; cultura tática, qualidade técnica e serenidade. Muito bem Gaitan, Luisão, Jardel, Samaris, Lima...e Paulo César a negar o golo aos azuis com uma defesa espantosa já ao cair do pano mas que, a verificar-se, nos teria deixado com o credo na boca.
  
   Julgo que é necessário identificar e treinar técnicas de superação deste tipo de oposição, que já se verificou em Paços e nos Arcos; muita gente no miolo, alas reforçadas e muita impetuosidade - Carlos Martins esteve em evidência. Basculamento do jogo no momento certo, recuperação coletiva e transições rápidas, lançamentos para as costas da defesa contrária desde a nossa linha defensiva, mobilidade permanente controlada...enfim, pronunciem-se os técnicos.
 
   Não dei por falhas de arbitragem relevantes, tendo-me parecido que os atletas do Belenenses abusaram das quedas tentando cavar as faltas redentoras.
 
   Agora, concentração máxima para o próximo jogo.

SALVÉ CAMPEÕES!

     
SALVÉ CAMPEÕES

 
 
Uma vitória brilhante sobre o principal e difícil rival garantiram a vitória antecipada da competição. Venha a taça!