sábado, 4 de julho de 2015
terça-feira, 30 de junho de 2015
Aquecimento Global; contraponto
Bjorn Lomborg, cientista político dinamarquês, professor na Copenhagen Business School, fundador e Director do Copenhagen Consensus, ex-director do Instituto de Avaliação Ambiental de Copenhaga, autor de "O Ambientalista Cético" e "Calma", entre outras obras, com vários artigos publicados no "The New York Times" e "The Wall Street Journal", nomeado em 2004 pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes no mundo, dedica-se, no âmbito do Grupo Consenso de Copenhaga, que dirige, com uma vasta equipa de economistas, a identificar os maiores desafios atuais da humanidade e propor soluções correspondentes. Na sua obra "Cool It" aborda de uma forma inteligente, corajosa e vastamente fundamentada, o tema do Aquecimento Global, mostrando que não se trata do "cataclismo" que tem sido anunciado e que, utilizando uma pequena parte dos gastos astronómicos em curso no âmbito de Quioto, obter-se-iam benefícios muito superiores para a humanidade.
Bjorn, recorrendo a trabalhos científicos atualizados de múltiplas fontes, reconhece o tendência do aquecimento global do planeta, afirmando contudo que é excessiva a previsão do aumento de temperatura média de 2,5 ºC até ao final do século, e que a humanidade já demonstrou capacidade para lidar com tal fenómeno sem grandes complicações. Tal tem-se verificado nas grandes cidades que constituem ilhas de temperatura face às temperaturas médias, nas quais as comunidades se adaptaram, quer recorrendo à tecnologia, quer ao equilíbrio urbanístico.
Diz Bjorn Lomborg que, se todos os países implementassem as medidas preconizadas no Protocolo de Quioto, tal implicaria gastos astronómicos, com o consequente empobrecimento dos povos, entenda-se; menor capacidade de acumulação e difusão de riqueza, enquanto o resultado seria o de retardar em cerca de 3 a 4 anos os efeitos do Aquecimento Global, relativamente ao que se verificaria se nada fosse feito! Surpreendente!
Ao cotejar em profundidade, a solidez da argumentação catastrofista relativamente às consequências do Aquecimento Global, mostra a outra faceta do fenómeno, habitualmente esquecida e, afinal, positiva para a humanidade. Defende sim, a adopção de medidas moderadas de controlo das emissões, como por exemplo a taxação do carbono, mas, sobretudo, defende que a melhor forma de proteger as populações das consequências do AG, consiste em aumentar o seu nível de riqueza, através de investimentos de natureza social, como sejam, o combate do HIV e da malária, a execução de infraestesturas de saneamento e de abastecimento de água, a melhoria das condições de nutrição das populações, etc.
Um trabalho que vale a pena conhecer, que enquadra de forma mais abrangente o assunto em causa e do qual farei breves sínteses em artigos subsequentes. Toda a histeria que se tem verificado em torno do assunto, com consequências drásticas para as economias de muitos países deve ser objeto de reserva e de avaliação crítica. É o que faz Bjorn Lomborg, neste trabalho exemplar.
domingo, 28 de junho de 2015
Artur Correia, "O Russo"
O nosso "russo" acabou de ser submetido a uma cirurgia delicada, que enfrentou com a coragem que lhe conhecemos. Importa que saiba que não o esquecemos, lhe desejamos as melhoras e lhe enviamos um grande abraço. É um dos que ajudou a construir o nosso clube, mesmo tendo passado pelos rivais. Deliciosas são as muitas histórias que tem para contar, algumas das quais referiu há tempos na nossa BTV; a trolitada no Rivelino e as picardias semicómicas e carinhosas com o nosso querido Chalana! - Russo, estamos contigo. Aguardamos nova visita à nossa BTV para nos contares mais histórias no nosso clube. Grande, grande abraço.
sábado, 20 de junho de 2015
O novo dogma
Reconheceu recentemente o Papa Francisco os malefícios do Aquecimento global (AG), em especial sobre os mais pobres, admitindo a origem humana do alegado fenómeno. Ora aqui temos a materialização "oficial" da ascensão da teoria do AG a dogma, ao nível dos ensinamentos de Jesus Cristo, tal como doutrinou Al Gore, o grande profeta, e agora aplaude Obama. Quer isto dizer que os dissidentes desta teoria baixam à categoria de "pecadores" e vêm de antemão "justificado" o ostracismo profissional a que são votados.
Emmanuel Kant deve dar voltas na sepultura! O homem, através da ciência, ergueu-se ao nível de Deus! No mínimo, é necessário ouvir e refletir sobre outras teses; seja a de que os ciclos climáticos são naturais, ou a de que o efeito dos gases antropogénicos é marginal, ou, pelo contrário, a de que Terra iniciou uma nova era glaciar.
Que a revolução tecnológica subjacente à prevenção do AG favorece os países tecnologicamente desenvolvidos, confrontados com o fim dos privilégios resultantes da Revolução Industrial e da Colonização, é uma verdade. Que a implementação das medidas de prevenção preconizadas por Quioto implica custos astronómicos e o retardamento do desenvolvimento dos países pobres também é verdade. Que o custo de oportunidade é avultadíssimo também ninguém tem dúvidas - Bjorn Lomborg no seu "Cool It", defende que o investimento no combate aos males que afetam os países pobres seria bem mais eficaz.
Seja como for o Papa Francisco deu um passo em falso ao reconhecer origem humana ao aquecimento global. Há demasiada gente idónea contra que deve ser ouvida e ponderados os seus argumentos; defender os pobres sim, apoiar os alarmistas e oportunistas não!
Na foto, John-Daly-Pic, um cientista irlandês que contesta o método de medição das temperaturas da Terra que deu origem ao famoso hóquei-stick, que por sua vez sustenta a tese da acção humana.
Empréstimos de jogadores
Noticia hoje a imprensa que foi aprovada na LPFP a regulamentação dos empréstimos de jogadores, limitando ao máximo de três por clube recetor e interditando a utilização dos atletas nos jogos contra o seu clube de origem. Apesar de disciplinar o regime dos empréstimos, evitando exageros e as suspeitas sobre jogadores e clubes, na verdade, sanciona a injustiça competitiva subjacente. De facto, os clubes com maior poder financeiro, os que acedem às competições europeias, beneficiam do enfraquecimento do adversário a quem tenham emprestado jogadores, face aos restantes concorrentes que terão de os defrontar. No limite, tal poderá ocorrer em quase todos os seus jogos, o que é um absurdo, uma vez que, três jogadores podem ser decisivos numa equipa! Como é que isto é possível? Sabemos que esta é uma velha estratégia, usada maciçamente por certos clubes, a que é necessário pôr cobro, mas será esta medida adequada? Não!, porque é uma forma de os clubes poderosos subornarem os concorrentes; além de defrontarem os adversários desfalcados, provavelmente, estes, agradecidos, ainda facilitarão o jogo!
O problema de fundo, que urge enfrentar, reside na falta de capacidade financeira de grande parte dos clubes, que não lhes permite constituir com independência dos seus adversários, um plantel competitivo. E isto tem a ver com muitos fatores, desde a estrutura económico-financeira dos clubes, ao modelo de comercialização e distribuição das receitas dos direitos desportivos dos mesmos, até ao modelo de distribuição de receitas das competições organizadas pela UEFA e pela FIFA. A dinâmica em curso na europa, que consiste na criação de condições para a concentração competitiva nos grandes clubes, acabará por afastar os adeptos, cansados de verem as taças transitarem sucessivamente pelas mesmas mãos. Isto não ajuda ao futebol, visto que liquida a ambição e o sonho dos outros clubes e dos correspondentes adeptos, agravado pela recorrente proteção das equipas de arbitragem dos grandes clubes.
Parece-me que, a questão dos empréstimos, implica a imposição efetiva de critérios económico-financeiros mais exigentes aos clubes bem como a proibição de empréstimos entre clubes do mesmo escalão. É evidente que tal não resolve o problema da corrupção; basta a promessa de compra ou pseudo venda de atletas no final da época, o controle indireto dos fluxos financeiros ou a capacidade de influência dos órgãos desportivos, mas seria bem mais eficaz que as regras agora noticiadas.
Quanto ao resto, são casos de polícia; investiguem-se os indícios credíveis e proceda-se à acusação, julgamento e condenação, se for caso disso. Perdeu-se uma grande oportunidade com o caso do Apito Dourado, mas, finalmente, o caso em curso na FIFA, veio devolver uma nova esperança aos adeptos.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Nova era no futebol luso?
Notícias de hoje referem a despromoção de Marco Ferreira e provável perda de insígnias da FIFA, por tentativa de coação de um observador ao jogo Porto-Setúbal, no qual passou sem sanção, uma falta passível de grande penalidade contra os azuis. Consta que Marco Ferreira terá tentado demover o observador de o referir no relatório.
Oxalá a notícia se confirme visto que Marco Ferreira, pelo que tem feito nos últimos tempos, revela falta de competência grosseira, ou, sabe-se lá o quê! No último campeonato quase que decidia o campeão!, seis pontos perdeu o Benfica nos jogos arbitrados por tal personagem; contra o Braga e contra o Rio Ave, ambos com vários incidentes penalizadores para os da Luz.
Quem supervisiona a arbitragem tem de ter em conta que os tremendos esforços dos Dirigentes e adeptos dos clubes para os manter competitivos, não podem ser defraudados num ápice, pela incompetência de quem tem por missão fazer cumprir com isenção e zelo as regras do jogo. E não me venham com a história de que errar é humano. É sim senhor, mas quem comete erros grosseiros e graves, seja em que área for, deve baixar de escalão ou sair do setor.
Há décadas que o futebol necessita de uma limpeza, de alto a baixo; pode ser que seja desta, uma vez que o próprio Presidente da FIFA caiu do seu pedestal.
domingo, 14 de junho de 2015
sábado, 13 de junho de 2015
"Habeas Pinho": poema que marcou a vida do poeta Ronaldo Cunha Lima
Em 1955 um grupo de boêmios de Campina Grande fazia serenata numa madrugada do mês de junho, quando chegou a polícia e apreendeu… o violão!…
Poder | Em 08/07/12 às 15h13, atualizado em 08/07/12 às 15h32 | Por Hyldo Pereira
O Poeta, como ficou sendo chamado carinhosamente em toda Paraíba, Ronaldo Cunha Lima sabia e narrava sempre, com sua mente prodigiosa e de forma descontraída, incontáveis “causos” do nosso folclore político e interiorano.
Cunha Lima lançou em concorridas noites de autógrafos, cerca de 15 livros de poesias,muitos versando sobre amor.
Amigos que conviveram de perto com Ronaldo relataram que o poema “Habeas Pinho” foi um marco na vida do poeta. Os versos bem construídos integram o pontapé inicial da carreira jurídica de Ronaldo Cunha Lima.
Documentos revelam que em 1955 um grupo de boêmios de Campina Grande fazia serenata numa madrugada do mês de junho, quando chegou a polícia e apreendeu… o violão!…
Decepcionado, o grupo recorreu aos serviços do advogado Ronaldo Cunha Lima, na época recentemente saído da Faculdade, e que também apreciava uma boa seresta.
Ele peticionou em Juízo, para que fosse liberado o violão.
Aquele pedido ficou conhecido como "Habeas Pinho" e enfeita as paredes de escritórios de muitos advogados e bares de praia, no Nordeste Brasileiro.
Eis a famosa petição:
HABEAS PINHO
Exmo. Sr.
Dr. Artur Moura,
Meritíssimo Juiz de Direito da 2ª Vara desta Comarca,
O instrumento do crime que se arrola
Neste processo de contravenção
Não é faca, revólver nem pistola.
É simplesmente, Doutor, um violão!
Um violão, Doutor, que, na verdade,
Não matou nem feriu um cidadão.
Feriu, sim, a sensibilidade
De quem o ouviu vibrar na solidão.
O violão é sempre uma ternura,
Instrumento de amor e de saudade.
Ao crime ele nunca se mistura.
Inexiste, entre os dois, afinidade.
O violão é próprio dos cantores,
Dos menestréis de alma enternecida,
Que cantam as mágoas e que povoam a vida,
Sufocando, assim, suas próprias dores.
O violão é música e é canção,
É sentimento de vida e alegria,
É pureza e néctar que extasia,
É adorno espiritual do coração.
Seu viver, como o nosso, é transitório,
Porém, seu destino o perpetua:
Ele nasceu para cantar, em plena rua,
E não para ser arquivo de Cartório.
Mande soltá-lo, pelo Amor da noite
Que se sente vazia em suas horas,
Para que volte a sentir o terno açoite
De suas cordas leves e sonoras.
Libere o violão, Dr. Juiz,
Em nome da Justiça e do Direito!
É crime, porventura, o infeliz,
Cantar as mágoas que lhe enchem o peito?
Será crime, e afinal, será pecado,
Será delito de tão vis horrores,
Perambular na rua um desgraçado,
Derramando na rua as suas dores?
É o apelo que aqui lhe dirigimos,
Na certeza, já, do seu acolhimento.
É somente liberdade, o que pedimos
E, nestes temos, vemPEDIR
deferimento!
Assinado:
Ronaldo Cunha Lima, advogado.
O juiz por sua vez, despachou utilizando a mesma linguagem do poeta Ronaldo Cunha Lima: o verso popular.
Recebo a petição escrita em verso
E, despachando-a sem autuação,
Verbero o ato vil, rude e perverso,
Que prende, no Cartório, um violão.
Emudecer a prima e o bordão,
Nos confins de um arquivo, em sombra imerso,
É desumana e vil destruição
De tudo que há de belo no universo.
Que seja Sol, ainda que a desoras,
E volte á rua, em vida transviada,
Num esbanjar de lágrimas sonoras.
Se grato for, acaso ao que lhe fiz,
Noite de luz, plena madrugada,
VenhaTOCAR
à porta do Juiz.
Cunha Lima lançou em concorridas noites de autógrafos, cerca de 15 livros de poesias,muitos versando sobre amor.
Amigos que conviveram de perto com Ronaldo relataram que o poema “Habeas Pinho” foi um marco na vida do poeta. Os versos bem construídos integram o pontapé inicial da carreira jurídica de Ronaldo Cunha Lima.
Documentos revelam que em 1955 um grupo de boêmios de Campina Grande fazia serenata numa madrugada do mês de junho, quando chegou a polícia e apreendeu… o violão!…
Decepcionado, o grupo recorreu aos serviços do advogado Ronaldo Cunha Lima, na época recentemente saído da Faculdade, e que também apreciava uma boa seresta.
Ele peticionou em Juízo, para que fosse liberado o violão.
Aquele pedido ficou conhecido como "Habeas Pinho" e enfeita as paredes de escritórios de muitos advogados e bares de praia, no Nordeste Brasileiro.
Eis a famosa petição:
HABEAS PINHO
Exmo. Sr.
Dr. Artur Moura,
Meritíssimo Juiz de Direito da 2ª Vara desta Comarca,
O instrumento do crime que se arrola
Neste processo de contravenção
Não é faca, revólver nem pistola.
É simplesmente, Doutor, um violão!
Um violão, Doutor, que, na verdade,
Não matou nem feriu um cidadão.
Feriu, sim, a sensibilidade
De quem o ouviu vibrar na solidão.
O violão é sempre uma ternura,
Instrumento de amor e de saudade.
Ao crime ele nunca se mistura.
Inexiste, entre os dois, afinidade.
O violão é próprio dos cantores,
Dos menestréis de alma enternecida,
Que cantam as mágoas e que povoam a vida,
Sufocando, assim, suas próprias dores.
O violão é música e é canção,
É sentimento de vida e alegria,
É pureza e néctar que extasia,
É adorno espiritual do coração.
Seu viver, como o nosso, é transitório,
Porém, seu destino o perpetua:
Ele nasceu para cantar, em plena rua,
E não para ser arquivo de Cartório.
Mande soltá-lo, pelo Amor da noite
Que se sente vazia em suas horas,
Para que volte a sentir o terno açoite
De suas cordas leves e sonoras.
Libere o violão, Dr. Juiz,
Em nome da Justiça e do Direito!
É crime, porventura, o infeliz,
Cantar as mágoas que lhe enchem o peito?
Será crime, e afinal, será pecado,
Será delito de tão vis horrores,
Perambular na rua um desgraçado,
Derramando na rua as suas dores?
É o apelo que aqui lhe dirigimos,
Na certeza, já, do seu acolhimento.
É somente liberdade, o que pedimos
E, nestes temos, vemPEDIR
Assinado:
Ronaldo Cunha Lima, advogado.
O juiz por sua vez, despachou utilizando a mesma linguagem do poeta Ronaldo Cunha Lima: o verso popular.
Recebo a petição escrita em verso
E, despachando-a sem autuação,
Verbero o ato vil, rude e perverso,
Que prende, no Cartório, um violão.
Emudecer a prima e o bordão,
Nos confins de um arquivo, em sombra imerso,
É desumana e vil destruição
De tudo que há de belo no universo.
Que seja Sol, ainda que a desoras,
E volte á rua, em vida transviada,
Num esbanjar de lágrimas sonoras.
Se grato for, acaso ao que lhe fiz,
Noite de luz, plena madrugada,
VenhaTOCAR
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