Desporto

domingo, 3 de março de 2013

Renovação de Jorge Jesus

Vai para aí uma histeria a propósito da renovação do contrato de Jorge Jesus pelo Benfica, que por sinal, finda no termo da presente época. Tal preocupação, óbviamente, não é inocente! Sendo a generalidade da comunicação social nacional hostil ao Benfica, presta-se, seja passivamente enquanto hospedeira, seja ativamente enquanto militante, às manipulações desestabilizantes dos adversários do meu clube.
 
Assim, está em curso o habitual jogo de bastidores promovido pelos do costume, com o propósito de induzir instabilidade nos Atletas da equipa principal suscitando fraturas entre a Direção da SAD e a Equipa Técnica. Uma técnica velha, própria de quem não confia nos próprios méritos tratando de enfraquecer o mais possível a competitividade dos adversários. Tal postura contraria as regras sociais do cavalheirismo, enformadoras da competição entre gente de caráter, algo de que carece, quer o desporto nacional quer a comunicação social em geral e que o Benfica, não sendo o único, combate com o próprio exemplo. Honra ao Benfica!
 
É neste contexto que ficámos a saber que Filipe Vieira propôs a renovação a Jorge Jesus, o qual, tendo manifestado a intenção de renovar, prefere adiar para mais tarde o vínculo contratual afim de se manter concentrado nas competições em curso.
 
Fez bem o Presidente do Benfica em propôr a renovação, pois assim, elimina o objetivo dos adversários do nosso clube que consiste em promover na Equipa Técnica e Atletas, a ideia de que os nossos Dirigentes não confiam neles.
 
Fez bem Jorge Jesus em adiar a formalização da renovação contratual, uma vez que estamos numa fase da época em que tudo se decide, exigindo a máxima concentração e convergência de todos. 
 
Faz mal a comunicação social em alimentar estratégias de diversão cujo resultado é o de prejudicar, ainda que implícitamente a qualidade do espetáculo desportivo, tão necessário afinal à sua própria sobrevivência.

Porém uma conclusão  torna-se inevitável; Jorge Jesus confia no seu trabalho e na capacidade competitiva da sua equipa para alcançar uma boa época para o meu clube, o que constitui motivo de esperança para todos nós, Benfiquistas.
 
Ávante e verde!
 
AB
 
 

sábado, 2 de março de 2013

Cumplicidade natural!

"o agressor, num ato reflexo e natural (…) abriu o seu braço direito, naturalmente ainda com o stick de jogo na mão (…)`. "
 
Uma lição aos alegados juristas do CD da FPP, por um não jurista:
 
O ato reflexo, como todos sabemos, é compulsivo, instintivo, uma reação de autodefesa próprio da natureza animal. Ora o Homem é um animal, mas não um animal qualquer! Ao sentir o rabo pisado, qualquer gato, cão, leão, réptil, etc., ataca o seu opressor tentando libertar-se. O homem tende a fazer o mesmo, porém, este, tem uma particularidade que os restantes animais não têm; a capacidade de controlar os seus instintos. Chama-se a isso racionalidade, mas também moralidade ou até, nobreza de caráter. Pois, é isso; caráter é aquela particularidade própria do Homem mas não de todos os homens de respeitar o seu semelhante! Foi esta qualidade que proporcionou o desenvolvimento das sociedades humanas mais que qualquer outra sociedade animal!
 
Atos reflexos de um atleta no calor da refrega desportiva, sendo naturais, exigem daquele, capacidade de contenção, doseando ou redirecionando tal gesto de forma a não provocar danos físicos a outrém, ainda assim, infringindo as normas regulamentares vigentes e por isso, passivel de sanção disciplinar.
 
No caso vertente porém, a alegada agressão incidiu sobre um elemento do público como resposta a eventual insulto ao atleta Edo e seus colegas de equipa. Edo Bosh é um excelente atleta, com vastíssima experiência desportiva em ambientes de elevada tensão. O jogo tinha acabado, a sua equipa tinha vencido, ia a caminho do balneário, o adepto, provávelmente, censurávelmente, dirigiu-lhe um insulto. Responde-se com uma sticada? Ato reflexo seria devolver o insulto! Ato responsável seria  seguir em frente e não acicatar os ânimos!
 
Quereria Edo Bosh fazer o mesmo que o seu ex-colega Paulo Alves que pôs uma criança adepta do Benfica em coma com uma sticada, acabando por falecer anos mais tarde das sequelas da agressão?
 
Pretenderia Edo Bosh suscitar uma reação maciça dos espetadores, também ela, afinal, reflexo natural à sua agressão, agredindo-o e aos seus colegas? Contaria Edo Bosh com a complacência das autoridades desportivas e não quis controlar-se?
 
A Federação Portuguesa de Patinagem tem a obrigação da prevenção da violência, fazendo a pedagogia do respeito competitivo, punindo exemplarmente os atos violentos dos atletas e do público.
 
Do teor do acórdão percebe-se a consciência do CD da fragilidade da sanção pela forma rebuscada com que tenta atenuar a gravidade da agressão. Desta forma, está a negligenciar o seu dever de punir e prevenir adequadamente a violência, levando o público a questionar-se acerca do eventual condicionamento da decisão, descridibilizando-se. Acabará por se ressentir a modalidade, acabando por se tornar inviável. É isso que o CD da FPP pretende?
 
Sítio de "A Bola":

Benfica estranha castigo de três jogos a Edo Bosch e sugere uso de «armaduras» nos jogos fora do FC Porto 

 
Comunicado integral:

Surpreendente o relatório e decisão do Conselho Disciplinar da Federação Portuguesa de Patinagem, reportando ao inquérito aberto devido à agressão do hoquista Edo Bosch a um adepto do Sport Lisboa e Benfica, no último clássico de Hóquei em Patins.


Vamos a factos: o atleta Edo Bosch realizou uma boa exibição no jogo, não deixando, porém de provocar regularmente os assistentes nas bancadas afetos ao Benfica; após o final da partida, o atleta e cidadão Edo Bosch agrediu um adepto que estava na bancada, fazendo para isso um gesto intencional e premeditado, com o seu stick a passar entre a ´manga` de acesso aos balneários e o vidro colocado atrás do banco de suplentes. Sobre este aspeto não existem quaisquer dúvidas e tal pode ser facilmente comprovado nas imagens da transmissão televisiva da Benfica TV, repetidas depois nos canais generalistas.

Incompreensível, por ficarem aquém, o relatório e decisão apresentados.

O Conselho Disciplinar da FPP preferiu acreditar nos esclarecimentos do autor da agressão – apresentados por escrito e a fazer lembrar um episódio da sitcom televisiva Seinfeld que focava uma ´cuspidela` –, do que nas imagens disponíveis, suficientemente elucidativas do sucedido. Afinal, pasme-se, o agressor, ´num ato reflexo e natural (…) abriu o seu braço direito, naturalmente ainda com o stick de jogo na mão (…)`. Passará este tipo de atos cobardes a ser considerado meramente reflexo e natural?

Aviso! Cuidado adeptos do Hóquei nos pavilhões onde se desloca a equipa do senhor Bosch: é melhor irem de armadura para a bancada, não vão Edo ou algum dos seus colegas voltar a mostrar dotes de gladiador, de maneira meramente reflexa e perfeitamente natural.

Tal como constou do relatório de policiamento, ´os dirigentes do FC Porto dificultaram a identificação dos seus jogadores`.
Realidades diferentes, modalidades diferentes, critérios diferentes e credibilidade muito diferente da instância disciplinar: em 1995, o francês Eric Cantona foi sancionado com oito meses de suspensão por ter agredido um adepto num estádio de futebol em Inglaterra.

A decisão de aplicar três jogos de suspensão a Edo Bosch por ´tentativa de agressão` não passou, no fim de contas, de uma bem-intencionada tentativa de sanção disciplinar.
 
AB

Terrorismo em Portugal!

Mais um ataque covarde ao autocarro do Benfica no regresso a Lisboa, à saída de Braga! Felizmente não houve danos pessoais, mas parece óbvio que a intenção seria matar alguém! O lugar habitualmente ocupado por Sálvio foi atingido por um bloco de cimento de grandes proporções. Sálvio não estava lá por não ter sido convocado para o jogo! Calhou!
 
Na época anterior, o Presidente do Benfica escapou milagrosamente a outro atentado em plena autoestrada, na sequência de uma emboscada semelhante no regresso da comitiva a Lisboa, após um jogo realizado no dragão, com o Porto.
 
Salvo erro, na época antes da anterior, foi Aimar que escapou, por centímetros, de ser atingido por um enorme calhau arremessado da berma da estrada.
 
Estes atentados repetem-se sem que se conheçam as diligências  das entidades responsáveis pelo combate a crimes desta natureza. Na falta de conhecimento, o cidadão tende a crer que se trata de negligência, medo, ou, ainda mais grave, de cumplicidade, correndo-se o risco da propagação de atos com perfil terrorista.
 
O Benfica não apresentou queixa por se tratar de crime público. Mas deve fazer uma exposição aos Grupos Parlamentares e ao Ministério da Administração Interna responsabilizando o Estado pela omissão do Dever de Segurança, já que se trata de ações reiteradas e organizadas, com origem circunscrita e alvos bem definidos, cuja autoria moral parece residir nos promotores da patética mas promissoramente trágica "guerra norte-sul". Há certamente entidades judiciais de âmbito europeu a que recorrer para pôr termo a estes atentados, já que, as autoridades nacionais não sabem, ou não querem, pôr-lhes cobro. 

Da Wikipédia, à atenção de quem de direito:

Um esquadrão da morte é uma esquadra militar armada, polícia, insurgentes, terroristas que conduzem execuções extrajudiciais, assassinatos e desaparecimentos forçados de pessoas como parte de uma guerra, campanha de insurgência ou terror. Essas mortes são muitas vezes conduzidas de forma significativa para garantir o sigilo das identidades dos assassinos, de modo a evitar a prestação de contas.[1][2]
 
Os esquadrões da morte são frequentemente, mas não exclusivamente, associados com a violenta repressão política sob ditaduras, estados totalitários e regimes similares. Normalmente, têm o apoio tácito ou expresso do Estado, como um todo ou em parte (terrorismo de Estado). Esquadrões da morte podem incluir uma força policial secreta, grupo paramilitar ou unidades oficiais do governo, com membros oriundos dos militares ou da polícia. Eles também podem ser organizados como grupos justiceiros. (Wikipédia)
 
 
A notícia publicada no sítio da RTP:

O autocarro do Benfica foi apedrejado quando saía da cidade de Braga, antes da portagem da A3. Dois blocos de cimento foram atirados contra a viatura. Os danos foram apenas materiais.

A comitiva benfiquista tinha percorrido apenas três quilómetros, depois de ter abandonado o Estádio Axa, onde defrontou o SC Braga, em jogo das meias-finais da Taça da Liga, e perdeu 3-2 no desempate por grandes penalidades.

A equipa dos encarnados tinham percorrido apenas três quilómetros quando um dos blocos de cimento acabou por entrar dentro do veículo e caiu num lugar que estava vazio.

Após a ocorrência a polícia fez deslocar para o local cinco carrinhas do corpo de intervenção, duas motos, um carro da brigada de trânsito e uma carrinha com agentes à paisana.

O autocarro esteve imobilizado no local durante alguns minutos tendo depois reiniciado a viagem para Lisboa, com escolta policial.

Vidros do autocarro partidos são o lado visível dos estragos.

Após a ocorrência alguns jogadores, nomeadamente Kardec e Luisão surgiram nas redes sociais a condenar o ataque. O primeiro publicou uma fotografia e escreveu: "Uma vergonha! Graças a Deus ninguém se feriu! Como é possível fazerem estas coisas?" Luisão contundente escreveu: "Vergonhoso o que fizeram na estrada com o autocarro do Benfica. É preocupante e revoltante o que esses cobardes fazem. Quem fez isto devia ser homem suficiente para não se esconder".

O Benfica não apresentou queixa do sucedido por se tratar de um crime público. (site da RTP)

AB

sexta-feira, 1 de março de 2013

PARABÉNS BENFICA!

 

Para todos os Benfiquistas; Atletas, Técnicos, Dirigentes, Funcionários, Sócios, Acionistas, Adeptos, Simpatizantes, De Aquém e Além-Mar, aqui vai a minha prendinha.

 
 
PARABÉNS BENFICA!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Marcelo e a politiquinha

 
A culpa não é só dos políticos. A culpa não é só de Sócrates. A culpa também é da elite que filtra o ar mediático. A culpa também é dos Marcelos desta terra. Os Marcelos Rebelos de Sousa têm sido os guardiões do status quo que nos conduziu à bancarrota. Se Sócrates é culpado pela acção, Marcelo Rebelo de Sousa é culpado pela inacção. Porquê? Porque o Senhor-Professor-Doutor-Marcelo-Rebelo-de-Sousa é o máximo representante de uma forma tipicamente portuguesa de estar na política, a saber: o tuga consegue falar de política de forma apolítica. Sim, digo bem, apolítica. Marcelo não defende valores ou causas políticas. E, quando defende, é tão vago e impreciso como a licenciatura domingueira de Sócrates. É por isso que, após décadas de comentários, uma pergunta fica sem resposta: Marcelo acredita no quê? Marcelo representa o quê? Quando fizerem a história desta III República, os historiadores não vão encontrar nada de substancial nos milhões de minutos que Marcelo já gravou. Este homem falou, falou e falou, mas não disse nada, não gravou nada na pedra. Alguém se lembra de uma convicção profunda de Marcelo?
 
Ora, quem não tem uma visão normativa acaba por reduzir a Política à politiquinha dos truques e tricas. E Marcelo é isso mesmo. Marcelo é o homem dos esquemas (ele diz que são "cenários"). É o Gabriel Alves da politiquice, sempre entretido num treco-lareco táctico que transforma a Política num jogo de futebol, onde só existem erros tácticos, e não erros de substância. E o pior é que este vazio marcelista é o espelho da cultura (a)política que domina a pátria. Marcelo é a norma, e não a exceção. Em Portugal, a Política é transformada - de forma marcelista - num constante joguinho futeboleiro entre partidos. Há a liga de futebol de Rui Santos e depois há a liga politiqueira de Marcelo Rebelo de Sousa. E, atenção, as semanas políticas são mesmo vistas como jornadas. Cada semana é uma entidade separada da anterior, porque as notas da semana x, ora essa, não podem ser iguais às notas da semana y. O país é assim cortado em 52 pedacinhos sem ligação entre si. Como é óbvio, no meio deste carrossel, os problemas estruturais não são analisados. Alguém se lembra de ver Marcelo a assumir um compromisso claro com um conjunto de reformas para o país? Eu não. Marcelo nunca se comprometeu a fundo com projectos ideológicos e políticos (o que é grave para um pensador... político). E, nas poucas vezes em que se distraiu e começou a falar mesmo de Política, Marcelo criticou sempre as mudanças "neoliberais", as tais que a troika acabou por impor. Agora, ouvimos muita gente dizer "ai, foi preciso um estrangeiro para colocar os portugueses a falar do que interessa". Pois, mas o debate sobre as reformas foi sempre bloqueado por Marcelo & Cia. A nossa massa crítica de topo, liderada por Marcelo, quis ser uma mera gestora do pântano situacionista, e desistiu de pensar a mudança. Alguém se recorda de uma convicção profunda de Marcelo?
 
O prof. Marcelo, preclaro oráculo da nação, não tem as mãos sujas como Sócrates, mas esta crise também tem a sua assinatura. Na última década, o nosso espaço público não discutiu ideias. Discutiu tácticas e timings. A culpa disto não é do povo, é dos Marcelos Rebelos de Sousa. Alguém se lembra de uma convicção profunda de Marcelo?
 
Crónica do Expresso de 28 de Maio de 2011


por Henrique Raposo às 10:32 | link | partilhar

Que se Lixe a Troika! OK; e depois?

Confesso que há muitos anos, quase 40, também alinhei nisto: unimo-mos todos contra uma coisa e, depois, logo que vê do que somos a favor. Normalmente, não havia depois, porque as ações, embora sempre grandiosas eram inconsequentes.
 
Hoje, porém, imagino, o que seria o depois: uns quereriam uma coisa, outros o seu contrário e ninguém se entenderia. Nos países onde houve esse 'depois', ganharam sempre os mais organizados, os que tinham um programa bem definido que, no geral, era alinhar pela esfera soviética. A todos os que participavam no 'movimento' sem saber o objetivo chamavam-se 'compagnons de route' (companheiros de jornada) ou, mais comummente, 'idiotas úteis'.
 
A lembrança (embora as situações estarem longe de ser comparáveis) surge-me do slogan "Que se lixe a troika - devolvam-nos as nossas vidas". Na verdade, quem não quer que a troika se lixe? Quem não quer a sua vida de volta. Vida que, por má que fosse, não era tão dura como a atual? Mais de 99% dos portugueses concordam com isto.
 
Daí a pergunta do título: E a seguir? E depois, faz-se o quê? E é aqui - na parte não expressa do programa das manifestações, 'grandoladas', NIFs de ministros e outras formas mais ou menos imaginativas de contestação - que está o busílis.
 
Como pagamos aos credores as nossas dívidas, se os mercados nos cortam o crédito e a troika não dá mais dinheiro? Não pagamos? Sendo assim, como nos financiamos? Acreditam mesmo que as gorduras do Estado, os carros, as reformas milionárias, apesar de escandalosas, equilibram os milhares de milhões que faltam nas contas do Estado?
 
Saímos do Euro? E podemos sofrer uma desvalorização da moeda que corresponde a um imposto escondido muito superior ao atual (recorde-se que as dívidas se manteriam em Euros)?Estabelecemos o comunismo e abolimos as fortunas e a propriedade privada? Isso alguma vez não resultou numa barbárie?
 
Não quero com isto dizer que não há alternativas. Claro que há, mas são piores. Também não quero dizer que a contestação é ilegítima.Claro que é absolutamente legítima e deve ser democraticamente respeitada, só que é inconsequente e esconde a maior parte do problema.
Porque, na verdade, é como se um doente dissesse: que se lixe a doença, quero a minha saúde! Ou um idoso dissesse: que se lixe a velhice, quero a minha juventude! Ou seja, a liberdade não pode levantar barreiras a nenhuma reivindicação; mas o facto de elas serem possíveis não as torna viáveis.
 
Também não quero dizer que está tudo bem. Claro que não! Já várias vezes escrevi que este Governo está esgotado e que o Presidente devia seriamente pensar numa alternativa que envolvesse mais o PS e os sindicatos (da UGT, naturalmente, porque a CGTP está sempre indisponível).
 
É possível fazer melhor. Mas não é possível fazer milagres!
 
Um texto de Henrique Monteiro publicado no Expresso, que subscrevo quase, quase integralmente.

Braga-Benfica (0-0/3-2P)

Foi um jogo equilibrado entre duas boas equipas. A vitória foi para quem mais a quis, por isso assenta bem ao Braga, que fez um bom jogo. As grandes penalidades são uma lotaria mas, tal como diz José Augusto, refletem a confiança e o querer da equipa, atributos que não faltaram ao vencedor.
 
O Benfica apresentou-se com alterações significativas, dada a necessidade de recuperação de alguns jogadores nucleares por um lado - Garay, Maxi, Matic, Lima, Sálvio e Ola John - e a de dar minutos de jogo a outros - André Almeida, Jardel, Roderick, Carlos Martins e Urreta - no entanto, o modelo de jogo manteve-se quase inalterado...quase! Alas bem abertas mas pouco eficazes, dada a excelente marcação contrária - ainda assim Urreta efetuou um cruzamento excecional, já na 2ª parte, que Martins (salvo erro) cabeceou à figura de Quim. Uma pena! 
 
O nosso meio-campo esteve quase sempre em inferioridade numérica - O Braga tinha 5, 6 ou 7 elementos muito ativos na marcação global, com as linhas muito próximas, dificultando a recuperação e, sobretudo, a construção -, Martins, mais preocupado em recuperar e controlar, não conseguiu construir, Roderick apesar de esforçado, não tem rotina da posição; não basta recuperar, é necessário transportar e lançar.
 
O Braga fazia pressão alta com uma marcação de grande proximidade, metendo sempre vários elementos na disputa da bola graças à disposição compacta; bem abertos nas laterais, com excelente dinâmica e profundidade, recuando em bloco até próximo da sua área, sempre que o Benfica atacava organizadamente.
 
Apesar disso, coube ao Benfica a grande oportunidade da primeira parte, num excelente remate de Rodrigo à trave, finalizando uma excelente movimentação coletiva - esteve muito bem Quim a fazer a mancha. Também o Braga teve uma excelente poli-oportunidade desfeiteada sucessivamente pelo Artur, o qual, de resto, esteve muito bem. Bem assinalado o fora de jogo a Cardozo e mal assinalado ao Urreta que ficaria isolado na cara de Quim! Esteve mal Marco Ferreira!
 
O Braga reentrou com grande intensidade procurando o golo que não aconteceu, mais por mérito da defensiva do Benfica. A entrada de Enzo e de Aimar restabeleceu o equilíbrio ao meio-campo induzindo maiores dificuldades aos bracarenses, que iam recorrendo à falta e às simulações miseráveis do, por vezes abjeto, Alan. Os lances ofensivos dos nossos, começaram a fluir e as situações de golo apareceram pelos Rodrigo e Gaitan, travados em falta dentro da área! Marco Ferreira teve medo de assinalar as duas grandes penalidades! Teve medo de descer de categoria? Seja como for, deveria tê-las assinalado!
 
Assim se escoaram os noventa minutos, com as duas equipas a procurarem, debalde, o golo, revelando os avançados do Benfica excessiva parcimónia na zona de finalização. Vieram então as grandes penalidades, que já não vi, dado o enorme stresse resultante da lotaria que representam.
 
 
Parabéns aos vencedores pelo bom jogo que fizeram, quer em termos futebolíticos quer pela relativa correção. A vitória assenta-lhes bem!
 
Censuro a equipa de arbitragem que fez a diferença nos lances que já referi e também "inventando" bastas faltas contra o Benfica à entrada da sua área, bem à medida do excelente pézinho do Viana, patenteando uma dualidade de critérios denunciadora. Se tem medo de apitar, fique em casa e entregue a pasta a outro, mas não pense que passa despercebido.
 
Para quando a profissionalização dos árbitros? Uma atividade de centenas de milhões de euros não pode ser condicionada por uma dúzia da artistas de qualificação e intenções duvidosas. Há que recrutar e qualificar adequadamente os árbitros de futebol, caso se pretenda o progresso do setor. Ainda não perceberam isto, ou não é conveniente aos adeptos da fruta?
 
E pronto; saímos com honra, ficando agora o quase-expulso mostrengo com a via aberta para aquela que, finalmente, virá a ser uma prova "deveras relevante"! Não é verdade? Até porque, a Direção da Liga tem que ser enxovalhada pelo atrevimento que teve em querer fazer cumprir os regulamentos da prova! Não é assim? Agora vão ter que entregar a taça aos homens da fruta.
 
AB

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Os Pescadores de Pérolas (Georges Bizet)

Georges Bizet, nascido Alexandre César Léopold Bizet, (Paris, 25 de outubro de 1838Bougival, 3 de junho de 1875) foi um compositor francês, principalmente de óperas. Numa curta carreira devido à sua prematura morte, ele atingiu poucos sucessos antes do seu trabalho final, Carmen, que viria a tornar-se uma das mais populares e frequentemente interpretadas óperas no repertório operático.
Durante uma brilhante carreira como estudante no Conservatório de Paris, Bizet venceu muitas competições, incluindo o prestigiado Prix de Roma em 1857. Ele foi reconhecido como um excelente pianista, embora raramente tocasse em público. Regressando a Paris após quase três anos em Itália, descobriu que os principais teatros de ópera parisiense preferiam repertório clássico das obras recém-compostas. Suas composições orquestrais e para piano foram igualmente ignoradas, como resultado, sua carreira paralisou e ele ganhava a vida organizando e transcrevendo a música de outros compositores. Começou muitos projetos teatrais durante a década de 1860, a maioria dos quais foram abandonados. Duas óperas suas dominaram os palcos - Les pêcheurs de perles e La jolie fille de Perth - foram sucessos imediatos. (Wikipédia) 




Giuseppe Di Stefano

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Dmitri Chostakovitch: Waltz Nº 2

 
Dmitri Shostakovich pronúncia Shostakovich (russo: Дмитрий Дмитриевич Шостакович1), nasceu a 25 de setembro de 1906 (12 de setembro no calendário juliano) em São Petersburgo, Rússia e morreu 09 de agosto de 1975, em Moscovo, URSS, é um compositor russo do período soviético. É o autor de 15 sinfonias, concertos, música de câmara abundante e várias óperas. A sua música, muitas vezes rejeitada pelo formalismo Soviético, com a sua força e drama, muitas vezes exacerbada, fizeram de  Shostakovich uma figura importante na música do século XX.(Wikipédia)
 
 
 
 
 
 
 
Dmitri Chostakovitch

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Benfica-Paços de Ferreira (3-0)

 
Só quem tem andado distraído pode estranhar a boa campanha do Paços esta época. Há muito que o anti-jogo, tão característico do futebol nacional, deixou de fazer parte da da equipa do Paços. Nota-se desde há uns anos que adotou um futebol positivo, assumindo o jogo em todo o terreno, olhos nos olhos, com garra, solidariedade e boa cultura técnico-tática, pondo os adversários em guarda. Há tempos dei comigo a reconhecer no Paços, vestígios da cultura Benfiquista! Tudo num são ambiente de cordialidade e respeito insubserviente, como apraz às gentes civilizadas. Daqui a minha saudação. Assim deverá ser o desporto.
 
Esperava pois uma postura cautelosamente aberta do Paços como veio a verificar-se, restando saber, se em consequência da rápida desvantagem no marcador. O que é certo é que se apresentou muito coeso, pressionando o adversário logo à saída da sua área tentando impedir a construção do seu jogo ofensivo, colocando quase sempre vários atletas na disputa da bola graças a um excelente posicionamento, trocando-a com qualidade e explorando bem as alas, faltando-lhe talento e massa muscular na zona de finalização, que não elementos, sempre muito bem apoiados por uma segunda linha ofensiva. Em situação de aperto defensivo recuava todos os jogadores para o seu meio-campo chegando mesmo a aglomerá-los a todos dentro da grande-área. É um modelo de jogo com uma exigência física muito elevada!
 
O Benfica entrou concentrado no seu, agora cada vez mais, futebol total, segurando o esférico, fazendo-o circular con inteligência e talento, apesar de algumas perdas imaturas, alimentando os extremos que procuravam Cardozo e Lima no eixo do ataque. E foi num desses movimentos que surgiu o primeiro golo, num lance que valeu o jogo, de bonito que foi! Tudo foi soberbo; os passes, a movimentação sincronizada e a concretização, envolvendo Lima, Sálvio e Enzo! Fantástico!
 
Entrou o Benfica em fase  de controle do jogo, que se ia desenrolando em todo o relvado, sempre com o Paços muito ativo. Apesar de o Benfica revelar grandes progressos neste capítulo, tão necessário às grandes equipas, ainda se verificam algumas perdas de bola comprometedoras. É preciso não esquecer que estes ciclos devem terminar em movimento ofensivo com finalização e não com perdas de bola a meio-campo, que serão fatais se contra melhores equipas.
 
Até à entrada de Martins, o nosso jogo aéreo ofensivo esteve muito fraco; só Cardozo ganhou uma bola da esquerda que cabeceou por alto. É uma especialidade decisiva nos jogos difíceis, onde o adversário impõe superioridade numérica na sua área e que só a precisão dos lançamentos ou o acaso, podem resolver. Com Martins, os cantos tornaram-se perigosos; foi dos seus pés que nasceu o 2º golo, com o apoio precioso da careca do Luisão e do sempre oportuno Cardozo. 
 
Durante algum tempo, a equipa do Benfica empastelou o jogo e desarticulou-se, o que poderia ter sido fatal, tendo-se reequilibrado com as entradas de Gaitan e Aimar. Aimar; era o jogo ideal para ele. Apesar de acusar falta de ritmo, ainda fez a assistência para o 3º tento. Quem sabe nunca esquece. Que falta nos faz um excelente Aimar para o resto da época!
 
 Luizinho tem que jogar mais, mas de forma controlada. Percebe-se que ainda não se sente à vontade; perdeu alguns lances que poderiam ter sido fatais. Mas sobe bem no terreno e faz bons cruzamentos.
 
Julgo que João Capela esteve bem; um ou outro lance duvidoso, nomeadamente as cargas de ombro, mas nada me pareceu grave. 
 
Agora é recuperar para o próximo confronto.
 
AB