Desporto

domingo, 17 de março de 2013

Célio Dias; Nasceu uma nova Estrela no Benfica!

 
"Despachou borda fora" todos os adversários, por ippon!
 
(Tá armada na Praia!)
 
 
 

CÉLIO DIAS

PARABÉNS!
 
Vencedor da Taça da Europa de Judo de Júniores na categoria de 90 Kg.
 
Do sítio do SLB:

Na categoria -90 kg

Judo: Célio Dias conquista Taça da Europa de Juniores

O judoca do Sport Lisboa e Benfica, Célio Dias, venceu este domingo a final da categoria de -90 kg da Taça da Europa de Juniores, prova que decorreu em Coimbra.

O benfiquista venceu todos os seus combates por ippon e confirmou, assim, a superioridade o seu escalão.

Neste Open Internacional, organizado pela União Europeia de Judo, Célio Dias começou por vencer precisamente um adversário fora da Europa, mais concretamente o canadiano Marc Deschenes. No acesso ao combate das meias-finais, o atleta eliminou o italiano Nicholas Mungai.

A última “vítima” antes da final foi o suíço Tobias Meier. No combate decisivo, Célio Dias derrotou o holandês Max de Vreeze e conquistou, assim, a medalha de ouro.


Após este triunfo, o judoca vai continuar em Coimbra, desta feita para cumprir um estágio internacional de competição. Este irá decorrer entre 18 e 21 de Março.

António Barreto

A Calçada da Glória


TRISTÃO DA SILVA:

Com um grande abraço, em especial para os que,  longe do nosso Portugal,  ganham o honrado pão de cada dia, cuja visita agradeço, aqui vai um dos melhores temas musicais da nossa música ligeira, género Fado, inperpretado pelo grande, inesquecível, irreptível, Tristão da Silva.

Uma história comovente -  que hoje se repete, apesar do progresso social das últimas décadas, agora em causa -, a voz e a interpretação arrebatadoras de Tristão, a interpelação da não menos comovente guitarra, e uma viola de fazer inveja ao mais pintado! Não há em mais parte nenhuma do planeta! É nosso! Ora façam o favor de ouvir esta obra-prima.



 
A Calçada da Glória
 
Extraído do sítio do Museu do Fado um resumo biográfico de TRISTÃO DA SILVA:


Manuel Augusto Martins Tristão da Silva, filho de Francisco Tristão da Silva e Teodora Augusta Martins, nasceu a 18 de Julho de 1927 na Freguesia da Penha, em Lisboa.
 
Quando Manuel Tristão da Silva inicia a escola passa “os seus momentos livres a cantar, para o que demonstrava decidida vocação.” (“Álbum da Canção”, Nº29, 1 de Julho de 1965). E, no início de 1937, quando contava apenas 9 anos, foi contratado pelo empresário José Miguel, para actuar aos domingos na«matinée» do Café Mondego. Nesta altura usava o nome Manuel da Silva, mas ficou conhecido pelo “Miúdo do Alto do Pina”.
 
Conclui a instrução primária e torna-se empregado numa drogaria na Graça, de onde transita para outra situada na Rua Morais Soares e, mais tarde, aprende o ofício de serralheiro. Ainda assim, e apesar de contar com apenas 15 anos, estas actividades profissionais não o impedem de prosseguir a carreira artística, cantando em muitas das sociedades de recreio e, posteriormente, nas casas de Fado de Lisboa. Tristão da Silva fez parte dos primeiros elencos da Sala Júlia Mendes, no Parque Mayer, e do Café Monumental, na Rua Carvalho Araújo.
 
Com o sonho de se tornar um artista mais popular, o fadista faz, várias vezes, provas para entrar nos quadros da Emissora Nacional, mas acaba por ser recusado. Entretanto vai cumprir o serviço militar obrigatório e é incorporado no Regimento de Artilharia Ligeira 3, onde lhe é permitido sair para cantar nas noites em que tem contratos de espectáculo.
 
Com cerca de 22 anos, depois de terminado o serviço militar, Tristão da Silva é apresentado ao maestro Belo Marques, então director musical da editora Estoril, sendo contratado por Manuel Simões para fazer algumas gravações discográficas, acompanhado pela orquestra de Belo Marques.
 
Datam de 1954 dois grandes êxitos que trouxeram a Tristão da Silva a consagração junto do público: o tema “Nem às Paredes Confesso”, de autoria de Max e Artur Ribeiro, e “Maria Morena”, com letra de Radamanto e música de Casimiro Ramos.
 
Admitido como artista da Emissora Nacional passa a apresentar-se em vários programas de rádio, obtendo naturalmente grande sucesso. Tristão da Silva actua, em 1955, na Ilha da Madeira e, no ano seguinte, nos Açores. O fadista faz, também, gravações em Espanha e uma deslocação a África, para além de ser dos primeiros artistas a apresentar-se nos programas da RTP, então transmitidos a partir da Feira Popular.
 
Em 1960 viaja até ao Brasil, onde acaba por permanecer durante 4 anos, para actuar na Rádio e na TV Tupi do Rio de Janeiro e nas várias casas típicas portuguesas da cidade. Participa em peças teatrais, nomeadamente com Osvaldo Lousada numa peça intitulada "O Assunto É Mulher ". Posteriormente desloca-se a São Paulo, onde também actua na Rádio, na Tv e nas principais“boites” da cidade; e faz uma digressão que o leva ao Recife, Baía, Porto Alegre, João Pessoa, Pelotas, Fortaleza e Brasília. Em Porto Alegre é contratado para uma nova digressão desta vez para actuar na Bolívia, Chile, Paraguai, Argentina, Uruguai e Perú.
 
De salientar na sua estadia no Brasil o prémio “Sassy”, que recebe em 1961, em São Paulo, destinado “à melhor atracção internacional do “music-hall”em exibição naquela capital.” (“Álbum da Canção”, Nº29, 1 de Julho de 1965).
 
Tristão da Silva regressa a Lisboa em 1964, pela mão de Vasco Morgado que o contrata para actuar na revista "Férias em Lisboa". Nesta altura, o fadista apresenta-se, também, em programas da RTP, e canta na casa típica de Fernanda Maria, o Lisboa À Noite.
 
Tristão da Silva passa pelos elencos das mais populares casas de Fado de Lisboa , como O Faia, A Tipóia, A Parreirinha de Alfama, o Forcado ou O Luso, e canta, também, em sessões cinematográficas do Politeama e em peças teatrais como a “Marujinhos à Vela” ou a já mencionada “Férias em Lisboa”, em cena respectivamente nos teatros Maria Vitória e Monumental.
 
Ilustrativas da sua popularidade são as quadras que o poeta Carlos Conde lhe dedica, na sua rubrica “Galarim da Semana”:
 
“Justamente consagrado
Todos sabem que Tristão
Tem sido grande no Fado
P’ra ser maior na canção!
 
Não pediu nada a ninguém
P’ra chegar onde chegou;
O prestígio que hoje tem
A seu tempo o conquistou!
 
O Tristão não é dos tais
Que julgam muito saber,
Por isso é que vale mais
Do que o que julga valer!”
(revista “Plateia”, s/d.)
 
Viria a falecer, com 50 anos, num brutal acidente de viação em Janeiro de 1978, quando regressava de uma actuação na casa de Fados O Forcado. Terminou assim, abruptamente, uma carreira recheada de grandes êxitos, como os já citados, “Nem às Paredes Confesso” e “Maria Morena”, ou ainda “Da Janela do Meu Quarto”, “Aquela Janela Virada P’ró Mar” e “Calçada da Glória”. Temas interpretados em estilo romântico que a voz grave e fortemente personalizada de Tristão da Silva eternizou.
 
Em 2004, a Câmara Municipal de Lisboa prestou a sua homenagem ao cantor, atribuindo o seu nome a um jardim situado nas freguesias do Alto do Pina e do Beato.

António Barreto

A FPF fede! Fede, a FPF! Será uma fossa?

São decisões como a que acaba de ser tomada pelo CJ da FPF, que permite ao FCP a continuidade na Taça da Liga, que describilizam este órgão, a FPF e o Futebol Nacional. Para o adepto comum, a Justiça desportiva - e não só - é como a plasticina;  molda-se às mãos de quem a detém.
 
De facto, o que se tem observado ao longo das últimas décadas é que, esta instituição, sempre contempla os interesses do FCP nas suas decisões! Mais parece um departamento do clube! Acresce que reputados especialistas em direito desportivo como José Manuel Meirim e outros, sustentam, fundamentadamente, parecer contrário.
 
Fica agora o país desportivo na "angústia" da análise da direção GPS,  relativamente ao merecimento da sua magnânima presença nesta "indigna" prova.  Ai Jesus!
 
Com esta decisão, o CJ da FPF, municiou a direção frutícula a continuar os seus ataques despeitados e despudorados ao Presidente da LPFP, Mário Figueiredo, por ter tido a "ousadia" de enfrentar os "controladores" do futebol nacional, ameaçando a causa primordial do ascendente desportivo ignominioso do clube com dirigentes especialistas em aconselhamento matrimonial.
 
Esperemos que Mário Figueiredo mantenha o rumo, dissipando as legítimas suspeitas que sobre si impendem devido a alianças passadas, defendendo intransigentemente os interesses de todos os clubes, expurgando a LPFP de nefastas e bem conhecidas influências.
 
Que lhe não feneça a determinação como aconteceu a Hermínio Loureiro, que, lamentávelmente, resignou ao cargo para que tinha sido eleito, na sequência de soezes ameaças que mais tarde tornou públicas, abandonando os membros da sua equipa ao desconforto das invectivas dos que fizeram do futebol o seu feudo, desistindo da tarefa a que se tinha proposto - e que o país incorrupto esperava dele; a de restaurar a credibilidade ao futebol nacional.
 
Apesar de tudo isto, dei comigo a sentir pena desta gente que parece orgulhar-se dos "feitos desportivos" conseguidos à base da batota e da ameaça ignorando que, esta, nada significa sem lealdade, que os encómios da hipocrisia e da covardia são, afinal, desprestigiantes.
 
 Valha-os Deus!

 (In A Bola online de 16 de Março de 2013):

O Conselho de Justiça (CJ) da Federação rejeitou esta sexta-feira, por unanimidade, os recursos do Vitória de Setúbal e da Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga a propósito da participação do FC Porto na Taça da Liga.

«A fundamentação do acórdão, que negou provimento a esses recursos, baseou-se na fundamentação já aduzida pelo acórdão da Comissão Disciplinar, no sentido de que a infração prevista no artigo 13.º do Regulamento de Competições da Liga não comportava a referência à Taça da Liga. (...) Não era possível sustentar uma acusação numa norma em que, no caso concreto, não se verificavam preenchidos esses elementos essencialmente constitutivos da infração», explicou Manuel Santos Serra, presidente do CJ, em declarações ao site da Federação.

O Vitória de Setúbal pediu a exclusão do FC Porto por alegado incumprimento do regulamento de competições, já que Fabiano, Abdoulaye e Sebá foram utilizados no último encontro da fase de grupos, precisamente frente aos sadinos, menos de 72 horas depois de terem atuado pela equipa B.

FC Porto e Rio Ave aguardam agora que a Liga agende o encontro relativo à meia-final da competição, de onde sairá o adversário do SC Braga.
Acórdão do Conselho de Justiça da Federação.
19:08 - 15-03-2013

 José Manuel Meirim diz não haver lacunas nos regulamentos da Liga:
 
O professor de Direito do Desporto José Manuel Meirim considera não haver lacunas no regulamento de competições da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFF) e que o FC Porto infringiu a lei na Taça da Liga.
«Existe uma infração, não vejo que haja lacuna. O regulamento respeitante às equipas B aplica-se a todas as competições organizadas pela LPFF, a sua razão de ser quanto à limitação dos jogadores visa impor limites quanto aos jogadores poderem jogar quer na equipa B, quer na principal», explicou à TSF José Manuel Meirim.
Para o professor de Direito do Desporto, o valor que se pretende defender com as regras de limitação «não é o descanso do jogador, mas sim o valor da verdade desportiva, não permitindo que os clubes façam a gestão do plantel sem qualquer regra limitativa e é isso que está em causa».
«Entendo que esse anexo V é uma espécie de rede que apanha todas as competições da Liga», sublinhou.
O citado Anexo V dispõe, no seu artigo 13º, que «qualquer jogador apenas poderá ser utilizado pela equipa principal ou equipa B, decorridas que sejam 72 horas após o final do jogo em que tenha representado qualquer uma das equipas, contadas entre o final do primeiro jogo e o início do segundo».

AB

sábado, 16 de março de 2013

Benfica "dá cartas" no Atletismo

 

Campeão Nacional de Marcha

 
 
 Sérgio Vieira, Pedro Isidro e Pedro Santos
 
PARABÉNS!
 

Triatlo: Taça Continental de Sarasota

Florida's World Aquatic Sports Center, nos Estados Unidos.

 
 
Pedro Ribeiro foi o vencedor
Miguel Arraiolos foi 3º, Bruno Pais 7º e Hugo Ventura 14º
 
PARABÉNS!


 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Mi hermano Atahualpa







Guitarra dimelo tu...

quinta-feira, 14 de março de 2013

Bordéus-Benfica (2-3); Benfica passa aos 4ºs da Liga Europa

 O lance do 2º golo do Benfica valeu o jogo e o bilhete. É disto que os adeptos gostam! Genial o domínio seguido de passe, "chapelando", desse mago de nome Gaitan, para Cardozo dominar, driblar sentando defesa e guarda-redes e encostar com toda a calma. Mas o nosso 3º também foi muito bom; sorte no ressalto após passe longo de Melgarejo (salvo erro), seguido da classe de Cardozo que dribla e, rápido, remata de pé esquerdo surprendendo o guarda-redes. Muito bom.
 
Os golos do Bordéus também resultaram de belos lances; o primeiro num excelente remate à queima do ponta de lança após ressalto feliz na sequência de lançamento longo da meia-direita - Artur nada mais poderia ter feito - e o segundo em auto-golo de Jardel num corte infeliz na ressaca de um excelente cabeceamento do mesmo avançado em resposta a não menos excelente centro.
 
O Bordéus apresentou-se com o modelo de jogo que apresentara na Luz; bom domínio dos princípios de jogo, meio-campo sobrepovoado, boa qualidade de passe, frente de ataque bem aberta e muito ativa no lado esquerdo, marcação cerrada e pressão alta e intensa. Desta vez o processo de ataque consistiu em explorar a boa qualidade do jogo aéreo do seu ponta de lança que, afinal, rendeu dois golos. Tal como cá, faltou intensidade e força aos girondinos.
 
O Benfica jogou q.b. para passar ganhando o jogo. Algumas reticências no eixo da defesa que, apesar de alguns percalços se revelaram infundadas, ressalvando-se a importância de rodar novos protagonistas  neste setor. Melgarejo bem, André lutou muito maqs nem sempre bem, Máxi ainda deu um cheirinho, Matic trouxe maior solidez defensiva, Gaitan rodou como construtor - algo que faz muito bem e a equipa muito necessita -, John esteve endiabrado na esquerda, Sálvio rodou em modo moderado, Enzo foi o habitual combatente todo-o-terreno e Rodrigo correu, trabalhou e esteve à beirinha de ser feliz, faltando-lhe apenas uma ponta de serenidade no momento do remate, algo que aparecerá logo que melhore o controlo emocional. Artur esteve bem, sem responsabilidade no 1º golo mas não isento dela no 2º, pois deveria ter segurado o esférico. Ainda assim fez um par de boas defesas. Martins ainda fez uma gracinhas mas não teve tempo para mais. Estiveram, em geral bem, na luta do meio-campo mas ainda fizeram uns maus passes em zona perigosa. que poderiam ter causado dissabores de monta.
 
Curioso foi o andamento do marcador, com o Benfica a marcar os 2º e 3º, imediatamente após os tentos dos "franciús" indicador do modo de contenção da equipa. Curioso também foi ver um adepto dos girondinos, desalentado, tapando os olhos com a bandeira do seu clube. Não menos curioso foi ver o GR adversário a bater, impotente, no relvado, o que só lhe ficou bem.
 
Julgo que o árbitro não teve influência no resultado, embora tenha deixado passar uma falta passível de GP sobre Rodrigo (salvo erro) ainda na 1ª parte e outra sobre Máxi já na 2ª, que, injustamente viu o amarelo por simulação! 
 
Uma prendinha para nós e também para os nossos emigrantes no país do lendário Asterix, que, amanhã, afivelarão um sorriso de satisfação ao cruzarem~se com os anfitriães.
 
AB
 

Benvindo Francisco!

 


 
SENHOR;

EU NÃO SOU DIGNO DE QUE ENTREIS NA MINHA MORADA,

MAS DIZEI UMA PALAVRA E MINHA ALMA SERÁ SALVA!

 
Que Francisco seja trans­cen­dente na sim­pli­ci­dade, que é a essên­cia da men­sa­gem de Cristo. À sim­pa­tia, pre­firo huma­ni­dade! Curi­oso; recordo as pala­vras de Sara­mago, incréu con­victo e anti­cle­ri­cal, que, um dia, a pro­pó­sito de uma obra sua recém-editada — que não recordo — refe­riu tra­tar da neces­si­dade de cada um se pre­o­cu­par com o outro atra­vés da expres­são: ” e você quem é?”.

Ora este é um requi­sito cada vez mais neces­sá­rio nos tem­pos atuais.A ver­dade é que, cada um de nós, passa a vida a ten­tar dizer quem é, de múl­ti­plas for­mas, seja bus­cando a dis­tin­ção seja a comi­se­ra­ção. Rara­mente olha­mos quem temos à frente e faze­mos a per­gunta reden­tora; “e você quem é?”; aquela per­gunta por que ansi­a­mos que nos seja feita, sobre­tudo nos momen­tos de soli­tá­ria angús­tia e dor.
 
A um Papa, a uma Igreja, não se pede que seja ape­nas sim­pá­tico (a), mas que tenha essa capa­ci­dade de fazer sen­tir a cada um que a reden­ção é pos­sí­vel; que é pos­si­vel des­fa­zer os nós da alma, da cons­ci­ên­cia atra­vés da soli­da­ri­a­dade e do amor ao pró­ximo con­ti­dos na men­sa­gem de Cristo.
 
Pede-se que recons­trua a igreja segundo os pre­cei­tos Cris­tãos, eli­mi­nando o fausto e a ofen­siva osten­si­vi­dade, que a tem carac­te­ri­zado o mundo eclesiástico.
 
Por mim, gos­ta­ria de o (os) ver sair dos clau­tros reli­gi­o­sos “para a rua”; bus­cando o olhar dos famin­tos de pão, de espe­rança e de afeto, capaz (es) de um afago, não ao cida­dão indis­tinto, lon­gín­quo, informe na massa anó­nima, mas àquela, àquela, mesmo em frente, em qual­quer lado; cató­lico ou não, cris­tão ou não. Jesus Cristo a todos, indis­tin­ta­mente, abriu os bra­ços, mos­trando o cami­nho; cren­tes, ímpios e blasfemos.
 
É esta a força do Cris­ti­a­nismo. Foi esta a força motriz do mundo oci­den­tal como o conhe­ce­mos hoje. É na rela­ti­vi­za­ção dos valo­res Cris­tãos, quanto a mim e pelos vis­tos, quanto a Frei Bento Domin­gues e Vaclav Havel, que radica a causa pri­mor­dial da atual crise.
 
Qual coman­dante da velha nau, espero que, Fran­cisco, seja capaz de medir a altura do sol e cor­ri­gir o rumo na dire­ção do porto, que todos nós, de uma ou outra forma, explí­ci­ta­mente, impí­ci­ta­mente ou secre­ta­mente, aspiramos.
 
 
 
 
 
Benvindo Francisco!
 

Paradoxo civilizacional

 
 
 
Os paradoxos do mundo atual sucedem-se, sobrepõem-se, perante a indiferença geral, característica do seguidismo modista, oportunista, e contraditório com os princípios das sociedades efetivamente livres e participadas. Ora então vejamos: 
  1.  A comunidade científica internacional concluiu que o aquecimento global que se tem verificado no planeta nos últimos séculos, se deve ao efeito de estufa provocado pela excessiva emissão de CO2 e outros gases, resultante principalmente do processo industrial.
  2. Perante a gravidade da circunstância, vários países, sob a égide nas Nações Unidas,  reuniram-se em Quioto em 1997 a onde se acordaram estratégias e compromissos  com vista à redução da emissão de gases com efeito de estufa.
  3. Tal compromisso, porém, só vinculou os países intervenientes após a adesão da Rússia em 2004, ao superar-se a quota pré-definida de 55% do total emissões produzidas por 55% dos países aderentes.
  4. Este protocolo enunciou os princípios do comércio de quotas de emissão de carbono mediante o qual, os países com excesso de emissões (industrialmente desenvolvidos), poderiam adquirir créditos ao países com excesso de quota (industrialmente subdesenvolvidos).
  5. Os paises pobres deixarão de se preocupar com a sua industrializazão; bastará vender aos congéneres desenvolvidos a sua quota de emissão.
  6. Com o rendimento assim obtido poderão então comprar-lhes os bens de que necessitem.
  7. Aqui chegados, começa a "cheirar-me a papeis rasgados", pois parece que seremos todos felizes e tal não se coaduna com as lições históricas.
  8. Em sequência, iniciou-se a implementação de nova atividade económica, com a criação de numerosas empresas especializadas no desenvolvimento de tecnologis de redução ou captação dos "gases malditos".
  9.  A crise económica global induziu a redução da emissão destes gases por inerente redução da produção industrial.
  10. Este novo setor da economia entrou em insolvência por falta de procura.
  11. É, pois, necessário aumentar a poluição global para que os especialistas do combate à dita possam rentabilizar o seu negócio!
  12. O caminho para a sustentabilidade planetária implica a redução da produção global através da mudança de hábitos de consumo da população, da alteração dos processos produtivos com adoção de fontes de energia sustentáveis e da redução da intensidade energética.
  13. Faltam novas referências na comunidade liderante planetária, em particular do mundo ocidental.
AB
 
 
(in DN de 11 de Março de 2013)

Crise no mercado do CO2 fecha empresas portuguesas

"Não há mercado de carbono em Portugal", é um dos lamentos que se ouve num sector que, há uns anos, prometia muito, mas que com a crise está agora a sofrer.

O "Público" escreve que "o colapso do mercado de carbono na Europa está a colocar as empresas portuguesas em grandes dificuldades. Algumas já fecharam, outras sobrevivem apenas à custa de clientes no exterior, investimentos que prometiam lucros certos desvalorizaram-se a pique. E ninguém antevê uma solução fácil para o que parecia ser um bom negócio há uns anos, mas agora está nitidamente a sucumbir às circunstâncias".
 
Segundo o jornal "são empresas que tinham um objectivo comercial com benefícios planetários: ajudar outras empresas a reduzirem as suas emissões de carbono, para minimizar o aquecimento global. Mas a crise roubou-lhes os clientes. Com a economia arrefecida, as indústrias estão a poluir menos e, por ora, não necessitam de ajuda. "Não há mercado de carbono em Portugal", afirma Júlia Seixas, co-fundadora da E. Value, consultora da área do carbono que entrou em processo de insolvência em meados de 2012".
 
(In Wikipédia)
 
O Protocolo de Quioto é consequência de uma série de eventos iniciada com a Toronto Conference on the Changing Atmosphere, no Canadá (outubro de 1988), seguida peloIPCC's First Assessment Report em Sundsvall, Suécia (agosto de 1990) e que culminou com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (CQNUMC, ou UNFCCC em inglês) na ECO-92 no Rio de Janeiro, Brasil (junho de 1992). Também reforça seções da CQNUMC.
 
Constitui-se no protocolo de um tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que agravam o efeito estufa, considerados, de acordo com a maioria das investigações científicas, como causa antropogênicas do aquecimento global.
 
Discutido e negociado em Quioto no Japão em 1997, foi aberto para assinaturas em 11 de Dezembro de 1997 e ratificado em 15 de março de 1999. Sendo que para este entrar em vigor precisou que 55 países, que juntos, produzem 55% das emissões, o ratificassem, assim entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005, depois que a Rússia o ratificou em Novembro de 2004.
 
Por ele se propõe um calendário pelo qual os países-membros (principalmente os desenvolvidos) têm a obrigação de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em, pelo menos, 5,2% em relação aos níveis de 1990 no período entre 2008 e 2012, também chamado de primeiro período de compromisso (para muitos países, como os membros da UE, isso corresponde a 15% abaixo das emissões esperadas para 2008).
 
As metas de redução não são homogêneas a todos os países, colocando níveis diferenciados para os 38 países que mais emitem gases. Países em franco desenvolvimento (como Brasil, México, Argentina e Índia) não receberam metas de redução, pelo menos momentaneamente.
 
A redução dessas emissões deverá acontecer em várias atividades econômicas. O protocolo estimula os países signatários a cooperarem entre si, através de algumas ações básicas:
  • Reformar os setores de energia e transportes;
  • Promover o uso de fontes energéticas renováveis;
  • Eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção;
  • Limitar as emissões de metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos;
  • Proteger florestas e outros sumidouros de carbono.
Se o Protocolo de Quioto for implementado com sucesso, estima-se que a temperatura global reduza entre 1,4°C e 5,8 °C até 2100, entretanto, isto dependerá muito das negociações pós período 2008/2012, pois há comunidades científicas que afirmam categoricamente que a meta de redução de 5,2% em relação aos níveis de 1990 é insuficiente para a mitigação do aquecimento global.


quarta-feira, 13 de março de 2013

Roseira Brava





Adriano Correia de Oliveira
Roseira Brava


terça-feira, 12 de março de 2013

Educação para a Democracia

João Carlos Espada, num excelente artigo publicado em "O Público" de 11 de Março de 2013, dá conta de ter-se iniciado nesta mesma data na Universidade da Virgínia, uma conferência internacional dedicada ao tema "criando uma cultura de democracia através da educação: uma estratégia para os decisores políticos."
 
Refere haver um relativamente recente consenso entre Estados democráticos sobre a importância da educação para a democracia. Um clube de governos democráticos impulsionado na década de 1990 por Madeleine Allbright e Bronislaw Geremek, de nome Community of  Democracy, tem promovido este debate na sociedade civil, através da secção  "Council for a Community of Democracies". Debate igualmente promovido pela ONU que, em Assembleia Geral realizada em Novembro de 2012, aprovou uma resolução recomendando a todos os governos que apoiassem a educação para a democracia.
 
Sendo, em meu entender, a falta de cultura democrática geral, a razão primordial da atual crise internacional e nacional, faz todo o sentido esta iniciativa, que os americanos entenderam necessária há mais de 23 anos e mais necessária se torna por cá.
 
A questão que se coloca é perceber porque é que, em regimes de "aparente democracia formal plena", as populações perderam a noção do seu significado! Parece claro que falta algo estrutural às democracias para que, no seu exercício corrente, não se perca a noção do seu conteúdo. Podemos concluir da falência dos sistemas de ensino mas também da das elites políticas, as quais, capturadas pela incessante luta pelo poder, têm subalternizado a importância pedagógica do seu exemplo. Sem cultura democrática e sem escrutínio eficaz da ação política não há democracia! 
 
A classe política tratou, em grande medida,  de subverter os instrumentos de controle democrático criados por si, ficando a população com a falsa ideia da eficácia dos processos de escrutínio em vigor. Por outro lado, esta, tende a desvincular-se da sua própria responsabilidade de avaliação das propostas políticas, não hesitando em contemplar com o seu voto, os demagogos, agora palhaços, sem revelar capacidade de entender a sua própria responsabilidade na crise atual.
 
Diz João Carlos Espada: "Não é um esforço fácil, nem o conceito de democracia é tão consensual como parece. No século passado, quase todos os inimigos da democracia se reclamaram dela. O fascismo apresentou-se como uma forma mais pura e orgânica de democracia do que o chamado "parlamentarismo burguês" - um argumento curioso que recorda o facto de Mussolini ter sido até 1914 um lider socialista. Também Marx, Lenine e Estaline argumentaram que a ditadura do proletariado seria mais democrática para os trabalhadores do que a tão odiada democracia parlamentar burguesa."
 
E continua: "Esta confusão não é apenas semântica. Existem realmente dois conceitos de democracia que remontam seguramente à Grécia antiga (como quase todos os problemas filosóficos importantes). Mas, na hora moderna, eles remetem para os contrastes entre duas revoluções do século XVIII, a Revolução  Americana e a Revolução Francesa. Ambas aspiravam ao que hoje designamos por democracia, ambas utilizavam um comentário político muito semelhante, remetendo para o autogoverno popular, os direitos do indivíduo, a liberdade e a igualdade, a recusa de autoridades exteriores ao contrato social. Mas, em boa verdade, o significado que atribuíam a essas mesmas expressões era quase sempre diverso, por vezes oposto.
 
Estes dois conceitos de democracia podem ser designados por monista, no caso francês e pluralista, no caso americano. E os dois grandes textos do século XVIII que exprimem esses diferentes conceitos de democracia são " O contrato Social" de Rousseau, e os Federalists papers de James Madison, Alexander Hamilton e John Jay."
 
Prossegue João Carlos Espada: "Quanto à semelhança, ela é conhecida de todos. Quer a Revolução Americana de 1776, quer a Revolução Francesa de 1789, recusaram regimes fundados na autoridade não decorrente do consentimento dos governados. Neste sentido, ambas foram a favor do governo popular fundado no consentimento.
 
Mas a grande diferença vem a seguir. Para Madison e os outros fundadores da republica americana, o principal objetivo do consentimento popular residia em reforçar o controlo e os limites sobre o governo. Para Rousseau, o governo popular, uma vez sendo representande de todos e já não apenas de alguns, não precisaria de limites nem controlos.
 
Por outras palavras, Madison queria o governo limitado, qualquer que fosse a sua origem, monárquica, aristocrática ou democracia. Rosseau só se opunha a um governo ilimitado, se este fosse oriundo de um ou de alguns. Se viesse de todos já não precisava de ser limitado.
 
"A escolha entre as duas tradições está presente diáriamente nas nossas democracias. Mas torna-se particularmente importante nos processos de transição à democracia - como o caso português testemunhou exemplarmente."

Conclui referindo a característica monista do fundamentalismo islâmico da Primavera Árabe, considerando-a uma razão adicional para o empenho internacional na educação para a democracia.

De facto, as populações dos regimes democráticos parecem desinteressar-se de participar na construção de propostas de progresso social, limitando-se a exigir, através do voto e de manifestações de rua, que os eleitos cumpram as promessas que, implícitamente, lhes sugeriram.

Tal resulta das perversas fraturas socio-políticas introduzidas pelo sistema partidário, confinando a atividade política e os cargos públicos de topo aos militantes, monopolistas da produção "oficial" de ideias de natureza política, desativando assim o envolvimento dos restantes cidadãos, confrontados com a estrutura tribalista dos partidos atuais.

Sendo, efetivamente necessária e urgente a educação do cidadão comum para a democracia, é bem mais urgente e eficaz começar por educar os dirigentes políticos e económicos, os quais, depois de assimilarem sólidamente os princípios básicos desta doutrina, deverão participar no processo educativo com o seu exemplo diário, seja na atividade político-económica, seja na vida pessoal.

Identificar e implementar novos métodos, mais eficazes, de escrutínio da ação governativa  é tarefa vital, já que, os vigentes, se têm revelado inadequados. As democracias ocidentais, terão que evoluir para novo patamar sob pena de regresso dos regimes autoritários de má memória.


AB