Desporto

quarta-feira, 27 de março de 2013

António Aleixo!

Gente daqui e de agora é o nome deste album de Adriano, gravado em 1971, com música e arranjo de José Niza e poema do nosso grande poeta popular António Aleixo. Um arranjo divertido mas com substância atual! Afinal, há sempre um Manuel Domingues Louzeiro a quem atribuir todas as responsabilidades das nossas desgraças, libertando as nossas consciências para a prática quotidiana das correntes e indiscutíveis "virtudes" nossas. Viva Manuel Domingues Louzeiro!






 
Manuel Domingues Louzeiro de António Aleixo
Por Adriano Correia de Oliveira
 
Da Wikipédia:

António Fernandes Aleixo OM (Vila Real de Santo António, 18 de fevereiro de 1899 — Loulé, 16 de novembro de 1949) foi um poeta popular português.

 
Considerado um dos poetas populares algarvios de maior relevo, famoso pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos, António Aleixo também é recordado por ter sido simples, humilde e semi-analfabeto, e ainda assim ter deixado como legado uma obra poética singular no panorama literário português da primeira metade do século XX.
 
No emaranhado de uma vida cheia de pobreza, mudanças de emprego, emigração, tragédias familiares e doenças na sua figura de homem humilde e simples, havia o perfil de uma personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, guarda de polícia e servente de pedreiro, trabalho este que, como emigrante foi exercido em França.
 
De regresso ao seu país natal, estabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções pelas feiras portuguesas, actividades que se juntaram às suas muitas profissões e que lhe renderia a alcunha de "poeta-cauteleiro".
 
Faleceu por conta de uma tuberculose, a 16 de novembro de 1949, doença que tempos antes havia também vitimado uma de suas filhas.
 
Poeta possuidor de uma rara espontaneidade, de um apurado sentido filosófico e notável pela «capacidade de expressão sintética de conceitos com conteúdo de pensamento moral», António Aleixo tinha por motivos de inspiração desde as brincadeiras dirigidas aos amigos até à crítica sofrida das injustiças da vida. É notável em sua poesia a expressão concisa e original de uma "amarga filosofia, aprendida na escola impiedosa da vida".
 
A sua conhecida obra poética é uma parte mínima de um vasto repertório literário. O poeta, que escrevia sempre usando a métrica mais comum na língua portuguesa (heptassílabos, em pequenas composições de quatro versos, conhecidas como "quadras" ou "trovas"), nunca teve a preocupação de registar suas composições. Foi o trabalho de Joaquim de Magalhães, que se dedicou a compilar os versos que eram ditados pelo poeta no intuito de compor o primeiro volume de suas poesias (Quando Começo a Cantar), com o posterior registo do próprio poeta tendo o incentivo daquele mesmo professor, a obra de António Aleixo adquiriu algum trabalho documentado. Antes de Magalhães, contudo, alguns amigos do poeta lançaram folhetos avulsos com quadras por ele compostas, mais no intuito, à época, de angariar algum dinheiro que ajudasse o poeta na sua situação de miséria que com a intenção maior de permanência da obra na forma escrita.
 
Estudiosos de António Aleixo ainda conjugam esforços no sentido de reunir o seu espólio, que ainda se encontra fragmentado por vários pontos do Algarve, algum dele já localizado. Sabe-se também que vários cadernos seus de poesia, foram cremados como meio de defesa contra o vírus infeccioso da doença que o vitimou, sem dúvida, um «sacrifício» impensado, levado a cabo pelo desconhecimento de seus vizinhos. Foi esta uma perda irreparável de um património insubstituível no vasto mundo da literatura portuguesa.
 
A partir da descoberta de Joaquim de Magalhães, o grande responsável por "passar a limpo" e registar a obra do poeta, António Aleixo passou a ser apreciado por inúmeras figuras da sociedade e do meio cultural algarvio. Também é digno de registo José Rosa Madeira, que o protegeu, divulgou e coleccionou os seus escritos, contribuindo no lançamento do primeiro livro, "Quando Começo a Cantar" (1943), editado pelo Círculo Cultural do Algarve.
 
A opinião pública aceitou a primeira obra de António Aleixo com bom agrado, tendo sido bem acolhida pela crítica. Com uma tiragem de cerca de 1.100 exemplares, o livro esgotou-se em poucos dias, o que proporcionou ao Poeta Aleixo uma pequena melhoria de vida, contudo ensombrada pela morte de uma filha sua, com tuberculose. Desta mesma doença viria o poeta a sofrer pelos tratamentos que a vida lhe foi impondo, tendo de ser internado no Hospital – Sanatório dos Covões, em Coimbra, a 28 de junho de 1943.
 
Em Coimbra começa uma nova era para o poeta que descobre novas amizades e deleita-se com novos admiradores, que reconhecem o seu talento, de destacar o Dr. Armando Gonçalves, o escritor Miguel Torga, e António Santos (Tóssan), artista plástico e autor da mais conhecida imagem do poeta algarvio, amigo do poeta que nunca o desamparou nas horas difíceis. Os seus últimos anos de vida foram passados, ora no sanatório em Coimbra, ora no Algarve, em Loulé.
 
 
A 27 de maio de 1944 recebeu o grau de Oficial da Ordem do Mérito.[1]
 
Em homenagem ao poeta popular e à sua obra, muitos distritos portugueses atribuíram o seu nome a ruas e avenidas e até a diversas escolas, como:
  • O Liceu de Portimão passou a chamar-se Escola Secundária Poeta António Aleixo.
  • Em Paço de Arcos junto da Escola Náutica também existe uma rua com o nome de António Aleixo.
  • Em Setúbal, o nome do poeta foi também atribuído a uma rua de um bairro da cidade, situado na zona do Centro Hospitalar.
  • Em Camarate no Bairro São José
  • Em Albufeira, junto às praias no Algarve, e em muitas ruas espalhadas por esse Portugal fora e não só, pode-se ver e ouvir o nome do Poeta do Povo imortalizado em alguma placa.
  • Há alguns anos também passou a existir a «Fundação António Aleixo» com sede em Loulé e que já usufrui do Estatuto de Utilidade Pública, o que lhe permite atribuir bolsas de estudo aos mais carenciados, facto que deve ser encarado como bastante positivo.
  • O reconhecimento a este poeta tem-se repercutido noutros países de língua portuguesa, nos quais o nome de Aleixo foi imortalizado em instituições como, por exemplo, a Escola Poeta António Aleixo no Liceu Católico de São Paulo no Brasil. 
 
António Fernandes Aleixo está hoje, bem enraizado e presente. As suas obras foram apresentadas na televisão, rádio e demais sistemas de informação, os seus versos incluídos em diversas antologias, o seu nome figura na história da literatura de língua portuguesa, é patrono de instituições e grupos político-culturais, existem medalhas cunhadas e monumentos erigidos em sua honra. Da sua autoria estão publicadas as seguintes obras:
  • Quando começou a cantar – (1943);
  • Intencionais – (1945);
  • Auto da vida e da morte – (1948);
  • Auto do curandeiro – (1949);
  • Auto do Ti Jaquim - incompleto (1969);
  • Este livro que vos deixo – (1969) - reunião de toda a obra do poeta;
  • Inéditos – (1979); tendo sido, estes quatro últimos, publicados postumamente

terça-feira, 26 de março de 2013

Mário Figueiredo; "Um Paladino do Futebol"

 
Lisboa, 25 mar (Lusa) -- O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Mário Figueiredo, acusou hoje a tutela governamental do Desporto de o tentar aniquilar e, em última instância, de afetar o organismo.
 
"Segundo o meu entendimento, sustentado em alguns factos e convicções, que vale o que vale, é de que há uma perspetiva, desde que coloquei em cima da mesa a questão dos direitos de transmissão televisiva, de tentar, primeiro, aniquilar o presidente da LPFP e, não conseguindo, aniquilar a LPFP.
 
E mais uma vez centrando o futebol na panelinha em que todas as coisas se fazem nos bastidores, alimentando alguns e mantendo os clubes numa contenção financeira inadmissível", afirmou.
 
Em entrevista à agência Lusa, Mário Figueiredo considerou que "nunca houve um Governo, ou uma tutela desportiva, que tivesse feito tão mal ao futebol profissional em Portugal, como a que está neste momento em vigor", apontando como exemplo a exclusão dos jogos da I Liga dos eventos desportivos a merecerem transmissão em canal aberto.


Comentário Zaratustra:

Vão dissipando-se as reservas que exprimi na sequência da eleição de Mário Figueiredo à Presidência da LPFP. Os seus vínculos profissionais anteriores e a defesa do alargamento que defende assim o justificam. A firmeza que tem revelado no combate pela  libertação do futebol dos seus captores testemunham sólida convicção  e apoio. 
 
Denunciando este Governo, desmascara, corajosamente, velhas alianças de bastidores que têm mantido o status quo discriminatório em nome de inconfessáveis projetos políticos, transformando frustrados da vida em alegados vencedores; heróis de papel sem distinção.
 
Faço votos para que Mário Figueiredo não se renda nem se venda.
 
António Barreto

Sansão e Dalila (de Camile Saen Saenz)

 
Sansão e Dalila de Anthonis van Dick

 
 
Mon couer se ouvre à ta voix por Maria Callas
Aria da ópera Sansão e Dalila de Camile San Saenz
 
In Infopedia:
Sansão e Dalila

Sansão, cujo nome significava "homem do sol", era um nazareno dotado de extraordinária força. Era um dos juízes bíblicos cuja história está descrita no Livro dos Juízes (13-16) e no Novo Testamento (Hebreus 11,32).

Conta-se que Deus terá chamado Sansão para libertar o povo de Israel que vivia dominado pelo Filisteus. Estes, que tinham um medo enorme da força do nazareno, tentavam sem sucesso prender Sansão. Os governantes filisteus, sabendo da paixão de Sansão pela finisteia Dalila, aliciaram a jovem, com 1100 moedas de prata, a descobrir a origem da força invencível de Sansão. Dalila amava Sansão, mas este amor era inferior ao que sentia pelo seu povo. Com o seu grande poder de sedução, Dalila tentou não só desvendar de Sansão o segredo da sua força, como também arranjar uma forma para que ele fosse dominado pelos finisteus.


Primeiramente, Sansão disse-lhe que ficaria vulnerável como qualquer outro homem, se o amarrassem com sete fibras novas de arco que não tivessem sido secas. Dalila atou Sansão com as sete fibras, durante o sono mas, quando os Filisteus chegaram para o levar, ele arrancou as fibras sem dificuldade. À segunda tentativa de Dalila, Sansão disse-lhe que seria, facilmente, dominado se fosse amarrado por cordas novas, mas também destas se libertou, sem custo, quando chegaram os Filisteus. A terceira versão de Sansão foi tão falsa como as duas anteriores, pois quando Dalila teceu as sete madeixas do cabelo de Sansão com uma rede e as apertou com um gancho, durante o sono de Sansão, este voltou a libertar-se facilmente. Foi então que Dalila (não se sabe através de que artes) conseguiu saber o segredo da força de Sansão. Este disse-lhe que, se os seus cabelos fossem cortados, a sua força abandoná-lo-ia e ficaria fraco como uma criança. Sansão adormeceu no colo de Dalila e esta, suavemente, cortou-lhe os caracóis dos cabelos. Acordado pela chegada dos Filisteus, Sansão acreditava ainda ter força, mas foi rapidamente dominado pelos soldados, que lhe perfuraram os olhos e o prenderam com algemas de bronze.

Sansão foi exposto e humilhado, publicamente, no caminho do templo de Dagôn, onde foi amarrado aos dois pilares que sustentavam o enorme edifício. A população juntou-se aos milhares para ver a derrota de Sansão e este, num último esforço, pediu a Deus que lhe devolvesse a força, por instantes. Foi, então, que Sansão, heroicamente, fez ruir os pilares, causando a destruição do templo e, consequentemente, a morte dos Filisteus, de Dalila e do próprio Sansão.



As Papoilas do Biscai@: BENFICA PODERÁ JOGAR NA I-LEAGUE!

As Papoilas do Biscai@: BENFICA PODERÁ JOGAR NA I-LEAGUE!: O SL Benfica assinou recentemente na India um protocolo para a construção de escolas de formação com a marca Benfica, mas o investime...

domingo, 24 de março de 2013

Sócrates na RTP: a face oculta do Bloco Central

 
                                       In CM de 24 de Março de 2013
                                        Por Eduardo Cintra Torres
 
O clamor popular contra os 25 minutos semanais de Sócrates na RTP1 não resulta de oposição à sua liberdade de expressão. Os 120 mil signatários contra esta pouca-vergonha sentem-se ofendidos por Sócrates usar a TV pública. Ele lançou o país na bancarrota e foi o maior inimigo da liberdade de expressão nos últimos 30 anos (fez gato-sapato da própria RTP). O clamor resulta também do cinismo de a RTP chamar ao tempo de antena de Sócrates "comentário" sabendo que é propaganda pessoal e intervenção directa no processo político actual e futuro.
 
Como um demagogo vulgar, o director de Informação da RTP, Paulo Ferreira, inventou que "qualquer TV neste País gostaria de pôr [Sócrates] no ar". Ora se "qualquer TV" o quisesse, tê-lo-ia convidado. Para tirar teimas, perguntei sexta-feira a responsáveis da SIC, da TVI e da CMTV se alguma vez convidaram Sócrates para "comentador". A resposta foi simples: não. Ninguém o quer – excepto a RTP. Ferreira também citou Voltaire: "Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito a dizê-lo."
 
Devia ter vergonha: não o vimos defender a liberdade de Nuno Santos se exprimir sem ser despedido. Calou-se enquanto lhe ocupava o lugar. Além de que não se trata de Sócrates ter ou não o direito de falar (claro que tem, embora ele não queira que outros o tenham). Trata-se de lhe dar tempo de antena semanal. Os políticos não deviam ser comentadores, porque não comentam para esclarecer os espectadores, falam em proveito próprio. A decisão sobre Sócrates passou pela Informação e pelo "director-geral", que é em simultâneo socratista e relvista, pela administração e pelo ministro, como reconheceu António Cunha Vaz, gestor da "imagem" do presidente da RTP, ao dar os "parabéns ao Paulo Ferreira, ao Luís Marinho, ao Alberto da Ponte e, já agora, ao Miguel Relvas".
 
Não são precisas teorias da conspiração para perceber como pode ser do interesse de Relvas (e dos restantes) ter Sócrates como comentador na RTP: para lá da política, há tachos, interesses pessoais, maçonarias, negócios presentes e futuros. Se Relvas faz este frete a Sócrates é por esperar que amanhã Sócrates lhe faça um frete a ele. Quem esquece que a biografia oficial de Sócrates foi apresentada, com consentimento do biografado, por Dias Loureiro, outro nome do mesmo calibre?
 
A contratação dum inimigo da liberdade de expressão e ex-ditador da RTP representa novo máximo na degradação moral da RTP e da política pantanosa do Bloco Central dos Interesses. A RTP ofendeu o povo e cometeu um erro colossal que lhe custará caro.
 
A ver vamos.
 
RELVAS, O SÓCRATES-2: CONFIRMADO SANEAMENTO POLÍTICO NA RTP
 
Um dia antes de anunciar o tempo de antena pessoal de Sócrates, a RTP despediu Nuno Santos. Trata-se de um processo jurídico para mascarar a brutalidade do ministro Relvas, da sua administração na RTP e do seu ilegal "director-geral": o objectivo foi simplesmente sanear alguém que incomodava e substituí-lo por quem fizesse os fretes nos momentos-chave, como, na minha opinião, Paulo Ferreira mostrou na contratação de Sócrates. E o despedimento indicou aos trabalhadores que quem se meter com Relvas leva. Os métodos de Relvas são os mesmos de Sócrates quando mandava na RTP: proto-fascistas. Há jornalistas com medo e vergonha de lá trabalhar. A RTP torna-se infrequentável. Uma vergonha nacional, como escreveu V. Pulido Valente.


Comentário Zaratustra:

O regresso de Sócrates à RTP é um escarro de ambos no rosto estupefacto de uma Nação traída, humilhada, perdida no labirinto partidário,  perdida no labirinto da história. Uma Nação a que urge redescobrir o amor e a raiva dos fundadores sem os quais não descortinará os caminhos do futuro.

António Barreto

Senhora da Nazaré

 
Apesar da heterodoxia, António Zambujo recupera com sucesso,  um dos mais belos temas da nossa música ligeira imortalizado pelo nosso Tristão da Silva. Senhora da Nazaré é quase uma horação que muitos de nós reconhecemos como nossa.  
 
 

 
António Zambujo

Uma questão de bolas!


 
Houve manipulação no sorteio da Champions?
21 de Março de 2013, às 13:54 
 
Ex-árbitro denuncia alegado sistema de "bolas vibratórias" na tômbola da Liga dos Campeões.
Ahmet Çakar, antigo árbitro internacional turco, denunciou a existência de uma fraude no sorteio da Liga dos Campeões e da Liga Europa. O agora comentador de uma televisão do seu país fez a demonstração do processo, que, alegadamente, utiliza um sistema de “bolas vibratórias”.
Segundo Çakar, o sorteio é manipulado no sentido de os grandes clubes não se enfrentarem, de forma a garantir meias-finais de grande nível.
O antigo árbitro começou a investigar depois do sorteio dos oitavos-de-final, no qual o resultado foi o mesmo do ensaio geral.
Segundo Çakar, algumas bolas emitem vibrações em contacto com um objeto metálico que está na mão de quem as extrai. Çakar demonstrou em direto na televisão turca o sistema que diz ser usado para manipular o sorteio e conseguiu os mesmos resultados do sorteio dos quartos-de-final do passado dia 15.
Na transmissão do sorteio, como é destacado no programa turco, vê-se a dada altura o secretário-geral da UEFA, Gianni Infantino, a mexer dissimuladamente uma placa que se encontra ao lado da tômbola e que contém o nome das equipas. Segundo Çakar, poderia estar a ativar o sistema de vibração.
Recorde-se que o sorteio resultou nos jogos Málaga-Borussia Dortmund, Real Madrid-Galatasaray, PSG-Barcelona e Bayern-Juventus.

Liga dos Campeões: sorteio no ecrã (dezembro 2012)
 
Comentário Zaratustra:
 
Por cá, há muito que é "conhecido" o processo das bolas quentes como o estratagema usado na manipulação dos resultados dos sorteios das competições. Quentes, vibratórias, ou outra coisa qualquer, não falta tecnologia capaz de permitir o controle dos sorteios, quaisquer que eles sejam, a contento dos poderes dominantes.

A corrupção no futebol verticalizou-se, vulgarizou-se, tornou-se ostensiva! O corruptos já nem se preocupam em disfarçar, seguros da impunidade garantida por cumplicidades das múltiplas esferas de poder já contaminadas pelas "metástases" desta doença fatal.

Substimam, estúpidamente - não percebendo que estão a matar o futebol - a inteligência dos adeptos e restantes cidadãos! Na verdade, ao genuíno adepto, basta observar o desenrolar dos acontecimentos desportivos para perceber se há ou não corrupção; a postura tática e a dinâmica das equipas no decurso dos jogos, em particular de alguns atletas, o padrão de atuação das equipas de arbitragem e suas trajetórias profissionais, as sucessivas "coincidências", quer nos sorteios dos jogos, quer nas nomeações dos árbitros, onde é percetível a "proteção" das equipas eleitas, a "rotação" dos vencedores eleitos nas ligas europeias!

A este pântano, percetível a olho nú, respondem as autoridades com o desprezo da indiferença, como se os adeptos do futebol fossem imerecedores do seu empenho - qual tribo de indigentes mentais - e este desporto fosse uma atividade social iníqua! Paradoxalmente, não hesitam em capitalizar dividendos políticos colando-se aos vencedores, espúrios ou não, sempre que podem.

Há muito que deixei de ter dúvidas quanto à ineidoneidade quer da UEFA, quer da FIFA, para gerir os destinos do futebol europeu e mundial. Urge encontrar novo paradigma descontaminado da prepotência dos patrocinadores, onde não haja poderes absolutos e seja possível o escrutínio eficiente e permanente. Infelizmente, nos tempos atuais, parece que ninguém confia em ninguém para que tal se verifique.

Lentamente, inexorávelmente, o romantismo e fascínio que fizeram do futebol o maior desporto mundial, desvanecer-se-á e não serão os artistas de circo que impedirão a sua decadência.

António Barreto
 
 

sexta-feira, 22 de março de 2013

Quentes & Boas! (1)


V. Guimarães castigado com jogo à porta fechada:

Por causa dos petardos no encontro com o Benfica
Por Redacção , LPF2013-03-19 15:59h (Mais futebol)
 
O V. Guimarães foi castigado com jogo à porta fechada pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, na sequência dos incidentes ocorridos no jogo com o Benfica, neste domingo. Para além de ficar com o estádio interdito por uma partida, os minhotos pagam 10 mil euros de multa só por esse caso. O próximo jogo agendado para o D. Afonso Henriques é com o Beira Mar

Multas da Liga: já viu o que o Benfica paga por cada petardo? 

Mau comportamento dos adeptos custam uma fortuna aos clubes
Por Ricardo Gouveia2013-03-21 19:40h
 
O Benfica tem pago uma fatura pesada em multas à Liga, em boa parte devido aos petardos que, jogo após jogo, os adeptos vão rebentando nas bancadas. Até à 23ª jornada, o clube da Luz já pagou 117.851 euros em multas e grande parte desta quantia (106.140 euros) deve-se ao artigo 187 do Regulamento Disciplinar, que diz respeito ao «comportamento incorreto do público».
 
BENFICA: 106.140 euros; SPORTING: 67.356 euros; GUIMARÃES: 56.096 euros; BRAGA: 47.132 euros; PORTO: 45.600 euros; ACADÉMICA: 15.408 euros; SETÚBAL: 10.608 euros; MARÍTIMO: 8.208 euros; GIL VICENTE: 6.000 euros; ESTORIL: 6.000 euros; P. FERREIRA: 5.982 euros; NACIONAL: 3.978 euros; RIO AVE: 3.756 euros; MOREIRENSE: 3.450 euros; BEIRA MAR: 3.450 euros; OLHANENSE: 3.450 euros.



Três adeptos do Benfica impedidos de ir a estádios 
O Tribunal de Braga condenou três adeptos do Benfica a multas entre os 750 e os 1680 euros e proibiu-os de entrarem em recintos desportivos durante 16 meses, pelos desacatos provocados no Estádio Axa, em Maio de 2011.
 
Benfica arrisca porta fechada  
O Benfica arrisca realizar jogos à porta fechada na Luz, pelos incidentes verificados após a partida com o Sp. Braga, para a Taça da Liga (2-3, nos penáltis), realizada a 27 de fevereiro. Segundo apurou o CM, a Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga vai abrir um processo e só o faz agora porque foi no sábado que teve conhecimento das agressões de que foram alvo assistentes de recinto desportivo (stewards) por parte de adeptos do Benfica, através das imagens de videovigilância emitidas pela SIC.
 
Comentários Zaratustra


Benfica e Guimarães não pertencem ao "sistema frutícula da paróquia"; a ligeireza das sanções aplicadas ao Guimarães e as ameaças ao Benfica dá vantagem competitiva aos seus rivais.  
 
 
Os clubes situacionistas não foram sancionados por comportamentos idênticos dos seus adeptos devido à influêncin que explícita ou implicitamente detêm sobre as superestruras do futebol. 
 
Qualquer clube pode ser vítima por ação de pseudo-adeptos "infiltrados" de clubes rivais. 
 
O atual método - observação visual indireta - de indentificação do adepto incorreto, tende a provocar injustiças de apreciação. 
 
A ideia de incorreção do adepto é difusa o suficiente para propiciar arbitrariedades de apreciação.

 
O grande público desconhece a quem compete a apreciação da incorreção de comportamento. 
 
O ordenamento do valor das multas desta época até à 23ª jornada, indicia o propósito de taxação dos clubes em função das necessidades de financiamento da LPFP, dos respetivos valores orçamentais e da intenção de indução de vantagem competitiva aos clubes situacionistas, mais, que a intenção de prevenção dos comportamentos incorretos dos adeptos. 
 
Os comportamentos incorretos têm diferentes graus de gravidade; uns são por excesso de entusiamo, outros por desespero expontâneo, outros ainda por falta de eduçação cívica e os mais graves por discriminação social tutelada. 
 
Os clubes não têm competências na área da segurança nem ligação funcional às entidades que a efetuam; responsabilizá-los lavando as mão, é uma irresponsabilidade muito grave.
 
Os dirigentes de clubes, ou outros, instigadores de comportamentos incorretos dos adeptos, ainda que implícitamente, deveriam ser responsabilizados civilmente e criminalmente como autores morais de tais atos. 
 
A LPFP financia-se também pelas multas que aplica aos clubes por comportamento incorreto dos adeptos, razão potencialmente dissuasora da prevenção dos desacatos. 
 
Se os clubes não pedirem e pagarem o policiamento dos estádios o Ministério da Administração Interna (MAI) lavará daí as mãos; algo difícil de compreender para o cidadão comum. 
 
O MAI conta com os clubes para coofinanciar as forças de segurança. 
 
As forças de segurança (PSP) usam os clubes, cujos adeptos muitas vezes os seus agentes arbitráriamente agridem, para melhorar a respetiva retribuição através dos tão ansiados gratificados. 
 
Só por desprezo, negligência ou interesse, não se mantêm afastados dos estádios e outras zonas públicas, os provocadores dos desacatos. 
 
O Tribunal de Braga deveria condenar a preceito os desordeiros que espalham o terror na cidade e no estádio contra adeptos de outros clubes, como tão bem soube fazer com os adeptos do Benfica, alegadamente incorretos. 
 
Os cidadãos idóneos tendem a crer que o Tribunal de Braga não faz cumprir a lei com isenção e a considerá-lo uma peça no ambiente discriminatório de caráter regionalista que se tem vindo a verificar nos últimos anos, na cidade dos arcebispos. 
 
Quem apresentou à SIC o vídeo com os distúrbios atribuidos a adeptos do Benfica, provávelmente, conhece os autores do ataque criminoso - tentativa de homicídio - ao autocarro do meu clube. 
 
Publicando um vídeo editado por terceiros, descontextualizado dos temas de fundo - segurança e discriminação pelo futebol - visando exclusivamente o Benfica, desabona a idoneidade da estação em causa por "delito" de parcialidade.


AB




quinta-feira, 21 de março de 2013

Mourinho e a FIFA


In "A Bola" em 19 de Março de 2013:
 
Mourinho acusa a FIFA de "irregularidades" na atribuição da Bola de Ouro 2012
 
José Mourinho acusa a FIFA de "irregularidades na eleição do melhor treinador do mundo" de 2012, um galardão que foi atribuído ao selecionador espanhol, Vicente del Bosque. A afirmação foi feita durante uma entrevista à RTP1, exibida esta terça-feira à noite.
"Ligaram-me várias pessoas a dizer que votaram em mim e que o voto apareceu noutro. Por isso decidi não ir [à gala]. Acuso a FIFA de irregularidades na eleição do melhor treinador do mundo. Houve falta de transparência", referiu Mourinho na entrevista.
 
"A FIFA tinha conhecimento destas irregularidades, sabia que existiam e não as evitou", sublinhou Mourinho.
A FIFA já desmentiu, através de comunicado, a existência de qualquer irregularidade. "
 
 
Comentário Zaratustra:
 

Não gosto de Mourinho; da sua ideia de futebol, da sua postura relativamente a colegas, árbitros e adversários, muito menos do seu mau perder, do seu hiperegocentrismo, nem lhe perdoo a deselegância com que tratou o Benfica, por inerência, os seus sócios, aos quais deve um pedido de desculpas. Mas agrada-me que seja respeitado no mundo do futebol internacional. Ajuda a contrabalançar a má imagem externa do país e atenua o desânimo da nação.
 
Vicente Del Bosque foi um atleta de eleição e é um treinador prestigiado, campeão do mundo e da europa com a seleção do seu país. É um homem cordial, respeitador. Não merece este enxovalho! Mourinho sobrepõe a tudo e todos o seu gigantesco ego. Já ganhou, antes, a mesma distinção e tem ainda muitos anos à sua frente para o voltar a fazer. Deveria ter-se calado.
 
Pelo que tenho lido e observado e como tenho escrito, considero desde há muito quer a FIFA, quer a UEFA entidades ineidóneas para gerir o futebol. Reportagens televisivas, crónicas impressas, livros publicados, associadas à ostensiva indiferença que têm revelado ao que por cá se passa, sustentam a convicção, mais que a suspeição.
 
Gostaria que Mourinho fundamentasse as acusações com evidências e fosse até ao fim. Tem agora oportunidade de fazer algo grandioso pelo futebol mundial e não apenas por si Paira sobre a FIFA a suspeita ou convicção da corrupção, mas ninguém relevante foi capaz de a denunciar publicamente e muito menos enfrentar. O oportunismo e a covardia geral têm mantido uma paz podre de que só alguns beneficiam.
 
Há sua maneira, semeando admiração, amor e ódio, Mourinho transformou-se numa figura prestigiada, com lugar assegurado na história do futebol mundial. Fique na história também pela defesa do bem comum! Vire a mesa e diga tudo o que sabe, desmascarando a miséria da mentira em que este desporto se transformou e que o cidadão percebe pela simples observação dos jogos.
 
Então sim; mereceria o meu aplauso apesar do agravo ao meu clube.
 
 
In "Mafia do Futebol" de Declan Hill, pág. 270:
 
"O salto de Blatter para o principal cargo executivo era visto como a chegada de uma renovação à FIFA. Esta iria transformar-se numa organização do tipo suiço, administrada por profissionais, todos eles guiados por princípios éticos e morais e códigos de conduta. Infelizmente, mais de dez anos depois da sua eleição, não se pode afirmar com certeza que essa renovação tenha chegado.
 
      Houve uma série de alegações de fraude eleitoral em eleições na FIFA, de envelopes com dinheiro destinados a comprar o voto de delegados, de suborno a um alto dirigente e de escandalos na distribuição e revenda de bilhetes no mundial de 2006. No Outono de 2007, a polícia Suiça declarou que iriam ser emitidas acusações contra alguns executivos da agência que geria os direitos de publicidade e de transmissões televisivas da FIFA há mais de vinte anos. As acusações incluiam desfalque, fraude, falência fraudulenta, danos a credores e falsificação de documentos num caso de 100 milhões de dólares."
 
Mas há mais; muito mais!
 
Ora digam lá se não há razão para suspeitar da FIFA!