A infantilidade de Sílvio é incompreensível; não me digam que é novo na equipa, que não está habituado aos movimentos coletivos...aquele, aprende-se nos infantis! Além do mais não se alivia a bola para a frete da baliza, como fez no lance precedente.
O Nápoles foi um bom adversário, compacto, com processos de jogo bem assimilados, jogadores de bom nível, excelente ocupação dos espaços, excelente pressão, excelente dinâmica, verticalidade, excelente qualidade de passe e sincronismo. Entrou a matar e marcou...que terá acontecido a Luisão no lance do 1º golo?, caíu sòzinho!, escorregou?, prendeu-se-lhe a bota à relva? E Garay porque não se fez ao lance?, fecharia o corredor ao atacante!
A equipa do Benfica revelou muita insegurança na 1ª parte, com vários passes falhados, assincronismo, falta de pressão, de colocação e muita indecisão. Porém, apesar da desvantagem, a equipa manteve a serenidade ainda que, praticando um futebol "mastigado", sem chama...colorido aqui e ali com pormenores de grande classe - Gaitan, Matic e Artur. Foi numa jogada de laboratório que surgiu o justo empate, numa ocasião em que os jogadores do Nápoles já tinham perdido algum "gás" e percebido a valia do adversário. Os jogadores do Benfica mantiveram-se demasiado afastados entre si, contráriamente ao adversário, que tinha sempre um ou dois homens a recuperar a 2ª bola.
O regresso foi prometedor para o Benfica, com grande dinâmica e tecnicismo que lhe garantiram o domínio até ao golo feliz de Higuain! Ola John trouxe nova dinâmica ao lado direito e Djuricic derramou perfume no meio-campo - é o nosso homem -, quase fazendo o merecidíssimo empate.
É verdade que se notou maior consolidação de processos da equipa e subida de rendimento de alguns atletas; Artur, Cortez, Matic, Luisão, Garay, Enzo, Gaitan, Djuricic, Amorim, Ola John, mas também é verdade que há insuficiência em todos os setores; na defesa, as laterais estão ainda vulneráveis; no meio-campo, há falta de poder de choque e de capacidade de construção; na frente, falta municiamento aos pontas de lança e decisão na finalização.
Enfim; a equipa revela progressos ainda insuficientes.
Discordo frontalmente da atual estratégia desportiva do clube; compreendo a ideia, mas discordo. Não se constroem grandes equipas sem grandes jogadores, que...além de o serem, sintam a alma benfiquista o que só acontecerá se possuirem caráter condizente e permanecerem no clube o tempo suficiente para passarem eficazmente, o "facho", ou seja; a mística
Reduza-se o quadro de jogadores a metade, contratem-se e mantenham-se os grandes jogadores, e...passaremos a ganhar tudo...mesmo com fruta; Com Javi, Matic e Witsel, o Benfica seria imbatível...ou estaria lá muito perto!
Esta é que é a grande obra que falta construir. Sem ela, não chegaremos ao topo.
É este o meu desafio aos atuais Dirigentes ou aspirantes a tal.
É este o meu desafio aos atuais Dirigentes ou aspirantes a tal.








