Desporto

segunda-feira, 25 de maio de 2015

1984

   Foi para mim fastidioso ler, a comummente considerada, obra-prima de George Orwell; "1984", uma visão angustiada e lancinante das sociedades do futuro, onde nenhum tipo de Liberdade ou afeto são consentidos por um poder centralizado e oculto mas omnipresente, omnipotente, insensível e desumano, sem outro fim que não seja o da sua perpetuação. Horroroso! Percebe-se que Orwell, na sequência da sua própria experiência na Guerra Civil Espanhola enquanto combatente pelo partido libertário do POUS onde testemunhou a maquinação soviética que levaria o Partido Comunista Espanhol a apoderar-se do aparelho de Estado, a ilegalizar os de matriz trotskista e perseguir os seus membros,  entre os quais ele próprio, neste romance, visa, eminentemente, as sociedades comunistas, mas também as sociedades capitalistas. Orwell revela conhecer profundamente a sordidez da natureza humana, mas subestima aquilo que mais ama e também conhece do ser humano; a compulsiva ânsia de Liberdade; a mesma ânsia que o levou às trincheiras de Espanha e às batalhas, ou escaramuças, nas ruas de Barcelona e que, tarde ou cedo, sempre vencerá todo e qualquer totalitarismo, porque a ânsia de Liberdade supera o medo da morte.
 
   Sem dificuldade ou surpresa, reconhecemos nas sociedades de hoje, muito do que se passa em "1984"; O telecrã, o falaescreve, o malpensar, o bempensar, a novilíngua, a polícia do pensamento, o ministério do amor, o partido interno, o partido externo, os proles, o sistemático e minucioso revisionismo da história, a guerra perpétua, os blocos geoestratégicos, a cultura do ódio aos abstratos inimigos, a cultura do medo do "Grande Irmão", o deus terreno, o condicionamento do pensamento, etc.

   Numa época, final dos anos 30 do século 20, em que o comunismo suscitava larga benevolência dos meios de comunicação, em particular ingleses, e era visto por muitos como a ideologia libertadora dos proletários e camponeses subjugados na perpétua miséria pelas oligarquias tradicionais, compreende-se a coragem e a magnitude do impacto desta obra, indissociável da sua "Homenagem à Catalunha" e de "A Quinta dos animais.

   "- Como é que um homem afirma o seu poder sobre o outro, Winston?
        Winston refletiu.
       - Fazendo-o sofrer - disse.

   Como podemos não ver isto a Europa de hoje?

(Ah!, gostei da estética)

domingo, 24 de maio de 2015

La Violetera, por Raquel Meller




 

Mais uma vitória do Hóquei do Benfica

 
 
VENCEDORES DA TAÇA DE PORTUGAL DE 2015!
 
PARABÉNS

Uma festa bonita!

  
 

A equipa do Marítimo mostrou que não é pera doce!, com  os jogadores do Benfica ainda em ressaca do Marquês e apesar do golo madrugador, os maritimistas assentaram jogo, mostrando muito boa organização, dificultando a construção de jogo aos encarnados, guardando esférico e trocando-o, sob pressão, em passes sucessivos, com lançamentos para a ampla frente de ataque onde os seus avançados, com destaque para o extremo-direito, obrigaram Júlio César a aplicar-se a fundo, sem êxito num dos lances.
 
   Com vantagem tangencial, os encarnados entraram na 2ª parte decididos a virar o jogo, e conseguiram-no. Apesar do domínio insular no meio-campo, os ataques e as oportunidades dos encarnados sucediam-se, na ânsia de conduzir Jonas ao cetro de melhor marcador da Liga, materializando-se em mais três tentos, um deles anulado para deceção do próprio Jonas, Treinador, colegas e adeptos, pairando no ar a ideia de que, por ali, ainda andou a mãozinha da "exemplar estrutura".
 
   Foi uma boa vitória, que serviu para lembrar os atletas que têm que se aplicar a fundo para bater a equipa do Marítimo na final da Taça da Liga. É bom que façam uma pausa nos festejos e se concentrem na preparação do jogo.
 
   É pena que Paulo Lopes não tenha podido entrar devido à infeliz lesão do azarado Sálvio. Por mim, teria entrado para o seu lugar; há-de saber correr atrás da bola e chutá-la para a área adversária. Tal não impede que se sinta campeão, como ele próprio declarou.
 
   O momento alto da festa foi o da entrada do Presidente com os filhos de José Magalhães e a participação destes na entrega do Taça a Luisão. Os meninos pareciam felizes, talvez deslumbrados, ficando com uma recordação  que se sobreporá às trágicas imagens de Guimarães.
 
   Oxalá o agente Filipe Silva tenha visto e tenha percebido que, com o seu despropositado gesto, ofendeu também toda aquela família vermelha e mais a outra que lá não estava. Vermelhos ou de qualquer outra cor, ou mesmo sem cor, todos os cidadãos honrados merecem o respeito e proteção das autoridades e não o contrário.
 
   Oxalá os responsáveis pelos incidentes do Marquês e dos distúrbios de Guimarães, sejam identificados e punidos de acordo com a responsabilidade de cada um, tal como em todos os outros casos.
 
   Subsiste ainda uma curiosidade; a de saber se, também desta vez, o Benfica vai ser multado por comportamento incorreto dos adeptos. É que, talvez os Dirigentes da Liga de Clubes, considerem inadequados os festejos no Estádio da Luz!

   Vamos ao ataque à Taça da Liga!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Da Violência no futebol

      Num Estado de Direito Democrático, às forças de segurança compete garantir os direitos dos cidadãos. José Magalhães, com a sua família, tinha o Direito de assistir a um espetáculo desportivo em segurança e de, em segurança, regressar a sua casa. É para isso que há cerca de 50 000 agentes da PSP em Portugal! Mas foi precisamente quem tinha o dever de zelar pelos seus Direitos e de proporcionar auxílio a pessoa debilitada, o filho de José Magalhães, que os violou! As imagens e os testemunhos visuais diretos das brutais agressões negam qualquer ato menos próprio do cidadão agredido para com o agente Filipe Silva; nem antes, nem durante, nem depois das agressões. Nem sequer um esboço de defesa ou proteção! Ainda que algo tivesse ocorrido, ao agente da autoridade competia efetuar a detenção nos termos regulamentares e emitir um auto de ocorrência para apreciação por instância superior. Só ao Tribunal compete julgar e condenar. O agente Filipe Silva, julgou, condenou e executou, violando os sagrados princípios do Estado de Direito. E é aos Tribunais que igualmente compete julgar o ato deste agente, bem como às instâncias jurisdicionais ou disciplinares da sua corporação e, ou, da correspondente tutela. Tal não impede que a opinião pública faça o seu curso, não só relativamente aos atos dos intervenientes, como aos dos subsequentes protagonistas. É o tipo de circunstâncias que revela, acima de quaisquer declarações de princípios, ou leis, a qualidade de um regime político. Má, neste caso!
 
   Causas, haverá próximas e remotas, gerais e particulares, um menu tão variado que permite a cada um valorizar a que mais se adeque à sua perspetiva. Que se trata de um caso isolado de excesso de zelo ou descontrolo emocional de um agente peculiar, parece ser a mais apontada e a mais cómoda, não sendo difícil descortinar outras, a merecer reflexão.
 
   Desde logo a mais geral resultante do estado de profunda angústia em que vive a generalidade da população pela incerteza quanto ao futuro e que se manifesta cada vez com mais intensidade em todas as frentes da vida social, familiar e profissional. Perante este cenário potencialmente explosivo, não admiraria se as forças de segurança tivessem instruções específicas da tutela para desincentivar exemplarmente qualquer veleidade de insurreição popular, ainda que marginal.
 
   Por outro lado, é verdade que assistimos diariamente, desde há largos anos, a uma "guerra" contínua e dura de natureza retributiva e estatutária entre as Associações Sindicais das forças de segurança e os governos, que culminou com uma grave provocação frente ao edifício da Assembleia da República por parte dos manifestantes. A pífia resposta do Governo, seja na eficácia do diálogo, seja na punição dos provocadores,  pode ter gerado nalguns agentes daquela corporação um sentimento de hostilidade latente que acaba por fazer vítimas entre os indefesos cidadãos.  
 
   No caso específico do futebol, desde há várias décadas que está consolidado o holiganismo associado às claques dos clubes, que nenhum governo conseguiu combater com eficácia, apesar de algumas medidas adotadas, como a exigência da legalização daquelas e algumas detenções e condenações, nomeadamente de membros dos No Name Boys. Um aparente fechar de olhos durante muitos anos a desacatos graves cometidos recorrentemente pelos mesmos protagonistas, ou a desistência precoce de identificação dos autores de crimes graves, tem funcionado como incentivo à delinquência associada ao futebol, por fazer passar a ideia de que se trata de um mundo à parte, um mundo sem lei, um mundo indigno! Disso não têm culpa os cidadãos adeptos!

   De fora não pode ficar a comunicação social que viu neste desporto um maná que tem explorado à exaustão, seja na imprensa ou nos canais de TV e nas redes sociais, muitos deles, demasiados, apostando no confronto direto entre adeptos mais ou menos radicais, donde brotam, não poucas vezes, provocações e insultos que se difundem e ampliam entre as massas de respetivos adeptos e simpatizantes. Ou seja, em muitos destes casos parece não interessar o debate construtivo mas tão só a captação de audiências que parecem preferir as "peixeiradas". Sim, há muita gente no setor da comunicação Social que tem contribuído para a crispação entre adeptos. Há certo tipo de comentadores que deveriam simplesmente ser abolidos, porque é possível cada um defender a sua equipa sem desrespeitar as outras. Sim, há certo tipo de realizadores ou chefes de redação que deveriam  ser afastados, porque é possível vender sem fomentar a hostilidade entre adeptos ou simpatizantes. Liberdade e responsabilidade são requisitos fundamentais numa sociedade democrática.

   Mas é no clima de promiscuidade entre política e futebol que se estabeleceu em Portugal no novo regime que radica o principal fator gerador de violência. Muitos candidatos políticos, nacionais ou locais, não hesitam em usar certos clubes para se aproximarem do eleitorado. Por sua vez, há dirigentes desportivos que têm sabido usar com mestria esta apetência de alguns políticos, para estabelecer e consolidar a sua rede de influência, nas estruturas de poder, em seu benefício e dos seus clubes. Daqui, porém, não viria mal ao mundo, não fossem ultrapassados os limites da sensatez, o que se verificou quando alguns dirigentes decidiram fomentar o ódio aos seus rivais como estratégia central de união e motivação dos seus correligionários.  A urgência da "libertação" regional da asfixia do centralismo lisboeta impunha uma "cruzada" sem tréguas contra os eleitos símbolos do centralismo, entre os quais, os clubes com implantação nacional. Durante demasiado tempo, em demasiadas ocasiões, por incompetência, falta de meios, cumplicidade ou cobardia, demasiadas autoridades omitiram o seu dever de moderação desta deriva demencial. Tal não contribui para a tolerância entre adeptos, pelo sentimento de injustiça e impunidade que dissemina.

   Entre aquela "deriva demencial" destaca-se uma espécie de "benficafobia" com origem em conhecidos dirigentes desportivos, que se tem manifestado de múltiplas formas desde há décadas; vandalização de filiais, agressões a adeptos, atletas, dirigentes e suas famílias, segregação institucional de adeptos, doutrinamento militante de natureza chauvinista de algumas populações, etc, etc. Associada ao compulsivo "fechar de olhos" a tais excessos, por quem de Direito, esta realidade funciona como um "barril de pólvora" social que qualquer centelha pode fazer explodir.

   No caso do Marquês, parece que houve de tudo; excessos de alguns celebrantes, provocações de adeptos rivais e até de Agentes de Segurança! Num ajuntamento de centenas de milhar de pessoas, apesar do ambiente festivo, há um latente risco de incidentes a suscitar cuidada organização e discreta mas eficaz atuação das autoridades.  As imagens das agressões do agente Filipe Silva a um cidadão envergando a camisola do nobre Benfica, pode ter constituído o tal rastilho que poderia ter causado uma autêntica chacina! O adepto sente-se ferido no seu íntimo, não só pela brutal negação de Direitos e ofensas à integridade física, sem causa, de um concidadão, pela Autoridade, como pela ofensa a uma instituição de que considera fazer parte indelével.

   Tudo isto num contexto de guerrilha partidária e institucional permanente, de ineficácia do aparelho judiciário, de conflitos internos nas magistraturas, de episódios descredibilizantes destas e toda uma panóplia de sucessos que tem suscitado a expansão das mais variadas teorias da conspiração, algumas delas perigosas.

  De nada serve exigir civilidade aos cidadãos quando não se dão os bons exemplos.   

(Óleo sobre tela de Abel Manta)

terça-feira, 19 de maio de 2015

A democracia e o futebol (créditos a Antikurruptos)

Anti Corrupção: Pinto da Costa - A cara da corrupção intocável

Fly Emirates patrocina camisolas do Benfica (8 a 10 ME/ano)

Camisola aponta Fly Emirates como patrocinadora do Benfica - Desporto - DN

Rescaldo de um título improvável

  
Em primeiro lugar, no balanço desta época, há a realçar e capacidade de decisão e grande coragem da Direcção do Benfica; perante a profunda e inesperada alteração do modelo de financiamento - falência do BES e dissolução do fundo de investimento Benfica Stars Fund - não hesitou em alienar as principais pérolas do clube, para desgosto de todos os adeptos, para obter os fluxos financeiros necessários aos compromissos da época. Um ato próprio dos gestores de topo, numa atividade tão volátil como é o futebol.
 
   Mas o grande vencedor da época foi o Treinador!, sobre os seus ombros caiu a espinhosa responsabilidade de reconstrução de uma equipa campeã destroçada, após debandada de vários jogadores nucleares; Oblack, Garay, Siqueira, André Gomes, Rodrigo, Cardozo e depois Enzo Perez! Uma empreitada capaz de fazer soçobrar qualquer um!, mas não Jorge Jesus!, pacientemente, sagazmente, apoiando-se na Direcção, apesar dos parcos recursos, lá foi reconstruindo a equipa em plena competição. Proporcionou a Jardel, Eliseu, Samaris, Pizzi e Talisca uma boa integração, com adaptações e ganhos de competitividade coletiva, graças sobretudo à consolidação do modelo de jogo já assimilado pelos restantes elementos da equipa, apesar de terem subsistido algumas lacunas até final da prova. Ainda houve a clarividência de contratar Júlio César e Jonas que trouxeram enorme estabilidade e eficácia ao coletivo. Jorge Jesus, aguentou o balanço sem queixumes, reconstruiu a equipa em plena prova e a ganhar, tomando decisões difíceis, nem sempre consensuais. Soube unir os jogadores, e este foi o seu grande trunfo!
 
   Sob a batuta de Luisão - desde Coluna nunca fora tão patente a influência dum Capitão na equipa - os  jogadores foram heróis; humildes, uniram-se e lutaram abnegadamente, com erros às vezes, com exuberância algumas outras, conscientes das suas limitações foram pragmáticos e fizeram emergir as sinergias que constituíram a mais-valia que viria a justificar o título. O momento chave da época foi o jogo com o Sporting em Alvalade e o golo de Jardel ao cair do último olé. O Benfica era já cadáver, mas não completamente, havia ainda aquela algo lá no fundo, o inconformismo dos vencedores, que fez a equipa ir à procura do empate. Jardel foi o rosto dessa abnegação que foi assimilado por toda a equipa. Então, acreditei pela primeira vez, que o Benfica podia ser campeão. E foi!
 
   Júlio César era uma incógnita; temia-se o efeito do fracasso do Brasil no mundial. Ainda por cima veio lesionado! Ao terceiro jogo percebeu-se que estava ali um guarda-redes de eleição e um líder, daqueles que os adversários respeitam! A equipa estabilizou e soltou-se, e nós esquecemos o promissor Oblack. Talisca teve uma entrada fulgurante, colmatando bem a saída de Cardozo, numa aposta de alto risco, e Jonas trouxe maturidade, dinâmica e técnica ao ataque, fazendo subir os níveis de eficácia na concretização. Até então, Lima, sem desfalecer, fazia as despesas do ataque. Lesões foram demasiadas e de longa duração; Fejsa, Amorim, Sálvio, César, e as habituais exclusões por acumulação de amarelos também não faltaram. As habituais e pacóvias provocações dos que já cantavam de poleiro alavancadas pela comunicação social estiveram na ordem do dia até ao derradeiro momento. A tudo resistiram e venceram; foi a vitória do talento, da humildade e da união. À Benfica!
 
   Veremos agora o que vai acontecer, mas esta equipa necessita de fortalecer a ala esquerda, de reforçar a criatividade e o pulmão do meio-campo e de melhorar a meia-distância, bem como de alternativas para algumas posições.
 
   Espero que este trabalho esteja já a ser feito.
 
   Não se esqueçam do velho aforismo; quem vai ao mar, avia-se em terra.  

domingo, 17 de maio de 2015

VIVA O BENFICA!

 
PARABÉNS BENFICA!
 
VENHA O TRI!

sábado, 16 de maio de 2015

Os prémios de jogo

   Consta que os dirigentes do Porto andam por aí numa fona a oferecer prémios de jogo aos jogadores das equipas que empatem ou ganhem à equipa do Benfica, numa desesperada e derradeira tentativa de recuperar o atraso na classificação. Para quem tinha o campeonato no papo antes mesmo de este se  iniciar, não deixa de ser patético!
 
   Então, discute-se a moralidade da coisa; uns dizem que é mau, outros, pelo contrário, entendem que é benéfico para a competitividade. Dizem também que os dirigentes do Benfica já fizeram o mesmo. E é verdade que eu ouvi Gaspar Ramos a confirmá-lo há uns anos, num programa televisivo, perante Pôncio Monteiro, onde se discutia o tema a propósito do assédio dos dirigentes portistas aos adversários do Benfica da época.
 
   Hoje mesmo, Octávio Ribeiro, nas páginas do Correio da Manhã, faz a apologia dos prémios de jogo considerando-os incentivadores do espetáculo, uma vez salvaguardados os excessos, nomeadamente quanto ao uso de estimulantes, por parte dos jogadores assediados.
 
   O assunto, porém, merece um pouco mais de atenção. Vejamos; um prémio de desempenho justifica-se quando o profissional em causa excede os compromissos a que se obrigou quando assumiu o correspondente contrato de trabalho. Por outro lado, a vulgarização dos prémios de desempenho pode induzir o profissional a aligeirar o seu desempenho quando aquele não está assegurado, justificando-se com insificiente contrapartida.
 
   Como se vê, a "normalidade" não é assim tão óbvia. Ora, quando o prémio tem origem numa entidade terceira, simultaneamente, concorrente na prova, o caso muda de figura e de que maneira! Nunca se saberá o que o prémio de jogo, efetivamente paga; se a vitória sobre o rival direto, se eventuais facilidades num jogo anterior ou num jogo futuro. Este é que é o busílis da questão!
 
   O espectador infere haver algum tipo de conluio entre os clubes em causa e desconfia da veracidade não só dos jogos que os envolvam, mas também  de todos os outros, assumindo que se trata de uma prática corrente. Os lances em que um jogador comete erros grosseiros e vitais deixam de ser vistos como furtuitos desmobilizando o espectador! Não é isto óbvio?, Para Octávio Ribeiro não, mas o CM já nos habitou ao espetáculo diário da sua "cruzada" antibenfica.
 
   Conclusão; prémios de jogo originários na entidade patronal, preferencialmente definidos no vínculo contratual, sim. Prémios de jogo promovidos por concorrentes, não!
 
Com prémio ou sem prémio,
 
FORÇA BENFICA!
 
C'est tout