sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Benfica-PSG 2-1
É com gosto que dou os parabéns aos atletas do Benfica pelo jogo de hoje. Foi uma vitória merecida, graças, sobretudo, ao empenho coletivo, contra um adversário com aspirações à final. Foi insuficiente, sim, mas...fizémos a nossa parte; desta vez cumprimos.
Sem alguns dos seus titulares, tal como o Benfica, a equipa do PSG apresentou um futebol de grande qualidade técnico-tática, muito dinâmico, vertical, de grande amplitude, pressionando intensamente muito alto. A qualidade técnica dos seus atletas não permitia displicências. E foi o que aconteceu no lance do primeiro golo, em que me pareceu ver alguma passividade; parecia uma bola perdida. O GR pareceu-me muito bom; na grande penalidade percebeu a direção da bola, denunciada aliás pelo Lima - devido ao posicionamento no momento do arranque. O defesa que agrediu Sílvio deveria ter sido expulso, julgo que não quis jogar a bola.
Gostei da equipa do Benfica, apesar da continuação da tendência perdulária na concretização, de alguns passes falhados e de alguma despropositada retenção de bola. Foram valentes na disputa dos lances, ganhando inúmeros duelos individuais, indicio frequente da tendência do jogo. Procuraram o golo com determinação e poderiam ter feito melhor. A intensidade que colocaram no jogo acabou por retirar algum ímpeto ao PSG nos minutos finais e, implícitamente, garantir a vitória. Muito bem.
Gostei do Artur; por duas boas defesas e uma mancha perfeita que negou o empate. A defesa esteve bem - salvo no 1º golo -, Luisão e Garay fizeram cortes cirúrgicos decisivos, Sílvio revelou grande coragem, e Máxi esteve no golo da vitória, gizado com grande frieza. Fejsa e Matic trabalharam muito e bem,mas falharam alguns passes que poderiam ter sido fatais. Gaitan deu-nos a vitória numa recarga oportuna e perfumou o estádio em vários lances - pena ter falhado a direção na primeira oportunidade da 1ª parte -, Enzo foi igual a si próprio tendo saído esgotado - ficou na retina o tremendo remate ainda na 1ª parte a que o GR contrário respondeu com grande defesa, num lance muito vistoso, Markovic mostrou os seus já conhecidos créditos dinamitando a defesa com a sua insuperável velocidade - julgo que necessita de melhorar o posicionamento -, Lima bateu bem o penálti, embora denunciado, graças à força e colocação, porém revelou, mais uma vez, reduzido nível de eficácia. Cavaleiro pôs a defesa em sentido graças ao seu posicionamento, força, velocidade e determinação, revelando estar integrado na equipa, Suleimani deu mais um passo no sentido da sua afirmação, tem boa técnica, profundidade, serenidade, coragem, e sabe fazer um centro decente - temos aqui extremo. Claro que se fez sentir a falta de Cardozo; mas a equipa tem que aprender a jogar sem ele.
Este jogo deixou patente a razão da apatia no jogo com o Arouca, em que, imperdoávelmente, deixámos fugir mais dois pontos; "-vamos jogar com o Arouca? - vamos; uma equipa que perde os jogos todos e vai em útimo lugar. - É pá, ainda bem; precisamos de descansar um bocadinho para o jogo da champions. - É verdade, veio mesmo a calhar. "
Espero que esta vitória, apesar do travo algo amargo, constitua o tónico para a estabilização do desempenho da equipa. Oxalá acabem as malfadadas lesões e tenhamos em breve, todo o plantel operacional.
PS: Com o castigo de Enzo, continua a sanha persecutória contra o Benfica; Enzo foi "imolado" na praça pública pela CS, em particular pelo CM!, uma vergonha!, tudo fazem para enfraquecer desportivamente o clube. Há que encontrar caminhos eficazes de lutar contra isto. Talvez passar ao contra-ataque; somos demasiado complacentes.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Futebol talharouco
Mário Figueiredo é, atualmente, o dirigente de futebol mais lúcido e corajoso, o que não deixa de ser surpreendente tendo em conta a sua longa ligação ao gabinete jurídico de Adelino Caldeira e Moreira dos Santos, nada mais nada menos que o braço jurídico de Pinto da Costa, que lhe tem permitido enfrentar com sucesso todos os julgamentos de que foi alvo.Os projetos que defende, com firmeza e serenidade, quanto aos direitos desportivos e ao modelo competitivo da primeira liga, são os mais adequados à recuperação da credibilidade e da economia dos clubes. O isolamento em que se encontra parece não o atemorizar e denuncia o estado de medo e cobardia que domina a generalidade dos clubes, a todos os níveis. Por muito menos se demitiu Hermínio Loureiro da presidencia da Liga, acabando nos braços do sistema - salvo seja -, no pomposo mas desprestigiante cargo de vice-presidente da FPF, claudicando do seu projeto.
Sabemos que o monopólio dos direitos desportivos escandalosamente detido pela PPTV - salvo erro -, deprecia o valor dos mesmos, minimiza o montante atribuido aos clubes e engorda o concessionário que por sua vez dita a sua lei em benefício de um dos concorrentes. Acabar este estado de coisas é um imperativo para a desejada redução do desnivelamento competitivo dos concorrentes, condição necessária à recuperação económica dos clubes. É obsceno que o concessionário se permita abocanhar cerca de dois terços do total das receitas de comercialização dos direitos!
Quanto ao modelo competitivo, parece-me que o projeto que apresentou iria melhorar a competitividade das equipas, pelo aumento a incerteza nos resultados, abrindo mais as equipas, proporcionando melhor espetáculo e rompendo com o círculo vicioso que caracteriza o futebol nacional das últimas décadas. Infelizmente este projeto foi chumbado e a consequência traduzir-se-á no inexorável nivelamento por baixo das equipas. Uma pena.
Na presente época, à semelhança das anteriores, sucedem-se e repetem-se os jogos em que, um dos adversários, consciente da sua inferioridade, concentra todos os esforços em impedir o adversário de jogar, praticando ostensivamente o designado anti-jogo em todas as suas vertentes. Tem sido, mais uma vez, o caso dos jogos na Luz nomeadamente com o Belenenses, Braga e agora o Arouca. Chegámos ao absurdo de, até na 2ª liga e nos júniores, alguns adversários do Benfica degradarem os respetivos relvados na véspera dos jogos, a fim de nivelarem técnicamente as equipas!, um absurdo inaceitável, tal como inaceitável é a passividade da FPF!, há que premiar quem aposta e investe na qualidade desportiva.
Tal estado de coisas levanta uma questão mais profunda que tem a ver com a representatividade de cada clube nos órgãos desportivos. Tendemos a crer que a democratização das instituições foi uma consequência direta da democratização do regime político, e nem sempre é verdade. Tal é o caso do futebol; como se entende que um clube com, por exemplo cinco mil sócios e dez mil adeptos tenha precisamente a mesma influência que outro com duzentos mil sócios e seis milhões de adeptos?, como se entende que uma associação que represente um certo número de adeptos, tenha mais poder que outra que representa o dobro deles?, não legitima a democracia o poder da maioria?, mas é o contrário que se verifica no futebol português!, são os pequenos clubes que ditam as regras conducentes à degradação da competitividade desportiva e à decadência do futebol, ainda por cima, condicionados pela crónica dependência financeira.
Outra faceta deste absurdo, reside no auto-imposição do silêncio por parte dos dirigentes do Benfica, face à influência duma CS hipócrita e persecutória, induzindo-lhes opção pelo mal menor. E é preciso acabar com isto. não tenhamos ilusões; nada será concedido ao Benfica. Tudo tem que ser conquistado. Tudo!
Mãos à obra.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
domingo, 8 de dezembro de 2013
O que é a arte?, por Lev Tolstoi (Gradiva)
por António Barreto:
Um interessante ensaio sobre a
arte, de leitura agradável, que nos ajuda a refletir sobre esta e outras facetas essenciais das sociedades
humanas, tais como a consciência religiosa e a fraternidade universal, desenvolvido
durante quinze anos pelo autor e publicado em 1898, numa época de plena expansão
da Revolução Industrial. Tolstoi ficou imortalizado pelas suas conhecidas obras
Guerra e Paz, Anna Karénina, a Morte de
Ivan Ilitch e Sonata Kreuzer. No ensaio, além desta obra, publicou também
Confissão.
Para Tolstoi, a arte não se reduz
à busca da perfeição estética, tão-pouco à expressão dos sentimentos do
artista, e muito menos à satisfação das classes abastadas. Esta, é a falsa
arte, distorção da arte verdadeira, da que brota do povo na vivência quotidiana
das suas angústias e alegrias; a arte cultivada pelas classes altas para seu
próprio prazer, é destituída de consciência religiosa e por isso, falsa.
A arte traduz-se na capacidade de
alguém, por qualquer meio, contagiar os outros com o seu próprio sentimento indutor
da fraternidade e união das pessoas, única forma de obter o progresso social
coletivo.
Na sua conceção de arte, Tolstoi,
concilia, com grande simplicidade, a ciência e a religião, imputando a ambas o
dever da prossecução do bem comum e atribuindo à arte a propulsão das sociedades
humanas, pela difusão implícita das descobertas científicas conformes aos valores cristãos.
Revelando um conhecimento invulgar
da produção multicultural da sua época e dos clássicos, Tolstoi não poupa
figuras consagradíssimas como Wagner, Beethoven, Miguel Ângelo, Shakespere,
Verlaine, Baudelaire e outros, considerando os seus trabalhos como exemplos de
arte decadente.
À semelhança da fusão entre ciência
e religião, este ensaio funde os conceitos do romantismo e do
realismo, atribuindo à expressão e contágio dos sentimentos do artista,
característicos daquele, a função moral da difusão e prossecução do bem comum,
próprios deste, deplorando a corrente esteticista, da arte pela arte, dada a
sua função restrita de satisfação de grupos sociais abastados, ociosos, dedicados
à perpetuação dos seus privilégios.
Numa revelação surpreendente,
aparentemente paradoxal, sobretudo para os nossos dias de compulsiva e asfixiante
normalização, considera o autor que a profissionalização da atividade artística, os críticos
de arte e as escolas de arte, constituem as principais causas de distorção e
decadência da mesma, considerando que a arte não se ensina e que, a habituação,
pode até fazer as pessoas gostarem da má arte. Porém, defende Tolstoi o ensino
da várias técnicas da arte nas escolas primárias, a fim de proporcionar a
plenitude da expressão dos genuínos sentimentos artísticos aos que, de entre o
povo, tenham talento para tal.
Vejamos como se define Tolstoi:
“Quem sou eu? Um dos quatro
filhos de um Tenente-Coronel na reserva, que ficou órfão aos sete anos de
idade, tendo sido educado por mulheres e por estranhos e que, sem qualquer
preparação mundana ou intelectual, se fez ao mundo aos dezassete anos…. Sou
feio, grosseiro, sujo e mal-educado, quando vejo as coisas como o mundo as vê.
Sou irascível, chato, intolerante e tímido como uma criança. Sou um labrego com
todas as letras. O que sei aprendi-o sozinho, mal, aos solavancos, de modo
descosido; e é bem pouco. Sou imoderado, indeciso, inconstante, estupidamente
vaidoso e expansivo com todos os fracos.
Coragem é coisa que não tenho. A minha preguiça é tal que a ociosidade se tornou
para mim uma exigência. Sou boa pessoa, entendendo por isso que gosto do bem,
fico mal comigo quando dele me afasto e é com agrado que volto atrás. Todavia,
há em mim uma coisa que pode mais que o bem: a glória. Sou tão ambicioso que, a
darem-me a escolher entre a glória e a virtude, receio bem que escolhesse a
primeira. Modesto é que não sou, sem sombra de dúvida. Por isso é que me vêem
com este ar de cão abatido, por fora, mas se querem saber o que é o orgulho,
olhem lá para dentro.”
sábado, 7 de dezembro de 2013
domingo, 1 de dezembro de 2013
Rio Ave-Benfica 1-3
Mais uma vitória, numa exibição sóbria e eficaz onde Rodrigo se afirmou e Lima se reencontrou. Atingimos o topo e agora há que manter o rumo com humildade, inteligência e determinação. O regresso dos lesionados tornarão a equipa cada vez mais forte. Porém, "o sistema" continua a "carburar" como se viu no jogo Académica-Porto e nos Bês Benfica-Porto. Esta gente continua a pensar que manda no futebol nacional, mas...parece que algo está a mudar; a deslocação a Coimbra deveria ter sido mais um passeio, enquanto o jogo anterior, com o Nacional, deveria ter sido uma festa. Oxalá que sim, para bem do futebol Português.
A equipa do Rio-Ave posicionou-se muito bem no terreno, marcando o portador e o receptor com muita agressividade, trocando bem a bola e explorando as alas, disputando o jogo em todo o terreno. Apesar dos escassos remates à baliza contrária, este modelo valeu-lhe o golo do empate após descompensação da defesa do Benfica, insuficiente porém, face à imediata resposta contrária.
Sem Cardozo, receava a irrelevância ofensiva da equipa, apesar dos três tentos ao Anderlecht. Felizmente enganei-me; Rodrigo e Lima protagonizaram interessantes movimentações que renderam dois preciosos golos, o primeiro e o terceiro, este evidenciando uma dinâmica notável. Já o segundo, resultou da execução primorosa de Lima, de um livre a uns 20/25 m descaído à esquerda; um lance onde se já se tinha revelado exímio em outras ocasiões.
Pareceu-me que Lima assumiu a responsabilidade ofensiva. De qualquer modo, a equipa necessita urgentemente de variantes ao modelo ofensivo corrente e tal não acontecerá se não forem testadas em competição. A mobilidade de Lima e Rodrigo, seja em profundidade, seja em amplitude, associada ao poder de fogo de ambos, aumenta a incerteza e o receio das defesas contrárias. Se acrescentarmos Markovik à fórmula, consolidadas as dinâmicas e assegurado o pragmatismo, teremos uma frente de ataque temível para qualquer adversário.
Enzo é fantástico; incansável, entrega-se totalmente ao jogo, tal como Matic e Fejsa; contudo, falta criatividade e fluidez ao meio-campo. Gostei de ver as longas sequências de passes, já com o resultado feito; algo que deverá ser melhorado e consolidado, numa perspectiva de racionalização de esforço, imprescindível, dadas as exigências das provas em curso.
As sucessivas lesões dos laterais esquerdos são muito preocupantes!, até parece bruxedo; cruzes canhoto! André Almeida vai fazendo, com brio, a posição; apesar disso, necessitamos urgentemente de estabilizar o lugar. O golo sofrido poderia ter sido fatal e deveu-se a uma descompensação defensiva que não pode ocorrer numa equipa com as aspirações do Benfica.
Contudo estão todos de parabéns; quanto a mim, prefiro exibições sóbrias com vitórias, às exuberantes com derrotas.
Os nossos Bês ganharam concludentemente ao Porto, com três magnificos golos - dois deles na sequência de cantos executados primorosamente por Urreta - e o terceiro na sequência de um tremendo sprint de 4o m de Helder Costa, concluido com um tremendo remate ao 1º poste, surpreendendo o guarda-redes que ficou pregado ao solo perante a impetuosidade do nosso avançado. A nossa equipa apresentou-se mais compacta claudicando apenas no golo de honra portista. O famigerado Cosme Machado ainda assinalou uma grande penalidade sem fundamento, felizmente falhada pelo avançado TóZé - melhor marcador da 2ª liga com 9 golos, 6 deles de GP! Atenção que Steven Vitória está a bater à porta dos às!
Também foi um prazer ver os nossos iniciados B bater os congéneres do SCP, por três tentos de belo efeito sem resposta, numa exibição madura, convincente e com pinceladas de virtuosismo.
Muito bem; parabéns a todos.
Aquecimento global

Ninguém em seu perfeito juízo
colocará em dúvida a necessidade de controlar os efluentes de qualquer tipo que
diariamente são descarregados no meio ambiente; em terra, no mar ou no ar. A urgência deste controle aumenta continuamente,
dada a evolução demográfica mundial - já se ultrapassaram as sete mil milhões
de almas -, o incessante progresso industrial global, a consequente pressão
sobre a produção agrícola e os recursos energéticos.
Multiplicam-se por todo o lado as
ONG ambientais e os correspondentes forums, intensificam-se, as declarações de
intenções dos mais variados agentes políticos e adotam-se medidas
draconianas em nome da proteção ambiental.
Apesar disso, continuam a fazer-se ouvir, cada vez mais consistentemente,
opiniões discordantes quanto às causas “oficiais”
do aquecimento global.
Parte maioritária da comunidade
científica atribui à atividade humana a origem da anormalidade, devido à consequente
e crescente emissão de CO2, responsável pela retenção de parte do
calor irradiado pela Terra, gerador do famigerado efeito de estufa e do
malfadado aquecimento global, com todas as catastróficas consequências que se
anunciam.
Alertam os desalinhados para o
facto de, em 2012, se ter verificado um aumento de cerca de 60% da área dos
glaciares do ártico, bem como para a estabilização da temperatura atmosférica
média nos últimos 15 anos.
Respondem os alinhados, que o
acréscimo de calor terá sido absorvido pelos oceanos, esquecendo que, a ser
verdade, tal teria produzido o efeito contrário ao verificado no ártico. Por
outro lado, interrogando-me acerca do impacto das emissões energéticas e
gasosas do leito dos oceanos na temperatura destes, só posso duvidar da
viabilidade de quaisquer conclusões e este respeito, que não o tenha em conta,
como parece ser o caso.
Seja como for, a verdade é que as
medidas de natureza política são muitas vezes paradoxais e perversas, sendo
frequentes as contradições entre o discurso e a realidade. Refiro o caso dos frigorigénios, considerando
desastrada a estratégia adotada pela União Europeia, o caso dos transportes -
responsável por cerca de 2/3 das emissões de CO2 - em que se tem
dado uma no cravo outra na ferradura…e o caso do comércio de quotas de CO2.
Detenho-me um pouco nesta nova
economia, segundo a qual são atribuídas quotas de emissão aos vários países,
podendo estes transacioná-las mediante acordo bilateral. Imaginemos um pequeno e
pobre país em qualquer parte do planeta, que decide prescindir do seu
desenvolvimento tecnológico como estratégia fomento do progresso social, em
favor da venda a sua quota de emissão de CO2. É certo que tal proporcionará desenvolvimento
aparente mais rápido mas também é certo que a ausência de progresso tecnológico
o tornará refém permanente dos seus clientes que controlarão a sua economia.
Ainda no âmbito da nova economia,
refiro o paradoxo das empresas de captação de CO2, cuja viabilidade económica
depende do aumento das emissões do mesmo, fazendo lembrar o que se passa em Portugal
no âmbito do consumo global de energia elétrica em que a redução do mesmo abaixo
do valor de referencia acarretará, contratualmente, correspondente compensação
estatal!
O meu cepticismo relativo quanto
ao efeito do CO2 no aquecimento global tem a ver com uma série de
outros fatores, quanto a mim, não negligenciáveis, como sejam o da alteração da
atividade solar e o da mecânica celeste.
Apesar da relevância do caso, só
à cerca de 2 anos - salvo o erro - é que foi enviada, pelos americanos, uma
sonda para estudo da atividade solar!, sabemos porém que o nosso astro rei
atravessa um ciclo de inversão da polaridade, com considerável impacto na Terra
e seus sistemas, graças às alterações do
respetivo campo eletromagnético. Estou em crer que este evento poderá traduzir-se
também numa alteração de massa do sol e num correspondente aumento da energia
irradiada, com inevitáveis consequências na energia absorvida pela Terra e na
sua temperatura média.
Tenhamos em conta que a órbita
terrestre resulta do equilíbrio das forças gravíticas e electromagnéticas globais,
em particular do Sol e da Terra. Perante o evento referido, parece-me razoável
supor que tal poderá estar a ocorrer, até porque a respetiva monitorização não
se afigura fácil, tal com a da rotação da Terra e do posicionamento do
respetivo eixo.
Lembremos a magnitude das matéria
e energia escuras; a matéria e energia que sabemos existirem no universo em
quantidades avultadas das quais desconhecemos a origem e a natureza, bem como
toda a extensão das respetivas consequências.
Recordemos a incipiência dos
atuais modelos matemáticos ambientais da comunidade científica bem como a
responsabilidade desta em múltiplas agressões ambientais ao longo da história
da humanidade.
Concluiremos que temos razões de
sobra para o cepticismo quanto à tese corrente das causas do aquecimento global
e para a necessidade de escrutinarmos
cada vez mais e melhor as teses das comunidades científicas, sujeitas, afinal,
às mesmas vicissitudes que afetam o mais comum dos mortais.
Até porque, os argumentos dos interesses
económicos que os alinhados afirmam suportarem os céticos, aplicam-se a
identicamente a si próprios.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Anderlecht-Benfica 2-3
Não foi um grande jogo mas foi um bom resultado. Matou-se o borrego. Pareceu-me que o Anderlecht adotou o sistema que o Braga apresentou na Luz; cinco defesas, um trinco, três médios e um avançado. O Benfica entrou mandão, decidido a marcar cedo; muito bem na recuperação mas mal no ataque. Os alas mantiveram-se pouco ativos, em especial do lado esquerdo, assistindo-se ao constante afunilamento do jogo, razão das escassas oportunidades de golo. O tento belga, num movimento que repetiram, com algumas variantes, em toda a partida, surgiu em contra-corrente e adensou as dúvidas acerca da possibilidade de vitória do Benfica. Temia o empolgamento daqueles e o desânimo destes. O jogo manteve-se empastelado, com muita luta no meio campo, até ao golo de...Matic a responder de cabeça a um livre teleguiado de Perez. E foi Gaitan que numa bela rotação e com alguma sorte virou o marcador. A falta de Cardozo era notória e Marko não tinha espaço para romper pelo meio.
A saída de Gaitan e a entrada de Suleimani deixou-me preocupado. A ganhar, a equipa fechou-se, recuou, apostando no contra-ataque e isso custou-lhe...o golo do empate, num lance de bom recorte técnico. Já está, pensei; abriu-se um buraco no meio campo, estamos tramados!...perante a pressão ofensiva belga, não é que Suleimani faz um lançamento de morte para o recém entrado Rodrigo - que substituira Enzo -, e este, não se fazendo rogado, rematou de pé esquerdo ao segundo poste após um forte sprint com bola?, sim senhor!, quem sabe se não será o clique para Rodrigo regressar ao seu melhor nível!, oxalá que sim; o talento está lá.
Não foi um bom jogo mas...ganhámos; melhores exibições virão. A Liga Europa está garantida e ainda podemos sonhar com a Champions.
O árbitro "poupou" os belgas a alguns lances ofensivos do Benfica com algumas decisões que me pareceram erradas. Fiquei com dúvidas nos golos do Anderlecht; no primeiro parece que o avançado ajeitou a bola com a mão e no segundo parece que o avançado está fora de jogo. A ver mais tarde.
Muito bem, parabéns ao grupo; afinal, parece que foi a primeira vez que ganhámos neste estádio!, nada mau!
terça-feira, 26 de novembro de 2013
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