Desporto

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Como se define Traição?


O expresso de 28 de Janeiro de 2012, na secção reservada às autarquias, publicou uma crónica da autoria da jornalista Ângela Silva - avsilva@expresso.impresa.pt -com o título “ VICE DE RIO QUER REGIÃO PORTO EM 2013”, a qual passou despercebida, apesar da sua grande relevância para o futuro de Portugal. A cronista refere que, Castro Almeida, Vice-Presidente de Rui Rio na Junta Metropolitana do Porto “…decidiu pressionar o Governo a eleger diretamente, no máximo até 2014, um presidente para o Grande Porto, que passe a mandar em 16 municípios.”  E continuando, terá dito Castro Almeida: “A ideia é encarar a Área Metropolitana como uma cidade com 16 Municípios, da Póvoa a Oliveira de Azeméis; ninguém terá legitimidade para governar esta grande cidade sem ser eleito diretamente (não pode ser um funcionário).” Mais terá dito Castro Almeida; “…que essa eleição deve ser ou já em 2013, com as autárquicas ou numas eleições específicas em 2014.”

Prossegue a cronista; “isto não cola com a reforma administrativa que o ministro que tutela as autarquias prevê passar a lei, em Julho. Miguel Relvas defende a criação de 25 supermunicípios no país - 23 comunidades intermunicipais e duas áreas metropolitanas - que farão uma gestão integrada dos meios e competências das câmaras. Mas Relvas diverge de Castro Almeida em dois pontos essenciais: defende que os novos administradores sejam eleitos indirectamente pelos autarcas e diz que este passo é para dar a médio prazo; cinco ou seis anos.”

E prossegue: “Castro Almeida contrapõe que “falar em anos, só se não se quiser fazer nada”. E diz que as novas entidades, além de “eleitas diretamente, deviam entrar em funcionamento, já com as autárquicas.” Mais adiante atribui a Castro Almeida a afirmação de que, o seu único objetivo é cumprir a obrigação de combater o centralismo napoleónico.

Opina a cronista que esta manobra poderá visar a criação de um lugar para Rui Rio ocupar após o final do seu mandato, garantindo assim a subalternização de Menezes caso se candidate e vença as eleições à Câmara Municipal do Porto. Lugar de relevo nesta estrutura ser-lhe-ia reservado ou a Marques Mendes, seu grande amigo no PSD.

E prossegue; “o projeto que está em marcha, nasceu, curiosamente, por incentivo de Miguel Relvas.” Terá dito Castro Almeida: “ há um mês e tal, o ministro reuniu-se com a Direção da Junta Metropolitana do Porto e desafiou-nos a apresentar propostas de transferência de competências das câmaras para uma nova estrutura. “E nós resolvemos levar o desafio a sério” terá explicado o autarca. Encomendaram dois estudos, um de direito comparado sobre formas de governo em cinco cidades europeias (duas capitais e três segundas cidades), e outro à Faculdade de Economia do Porto, sobre incidências económicas. A ideia, terá garantido Castro Almeida; “é, nem mais um cêntimo, nem mais um funcionário.”

Segundo Castro Almeida, as competências a transferir seriam: “a gestão das escolas secundárias, dos centros de saúde, dos transportes, da oferta cultural e da promoção turística (no fundo, vender a marca Porto).” Nas 18 câmaras da Grande Lisboa, o autarca diz “haver um consenso alargadíssimo para um projeto similar. Sendo sua convicção que “não é fácil um ministro contrariar isto.”

Meu comentário:

Tudo isto se passa nas costas dos Portugueses! Não pretendo aqui e agora tomar posição acerca da Regionalização, mas oponho-me desde já a manobras políticas que venham a colocar a Nação perante situações de facto, potenciadoras de graves conflitos sociais. Pretender eleger diretamente o eventual futuro Presidente da Região Porto é tentar balcanizar Portugal, algo a que me oporei, aqui, agora e sempre.

É esta a bandeira do FCP!  É esta a razão primeira e última da escassez de sucesso desportivo do nosso querido Benfica! Querem à força, maximizar a marca Porto, mesmo que à custa das práticas vergonhosas que vieram a lume no processo do apito dourado, mesmo que à custa da unidade da Nação, confundindo covardemente, os interesses da cidade com os do Futebol Clube do Porto. Mas que conveniente foi o apagão do Boavista e do Salgueiros!

Viva o Benfica!

Viva Portugal uno!












Soltemos o Grito da Revolta!


Comentadores desportivos de todos os quadrantes, salvo raras exceções, e até governantes, no ativo ou retirados, tecem encómios ao crónico campeão do cómico campeonato de futebol português. Entronizam com suas loas dirigentes  fossilizados, com sintomas de grave sociopatia e Benfica fobia, por alegados méritos de espúrias e repetidas vitórias, apesar das frustrações e dos escombros das suas vidas extrafutebol. Hipócritas, covardes ou cúmplices, parecem considerar que todos permaneceremos mudos e que continuaremos a aceitar passivamente a ignomínia que se instalou no desporto português graças à Democracia Totalitária que se verifica na nossa Pátria. 

Foi sem espanto que soube pela imprensa, da nomeação de Pedro Proença para a final da Liga dos Campeões e para o Europeu de futebol. Não creio que tenha sido coincidência o facto de esta notícia ter saído a público logo após a confirmação do campeão desta época. Eu sei que, apesar de nos dizerem que vivemos num Estado de Direito, ninguém poderá provar que a nomeação se deveu ao contributo dos seus erros grosseiros para a definição do campeão, tal como ninguém poderá provar que tais erros grosseiros foram cometidos a troco da nomeação anunciada. E também sei que, se provas houvessem, por mais claras que fossem, as subtilezas do nosso aparelho judicial logo as tornariam inúteis, transformando o proclamado e reclamado Estado de Direito em algo mais primitivo que a Justiça das tribos analfabetas que ainda habitam o planeta. 

Mas…como disse o outrora poeta; não há machado que corte, a raiz ao pensamento, porque é livre como o vento, porque é livre!  

Nenhum foguetório me impedirá de pensar e dizer o que penso. Penso que esta nomeação demonstra a profundidade e amplitude da corrupção no futebol português. Agora já não é necessária a célebre fruta, nem rebuçadinhos, nem cafezinhos, nem quinhentinhos, nem aconselhamento matrimonial. Nem é preciso falar com quem quer que seja. Os eventos acontecem espontaneamente perante a candura dos crónicos beneficiários, e a recompensa não falha.

Já referi em outras ocasiões, que não considero nem a UEFA nem a FIFA entidades idóneas para a gestão do futebol. Perante a solidez dos mecanismos de corrupção, estas entidades nada mais fazem que esboçar uns pífios anúncios de combate à fraude desportiva, conscientes da sua impotência e revelando-se aos olhos do grande público como cúmplices por omissão.

É minha convicção inabalável que o Porto tem um forte e multifacetado lóbi nos comités da UEFA,  cuja ação se traduz nestas nomeações. Nomeações, porque Benquerença também disfrutou de igual prerrogativa. Erros de palmatória decisores de campeonatos, sempre em detrimento do Benfica e em benefício do Porto, parecem ser a chave para o sucesso da carreira internacional dos árbitros portugueses. 

Acho que tal sucede por cobardia dos responsáveis da UEFA e da FIFA, pois estou convicto que têm medo dos argumentos do lóbi portista. Já do Benfica, não parecem ter medo nenhum, talvez porque não tem lóbi e confia na capacidade das hierarquias desportivas assegurarem a Justiça das provas, punindo exemplarmente os trafulhas; os ladrões do suor e do dinheiro alheios.  

A agravar a incompetência dos organismos uefeiros, assistimos revoltados ao guilhotinamento da, apesar de tudo, brilhante carreira do Benfica na Liga dos campeões em curso. Não aceito, que ao nível dos quartos-de-final, com todo o esforço,  prestígio e os milhões de euros em jogo, se apresente uma equipa de arbitragem incompetente, prejudicando o mesmo contendor nos dois jogos. Perante isto, concluí que a passagem do Benfica não é conveniente aos interesses que a UEFA parece proteger. 

Por tudo isto, vejo esta nomeação, antes de mais, como uma provocação ao Benfica e a todos os Benfiquistas, com a mensagem de que teremos que nos conformar com o atual estado do desporto, que dura há já trinta anos. Lealdade e vergonha, são conceitos cada vez mais estranhos nesta patética Democracia Totalitária, onde o Direito deixou de ser referência. 

Considero que é hora de unir todos os Benfiquistas na defesa do Benfica e da Democracia, libertando o grito de revolta que nos afoga a garganta. Portugueses Benfiquistas de todas as tendências desportivas ou políticas, de todas as regiões geográficas, de todos os estratos sociais, de todas as classes profissionais, unamo-nos em defesa do nosso clube e da nossa Pátria.  É hora de relativizar o mito da elevação e da democraticidade! Quando querem destruir o nosso clube, os nossos sonhos, quando nos querem amordaçar e obrigar a beber o fel da prepotência temos que deixar as divergências de lado e enfrentar os “inimigos” olhos nos olhos, braço no braço. 

Viva o Benfica! 

Viva Portugal Livre!




quarta-feira, 9 de maio de 2012

As faixas do faxismo, eu e o Benfica!

Quando o aparelho da propaganda azul começou a anunciar que as faixas de campeão já tinham sido compradas, parecendo referir-se ao Benfica em virtude dos 5 pontos de avanço que este detinha sobre o 2º classificado, estava, efetivamente, a fazer um exercício de hipocrisia, visto que, as vicissitudes que se seguiram no campeonato parecem mostrar à saciedade, que quem as tinha efetivamente comprado fora o campeão do costume! Nada que não “soubéssemos” já!

Nada deverá desviar a nossa atenção das fragilidades próprias em todas as vertentes; desportivas, técnicas e directivas, identificando falhas e sugerindo soluções, porém, tais debilidades, nunca por nunca ser deverão impedir-nos de identificar, denunciar e combater a descriminação de que o Benfica e os Benfiquistas têm sido vítimas quer dentro quer fora das quatro linhas!

Estou convicto de que a queda desportiva do Benfica foi planeada pela “exemplar estrutura” com “a competência” que lhe é, transversalmente e verticalmente, reconhecida! Quanto a mim, foi a sua influência na estrutura da UEFA que proporcionou a realização do jogo com o Zénit em condições adversas tais que dizimou física e mentalmente os nossos atletas! Tal como estou convicto de que o lance que lesionou o nosso “Eusébio Branco” - como José Augusto chamou a Rodrigo - não foi ocasional! Não sei se foi encomendado ou não mas que fez um jeitaço à “exemplar estrutura, isso fez!

A seguir, foi sempre “a aviar” erro grosseiro atrás de erro grosseiro, jornada após jornada, com os protagonistas habituais, até à almejada e imerecida conquista de mais um campeonato! Tudo perante uma comunicação social amorfa, castrada, conivente, hipócrita e covarde, salvo exceções, pronta a entronizar como heróis os condenados por tentativa de corrupção, com a anuência ativa dos titulares da tutela! De quem tem a obrigação de afastar do desporto todos os que manipulam a verdade desportiva a seu belo prazer, constituindo mais um exemplo da famigerada “Democracia Totalitária”.

Esta crónica foi gizada muito antes da bateria de perguntas elaboradas por todos os cronistas do NG - coordenadas pelo Geração - e endereçadas ao Dr. Rui Gomes da Silva, que parece tê-las solicitado em jeito de desafio. Tal não me impede de aqui publicar as minhas preocupações principais quanto à gestão do Benfica e os seus fundamentos.

Espero que esta iniciativa do Dr. RGS revele um interesse sincero pelos pontos de vista dos Benfiquistas e não constitua apenas uma estratégia para “calar” os contestatários.

Reconciliação: A minha participação no NG, mostrou-me que há uma forte divisão, aparentemente insanável, entre Benfiquistas, da qual beneficiam, apenas, os nossos adversários! Por isso, a primeira recomendação que faço aos Dirigentes do Benfica é a de promover a reconciliação entre Benfiquistas e a sua união na defesa das causas do Benfica! Tal desiderato consegue-se dando aos Benfiquistas, oportunidade efectiva de se pronunciarem, relevando a sua participação e salvaguardando as matérias que, para efeitos de eficácia de resultados, não devem ser tornadas públicas! Para isso, há que implementar um processo de comunicação eficaz, idóneo e regular. É imperativo resolver o tema dos NN! Há que ouvir os seus membros e promover as condições que, sem violar as referências do Benfiquismo, termine com a forte hostilidade que parecem ostentar contra a atual Direção e previna eventuais ilícitos, susceptíveis de provocar graves danos ao clube à SAD e ao Estado de Direito!

Oposição frontal ao status quo: A postura de “coexistência pacífica” e responsabilidade que tem sido trilhada pela Direção, constitui um contributo para a pacificação e credibilização do futebol, bem como para a viabilização económica do mesmo, conforme apanágio do Benfiquismo e no pressuposto de que, tal atitude, geraria reciprocidade por parte dos adversários e reconhecimento quer dos comentadores desportivos, quer dos titulares de cargos das tutelas desportiva e política. Como se tem visto desde há trinta anos, tal não se tem verificado! Apenas se constata que a “nova ordem” no desporto introduzida pela “Democracia” implica a discriminação do Benfica e dos Benfiquistas! Parece que a paz política e desportiva só será possível desde que a equipa da “exemplar estrutura” ganhe, seja por covardia, seja por interesse político. Entendo por isso que a Direção deve implementar uma estratégia de oposição frontal a todas as forças que promovem a descriminação do Benfica e dos Benfiquistas, mobilizando todos estes para todas as batalhas que o Estado de Direito permita! Só os Benfiquistas poderão defender o Benfica! Ninguém mais o fará!

Fim aos vasos comunicantes: Defendo intransigentemente o afastamento dos órgãos sociais do Benfica F.SAD, de todos os acionistas que detenham posições em clubes rivais, como é o caso da Sportinvest e da Somague! Quanto a mim, são, nada mais nada menos, que “cavalos de tróia” no Benfica, na medida em que, nada nos garante que não passem informações de natureza estratégica para os nossos adversários, sendo que, tal suspeita já foi abundantemente mencionada pela CS, sem identificação de responsáveis!

O Benfica é dos Benfiquistas: O Benfica detém 70% do capital da BenficaFSAD, Considero por isso, que deveria ser constituído um Conselho Consultivo no clube, formado por Benfiquistas de referência com forte envolvimento socioeconómico, propostos e eleitos em Assembleia Geral, com capacidade efectiva de fazer lóbi pelo clube. De igual modo, considero adequada a constituição de um Conselho de Supervisão da Sad, que reflita proporcionalmente a posição de cada acionista, defina e monitorize as grandes linhas de orientação estratégica.

Estabilidade: apesar de discordar de algumas opções táticas da equipa Técnica, considero que a estabilidade é necessária ao crescimento da competitividade desportiva salvaguardando o apoio efetivo dos atletas. A maior crítica que posso fazer à equipa Técnica consiste na reincidência de erros conhecidos que por vezes nos tem custado caro. Neste âmbito, reitero a confiança em JJ e recomendo a inclusão na equipa Técnica de um Benfiquista ex-Atleta de créditos firmados, conhecedor do futebol nacional e internacional e dinamizador da mobilização dos Adeptos, por exemplo; Álvaro Magalhães!

Direito Desportivo: Defendo que o Benfica deve criar e desenvolver elevada competência nesta área através de uma pequena equipa de especialistas com conhecimento profundo e atualizado da matéria, disponíveis para escrutinar tudo o que ocorre neste âmbito nas superestruturas afins e de interesse direto ou indireto do Benfica. De igual modo, esta equipa deverá escrutinar as propostas de projetos seja dos executivos seja das oposições, dos Governos ou Câmaras Municipais de Lisboa e do Seixal, e ter capacidade de elaborar projetos neste âmbito, que permitam aos Dirigentes do Benfica apresentá-los e discuti-los com aos vários agentes políticos. A

cção política: Estatutariamente está vedada a ação política ao Benfica! Mas não aos Benfiquistas! É minha convicção inabalável que é neste domínio, associado ao económico, que se estabeleceu a diferenciação discriminadora do Benfica e dos Benfiquistas, dada a minha convicção, sustentada pela natureza de alguns titulares das suas estruturas, de que, a supremacia desportiva do grupo FCP, serve os interesses políticos dos três partidos do poder, permitindo-lhes alavancar a sua promoção. É minha convicção inabalável de que é este o nó górdio do Benfica! Vejo o grupo FCP, como veículo de uma organização político-económica que usa o futebol para atingir os seus fins, num processo designado em linguagem empresarial, win-win! Já o Benfica, é apenas um clube de futebol sustentado por uma enorme massa de populares heterogenia, sem ambições políticas outras que não sejam conviver fraternamente em Democracia efectiva. Estando vedado estatutariamente, e quanto a mim, bem, o exercício da ação política ao clube, nada impede que as suas estruturas, direta ou indirectamente, esclareçam os adeptos e acionistas da SAD, das virtudes e vicissitudes dos projetos desportivos vigentes no país, das propostas em discussão e das suas próprias propostas, ajudando os Benfiquistas eleitores a fundamentar opinião, traduzível na sua decisão de voto, nos vários atos eleitorais. É, quanto a mim, a forma de desatar o nó górdio com que “os democratas” nos manietaram!

Direitos Desportivos: Reitero o que tenho referido; por dinheiro nenhum deverá renovar-se o contrato de cedência dos direitos desportivos do Benfica com a Sportinvest nem cedê-los a qualquer entidade com ligações diretas e indiretas aos nossos adversários. A Sportinvest serve os interesses do grupo FCP, “parasitando” e delapidando, o património imaterial do nosso clube! Como tal, é persona non grata no clube ou SAD, na medida em que, simboliza o ascendente portista sobre o Benfica! Em último caso, atribuam-se os direitos à Benfica TV, financiada, por exemplo, através da emissão de títulos a subscrever pelos sócios e entidades insuspeitas na defesa dos interesses do Benfica. Não faltarão clientes nas cinco partidas do mundo.

Comunicação Social: Ao longo das últimas décadas, vi como a máquina de propaganda portista foi ganhando posição dominante na comunicação social através da qual veicula a sua estratégia de “intoxicação” da opinião pública e fomenta a hostilidade ao universo Benfiquista. Este é um terreno no qual o Benfica tem que agir, conquistando posições nos órgãos de comunicação de relevo, seja gerindo a emissão de informação, a compra de espaço-tempo seja estabelecendo parcerias estratégicas com entidades fiáveis através da BenficaSGPS! É um projeto de fundo que exige competência específica e uma perspetiva de médio-prazo no âmbito da mobilização de todo o universo Benfiquista já referido anteriormente.

Recrutamento de atletas: Esta é uma valência da maior relevância para o equilíbrio económico do Grupo Benfica, que se traduz em três fases; comprar, valorizar e vender! Verificaram-se nos últimos anos assinaláveis progressos, particularmente nas últimas duas fases, sendo que é necessário otimizar a compra; comprando menos e melhor! Neste departamento há que perceber em definitivo as causas da recorrente perda de atletas de grande nível técnico para os adversários e elaborar um plano de as neutralizar. Não podemos continuar a perder para os adversários, atletas que pela sua qualidade técnica fazem a diferença desportiva!

Recrutamento de Técnicos: Esta é uma matéria fraturante! Os Benfiquistas precisam de perceber muito bem, porque é que esta Direção tem recrutado pessoas com histórico de ligação a clubes rivais em detrimento de Benfiquistas de idêntica competência! Tal prática tem alimentado uma das estratégias de propaganda adversária mais eficazes, que consiste em instalar a dúvida entre os Benfiquistas da efectiva lealdade do atual Presidente ao seu clube! Tal dúvida, tem de ser definitivamente afastada esclarecendo sem reserva os sócios e adeptos. Amizades pessoais: Os dirigentes do Benfica devem manter totalmente estanque as suas relações pessoais do universo Benfica! Os amigos do Benfica são os seus sócios, adeptos e alguns acionistas, não os amigos pessoais de quem quer que seja, incluindo os do Presidente! Cada coisa no seu lugar!

Financiamento: Os sócios e acionistas precisam de saber até que ponto a entidade financiadora do grupo Benfica, o apoia, e se condiciona os atos de gestão quer do clube quer da SAD. Julgo saber que o BES financiou o arranque do projeto do Grupo Sportinvest nos média, razão suficiente para não confiar nele! Deverá encarar-se sem tibiezas a possibilidade de refinanciamento através de outra entidade, negociando condições financeiras mais favoráveis e salvaguardando a independência de gestão do Grupo Benfica.

Passivo: É da maior importância definir e calendarizar um projeto de amortização do passivo sem prejudicar a competitividade desportiva da equipa sénior, optimizando todas as competências desportivas e Administrativas quer do clube quer da SAD. Árbitros: A indústria de futebol não deve estar sujeita aos recorrentes e frequentes erros grosseiros de arbitragem que definem o sucesso ou insucesso desportivo e financeiro de alguns clubes em detrimento de outros. Está demonstrado à saciedade que os órgãos desportivos não têm revelado competência para gerir este setor, decisivo na vida dos clubes e sustentabilidade do futebol. Por tudo isto entendo que o Benfica deve defender a profissionalização total da arbitragem bem como a transferência do processo de formação, nomeação, e classificação dos Árbitros, para uma entidade neutra, escrutinável pelas instituições Democráticas como por exemplo, o Instituto Nacional do Desporto.

Fair-play desportivo: A insustentabilidade financeira de alguns clubes associada à prática corrente de cedência de atletas entre clubes do mesmo escalão constituem um fator de corrupção por vezes “visível” a olho nu pelos adeptos mais experientes! Defendo por isso o efetivo fair-play desportivo e a impossibilidade de cedência de atletas nas condições já referidas.

Código de ética: Defendo a elaboração e submissão a aprovação em Assembleia Geral de um código de ética e conduta, vinculativo dos sócios do clube à referência cívica apanágio do Benfiquismo, como a legalidade, a lealdade e o respeito institucional e pessoal respectivamente aos órgãos do grupo Benfica e seus titulares, bem como Funcionários, Técnicos e Atletas, com sanções aplicáveis aos prevaricadores em processo de inquérito sumário.

Liderança: Já aqui defendi e reitero a afirmação de que considero o actual Presidente do Benfica o melhor Dirigente Desportivo desta 3ª República. A sua obra fala por si e só por má-fé poderá ser ignorada ou relativizada. O défice de títulos verificado não resultou de incompetência desportiva, a despeito do cometimento de equívocos vários, mas das graves vicissitudes de minam o futebol Português e que determinam os campeões não em função da competitividade desportiva dentro das quatro linhas, mas da capacidade de condicionamento da ação dos vários agentes que, fora ou dentro do terreno de jogo, podem decidir o seu desfecho. P

or tudo isto, é minha convicção que, por si só, nada resolve a mudança de Dirigentes, no atual quadro em que se move o futebol nacional. Porém, os Benfiquistas, precisam de um líder decidido a levantar a “bandeira da revolta”, capaz de mobilizar todos os Benfiquistas numa luta sem tréguas pela defesa do Benfica e da Democracia! Luiz Filipe Vieira deve pois refletir acerca da sua disponibilidade para assumir este pendão! Benfica ou morte!

Viva o Benfica!

Viva Portugal Livre!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Autoridade da Concorrência

Quando em 14 de Janeiro de 2012, na sequência das declarações de António Oliveira produzidas na imprensa nacional a propósito das eleições para a FPF, fazendo uso das prerrogativas Democráticas que nos assistem, submeti à Autoridade da Concorrência e DCIAP, uma exposição sobre o tema, solicitando a abertura de um processo de averiguações, tinha consciência das reduzidas probabilidades de sucesso. Porém, surpreendi-me hoje ao receber resposta da Autoridade da Concorrência. Esta entidade, fez o que lhe competia, o que não é pouco, nos dias que correm! Agradeceu o contributo que lhe permitiu melhorar o conhecimento do funcionamento do setor, cotejou os factos apontados com a legislação em vigor e reenviou a exposição para onde entende mais apropriado; o Ministério Público, visto que, no seu entender, os factos expostos, poderão envolver atos do foro penal. As minhas expetativas continuam a ser muito baixas, no entanto, não deixa de ser gratificante que, pelo menos esta instância, tenha dado sequência às preocupações cívicas de um cidadão comum. Caso haja entre nós alguém com conhecimentos jurídicos para conferir a sustentação do argumentário expresso pela Autoridade da Concorrência, agradeço a sua colaboração, manifestando desde já a minha disponibilidade para o que for necessário – dentro das minhas possibilidades. Na verdade, não estou convencido, uma vez que, perante o senso comum, os factos apontados, indiciam violação grosseira da sã concorrência, no caso em apreço. Por outro lado não posso deixar de estranhar que, tendo a matéria em causa a ver com o futebol nacional, a resposta tenha vindo precisamente no dia em que ficou definido o campeão da prova em curso no primeiro escalão! Fiquei com a ideia que houve a preocupação de não provocar instabilidade na prova! Devo dizer ainda que, após o desempenho de ontem na TVI 24. No programa “Olhos nos Olhos” com Judite de Sousa e Medina Carreira, onde interveio o Presidente (salvo erro) da Autoridade da Concorrência Dr Manuel Sebastião, mudei a péssima opinião que tinha dele, pela clareza das explicações que deu sobre o preço dos combustíveis, prestando um excelente serviço público. Resta-me aguardar a reacção do Ministério Público esperando que, igualmente, cumpra o seu dever de garante do Estado de Direito, pois, neste caso, não é apenas o nosso clube que está em causa, mas as condições do exercício de toda a atividade desportiva profissional, e não só, em Portugal. E assim poderemos conferir o funcionamento das instituições e formar a nossa opinião, traduzindo-a no momento do voto, dando-a previamente a conhecer aos candidatos a funções políticas. Viva Portugal Livre! AB

terça-feira, 17 de abril de 2012

Porque não ganha o Benfica IV!

Resumo dos meus trabalhos anteriores, “Os inimigos do Benfica” e “Porque não ganha o Benfica; III”:


• Defendo a tese de que, o FCP, é, hoje, uma organização de pendor eminentemente político-económico, constituindo, juntamente com o seu atual Presidente, um instrumento de afirmação regional de entidades de relevância regional e nacional, que são a causa primordial de discriminação desportiva a que temos assistido nas últimas décadas, constituindo a vários níveis uma agressão à nossa lei fundamental.


• Defendo ainda que, o aliado implícito político principal do FCP e, eventualmente, o mentor deste projeto é o Partido Socialista devido ao interesse comum da regionalização e a sucessivos episódios de natureza política.


• Defendo também, que a fação que atualmente governa O Partido Social Democrata e o País, converge nessa estratégia, visto que defende a regionalização, constando-se que, alegadamente, está em curso, discretamente, o processo de constituição da região Porto, envolvendo várias entidades ligadas ao FCP, o que, a ser verdade, viola os preceitos constitucionais que impõem a consulta popular através de referendo.


• A estrutura acionista do FCPFSAD, revela como acionistas de referência, o FCP com 40%, a Somague, A Sportinvest e António Oliveira, sendo que, quer a Somague quer a Sportinvest são acionistas, a meu ver indesejáveis, na SLBFSAD.


• A consulta dos currículos dos constituintes do Conselho de Administração da FCPFSAD, revela um elevado nível de formação académica e complementaridade, bem como sinais de eventuais fortes ligações indiretas a este nível com universo Américo Amorim.


• Conclusão da análise do Conselho Fiscal: Mantém-se o padrão de elevada formação académica dos seus membros, vasta experiência profissional e fortíssimo vínculo á economia regional, surgindo outras entidades relevantes: a SONAE, A AEP e a ACP.


Vejamos agora a constituição do Conselho Consultivo: Este órgão, que não tem equivalente no SLBFSAD, pronuncia-se sem caráter vinculativo sobre os temas que o Conselho de Administração entenda colocar-lhe. É constituído por dezoito membros, alguns dos quais figuras de relevo nas áreas económicas e política. No relatório não constam os seus currículos, pelo que, reportar-me-ei a informação geral e avulsa. Assim:


• Alípio Dias (Alípio Barrosa Pereira Dias) é o Presidente; figura de grande relevância no setor Bancário, ex-Presidente do Banco Totta e Açores, ex-Administrador do BCP, ex-candidato à compra da SLN – em nome de investidores-, ex-Deputado pelo PSD desde 1980 até 1995, Professor Universitário, Vice-Governador do Banco de Portugal, membro consultivo do BP, ex-Vice-Presidente da Associação de Bancos, ex-Secretário de Estado das Finanças e Orçamento, ex-Vice-Presidente da Associação Industrial Portuense, ex-Vice-Presidente da Associação de Desenvolvimento do Mercado de Capitais, Administrador da Kendal - Privado Holding; acionista da brisa -, ex-arguido no intrincado caso BCP tendo como “defensores” dois ex-presidentes da República, Marques Mendes e Manuela Ferreira Leite, ex-Administrador da construtora Monte SGPS, autor do opúsculo Nova Política Monetária, membro do Conselho Fiscal da Fundação Oriente, recrutado por Ângelo Correia para gestor da Fomentinveste empresa a que preside, ex-Presidente da CGD. Quanto a esta ilustre figura, fico por aqui porque isto parece não ter fim!



• Américo Amorim; Dispensa apresentações, não é verdade? Com uma fortuna superior a 3000 ME, podia comprar todos os clubes de futebol e organizar uma dúzia de campeonatos só para se entreter! Segundo a Wikipédia:


• Terminou o Curso Geral do Comércio e ingressou na empresa de cortiça da família, cuja origem remonta a 1870. Com os seus irmãos, participou na fundação da Corticeira Amorim, da Ipocork e da Champcork, empresas do sector dos derivados da cortiça. Posteriormente tornou-se responsável executivo da holding Corticeira Amorim, que controla as empresas corticeiras e afins. Através de outra holding, a Amorim - Investimentos e Participações, estendeu os seus investimentos aos sectores da energia, do turismo e da finança, sendo um dos principais accionistas do Banco BIC Português, a terceira maior instituição bancária de Angola. Em nome individual concentra participações sociais de relevo na Galp Energia e no Banco Popular espanhol, onde é o terceiro maior accionista. É cônsul-geral honorário da Hungria em Portugal. Segundo a Forbres:


• Américo Amorim é o novo chairman da Galp, avança o Económico. Na lista elaborada pela revista Forbes em 2011 é o mais rico de Portugal e um dos 200 homens mais ricos do Mundo. Américo Amorim, vale 5,1 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros), mais 1,1 mil milhões (791 milhões de euros) do que os 4 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de Euros) que valia em 2010.


• As declarações do homem mais rico de Portugal, Américo Amorim, com uma fortuna orçada em 3,6 mil milhões de euros pela revista "Forbes" em 2011, encerram uma grande verdade. Não por causa da sua suposta pobreza - com 3,6 mil milhões de euros ainda se consegue ir à Fonte da Telha beber umas cervejas -, mas por causa da filosofia que expressam. Quando lhe perguntaram se seguiria o exemplo de milionários norte-americanos e franceses que exigiam ser mais taxados para participar no combate à crise, Amorim não responde à questão, mas sempre vai dizendo: "Não me considero rico, sou um trabalhador." Esta frase é reveladora: Amorim não é rico porque trabalha. Logo, quem trabalha, regra geral, não consegue enriquecer - diz-nos o homem mais rico de Portugal e confirmam-nos as estatísticas: no mundo desenvolvido, nos últimos 30 anos, os ricos ficaram muito mais ricos e os pobres receberam uma menor percentagem do rendimento disponível. Atentemos ao exemplo da maior economia do mundo. Entre 1978 e 2008, o rendimento do segmento de 1% dos mais ricos da população norte-americana cresceu fortemente. Em 30 anos, passou de 8,95% do produto interno bruto para 20, 95% do mesmo PIB. É fácil perceber a quem eles foram tirar o dinheiro.


• É criada a Amorim Investimentos e Participações (AIP) e em 1988 a Corticeira Amorim passa a estar cotada em bolsa, tornando-se líder mundial do sector em 1989, com a aquisição do grupo sueco Wicanders.


• A par da cortiça, ainda hoje o “core business” do empresário, o Grupo interveio também em várias operações e actividades ligadas à banca privada, ao petróleo e às telecomunicações móveis.


• Participou na fundação da Sociedade Portuguesa de Investimentos (SPI), actualmente banco BPI, projecto que abandona em 1984, ano em que avança com mais 12 empresários para a criação do Banco Comercial Português (BCP). Este surge um ano depois com Américo Amorim a convidar Jardim Gonçalves para a sua direcção.


• Poucos anos depois, funda a Soserfin, hoje BPN – Banco Português de Negócios/Real Companhia de Seguros, e em 1992 o BNC – Banco Nacional de Crédito, efectuando em 2003 uma troca de acções deste banco com o BPE – Banco Popular Español. Em Maio de 2005, criava então o BIC – Banco Internacional de Crédito, em Angola.


• No sector petrolífero, participou em 1995 na privatização parcial da empresa petrolífera Petrogal e em 2005 adquiriu uma participação do capital da Galp, em parceria com a Sonangol.


• Como conta Miguel Judas, no seu livro “Os 10 mais ricos de Portugal”, fez também um dos melhores negócios com a Telecel e, aliado ao BES, à Centrel e à Efacec, ganhou em 1991 o concurso para as comunicações móveis em Portugal, um investimento de 15 milhões de contos que anos mais tarde veio a vender ao grupo Vodafone por mais de 100 milhões de contos.


• É o português que mais relações manteve no período de 1958, até ao final da perestroika, com todos os países da ex-COMECON – a organização económica que agrupava os Estados satélites da URSS. E é um dos primeiros industriais a deslocar-se aos territórios do antigo bloco comunista, numa altura em que Portugal não mantinha com eles qualquer tipo de relação devido à natureza ideológica do regime de Salazar, conta Miguel Judas


• Ainda hoje mantém relações com todos eles, independentemente do seu estado político e da sua evolução.



Desculpem, entretanto, adormeci e tive um sonho mau! Imaginem só! Sonhei, que alguns dos fundadores do BPN, estão entre os fundadores do BIC, que acabou de comprar aquele, depois do Estado Português – ou seja todos os Portugueses – nele ter injectado mais de 6000 ME! E o que mais virá! Não acham que estou a ficar xoné?



Lembrei-me agora; não andam por aí uns chicos-espertos a dizer que o Benfica é o clube do regime? Mas, é que, está-se mesmo a ver, não está?

Olhem; fico por aqui por hoje, mas isto vai ser longo e tem que ser aos poucos!



Recomendo-vos porém que leiam tudo com muita atenção para perceberem muito bem…volto a dizer, muito bem, onde está a força de Pinto da Costa e quem são os verdadeiros “inimigos do Benfica”, ou seja…de todos nós!


Dizem então que acabou a ditadura, não é? Mas…é que está-se mesmo a ver!



Viva o Benfica!

Viva Portugal Livre!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Enfrentar o sistema.

Ainda que tenhamos a equipa perfeita, jamais ganharemos enquanto o gerente de caixa e seus correligionários se mantiverem no sistema, pela simples razão de que o Benfica não tem peso institucional, apesar dos alegados 14 milhões de passivos adeptos.


Há que enfrentar o sistema de forma frontal e decisiva; ao primeiro minuto estaríamos a ganhar 1-0 e o SCP ficaria reduzido a 10!


Proponho, falta de comparência da nossa equipa na final da Taça da Liga, como sinal de protesto!


Metam a taça da liga no olho do...!


Viva o Benfica!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Um olhar sobre os Portuenses e o Portismo.

O Pedro Soares comentou a minha penúltima crónica levantando u
m tema que reputo da maior importância. A minha resposta foi tardia e parece ter passado despercebida, razão porque aqui reponho ambas.


Pedro SoaresMar 24, 2012 04:32 PM

Embora digas muitas verdades no teu texto gostava que me explicasses porque o norte é cada vez mais pobre em relação a Lisboa (lISBOA, DIGO lISBOA)! Não terá mão do FCP de certeza! O Benfica não perdeu este jogo e o de Guimarães por culpa do FCP ou sistema como queiras, para um apreciador de futebol repara que existem erros de treinador e de equipa! O Benfica não é de agora que nas últimas jornadas fica sem perninhas e sem soluções para jogar de igual forma, já lá vão 3 anos assim e relembro que no ano do campeonato foi a mesma coisa! Como pode uma equipa como o Benfica atirar-se ao árbitro pelo lance do Aimar, se no último minuto o Saviola falha um golo em frente ao guarda-redes? Como pode um treinador desculpar-se de uma expulsão a perda de 2 pontos? Como pode o Benfica jogar com 2 esquerdinos no lado direito e ter um direito do lado esquerdo? Como pode o Benfica ter 95% dos jogadores a jogar a época toda sem haver rotatividade? Como pode ainda o Benfica comprar jogadores como se não houvesse amanha e não contratar jogadores para a equipa principal onde realmente temos défice? Li á
alguns dias atrás que JJ está a estudar preencher esses tais défices, mas, tão a brincar com o clube??? Não ganhamos jogos por pensar que já estão ganhos, não ganhamos porque a direção não age quando tem de agir, não ganhámos porque o discurso do treinador passa por "valorizo jogadores", ou melhor "comigo o SLB vai na 3 época á champions" e não ganhamos porque o sistema está de braço dado com o nosso clube mas com uma diferença para o FCP, não funciona para o SLB! Deviam todos ser como o Maxi, na altura de falar, não fala e "resmunga" com a situação! Ainda não percebi porque o SLB não entrou em Blackout! Calem o Jesus por favor é ridículo aquele homem!


António Barreto Mar 27, 2012 03:23 AM


Repito a resposta anterior; com todas as insuficiências da nossa equipa, teríamos ganho se a trabalho da equipa de arbitragem tivesse sido competente. Quanto à tua referência inicial; embora não tenha aqui, agora, informação económica detalhada - verificarei isso mais tarde - sei que o rendimento médio da população do norte é inferior ao da de Lisboa, da Madeira e do Algarve, mas, julgo que não está a diminuir (terei de confirmar). Devemos ter em conta que, na região de Lisboa, estão sediadas grande parte das maiores empresas nacionais com elevadíssimas remunerações dos seus quadros, as quais, fazem subir, julgo que significativamente, o rendimento médio per capita. É a célebre história da galinha! Descontando este fator, provavelmente, continuará a verificar-se essa realidade. No entanto, toma nota que, esse não é um problema exclusivo do Norte, é também do Centro, do Alentejo do Algarve (menos) e de todo o interior, que está a ser cada vez mais abandonado. Ainda não vi nenhum político nortenho preocupar-se com essas regiões! Afinal onde está a solidariedade?


Aliás, recordo para não mais esquecer, uma afirmação feita há muitos anos por Ludgero Marques, reivindicando para o Norte as contrapartidas correspondentes à sua alegada maior produção de riqueza, sem qualquer consideração de solidariedade para com as regiões mais pobres do país! Digo-te, que perdi toda a consideração que tinha por ele...e podes crer que era muita!


Em todo o caso, na minha perspetiva, esse é um tema do foro político e social e não desportivo, que deverá ser tratado pelos representantes políticos da população e outras organizações cívicas e não por um clube de futebol.

O certo é que, quanto a mim, o FCP tira dividendos desportivos dessa realidade, graças a uma certa alegada chantagem que permanentemente exerce sobre os governos e que lhe permitiram ascender ao total controlo desportivo do País em detrimento de todos os outros concorrentes. O que estou a dizer é que, em minha opinião, nem os dirigentes do FCP, nem os capitalistas nem os políticos aliados do grupo FCP, estão muito interessados no progresso económico das populações, visto que retiram benefícios de vária ordem desse atraso.


Por outro lado, a euforia dos títulos, mantém essa mesma população sossegada, servindo assim como prevenção a eventuais distúrbios sociais, o que, é do agrado de qualquer governo.

Portanto, quanto a mim, o futebol tem servido como moeda de troca no que diz respeito ao norte; "oferecem-se" títulos desportivos em troca de desenvolvimento, comprando assim o silêncio do povo, como é característico dos países pobres e dos regimes totalitários, servindo sim, os interesses dos governos, dos dirigentes do FCP e das elites económicas e políticas do Porto.


Portanto, ao contrário do que é propalado, o FCP tem sido um dos principais agentes do empobrecimento da população do Porto e do norte. Os investimentos faraónicos que têm sido feitos nessa região, raramente têm a ver com as suas necessidades prioritárias. O resto é retórica pateta.

Quem tem olhos de ver, que veja.

(Tela de Abel Manta)

AB

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Os “inimigos” do Benfica III

Resumo dos meus trabalhos anteriores, “Os inimigos do Benfica” e “Porque não ganha o Benfica”:

•Defendo a tese de que, o FCP é hoje uma organização de pendor eminentemente político-económico, constituindo, juntamente com o seu atual Presidente, um instrumento de afirmação regional de entidades de relevância regional e nacional, que são a causa primordial de discriminação desportiva a que temos assistido nas últimas décadas, constituindo a vários níveis uma agressão à nossa lei fundamental.

•Defendo ainda que, o aliado implícito político principal do FCP e, eventualmente, o mentor deste projeto é o Partido Socialista devido ao interesse comum da regionalização.

•Defendo também que a fação que atualmente governa O Partido Social Democrata e o País, converge nessa estratégia, visto que defende a regionalização, constando-se que, alegadamente, está em curso, discretamente, o processo de constituição da região Porto, envolvendo várias entidades ligadas ao FCP, o que, a ser verdade, viola os preceitos constitucionais que impõem a consulta popular através de referendo.

•A estrutura acionista do FCPFSAD, revela como acionistas de referência, o FCP com 40%, a Somague, A Sportinvest e António Oliveira, sendo que, quer a Somague quer a Sportinvest são acionistas, a meu ver indesejáveis, na SLBFSAD.

•A consulta dos currículos dos constituintes do Conselho de Administração da FCPFSAD, revelou um elevado nível de formação académica e complementaridade, bem como sinais de eventuais fortes ligação indireta a este nível com universo Américo Amorim.

Vejamos agora o que se passa relativamente aos membros do Conselho Fiscal:

•Presidente: José Paulo Almeida; licenciado em Economia pela FEP, tem um currículo empresarial vastíssimo ligado aos têxteis, a associações empresariais- ACP, AEP e CIP, ANJE, AGAVI -, consultadoria, etc. Enfim, uma pessoa de grande competência e experiência, fortemente “vinculado” a setores relevantes da economia regional.

•Vogal: Armando Luís Magalhães; licenciado em Economia pela FEP, MBA em Management, ROC, larga experiência em instituições de crédito, vogal de várias instituições do grupo SONAE - Sonae Industria, Sonae Capital, Sonaecom – vogal da Fundação Eça de Queiroz, etc. Ora cá temos mais uma entidade de grande relevo, a SONAE, na estrutura da FCPFSAD.

•Vogal: Filipe Carlos Moreira; Vasto e sólido currículo em direito, com licenciatura na FDC, e pós-graduações em Itália - Direito Comercial - e na FDC - Estudos Europeus -, Direito Público - UCP, formador da AO e profunda experiência no setor, em várias organizações.

•Suplente: José Manuel dos Santos; licenciado em Economia pela FEP e Estudos Europeus pela FDC. Teve fortíssima ligação à AEP, ao Conselho Empresarial do Norte, a múltiplas sociedades e entidades.

•Conclusão: Mantém-se o padrão de elevada formação académica, vasta experiência profissional e fortíssimo vínculo á economia regional, surgindo ouras entidades âncora: a SONAE, A AEP ea FEP.

Por hoje fico por aqui, mas, é para continuar.

AB

sexta-feira, 23 de março de 2012

O Meu país de Marinheiros

O pequeno barco de madeira "Nagia" surgiu à entrada da barra de Peniche regressado da Mauritânia. Vinha carregado de "peixe grosso" refrigerado no velho porão. Miguel, reparando na erosão do costado, mais uma vez, admirou a coragem determinada de Mestre Zé e seus homens em demandarteimosamente, naquele "velho chinelo", os mares da Mauritânia. Imaginava o inferno a bordo da pequena embarcação durante o mau tempo que se fizera sentir na semana anterior. Miguel conhecia a vida do mar, por isso os admirava.

No cais, perto de si,estava a ti Arminda, mulher do Mestre Zé, com seu filho Jorge pela mão. Ansiosa, recordava as aflições da viagem, das quais tivera conhecimento vía rádio. Tinha já as redes prontas para a viagem seguinte, pagara as contas a todos os fornecedores e mantinha as fazendas tratadas. Olhando com respeito aquela mulher alta, silenciosa, serena e determinada, com seu filho, Miguel percebeu a essência da grandeza do seus "país de marinheiros, de naus, de esquadras e de frotas" de que Nobre, tão emotivamente falara. Ocorreu-lhe então a epopeia do "Aziz" barco também de madeira mas de maior envergadura,onde fizera a sua primeira assistência técnica,capitaneado pelo Mestre Alexandrino, um jovem, mas "velho" guerreiro do mar o qual, não hesitou em regressar ás lides, apesar dos ataques dos guerrilheiros da Frente Polisário, nos quais morrera um camarada e a embarcação ficara semi-destruida! Lembou-se do "Nejma V", um "chinelo" tipo "Najia", que jazia amarrado ao cais recuperando de idêntica destruição por idênticos motivos. Ti Manel, o velho armador que irradiava bonomia, temeu pela vida do jovem filho, mestre da embarcação, e restantes camaradas, mas sonhava já com o dia de regresso á pesca.

Um sentimento de decepção e indignação foi-se apoderando de Miguel, ao constatar a quase total ausência de relevo noticioso destes episódios pelos vários órgãos da comunicação social. Verificava, desgostoso, que os seus heróis não eram os da atualidade. Outros protagonistas suscitavam a atenção dos editores e público, que se mantinha entretido com as intermináveis, estéreis e patéticas "guerras" do futebol e político-partidárias. Percebeu, que a degradação de valores que vislumbrava, haveria de dar mau resultado.

A embarcação "Dário", barco também de madeira, um pouco maior que o já desmantelado "Najia", afundou-se ontem ao largo da ilha da Madeira. O pequeno Jorge, herdara do pai o ofício e a coragem, mantendo a pequena embarcação em atividade, apesar de todas as,perseguições de que se dizia vítima por parte das autoridades marítimas portuguesas. Não percebia porque não o deixavam trabalhar em paz! Miguel gostava dele pelas mesmas razões por que gostara de seu pai e de sua mãe. Uma amizade silenciosa, soliária, não expressa, apesar de presente.

Dário jazia agora no fundo do mar, e com ele o testemunho do seu próprio trabalho e dos seus companheiros. Sorriu com a imagem de um qualquer peixe observando o seu logotipo. Sabia que Jorge voltaria ao mar e não tardaria a entrar-lhe em casa para combinar novas e velhas aventuras. Miguel, afinal, sabia que o "Dário" tinha, desde há muito, o destino traçado, e sabe que, apesar da espuma política malcheirosa que o apoquenta diáriamente, os portugueses de facto, contnuarão Portugal.

Araujo da Silva




Oito pescadores salvos de naufrágio
www.cmjornal.xl.pt
Uma paragem nos motores, devido à entrada de água num tanque de gasóleo, causou ontem o afundamento do pesqueiro ‘Dario’, ao largo da Madeira, e obrigou os oito tripulantes a refugiarem-se numa balsa de salvamento. Três horas após o alerta, foram resgatados com vida por um navio de cruzeiro e depois...

quarta-feira, 21 de março de 2012

“Os inimigos do Benfica”

Já referi em vários fóruns, que, os Benfiquistas, para perceberem a dimensão dos opositores do seu clube têm que ver para além de Pinto da Costa. O atual Presidente da FCP- Futebol Sad, quanto a mim, não passa de um porta-estandarte; uma cortina de fumo permanente, com a missão de manter as hostes unidas, alegadamente, apelando “á intifada azul” anti-Benfica, suscitar as atenções gerais e “desviar” o olhar do verdadeiro poder que sustenta o grupo FCP, o qual se move ao mais alto nível nos bastidores dos mais variados sectores da vida nacional, exercendo, ainda que ocasionalmente e, aceito a contragosto, até involuntariamente, uma influência dissuasora nos vários agentes reguladores de eventuais litigâncias ou interesses que afetam o seu clube.

Enquanto cidadão observador do fenómeno político-social, estou desde há muito convicto de que, os defensores da regionalização, quer da zona do Porto, quer nacionais, vêm no grupo FCP um instrumento de afirmação política regional que, eventualmente, poderá explicar a descriminação positiva de que, quanto a mim e salvo melhor opinião, aquela instituição tem beneficiado desde há largos anos, com prejuízo de todos os outros seus concorrentes.

De facto, vários episódios do conhecimento público referidos na comunicação social (CS), levam-me a supor que existe um entendimento de bastidores entre o Partido Socialista (PS) e os dirigentes do FCP, o qual, eventualmente, poderá estar na base da descriminação positiva que referi, dado o recente e prolongado exercício de poder executivo por este partido. Comentários publicados na CS da época referiram mesmo que, alegadamente, teria sido António Guterres a dissuadir Pinto da Costa de se retirar das lides futebolísticas. Eu e com certeza, muita gente, gostaria de saber se, tal, é ou não verdade. O PS deveria clarificar isto, para sabermos em definitivo quem é quem, já que, a ser verdade, prestou um mau serviço ao futebol e ao pais, revelando falta de respeito pelos concorrentes do clube em questão, eventualmente por motivos de natureza política.

O Partido Social-Democrata, historicamente opositor da regionalização parece ter mudado de posição nesta matéria com a emergência ao poder de nova fação. Efetivamente, aqui e ali, alguns comentadores, atribuem a altos responsáveis políticos, movimentações nesse sentido. Pessoalmente, estou convicto que é um dos propósitos do atual governo. Não tardaremos a percebê-lo. O futuro dirá.

Deixo claro que não sou um opositor da regionalização, pelo contrário, sou um feroz opositor do centralismo asfixiante e prepotente venha de onde vier. E aqui é que está o gato! É minha convicção de que, a maioria dos regionalistas, nada mais pretendem do que, deslocar o centralismo para as suas esferas de influência onde poderão exercer o poder a seu belo prazer.

Os casos da Madeira, Açores e do Futebol são bem o exemplo disso, com os resultados que se conhecem. Hoje mesmo foi noticiado, que a dívida total dos Municípios e Empresas Municipais, já orça os 12 mil ME, contra os 8 mil ME, que se esperavam! Parece que, efetivamente, ninguém sabe a quantas andamos! Paga desgraçado, escravo, contribuinte! É Deprimente e revoltante!

Aqui chegado, é claro para mim que, estando vedado aos clubes a ação política, reconhecendo que o grupo FCP, tanto quanto me apercebo, não a exerce explicitamente, a vantagem deste grupo sobre todos os outros seus congéneres é precisamente de natureza política ainda que de forma implícita ou indirecta, pela convergência de interesses que referi antes. Tal reflecte-se a vários níveis, quer nas instâncias governamentais, parlamentares, desportivas quer até, no desempenho dos Srs. Árbitros, os quais, alegadamente, se sentem mais protegidos quando erram em benefício do FCP e alegados clubes aliados.

Por Tudo isto, é para mim claro que, as estruturas futebolísticas, continuando, alegadamente, “colonizadas” pelo lóbi portista, não terão capacidade para restituir a transparência e justiça desportiva. Por tal razão, os Benfiquistas, se quiserem proteger os efetivos direitos do seu clube, devem transformar o seu peso social em influência política, não para defender privilégios especiais para o Benfica, mas tão-somente, para impor aos governos e candidatos a governo uma agenda que garanta a efectiva igualdade de todos os cidadãos perante a lei bem como o desenvolvimento desportivo de todo o país.

Quando tal acontecer, não hesitarei, em felicitar aqueles que, lealmente, consigam vencer qualquer equipa do meu clube. Faz parte do meu entendimento de Benfiquismo aplaudir todos os que o mereçam. Lamento dizê-lo, mas, salvo casos pontuais, nas últimas décadas, não tem sido o caso do FCP.

Fico por aqui, que a coisa vai longa, mas, obviamente que é para continuar.

PS: Parabéns aos nossos Atletas e equipa Técnica pela excelente vitória de ontem, onde mostrámos que somos, efetivamente melhores dentro das quatro linhas. No entanto, é necessário melhorar o posicionamento e dinâmica de compensações no meio-campo, bem como melhorar a qualidade do passe e rever algumas opções ofensivas onde temos que explorar mais a meia-distância. Como é costume, os nossos adversários revelaram mau perder queixando-se injustificadamente do árbitro e desvalorizando pateticamente esta prova. As declarações de Pinto da Costa na zona mista, foram um exercício patético de tentativa de “intoxicação” dos ouvintes. Contudo, mais uma vez, foi uma lição do Benfica sobre como receber dirigentes adversários em sua casa mesmo quando merecem ser postos no olho da rua. Lição que Pinto da Costa e restantes dirigentes Portistas, fariam bem em aprender de uma vez por todas.

AB