Desporto

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Honra e Dever

Concerto insólito:
Pág. 206
Cena insólita esta que o farolim de  Marca Samba testemunha naquela noite. Durante mais de uma hora, no meio do mar, longe do mundo, longe de tudo, um pequeno grupo de fuzileiros de camuflado, de armas à bandoleira, cansados mas eufóricos com o sucesso da missão, escarranchados nos botes pneumáticos e tendo o seu comandante como maestro, entoram árias de conhecidas óperas com que se puseram a entreter o tempo de espera que, naquelas ocasiões, se escoava muito lentamente. O marinheiro “Setúbal” foi um dos cantores à força: “O regresso foi difícil porque não dávamos com o patrulha. Então, o comandante resolveu mandar-nos cantar explicando-nos que o som junto à água se propaga mais depressa. Ainda tentei resistir, mas era impossível, todos tínhamos de cantar, não havia excepções. Ele desatou a cantar a Samaritana, depois óperas, e só descansou quando por fim, bastante tempo mais tarde,  lá vimos a luz do patrulha e viémos embora.”

O massacre dos Capitães:
Pág. 207
Pela mesma altura, ocorre porém um revés em todo este processo de pacificação: o massacre dos majores, como ficou conhecido para a História. Havia algum tempo já que, no mais absoluto sigilo, decorriam contactos superiormente autorizados de alguns militares portugueses  com elementos do PAIGC, , no sentido de se alcançar a paz pela via não armada. No dia 20 de Abril de 1970 tem lugar o encontro final entre os principais elementos do Estado-Maior do CAOP (de Teixeira Pinto) e os chefes guerrilheiros da região de Cobiana-Churo. Avançam confiadamente os Portugueses para a reunião combinada a norte da região Có-Pelundo. O pequeno grupo era contituido pelo major CEM Passos Ramos, chefe do Estado-maior do CAOP; pelo major de artilharia Pereira da Silva, oficial de informações, e acção psicológica; pelo major de infantaria Magalhães Osório; pelo alferes miliciano Palmeiro Mosca, adjunto para o desenvolvimento sócio-económico; e por um intérprete. Como habitualmente, todos iam desarmados. Chega ainda a estar prevista a participação do general Spínola, mas, vivamente desaconselhado pelo seu Estado-Maior, resolve à última hora não comparecer, para frustração do inimigo que contava prendê-lo nessa ocasião.
                Segundo relatam mais tarde os guerrilheiros que participaram na emboscada, os portugueses faziam-se transportar em dois jeeps que chegam ao local combinado 10 minutos depois do meio-dia. O primeiro a ser abatido é Passos Ramos, quando sai do carro. Os outros foram selvaticamente mortos, sendo retalhados a golpes de catana. Os corpos foram recuperados no dia seguinte, completamente mutilados.
                Em Setembro, cinco meses depois, Amílcar Cabral irá referir-se ao assassinato dos três majores num discurso triunfalista proferido em Conakri , por ocasião de mais um aniversário do PAIGC, e glorificará aquele “ato heróico”: “Depois de vários contactos, cartas ridículas, ofertas, presentes e promessas de toda a espécie, os colonialistas sofreram mais uma derrota vergonhosa: os nossos heroicos combatentes liquidaram os majores e outros oficiais e soldados que pensavam que podiam comprar-nos.”

Zaratustra: Eis a verdadeira face de Amilcar Cabral, esse grande amigo dos portugueses! Não tem perdão; nem na Terra nem no Céu! Nem ele nem os seus apoiantes!
 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Gattuso não esquece Rui Costa

 
 
Gattuso
 


 


 Nós também não!

Van Basten diz que Benfica é o clube certo para Djuricic

 
 
 


O Benfica é o clube certo para qualquer bom jogador!

Benfica-Académica (1-0)


Ganhámos, justamente, quando já desesperávamos, graças a uma grande-penalidade indiscutível, superiormente executada por Lima, que o árbitro da partida teve a coragem de assinalar. Estejamos atentos ao trajeto profissional deste árbitro, Nuno Almeida de seu nome.
 
Só faltou ao Treinador da Académica trazer aplicar um taipal na sua baliza! Este futebol tem que ser banido da primeira liga, visto que nega o direito do público ao espetáculo para o qual pagaram bilhete, impedindo, simultaneamente, o crescimento competitivo do futebol nacional. Claro que Pedro Emanuel tratou, não de defender os interesses da Académica, mas os do seu verdadeiro clube; o mostrengo. Não tenho a menor dúvida de que o empate neste jogo teria rendido choruda maquia aos academistas. Daí o desespero.
 
A equipa da Académica jogou com as linhas muito próximas, em bloco curto, recuadas no terreno - até aos 40 metros -, marcando em cima, bloqueando as alas com vários elementos - dois a três -, esperando numa transição rápida o bafejo da sorte. Com grande frescura física, entregou as despesas do jogo ao Benfica, abdicando totalmente dele. Pudera, antes de entrar em campo já tinha um ponto!
 
A equipa do Benfica, desfalcada cirúrgicamente de Matic e Cardozo, assumiu o jogo, empastelando-o, sem velocidade, sem dinâmica, sem sincronismo. É certo que Jesus negou défice físico, mas ele esteve lá! Por isso houve menos desequilíbrios, houve vários passes e cruzamentos falhados, ganhávamos poucos ressaltos, deixávamo-nos antecipar. Por isso alguns jogadores se agarravam demasiado à bola, sintoma típico da falta de força.
 
Apesar disso, surgiram algumas oportunidades. Ola John teve o golo nos pés, quis preparar o remate mas acertou no poste! Naquela zona, o remate deve ser espontâneo, caso contrário há vantagem para os defesas. O lance da grande-penalidade surgiu num movimento improvável em que Artur, numa excelente iniciativa, com a equipa adversária toda metida na sua área, sobe no terreno colocando nela a bola, que Kardec penteou para a zona frontal onde apareceu Gaitan, impedido de fuzilar devido ao derrube do defesa contrário. Lima não perdoou, marcando a preceito e festejando com merecida euforia.
 
O Árbitro esteve bem, exceto ao não assinalar falta por mão na bola de um defesa da Académica aos 48 minutos.
 
O Benfica venceu mais um obstáculo cirúrgicamente planeado pela "exemplar estrutura" para perder pontos, à semelhança do que aconteceu com o Braga, Académica e Porto. Estão a esgotar-se-lhe os argumentos, enquanto o pinto esbraceja e esperneia na teia que ele próprio teceu.
 
AB
 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O Beijo de Judas


 
O Beijo de Judas (de Giotto)
 

 
Os cristãos designam por "beijo de Judas" qualquer ato que, parecendo amistoso, prejudica quem o recebe, por analogia com o conhecido episódio da "traição" de Cristo por Judas Escariotes, o seu apóstolo predileto.
 
Mário Coluna, " O Monstro Sagrado" é digno de todos os encómios, por tudo o que foi enquanto desportista, por tudo o que tem sido para os seus concidadãos; uma esperança de vida.
 
Já o atual Governo e o suposto mentor deste agraciamento - Miguel Relvas - merecem todas as reservas. Porquê? Porquê agora? É certo que a corrente política que detém atualmente o poder está dele afastada há muito, descontando o breve interregno Barroso-Lopes. Porque será que, em momento tão atribulado, em que quase todos os portugueses vivem apavorados com o seu futuro e dos seus filhos, em que os governantes são atacados diáriamente de todas as frentes, vilipendiados, insultados, instados a encontrar rápidamente, soluções eficazes para tirar o país do atoleiro em que se encontra, surge esta homenagem?

A que propósito se lembraram, agora, de um atleta emblemático dos anos 60/70, atleta de um clube que tem sido discriminado pelo falsos democratas que prometeram abolir todas as ditaduras? Um clube a que o ressabiamento e o ódio dos vencidos atribui falsos vínculos ao regime que designam de "fascista". Um clube que tem sido objeto de tentativa continuada de extermínio, com a complacência de todas as forças políticas, nomeadamente as que atualmente governam o país?
 
Todos sabemos que a origem da preponderância do Porto no futebol nacional radica na assunção da causa regionalista pelos seus dirigentes, transformando-o num mero instrumento de afirmação política regional, beneficiando de cumplicidades a todos os níveis nas múltiplas estruturas da administração pública, que lhes assegura tratamento especial, quer dentro quer fora das quatro linhas.
 
A regionalização é uma causa fraturante, ansiada por muitos caciques locais, não com o interesse de melhorar a eficácia do desenvolvimento solidário de Portugal, mas com o intuito de satisfazer as suas aspirações de poder. A ala vencedora do maior partido da coligação, contráriamente à que a antecedeu, apesar de não o ter assumido publicamente, é favorável à regionalização, fomentando nos bastidores a institucionalização do processo, proporcionando aos regionalistas o acesso a cargos de relevo no poder local como requisito transitório para nova fase já em preparação.
 
É irrelevante que Relvas seja, supostamente, um portista convicto, mas já é significativo que tenha sido por sua influência que a distrital do PSD do Porto tenha aceitado a candidatura de Menezes à câmara do Porto, o que veio a acontecer após muita controvérsia, precisamente, na gala do Porto, onde esteve presente. Menezes é um regionalista que não inspira confiança, que tem proporcionado financiamento público continuado  e descarado, através da CMVNG e da FPG, ao clube regionalista. Entregar a câmara a Menezes é subordiná-la aos dirigentes do Porto. É isso que quer o PSD?
 
Sucede que, José Relvas, num gesto de deselegância inadmissível num governante, apesar de convidado, não compareceu nem se fez representar na gala do Benfica. Tal atitude só pode ser interpretada pelos Benfiquistas como um ato hostil ao seu clube e de cumplicidade com o mostrengo, extensível a todo o Governo. Um mau sinal.
 
A esta homenagem, pode não ser estranho o suposto protocolo entre a escola de futebol de Mário Coluna em Moçambique e o Porto, funcionando como contrapartida e, sobretudo, como o anúncio implícito de uma pretensa vitória do mostrengo no tabuleiro moçambicano e logo com uma figura emblemática do clube. 
 
Aqui chegados, parece óbvio que, ao Governo, não move qualquer sentido de justiça no reconhecimento do mérito desportivo de Mário Coluna e, implícitamente, do seu clube, o Benfica. Apenas se serve de ambos para atenuar a forte contestação pública de que tem sido alvo, visando o universo social do Benfica e a trajetória desportiva ascendente deste, quer interna, quer externa. Não foi por acaso que o anúncio deste agraciamento aconteceu logo após a excelente  vitória sobre o Bayer Leverkusen.
 
Finalmente, este gesto, mostra onde está o verdadeiro poder do Benfica e o caminho a seguir para a regeneração do futebol e do desporto em geral; transformar a tremenda força social do clube numa força cívica capaz de condicionar a ação política e governativa conforme aquele propósito.
 
AB 
 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

O Grande Capitão

 
 
 
 
 
Mário Coluna
 
 
Mário Coluna foi agraciado pelo atual Governo com o Colar de Honra ao Mérito Desportivo, um gesto que se saúda pelo merecido enaltecimento de um desportista exemplar, que maravilhou todos os adeptos da arte de bem jogar futebol. Coluna, "coração" do Benfica e da Seleção, foi um atleta de enorme requinte técnico, grande capacidade atlética e de liderança, tudo alicercado numa rara serenidade e correção. Era um todo o terreno, a recuperar, transportar, construir e finalizar. Quem o viu jogar não o esquece e sabe que se trata de um dos melhores jogadores de toda a história do futebol mundial. Ficou para sempre gravado na minha memória o extraordinário golo que fez ao Barcelona na final da Taça dos Clubes Campões Europeus, antes da era Eusébio; canto alto da esquerda, ressalto aéreo para a entrada da área e...Mário Coluna, soberbo, de pé direito, sem deixar cair, a disparar tremenda bomba indefensável, desmantelando a resistência mental do estraordinário Barcelona. Memorável.
 
Parabéns Mário Coluna e obrigado pela magia do teu futebol com que nos brindaste pelos estádios de toto o mundo.
 
AB

Esperneando na própria teia

Acabou-se o ciclo da "fina ironia". As graçolas idiotas que os profissionais da bajulação, temendo perder as lentilhas diárias, designavam por "fina ironia", deixaram agora de ter graça, pelo excesso de ridículo de que se revestem.
Tendo declarado recentemente que "só os burros criticam os árbitros" a figura sinistra do futebol, veio agora a terreiro criticar João Ferreira, árbitro do último Benfica-Porto, considerando-se com este gesto, implícitamente, burro!
É a opinião que tenho há muito. Só um burro é incapaz de entender que, para as pessoas normais, a efetiva motivação das vitórias é ganhar o respeito dos outros, principalmente dos adversários. De nada servem quando suscitam o desprezo geral. São como a água salobra; não matam a sede e pesam na consciência. 
E porque critica o Sr Pinto o João Ferreira? Porque a sua agremiação político-desportiva não foi capaz de ganhar ao Benfica, o qual se superiorizou grande parte do jogo e esteve à beira da vitória, com dois tentos em que esfrangalhou toda a defesa contrária. Vai daí, como tantas e tantas vezes tem acontecido, não só no futebol, considera o bacano, que o juiz da partida deveria ter fragilizado o adversário, retirando-lhe dois elementos, porque a sua equipa tem de ganhar! Ora esta não é uma atitude digna de quem aspira a ser campeão.
Em total descontrolo, insinuando  parcialidade premeditada  de João Ferreira, Pinto invocou a escuta - única - em que Filipe Vieira, respondendo às sugestões de Pinto de Sousa, de árbitros para o jogo da final da Taça de Portugal, revela confiança em Ferreira, depois de manifestar a sua revolta pela hostilidade que os árbitros em geral tinham tido para com o seu clube. Pinto sabe bem que era prática corrente nestas finais o árbitro ser nomeado com a concordância prévia dos dois finalistas. E muito bem. 
Mas com que lata vem este bacano invocar escutas inócuas de outros, quando ele próprio é figura central de dezenas delas que mostram inequívocamente a sua influência miserável sobre elementos das entidades organizadoras e árbitros em proveito do seu pseudo-clube? Escutas estas que em qualquer país decente lhe teriam valido pena de prisão, só evitada pela inoportuna revisão dos códigos civil e penal proporcionada pela estúpida cumplicidade partidária. 
Como é possível que nenhum portista ilustre denuncie a afaste este alegado sociopata da Presidência dum clube outrora honrado? Será que as vitórias valem a desonra? Como é possível que tal comportamento não suscite censura maciça da generalidade dos comentadores desportivos e jornalistas em geral? Como é possível a passividade e até cobertura ativa dos organizadores e supervisores do futebol? Como é possível que a tutela se conforme com estas práticas recusando-se a perceber quão perniciosas são para o país?  
É possível, pela cobardia, pelo oportunismo, pelo ressentimento. É possível, pela falta de sentido de Estado, pela falta de respeito pela Nação, pela contaminação dos poderes de facto das adminisrrações pública e local e dos poderes policial e judicial. É possível, num país exíguo, onde a justiça é uma utupia mas, por isso mesmo, onde a revolta é possivel.
AB
      

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Bayer Leverkusen-Benfica (0-1)


Parabéns a todos; Atletas, Técnicos e Público. Todos foram um. Todos foram Benfica. Obrigado.

Contráriamente ao que vimos no Real Madrid-Manchester United, contráriamente ao que se vê no campeonato luso, o jogo de hoje foi de grande qualidade tecnico-tática por parte de ambos os contendores, agressividade sem violência - um ou outro excesso sem gravidade -, lealdade, e uma equipa de arbitragem cumpridora.
 
A equipa do Benfica foi isso mesmo; uma equipa. Grande concentração tática, fantástica ocupação dos espaços, grande entreajuda de todos, autoridade desportiva e muito talento. Atividade moderada nas alas, alguma lentidão na finalização - a corrigir - e muita eficácia na defesa, começando pelo guarda-redes que, hoje, esteve muito bem. Tudo isto em condições atmosféricas adversas; Baixa temperatura - provávelmente entre -1º C a -3ºC -, nevando copiosamente todo o tempo sobre um relvado de fraca qualidade.
 
O espetáculo foi valorizado pela qualidade do adversário que não tem a cultura do modelo defensivo. O futebol Alemão é um futebol frontal, agressivo, muito físico e pragmático, incorporando, hoje, elevada qualidade técnica. Tudo com uma fortíssima força mental.
 
Por todas estas razões, o jogo desenrolou-se em todo o campo, com a frente de ataque do adversário bem aberto nas alas, um meio-campo muito bem preenchido com os elementos do Benfica a bloquer muito bem as movimentações ofensivas do Bayer saindo com criatividade para a manobra ofensiva.
 
Verdade que nem sempre os cruzamentos, o passe, incluindo o último e a finalização saíram bem. Mas só uma equipa de grande nível é capaz de produzir um lance como aquele que deu o fantástico golo do Cardozo. Toda a movimentação dos nossos elementos atacantes foi soberba, racional, sincronizada, culminando com uma simulação e um chapéu só ao alcance dos grandes pontas de lança.
 
Outra lição forneceu o embate: até ao lavar dos cestos é vindima. Foi nos últimos segundos que Melgarejo negou o que parecia ser o inevitável golo do Bayer! Tal só foi possível pela permanente concentração de todos e pelo excelente gesto técnico de Melgarejo; não é nada fácil executar um cabeceamento como aquele. Muitos teriam introduzido a bola na baliza!
 
A equipa de arbitragem foi um exemplo para os proenças e para quem elabora os critérios da ridícula classificação internacional dos homens do apito. Fez o que deve fazer um bom árbitro e, se errou, foi nos dois sentidos; o tal padrão denunciador da efetiva isenção que os proenças cá da paróquia e seus mentores parecem desconhecer.
 
Muito bem estiveram os nossos jovens André, com infelicidade do Gomes, eles mesmo provas da excelente qualidade do trabalho que tem vindo a ser realizado por toda a estrutura técnica anunciando novo patamar de desenvolvimento e afirmação competitiva.
 
Et Ploribus Unum.
 

Rigor, Relativismo Arbitral e Sociopatia

In DN de 13 de Fevereiro de 2013, trabalho de Manuel Fonseca acerca de Pedro Proença e dos incidentes do recente jogo com o Nacional:

"...o juiz lisboeta, adepto assumido do clube da Luz não se mostra incomodado com as críticas que tem sofrido devido às expulsões de OscarCardozo e Matic, nos últimos minutos do encontro realizado na Choupana."
 
"...Infelizmente, pressionadas estão as pessoas que recebem o salário mínimo e têm de pagar as suas contas com esse dinheiro ou então todos aqueles que estão desempregados."
 
"Proença acrescenta que a sua profissão de árbitro o obriga a escrever sempre a verdade no relatório."
 
No mesmo diário, agora sob o título "APAF DEFENDE PROENÇA", referem-se declarações de Paulo Fontelas Gomes em declarações à TSF:
 
"A Associação de árbitros saíu ontem em defesa de Pedro Proença, considerando que o juiz tanto pode errar num jogo do Benfica como em qualquer outro, mesmo no estrangeiro. O erro faz parte da atividade do árbitro, pois os jogadores também falham penáltis e os guarda-redes às vezes não estão tão bem em alguns golos que sofrem. Tudo o que é humano está sujeito a erros."
 
(Lembramos que quer o DN, quer a TSF são propriedade do Sr Joaquim Oliveira, o braço do mostrengo na CS.)
 
In Público de 13 de Fevereiro de 2013, Artigo de Opinião de Santana Castilho acerca das políticas educativas e atitudes governativas:
 
"A crise antes de ser económica é política. E a natureza da crise política é moral, porque é a moral que molda as consciências dos que mandam."
 
"Um sociopata tem uma personalidade patológica a que falta sentido de responsabilidade moral, isto é, consciência. A consciência, resultado resultado de valores morais interiorizados ao longo de um processoeducacional, opera em relação ao passado e em relação ao futuro . Quanto ao passado, provoca no ser humano sentimentos de alegria ou de culpa arrastada, a que chamamos remorso. Relativamente ao futuro, atua como regulador de comportamentos, como juis de atuações. É aterrador sabê-lo quando alguns governantes se revelam sociopatas."
 
Ora aqui está uma bela aula para inserir nos currículos de formação dos árbitros e dos dirigentes da APAF:
 
1-Também se sentem pressionadas algumas pessoas que auferem gordas retribuições por funções precárias dependentes de gente sem escrúpulos com interesse direto na qualidade do seu trabalho.
 
2-A profissão de árbitro também deveria obrigar todos estes profissionais a ser igualmente rigorosos, em todas as partidas e relativamente a todos os adversários. Não o fazendo, desvirtuam a verdade do jogo defraudando o trabalho dos atletas, dirigentes e espetativas dos adeptos, contribuindo para a morte deste desporto. Os prejuízos que infligiu à equipa do Benfica, uns por excesso de rigor, outros por negligência, associados ao tenebroso histórico que ostenta relativamente a este clube, revelam parcialidade no rigor, provávelmente, devido a auto-condicionamento, por ser sócio do mesmo desde 1973 . 
 
3-A Apaf, deveria gravar uma cassete poupando alguns dos seus dirigentes ao ridículo. Os árbitros erram, mas quando a natureza dos erros que cometem tem um padrão bem definido, legitimam o espectador a suspeitar da naturalidade dos mesmos, levando-o a acreditar na premeditação. Em todo o caso, os erros dos atletas não legitimam os erros dos árbitros.
 
4-Se os erros de uns justificassem os erros futuros de outros, poderiam algumas pessoas sentir-se legitimadas a errar em prejuízo do Sr Proença e de todos os que, ano após ano, roubam a esperança à sua agremiação.
 
5-Erros involuntários com prejuízo de outros, provocam arrependimento em pessoas de boa-fé, levando-a a adotar correções comportamentais com o objetivo de prevenir erros futuros. Ora o Sr Proença, ano após ano, reitera o seu comportamento, sem mostrar vestígios de arrependimento genuíno. 
 
6- Segundo os critérios do professor Santana Castilho, quer-me parecer que, quer o Sr Proença, quer o Sr Gomes apresentam fortes sintomas de sociopatia.

7-Assumindo que Pedro Proença não é corrupto, é legítimo ao adepto considerar que a sua atuação é ineisenta quando a equipa do Benfica está em causa, devido à sua condição de associado deste clube. Assim sendo,  deveria o Sr proença desvincular-se.

8-Em último recurso, deverá o Benfica, no respeito das suas normas estatutárias, promover a expulsão de Pedro Proença de sócio, por incapacidade de isenção em prejuízo reiterado do clube. Deste modo ficará removido o motivo do excesso de zelo, ficando Proença liberto do fardo que o impede de aplicar zelo igual a todos os concorrentes do "seu clube do coração".
 
AB