Desporto

sexta-feira, 8 de março de 2013

Internacionalização; Benfica mostra o caminho.

Um dos maiores problemas estruturais da economia portuguesa reside no fraco contributo das  exportações, cerca de 30% do PIB, muito abaixo dos 70% de referência das economias mais prósperas. É este um problema crónico cuja superação deverá constituir um dos pressupostos das tão propaladas reformas estruturais, sem a qual a volatilidade e a incerteza continuarão a caracterizar a nossa economia.

O processo de europeização, primeiro no âmbito da EFTA, depois através da associação com a CEE -  iniciado ainda no governo de Marcelo Caetano - e com a adesão plena em 86, proporcionaram até 2000 um crescimento económico responsável pela invulgar subida de todos os indicadores sociais do país iniciada em 1950. Com a entrada na moeda única interrompeu-se este ciclo virtuoso em virtude da perda de competividade induzida pela imoderação salarial, nomeadamente, dos setores isentos de concorrência, onde a média salarial duplicava a dos outros, numa relação de €1800,00 para €800,00.

"Em economia o ajustamento ocorre sempre", disse o Dr Hernâni Lopes acerca da crise económica atual , referindo-se à ditadura da economia sobre a política. Estamos a assistir ao ajustamento de procura interna à oferta interna. Não há volta a dar! Pena que seja tão doloroso e injusto, sem esquecer que nem todos os indignados o são com justa causa.

O inevitável ajustamento interno em curso terá de ser complementado com uma alteração das circunstâncias económicas ao nível da UE. Um tecido empresarial maioritáriamente de PME de baixo índice tecnológico e gestão incipiente, não suporta os elevados padrões regulamentares impostos pela comissão europeia, dominada pelos nossos parceiros do norte.

Por outro lado, o desarmaneto alfandegário da UE, impôs dura concorrência à nossa economia tradicional,  impondo a necessidade de salto tecnológico só alcançável com estratégias de médio prazo que os nossos governos, por enquanto, só conseguiram enunciar, pese embora alguns bons exemplos.

Por tudo isto, deve o nosso governo "virar a mesa" na UE exigindo moderação regulamentar e contrapartidas pela abertura dos mercados mundiais à alta tecnologia dos nossos parceiros razão da reciprocidade que tanto nos tem penalizado .

É neste contexto que a internacionalização diversificada das nossas empresas surge como prioridade. Também para o futebol. O Benfica aí está a dar o exemplo! Mas não se trata apenas de os clubes nacionais encontrarem "fontes de receita alternativas" como muito bem refere Domingos Soares de Oliveira; com o mercado interno saturado em todas as vertentes, a internacionalização dos clubes nacionais é um imperativo.  
Entre estes, o Benfica, dada a sua invulgar popularidade, tem um papel a desempenhar neste processo, funcionando como "ponta de lança" no mercado externo, sarando feridas no mundo lusófono, sensibilizando a diáspora, desanuviando mentalidades fora da lusofonia, abrindo caminho para as nossas empresas difundirem os seus produtos. Angola e Índia são dois parceiros com enorme potencial humano e económico, potenciados pelos vínculos historico-culturais de que nos devemos orgulhar..

Restringindo-nos à economia do Benfica, passa por aqui o combate à redução do fosso económico com os seus pares europeus, comulativo com o potenciamento da formação, a exploração do canal televisivo e o aumento de competitividade da Liga Portuguesa.

Nesta última componente, a prioridade está no combate à corrupção ativa ou passiva, na  mudança de mentalidades dos Treinadores e Dirigentes Nacionais e no saneamento financeiro dos clubes económicamente viáveis. A debilidade económica dos clubes é geradora de corrupção, degradando a relação do espetáculo futebolístico com o Público, que, no final,é quem paga! Um futebol de caceteiros, corruptos e terroristas está condenado ao fracasso!

A promiscuidade política que desde a alvorada abrilenha contamina e degrada o desporto em Portugal, deve igualmente ser banida de uma vez por todas! É tempo de acabar com a política ostensivamente encapotada manipuladora de alguns clubes, consentida e até fomentada pelos partidos do poder, razão primeira e última da impunidade a que temos assistido, que expande a aprofunda o lamaçal em que se tornou o desporto em Portugal, em particular o futebol.  Vivemos em democracia onde cada um é livre de defender as suas ideias políticas com todos os abundantes meios legítimos. Não metam nisso os clubes de futebol! Ao futebol o que é do futebol e à política o que é da política!

Num contexto mais geral, a UEFA, deve rever o seu modelo de financiamento do futebol, sob pena de o reduzir à dúzia de equipas que a sequestraram, absorvendo a parte de leão das receitas e condenando todas as outras à periclitância, com inevitável perda de público. O conceito estratégico da UEFA de desenvolvimento do futebol no mundo, está desatualizado. É necessário dizê-lo, repetidamente, bem alto!

Benfica com academia em Angola:

Geração Benfica Escola de Futebol Caju é a designação da primeira academia de futebol do Sport Lisboa e Benfica em Angola, na capital do país, depois da assinatura de um acordo entre Armando Carneiro, director-geral do Centro de Formação e Treino, denominado Caixa Futebol Campos, em representação de Luís Filipe Vieira, presidente do clube português e da directora do Colégio Caju, Irene Barata.

SL Benfica vai abrir seis Escolas de Futebol na Índia:

O Sport Lisboa e Benfica planeia abrir seis Escolas de Formação de Futebol, em Mumbai, na Índia, depois de ter confirmado, esta quarta-feira, um acordo com um investidor indiano, Gauray Modwell, membro da Direcção da empresa India on Track. Na assinatura deste acordo estiveram presentes Nuno Gaioso Ribeiro, vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica, Gauray Modwell, investidor indiano e o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas.


AB

quinta-feira, 7 de março de 2013

Papa Dâmaso I

(Editado da Wikipédia):

São Dâmaso (305 - 11 de dezembro de 384) foi o 37º  papa e líder mundial da Igreja Católica, de 366 até a data de sua morte.
 
Dâmaso nasceu em território que viria a ser português, havendo quem defenda a hipótese de ter nascido mais especificamente na Gallaecia, na cidade de Guimarães ou na Lusitânia, em Idanha-a-Velha, à altura integrantes do Império Romano, atualmente Portugal. A sua época coincidiu com a ascensão de Constantino e a adopção do Cristianismo como religião oficial do Império Romano.
 
Em outubro de 366, Dâmaso I conseguiu, após vencer em lutas sangrentas o seu concorrente Ursino, ocupar o trono papal. Foram necessários dois anos de lutas sangrentas e chacinas para que Dâmaso chegasse ao papado. As batalhas entre os bandos seguidores dos dois postulantes foram de tal violência que em um único dia de batalha foram recolhidos 137 mortos. Acusado por seus adversários de assassinato, Dâmaso teve que se defender perante um tribunal imperial. Porém o imperador Valentiniano I apoiava Dâmaso e no ano de 378 foi absolvido, enquanto que o seu inimigo Ursino era desterrado.
 
Esse processo deu a Dâmaso I a oportunidade de ajustar as relações entre a justiça civil e a eclesiástica. O Estado passou a reconhecer oficialmente a competência da Igreja em matéria de fé e de moral, enquanto tomava a seu encargo a execução das sentenças ditadas pelo tribunal do episcopal.
 
Dâmaso foi um dos mais notáveis Papas do século IV, defendendo a Igreja de Roma contra eventuais cismas, enviando legados ao Primeiro Concílio de Constantinopla, e também foi um escritor de grande mérito, autor de valiosos epigramas e de importantes cartas sinodais. Também foi o Papa que encomendou a Jerónimo de Strídon uma revisão da versão latina da Bíblia, a qual ficou conhecida como Vulgata Latina, até hoje uma das mais importantes traduções bíblicas.
 
Foi o primeiro Papa a usar com desenvoltura o anel do Pescador, com o símbolo de São Pedro, que ao contrário de hoje, era passado de pontífice para pontífice, assim que confirmada a sua morte, como símbolo de sua autoridade pastoral. O anel com a égide de Pedro, o primeiro Papa, já não existe, pois foi destruído.
 
Os imperadores romanos (incluindo Constantino) continuaram a conservar o ofício de Pontífice Máximo (Pontifex Maximus) até 376 até que o Imperador Graciano, por razões cristãs, o recusou, já que reconhecia-o como idolatria e blasfêmia. Há registos de que, em torno do ano 378 Dâmaso era nomeado Pontífice ou "Pontifex", embora não fosse chamado de Pontífice Máximo, termo que aparece na Bíblia para descrever homens abençoados (Hebreus 5, 14), e em alguns casos o próprio Jesus (Hebreus 3, 1).
 
É citado no livro "Peregrino da América" como poeta português (Livro II).
 
Emblem of the Papacy SE.svg
 
Brasão de armas de Dâmaso I

quarta-feira, 6 de março de 2013

Papa João XXI

(Editado da Wikipédia):
 
João XXI nascido Pedro Julião mais conhecido como Pedro Hispano, foi papa entre 20 de setembro de 1276, até à data da sua morte, tendo sido também um famoso médico, filósofo, professor e matemático português do século XIII. Alguns autores indicam como data de nascimento o ano de 1205, outros, antes de 1210 e outros ainda entre 1210 e 1220.
 
História pessoal:

Pedro Julião ou Pedro Hispano nasce em Lisboa no então Reino de Portugal, provavelmente na que é a actual freguesia de São Julião, em data não conhecida, mas seguramente antes de 1226. Filho de Julião Rebelo, médico, cuja profissão segue, e de Teresa Gil (embora Luís Ribeiro Soares defenda que possa ter sido filho do chanceler de D. Sancho I, Mestre Julião Pais).
 
Começou os seus estudos na escola episcopal da catedral de Lisboa, tendo mais tarde estudado na Universidade de Paris (alguns historiadores afirmam que terá sido na Universidade de Montpellier) com mestres notáveis, como São Alberto Magno, e tendo por condiscípulos São Tomás de Aquino e São Boaventura, grandes nomes do cristianismo. Lá estuda medicina e teologia, dedicando especial atenção a palestras de dialética, lógica e sobretudo, a física e metafísica de Aristóteles.
 
Entre 1246 e 1252 ensinou medicina na Universidade de Siena, onde escreveu algumas obras, de entre as quais se destaca o Tratado Summulæ Logicales que foi o manual de referência sobre lógica aristotélica durante mais de trezentos anos nas universidades europeias, com 260 edições em toda a Europa, traduzido para grego e hebraico.
 
Prova da sua vastíssima cultura científica encontra-se na obra De oculo, um tratado de Oftalmologia, que conhece ampla difusão nas universidades europeias. Quando Miguel Angelo adoece gravemente dos olhos devido ao árduo labor consumido na decoração da Capela Sistina, encontra remédio numa receita de Pedro Julião. De sua autoria, o ‘Thesaurus Pauperum’ (Tesouro dos pobres), em que trata de várias doenças e suas curas, com cerca de uma centena de edições e traduzido para 12 línguas.
 
Já no domínio da Teologia, é autor de Comentários ao pseudo-Dionísio e Scientia libri de anima. Encontra-se por publicar a obra De tuenda valetudine, manuscrita em Paris, dedicada a Branca de Castela, esposa do rei Luís VIII de França, filha de Afonso IX de Castela.
 
Antes de 1261, ano em que é eleito decano da Sé de Lisboa, Pedro Julião ingressa no sacerdócio. O rei Afonso III de Portugal confia-lhe o priorado da Igreja de Santo André (Mafra) em 1263, posto o que é elevado a cónego e deão da Sé de Lisboa, Tesoureiro-mor na Sé do Porto e Dom Prior na Colegiada Real de Santa Maria de Guimarães.
 
Bispo e Cardeal de Braga:
 
Após a morte de Dom Martinho Geraldes, Pedro Julião é nomeado Arcebispo de Braga pelo Papa Gregório X em 1273. Um ano depois, participa no XIV Concílio Ecuménico de Lião, altura em que Gregório X o eleva a Cardeal-bispo com o título de Tusculum-Frascati, da Diocese suburbicária de Frascati, o que permite ao pontífice poder contar com os serviços médicos do sábio português.
 
Regressa ao Arcebispado de Braga até ser nomeado o sucessor Dom Sancho. De volta à corte pontifícia, Gregório X nomeia-o seu médico principal (arquiathros) em 1275.
 
A eleição de Pedro Julião, em conclave realizado em Viterbo, após a morte do Papa Adriano V, a 18 de agosto de 1276, decorre num período muito perturbado por tensões políticas e religiosas e com alguns cardeais a sofrer violências físicas. É eleito Papa a 13 de setembro, coroado a 20 de setembro de 1276 e adota o nome de João XXI.
 
 
 
Brasão de armas de João XXI
 
Pontificado:
 
João XXI irá marcar o seu breve pontificado (de pouco mais de 8 meses) pela fidelidade ao XIV Concílio Ecuménico de Lião. Apressa-se a mandar castigar, em tribunal criado para o efeito, os que haviam molestado os cardeais presentes no conclave que o elegera.
 
Embora sem grande sucesso, leva por diante a missão encetada por Gregório X de reunir a Igreja Grega à Igreja do Ocidente. Esforça-se por libertar a Terra Santa em poder dos turcos.
 
Tenta reconciliar grandes nações europeias, como França, Alemanha e Castela, dentro do espírito da unidade cristã. Neste sentido, envia legados a Rodolfo de Habsburgo e a Carlos de Anjou, sem sucesso.
 
Pontífice dotado de rara simplicidade, recebe em audiência tanto os ricos como os pobres. Dante Alighieri, poeta italiano (1265-1321), na sua famosa ‘Divina Comédia’, coloca a alma de João XXI no Paraíso, entre as almas que rodeiam a alma de São Boaventura, apelidando-o de "aquele que brilha em doze livros", menção clara a doze tratados escritos pelo erudito pontífice português. O rei Afonso X de Leão e Castela, o Sábio, avô de D. Dinis de Portugal, elogia-o em forma de canção no "Paraíso", canto XII. Mecenas de artistas e estudantes, é tido na sua época por 'egrégio varão de letras', 'grande filósofo', 'clérigo universal' e 'completo cientista físico e naturalista'.
 
Mais dado ao estudo que às tarefas pontifícias, João XXI delega no Cardeal Orsini, o futuro Papa Nicolau III, os assuntos correntes da Sé Apostólica. Ao sentir-se doente, retira-se para a cidade de Viterbo, onde morre a 20 de maio de 1277, vitimado pelo desmoronamento das paredes do seu aposento, estando o palácio apostólico em obras. É sepultado junto do altar-mor da Catedral de São Lourenço, naquela cidade. No século XVI, durante os trabalhos de reconstrução do templo, os seus restos mortais são trasladados para modesto e ignorado túmulo, mas nem aqui encontraram repouso definitivo. Através do contributo da Câmara Municipal de Lisboa, por João Soares então seu presidente, o mausoléu é colocado, a título definitivo, ao lado do Evangelho de Catedral de Viterbo, a 28 de março de 2000.

segunda-feira, 4 de março de 2013

A ressurreição de Jesus por Joseph Ratzinger

 
 
Bento XVI (hoje Papa Emérito)
 
Capítulo IX: A Ressurreição de Jesus da Morte

"A fé cristã fica de pé ou cai com a verdade do testemunho segundo o qual Cristo ressuscitou dos mortos."

"Somente se Jesus ressuscitou é que aconteceu algo de verdadeiramente novo, que muda o mundo e a situação do homem . Então Ele, Jesus, torna-Se o critério em que nos podemos fiar; porque então, Deus manifestou-Se verdadeiramente."
 
"Que Jesus tenha existido só no passado, ou, pelo contrário, exista também no presente depende da ressurreição."
 
"A ressurreição de Jesus foi a evasão para um género de vida totalmente novo, para uma vida já não sujeita à lei do morrer e do transformar-se, mas situada para alem disso  - uma vida que inaugurou uma nova dimensão de ser homem....Na ressurreição de Jesus foi alcançada uma nova possibilidade de ser homem, uma possibilidade que interessa a todos e abre um futuro, um novo género de futuro para os homens. Portanto com razão ligou Paulo inseparavelmente entre si a ressurreição dos cristãos e a ressurreição de Jesus - se os mortos não ressuscitam tambem Cristo não ressuscitou. A ressurreição de Cristo é um acontecimento universal, ou não existe, diz-nos São Paulo."

"Óbviamente que a nova leitura da escritura só podia começar depois da ressurreição porque só em virtude dela é que Jesus foi acreditado como enviado de Deus. Então, devia-se identificar ambos os acontecimentos - cruz e ressurreição - na Escritura, compreendê-los de modo novo e, assim, chegar à fé em Jesus como filho de Deus."

"Isto pressupõe ainda que a ressurreição tenha sido, para os discípulos, tão real como a cruz; pressupõe que eles tenham sido conquistados simplesmente pela realidade, que, depois de toda a hesitação e a maravilha inicial, já não tenham podido opor-se à realidade: É verdadeiramente Ele."

"Naturalmente que não pode haver contradição com aquilo que constitui um claro dado científico. É certo que, nos testemunhos sobre a ressurreição, se fala de algo que não ocorre no mundo da nossa experiência. Fala-se de algo novo, algo que, até então era único: fala-se de uma nova dimensão da realidade que se manifesta. A fé na ressurreição não contesta a realidade existente, mas diz-nos que há uma dimensão ulterior, para além das que conhecemos até agpra. Porventura estará isto em contraste com a ciência? Só poderá verdadeiramente existir aquilo que sempre existiu? Não poderá haver uma realidade inesperada, inimaginável, uma realidade nova? Se Deus existe, não poderá Ele criar também uma dimensão nova da realidade humana? Da realidade em geral? No fundo, não viverá a criação na expectativa dessa última e mais elevada "mutação", desse salto qualitativo definitivo? Não aguardará porventura a união do finito com o infinito, a unificação entre o homem e Deus, a superação da morte?"

"E para as poucas testemunhas - precisamente porque elas próprias não conseguiam capacitar-se disso -, foi um acontecimento tão revolucionário e real, tão poderoso ao manifestar-se-lhes que toda a dúvida se desvaneceu , e elas, com uma coragem absolutamente nova, apresentaram-se diante do mundo para testemunhar que Cristo verdadeiramente ressuscitou."

(Continua, com os testemunhos dos Apóstolos)

Ferro Velho (Juan Manuel Serrat/Alexandre O'Neil))




 

 

Juan Manuel Serrat

domingo, 3 de março de 2013

Beira-mar-Benfica (0-1); Benfica isola-se no 1º Lugar.

Ai, ai, ai que me ia dando um treco! Estamos na frente com mérito, mas não neste jogo!

A equipa do Benfica jogou mal; posicionou-se mal, pressionou mal; sem intensidade, sem profundidade, sem alas e sem sincronismo! Houve mesmo fases em que os jogadores pareciam perdidos no campo. Porquê? Falta de força, falta de ritmo ou cabeça já em Bordéus? Não sei. Tem a palavra o Departamento Médico do Benfica.
 
Na primeira meia-hora o jogo foi nosso e foi nesse período que surgiu o golo numa grande-penalidade bem assinalada e excelentemente executada pelo Cardozo, que tem revelado grandes progressos na execução destas faltas.
 
A equipa do Beira-Mar replicou a tática do Braga no jogo da Taça da Liga, apresentando-se com o meio-campo muito povoado e pressão alta dificultando a construção do jogo ofensivo do Benfica, com muita mobilidade e solidariedade, com as alas bem ativas e muita profundidade. A entrada de Martins veio dar algum equilíbrio ao meio-campo e colocar numerosos problemas à defesa contrária, graças à sua extraordinária visão de jogo e capacidade de colocação da bola com precisão, a grandes distâncias. Com Gaitan e depois André, então sim, os lances ofensivos do Benfica sucederam-se e as oportunidades de golo apareceram, infelizmente inconcretizadas. Dizem que a sorte protege os audazes e sorte foi o que tivémos quando o esférico andou a saltitar nas barbas do fantástico Artur e não entrou! Audazes foram os do Beira-Mar!
 
Salvou-se a vitória, mas não se salvou, mais uma vez, o homem do apito, de seu nome Manuel Mota, por ter perdoado dois castigos máximos ao Beira-Mar! Também me pareceu ter havido um desvio inadvertido de Luisão na sua área num cruzamento do Beira-Mar, o qual,não levaria a direção da baliza.
 
Esteve muito bem o Beira-Mar pela qualidade do seu jogo e raça dos seus jogadores. Bem estaria o futebol Português se este fosse o padrão das restantes equipas.

 
 
AB

Prego a fundo Benfica!

Expresso XL, Adriano Nobre,

Benfica TV compra direitos da Liga inglesa


 
O Benfica anunciou esta tarde a aquisição dos direitos de emissão da Liga inglesa de futebol a partir da próxima época. O acordo para a emissão da prova na Benfica TV é válido por três anos e abrange um total de 380 jogos por época, divididos em 38 jornadas.
 
 
Os direitos exclusivos da prova para Portugal são atualmente detidos pela Sport TV. O canal detido a 50% por Joaquim Oliveira e pela Zon perde assim mais um conteúdo de peso para a próxima época desportiva, depois de ter falhado um acordo com o próprio Benfica para a renovação dos direitos de emissão dos jogos no estádio da Luz do clube 'encarnado' na Liga portuguesa.
 
 
a Benfica TV poder "oferecer, nos próximos três anos, os jogos da Liga inglesa a todos os portugueses, e não apenas aos benfiquistas", é algo que o "enche de orgulho" e "aponta o caminho" que o clube quer para a Benfica TV.


Além dos jogos da Liga inglesa, o acordo agora divulgado contempla ainda a emissão de um programa semanal com resumos da prova, uma antevisão de cada jornada e o magazine Premier League World.
 
A Premier League vai assim somar-se aos jogos do Benfica na Liga Portuguesa e aos jogos do campeonato brasileiro de futebol entre o leque de conteúdos desportivos que a Benfica TV terá na sua grelha. Uma oferta que permite ao canal assumir-se como concorrente da Sport TV.
 
 

Jogos do campeonato inglês de futebol passarão a poder ser vistos no canal do Benfica
 

Renovação de Jorge Jesus

Vai para aí uma histeria a propósito da renovação do contrato de Jorge Jesus pelo Benfica, que por sinal, finda no termo da presente época. Tal preocupação, óbviamente, não é inocente! Sendo a generalidade da comunicação social nacional hostil ao Benfica, presta-se, seja passivamente enquanto hospedeira, seja ativamente enquanto militante, às manipulações desestabilizantes dos adversários do meu clube.
 
Assim, está em curso o habitual jogo de bastidores promovido pelos do costume, com o propósito de induzir instabilidade nos Atletas da equipa principal suscitando fraturas entre a Direção da SAD e a Equipa Técnica. Uma técnica velha, própria de quem não confia nos próprios méritos tratando de enfraquecer o mais possível a competitividade dos adversários. Tal postura contraria as regras sociais do cavalheirismo, enformadoras da competição entre gente de caráter, algo de que carece, quer o desporto nacional quer a comunicação social em geral e que o Benfica, não sendo o único, combate com o próprio exemplo. Honra ao Benfica!
 
É neste contexto que ficámos a saber que Filipe Vieira propôs a renovação a Jorge Jesus, o qual, tendo manifestado a intenção de renovar, prefere adiar para mais tarde o vínculo contratual afim de se manter concentrado nas competições em curso.
 
Fez bem o Presidente do Benfica em propôr a renovação, pois assim, elimina o objetivo dos adversários do nosso clube que consiste em promover na Equipa Técnica e Atletas, a ideia de que os nossos Dirigentes não confiam neles.
 
Fez bem Jorge Jesus em adiar a formalização da renovação contratual, uma vez que estamos numa fase da época em que tudo se decide, exigindo a máxima concentração e convergência de todos. 
 
Faz mal a comunicação social em alimentar estratégias de diversão cujo resultado é o de prejudicar, ainda que implícitamente a qualidade do espetáculo desportivo, tão necessário afinal à sua própria sobrevivência.

Porém uma conclusão  torna-se inevitável; Jorge Jesus confia no seu trabalho e na capacidade competitiva da sua equipa para alcançar uma boa época para o meu clube, o que constitui motivo de esperança para todos nós, Benfiquistas.
 
Ávante e verde!
 
AB
 
 

sábado, 2 de março de 2013

Cumplicidade natural!

"o agressor, num ato reflexo e natural (…) abriu o seu braço direito, naturalmente ainda com o stick de jogo na mão (…)`. "
 
Uma lição aos alegados juristas do CD da FPP, por um não jurista:
 
O ato reflexo, como todos sabemos, é compulsivo, instintivo, uma reação de autodefesa próprio da natureza animal. Ora o Homem é um animal, mas não um animal qualquer! Ao sentir o rabo pisado, qualquer gato, cão, leão, réptil, etc., ataca o seu opressor tentando libertar-se. O homem tende a fazer o mesmo, porém, este, tem uma particularidade que os restantes animais não têm; a capacidade de controlar os seus instintos. Chama-se a isso racionalidade, mas também moralidade ou até, nobreza de caráter. Pois, é isso; caráter é aquela particularidade própria do Homem mas não de todos os homens de respeitar o seu semelhante! Foi esta qualidade que proporcionou o desenvolvimento das sociedades humanas mais que qualquer outra sociedade animal!
 
Atos reflexos de um atleta no calor da refrega desportiva, sendo naturais, exigem daquele, capacidade de contenção, doseando ou redirecionando tal gesto de forma a não provocar danos físicos a outrém, ainda assim, infringindo as normas regulamentares vigentes e por isso, passivel de sanção disciplinar.
 
No caso vertente porém, a alegada agressão incidiu sobre um elemento do público como resposta a eventual insulto ao atleta Edo e seus colegas de equipa. Edo Bosh é um excelente atleta, com vastíssima experiência desportiva em ambientes de elevada tensão. O jogo tinha acabado, a sua equipa tinha vencido, ia a caminho do balneário, o adepto, provávelmente, censurávelmente, dirigiu-lhe um insulto. Responde-se com uma sticada? Ato reflexo seria devolver o insulto! Ato responsável seria  seguir em frente e não acicatar os ânimos!
 
Quereria Edo Bosh fazer o mesmo que o seu ex-colega Paulo Alves que pôs uma criança adepta do Benfica em coma com uma sticada, acabando por falecer anos mais tarde das sequelas da agressão?
 
Pretenderia Edo Bosh suscitar uma reação maciça dos espetadores, também ela, afinal, reflexo natural à sua agressão, agredindo-o e aos seus colegas? Contaria Edo Bosh com a complacência das autoridades desportivas e não quis controlar-se?
 
A Federação Portuguesa de Patinagem tem a obrigação da prevenção da violência, fazendo a pedagogia do respeito competitivo, punindo exemplarmente os atos violentos dos atletas e do público.
 
Do teor do acórdão percebe-se a consciência do CD da fragilidade da sanção pela forma rebuscada com que tenta atenuar a gravidade da agressão. Desta forma, está a negligenciar o seu dever de punir e prevenir adequadamente a violência, levando o público a questionar-se acerca do eventual condicionamento da decisão, descridibilizando-se. Acabará por se ressentir a modalidade, acabando por se tornar inviável. É isso que o CD da FPP pretende?
 
Sítio de "A Bola":

Benfica estranha castigo de três jogos a Edo Bosch e sugere uso de «armaduras» nos jogos fora do FC Porto 

 
Comunicado integral:

Surpreendente o relatório e decisão do Conselho Disciplinar da Federação Portuguesa de Patinagem, reportando ao inquérito aberto devido à agressão do hoquista Edo Bosch a um adepto do Sport Lisboa e Benfica, no último clássico de Hóquei em Patins.


Vamos a factos: o atleta Edo Bosch realizou uma boa exibição no jogo, não deixando, porém de provocar regularmente os assistentes nas bancadas afetos ao Benfica; após o final da partida, o atleta e cidadão Edo Bosch agrediu um adepto que estava na bancada, fazendo para isso um gesto intencional e premeditado, com o seu stick a passar entre a ´manga` de acesso aos balneários e o vidro colocado atrás do banco de suplentes. Sobre este aspeto não existem quaisquer dúvidas e tal pode ser facilmente comprovado nas imagens da transmissão televisiva da Benfica TV, repetidas depois nos canais generalistas.

Incompreensível, por ficarem aquém, o relatório e decisão apresentados.

O Conselho Disciplinar da FPP preferiu acreditar nos esclarecimentos do autor da agressão – apresentados por escrito e a fazer lembrar um episódio da sitcom televisiva Seinfeld que focava uma ´cuspidela` –, do que nas imagens disponíveis, suficientemente elucidativas do sucedido. Afinal, pasme-se, o agressor, ´num ato reflexo e natural (…) abriu o seu braço direito, naturalmente ainda com o stick de jogo na mão (…)`. Passará este tipo de atos cobardes a ser considerado meramente reflexo e natural?

Aviso! Cuidado adeptos do Hóquei nos pavilhões onde se desloca a equipa do senhor Bosch: é melhor irem de armadura para a bancada, não vão Edo ou algum dos seus colegas voltar a mostrar dotes de gladiador, de maneira meramente reflexa e perfeitamente natural.

Tal como constou do relatório de policiamento, ´os dirigentes do FC Porto dificultaram a identificação dos seus jogadores`.
Realidades diferentes, modalidades diferentes, critérios diferentes e credibilidade muito diferente da instância disciplinar: em 1995, o francês Eric Cantona foi sancionado com oito meses de suspensão por ter agredido um adepto num estádio de futebol em Inglaterra.

A decisão de aplicar três jogos de suspensão a Edo Bosch por ´tentativa de agressão` não passou, no fim de contas, de uma bem-intencionada tentativa de sanção disciplinar.
 
AB

Terrorismo em Portugal!

Mais um ataque covarde ao autocarro do Benfica no regresso a Lisboa, à saída de Braga! Felizmente não houve danos pessoais, mas parece óbvio que a intenção seria matar alguém! O lugar habitualmente ocupado por Sálvio foi atingido por um bloco de cimento de grandes proporções. Sálvio não estava lá por não ter sido convocado para o jogo! Calhou!
 
Na época anterior, o Presidente do Benfica escapou milagrosamente a outro atentado em plena autoestrada, na sequência de uma emboscada semelhante no regresso da comitiva a Lisboa, após um jogo realizado no dragão, com o Porto.
 
Salvo erro, na época antes da anterior, foi Aimar que escapou, por centímetros, de ser atingido por um enorme calhau arremessado da berma da estrada.
 
Estes atentados repetem-se sem que se conheçam as diligências  das entidades responsáveis pelo combate a crimes desta natureza. Na falta de conhecimento, o cidadão tende a crer que se trata de negligência, medo, ou, ainda mais grave, de cumplicidade, correndo-se o risco da propagação de atos com perfil terrorista.
 
O Benfica não apresentou queixa por se tratar de crime público. Mas deve fazer uma exposição aos Grupos Parlamentares e ao Ministério da Administração Interna responsabilizando o Estado pela omissão do Dever de Segurança, já que se trata de ações reiteradas e organizadas, com origem circunscrita e alvos bem definidos, cuja autoria moral parece residir nos promotores da patética mas promissoramente trágica "guerra norte-sul". Há certamente entidades judiciais de âmbito europeu a que recorrer para pôr termo a estes atentados, já que, as autoridades nacionais não sabem, ou não querem, pôr-lhes cobro. 

Da Wikipédia, à atenção de quem de direito:

Um esquadrão da morte é uma esquadra militar armada, polícia, insurgentes, terroristas que conduzem execuções extrajudiciais, assassinatos e desaparecimentos forçados de pessoas como parte de uma guerra, campanha de insurgência ou terror. Essas mortes são muitas vezes conduzidas de forma significativa para garantir o sigilo das identidades dos assassinos, de modo a evitar a prestação de contas.[1][2]
 
Os esquadrões da morte são frequentemente, mas não exclusivamente, associados com a violenta repressão política sob ditaduras, estados totalitários e regimes similares. Normalmente, têm o apoio tácito ou expresso do Estado, como um todo ou em parte (terrorismo de Estado). Esquadrões da morte podem incluir uma força policial secreta, grupo paramilitar ou unidades oficiais do governo, com membros oriundos dos militares ou da polícia. Eles também podem ser organizados como grupos justiceiros. (Wikipédia)
 
 
A notícia publicada no sítio da RTP:

O autocarro do Benfica foi apedrejado quando saía da cidade de Braga, antes da portagem da A3. Dois blocos de cimento foram atirados contra a viatura. Os danos foram apenas materiais.

A comitiva benfiquista tinha percorrido apenas três quilómetros, depois de ter abandonado o Estádio Axa, onde defrontou o SC Braga, em jogo das meias-finais da Taça da Liga, e perdeu 3-2 no desempate por grandes penalidades.

A equipa dos encarnados tinham percorrido apenas três quilómetros quando um dos blocos de cimento acabou por entrar dentro do veículo e caiu num lugar que estava vazio.

Após a ocorrência a polícia fez deslocar para o local cinco carrinhas do corpo de intervenção, duas motos, um carro da brigada de trânsito e uma carrinha com agentes à paisana.

O autocarro esteve imobilizado no local durante alguns minutos tendo depois reiniciado a viagem para Lisboa, com escolta policial.

Vidros do autocarro partidos são o lado visível dos estragos.

Após a ocorrência alguns jogadores, nomeadamente Kardec e Luisão surgiram nas redes sociais a condenar o ataque. O primeiro publicou uma fotografia e escreveu: "Uma vergonha! Graças a Deus ninguém se feriu! Como é possível fazerem estas coisas?" Luisão contundente escreveu: "Vergonhoso o que fizeram na estrada com o autocarro do Benfica. É preocupante e revoltante o que esses cobardes fazem. Quem fez isto devia ser homem suficiente para não se esconder".

O Benfica não apresentou queixa do sucedido por se tratar de um crime público. (site da RTP)

AB