Desporto

quinta-feira, 30 de maio de 2013

O FCP transformou o futebol Português numa casa de putas!

As Papoilas do Biscai@: COINCIDÊNCIAS... SEM DÚVIDA!: Os jogadores do Estoril correram na luz como cães enraivecidos, empataram uma partida que bem podiam ter ganho! Semanas depois, o Por...

Torna a Surriento

 
 
 
                                             Beniamino Gigli

terça-feira, 28 de maio de 2013

Marcelo Caetano

    A Porto Editora publicou, de Manuel Braga da Cruz e Rui Ramos a obra "Marcelo Caetano, Tempos de Transição". Trata-se de uma recolha de depoimentos de vários "protagonistas e contemporâneos da governação de Marcelo Caetano entre 1968 e 1974". Um trabalho muito interessante que nos ajuda a compreender, não só o  lado pessoal de MC, mas, sobretudo, as ideias que nortearam a sua ação governativa.  
 
   Considero MC o grande precursor do Portugal moderno, nomeadamente com a adesão à EFTA, o início das negociações com a CEE, a democratização e expansão do ensino, a criação e implementação das Caixas de Previdência, o desenvolvimento industrial - Siderurgia Nacional e Área do Porto de Sines -, e o desenvolvimento agrícola - Alqueva -. Mais espantoso...Marcelo Caetano defendia a autonomia progressiva das provincias ultramarinas através do  seu desenvolvimento sócio-económico! Aprendi-o nesta obra! E apendi que Portugal e MC foram derrotados pelos imperialismos em confronto na época; o soviético e o americano. Percebi finalmente a influência do PCP e de Álvaro Cunhal neste processo; percebo porque se consideram os grandes vencedores de Abril, apesar da derrota de Novembro. E percebo que continuam hoje prosseguindo os mesmíssimos propósitos do passado, usufruindo das prerrogativas que lhes são conferidas por um regime que lhes é odioso; a democracia! Uma descolonização caótica, cobarde, destruíu as vidas de milhões de pessoas, lançando as ex-províncias ultramarinas em guerras ainda hoje não totalmente debeladas. 

   Destaco, do discurso de Marcelo Caetano, no encerramento do Congresso da Ação Nacional Popular em Tomar, de 3 a 6 de Maio de 1973:

"A finalidade da nossa associação cívica, é, segundo a letra estatutária, promover a participação dos cidadãos no estudo dos problemas da Nação Portuguesa e a prática das soluções para esses problemas mais condizentes com os princípios fundamentais que professa....

   E o essencial é respeitar os princípios fundamentais ao redor dos quais nos reunimos: a subordinação ao interesse nacional, o respeito da personalidade humana entendida como inserção dos valores individuais na vida social cujas exigências não podem ser preteridas, a defesa da família e das comunidades locais e profissionais, o reconhecimento da propriedade privada e da livre empresa condicionado embora às exigências da sua função social, o acatamento do Estado em que o Poder exprima o interesse geral e disponha de autoridade para se sobrepor aos egoismos dos grupos ou das classes, o repúdio da violência e a luta pela melhoria progressiva das condições de vida do povo português mediante a educação e o acesso à cultura, o incremento da produção e a justa reparticipação dos rendimentos.
  
   ...Já ninguém duvida hoje de que a agitação universitária é comandada por interesses puramente políticos e não pedagógicos ou académicos. E de que as escolas superiores foram escolhidas por serem os alfobres dos quadros sociais e por gozarem de tradicionais imunidades que as transformaram em santuários de difícil acesso às autoridades civis. Mas onde a autoridade académica deixar de ser respeitada ou se mostre ineficaz, outra autoridade terá de se impor. E essa não pode ser a dos sovietes estudantis que fazem a lei e tirânicamente a impõem à massa dos alunos.

...Que não se esqueça que o progresso material, desacompanhado do progresso moral, não pode conduzir a esse apregoado estádio da evolução em que o super-homem assume toda a glória da condição divina. E que não vingue o materialismo que transforma os indivíduos em meros componentes de uma sociedade massificada, que pretensas leis naturais impõem inexoravelmente a sua norma tirânica.

...A democracia não é a confusa algaraviada das bases onde se repetem chavões doutrinários apressadamente aprendidos na literatura de propaganda para dar a impressão de que se comanda a cúpula.

...Vemos que, na ordem social se contesta toda a autoridade - na família, na escola, na profissão, na cidade -...

...Vemos que em países ditos civilizados é lícito aos trabalhadores de profissões de cujo exercício depende a proteção da saúde, da vida, da segurança da generalidade das pessoas, sobrepor os seus interesses, às vezes reduzidos a pequenas reivindicações egoistas, aos interesses coletivos.  E em nome desses interesses particulares abandonar doentes, sacrificar vidas e bens, impedir a circulação das mercadorias e o abastecimento das populações, multiplicar os riscos de sinistro...tudo em nome da soberania sindical que desconhece, repele ou nega a supremacia da solidariedade humana.

   Vemos que na ordem política se confrontam numa batalha decisiva duas concepções de vida: a do Estado onde se respeita o que há de essencial no homem, isto é, a sua iniciativa e a possibilidade de por via dela melhorar a própria condição e adquirir e dispor dos bens materiais, e a do Estado que tudo concentra e dirige, através de uma rede omnipresente e omnipotente de funcionários à qual estão submetidos, ainda que com enganadoras aparências de autonomia, indivíduos, comunidades, cooperativas e empresas públicas. Não falo na anarquia: porque essa exacerbação do liberalismo, sendo uma poderosa força de negação e de destruição não consegue ser uma fórmula de vida social, por intenso que seja o fascínio do sonho libertário, embriagador, como uma droga, de jovens, de idealistas e de românticos.

...Os próprios capitalistas e talvez, sobretudo eles, têm medo de defender a ordem de coisas que, bem ou mal os sustenta. Ninguém quer ver-se apodado de "fascista" com que os comunistas e seus asseclas designam quantos se atravessem no seu caminho.

Liberdade? Concerteza. Mas para manter o que constitui a essência de uma sociedade personalista, para conservar a dignidade do homem como centro de decisões e senhor dos seus destinos, para empenhar os indivíduos na construção do futuro por suas mãos - e não para deixar o caminho aberto a totalitarismos que só querem os direitos burgueses para exterminar a burguesia e instaurar a afrontosa ditadura materialista que, em nome de um falso humanismo, reduz o homem a mero produtor numa sociedade mecânica submetida a um poder despótico.

...E que desse procedimento desregrado de minorias ativistas - que, não nos iludamos, são, se nós as deixarmos, como sempre foram, condutoras da História - nascem métodos de violência em que os direitos dos outros são postergados e os interesses das maiorias espezinhados....

Não há muitos dias foi declarado a um jornal estrangeiro que a participação da Oposição nas próximas eleições não visava obter lugares na Assembleia Nacional, mas criar uma comoção interna, desencadear uma crise. E certo prócere pregava aos seus partidários, glosando uma frase proferida nos últimos tempos da Monarquia, ser necessário forçar o Governo "às concessões que o enfraquecem interiormente ou às violências que o degradem  e comprometam perante a opinião"....

Tenho dito, repetido, e insisto; se queremos salvar a liberdade do homem temos que distinguir o que nela é essencial e o que corresponde a formas acessórias e contingentes da sua realização social, as quais terão de ser condicionadas na medida em que pelo abuso possam conduzir à destruição dquilo mesmo que interessa preservar.
   Abrir o caminho à Revolução, facilitando-lhe sem reserva, todas as vias pelas quais ela possa inserir-se nos espíritos antes de destruir as instituições, só por inocência ou por conveniência....

Coniventes são os que, tendo vendido já a alma ao Diabo mas sem o confessar, conservam velhos rótulos para mais à vontade poderem prestar o seu auxílio à realização dos projetos revolucionários. 
   Eu, por mim, sempre me tive na conta de liberal: mas não pertenço ao número desses inocentes, e não se pode esperar que alinhe na conivência....

Estamos a trabalhar para que o nosso território na Europa não se converta numa faixa litoral activa com um interior deprimido e despovoado. A vitalização das zonas rurais tem de ser levada a cabo. Para isso se tem procurado animar a vida municipal e fortalecê-la pela federação dos municípios, aumentar a comodidade dos povos facilitando-lhes a justiça mediante a criação de novos tribunais - em vez de seguir a linha tecnocrática de concentração das comarcas -, promover o acesso à educação pela instituição de novas escolas primárias, preparatórias, secundárias e superiores, também enriquecedoras do Escol local, resolver o maior número possível de problemas de eletrificação local, abastecimento de águas, saneamento, viação, comunicações, transportes e equipamentos sociais, estudar a criação de incentivos para o desenvolvimento da província portuguesa, melhorar a assistência sanitária preventiva e curativa, e, sobretudo, apoiar os trabalhadores rurais de modo que a classe camponesa não fique atrás das outras classes nos benefícios do salário, do apoio à família e da previdência social.
   E enquanto esta ação dispersa e generalizada é conduzida de mãos dadas entre o Governo, as autoridades locais, as câmaras municipais, as juntas de freguesia e os próprios cidadãos, pensam-se, planeiam-se executam-se os grandes empreendimentos que aqui ouvistes enunciar e que o país conhece - os grandes empreendimentos que de norte a sul do território, e também em Angola, Moçambique, em todo o Ultramar, revelam uma surpreendente capacidade de realização e hão-de em breves anos, dar uma nova face à economia e à vida social portuguesas....

Não, porque nada de grande se faz sem penas, sem sacrifício e sem dor. Mas o meu optimismo vem da certeza de que, se o povo português não se deixar envenenar pelos fatores dissolventes da sua energia e da sua vontade, se continuar fiel à sua tradição, à sua têmpera e à sua alma, se mantiver o espírito de unidade e aliança vigorosa com os governantes, feita de mútua confiança, de entendimento recíproco, e de intrepretação constante, se tudo isto se verificar, senhores, Portugal vencerá.
   Vencerá inimigos externos, vencerá crises internas, vencerá tentações de descrença, de renúncia, de apatia, de abulia, de revolta - mas vencerá também a pobreza, a ignorância, a rotina, para que os Portugueses possam querê-lo mais e amá-lo sempre como Pátria estremecida e Mãe amorável dos seus filhos."

Por tudo isto, gostava dele e detesto os que de uma forma ou de outra traíram e, ou traem a nação Portuguesa! 

Master Groove: Última Jornada vista lá fora

Master Groove: Última Jornada vista lá fora:        link Video: Watch James Rodriguez go down OUTSIDE the box under a soft challenge to set Porto on their way to the title «Vão da...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

4R - Quarta República: Mais importante notícia económica...nem foi notíci...

4R - Quarta República: Mais importante notícia económica...nem foi notíci...: 1. Soube-se, na última 5ª Feira (Boletim Estatístico do BdeP, Maio), que a Balança Corrente com o exterior no 1º trimestre de 2013 fechou v...

domingo, 26 de maio de 2013

Benfica, Campeão Nacional de Basquete! PARABÉNS!

Parabéns a todos; equipa técnica e atletas.

Carlos Lisboa tem a mais-valia própria de quem ama e sofre pelo clube.

In sítio do Benfica:

Académica – Benfica, 77-91

Carlos Lisboa: “Conseguimos o Campeonato com atitude e vontade"

No final do encontro, frente à Académica, onde os “encarnados” se sagraram Bicampeões Nacionais, Carlos Lisboa era um técnico satisfeito e com sentimento de dever cumprido.

“O objectivo principal era o Campeonato Nacional e conseguimos atingir o objectivo com atitude e vontade”, começou por dizer.

O treinador não escondeu o orgulho no trabalho que toda a equipa fez desde o início da temporada. “Os jogadores fizeram um excelente jogo hoje e queria dar-lhes publicamente os parabéns. Nós formamos jogadores e homens que sempre que são chamados dizem ‘presente’”, assegurou.

Para Carlos Lisboa há um responsável máximo por todo este sucesso. “O Benfica é um Clube que aposta em todas as modalidade e nós agradecemos ao nosso presidente Luís Filipe Vieira que nos dá todas as oportunidades”, concluiu.

Fotos: Arquivo / SL Benfica

E tudo o vento levou!

Foi um Benfica deprimido, desmoralizado, descrente, trapalhão, que se apresentou hoje no Jamor! Uma equipa desgarrada, sem fio de jogo, desssincronizada que, com alguma sorte, se adiantou no marcador.  Mais uma vez faltou o criativo do meio-campo, o que recebe, protege, transporta, temporiza e concebe os lances ofensivos. Sem meio-campo não se ganham títulos. Não temos meio-campo! Essa é a verdade.
 
O Guimarães fez o seu jogo, normalíssimo, bom posicionamento, muita agressividade, raramente chegando à nossa área, ainda assim fazendo os golos suficientes para vencer. Parabéns ao Vitória de Guimarães e à bela cidade do Conquistador.
 
O Benfica não mereceu vencer, mas poderia ter vencido caso Jorge de Sousa tivesse assinalado o fora de jogo no primeiro golo dos vitorianos ou Artur não resolvesse colocar o esférico nos pés do avançado  em zona frontal à entrada da área.
 
São erros demais! Considero que Jorge Jesus não tem condições para continuar à frente da equipa técnica; perdeu definitivamente o capital de confiança que detinha, quer junto dos adeptos, quer junto dos atletas. Lamento dizê-lo, mas penso o mesmo relativamente a Artur. Cometeu erros decisivos demasiado grosseiros para um atleta de alto nível.
 
E assim se converteu uma época que poderia ter sido de sonho numa época de pesadelo.
 
Viva o Benfica!

sábado, 25 de maio de 2013

À guisa de balanço

O Benfica perdeu o campeonato por escasso ponto e, apesar das habituais vicissitudes, não faltam detalhes próprios, que poderiam ter determinado diferente desfecho. Importam, antes de mais, os que indiciam debilidades técnicas, táticas ou organizativas, enquanto  instrumentos  relevantíssimos de monitorização da qualidadade do trabalho efetuado e indicadores dos ajustamentos a introduzir no  aperfeiçoamento contínuo específico e global. O erro, além de constituir testemunho humanizante, suscita correção e, consequentemente, evolução; relativizá-lo ,conduz à estagnação e decadência.
 
Antes de prosseguir, reitero o respeito  e admiração que todos os Atletas, Técnicos e Dirigentes do meu clube me merecem.
 
A época foi muito exigente. As contrariedades começaram ainda na fase de preparação, com o célebre caso que nos haveria de custar a ausência de Luisão durante dois meses mais um de sub-rendimento, período em que perdemos alguns pontos, sabemos hoje, decisivos. Ainda agora não percebemos o que aconteceu!..., a celeridade da Federação e da UEFA no castigo atribuído deixou velhas suspeitas no ar. O que sabemos é que, todos os nossos atletas - toda a organização, afinal -, devem manter controlo emocional irrepreensível! Foi o que Luisão não teve, independentemente da inetencionalidade das consequências que se verificaram.  Além do mais, a provocação, seja no terreno de jogo, seja nos bastidores ou na comunicação social,  constitui um dos instrumentos estratégicos previlegiados dos nossos principais contendores. O antídoto é o controlo emocional e a determinação.
 
Ainda desconcertados com o castigo a Luisão, fomos surpreendidos com nova bateria de castigos, sempre com o objetivo da desmoralização, mostrando quem manda!...,quinze dias a Jorge Jesus, dois meses a Filipe Vieira e onze meses a Rui Gomes da Silva! Porquê? Por usarem de uma prerrogativa democrática vital; a liberdade de expressão! Por dizerem, apenas a verdade! E era no Estado Novo que havia censura! Isto, afinal é o que? Totalitarismo saloio, digo eu!  

Quando vi pela primeira vez Enzo Perez tocar na bola percebi de imediato que se tratava de um tecnicista de grande nível. Graças aos episódios relatados na comunicação social que o reconduziram à Argentina, cheguei a pensar tratar-se de alguém sem caráter; de alguém que tinha dado o chamado "golpe do baú". Enganei-me e estou em falta! Enzo Perez, além de excelente técnica tem um coração generoso, solidário, trabalha como um "mouro", não vira a cara à luta e...chorou pela camosola do meu clube..., com a minha camisola..., jamais o esquecerei! Mas não chegou! Não tivemos outras soluções para o "armador de jogo"; e foi necessário! Aimar, o nosso grande Aimar, esteve incapacitado quase todo o tempo, André Gomes, apesar de todo o potencial que apresenta é ainda uma esperança e Carlos Martins, sendo um excelente jogador, não revelou maturidade emocional. Esta sim, foi uma falha organizativa; o Treinador não conseguiu suprir a falta de Axel Witsel; com ele teríamos sido campeões e, estou convicto, teríamos ganho a Liga Europa! Não tenho dúvidas e nem é necessário justificar. Também Witsel ficou a perder. Poderíamos vendê-lo agora, não por 40, mas por 60 milhões! Aqui sim, foi uma falha da Direção Técnica.

Mas não foi a única. Tivémos em toda a época laterais esquerdos adaptados - mais uma vez - cuja falta de rotina na posição nos custou alguns dissabores, apesar de se tratarem de excelentes atletas; Melgarejo, Luizinho  e André Almeida. Também na direita faltou alternativa credível a Maxi Pereira o qual, apesar de toda a sua habitual garra, esteve abaixo do seu nível em grande parte da época. Também nestes casos, a Direção Técnica falhou! Falha esta que foi acentuada pela Equipa Técnica ao cometer, recorrentemente, o erro da deficiente marcação aos alas contrários! Impressionante! Mantivemos em toda a época o mesmo erro de deixar os alas adversários à vontade, quase sempre bem encostadinhos à linha. Um erro que vem de épocas anteriores e tem várias causas, a mais relevante das quais residindo na omissão do Técnico e dos Atletas. Não se comete o mesmo erro duas vezes! E nós fizémo-lo, não uma, mas duas, três..., e...quem muito erra, pouco acerta!

Erro tático foi, também em toda a época, a marcação à zona nos lances de bola parada, tão insistentemente apontado pelo nosso José Augusto - é bom que não esqueçamos, um dos melhores jogadores da história de futebol e um Treinador com obra -, que nos custou bem caro, nomeadamente na final da Liga Europa! Sendo, muitas vezes, a convicção confundida com teimosia, esta constitui um grave defeito quando não cede à evidência do erro, sobretudo do erro recorrente. É o maior defeito do nosso Treinador que alguns desgostos nos tem causado. Lucidez e humildade são duas qualidades imprescindíveis num líder de topo, que Jorge Jesus deve interiorizar.

Faltou controlo emocional ao Cardozo no jogo da Madeira com o Nacional; apesar da provocação -impune - do adversário e da determinação em marcar o tento da vitória - que se adivinhava -, Cardozo deveria ter-se controlado; poderíamos ter ganho o  jogo. Faltou controlo emocional ao Carlos Martins no jogo com o Estoril; aquele gesto tão infantil como inútil que pode ter decidido o desfecho do campeonato! Carlos Martins errou! Eu sei que em ambos os casos os árbitros pecaram por excesso de zelo, mas... bem sabemos que são todos assim perante o Grande, o Glorioso Benfica, afinal, condição de progressão das suas carreiras! Não devemos dar-lhes pretextos para tal.

Na Luz, oferecemos dois golos ao Porto, nenhum deles com justificação técnica! Não compreendo a omissão dos centrais no primeiro - ausência de Luisão  -, nem a irracionalidade de Artur no segundo - entrega a Jackson! Quem quer ganhar não comete erros destes! Entregámos o ouro ao "bandido"! Também Cardozo teve o título nas botas naquele tremendo remate que faria o 3-2, que Helton,"milagrosamente", desviou com a "ponta da unha" para a trave! Neste caso, houve diferencial técnico entre estes atletas. No jogo houve também, diferencial técnico entre guarda-redes! Em ambos os casos com vantagem dos Portistas. Eu sei que dói, mas..., é a verdade. Foi aqui que perdemos o campeonato! Teríamos ganho vantagem pontual e anímica para o resto da prova.
 
Também no Porto-Benfica - outro jogo do título -, cometemos um erro estratégico fatal; quisémos ganhar, e isso é louvável! "Garantido" o empate, que nos "daria" o título, tentámos a vitória subindo descontroladamente no terreno, deixando o meio-campo desprotegido, entregue ao, ainda imaturo, Roderick! Substimámos o adversário e perdemos. É dos livros! E não, não caiu do Céu! Aconteceu porque o adversário também queria ganhar e nunca desistiu. Foi por isso que, "não sei quem", mandou um balão para a frente, foi por isso que lá estava o Liedson para a receber e entregar com precisão e foi por isso que o "não sei quantos", rematou com grande classe ao 2º poste, deixando Artur pregado ao solo e apesar da oposição - inconsequente - do nosso defesa. Também aqui, houve nosso demérito em proporcionar um lance ofensivo que se revelou fatal, bem como permitindo o remate vitorioso. Não se constroem grandes equipas sem grandes jogadores.
 
Claro que, apesar destas menos-valias, teríamos sido campeões, descontados os evidentes casos de arranjo de jogos beneficiando o nosso principal adversário, bem como os benefícios de arbitragem de que este disfrutou ao longo da época, tal como dos erros grosseiros de que fomos vítimas  durante a mesma, desde o início. Lembremo-nos, que a nossa equipa perdeu pontos contra os "protegidos" do sistema, jogos em que, ano após ano, o nosso principal adversário ganha sem qualquer esforço, de forma sempre bizarra. 
 
Aqui, entramos noutras vertentes do jogo, infelizmente, bem mais importantes que o das quatro linhas! E é aqui que há um longo e profundo trabalho a fazer junto da opinião pública, em prol do espetáculo desportivo, desprovido de outros objetivos, nomeadamente políticos. É necessário um projeto desenhado por especialistas, com o apoio alargado e integrado de Benfiquistas com "peso" político-económico, empenhados na militância pela nobre causa do desporto. A diferença entre Benfica e Porto é que, enquanto o Benfica pratica desporto, o Porto não! É outro o seu jogo! O jogo dos caciques locais; os novos salazarinhos que todos espezinham a troco da sua ambição pessoal, manipulando os legítimos anseios dos adeptos do, outrora, nobre clube.
 
A este respeito, parece que andam por aí comentadores manifestando a sua perplexidade perante a fidelidade dos Benfiquistas ao seu clube, apesar da escassez de vitórias. Coitados; ainda não perceberam porque somos Benfiquistas! Julgam que o deveríamos ser pelas mesmas razões que eles são Portistas! Julgam que, ganhando como ganham, deveria haver adesão maciça ao seu clube e uma debandada do nosso lado! Pobres diabos! Ainda não perceberam que o Benfica é alegria, é desportivismo, é respeito, é espetáculo, é universalismo, é desportivismo, é competência, é festa! E claro, é também ganhar..., ganhar!
 

Mas, de que serve ganhar, quando o modo como o fazemos nos veda o respeito do adversário? 

 

Boa sorte para a final da Taça! Não se deixem impressionar pelo Jorge de Sousa; joguem o que sabem mantendo o controlo e ganharão.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Parabéns aos Benjamins do Benfica!



In sítio do Benfica
Derrotaram o Metz
Benjamins vencem Torneio do Luxemburgo
A equipa de Benjamins do Sport Lisboa e Benfica venceu o Metz, esta segunda-feira, na final do Torneio do Luxemburgo.
O resultado cifrou-se num triunfo “encarnado” por 3-0.

Benfica – Moreirense, 3-1

 
ESTES SÃO OS MEUS CAMPEÕES
In sítio do SLB
Jorge Jesus e a vitória na Luz: “Fizemos o que nos competia”
No final do triunfo sobre o Moreirense, por 1-3, Jorge Jesus era um treinador satisfeito pelo resultado, apesar de não ter sido suficiente para a conquista do Campeonato Nacional.
 
“Tem um sabor de vitória, só não tem o sabor do título do campeonato. Fizemos o que nos competia e fizemos uma segunda parte com muita qualidade”, começou por dizer.
 
O técnico não poupou ainda elogios a todos os benfiquistas que apoiaram os “encarnados” da primeira à última jornada. “Esta massa associativa é espectacular”, referiu.
 
Agora, Jorge Jesus e a restante equipa estão já focados no próximo objectivo, a Final da Taça de Portugal. “O Benfica tem, na minha opinião, crescido muito nestes últimos anos e estivemos em tudo o que é finais este ano. Domingo temos uma final que é uma festa e queremos muito a Taça para acabarmos a época com a conquista de um troféu”, concluiu.