Desporto

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Benfica-PSG 2-1

É com gosto que dou os parabéns aos atletas do Benfica pelo jogo de hoje. Foi uma vitória merecida, graças, sobretudo, ao empenho coletivo, contra um adversário com aspirações à final. Foi insuficiente, sim, mas...fizémos a nossa parte; desta vez cumprimos.

Sem alguns dos seus titulares, tal como o Benfica, a equipa do PSG apresentou um futebol de grande qualidade técnico-tática, muito dinâmico, vertical, de grande amplitude, pressionando intensamente muito alto. A qualidade técnica dos seus atletas não permitia displicências. E foi o que aconteceu no lance do primeiro golo, em que me pareceu ver alguma passividade; parecia uma bola perdida. O GR pareceu-me muito bom; na grande penalidade percebeu a direção da bola, denunciada aliás pelo Lima - devido ao posicionamento no momento do arranque. O defesa que agrediu Sílvio deveria ter sido expulso, julgo que não quis jogar a bola.
 
Gostei da equipa do Benfica, apesar da continuação da tendência perdulária na concretização, de alguns passes falhados e de alguma despropositada retenção de bola. Foram valentes na disputa dos lances, ganhando inúmeros duelos individuais, indicio frequente da tendência do jogo. Procuraram o golo com determinação e poderiam ter feito melhor. A intensidade que colocaram no jogo acabou por retirar algum ímpeto ao PSG nos minutos finais e, implícitamente, garantir a vitória. Muito bem.
 
Gostei do Artur; por duas boas defesas e uma mancha perfeita que negou o empate. A defesa esteve bem - salvo no 1º golo -, Luisão e Garay fizeram cortes cirúrgicos decisivos, Sílvio revelou grande coragem, e Máxi esteve no golo da vitória, gizado com grande frieza. Fejsa e Matic trabalharam muito e bem,mas falharam alguns passes que poderiam ter sido fatais. Gaitan deu-nos a vitória numa recarga oportuna e perfumou o estádio em vários lances - pena ter falhado a direção na primeira oportunidade da 1ª parte -, Enzo foi igual a si próprio tendo saído esgotado - ficou na retina o tremendo remate ainda na 1ª parte a que o GR contrário respondeu com grande defesa, num lance muito vistoso, Markovic mostrou os seus já conhecidos créditos dinamitando a defesa com a sua insuperável velocidade - julgo que necessita de melhorar o posicionamento -, Lima bateu bem o penálti, embora denunciado, graças à força e colocação, porém revelou, mais uma vez, reduzido nível de eficácia. Cavaleiro pôs a defesa em sentido graças ao seu posicionamento, força, velocidade e determinação, revelando estar integrado na equipa, Suleimani deu mais um passo no sentido da sua afirmação, tem boa técnica, profundidade, serenidade, coragem, e sabe fazer um centro decente - temos aqui extremo. Claro que se fez sentir a falta de Cardozo; mas a equipa tem que aprender a jogar sem ele.
 
Este jogo deixou patente a razão da apatia no jogo com o Arouca, em que, imperdoávelmente, deixámos fugir mais dois pontos; "-vamos jogar com o Arouca? - vamos; uma equipa que perde os jogos todos e vai em útimo lugar. - É pá, ainda bem; precisamos de descansar um bocadinho para o jogo da champions. - É verdade, veio mesmo a calhar. "
 
Espero que esta vitória, apesar do travo algo amargo, constitua o tónico para a estabilização do desempenho da equipa. Oxalá acabem as malfadadas lesões e tenhamos em breve, todo o plantel operacional.
 
PS: Com o castigo de Enzo, continua a sanha persecutória contra o Benfica; Enzo foi "imolado" na praça pública pela CS, em particular pelo CM!, uma vergonha!, tudo fazem para enfraquecer desportivamente o clube. Há que encontrar caminhos eficazes de lutar contra isto. Talvez passar ao contra-ataque; somos demasiado complacentes.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Futebol talharouco

Mário Figueiredo é, atualmente, o dirigente de futebol mais lúcido e corajoso, o que não deixa de ser surpreendente tendo em conta a sua longa ligação ao gabinete jurídico de Adelino Caldeira e Moreira dos Santos, nada mais nada menos que o braço jurídico de Pinto da Costa, que lhe tem permitido enfrentar com sucesso todos os julgamentos de que foi alvo.

Os projetos que defende, com firmeza e serenidade, quanto aos direitos desportivos e ao modelo competitivo da primeira liga, são os mais adequados à recuperação da credibilidade e da economia dos clubes. O isolamento em que se encontra parece não o atemorizar e denuncia o estado de medo e cobardia que domina a generalidade dos clubes, a todos os níveis. Por muito menos se demitiu Hermínio Loureiro da presidencia da Liga, acabando nos braços do sistema - salvo seja -, no pomposo mas desprestigiante cargo de vice-presidente da FPF, claudicando do seu projeto.

Sabemos que o monopólio dos direitos desportivos escandalosamente detido pela PPTV - salvo erro -, deprecia o valor dos mesmos, minimiza o montante atribuido aos clubes e engorda o concessionário que por sua vez dita a sua lei em benefício de um dos concorrentes. Acabar este estado de coisas é um imperativo para a desejada redução do desnivelamento competitivo dos concorrentes, condição necessária à recuperação económica dos clubes. É obsceno que o concessionário se permita abocanhar cerca de dois terços do total das receitas de comercialização dos direitos!

Quanto ao modelo competitivo, parece-me que o projeto que apresentou iria melhorar a competitividade das equipas, pelo aumento a incerteza nos resultados, abrindo mais as equipas, proporcionando melhor espetáculo e rompendo com o círculo vicioso que caracteriza o futebol nacional das últimas décadas. Infelizmente este projeto foi chumbado e a consequência traduzir-se-á no inexorável nivelamento por baixo das equipas. Uma pena.

Na presente época, à semelhança das anteriores, sucedem-se e repetem-se os jogos em que, um dos adversários, consciente da sua inferioridade, concentra todos os esforços em impedir o adversário de jogar, praticando ostensivamente o designado anti-jogo em todas as suas vertentes. Tem sido, mais uma vez, o caso dos jogos na Luz nomeadamente com o Belenenses, Braga e agora o Arouca. Chegámos ao absurdo de, até na 2ª liga e nos júniores, alguns adversários do Benfica degradarem os respetivos relvados na véspera dos jogos, a fim de nivelarem técnicamente as equipas!, um absurdo inaceitável, tal como inaceitável é a passividade da FPF!, há que premiar quem aposta e investe na qualidade desportiva.

Tal estado de coisas levanta uma questão mais profunda que tem a ver com a representatividade de cada clube nos órgãos desportivos. Tendemos a crer que a democratização das instituições foi uma consequência direta da democratização do regime político, e nem sempre é verdade. Tal é o caso do futebol; como se entende que um clube com, por exemplo cinco mil sócios e dez mil adeptos tenha precisamente a mesma influência que outro com duzentos mil sócios e seis milhões de adeptos?, como se entende que uma associação que represente um certo número de adeptos, tenha mais poder que outra que representa o dobro deles?, não legitima a democracia o poder da maioria?, mas é o contrário que se verifica no futebol português!, são os pequenos clubes que ditam as regras conducentes à degradação da competitividade desportiva e à decadência do futebol, ainda por cima, condicionados pela crónica dependência financeira.

Outra faceta deste absurdo, reside no auto-imposição do silêncio por parte dos dirigentes do Benfica, face à influência duma CS hipócrita e persecutória, induzindo-lhes opção pelo mal menor. E é preciso acabar com isto. não tenhamos ilusões; nada será concedido ao Benfica. Tudo tem que ser conquistado. Tudo!

Mãos à obra.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

domingo, 8 de dezembro de 2013

O que é a arte?, por Lev Tolstoi (Gradiva)

por António Barreto:

Um interessante ensaio sobre a arte, de leitura agradável, que nos ajuda a refletir sobre esta e outras facetas essenciais das sociedades humanas, tais como a consciência religiosa e a fraternidade universal, desenvolvido durante quinze anos pelo autor e publicado em 1898, numa época de plena expansão da Revolução Industrial. Tolstoi ficou imortalizado pelas suas conhecidas obras Guerra e Paz, Anna Karénina,  a Morte de Ivan Ilitch e Sonata Kreuzer. No ensaio, além desta obra, publicou também Confissão.

Para Tolstoi, a arte não se reduz à busca da perfeição estética, tão-pouco à expressão dos sentimentos do artista, e muito menos à satisfação das classes abastadas. Esta, é a falsa arte, distorção da arte verdadeira, da que brota do povo na vivência quotidiana das suas angústias e alegrias; a arte cultivada pelas classes altas para seu próprio prazer, é destituída de consciência religiosa e por isso, falsa.

A arte traduz-se na capacidade de alguém, por qualquer meio, contagiar os outros com o seu próprio sentimento indutor da fraternidade e união das pessoas, única forma de obter o progresso social coletivo.

Na sua conceção de arte, Tolstoi, concilia, com grande simplicidade, a ciência e a religião, imputando a ambas o dever da prossecução do bem comum e atribuindo à arte a propulsão das sociedades humanas, pela difusão implícita das descobertas científicas conformes aos valores cristãos.

Revelando um conhecimento invulgar da produção multicultural da sua época e dos clássicos, Tolstoi não poupa figuras consagradíssimas como Wagner, Beethoven, Miguel Ângelo, Shakespere, Verlaine, Baudelaire e outros, considerando os seus trabalhos como exemplos de arte decadente.

À semelhança da fusão entre ciência e religião, este ensaio funde os conceitos do romantismo e do realismo, atribuindo à expressão e contágio dos sentimentos do artista, característicos daquele, a função moral da difusão e prossecução do bem comum, próprios deste, deplorando a corrente esteticista, da arte pela arte, dada a sua função restrita de satisfação de grupos sociais abastados, ociosos, dedicados à perpetuação dos seus privilégios.

Numa revelação surpreendente, aparentemente paradoxal, sobretudo para os nossos dias de compulsiva e asfixiante normalização, considera o autor que a profissionalização da atividade artística, os críticos de arte e as escolas de arte, constituem as principais causas de distorção e decadência da mesma, considerando que a arte não se ensina e que, a habituação, pode até fazer as pessoas gostarem da má arte. Porém, defende Tolstoi o ensino da várias técnicas da arte nas escolas primárias, a fim de proporcionar a plenitude da expressão dos genuínos sentimentos artísticos aos que, de entre o povo, tenham talento para tal.

Vejamos como se define Tolstoi:

“Quem sou eu? Um dos quatro filhos de um Tenente-Coronel na reserva, que ficou órfão aos sete anos de idade, tendo sido educado por mulheres e por estranhos e que, sem qualquer preparação mundana ou intelectual, se fez ao mundo aos dezassete anos…. Sou feio, grosseiro, sujo e mal-educado, quando vejo as coisas como o mundo as vê. Sou irascível, chato, intolerante e tímido como uma criança. Sou um labrego com todas as letras. O que sei aprendi-o sozinho, mal, aos solavancos, de modo descosido; e é bem pouco. Sou imoderado, indeciso, inconstante, estupidamente vaidoso e expansivo com  todos os fracos. Coragem é coisa que não tenho. A minha preguiça é tal que a ociosidade se tornou para mim uma exigência. Sou boa pessoa, entendendo por isso que gosto do bem, fico mal comigo quando dele me afasto e é com agrado que volto atrás. Todavia, há em mim uma coisa que pode mais que o bem: a glória. Sou tão ambicioso que, a darem-me a escolher entre a glória e a virtude, receio bem que escolhesse a primeira. Modesto é que não sou, sem sombra de dúvida. Por isso é que me vêem com este ar de cão abatido, por fora, mas se querem saber o que é o orgulho, olhem lá para dentro.”

sábado, 7 de dezembro de 2013

Benfica-Arouca 2-2, a elegia do mau futebol!

Com este Benfica, o Arouca, os aroucas e estas croniquetas, o futebol português está garantido!

domingo, 1 de dezembro de 2013

Rio Ave-Benfica 1-3

Mais uma vitória, numa exibição sóbria e eficaz onde Rodrigo se afirmou e Lima se reencontrou. Atingimos o topo e agora há que manter o rumo com humildade, inteligência e determinação. O regresso dos lesionados tornarão a equipa cada vez mais forte. Porém, "o sistema" continua a "carburar" como se viu no jogo Académica-Porto e nos Bês Benfica-Porto. Esta gente continua a pensar que manda no futebol nacional, mas...parece que algo está a mudar; a deslocação a Coimbra deveria ter sido mais um passeio, enquanto o jogo anterior, com o Nacional, deveria ter sido uma festa. Oxalá que sim, para bem do futebol Português.

A equipa do Rio-Ave posicionou-se muito bem no terreno, marcando o portador e  o receptor com muita agressividade, trocando bem a bola e explorando as alas, disputando o jogo em todo o terreno. Apesar dos escassos remates à baliza contrária, este modelo valeu-lhe o golo do empate após descompensação da defesa do Benfica, insuficiente porém, face à imediata resposta contrária.

Sem Cardozo, receava a irrelevância ofensiva da equipa, apesar dos três tentos ao Anderlecht. Felizmente enganei-me; Rodrigo e Lima protagonizaram interessantes movimentações que renderam dois preciosos golos, o primeiro e o terceiro, este evidenciando uma dinâmica notável. Já o segundo, resultou da execução primorosa de Lima, de um livre  a uns 20/25 m descaído à esquerda; um lance onde se já se tinha revelado exímio em outras ocasiões.

Pareceu-me que Lima assumiu a responsabilidade ofensiva. De qualquer modo, a equipa necessita urgentemente de variantes ao modelo ofensivo corrente e tal não acontecerá se não forem testadas em competição. A mobilidade de Lima e Rodrigo, seja em profundidade, seja em amplitude, associada ao poder de fogo de ambos, aumenta a incerteza e o receio das defesas contrárias. Se acrescentarmos Markovik à fórmula, consolidadas as dinâmicas e assegurado o pragmatismo, teremos uma frente de ataque temível para qualquer adversário.

Enzo é fantástico; incansável, entrega-se totalmente ao jogo, tal como Matic e Fejsa; contudo, falta criatividade e fluidez ao meio-campo. Gostei de ver as longas sequências de passes, já com o resultado feito; algo que deverá ser melhorado e consolidado, numa perspectiva de racionalização de esforço, imprescindível, dadas as exigências das provas em curso.

As sucessivas lesões dos laterais esquerdos são muito preocupantes!, até parece bruxedo; cruzes canhoto! André Almeida vai fazendo, com brio, a posição; apesar disso, necessitamos urgentemente de estabilizar o lugar. O golo sofrido poderia ter sido fatal e deveu-se a uma descompensação defensiva que não pode ocorrer numa equipa com as aspirações do Benfica.

Contudo estão todos de parabéns; quanto a mim, prefiro exibições sóbrias com vitórias, às exuberantes com derrotas.

Os nossos Bês ganharam concludentemente ao Porto, com três magnificos golos - dois deles na sequência de cantos executados primorosamente por Urreta - e o terceiro na sequência de um tremendo sprint de 4o m de Helder Costa, concluido com um tremendo remate ao 1º poste, surpreendendo o guarda-redes que ficou pregado ao solo perante a impetuosidade do nosso avançado. A nossa equipa apresentou-se mais compacta claudicando apenas no golo de honra portista. O famigerado Cosme Machado ainda assinalou uma grande penalidade sem fundamento, felizmente falhada pelo avançado TóZé - melhor marcador da 2ª liga com 9 golos, 6 deles de GP! Atenção que Steven Vitória está a bater à porta dos às!

Também foi um prazer ver os nossos iniciados B bater os congéneres do SCP, por três tentos  de belo efeito sem resposta, numa exibição madura, convincente e com pinceladas de virtuosismo.

Muito bem; parabéns a todos.

Aquecimento global


Ninguém em seu perfeito juízo colocará em dúvida a necessidade de controlar os efluentes de qualquer tipo que diariamente são descarregados no meio ambiente; em terra, no mar ou no ar.  A urgência deste controle aumenta continuamente, dada a evolução demográfica mundial - já se ultrapassaram as sete mil milhões de almas -, o incessante progresso industrial global, a consequente pressão sobre a produção agrícola e os recursos energéticos.

Multiplicam-se por todo o lado as ONG ambientais e os correspondentes forums, intensificam-se, as declarações de intenções dos mais variados agentes políticos e adotam-se medidas draconianas  em nome da proteção ambiental. Apesar disso, continuam a fazer-se ouvir, cada vez mais consistentemente, opiniões discordantes quanto às causas  “oficiais” do aquecimento global.

Parte maioritária da comunidade científica atribui à atividade humana a origem da anormalidade, devido à consequente e crescente emissão de CO2, responsável pela retenção de parte do calor irradiado pela Terra, gerador do famigerado efeito de estufa e do malfadado aquecimento global, com todas as catastróficas consequências que se anunciam.

Alertam os desalinhados para o facto de, em 2012, se ter verificado um aumento de cerca de 60% da área dos glaciares do ártico, bem como para a estabilização da temperatura atmosférica média nos últimos 15 anos.

Respondem os alinhados, que o acréscimo de calor terá sido absorvido pelos oceanos, esquecendo que, a ser verdade, tal teria produzido o efeito contrário ao verificado no ártico. Por outro lado, interrogando-me acerca do impacto das emissões energéticas e gasosas do leito dos oceanos na temperatura destes, só posso duvidar da viabilidade de quaisquer conclusões e este respeito, que não o tenha em conta, como parece ser o caso.

Seja como for, a verdade é que as medidas de natureza política são muitas vezes paradoxais e perversas, sendo frequentes as contradições entre o discurso e a realidade.  Refiro o caso dos frigorigénios, considerando desastrada a estratégia adotada pela União Europeia, o caso dos transportes - responsável por cerca de 2/3 das emissões de CO2 - em que se tem dado uma no cravo outra na ferradura…e o caso do comércio de quotas de CO2.

Detenho-me um pouco nesta nova economia, segundo a qual são atribuídas quotas de emissão aos vários países, podendo estes transacioná-las mediante acordo bilateral. Imaginemos um pequeno e pobre país em qualquer parte do planeta, que decide prescindir do seu desenvolvimento tecnológico como estratégia fomento do progresso social, em favor da venda a sua quota de emissão de CO2. É certo que tal proporcionará desenvolvimento aparente mais rápido mas também é certo que a ausência de progresso tecnológico o tornará refém permanente dos seus clientes que controlarão a sua economia.

Ainda no âmbito da nova economia, refiro o paradoxo das empresas de captação de CO2, cuja viabilidade económica depende do aumento das emissões do mesmo, fazendo lembrar o que se passa em Portugal no âmbito do consumo global de energia elétrica em que a redução do mesmo abaixo do valor de referencia acarretará, contratualmente, correspondente compensação estatal!

O meu cepticismo relativo quanto ao efeito do CO2 no aquecimento global tem a ver com uma série de outros fatores, quanto a mim, não negligenciáveis, como sejam o da alteração da atividade solar e o da mecânica celeste.

Apesar da relevância do caso, só à cerca de 2 anos - salvo o erro - é que foi enviada, pelos americanos, uma sonda para estudo da atividade solar!, sabemos porém que o nosso astro rei atravessa um ciclo de inversão da polaridade, com considerável impacto na Terra e seus sistemas,  graças às alterações do respetivo campo eletromagnético. Estou em crer que este evento poderá traduzir-se também numa alteração de massa do sol e num correspondente aumento da energia irradiada, com inevitáveis consequências na energia absorvida pela Terra e na sua temperatura média.

Tenhamos em conta que a órbita terrestre resulta do equilíbrio das forças gravíticas e electromagnéticas globais, em particular do Sol e da Terra. Perante o evento referido, parece-me razoável supor que tal poderá estar a ocorrer, até porque a respetiva monitorização não se afigura fácil, tal com a da rotação da Terra e do posicionamento do respetivo eixo.

Lembremos a magnitude das matéria e energia escuras; a matéria e energia que sabemos existirem no universo em quantidades avultadas das quais desconhecemos a origem e a natureza, bem como toda a extensão das respetivas consequências.

Recordemos a incipiência dos atuais modelos matemáticos ambientais da comunidade científica bem como a responsabilidade desta em múltiplas agressões ambientais ao longo da história da humanidade.

Concluiremos que temos razões de sobra para o cepticismo quanto à tese corrente das causas do aquecimento global e para a necessidade de  escrutinarmos cada vez mais e melhor as teses das comunidades científicas, sujeitas, afinal, às mesmas vicissitudes que afetam o mais comum dos mortais.

Até porque, os argumentos dos interesses económicos que os alinhados afirmam suportarem os céticos, aplicam-se a identicamente a si próprios.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Anderlecht-Benfica 2-3

Não foi um grande jogo mas foi um bom resultado. Matou-se o borrego. Pareceu-me que o Anderlecht adotou o sistema que o Braga apresentou na Luz; cinco defesas, um trinco, três médios e um avançado. O Benfica entrou mandão, decidido a marcar cedo; muito bem na recuperação mas mal no ataque. Os alas mantiveram-se pouco ativos, em especial do lado esquerdo, assistindo-se ao constante afunilamento do jogo, razão das escassas  oportunidades de golo. 

O tento belga, num movimento que repetiram, com algumas variantes, em toda a partida, surgiu em contra-corrente e adensou as dúvidas acerca da possibilidade de vitória do Benfica. Temia o empolgamento daqueles e o desânimo destes. O jogo manteve-se empastelado, com muita luta no meio campo, até ao golo de...Matic a responder de cabeça a um livre teleguiado de Perez. E foi Gaitan que numa bela rotação e com alguma sorte virou o marcador. A falta de Cardozo era notória e Marko não tinha espaço para romper pelo meio.  

A saída de Gaitan e a entrada de Suleimani deixou-me preocupado. A ganhar, a equipa fechou-se, recuou, apostando no contra-ataque e isso custou-lhe...o golo do empate, num lance de bom recorte técnico. Já está, pensei; abriu-se um buraco no meio campo, estamos tramados!...perante a pressão ofensiva belga, não é que Suleimani faz um lançamento de morte para o recém entrado Rodrigo - que substituira Enzo -, e este, não se fazendo rogado, rematou de pé esquerdo ao segundo poste após um forte sprint com bola?, sim senhor!, quem sabe se não será o clique para Rodrigo regressar ao seu melhor nível!, oxalá que sim; o talento está lá. 

Não foi um bom jogo mas...ganhámos; melhores exibições virão. A Liga Europa está garantida e ainda podemos sonhar com a Champions.

O árbitro "poupou" os belgas a alguns lances ofensivos do Benfica com algumas decisões que me pareceram erradas. Fiquei com dúvidas nos golos do Anderlecht; no primeiro parece que o avançado ajeitou a bola com a mão e no segundo parece que o avançado está fora de jogo. A ver mais tarde.
Muito bem, parabéns ao grupo; afinal, parece que foi a primeira vez que ganhámos neste estádio!, nada mau!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Pópilas!

 
 
 
                          

domingo, 24 de novembro de 2013

Pontos nos is!

Há muito que deixei de dar atenção às crónicas que Rui Santos debita nos vários areópagos que frequenta, embora reconheça oportunidade a alguns deles. Rui Santos padece de incontinência verbal, de incoerência crónica e tem um exagerado conceito de si próprio ao arvorar-se em fiel intérprete da opinião pública. Contudo é alguém que molda a tendência da opinião pública, sempre pronta a seguir os "papagaios" mediáticos. De concreto, Rui Santos nada fez na vida pelo futebol; é mais um que vive dele sem nada por ele fazer.  Incapaz de assumir o combate pela regeneração do futebol, vergado à patetice da equidistância, vai dando uma no cravo outra na ferradura, deixando transparecer crónica antipatia pelo Benfica. 

Desta vez prororou extensamente sobre um alegado acordo entre o Benfica e a CDII da Liga acerca do castigo a Jorge Jesus no caso de Guimarães, manifestando a sua indignação por considerar o desfecho um tratamento de favor, visto que, na sua douta opinião, o castigo deveria ter sido pelo menos de três meses.

Ricardo Costa, recentemente doutorado em Direito com a classificação de 20 valores e docente universitário, explica hoje em "O Record" que o acordo referido, não só está contemplado, em toda a extensão, na regulamentação desportiva aplicável, como tem sido prática corrente em muitos outros casos. Veja-se este extrato da sua crónica:

"Nada como um caso mediático – isto é, um caso envolvendo um clube grande – para descobrir os meandros da “lei desportiva” e desvelar as novidades. Por experiência própria o redijo: só um processo de um grande ou de um grande jogo pode chamar a atenção para aquilo que existe e – se for essa a circunstância – sempre se aplicou antes com o mesmo critério e com igual método a dezenas de outros casos. Nesta época, noutras épocas ou em todas as épocas."

Esta intervenção de Rui Santos, mais uma vez desmascara a sua intolerância e animosidade ao Benfica, pois só assim se compreende tamanha abespinhação sem ter-se dado ao trabalho de se informar convenientemente sobre a matéria. Ao fazê-lo, não só se desacreditou, como desacreditou o seu cliente-patrão, tendo prestado, voluntáriamente, um ótimo serviço ao sistema que por vezes finge denunciar. 
 
Rui Santos, não passa de uma nebulosa no futebol. Bom seria que se dedicasse a tentar descobrir a sua verdadeira vocação.

PS; recomendo a leitura do CV de Ricardo Costa, para se perceber bem o peso da sua opinião.