Desporto

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Uma vitória merecida!

      Uma vitória moralizadora e merecida, que melhora as espectativas do Benfica para a época em curso. Apesar de várias ausências forçadas e da qualidade do adversário, os encarnados apresentaram-se taticamente disciplinados, com boa intensidade e dinâmica, dispostos a lutar pela vitória. Foi difícil, como se esperava, até porque o "Gala"  povoou muito bem  a sua defensiva, chegando a alinhar cinco a seis defesas e três trincos, mas com grande dinâmica, mostrando que poderia fazer o golo numa qualquer desatenção, como, de facto, aconteceu, pelo inevitável Podolski, num lance em que, Júlio César, nada podia fazer.
 
   Silvio está em nítida subida de forma, Eliseu não comprometeu, Talisca portou-se muito bem, Almeida não comprometeu, Guedes, Jonas, Gaitan e Jimenez, trabalharam muito. Os centrais fizeram a diferença nos dois golos da equipa, com destaque para Luisão, que marcou o da vitória; mérito ao Treinador, visto que se trata, claramente de trabalho tático.
 
  Acho que o árbitro se portou mal!, começou a amarelar os encarnados desde cedo adivinhando-se o que veio a suceder; expulsão de Gaitan completamente imerecida, logo após ter poupado a expulsão a um dos gregos, por braço na bola! Com este gesto virou o jogo a favor dos gregos num período em que se adivinhava o terceiro tento dos encarnados.
 
  Enfim, o apuramento para os oitavos está quase garantido, e a equipa e os adeptos reforçaram o ânimo. 
 
   Força Benfica!  

Chuck Berry & Bruce Springsteen - Johnny B. Goode

domingo, 1 de novembro de 2015

O sim e as sopas!

      Após quatro anos de dura austeridade, e mesmo nalguns casos, de "terrorismo de Estado " - notificações e penhoras automáticas da Segurança Social e das Finanças por qualquer montante em suposta dívida, mesmo que desconhecida do contribuinte - o espectro da ingovernabilidade e do caos económico e social paira sobre Portugal expondo-o à irrelevância e ostracismo internacional e ao ao "orgulhosamente sós" de Salazar, com a diferença da ausência de dívida pública relevante nessa época e do, até ao momento, total fracasso das independências saídas da descolonização de Abril, à exceção de Cabo Verde.

   Porém esta clarificação vem com um atraso de quarenta anos! Não há democracia num país em que a sua constituição prescreve o caminho para o socialismo! Nem há Socialismo Democrático!, Este nada mais é que uma reinvenção de Mário Soares para sobreviver politicamente ao radicalismo de Álvaro Cunhal e do Partido Comunista que ameaçava subjugar tudo e todos ao imperialismo soviético. 
   O Partido Socialista esteve sempre politicamente "refém"  do Partido Comunista e, mais recentemente, do Bloco de Esquerda, na disputa do eleitorado associado ao funcionalismo público e ao Estado Social, dando "uma no cravo outra na ferradura", que lhe garantiram acesso à governação e lhe permitiram "atar grande parte dos nós" que hoje nos asfixiam a quase todos. Frustrada a expectativa da tão almejada e "fatal" maioria absoluta na sequência duma "truculenta"  governação dos seus opositores, recusando-se a aceitar e interpretar as sucessivas sondagem que precederam o ato eleitoral, o Partido Socialista, percebeu que tinha perdido a "guerra" ao centro e radicalizou-se, associando-se ao Partido Comunista e ao Bloco de Esquerda. Com isso traiu não só o seu eleitorado como grande parte dos seus militantes, como vem sendo público, demonstrando que se tornou num Partido não confiável, imprevisível, cuja clarificação interna se impõe, urgentemente, sob pena de arrastar Portugal para o mesmo "destino". É necessário, sim, que os militantes socialistas se pronunciem sobre os alegados compromissos assumidos com os partidos radicais. Mas também é imperioso que os portugueses se pronunciem sobre o atual programa do Partido Socialista.
   É hora de os portugueses decidirem se querem uma política de consensos ou preferem uma política de convicções; de assumirem o seu próprio destino sabendo de antemão das correspondentes consequências. Quarenta anos de "socialismo democrático", com três intervenções externas a evitarem a bancarrota, são suficientes para um povo inteligente e diligente atingir a maturidade política e cívica; para recusar em definitivo a propensão para o velho paternalismo absolutista, próprio da ignorância, do comodismo ou da prepotência, incompatíveis com a Democracia e justa aspiração de Liberdade de cada um.

Emissões para que vos quero

   O recente escândalo relacionado com o falseamento da declaração de emissões de CO2 da Volkswagen e ao que parece, também da Audi, Seat, Samsung e outros, representa o destapar do véu das verdadeiras causas por detrás da promoção da "origem antropogénica" do Aquecimento Global (AG). As emissões de CO2 têm um efeito marginal no AG, que se traduziriam num diferimento de cerca de seis anos no acréscimo de 2ºC para o final do século, preconizado pelos "cientistas" do IPCC - Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas - se todas as medidas do Protocolo de Kioto fossem implementadas, consumindo verbas astronómicas - ver em Coll It de Bjorn Lomborg . Não surpreende que o logro seja proveniente dos países desenvolvidos "por acaso" os que mais defendem o controlo de emissões e o comércio de CO2.

   Confrontados com o potencial tecnológico e económico das potências emergentes, como o da Índia e o da China, destituídos do instrumento colonial e do monopólio do conhecimento que sustentou durante séculos as suas economias,  os países Ocidentais dominantes, inventaram o dogma do CO2 para condicionarem e até impedirem o desenvolvimento dos países pobres com a finalidade de perpetuarem a sua dependência tecnológica, precisamente onde reside o maior valor acrescentado das economias.

   Chegámos ao absurdo de ver destacados dirigentes ocidentais invocarem o argumento do CO2 para justificar o desencorajamento do desenvolvimento agrícola de países pobres! Deixa-te estar; vende-nos a tua quota de CO2 que nós vender-te-emos o de que necessitas! É este o novo modelo de colonialismo que se propaga como fogo em palha seca graças ao poder que as ONG do setor adquiriram junto  de organismos internacionais considerados, por enquanto, de referencia; como a ONU, a OMS, ou a EPA. 

   Por cá o pretexto da redução de emissões tem servido para extorquir os proprietários, impondo-lhes as famigeradas certificações energéticas, os profissionais dos vários ramos conexos e correspondentes empresas promovendo a exclusão profissional, a sustentação do parasitismo associado à "formação profissional" e a criação de reserva de mercado para as empresas dominantes; sejam as protegidas do regime sejam as "europeias" cujos governos, via UE, impõem as regras da nossa desgraça. Brevemente, se nada for feito, o ramo alimentar nacional sofrerá um abanão histórico cujas consequências se revelarão dramáticas para o emprego.  
   Esta manipulação, como aliás já ocorreu ao nível da recolha e tratamento dos dados de temperatura média do planeta, bem como na ocultação do decrescimento da mesma nos últimos vinte anos, - John McIntire, Clima Audit - desacredita quem a promove e as respectivas intenções.  

Um caso que justifica a acção do TPI!

Além do horizonte

   Fiquei surpreendido quando, no final daquela fatídica época, em que a equipa de futebol sénior do Benfica, tudo perdeu, quando tudo poderia ter ganho e Filipe Vieira decidiu manter o desacreditado treinador, que parecia ter perdido a confiança dos seus jogadores e dos adeptos. Adivinhava-se, como consequência imediata da profunda deceção, a deserção ou simples afastamento de grande massa adepta benfiquista. Tudo parecia recomendar a tomada de medidas drásticas rompendo com o fracassado projeto Vieira-Jorge Jesus. Na verdade, a recente recontagem de sócios revelou uma redução significativa, mesmo descontando as causas naturais. Por outro lado, Jorge Jesus afirmou em entrevista recente, que, nessa ocasião, já tinha para onde ir. Parecia pois que iríamos assistir a uma debandada persistente de benfiquistas da "indústria" do futebol nacional e, pareceu-me, que isso mesmo terão  comcluído os altos responsáveis da bola lusitana. O passo lógico seguinte foi considerar que tal conduziria ao colapso da "indústria", dada a sua evidente precariedade económica, impondo-se a tomada de medidas urgentes de recuperação do "mercado" encarnado. Essas medidas consistiriam na garantia de moderação dos condicionamentos desportivos associados ao desempenho das equipas de arbitragem, historicamente hostis às equipas do Benfica. E foi ao que assistimos nas duas épocas seguintes; os encarnados da Luz, foram menos prejudicados do que nas anteriores, sucedendo-se as vitórias, para gáudio dos seus diletos, que, assim, relativizaram mágoas passadas.

   É óbvio que a viabilidade económica do futebol nacional depende da capacidade dos seus agentes conquistarem a adesão de todos os que são sensíveis ao espetáculo desportivo, fundamentalmente os adeptos e simpatizantes dos três grandes clubes nacionais. Chegou a vez de reconquistar os adeptos do Sporting; jornada após jornada, os indícios vão-se sucedendo, consolidando a temerária suspeita. Nesta jornada, mais uma vez, o Sporting ganha com uma grande penalidade mal assinalada, como parece ter acontecido no jogo com o Tondela. Mesmo no recente jogo da Luz foi-lhe perdoada uma falta para castigo máximo, cometida sobre Luisão, ainda com o nulo no resultado. Bruno de Carvalho não precisa de fazer tanto alarido; basta-lhe assumir uma pose de "Estado", afirmando-se como o grande visionário verde, poupando sérios embaraços aos sportinguistas decentes. A vitória parece certa! E pode ter sido esta a verdadeira razão da saída de Jesus; saiu do Benfica por cima sabendo que vai ganhar no Sporting. 

   O mais grave de tudo isto é que, a ser verdade, Filipe Vieira teria conhecimento da moscambilha; daí a aposta na formação. Perde-se agora e preparam-se as vitórias para quando chegar a nossa vez!

   Tudo isto pode parecer uma grande patetice mas a verdade vai-se insinuando, episódio após episódio, na mente de muitos adeptos, que a vão pressentindo. Juntando os conhecidos casos de corrupção, as confissões do uso de estupefacientes por parte de alguns ex-praticantes, a insolvabilidade da maioria dos clubes nacionais, a concorrência de outros campeonatos, o fim do "mito" Mourinho, os casos em curso na FIFA, os muitos escândalos no futebol internacional e as obscuras oportunidades financeiras associadas, pode bem ocorrer num futuro não muito longínquo, o total descrédito do futebol português e o consequente afastamento da generalidade dos espectadores, cansados de tanta mentira e manipulação.

A verdade, chegará, seja ela qual for.

(Tela de Amadeo Modiglianni)

sábado, 31 de outubro de 2015

O 1º passo da recuperação, a caminho do TRI.

   O jogo valeu pelos golos; três bons golos que vão confirmando a excelência do pé direito de Guedes e do pé esquerdo de Carcela tal como a já conhecida excelência da dupla, Gaitan-Jonas. De resto, à parte a entrega dos jogadores,  foi mau; a equipa revelou, mais uma vez, falta de consistência tática, em especial, no meio campo, perante um Tondela lutador, que chegou a controlar várias fases do jogo.  Rui Vitória demora a desfazer o modelo JJ e a implementar o seu. É clara a falta de criatividade no meio campo!, cá da minha bancada, a equipa deve adotar um modelo de jogo mais conservador tipo da de Trapattoni; compacta, com os lances ofensivos construídos a partir de qualquer ponto do terreno, em especial da defesa. Todas os adversários, sobrepovoam o meio campo, ganhando quase sempre essa zona, dificultando sobremaneira a construção, visto que nos falta o, ou os, "criativos". Então adote-se  o 451 e jogue-se em contra ataque - temos jogadores fantásticos para esse modelo -, desdobrando-o em 442, 433, 424 ou mesmo 415, 325...etc. E, claro, pôr fim ao futebol passivo que se verifica, em que o jogador espera parado que a bola lhe chegue aos pés, porque não sabe o que fazer sem ela. E isto é responsabilidade do Treinador. Como disse Toni, "não há tempo para ter tempo", mas desta vez, ganhámos tempo...mas não muito.

Toca a arregaçar as mangas e a lutar com humildade e união!

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Arriba Benfica!

     
   Apesar dos desequilíbrios manifestos, tendo em conta o que a equipa já mostrou esta época, esperava que, no seu estádio, o Benfica, desse uma boa lição de futebol ao Sporting desfazendo os equívocos dos últimos meses. Afinal verificou-se o contrário; uma dolorosa derrota por 3-0 aumentando a distância ao primeiro lugar. Uma humilhação face aos comportamentos de dirigentes do opositor nos últimos meses!

Devido a afazeres pessoais não vi o jogo mas tendo em conta algumas crónicas idóneas a que tive acesso, parece que a equipa do Sporting se superiorizou a um Benfica emaranhado nos seus equívocos, acentuados pelo desempenho do árbitro que, mais uma vez, qual Proença, tratou de penalizar os encarnados em momentos cruciais do jogo, não sancionando uma grande penalidade sobre Luisão ainda na 1ª parte, com o resultado em 0-0, condicionando o jovem Guedes com um inexplicável amarelo logo de início - após um fora-de-jogo e "toque" de João Pereira -, quando se isolava na direção da baliza, e, compulsivamente, durante toda a partida assinalando-lhes faltas por tudo e por nada inviabilizando qualquer hipótese de fluidez ao seu jogo.  

   À parte o jogo em concreto, foi miserável a campanha de ódio e discriminação lançada pelo Presidente leonino sobre o Benfica, profusamente alavancada e difundida pelos meios de comunicação social com destaque para o militante Correio da Manhã - cuja proprietátria Cofina é participada por conhecidas figuras angolanas com ligações ao futebol -  que, ora cumpriam os critérios editoriais dos seus accionistas, ora viram aqui uma oportunidade de explorar, sórdidamente, o filão das audiências instigando o ressentimento e desbragamento verbal entre adeptos e clubes indiferentes aos perigos de indução de violência. Perante os desvarios, hipocritamente, lamentam-se da falta de civismo dos adeptos e, covardemente, acusam todos os dirigentes por igual do clima de crispação e violência em que nos encontramos.

   À semelhança do que acontece noutros setores da economia é cada vez mais evidente o envolvimento angolano no futebol nacional ,o qual, para ser bem-vindo, carece da mesma transparência que se exigiu aos fundos de investimento e originou a sua extinção acabando com uma alternativa de financiamento que proporcionava alavancamento competitivo do futebol nacional. Não há autoridade moral para exigir transparência aos rivais quando se pratica o obscurantismo entre portas. Despudoradamente. as autoridades, nacionais e internacionais, desportivas ou "civis" sempre céleres a castigar o Benfica, eternamente exemplo universal, vão fechando os olhos, condescendentes com o compassivo papel de coitadinhos de uns e outros.

   Bruno de Carvalho parece tolo, e quanto a mim, é-o, mas já mostrou que é capaz de tudo e, sobretudo, tem sido capaz de concitar os apoios financeiros de que necessita entre outros da sua laia, de silenciar a oposição interna e de constituir um considerável grupo de correlegionários patetas por medo ou oportunismo, agora esquecidos das pífias lições de ética que ano após ano regurgitaram publicamente. É conveniente levá-lo a sério! 

   Filipe Vieira desengane-se se pensa que o futebol nacional atingirá, alguma vez, em Portugal, o nível de civilidade e cordialidade competitiva com que sonha. Jamais! Esta mesquinhez, muito generalizada entre nós, apesar das múltiplas  nuances, é uma condição cultural lusitana que vem de muito longe e será muito difícil erradicar. O nobre adversário que luta para superar o outro sem o diminuir artificialmente é algo raro entre nós. Eu sei que os comentadores de serviço, quais lobos famintos, anseiam impacientemente o momento de abocanhar a presa e é necessário ter isso em conta, mas há que abandonar os punhos de renda e ir à luta de forma inteligente, mas com unhas e dentes pois quem mais fala, mais ganha, ainda que proferindo inacreditáveis ameaças públicas veladas de homicídio perante o silêncio covarde de quase todos.

  Compete aos Técnicos, Dirigentes e Capitães do Benfica analisar, minuciosamente, a conjuntura e propor soluções. Urgentemente. Há desequilíbrios na equipa que até "um cego" vê. Mas, hoje, é imperioso aferir se Rui Vitória não perdeu a equipa. Sem a confiança dos jogadores nada conseguirá; um jogador sem confiança no seu treinador não chega a meio jogador e com cinco jogadores não se ganham jogos muito menos campeonatos. Que se faça já o que tem de ser feito. Olhos nos olhos. Se Rui Vitória não tem condições para continuar deve dizê-lo e a Direção deve assumi-lo duma forma honrosa para todos apesar de a todos causar consternação. O que não deve é sacrificar-se o clube em nome de uma causa perdida, por comiseração ou orgulho.

É nas derrotas que se forjam os campeões e com Jesus sofremos algumas bem duras e escusadas; à semelhança do seu atual Presidente, não tem autoridade moral para nos dar qualquer tipo de lição. A nossa vez chegará!

ARRIBA BENFICA!