Já referi em vários fóruns, que, os Benfiquistas, para perceberem a dimensão dos opositores do seu clube têm que ver para além de Pinto da Costa. O atual Presidente da FCP- Futebol Sad, quanto a mim, não passa de um porta-estandarte; uma cortina de fumo permanente, com a missão de manter as hostes unidas, alegadamente, apelando “á intifada azul” anti-Benfica, suscitar as atenções gerais e “desviar” o olhar do verdadeiro poder que sustenta o grupo FCP, o qual se move ao mais alto nível nos bastidores dos mais variados sectores da vida nacional, exercendo, ainda que ocasionalmente e, aceito a contragosto, até involuntariamente, uma influência dissuasora nos vários agentes reguladores de eventuais litigâncias ou interesses que afetam o seu clube.
Enquanto cidadão observador do fenómeno político-social, estou desde há muito convicto de que, os defensores da regionalização, quer da zona do Porto, quer nacionais, vêm no grupo FCP um instrumento de afirmação política regional que, eventualmente, poderá explicar a descriminação positiva de que, quanto a mim e salvo melhor opinião, aquela instituição tem beneficiado desde há largos anos, com prejuízo de todos os outros seus concorrentes.
De facto, vários episódios do conhecimento público referidos na comunicação social (CS), levam-me a supor que existe um entendimento de bastidores entre o Partido Socialista (PS) e os dirigentes do FCP, o qual, eventualmente, poderá estar na base da descriminação positiva que referi, dado o recente e prolongado exercício de poder executivo por este partido. Comentários publicados na CS da época referiram mesmo que, alegadamente, teria sido António Guterres a dissuadir Pinto da Costa de se retirar das lides futebolísticas. Eu e com certeza, muita gente, gostaria de saber se, tal, é ou não verdade. O PS deveria clarificar isto, para sabermos em definitivo quem é quem, já que, a ser verdade, prestou um mau serviço ao futebol e ao pais, revelando falta de respeito pelos concorrentes do clube em questão, eventualmente por motivos de natureza política.
O Partido Social-Democrata, historicamente opositor da regionalização parece ter mudado de posição nesta matéria com a emergência ao poder de nova fação. Efetivamente, aqui e ali, alguns comentadores, atribuem a altos responsáveis políticos, movimentações nesse sentido. Pessoalmente, estou convicto que é um dos propósitos do atual governo. Não tardaremos a percebê-lo. O futuro dirá.
Deixo claro que não sou um opositor da regionalização, pelo contrário, sou um feroz opositor do centralismo asfixiante e prepotente venha de onde vier. E aqui é que está o gato! É minha convicção de que, a maioria dos regionalistas, nada mais pretendem do que, deslocar o centralismo para as suas esferas de influência onde poderão exercer o poder a seu belo prazer.
Os casos da Madeira, Açores e do Futebol são bem o exemplo disso, com os resultados que se conhecem. Hoje mesmo foi noticiado, que a dívida total dos Municípios e Empresas Municipais, já orça os 12 mil ME, contra os 8 mil ME, que se esperavam! Parece que, efetivamente, ninguém sabe a quantas andamos! Paga desgraçado, escravo, contribuinte! É Deprimente e revoltante!
Aqui chegado, é claro para mim que, estando vedado aos clubes a ação política, reconhecendo que o grupo FCP, tanto quanto me apercebo, não a exerce explicitamente, a vantagem deste grupo sobre todos os outros seus congéneres é precisamente de natureza política ainda que de forma implícita ou indirecta, pela convergência de interesses que referi antes. Tal reflecte-se a vários níveis, quer nas instâncias governamentais, parlamentares, desportivas quer até, no desempenho dos Srs. Árbitros, os quais, alegadamente, se sentem mais protegidos quando erram em benefício do FCP e alegados clubes aliados.
Por Tudo isto, é para mim claro que, as estruturas futebolísticas, continuando, alegadamente, “colonizadas” pelo lóbi portista, não terão capacidade para restituir a transparência e justiça desportiva. Por tal razão, os Benfiquistas, se quiserem proteger os efetivos direitos do seu clube, devem transformar o seu peso social em influência política, não para defender privilégios especiais para o Benfica, mas tão-somente, para impor aos governos e candidatos a governo uma agenda que garanta a efectiva igualdade de todos os cidadãos perante a lei bem como o desenvolvimento desportivo de todo o país.
Quando tal acontecer, não hesitarei, em felicitar aqueles que, lealmente, consigam vencer qualquer equipa do meu clube. Faz parte do meu entendimento de Benfiquismo aplaudir todos os que o mereçam. Lamento dizê-lo, mas, salvo casos pontuais, nas últimas décadas, não tem sido o caso do FCP.
Fico por aqui, que a coisa vai longa, mas, obviamente que é para continuar.
PS: Parabéns aos nossos Atletas e equipa Técnica pela excelente vitória de ontem, onde mostrámos que somos, efetivamente melhores dentro das quatro linhas. No entanto, é necessário melhorar o posicionamento e dinâmica de compensações no meio-campo, bem como melhorar a qualidade do passe e rever algumas opções ofensivas onde temos que explorar mais a meia-distância. Como é costume, os nossos adversários revelaram mau perder queixando-se injustificadamente do árbitro e desvalorizando pateticamente esta prova. As declarações de Pinto da Costa na zona mista, foram um exercício patético de tentativa de “intoxicação” dos ouvintes. Contudo, mais uma vez, foi uma lição do Benfica sobre como receber dirigentes adversários em sua casa mesmo quando merecem ser postos no olho da rua. Lição que Pinto da Costa e restantes dirigentes Portistas, fariam bem em aprender de uma vez por todas.
AB
quarta-feira, 21 de março de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
Recomendação aos Dirigentes do Benfica
Exmos Srs;
Na qualidade de adepto, sócio do Sport Lisboa e Benfica, acionista e investidor da
Benfica Futebol SAD solicito a V/atenção para as seguintes questões:
1.Quem financiou a construção do Centro de Estágios do Seixal?
2.Quem suporta os encargos de exploração do mesmo centro de estágios?
3.Quem pagou a construção do Centro de Treinos e Formação Desportiva Olival-Crestuma?
4.Quem paga os encargos de exploração deste mesmo centro de treinos?
5.Quem paga os encargos de exploração do Estádio Municipal de Braga?
6.Confirmando-se as discrepâncias que são do conhecimento público nas questões suscitadas anteriormente, e com base no Artigo 80º, alínea f) da Constituição da República Portuguesa, segundo a qual Compete ao Estado “assegurar o funcionamento dos mercados, de modo a garantir a equilibrada concorrência entre as empresas, a contrariar as formas de organização monopolistas e a reprimir os abusos de posição dominante e outras práticas lesivas do interesse geral”, recomendo vivamente;
a.Apresentar queixa fundamentada á Autoridade da Concorrência.
b.Apresentar pedido de investigação á Inspeção Geral do Território para eventuais
irregularidades que estejam a ser cometidas pelas entidades envolvidas.
c.Apresentar uma exposição aos lideres parlamentares, exigindo a reposição da legalidade concorrencial no desporto.
d.Solicitar uma reunião com todos os Srs Deputados Benfiquistas para exposição do assunto e sensibilização dos mesmos para a defesa das leis da concorrência.
e.Apresentar queixa ao Tribunal Constitucional sobre este assunto.
f.Estudar a possibilidade de impugnação de todas as provas em que Benfica e Porto tenham participado desde 2002; ano em que foram concluidas as obras do Centro de Treinos Olival-Crestuma.
g.Analisar a possibilidade de alteração dos estatutos do Sport Lisboa e Benfica em Assembleia Geral Extraordinária a realizar com urgência, contemplando a legitimidade dos seus órgãos para pronunciamento de teor político nas áreas desportivas e adjacentes tendo em conta que vários dos concorrentes desportivos têm uma configuração social eminentemente política.
Os interesses do Sport Lisboa e Benfica e da Benfica Futebol Sad, estão acima de
todos os outros - exceto dos da Pátria -, sejam eles de grupos económicos, de
grupos financeiros, de grupos políticos ou de quaiquer amizades por mais respeitáveis
que sejam. Quem parasita o Benfica não é seu amigo.
Trabalhe-se o tempo que for necessário e recorra-se a apoio externo, se for caso disso. Trata-se de um investimento para o futuro do nosso clube. Sem uma intervenção
dinâmica e intransigente dos órgãos do clube no âmbito doas prerrogativas Democráticas que lhe assistem, o futuro do nosso clube estará comprometido a
médio-prazo, visto estar definitivamente demonstrado que os órgãos desportivos não têm capacidade para restabelecer a igualdade da concorrência nas provas que superintendem, cabendo ao Estado fazer cumprir a Lei fundamental,competindo-nos a nós exigir que o faça. Não há tempo a perder!
Com os melhores cumprimentos,
António Barreto
Na qualidade de adepto, sócio do Sport Lisboa e Benfica, acionista e investidor da
Benfica Futebol SAD solicito a V/atenção para as seguintes questões:
1.Quem financiou a construção do Centro de Estágios do Seixal?
2.Quem suporta os encargos de exploração do mesmo centro de estágios?
3.Quem pagou a construção do Centro de Treinos e Formação Desportiva Olival-Crestuma?
4.Quem paga os encargos de exploração deste mesmo centro de treinos?
5.Quem paga os encargos de exploração do Estádio Municipal de Braga?
6.Confirmando-se as discrepâncias que são do conhecimento público nas questões suscitadas anteriormente, e com base no Artigo 80º, alínea f) da Constituição da República Portuguesa, segundo a qual Compete ao Estado “assegurar o funcionamento dos mercados, de modo a garantir a equilibrada concorrência entre as empresas, a contrariar as formas de organização monopolistas e a reprimir os abusos de posição dominante e outras práticas lesivas do interesse geral”, recomendo vivamente;
a.Apresentar queixa fundamentada á Autoridade da Concorrência.
b.Apresentar pedido de investigação á Inspeção Geral do Território para eventuais
irregularidades que estejam a ser cometidas pelas entidades envolvidas.
c.Apresentar uma exposição aos lideres parlamentares, exigindo a reposição da legalidade concorrencial no desporto.
d.Solicitar uma reunião com todos os Srs Deputados Benfiquistas para exposição do assunto e sensibilização dos mesmos para a defesa das leis da concorrência.
e.Apresentar queixa ao Tribunal Constitucional sobre este assunto.
f.Estudar a possibilidade de impugnação de todas as provas em que Benfica e Porto tenham participado desde 2002; ano em que foram concluidas as obras do Centro de Treinos Olival-Crestuma.
g.Analisar a possibilidade de alteração dos estatutos do Sport Lisboa e Benfica em Assembleia Geral Extraordinária a realizar com urgência, contemplando a legitimidade dos seus órgãos para pronunciamento de teor político nas áreas desportivas e adjacentes tendo em conta que vários dos concorrentes desportivos têm uma configuração social eminentemente política.
Os interesses do Sport Lisboa e Benfica e da Benfica Futebol Sad, estão acima de
todos os outros - exceto dos da Pátria -, sejam eles de grupos económicos, de
grupos financeiros, de grupos políticos ou de quaiquer amizades por mais respeitáveis
que sejam. Quem parasita o Benfica não é seu amigo.
Trabalhe-se o tempo que for necessário e recorra-se a apoio externo, se for caso disso. Trata-se de um investimento para o futuro do nosso clube. Sem uma intervenção
dinâmica e intransigente dos órgãos do clube no âmbito doas prerrogativas Democráticas que lhe assistem, o futuro do nosso clube estará comprometido a
médio-prazo, visto estar definitivamente demonstrado que os órgãos desportivos não têm capacidade para restabelecer a igualdade da concorrência nas provas que superintendem, cabendo ao Estado fazer cumprir a Lei fundamental,competindo-nos a nós exigir que o faça. Não há tempo a perder!
Com os melhores cumprimentos,
António Barreto
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Os jovens talentos
Na sequência do recente excelente desempenho da seleção de futebol de Portugal de sub-20, o Sr Presidente da República, recebeu e condecorou, no Palácio de Belem, atletas e técnicos envolvidos, censurando as equipas Portuguesas por não apostarem mais nos nossos jovens.
Esta "admoestação" é injusta; não ignora o Sr Presidente que a globalização também chegou ao futebol Português. Os clubes querem os melhores jogadores que o seu dinheiro pode comprar e os atletas querem os clubes que melhor remuneração lhes proporcionam. Acresce que são, efetivamente, os clubes Portugueses, os grandes responsáveis pela formação destes jovens, facultando-lhes infraestruturas, meios humanos e remuneração. Na verdade, em vez de "puxar as orelhas" aos clubes Portugueses, o Sr Presidente deveria ter sensibilizado os jovens condecorados a preferi-los mesmo com sacrifício parcial da remuneração. Isso, sim, seria um ato de gratidão e de Patriotismo.
(Tela de Júlio Pomar)
(Tela de Júlio Pomar)
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Violência pelo futebol
Os episódios de violência que todos os dias, dramáticamente, ocorrem, demonstram que, apesar do tremendo desenvolvimento tecnológico, económico e social das sociedades humanas, a natureza humana, na sua essência, parece permanecer imutável. Por outro lado, também a violência tem causas que importa, urgentemente, identificar e prevenir entre as quais se destacam a disputa pelo poder e a defesa da sobrevivência. Legítima defesa, defesa da paz, último recurso na defesa de direitos fundamentais, são circunstâncias que podem justificar o uso da violência.
O episódio, noticiado hoje, da agressão a Pedro Proença por um alegado adepto do Benfica, merecendo o meu veemente repúdio, impõe alguma reflexão no sentido de lhe apurar as causas. O evento parece ter sido ocasional e a sua mediatização deve-se ao facto de Pedro Proença - alegado Benfiquista - ser uma figura pública e o agressor ser adepto do Benfica. A gravidade do caso reside no perigo de alastramento, dado o clima de grande tensão que se verifica no futebol Português e o ambiente geral de grande frustração que o País atravessa - sem fim à vista.
A condenável atitude do agressor não me impede, porém, de identificar outras causas, mediatas:
Desde logo, a passividade das autoridades de segurança, perante inúmeros e reiterados casos de violência associada ao desporto que tem funcionado como incentivo aos agressores e "lastro" de indignação às vítimas e cidadãos comuns. Legitima até a população a ver essa passividade como consentimento tácito ou covardia. Porém, há eventos onde as forças de segurança se mostram lestas a desancar espetadores desportivos a torto e a direito; homens, mulheres e crianças, sem motivo à vista, suscitando indignação pelo desproporcional uso da força, dando a ideia de que, para as autoridades, há violência boa e má dependendo da sua origem. Assim se semeiam os ventos da violência.
Também as autoridades desportivas e os seus órgãos, muitas vezes, se têm demitido da responsabilidade de sansionar com equidade os causadores de graves e repetidas agressões verificadas nos recintos desportivos, contribuindo assim para o clima de impunidade incentivador da violência, frustação dos adeptos e falência do futebol.
A associação dos árbitros tem a sua quota parte de responsabilidade, na medida em que, perante os erros grosseiros dos seus associados, geralmente, assume incondicionalmente, com arrogância e picardia, a sua defesa, em vez de apelar à compreensão geral pela inevitabilidade dos erros, anunciando medidas preventivas e/ou corretivas.
Igualmente responsáveis são aqueles Árbitros que parecem não se preocupar com as consequências dos erros grosseiros que por vezes cometem, destruindo projetos de milhões de euros dos clubes e justas espetativas de milhares ou milhões de adeptos, que sentem nesta atitude uma violenta agressão.
Não podem porém desresponsabilizar-se alguns dirigentes desportivos militantes que, numa atitude persistentemente fundamentalista não hesitam em "crucificar" públicamente todos os que na sua ótica prejudicam o respetivo clube, incluindo árbitros, "esquecendo-se", muitas vezes, de reprovar sem ambiguidades os atos de violência praticados pelos seus adeptos. Ou seja, a nossa violência é boa e a vossa é má.
Igualmente para alguns comentadores desportivos e editores de comunicação social que acicatam a controvérsia desportiva certos do efeito potenciador das vendas que provoca.
Responsabilidades têm também os tribunais ao ilibar arguidos de ilícitos na área desportiva, sem que a fundamentação subjacente seja entendível pelo cidadão comum, corroendo o caráter geral e universal da lei.
E quando um Procurador se demite da função defendendo em pleno Tribunal o arguido que lhe competia acusar está a dececionar o Povo que com ele conta para punir os criminosos.
E mais responsabilidades têm os agentes políticos da área do poder, Governo e oposição, ao fazerem aprovar leis que permitem anular elementos de prova que seriam decisivos para a condenação dos arguidos, ficando a ideia de que, por vezes, se legisla por medida, subordinando o Estado de Direito às conveniências políticas, económicas ou outras.
Concluo, constatando que, a condenável agressão foi apenas mais um episódio no clima geral de intolerância e violência que alguns têm vindo a promover na sociedade Portuguesa e que as autoridades não conseguem apaziguar, certo de que, desta vez, o agressor terá exemplar punição, por ser adepto do Sport Lisboa e Benfica.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
O Partido do Norte
Não sei se Portugal precisa de um partido do Norte. Mas não reconheço a Pinto da Costa qualquer espécie de idoneidade para o reivindicar, arvorando-se em alegado defensor dos portugueses do Norte. O protagonismo que tem tido nas últimas décadas nas manobras de bastidores do futebol nacional, retiram-lhe qualquer réstia de autoridade para se queixar do centralismo lisboeta. Não tem credibilidade porque utilizou as prerrogativas democráticas para centralizar no Porto o poder efetivo do futebol nacional, revelando total desprezo pelos adversários, sujeitando-os à sua ilimitada e doentia ambição. No entanto, esta faceta política, constitui um dos pilares centrais da sua estratégia, que tem dado bons frutos ao Futebol Clube do Porto. Esta autoproclamada representatividade do Norte, serve os interesses de vários alegados notáveis do Porto e outros defensores da regionalização, muitos dos quais parecem não hesitar em subordinar as leis da República aos interesses da alegada região Norte e do seu espúrio clube representante. Assim, a principal vantagem do FCP face aos adversários é de natureza política uma vez que, alem do controle efetivo das instituições desportivas de que é beneficiário líquido, goza de uma certa passividade, a meu ver, covardemente cúmplice, das instituições que têm a incumbência de combater a corrupção desportiva. Na verdade, sabem, que o fim da corrupção no futebol traduzir-se-á numa perda desportiva do FCP que será utilizada como instrumento político de afrontamento do Governo e restantes órgãos de soberania, com consequências eventualmente imprevisíveis ao nível da agitação social. Parece pois que, a continuada falta de verdade desportiva no futebol nacional, e não só, é entendida plos principais agentes políticos e económicos como útil e necessária à estabilidade da Pátria. E é assim que muita gente parece pretender construir o progresso. E é também assim que muita outra gente descrê desta nossa terceira República.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Nuno Gomes
Se pudesse dáva-lhe um abraço de agradecimento com desejo de felicidades. Protagonizou dos mais belos lances de futebol que vi, foi sempre estoico dentro das quatro linhas perante as frequentes e duras agressões dos adversários e foi sempre um cavalheiro fora delas. Nunca lhe ouvi queixas, intrigas ou acusações a colegas de equipa ou adversários, a técnicos, a dirigentes, a árbitros, etc. Nuno Gomes é "um senhor"; tem o direito de querer acabar em grande a sua bem sucedida carreira desportiva. O Braga poderá proporcionar-lhe a tão ambicionada titularidade que o poderá conduzir à Seleção Nacional. Estou seguro que não vai ser cúmplice da intensa hostilidade que a atual Direção do Braga tem fomentado contra dirigentes, atletas e adeptos do Benfica. Espero não vir a lamentar a sua saída. Boa sorte Nuno Gomes.quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Quo Vadis Benfica?
Benfica-Paços de Ferreira; resultado 3-2, em 09.02.14
Vitória tangencial contra um Paços bem arrumado, motivado e atrevido, que por pouco não pontuou. Um Benfica com muita vontade de vencer mas ofensivamente pouco esclarecido, revelando algumas lacunas defensivas, sobretudo no lado esquerdo, por onde o Paços construiu o seu 2º golo. Destaque para um golaço de Di Maria, de fora da área, num fantástico chapéu ao guarda-redes adversário. Os jogadores do Benfica revelaram fraca concentração, pois “desligaram-se” do jogo logo após as duas vantagens de dois golos. Noto um grande afastamento entre jogadores nos movimentos ofensivos, resultando escassez de linhas de passe e facilidade de isolamento adversário, bem como um défice no corredor direito. Enfim; vitória apetitosa mas a saber a pouco!
Sporting-Benfica; 3-2 em 09.02.22
Vitória justa do Sporting, que fez um belo jogo, sobretudo na 2ª parte onde alardeou grande mobilidade e envolvência ofensiva, completada pelo talento do Liedson e Derlei, com tentos de belo efeito. O Benfica deu grande réplica no 1º tempo, onde chegou a “encostar o adversário às cordas” alcançando o justo empate de grande penalidade, após belo golo de Liedson, num remate cruzado em arco vertical, desferido sem oposição, do bico direito da área. No 2º tempo, após o golo de Derlei, a equipa do Benfica, caiu psicologicamente e não recuperou até final, temendo-se maior desastre, porém, negado pela barra! Ficou na retina o golaço de cabeça Cardoso, “ao lavar dos cestos” a cruzamento alto de Maxi, reivindicando titularidade futura.
David Luiz foi infeliz, uma vez que esteve nos lances dos três golos, ficando claro que em jogos de alto risco as adaptações podem sair caro. Nota negativa para Quique por, ao que consta, estar na origem da saída do Leo, que tanta falta fez neste jogo, e por ter substituído o Yebda, aprofundando ainda mais o “buraco” do meio campo. Derlei e Rochemback abusaram do jogo faltoso merecendo ambos, sanção disciplinar.
Ficou claro para mim que o Benfica precisa de melhor guarda-redes - Moreira não esteve totalmente isento de culpa nos golos -, de um defesa esquerdo, um ala direito e um construtor competitivos. Reitero a minha "fézada" com o Jorge Ribeiro na esquerda, Suazo na ala direita e Cardozo a ponta-de-lança, apoiado por Nuno Gomes ou Aimar. Além disso, é necessário trabalhar quer a concentração após vantagem folgada, quer a determinação após desvantagem em terreno hostil; é necessária efectiva voz de comando nos três sectores.
Vitória tangencial contra um Paços bem arrumado, motivado e atrevido, que por pouco não pontuou. Um Benfica com muita vontade de vencer mas ofensivamente pouco esclarecido, revelando algumas lacunas defensivas, sobretudo no lado esquerdo, por onde o Paços construiu o seu 2º golo. Destaque para um golaço de Di Maria, de fora da área, num fantástico chapéu ao guarda-redes adversário. Os jogadores do Benfica revelaram fraca concentração, pois “desligaram-se” do jogo logo após as duas vantagens de dois golos. Noto um grande afastamento entre jogadores nos movimentos ofensivos, resultando escassez de linhas de passe e facilidade de isolamento adversário, bem como um défice no corredor direito. Enfim; vitória apetitosa mas a saber a pouco!
Sporting-Benfica; 3-2 em 09.02.22
Vitória justa do Sporting, que fez um belo jogo, sobretudo na 2ª parte onde alardeou grande mobilidade e envolvência ofensiva, completada pelo talento do Liedson e Derlei, com tentos de belo efeito. O Benfica deu grande réplica no 1º tempo, onde chegou a “encostar o adversário às cordas” alcançando o justo empate de grande penalidade, após belo golo de Liedson, num remate cruzado em arco vertical, desferido sem oposição, do bico direito da área. No 2º tempo, após o golo de Derlei, a equipa do Benfica, caiu psicologicamente e não recuperou até final, temendo-se maior desastre, porém, negado pela barra! Ficou na retina o golaço de cabeça Cardoso, “ao lavar dos cestos” a cruzamento alto de Maxi, reivindicando titularidade futura.
David Luiz foi infeliz, uma vez que esteve nos lances dos três golos, ficando claro que em jogos de alto risco as adaptações podem sair caro. Nota negativa para Quique por, ao que consta, estar na origem da saída do Leo, que tanta falta fez neste jogo, e por ter substituído o Yebda, aprofundando ainda mais o “buraco” do meio campo. Derlei e Rochemback abusaram do jogo faltoso merecendo ambos, sanção disciplinar.
Ficou claro para mim que o Benfica precisa de melhor guarda-redes - Moreira não esteve totalmente isento de culpa nos golos -, de um defesa esquerdo, um ala direito e um construtor competitivos. Reitero a minha "fézada" com o Jorge Ribeiro na esquerda, Suazo na ala direita e Cardozo a ponta-de-lança, apoiado por Nuno Gomes ou Aimar. Além disso, é necessário trabalhar quer a concentração após vantagem folgada, quer a determinação após desvantagem em terreno hostil; é necessária efectiva voz de comando nos três sectores.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Qualificação para a incompetência
Dizem que a crise financeira e económica que se abateu sobre todos os países em 2008, é ainda maior que a de 29! Dizem que teve origem nas imparidades de vários produtos financeiros geridos por bancos de investimento criativos sediados nos EUA, que acabaram por se disseminar por todo o lado, arrastando para a insolvência numerosas entidades bancárias em todo o Mundo, gerando, ao mesmo tempo, uma enorme falta de confiança na generalidade dos cidadãos, resultando sério risco de colapso de todas as economias, sendo que, a Finlândia que já anunciou bancarrota.
Os lugares-chave de todas as entidades envolvidas, em especial nas primordiais, são ocupados por pessoas altamente qualificadas no sector, a ponto de se terem tornado referências mundiais. Alan Greensapan - ex-presidente do FED - figura altamente conceituada foi o primeiro a alertar para um risco de grave crise no sector imobiliário nos EUA; saiu antes de a crise rebentar! O Império Medoff ruiu logo que cessaram os novos depósitos, que lhe permitiam remunerar o capital mais antigo, mostrando que, afinal, a genialidade do Financeiro não passava de um mero esquema em pirâmide, qual Dona Branca à americana! Por todo o lado surgem entidades governadas por “gurus” da finança, altamente qualificados, que caíram no logro. Em Portugal, casos como do BCP, BPN e BPP onde pontuaram figuras inspiradoras de todas as hosanas, revelaram-se apenas como gananciosos trafulhas desfrutando da incompetência das entidades fiscalizadoras, também estas geridas pelos maiores autoridades em matéria bancária.
Há muito que a generalidade dos agentes políticos aponta a necessidade da qualificação académica e profissional como instrumento de progresso económico e social, a ponto de instigarem a população para a necessidade da formação permanente.
A importância para a actual crise, de múltiplas personalidades altamente qualificadas, leva-nos porém a reflectir se, afinal, o processo de sofisticada formação vigente, não é apenas o caminho mais difícil para a incompetência colectiva e individual. Os descobridores dos “maravilhosos” produtos financeiros não foram capazes de perceber a inconsistência dos mesmos, nem os investidores subsequentes, nem as entidades reguladoras oficiais e privadas, apesar de toda a teia de regulamentos aplicáveis.
É necessário refundar todo o processo de formação de forma que não sirva apenas para justificar a ocupação das cadeiras de poder em benefício próprio, mas para qualificar para a vida, profissional e social, considerando parte intrínseca a defesa da dignidade alheia. Tanto mais que a influência da moral religiosa católica se tem vindo a diluir nos tempos actuais, perdendo-se a pouco e pouco uma das melhores referências do mundo ocidental.
O velho Marx afinal tem razão! Dizem que não, que foi apenas batota! Não me parece; a necessidade de descobrir produtos financeiros criativos, tem a ver com a crescente dificuldade de remunerar adequadamente o capital - na proporção inversa da sua acumulação - na economia social, aquela que, efectivamente, contribui para o bem estar de toda a população. É aqui que o Socialismo faz sentido. Que novos caminhos se irão desbravar?
Os lugares-chave de todas as entidades envolvidas, em especial nas primordiais, são ocupados por pessoas altamente qualificadas no sector, a ponto de se terem tornado referências mundiais. Alan Greensapan - ex-presidente do FED - figura altamente conceituada foi o primeiro a alertar para um risco de grave crise no sector imobiliário nos EUA; saiu antes de a crise rebentar! O Império Medoff ruiu logo que cessaram os novos depósitos, que lhe permitiam remunerar o capital mais antigo, mostrando que, afinal, a genialidade do Financeiro não passava de um mero esquema em pirâmide, qual Dona Branca à americana! Por todo o lado surgem entidades governadas por “gurus” da finança, altamente qualificados, que caíram no logro. Em Portugal, casos como do BCP, BPN e BPP onde pontuaram figuras inspiradoras de todas as hosanas, revelaram-se apenas como gananciosos trafulhas desfrutando da incompetência das entidades fiscalizadoras, também estas geridas pelos maiores autoridades em matéria bancária.
Há muito que a generalidade dos agentes políticos aponta a necessidade da qualificação académica e profissional como instrumento de progresso económico e social, a ponto de instigarem a população para a necessidade da formação permanente.
A importância para a actual crise, de múltiplas personalidades altamente qualificadas, leva-nos porém a reflectir se, afinal, o processo de sofisticada formação vigente, não é apenas o caminho mais difícil para a incompetência colectiva e individual. Os descobridores dos “maravilhosos” produtos financeiros não foram capazes de perceber a inconsistência dos mesmos, nem os investidores subsequentes, nem as entidades reguladoras oficiais e privadas, apesar de toda a teia de regulamentos aplicáveis.
É necessário refundar todo o processo de formação de forma que não sirva apenas para justificar a ocupação das cadeiras de poder em benefício próprio, mas para qualificar para a vida, profissional e social, considerando parte intrínseca a defesa da dignidade alheia. Tanto mais que a influência da moral religiosa católica se tem vindo a diluir nos tempos actuais, perdendo-se a pouco e pouco uma das melhores referências do mundo ocidental.
O velho Marx afinal tem razão! Dizem que não, que foi apenas batota! Não me parece; a necessidade de descobrir produtos financeiros criativos, tem a ver com a crescente dificuldade de remunerar adequadamente o capital - na proporção inversa da sua acumulação - na economia social, aquela que, efectivamente, contribui para o bem estar de toda a população. É aqui que o Socialismo faz sentido. Que novos caminhos se irão desbravar?
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