Desporto

domingo, 8 de setembro de 2013

GUERRA NA ESCOLA!


O ensino transformou-se, desde há muito, num campo de batalha ideológica por excelência. A sua massificação nas sociedades modernas, constitui, em muitos casos, um dos maiores paradoxos do mundo ocidental. A liberdade de expressão e igualdade de oportunidades exaustivamente apregoados pelos poderes dominantes, contrastam com a manipulação ideológica que, formal e informalmente, contaminam e descredibilizam os sistemas de ensino. Tal ocorre, em geral, no sistema de ensino público em Portugal, onde as escolas, sobretudo no secundário e superior, se transformaram numa espécie de madrassas socialistas, fábricas de "chouriços" - salvo seja e salvo exceções - onde, subliminarmente ou explicitamente, são induzidos os fundamentos daquela ideologia e desenvolvida a intolerância face à dissidência relativamente àquela corrente dominante.


Nada mais eficaz para difundir uma doutrina do que dispor de uma legião de professores pacientemente trabalhados desde a adolescência para esse fim nos estabelecimentos de ensino. Tudo, em simultâneo com o enunciado hipócrita da liberdade de expressão, da igualdade de oportunidades e do direito à indignação. Trata-se, afinal, de formatar as futuras clientelas partidárias através do "proletariado" do marxismo moderno: o funcionalismo público; neste caso, os corpos docentes dos estabelecimentos de ensino. É caso para dizer que, quem não tem gato caça com cão!
 
Vem toda esta resenha a propósito do tradicional conflito entre ensino público e ensino privado, agora reeditado, com os esquerdistas a defenderem aquele e os direitistas este. Alegam aqueles que o ensino público constitui a melhor forma de o Estado garantir o acesso de todos os cidadãos à educação, e estes, que este direito não deve colidir com o de livre escolha de cada um.


O modelo de exclusividade do ensino público está na origem da ineficiência histórica do nosso sistema de ensino atual - face aos nossos parceiros europeus, temos um dos maiores rácios professor/alunos, uma das maiores taxas de abandono escolar, um dos maiores custos globais face ao PIB e um dos maiores custos unitários (custo/aluno). Tal ocorre devido a falta de concorrência, traduzindo-se, tal como ocorre noutros sectores - no da saúde, por exemplo -, na distorção da missão da escola que, progressivamente, se foi deslocando do aluno para a super-estrutura. Acresce a constatação do encarecimento contínuo dos encargos diretos e indiretos da educação, nomeadamente da obrigatória, razão central do abandono escolar, constituindo em si mesmo o desmascaramento de um regime hipócrita, demagógico e discriminatório, que querem fazer passar por democrático.
 
Com este modelo ficam os pais e os alunos, reféns dos mandantes do regime - as oligarquias partidárias -, desobrigando-se de refletir, comparar, indagar, questionar e questionar-se acerca da educação que melhor serve as suas aspirações de vida e dos seus filhos. Caem pois por terra as recorrentes acusações aos pais do seu desinteresse pela educação dos seus descendentes!, pois se o sistema vigente lhes é imposto em toda a extensão!...Podemos, aliás, identificar, também aqui, tendências totalitárias que, pouco a pouco se vão disseminando em alguns regimes ocidentais, particularmente na UE, sempre sob o diáfano e largo chapéu "democrático".

Claro que o Estado deve assegurar a todos os cidadãos, TODOS SEM EXCEPÇÃO, acesso à educação, garantindo os padrões vigentes na comunidade internacional, garantindo em simultâneo o direito de cada família escolher o estabelecimento de ensino que mais lhe agrade. Tal deverá ocorrer em modelo misto, em livre concorrência, onde cada estabelecimento tenha que demonstrar continuamente as suas qualidades e capacidades. Deste modo, acabar-se-á com a manipulação do ensino, com as fábricas de "chouriços" de onde todos saem debitando igual e gasto paleio, com os refúgios de inaptos e incompetentes que se fazem passar por sábios, muitos deles sem nunca terem plantado uma flor ou, sequer, um repolho! Trata-se, afinal, do respeito pela soberania de cada um, num amplo quadro de valores comuns, numa sociedade plural, autenticamente democrática.

Evidentemente que, tal não agradaria aos partidários dos sistemas monolíticos ou seus derivados que assim perderiam a formação e controle das clientelas futuras. Mas não é disso que devem tratar as Democracias, pois não?

sábado, 7 de setembro de 2013

CARLOS LOPES; UM DISTINTO CAMPEÃO!


Carlos Lopes é um dos meus heróis desportivos de eleição. Jamais esquecerei a sua figura franzina e destemida na frente das corridas, resistindo sem pestanejar os ataques dos adversários, aguardando o seu momento; o momento em que deixaria todos para trás, brancos, pretos ou amarelos, na direção da meta, que parecia esperá-lo. Lopes, sob a batuta de Moniz Pereira, venceu a barreira da mediocridade que caracterizara até aí o desempenho internacional do atletismo nacional. Além da morfologia propícia ao meio-fundo e fundo, Lopes distinguia-se, acima de tudo, pela determinação e coragem inauditas que lhe permitiam enfrentar fosse quem fosse, fosse onde fosse, dentro ou fora da pista!

Um grande campeão que superou a barreira clubística arrebatando o entusiasmo de todos os que admiram o mérito desportivo. Por tudo isto lhe estou grato e muito satisfeito pela sua recente nomeação para Diretor do Departamento de Atletismo do SCP; é o homem certo no lugar certo. Desejo-lhe felicidades, ansiando que o meu Benfica mantenha a trajetória ascendente desta modalidade que tão brilhantemente tem vindo ser desenvolvida pela nossa extraordinária Ana Oliveira. Grandes adversários fazem grandes campeões.

Um grande abraço Carlos Lopes!
Biografia (wikipédia):
A família Lopes era modesta. Carlos começou a trabalhar como servente de pedreiro, ainda não tinha onze anos, para ajudar a sustentar a casa de família. Mais tarde, foi empregado de mercearia, relojoeiro e contínuo. Enquanto adolescente, Lopes ambicionava jogar futebol no Lusitano de Vildemoinhos, o clube da sua aldeia. O clube rejeitou-o por ser excessivamente magro. Como ele próprio contou mais tarde, o atletismo surgiu por acaso. Numa correria com amigos, durante a noite, ao voltar de um baile (correndo em parte para afastar o medo que o vento uivante lhes fazia), Carlos Lopes foi o primeiro, batendo um grupo de rapazes da sua idade que treinavam regularmente e já se dedicavam ao atletismo. Foi nesse grupo de adolescentes que nasceu a ideia de criar um núcleo de atletismo no Lusitano de Vildemoinhos.

A primeira prova oficial de Lopes foi numa corrida de São Silvestre; tinha dezesseis anos. Lopes ficou em segundo lugar, pese embora a presença de corredores bem mais experientes. Pouco tempo depois, ganhou o campeonato distrital de Viseu de crosse, e quase de seguida foi terceiro no Campeonato Nacional de Corta-mato para juniores. Essa classificação, levou-o pela primeira vez ao Cross das Nações, em Rabat, Marrocos. Lopes foi o melhor português, em 25º lugar. Lopes tinha então dezessete anos.

Em 1967, Carlos Lopes foi recrutado pelo Sporting Clube de Portugal, de Lisboa. A ida para Lisboa, deveu-se tanto a razões desportivas, como à promessa de um melhor emprego como serralheiro. É no Sporting que encontra o treinador da sua vida, Mário Moniz Pereira. Moniz Pereira foi o mentor de várias gerações de atletas portugueses de fundo e meio-fundo.

Em 1975, Carlos Lopes e alguns outros atletas do Sporting passam a treinar duas vezes por dia. Lopes era dispensado do seu emprego (entretanto foi contínuo no jornal Diário Popular e num banco) na parte da manhã. Entrava-se assim, na era do semi-profissionalismo.

Em 1976, Lopes ganha pela primeira vez o Campeonato do Mundo de Corta-Mato, que nesse ano se realizava em Chepstown, no País de Gales. Como mais tarde viria a demonstrar, Lopes fez uma corrida demonstrando uma enorme auto-confiança, mostrando resistência, sentido táctico e muito boa ponta final (sprint).
Carlos Lopes, que já tinha estado sem glória nos Jogos de Munique em 1972, era uma das maiores esperanças portuguesas para os Jogos Olímpicos de Montreal, no Verão de 1976. Lopes teve, aliás, a honra de ser o porta-bandeira da equipa portuguesa durante a cerimónia inaugural.
Na final dos 10 000 metros, Carlos Lopes forçou o andamento desde o início. Seguindo as instruções de Moniz Pereira, a táctica era a de rebentar com a concorrência (ou com ele próprio). De facto, Carlos Lopes iniciou o último meio quilómetro bem adiantado do pelotão. Mas não ia só. Lasse Viren, da Finlândia, tinha sido o único a conseguir acompanhar Lopes. Nas últimas centenas de metros, Viren atacou forte, ultrapassou Lopes e ganhou a medalha de ouro. Lopes foi segundo e teve de se contentar com a prata. O finlandês era um atleta de excepção, e ganhou também o ouro nos 5 000 metros.
Era a primeira vez, desde há décadas, que Portugal conquistava uma medalha olímpica, e a primeira vez no atletismo.
Em 12 de Agosto, Carlos Lopes venceu a prova de maratona nos Jogos de 1984, tornando-se o primeiro português a ser medalhado com o ouro nos Jogos Olímpicos.2 A prova foi rápida, e a marca atingida (2h9m21s) foi recorde olímpico até aos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.

Cquote1.svgCarlos Lopes
Mais do que ser primeiro
Herói é quem
Sabe dar-se inteiro
E dentro de si mesmo, ir mais além.
Cquote2.svg
Em 2013, Carlos Lopes foi nomeado diretor do departamento de atletismo do Sporting Clube de Portugal .
Recordes Pessoais:
Palmarés[editar]
Campeonatos Nacionais[editar]
Jogos Olímpicos[editar]
Campeonatos do Mundo[editar]
Campeonatos da Europa[editar]
Campeonatos do Mundo de Corta-mato[editar]

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Rir é o melhor remédio!

Não raras vezes, perante a frustração do enésimo roubo a que o Benfica tem sido sujeito no âmbito desportivo, nomeadamente no futebol sénior, dou comigo a defender com veemência soluções radicais como única via para acabar com o status quo; "Isto só acabará quando, um dia, os benfiquistas vierem todos por ali abaixo e derem uma carga de porrada naqueles fdp", ou então; "se fosse ao Treinador do Benfica, tinha sempre um caceteiro no banco pronto a enviar para o "estaleiro" durante uns meses os brunos do futebol".  Haverá algum benfiquista a quem não tenha ocorrido ideias deste tipo? Provávelmente não!, porém, o mais comum é vê-los dominados pela depressão, confusos, contradizendo-se contínuamente, procurando bodes expiatórios internos, insultando tudo e todos, desconfiados, revoltados, desorientados...

Nada disso!, nem uma coisa nem outra; o ódio gera ódio, a violência gera violência, a auto-recriminação gera irracionalidade e ambas produzem mediocridade. Tal é o propósito dos inimigos do Benfica, que, assim, veriam minimizados os complexos de inferioridade e de culpa que procuram ocultar com o velho e gasto discurso de vitimização, frustrados pela consciência da incapacidade de os seus clubes atingirem a aura de fascínio que caracteriza o Benfica.

É precisamente essa aura, essa chama, que constitui a nossa força, contra a qual todos serão impotentes se o percebermos e praticarmos. Que poderá ser mais poderoso para nós e frustrante para os nossos inimigos que manter-mos a alegria de praticar com competência a arte desportiva mesmo perante as trafulhices habituais? Julgo que, nada!

Sejamos pois competentes, solidários e...frontais sempre que necessário. Nenhum calheiros, proença, miguel, santos, elmano, costa ou gomes, poderá, jamais, ofuscar o fascínio, a alegria de ver as rubras camisolas evoluir com mestria e genica nos relvados cumprindo a cultura do maravilhoso clube que é o Benfica.  

Nada é ou será mais poderoso pela empatia que suscitará na generalidade das pessoas, gostem ou não de futebol! É este o grande mistério do Benfica, que muito poucos parecem entender.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

"TEOCRACIAS" A OCIDENTE!

Parece absurdo mas foi o que pensei ao ler as declarações do conhecido constitucionalista Bacelar Gouveia, segundo as quais, o Primeiro-Ministro não tem capacidade para avaliar as decisões do Tribunal Constitucional! Não pude evitar; de imediato me ocorreram as imagens dos ayatolas, cujas decisões, ninguém entre os islâmicos, e outros muito poucos, ousam pôr em causa abertamente.

Mas então pode lá ser? Numa democracia representativa?...pois pode! Pode e trata-se de mais um sintoma de decadência da mesma! Então o Estado de Direito produz leis que só um reduzido número de cidadãos "altamente especializados" entende e ninguém pode contestar? Mas...como pode o cidadão contestar uma lei  inacessível ao seu entendimento? E como poderá consumar-se a Democracia que produz leis que o cidadão não entende? Ah!, já sei...através dos intermediários; os que as interpretam...conforme as circunstâncias!...mas...terá cada cidadão um destes intermediários disponível, na perspectiva do seu interesse?  
A história das sociedades humanas, resume-se à eterna luta dos oprimidos contra os seus tiranos; as aristocracias, o clero, os militares, opressores do passado, deram lugar às modernas oligarquias que "democraticamente" subjugam a restante população, como no caso subjacente, pasme-se, sob protecção do inefável Tribunal Constitucional; o garante da igualdade de oportunidades!

O rei vai nu!, ai democracia, democracia, quem te viu e quem te vê! Ou arrepias caminho ou morres!

sábado, 31 de agosto de 2013

Sporting-Benfica (1-1)

Isto é que é penar, meus amigos, isto é que é penar!, ainda não encontrei solução para os jogos fora de casa!, limito-me ao rádio - RR - e ao resumo na BTV. Insuportável a antena 1!, parecia a rádio oficial do Sporting! Valha-me deus!
 
Afinal, o resultado da pressão inicial da equipa do Sporting traduziu-se num escasso tento em lance precedido de fora-de-jogo!, enfim, provávelmente, terá sido no preciso momento em que um alegado "kilováte" deve ter atingido os dois olhos do respetivo fiscal-de-linha! Já que não "devemos" protestar, talvez nos permitam a luxo da hilariedade.
 
Ainda na 1ª parte, a equipa do Benfica equilbrou o jogo e poderia ter marcado em duas ocasiões; uma por Rodrigo, outra por Sálvio, denunciando, eventualmente,  uma forma ainda pouco apurada, talvez até alguma ansiedade.
 
Três lesões num jogo é demasiado; terão resultado de "naturais" incidências do jogo ou serão consequência das habituais vicissitudes da pré-época? Oxalá não haja nada de grave com nenhum dos lesionados.
 
Markovic, mais uma vez, mostrou que é um jogador de eleição - partiu aquilo tudo por duas vezes! -...já estou preocupado; ainda não esqueci o Mantorras e a memória  da lesão do Rodrigo ainda está fresca; a estrutura já deve estar a trabalhar no caso.
 
Está visto que Cardozo mexeu no jogo; suscitou uma falta de Maurício passível de GP que daria a vitória ao Benfica; não fosse dar-se o caso de o "kilováte" gémeo do da 1ª parte, ter ficado por ali a pairar acabando por entrar nos olhos do inefável Hugo de má memória.
 
Não há dúvida que a qualidade da equipa  do Benfica está lá, até mais diversificada do que na época passada, e virá ao de cima progressivamente, à medida que a confiaça e a forma física dos jogadores se forem restabelecendo. Espero que tal ocorra rápidamente.
 
Confesso que, relativamente ao futebol em geral e ao português em particular, sou um cético; as evidências de condicionamento desportivo são muitas desde há muitos anos. O Sporting encontra-se na situação de insolvência virtual; os seus credores estão " a arder" e, quanto a mim, já mexeram os pauzinhos para garantir a recuperação desportiva e económica viabilizando o resgate regular dos correspondentes financiamentos.
 
Não acredito nos sorteios desportivos, julgo que os clubes que calharam nas duas primeiras jornadas ao Sporting e lhe permitiram folgadas goleadas, terá sido resultado de um arranjo dos "controladores" do "sistema" com o fim de moralizar os leões. O Benfica apareceria desmoralizado pelo desanimador e programado início de campeonato  proporcionando a consolidação da recuperação do Sporting e confirmando o afastamento prematuro da corrida ao título por parte do Benfica.  Enquanto isso, os azuis lá vão passeando pelos relvados, de pénalti em fora-de-jogo, adversários atípicos, confiantes na inevitabilidade do ceptro!
 
Afinal, apesar de tudo, não nos saímos mal, mas, julgo que deveríamos ser mais exigentes relativamente às equipas de arbitragem e ao "sistema".

domingo, 25 de agosto de 2013

Benfica-Gil Vicente (2-1)

PARABÉNS, PARABENS, PARABÉNS! PARABÉNS, PARABÉNS, PARABÉNS!

Hoje, a alma benfiquista esteve no relvado da Luz, a equipa do Benfica lutou pela vitoria desde o 1º minuto; órfã de Cardozo, denotando alguma ansiedade, perante a coesão defensiva do Gil Vicente, não se entregou aos braços da infelicidade, acreditou e ganhou. E ganhou bem, merecidamente, em dois lances que mostraram a chave do sucesso; capacidade técnica, protagonizada por; Djuricic, Markovick, Sulejmani e Lima, junto à crença dos colegas. O grupo saíu reforçado incluindo o Máxi apesar do azar que protagonizou. Precisávamos disto; concordo com Jorge Jesus quando disse que as consequências deste resultado são mais relevantes do que seriam se se tratasse de uma goleada. Parabéns a todos.
 
Quanto ao Gil, apesar de todo o carinho que me merece, denotou uma das maiores fragilidades do futebol português: falta de competitividade! Trinta e cinco minutos de posse de bola? Eu sei que foi consentido, mas significa  que desistiu do jogo, consciente da superioridade do adversário! É assim que querem promover o futebol português? Que espetáculo resulta quando uma das equipas se remete ao seu meio-campo em todo o jogo, à espera de uma desatençãozinha do adversário ou de uma ajudazinha do homem do apito? Não foi isto mesmo que aconteceu na Madeira? É isto que acontece no campeonato inglês? Ora bolas! Homens do futebol, abram os olhos ou vai tudo ao fundo!
 
Parabéns, mais uma vez!
 
(uma nota; ao SCP calharam duas equipas do regime. Uma festa!)

Filipe Vieira; a entrevista à BTV

Da forma ao conteúdo em género light; 

Filipe Vieira tem, quanto a mim, uma imagem e postura perante as câmaras que prejudica a eficácia da sua comunicação, deslocando o ascendente para o entrevistador. Um assessor de imagem competente poder-lhe-ia ser útil; parece inseguro quem mantém o queixo baixo, não olhando de frente o interlocutor, como é habitual no seu caso, o que é interpretado como sinal de fraca convicção. A reduzida fluência que apresenta no discurso acentua a imagem de insegurança. Não, não sou picuinhas; essa imagem transmite-se aos adeptos enfraquecendo-os, aos adversários fortalecendo-os, às instituições justificando a omissão ou cumplicidade…acabando na equipa, reduzindo a motivação. Em poucas palavras aconselhar-lhe-ia; falar menos, falar melhor;  e,  já agora…a alterar o penteado! 
 
Quanto ao conteúdo, aleatoriamente; 
 
Gostei de saber que: 
 
Há um objetivo bem definido para o clube e uma estratégia credível para lá chegar apesar dos inevitáveis percalços. Gostaria que fosse o de colocar e manter o Benfica nos 5 primeiros clubes europeus, ocasionalmente na 1ª posição do ranking. Já estivemos mais longe, essa é que é a verdade. 
 
Brevemente deixará de ser necessário vender jogadores para equilibrar a conta de exploração do clube; tal é decisivo para a consecução do objetivo anterior. 
 
Os quadros do clube foram reduzidos de 104 para 75 atletas; parte do caminho para o mesmo objetivo, mas a redução tem de continuar até cerca de 40 jogadores. Contratar menos, contratar melhor, é a palavra de ordem. Quando falta a pontaria ou não sabemos onde está o pato, tendemos a atirar para todos os lados! 
 
Os resultados da Benfica TV superam já a última oferta da STV; estamos no caminho certo mas convém lembrar a importância das vitórias para que se consolide e mantenha. Um bálsamo para a autoestima dos benfiquistas. 
 
Vamos ter mais um canal disponível na BTV sem aumento de encargos para os subscritores.
 
LFV, substituiu a STV pela BTV (fizemos o mesmo cá em casa), gostaria que todos os benfiquistas fizessem o mesmo; seria um grande rombo no sistema.
 
Rui Costa é o responsável máximo pela prospeção; à viva Rui, à viva!, confiamos em ti, mas não podemos andar anos e anos para colmatar adequadamente uma posição, como são atualmente os casos dos DE, DD e GR…à viva! 
 
Há um plano de contingência pronto a compensar eventuais saídas de atletas nucleares neste início de época. 
 
Está em curso um projeto de integração de mais atletas portugueses. Ai, ai, ai Bruma…Moutinho…Hugo Leal…Edgar…etc., é tudo muito bonito mas…perante as “lecas”, a decadência financeira e desportiva, a hipocrisia política e a ambição empresarial, a vítima de outrora transforma-se no orgulhoso oportunista e ingrato tirano de hoje; o jogador português. 
 
Há um projeto de parceria estratégica com uma congénere no Dubai, já materializada no recrutamento de Fariña. Que este atleta tem potencial desportivo relevante podendo vir a integrar o plantel do clube no futuro. Lá é que está o “faz-me rir”. Venha ele! 
 
Pizzi é a contrapartida da venda de Roberto e tem contrato de 6 anos com o clube encontrando-se a rodar em Espanha com vista a uma futura integração no plantel. Parabéns pela eficiente gestão comercial do assunto. 
 
O caso Cardozo entrou nos eixos; pena não ter sido mais cedo. Fez falta na Madeira, faz falta à equipa (os colegas sentiram-no). Levou-se demasiado tempo a perceber a forma correta de lidar com o processo; FV tem a maior responsabilidade, e…lá foram três pontinhos a "avoar". 
 
Apoia Jorge Jesus; este não é momento de pânico, compete ao Presidente promover a união e apontar o caminho (afinal, JJ está entre os 10 melhores treinadores da europa!). 
Está consciente da “guerra” que a tomada dos direitos desportivos pela BTV está a suscitar mas faltam estratégias para lhe fazer frente. 
 
Agradou-me o desempenho de Helder Conduto; foi incómodo sem arrogância, mas ficou muito aquém do desejado, para mim, claro. Assim:
 
O organigrama funcional e hierárquico não ficou bem clarificado; quem faz o quê, quem superintende quem.  
 
Porque razão não há mais benfiquistas no Benfica; por incompetência?, medo de instabilidade?, receio de dispersão operacional?, receio de secundarização? Por mim, por nível de competência, prefiro benfiquistas, mas sei bem que, hoje, um dos principais problemas do clube são, precisamente…os benfiquistas! É um paradoxo não é? Mas é verdade; criou-se a ideia de que só os que criticam são bons benfiquistas!, o Benfica ficou refém do seu próprio sucesso!, outro paradoxo?, sim, mas verdadeiro. 
 
Porque razão há na estrutura do Benfica pessoas que fizeram mal ao clube, por exemplo, salvo erro, Jorge Gomes!, ignora FV que, com essas opções divide os benfiquistas?, será esse o canal de desvio dos alvos de recrutamento na América latina?, perdoar revela magnanimidade e poderá ajudar ao sucesso, mas…há casos que não têm perdão!, por mim, quem mas faz, paga-mas! 
 
Porque razão não há um benfiquista histórico no banco? Quando a equipa anda perdida no jogo, falta um farol e…nem sempre esse farol pode ser o treinador, não é verdade? Pagava para lá ver o Álvaro Magalhães…o nosso Néné (que grande Senhor…um orgulho), o Rui..., outro, porque não?
 
Não será tempo de parar com as infraestruturas e forçar um “upgrade” das superestruturas? Os três campos previstos para o Seixal serão uma boa aposta porquê? Não é que me desagrade, até porque está nessa região uma das grandes origens identitárias do Benfica e considero estratégico para Portugal o desenvolvimento da região sul, mas…confesso que prefiro menos obras e mais competitividade. É aí que, finalmente, sem medo de falhar, devem concentrar-se os esforços “da estrutura”. Sim, medo de falhar; o mesmo que FV diagnosticou na equipa no recente jogo na Madeira! É que, essas coisas transmitem-se por contágio, por simpatia!, será o medo de falhar desportivamente que compele FV a apostar nas obras?, uma espécie de compensação por antecipação perante a previsibilidade do insucesso desportivo? Pura especulação, eu sei, mas…pode ser verdade e… FV pode até não o perceber!
 
   Há uma guerra suja em curso contra o Benfica promovido pelo lóbi portista e apoiado por relevantes forças económicas e políticas regionais e nacionais; uma espécie de praga que sob o chapéu da puta desta democracia instituiu uma miserável ditadura no desporto nacional com origem no Porto. As ditaduras parecem boas quando são a nosso favor, não é Pinto da Costa? Não é Artur Santos Silva? FV, pacientemente, sistematicamente, genialmente até, tem reforçado a retaguarda edificando uma obra sem igual em Portugal e das mais relevantes entre todos os clubes do mundo, mas…às vezes, parece preferir, salvo seja, a pega de cernelha! Não! É hora da pega de caras! Há lutas que têm que ser travadas de frente, esta é uma delas! Chegou a hora! É hora da pega de caras; morrer ou viver! É hora de acabar com o discurso da resignação!, Proença no Seixal? Proença na rua!, Quantos trofeus faltam no nosso museu por sua causa? Quantos? Rua! Enxovalham o Benfica e querem o silêncio dos Benfiquistas? Não! RUA! Jamais as amizades pessoais deverão servir para permitir a subjugação o clube!, é assim que se motivam os atletas; com o exemplo, não virando a cara à luta, dizer o que deve ser dito quando deve ser dito e onde deve ser dito. É preciso falar curto e grosso quando necessário, dar os nomes aos bois sem medo. Não defendo a intervenção gratuita; mas a intervenção objetiva, fundamentada, intransigente na defesa do clube, sustentada em propostas concretas de aperfeiçoamento do sistema desportivo nacional. É assim que se motivam os atletas, é a imagem do Presidente que estes levam para o terreno de jogo!, um presidente que aparenta receio transmite receio a toda a gente sob seu comando e isso tem repercussão nos resultados desportivos.
 
A verdade é que, olho para a estrutura de Benfica Futebol SAD e não gosto de…muito do que lá vejo, por exemplo; Joaquim Oliveira deveria ser afastado propondo-lhe a compra da sua participação acionista; é um esforço que vale a pena; nenhum benfiquista se sente bem com o inimigo em casa. Inimigo sim! Todos sabemos o que lá está a fazer; com assento no Conselho de Administração está permanentemente ao corrente das opções estratégicas da SAD, não é assim? Joaquim Oliveira não é leal ao Benfica!, é-o ao Porto e a Pinto da Costa!, tem participação em quase todas as SAD e influência em quase todos os clubes, sendo minha convicção que os manipula de acordo com os interesses do seu clube; não é verdade Paços de Ferreira?, não é verdade Académica?, não é verdade Setúbal?, não é verdade Braga?, não é verdade Belenenses?, não é verdade Arouca, não é verdade Sporting?, não é verdade Nacional?, não é verdade Estoril?,não é verdade…? já agora; não é verdade FPF?, não é verdade UEFA?, Pois é; a Liga Zon Sagres é uma competição quase totalmente controlada por um dos concorrentes, o Porto, e…dizem que é resultado da democratização do país!
 
   Por outro lado, não compreendo o que algumas pessoas fazem no clube, observando o seu currículo! E não compreendo, mas é que não compreendo mesmo, como é que há administradores da SAD sem ações da mesma, ou detentores de, apenas…umas míseras 100 unidades! Uma vergonha! Mostram que não confiam nem no clube nem no projeto! Ora vejam lá qual é a estrutura acionista da SAD do Porto? Vejam lá quem lá meteu o coiro, salvo seja! É assim, meus amigos, é assim que se motivam os jogadores; mostrando confiança e empenho no projeto. Definitivamente; falta peso institucional na estrutura da SAD do Benfica! É urgente corrigir isso, atraindo Benfiquistas notáveis e não correndo com eles! Ninguém tem a exclusividade do amor ao clube. Todos seremos poucos para enfrentar a cambada que nos move uma guerra sem tréguas e sem vergonha! 
 
Não acredito na coexistência pacífica; a História, mostra-o à saciedade. As sociedades atuais, excessivamente mediatizadas, vivem do conflito, genuíno ou forjado, consequência da inexorável e destruidora economia de consumo das democracias liberais, em evidente défice cultural, como é o caso de Portugal e do mundo ocidental em geral, só nos respeita quem nos teme. É esta, afinal, a lei da vida!, É este o segredo do Porto e de Pinto da Costa! É esta a nossa fraqueza; o medo ao Porto supera o respeito que merecemos. Na verdade as sociedades humanas evoluíram imenso, tecnológica e socialmente, sobretudo a ocidente, mas…a natureza humana não!, é a mesma dos primórdios; da moca, do arco com flexas e da espada; a luta pela sobrevivência e domínio mantém-se intacta, embora, muitas vezes, camuflada. Até Hitler e Mussolini tiveram admiradores e, um deles foi…Churchill! É assim, convém não o esquecer. Mas, isto…é outra conversa!, que já vai longa. 
 
Soube há pouco que Oblack está integrado no grupo. Ainda bem, acredito na sua capacidade e bem que precisamos de uma alternativa credível e de futuro ao Artur; se a tivéssemos tido na época passada talvez tivesse sido o suficiente para termos ganho tudo. É assim; como diz o nazareno : “por um bocadinho é um homem corno”! Mas, dou os parabéns à Direção pela forma como trataram, preventivamente, o caso; cinco estrelas!
 
Devo dizer, que, quando vejo através da Benfica TV, tudo o que se faz no meu clube, fico muito orgulhoso, por vezes até emocionado, e…com pena de não morar mais perto. Quem sabe se um dia não me candidatarei a ajudante de tratador de relva?

Afinal, qual é a guerra com José Veiga? Fez um bom trabalho o Benfica na época Trapattini! Quererá mal ao clube? Não é Benfiquista? Se é assim, vamos a factos; cartas na mesa! Caso contrário, chame-so o homem e entendam-se, para bem do clube.
 
Por falar em emocionado; foi o que me aconteceu quando FV referiu as obras em curso para mais uma “Casa dos Atletas do Benfica”! É muito bonito! Agrada-me saber que os nossos ídolos do passado a quem a vida deixou de sorrir, andam por ali, motivando os nossos jovens, contando as suas estórias, transmitindo os valores do clube com a sabedoria acumulada em muitas façanhas e até, porque não?, dando-lhes algumas dicas técnicas e táticas .
 
E por aqui me fico, por hoje. 
 
Boa sorte para logo e… 
 
Viva o Benfica!