Desporto

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Aquecimento Global ou Arrefecimento Global?

Pouco a pouco, as evidências contra a teoria do aquecimento global, sucedem-se. É tempo de dar voz aos cientistas dissidentes a parar o lóbi pseudo-ambientalista que está a impedir os países pobres de se desenvolverem em favor dos ricos.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

ALLEZ BENFICA!


      Vai para aí uma histeria hipócrita contra o Benfica a propósito de tudo e mais um par de botas, que visa, afinal, a indução de instabilidade na equipa e consequente reflexo nos resultados desportivos. Indiferente a tudo isso, superando todos os reveses, sejam as saídas de jogadores influentes ou as prolongadas e sucessivas lesões de outros ou o "terrorismo" verbal veiculado pela imprensa ou os resultados desportivos desfavoráveis, a equipa do Benfica e o seu corpo Técnico, prossegue com serenidade o seu percurso desportivo, revelando maturidade e a união característica dos campeões.

      No jogo com o Paços ficou a ideia de que a equipa não fez tudo o que estava ao seu alcance para ganhar, e depois, Eliseu, cometeu um erro recorrente, que também responsabiliza Jorge Jesus, oferecendo a vitória ao adversário. A propósito do Paços, devo dizer que os acontecimentos das últimas épocas, em que parece ter-se vendido aos interesses do Porto, dissiparam a admiração que me suscitava o seu futebol tradicionalmente esclarecido voluntarioso e destemido.

      Contra o Sporting, em crescendo de forma após o diferendo autofágico entre Presidente e Treinador e cujo sucesso da época dependia do resultado deste jogo, Jorge Jesus, sem Júlio César, ciente das fragilidades no lado esquerdo e na baliza da sua equipa, montou-a de forma a impedir a entrada do adversário na área. A ideia era evitar que a bola chegasse à baliza prevenindo eventuais deslizes. Daí a inclusão de André Almeida a trinco do lado esquerdo para fazer as compensações a Eliseu e, juntamente com Samaris, fechar o eixo do ataque leonino. Sacrificou a criatividade do meio-campo sem a qual a movimentação ofensiva da equipa não funciona de nada servindo dispor de dois pontas de lança. Cá da minha modesta bancada julgo que deveria ter prescindido de um ponta de lança em favor de um criativo do meio-campo; Pizzi (parece que não defende bem) ou Talisca, ou...?, ou então recuava Lima para o meio-campo ficando Jonas na frente para ensaboar o Juízo à defesa contrária. Por outro lado, a equipa desistiu das alas, especialmente a da direita, que, pelo contrário, tinha sido errada e excessivamente solicitada no jogo anterior. Parece-me necessário desenvolver a capacidade de lançar a ofensiva em profundidade a partir da defesa em vez de insistir no transporte da bola, que proporciona ao adversário tempo de recuperação, e à equipa, desgaste físico. O certo é que a bola poucas vezes chegou à baliza de Artur, e, quando tal aconteceu, este respondeu à altura, revelando maturidade emocional apesar dos ataques soezes de que foi alvo na semana precedente. E foi numa fífia do esforçado Samaris - Samaris!, ou coloca-se a bola ou atira-se esta para a bancada, o mais longe possível da nossa baliza - que o golo verde surgiu!, parecia tudo perdido, tendo-se revelado então a tal característica dos campeões; os jogadores do Benfica e o seu Treinador não aceitaram a derrota, subiram no terreno, criaram superioridade numérica na área - à Mourinho -, et voilá...le but rouge! Este golo ao cair do pano uniu ainda mais a equipa, enfurecendo os dirigentes adversários que já tinham feito outras contas. 

      O resto, como bem disse João Gabriel é folclore...do mau; Bruno de Carvalho segue a velha e fedorenta estratégia que Pinto da Costa tem vindo a abandonar discretamente - depois de perceber, julgo, o seu nefasto contributo para o propósito da Regionalização -, e que consiste em inventar um perpétuo e diabólico inimigo externo, neste caso, o Benfica, a fim de desviar as atenções da sua própria incapacidade de consolidar e desenvolver o projecto leonino. O comportamento irregular dos adeptos, afinal, tem servido de pretexto para o financiamento abusivo da Liga de Clubes, sendo o Benfica, de longe, o clube mais penalizado. Vá lá saber-se porquê! O assunto não se resolve em definitivo por falta de interesse ou de coragem, competindo às autoridades fazê-lo, com a colaboração dos clubes. Penalizando estes, esgota-se o objectivo do combate à violência nos estádios. De qualquer forma, quem tem consentido, ao longo de décadas, os mais graves desvarios de algumas claques, perdeu legitimidade moral para intervir. Ainda assim, foram os "No Name Boys", a única claque a ser investigada, os seus membros acusados, julgados, condenados e, parte deles, presos!, porque não se fez o mesmo a todas as outras?

      No caso da faixa alusiva ao infeliz caso do verilyght, afinal, a Direcção do Benfica agiu em conformidade. Uma lição para Bruno de Carvalho e todos os comentadores que não tiveram o cuidado de averiguar previamente os factos. Aquele dirigente, infelizmente, oferece-nos o regresso ao passado, grosseirão, caceteiro  e trafulha e constitui mais um bluff para os adeptos sportinguistas; afinal, em que consistiu a reestruturação da dívida ao falido BES?, não representa deslealdade desportiva perante os adversários que pagam a tempo e horas os seus compromissos?, e donde vêm os tais 20 milhões com que a SAD leonina resgatou os direitos desportivos dos jogadores?, do BESA, que deu sumiço a cerca de 4 MME do BES?, afinal, qual foi o contributo do Sporting para a falência do BES?, e já agora, do Porto?, ora então os fundos é que são suspeitos!  
      
      Surpreendente mesmo foi a notícia do "perdão" da CML ao Benfica relacionada com construção das infraestruturas da Luz. Um perdão de 1,8 ME, diz-se, de uma câmara PS ao Benfica?! Justifica-se que os clubes cuja actividade se traduza em contrapartidas relevantes para as populações locais, tenham apoios públicos, sem dúvida, desde que com transparência, legitimidade e razoabilidade. Mas quando a população se debate com uma crise económica sem fim à vista e com o "terrorismo" fiscal do Estado, tal é difícil de justificar e aceitar. Julgo, neste caso, tratar-se, não de financiamentos directos mas de perda de receitas de licenças e taxas camarárias; das que têm destruído o país por desincentivo ao investimento. António Costa, com esta iniciativa, mata dois coelhos - ou três? -, lança a "escada" ao eleitorado encarnado e passa uma esponja sobre todos os espúrios e escandalosos apoios de que outros clubes têm beneficiado nas últimas décadas, entre os quais se destacam, de longe, o Porto, o Braga, o Marítimo, o Nacional e muitos outros ainda que em menor escala.

      O que sugiro ao Presidente do Benfica é que dispense qualquer perdão e pague o que tem a pagar, de preferência de imediato e em cash, ainda que tenha que dispensar algum atleta. Dois milhões de euros?, Valha-me Nossa Senhora!  Seria um exemplo para o país e um orgulho para os benfiquistas. 

Como se captura uma nação! (Em "Não Votem em Corruptos)

Não votem em corruptos!: Portugal recebe subsidio para abater 10.000 mil vitelos? Continuam a pagar para não produzirmos?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

A ascensão da Alemanha à custa da riqueza produzida em Portugal e na Grécia. (Em Não Votem em Curruptos)

      A estratégia e disciplina económica da Alemanha, tal como a excelência tecnológica que caracteriza a sua economia, são exemplos a seguir, é certo, mas, mesmo sem conhecer os números agora apresentados, particularmente quem lida mais de perto com a atividade industrial, percebe perfeitamente os mecanismos de transferência de riqueza dos países pobres para os ricos. O grande instrumento é a regulamentação europeia, que os nossos zelosos tecnocratas aplicam com enlevo, sempre para bem de todos nós e da humanidade, que nos impõe, sucessiva "modernização" industrial, para a qual necessitamos...dos equipamentos alemães, dinamarqueses, holandeses..., rapidamente tornados obsoletos pela regulamentação crescentemente restritiva que fazem adotar a Comissão Europeia e o Concelho Europeu . É que, além de nos "imporem" os seus equipamentos - excelentes, sem dúvida -, impedem o crescimento das nossas empresas incapacitadas de acumular o capital necessário ao investimento estratégico e operacional, necessário desenvolvimento dos seus negócios. Um dos processos em curso prende-se com a questão ambiental que está prestes a provocar uma revolução na indústria alimentar em Portugal, cuja consequência inevitável se traduzirá no colapso de muitas empresas, e exclusão social de muitos trabalhadores. Afinal, nada necessitamos produzir, pois eles, os nórdicos, senhores da europa, tudo nos providenciarão...até o desprezo!, por mim, antes pobre e honrado que rico e enxovalhado.

ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2015/02/a-ascensao-da-alemanha-custa-da-riqueza.html#ixzz3Rx7xb8rg

Não votem em corruptos!: A ascensão da Alemanha à custa da riqueza produzida em Portugal e na Grécia.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Da decadência de Portugal (4)

      "Retomemos a vida de D. Sebastião. A sua obsessão de bater os Árabes em Marrocos levou-o a visitar frequentemente o sul de Portugal, onde se demorava em viagens que lhe traziam o vento que soprava dos desertos que o haviam, por fim, de sepultar. Uma imprudente saltada caprichosa, de barco, até ao Norte de África podia ter-se mesmo saldado na antecipação do desfecho de Alcácer Quibir. A jornada de África começava de facto a dominar toda a imaginação e até a acção do exaltado cavaleiro, mais interessado em batalhas do que em governar. Ao moço rei interessa preparar a expedição africana, a cuja feitura tudo e todos submete, lançando impostos novos, não hesitando ante extorsões de toda a casta. Resume Aquilino:
      "Precisava de muito dinheiro. Gregório XIII concedeu-lhe os réditos, que era de lei escorressem para os cofres de S. Pedro, da bula da Santa Cruzada, tida por certa e caudalosa mina; concedeu-lhe mais as terças das igrejas, com que os eclesiásticos deram o cavaco. ...Tomou à sua conta o trato do sal e tributou povos e mercadores a torto e a direito. Despejou o cofre de órfãos, defuntos e ausentes, e lançou uma derrama de 250000 cruzados aos cristãos-novos, que gemeram mas pagaram com a condição de ficarem ao abrigo de qualquer confisco por parte do Santo Ofício durante dez anos; pediu emprestado a cavaleiros, fidalgos e homens ricos; hipotecou rendas; bateu moeda; esportulou em suma Deus e os homens, tanto os seus devotos como os netos dos que o pregaram na cruz. Com tais sangradouros encheram-se os alguidares reais de sangue...(Aquilino Ribeiro, Príncipes de Portugal, pp 162-163).
  
      O Desejado, nasceu em 1554, órfão de pai - D. João, o último dos nove filhos de D. João III. Sua mãe, a espanhola D. Joana de Áustria - filha de Carlos V de Áustria ou Carlos I de Espanha -, tendo conhecido o seu estado de viuvez no dia do parto, partiu para Valhadolid - onde viria a falecer,- pouco depois. Rei aos três anos, tutelado por sua avó, a também espanhola D. Catarina, regente desde a morte de D. João III até 1562, ano em que foi afastada em favor do inquisidor-mor o Cardeal D. Henrique, seu futuro sucessor, D. Sebastião foi educado por Jesuítas no fervor doentio do catolicismo, assumindo o reino aos 14 anos! Afetivamente desenraizado, rodeado por elites e intelectuais visionários dum Portugal imperial bíblico e feitos militares épicos, entre quais Luís Vaz de Camões, influenciado pela emergência católica de contenção do avanço infiel a oriente, o Desejado, sedento de afirmação pessoal e sonhos de glória num país devastado pela peste, economicamente exangue apesar das Índias e dos Brasis, ignorou os avisos dos seus melhores conselheiros e conduziu a Nação para o abismo, o vexame da perda da independência. Uma dor que dura até aos nossos dias que encontrou nas Trovas do Bandarra, o sapateiro de Trancoso, o terreno fértil da decadente cultura messiânica dos portugueses e, quem sabe, a sustentação emocional e musical da "canção nacional".

      Não posso deixar de fazer alguma analogia com a história atual; a nossa Alcácer-Quibir foi a guerra ultramarina e a perda da independência,desta vez não foi a favor dos espanhóis, mas dos países ricos e democráticos do norte da europa. Não houve um Duque de Alba a invadir território luso, foram as nossas elites, os incansáveis e temerários lutadores pela Liberdade que nos entregaram e entregam todos os dias, aos nossos "salvadores" europeus, que tudo decidem das nossas vidas, empresariais e pessoais, a troco do favor da cidadania europeia em substituição de nove séculos de lusitanidade.

      É tempo de o "Povo" perceber a dimensão da sua soberania.

(Fonte; História de Portugal, dirigida por João Medina)

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Do declínio de Portugal (2)

      "Este historiador (Vitorino Magalhães Godinho), ao passar em revista a posição deste grupo social e dos estratos dominantes perante a união dual, conclui que se é tentado a admitir que Filipe II foi anexado pelas classes dominantes portuguesas. Sobre elas recai, de facto, a responsabilidade de terem impedido que os acontecimentos fossem conduzidos num sentido diferente, isto é, da salvaguarda da independência nacional, como pretendia D. Henrique, as camadas populares e outros grupos da sociedade portuguesa" (em História de Portugal, dirigida por João Medina, volume VII, pág. 430)
 
      Foram pois as elites, que, na defesa dos seus exclusivos interesses, rendas, altos cargos e chorudos negócios, entregaram o reino de Portugal a Filipe II de Espanha. Alto clero, alta aristocracia e alta burguesia não hesitaram em trair o seu país perante as benesses prometidas pelo pretendente espanhol ao trono português. Incapazes de enfrentar as fragilidades económico-sociais de Portugal, depois de terem expulso os judeus e perseguido os cristãos-novos apropriando-se dos seus bens, fracassadas as expectativas de enriquecimento depositadas na campanha africana de D. Sebastião, as elites nacionais venderam o país ao rei espanhol a troco do seu  próprio bem-estar indiferentes ao sentimento patriótico da restante população; baixo-clero, ordens mendicantes, baixa aristocracia, baixa burguesia e povo em geral. Até D. António Prior do Crato, cuja candidatura ao trono português era apoiada por judeus marroquinos, franceses e ingleses expulsos de Portugal, chegou a oferecer, sem sucesso, os seus préstimos a Filipe II a troco de 400000 cruzados e do cargo de governador de Portugal, que se dispunha a exercer em seu nome! Triste povo historicamente condenado à traição pelos seus "melhores".
 
      Perante tais factos históricos, não espanta que as elites portuguesas atuais tenham entregado Portugal pós-colonial  aos "novos soberanos" europeus; os mesmos que as financiaram durante décadas - e aos guerrilheiros africanos -, e lhes proporcionam, hoje, direta ou indiretamente lustrosos cargos e chorudas rendas, a troco da venda dos seus "produtos".
 
      Tristes elites, pobre Portugal!