Desporto

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Da Violência no futebol

      Num Estado de Direito Democrático, às forças de segurança compete garantir os direitos dos cidadãos. José Magalhães, com a sua família, tinha o Direito de assistir a um espetáculo desportivo em segurança e de, em segurança, regressar a sua casa. É para isso que há cerca de 50 000 agentes da PSP em Portugal! Mas foi precisamente quem tinha o dever de zelar pelos seus Direitos e de proporcionar auxílio a pessoa debilitada, o filho de José Magalhães, que os violou! As imagens e os testemunhos visuais diretos das brutais agressões negam qualquer ato menos próprio do cidadão agredido para com o agente Filipe Silva; nem antes, nem durante, nem depois das agressões. Nem sequer um esboço de defesa ou proteção! Ainda que algo tivesse ocorrido, ao agente da autoridade competia efetuar a detenção nos termos regulamentares e emitir um auto de ocorrência para apreciação por instância superior. Só ao Tribunal compete julgar e condenar. O agente Filipe Silva, julgou, condenou e executou, violando os sagrados princípios do Estado de Direito. E é aos Tribunais que igualmente compete julgar o ato deste agente, bem como às instâncias jurisdicionais ou disciplinares da sua corporação e, ou, da correspondente tutela. Tal não impede que a opinião pública faça o seu curso, não só relativamente aos atos dos intervenientes, como aos dos subsequentes protagonistas. É o tipo de circunstâncias que revela, acima de quaisquer declarações de princípios, ou leis, a qualidade de um regime político. Má, neste caso!
 
   Causas, haverá próximas e remotas, gerais e particulares, um menu tão variado que permite a cada um valorizar a que mais se adeque à sua perspetiva. Que se trata de um caso isolado de excesso de zelo ou descontrolo emocional de um agente peculiar, parece ser a mais apontada e a mais cómoda, não sendo difícil descortinar outras, a merecer reflexão.
 
   Desde logo a mais geral resultante do estado de profunda angústia em que vive a generalidade da população pela incerteza quanto ao futuro e que se manifesta cada vez com mais intensidade em todas as frentes da vida social, familiar e profissional. Perante este cenário potencialmente explosivo, não admiraria se as forças de segurança tivessem instruções específicas da tutela para desincentivar exemplarmente qualquer veleidade de insurreição popular, ainda que marginal.
 
   Por outro lado, é verdade que assistimos diariamente, desde há largos anos, a uma "guerra" contínua e dura de natureza retributiva e estatutária entre as Associações Sindicais das forças de segurança e os governos, que culminou com uma grave provocação frente ao edifício da Assembleia da República por parte dos manifestantes. A pífia resposta do Governo, seja na eficácia do diálogo, seja na punição dos provocadores,  pode ter gerado nalguns agentes daquela corporação um sentimento de hostilidade latente que acaba por fazer vítimas entre os indefesos cidadãos.  
 
   No caso específico do futebol, desde há várias décadas que está consolidado o holiganismo associado às claques dos clubes, que nenhum governo conseguiu combater com eficácia, apesar de algumas medidas adotadas, como a exigência da legalização daquelas e algumas detenções e condenações, nomeadamente de membros dos No Name Boys. Um aparente fechar de olhos durante muitos anos a desacatos graves cometidos recorrentemente pelos mesmos protagonistas, ou a desistência precoce de identificação dos autores de crimes graves, tem funcionado como incentivo à delinquência associada ao futebol, por fazer passar a ideia de que se trata de um mundo à parte, um mundo sem lei, um mundo indigno! Disso não têm culpa os cidadãos adeptos!

   De fora não pode ficar a comunicação social que viu neste desporto um maná que tem explorado à exaustão, seja na imprensa ou nos canais de TV e nas redes sociais, muitos deles, demasiados, apostando no confronto direto entre adeptos mais ou menos radicais, donde brotam, não poucas vezes, provocações e insultos que se difundem e ampliam entre as massas de respetivos adeptos e simpatizantes. Ou seja, em muitos destes casos parece não interessar o debate construtivo mas tão só a captação de audiências que parecem preferir as "peixeiradas". Sim, há muita gente no setor da comunicação Social que tem contribuído para a crispação entre adeptos. Há certo tipo de comentadores que deveriam simplesmente ser abolidos, porque é possível cada um defender a sua equipa sem desrespeitar as outras. Sim, há certo tipo de realizadores ou chefes de redação que deveriam  ser afastados, porque é possível vender sem fomentar a hostilidade entre adeptos ou simpatizantes. Liberdade e responsabilidade são requisitos fundamentais numa sociedade democrática.

   Mas é no clima de promiscuidade entre política e futebol que se estabeleceu em Portugal no novo regime que radica o principal fator gerador de violência. Muitos candidatos políticos, nacionais ou locais, não hesitam em usar certos clubes para se aproximarem do eleitorado. Por sua vez, há dirigentes desportivos que têm sabido usar com mestria esta apetência de alguns políticos, para estabelecer e consolidar a sua rede de influência, nas estruturas de poder, em seu benefício e dos seus clubes. Daqui, porém, não viria mal ao mundo, não fossem ultrapassados os limites da sensatez, o que se verificou quando alguns dirigentes decidiram fomentar o ódio aos seus rivais como estratégia central de união e motivação dos seus correligionários.  A urgência da "libertação" regional da asfixia do centralismo lisboeta impunha uma "cruzada" sem tréguas contra os eleitos símbolos do centralismo, entre os quais, os clubes com implantação nacional. Durante demasiado tempo, em demasiadas ocasiões, por incompetência, falta de meios, cumplicidade ou cobardia, demasiadas autoridades omitiram o seu dever de moderação desta deriva demencial. Tal não contribui para a tolerância entre adeptos, pelo sentimento de injustiça e impunidade que dissemina.

   Entre aquela "deriva demencial" destaca-se uma espécie de "benficafobia" com origem em conhecidos dirigentes desportivos, que se tem manifestado de múltiplas formas desde há décadas; vandalização de filiais, agressões a adeptos, atletas, dirigentes e suas famílias, segregação institucional de adeptos, doutrinamento militante de natureza chauvinista de algumas populações, etc, etc. Associada ao compulsivo "fechar de olhos" a tais excessos, por quem de Direito, esta realidade funciona como um "barril de pólvora" social que qualquer centelha pode fazer explodir.

   No caso do Marquês, parece que houve de tudo; excessos de alguns celebrantes, provocações de adeptos rivais e até de Agentes de Segurança! Num ajuntamento de centenas de milhar de pessoas, apesar do ambiente festivo, há um latente risco de incidentes a suscitar cuidada organização e discreta mas eficaz atuação das autoridades.  As imagens das agressões do agente Filipe Silva a um cidadão envergando a camisola do nobre Benfica, pode ter constituído o tal rastilho que poderia ter causado uma autêntica chacina! O adepto sente-se ferido no seu íntimo, não só pela brutal negação de Direitos e ofensas à integridade física, sem causa, de um concidadão, pela Autoridade, como pela ofensa a uma instituição de que considera fazer parte indelével.

   Tudo isto num contexto de guerrilha partidária e institucional permanente, de ineficácia do aparelho judiciário, de conflitos internos nas magistraturas, de episódios descredibilizantes destas e toda uma panóplia de sucessos que tem suscitado a expansão das mais variadas teorias da conspiração, algumas delas perigosas.

  De nada serve exigir civilidade aos cidadãos quando não se dão os bons exemplos.   

(Óleo sobre tela de Abel Manta)

terça-feira, 19 de maio de 2015

A democracia e o futebol (créditos a Antikurruptos)

Anti Corrupção: Pinto da Costa - A cara da corrupção intocável

Fly Emirates patrocina camisolas do Benfica (8 a 10 ME/ano)

Camisola aponta Fly Emirates como patrocinadora do Benfica - Desporto - DN

Rescaldo de um título improvável

  
Em primeiro lugar, no balanço desta época, há a realçar e capacidade de decisão e grande coragem da Direcção do Benfica; perante a profunda e inesperada alteração do modelo de financiamento - falência do BES e dissolução do fundo de investimento Benfica Stars Fund - não hesitou em alienar as principais pérolas do clube, para desgosto de todos os adeptos, para obter os fluxos financeiros necessários aos compromissos da época. Um ato próprio dos gestores de topo, numa atividade tão volátil como é o futebol.
 
   Mas o grande vencedor da época foi o Treinador!, sobre os seus ombros caiu a espinhosa responsabilidade de reconstrução de uma equipa campeã destroçada, após debandada de vários jogadores nucleares; Oblack, Garay, Siqueira, André Gomes, Rodrigo, Cardozo e depois Enzo Perez! Uma empreitada capaz de fazer soçobrar qualquer um!, mas não Jorge Jesus!, pacientemente, sagazmente, apoiando-se na Direcção, apesar dos parcos recursos, lá foi reconstruindo a equipa em plena competição. Proporcionou a Jardel, Eliseu, Samaris, Pizzi e Talisca uma boa integração, com adaptações e ganhos de competitividade coletiva, graças sobretudo à consolidação do modelo de jogo já assimilado pelos restantes elementos da equipa, apesar de terem subsistido algumas lacunas até final da prova. Ainda houve a clarividência de contratar Júlio César e Jonas que trouxeram enorme estabilidade e eficácia ao coletivo. Jorge Jesus, aguentou o balanço sem queixumes, reconstruiu a equipa em plena prova e a ganhar, tomando decisões difíceis, nem sempre consensuais. Soube unir os jogadores, e este foi o seu grande trunfo!
 
   Sob a batuta de Luisão - desde Coluna nunca fora tão patente a influência dum Capitão na equipa - os  jogadores foram heróis; humildes, uniram-se e lutaram abnegadamente, com erros às vezes, com exuberância algumas outras, conscientes das suas limitações foram pragmáticos e fizeram emergir as sinergias que constituíram a mais-valia que viria a justificar o título. O momento chave da época foi o jogo com o Sporting em Alvalade e o golo de Jardel ao cair do último olé. O Benfica era já cadáver, mas não completamente, havia ainda aquela algo lá no fundo, o inconformismo dos vencedores, que fez a equipa ir à procura do empate. Jardel foi o rosto dessa abnegação que foi assimilado por toda a equipa. Então, acreditei pela primeira vez, que o Benfica podia ser campeão. E foi!
 
   Júlio César era uma incógnita; temia-se o efeito do fracasso do Brasil no mundial. Ainda por cima veio lesionado! Ao terceiro jogo percebeu-se que estava ali um guarda-redes de eleição e um líder, daqueles que os adversários respeitam! A equipa estabilizou e soltou-se, e nós esquecemos o promissor Oblack. Talisca teve uma entrada fulgurante, colmatando bem a saída de Cardozo, numa aposta de alto risco, e Jonas trouxe maturidade, dinâmica e técnica ao ataque, fazendo subir os níveis de eficácia na concretização. Até então, Lima, sem desfalecer, fazia as despesas do ataque. Lesões foram demasiadas e de longa duração; Fejsa, Amorim, Sálvio, César, e as habituais exclusões por acumulação de amarelos também não faltaram. As habituais e pacóvias provocações dos que já cantavam de poleiro alavancadas pela comunicação social estiveram na ordem do dia até ao derradeiro momento. A tudo resistiram e venceram; foi a vitória do talento, da humildade e da união. À Benfica!
 
   Veremos agora o que vai acontecer, mas esta equipa necessita de fortalecer a ala esquerda, de reforçar a criatividade e o pulmão do meio-campo e de melhorar a meia-distância, bem como de alternativas para algumas posições.
 
   Espero que este trabalho esteja já a ser feito.
 
   Não se esqueçam do velho aforismo; quem vai ao mar, avia-se em terra.  

domingo, 17 de maio de 2015

VIVA O BENFICA!

 
PARABÉNS BENFICA!
 
VENHA O TRI!

sábado, 16 de maio de 2015

Os prémios de jogo

   Consta que os dirigentes do Porto andam por aí numa fona a oferecer prémios de jogo aos jogadores das equipas que empatem ou ganhem à equipa do Benfica, numa desesperada e derradeira tentativa de recuperar o atraso na classificação. Para quem tinha o campeonato no papo antes mesmo de este se  iniciar, não deixa de ser patético!
 
   Então, discute-se a moralidade da coisa; uns dizem que é mau, outros, pelo contrário, entendem que é benéfico para a competitividade. Dizem também que os dirigentes do Benfica já fizeram o mesmo. E é verdade que eu ouvi Gaspar Ramos a confirmá-lo há uns anos, num programa televisivo, perante Pôncio Monteiro, onde se discutia o tema a propósito do assédio dos dirigentes portistas aos adversários do Benfica da época.
 
   Hoje mesmo, Octávio Ribeiro, nas páginas do Correio da Manhã, faz a apologia dos prémios de jogo considerando-os incentivadores do espetáculo, uma vez salvaguardados os excessos, nomeadamente quanto ao uso de estimulantes, por parte dos jogadores assediados.
 
   O assunto, porém, merece um pouco mais de atenção. Vejamos; um prémio de desempenho justifica-se quando o profissional em causa excede os compromissos a que se obrigou quando assumiu o correspondente contrato de trabalho. Por outro lado, a vulgarização dos prémios de desempenho pode induzir o profissional a aligeirar o seu desempenho quando aquele não está assegurado, justificando-se com insificiente contrapartida.
 
   Como se vê, a "normalidade" não é assim tão óbvia. Ora, quando o prémio tem origem numa entidade terceira, simultaneamente, concorrente na prova, o caso muda de figura e de que maneira! Nunca se saberá o que o prémio de jogo, efetivamente paga; se a vitória sobre o rival direto, se eventuais facilidades num jogo anterior ou num jogo futuro. Este é que é o busílis da questão!
 
   O espectador infere haver algum tipo de conluio entre os clubes em causa e desconfia da veracidade não só dos jogos que os envolvam, mas também  de todos os outros, assumindo que se trata de uma prática corrente. Os lances em que um jogador comete erros grosseiros e vitais deixam de ser vistos como furtuitos desmobilizando o espectador! Não é isto óbvio?, Para Octávio Ribeiro não, mas o CM já nos habitou ao espetáculo diário da sua "cruzada" antibenfica.
 
   Conclusão; prémios de jogo originários na entidade patronal, preferencialmente definidos no vínculo contratual, sim. Prémios de jogo promovidos por concorrentes, não!
 
Com prémio ou sem prémio,
 
FORÇA BENFICA!
 
C'est tout

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Cockteil parolo

      Num pedantismo comovente, um senhor do Vitória de Guimarães - de que não fixei o nome -, advertiu publicamente,  esta semana, não se percebe bem quem do universo benfiquista, para a não realização de festejos no estádio e no torquel considerando-os desde logo um ato provocatório, por inadequado, numa cidade onde não há filiais de qualquer dos grandes clubes. Logo de seguida, outro arauto vitoriano, certamente da "guarda pretoriana" avisou eventuais celebrantes para o risco que a celebração representará para eles, se tal ocorrer na "sua" cidade de Guimarães. Uma encenação patética a fazer lembrar as velhas cidades do Oeste Americano de há 200 anos, frequentemente subjugadas pela força por um qualquer bando de patifes, devido à ausência de lei, característica da colonização daquela região.  O paralelismo existe, apesar de excessivo, concordo.
 
   A democratização do país, a descentralização da administração pública e a perspectiva de regionalização, induziram certas pessoas na convicção errónea de que são donos das suas cidades e nelas podem fazer valer as suas leis informais, explícitas ou implícitas, excluindo, perseguindo e agredindo quaisquer dissidentes. Porto, Braga e agora Guimarães são os casos mais evidentes, mas não únicos, de utilização dos respetivos clubes de futebol para afirmação política regional ou local. Diga-se porém, em abono da verdade, que daí não viria mal ao mundo, não fora o condicionamento espúrio da liberdade de escolha dos respetivos cidadãos. Então, naquelas cidades, todos os que não forem, respectivamente, portistas, bracarenses ou vimaranenses são indesejados, às vezes perseguidos e até agredidos? Num país cuja lei fundamental exclui todas as formas de descriminação e contempla a liberdade de expressão e associação, ameaçam-se todos os que assumirem cores diferentes das dos clubes das respectivas terras? Um absurdo! 
 
 
   Num país que autoriza o casamento gay, o aborto, a mudança de sexo, a liberdade religiosa, não se pode ser benfiquista naquelas cidades? Claro que sim! Custe o que custar, porque..."não há machado que corte, a raiz ao pensamento, porque é livre como o vento, porque é livre.... O Benfica é um clube de homens livres, por isso, senhores, deixem de se pôr em bicos de pés como que a dar "prova de vida" apenas porque o Grande Benfica vos visita. Fazem figuras patéticas!
 
   E, mais uma vez, como que saído das páginas de "O Malhadinhas" lá veio o afamado "Bruxo de Fafe" dar fé das suas mezinhas contra o Benfica encomendadas por sofredor rival, supõe-se, numa derradeira e penosa tentativa de mobilizar forças ocultas para  reverter a classificação em seu favor. Pela mão do Correio da Manhã, que, desde sempre, não perde uma oportunidade de tentar induzir instabilidade na equipa encarnada, indiferente ao seu consequente descrédito.
 
   Et voilá!
 
   Concentração, determinação, inteligência, talento e humildade são os ingredientes da vitória...e estão lá todos, na equipa do Benfica.
 
   Para a frente Benfica!
 
   Um por todos e todos por um!  

(Aguarela de Alfredo Jorge Gameiro)

domingo, 10 de maio de 2015

Só mais um!

   Bateu-se muito bem a equipa de Penafiel, apresentando um futebol aguerrido e bem estruturado táticamente, ocupando todas as zonas do terreno, pressionando alto, procurando trocar bem a bola, com amplitude e precisão. À imagem de Carlos Brito, afinal. Uma equipa atrevida que logo nos momentos iniciais provocou algum frisson.
 
   Mas foi nos minutos iniciais que Lima marcou o primeiro do Benfica, num fulminante remate de cabeça a centro de Máxi que se havia esgueirado pela direita. Seguiu-se Jonas, com um golo à Jonas, desta vez a cruzamento de Sálvio. Foram os tais vinte minutos à Benfica!  E vieram, o terceiro, novamente por Lima, com uma bela revienga ao guarda-redes, e o quarto, por Pizzi, com um remate manhoso e frontal, a dar sequência ao passe de lima desde a linha de fundo. E o Benfica não marcou mais porque "a maré encheu", ou seja, a equipa "tirou o pé do acelerador", aproveitando para rodar alguns jogadores, Amorim, Talisca e Ola John e prevenindo lesões e mais amarelos.
 
   Pois, mais amarelos!, Máxi e Samaris, por imprudência, ficam de fora no próximo jogo graças às provocações não inocentes de um "artista"  penafidelense que rendeu um amarelo a cada um.
 
   Muito bem Júlio César e Jardel a negarem o golo de honra ao irritante Raviola, que deveria ter sido expulso por agressão a Luisão.
 
   Lima e Máxi foram os homens do jogo e Jonas encostou ao Jackson.
 
  Vamos ser campeões já em Guimarães!

VIVA BENFICA!

     
 
PARABÉNS AOS CAMPEÕES
 
 

 
 

   Fantástica vitória da equipa de voleibol do Benfica nos Açores sobre a temível equipa da Fonte do Bastardo, conquistando brilhantemente o tricampeonato, com 0-3 na negra.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Tejo que Levas as Águas


Os trabalhadores dos impostos vão receber 5% do montante das cobranças coercivas de processos de execução fiscal instaurados em 2014 pelos serviços da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), segundo um diploma publicado esta segunda-feira. Contas feitas, é um prémio de 57,4 milhões de euros que vai ser distribuído pelos trabalhadores." (TVI 24)
  
   Deixando de parte a discussão dos prémios como incentivo ao trabalho, este assunto cai muito mal entre a população, que, na generalidade, vive num contexto de angústia profunda; redução de salários, incerteza no emprego, desemprego, aumento de impostos e encargos com a saúde e educação, agravamento das restrições de acesso às profissões e ao empresariado, familiares com necessidades de apoio, incerteza total quanto ao futuro, etc. Muita gente honrada que, mesmo quando, involuntariamente, acaba por falhar algum compromisso financeiro, ainda que minúsculo, com o Estado ou seus prosélitos, é implacavelmente atirada para a ruína, arrastando consigo familiares, se os tiver, para um turbilhão de degradação  física e moral, às vezes para a morte, por um Estado cruel, insaciável devorador de recursos alheios, afinal, o primeiro elo da cadeia do incumprimento; da gestão irresponsável dos dinheiros públicos e omissão dos compromissos assumidos com os cidadão seja no correspondente ato eleitoral seja da lei fundamental.

   É por tudo isto que, consciente dos seus próprios excessos e da inevitabilidade do aumento do incumprimento dos cidadãos, o Governo, decide comprar a consciência dos trabalhadores fiscais, aliciando-os com substanciais e espúrios benefícios da respetiva retribuição, a executar o património dos cidadãos em falta, destruindo-lhes a vida. Esta dicotomia entre o progresso económico de uns, do lado do poder, à custa da miséria dos outros, é um sinal de retrocesso civilizacional e de necessidade de mudança. Não de partido, mas de princípios! Basta retomar a Declaração Universal dos Direitos do Homem.

   Como é possível que se destruam pessoas boas quando estas mais precisam de apoio, enquanto nas administrações  central, regional e local se esbanja injustificadamente, salvo exceções, o sagrado dinheiro dos contribuintes!, Quando assistimos a sucessivas hecatombes de falsos templos económicos, os templos do regime, os templos da "alta intensidade de capital" geridos por Midas ao contrário, dos que transformam o dinheiro dos outros em merda enquanto afirmam o oposto, perante anuência geral!

   Há que distinguir entre a evasão fiscal e o incumprimento por força maior, sem perder de vista o sagrado direito de cada um à Liberdade! Combata-se e puna-se o primeiro e seja-se condescendente com o segundo!, não instituindo perdões fiscais aos desafortunados da vida, mas períodos de carência de encargos fiscais  e apoio activo de reorientação da vida profissional e familiar até ao restabelecimento da normalidade. Então sim; retomar-se-ão os pagamentos em falta em moldes suportáveis. Isto sim, é próprio dum Estado digno. É este o caminho e não o da subjugação de parte da população para prosperidade da outra parte, como atualmente se verifica.