quarta-feira, 12 de agosto de 2015
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Supertaça 2015
A supertaça 2015 está bem entregue ao Sporting pois foi a melhor equipa no terreno; assumiu e mandou no jogo a maior parte do tempo, conciliando muito bem a qualidade do posicionamento com a intensidade e a qualidade do passe em ambas as fases, procurando sempre a baliza contrária.
Já o Benfica foi uma equipa mal dimensionada, apática, reactiva - só nos cerca de 20 minutos finais assumiu o controle do jogo - sem criatividade, sem intensidade, sem poder de fogo e sem ideias.
Apesar de quase totalmente renovada, sem Luisão, André Almeida e Eliseu, gostei do desempenho defensivo. A "carambola" que deu o golo do Sporting enganando Júlio César, é fortuita, embora denuncie falha defensiva no meio campo. Aqui e no ataque esteve o equívoco - será que foi?; com dois médios defensivos, Fejsa e Samaris e em inferioridade numérica, a dinâmica ofensiva era uma miragem, enquanto Jonas, basculando entre as laterais - um moiro de trabalho tal como Gaitan -, desposicionava-se, tornando infrutíferos os poucos cruzamentos efectuados. Gaitan, quase sempre travado em falta, era o único a desiquilibrar e Ola John, no seu estilo molengão lá ia sacando uns cruzamentozitos mal amanhados. Talisca andou perdido no campo.
Apesar de quase totalmente renovada, sem Luisão, André Almeida e Eliseu, gostei do desempenho defensivo. A "carambola" que deu o golo do Sporting enganando Júlio César, é fortuita, embora denuncie falha defensiva no meio campo. Aqui e no ataque esteve o equívoco - será que foi?; com dois médios defensivos, Fejsa e Samaris e em inferioridade numérica, a dinâmica ofensiva era uma miragem, enquanto Jonas, basculando entre as laterais - um moiro de trabalho tal como Gaitan -, desposicionava-se, tornando infrutíferos os poucos cruzamentos efectuados. Gaitan, quase sempre travado em falta, era o único a desiquilibrar e Ola John, no seu estilo molengão lá ia sacando uns cruzamentozitos mal amanhados. Talisca andou perdido no campo.
Se a passividade dos encarnados é compreensível face ao desgastante périplo pelas américas já o escalonamento e o posicionamento dos jogadores indicia ter sido este jogo encarado por Rui Vitória como mais um passo na preparação da equipa. Mas não se percebe a demora em mexer nela. Bastaria acelerar um pouco, meter criatividade e densidade no meio-campo - Pizzi ou Gaitan - e dar companhia a Jonas, para virar o jogo; o Benfica jogou a 25% do seu potencial, o Sporting esteve a 80 %.
Disse Jesus que o Benfica teve medo mas eu julgo que foi o contrário; os verdes, quando perdiam a posse da bola metiam três trincos os quais subiam ao meio-campo na fase de construção criando superioridade numérica. A iniciativa de jogo resultou precisamente do medo de não conseguir travar o jogo dos encarnados. Se estes estiveram apáticos, os adversários denunciavam um falso poder, percebendo-se que se encontram numa fase de preparação mais avançada devido ao processo de apuramento para a Liga dos Campeões.
No que diz respeito ao Benfica, a matéria-prima está lá; com uns ajustes voltaremos a ter uma boa equipa. Mas, francamente, não sei se o Treinador está à altura!, try me Rui Vitória, try me! Fazer testes arriscando troféus não é coisa que me agrade. E os meninos bem comportados levam sempre porrada dos outros.
O futebol necessita desta velha rivalidade mas não das patetices de Jesus e quejandos. A atitude do ex-Treinador do Benfica denuncia insegurança, além da reiterada falta de carácter por desrespeito a quem o estimou durante seis anos. Esta ânsia injustificadamente acintosa nada mais significa que ausência de confiança e respeito por si próprio.
Convém, no entanto, lembrar ao Presidente do Benfica, que nos negócios não há amizades. Bem sabemos porquê. O Adeptos do Benfica foram enxovalhados por uma pessoa sem categoria. Os Dirigentes do Benfica não devem permiti-lo, impedindo o arrastamento dos processos e reservando para si a última palavra. Não foi o que aconteceu com Jesus e com Máxi. O planeamento implica prazos e quem os define é o Benfica, não os funcionários!
Ainda haverá mexidas no plantel; esperemos que sejam as adequadas e que Rui Vitória não nos decepcione. ...Mas temos de começar a ganhar, acabou-se o tempo.
Jorge de Sousa esteve mal; da justiça dos golos anulados não sei. Mas devia ter assinalado penalti sobre o Gaitan! Mau sinal, muito mau sinal!
Jorge de Sousa esteve mal; da justiça dos golos anulados não sei. Mas devia ter assinalado penalti sobre o Gaitan! Mau sinal, muito mau sinal!
(Quadro de Abel Manta)
sábado, 8 de agosto de 2015
A propósito de desemprego (tela de Abel Manta)
Vai por aí uma "guerra" a propósito da queda do desemprego para 11,9% segundo publicação do INE. As oposições ficaram tão ofendidas que mais parece que desejam o contrário, aduzindo vários factores susceptíveis de alterar aquele resultado; como a emigração, os estagiários, os formandos, os desistentes, etc. Claro que, conclusões exaustivas, só poderão tirar-se após análise detalhada de todos os factores inerentes ao processo de cálculo. Parece no entanto fora de duvida que a tendência é de queda do desemprego, como bem demonstram José Manuel Fernandes (JMF) e José Villaverde Cabral no Observador bem como Carlos Guimarães Pinto no Insurgente e outros. É um facto que os governantes tentam mascarar o desemprego com artifícios vários, mas parece que, desde há tempos, há um método comum definido pela inevitável UE, insusceptível de ser afectado por tais habilidades.
A verdade é que se inverteu o ciclo económico, com o PIB finalmente em crescimento, embora moderado, e as receitas fiscais a registarem ganhos significativos. Não custa pois acreditar no decréscimo do desemprego global apesar do desespero a que assistimos diariamente à nossa volta. Desde logo, os dados do INE também mostram uma redução significativa do número de ativos; gente que se viu forçada a emigrar à falta de futuro no seu país, o que, por si só, é suficiente para nos fazer repensar toda a terceira república. De tudo o que li, foi José Manuel Fernandes, com a seriedade e competência que o caracterizam, a ir mais longe na análise, identificando uma particularidade relevantíssima; a de que, há mais pessoas qualificadas empregadas! Ora isto quer dizer que, aparentemente, a tal "geração mais qualificada de sempre" está a chegar ao mercado de trabalho, o que anuncia um potencial de ganhos de competitividade de que a nossa economia desesperadamente carece.
Mas há uma particularidade que parece ter escapado a JMF e que Eugénio Rosa há uns anos identificou; é que a maior qualificação dos empregados foi obtida não pela qualificação dos trabalhadores no activo, mas pela exclusão dos activos menos qualificados! Ora esta realidade tem tanto de racional como de desumana e mostra a verdadeira face do projecto democrático em curso em Portugal e na europa. Um projecto que, contrariamente ao estabelecido, por exemplo, na Constituição Portuguesa quanto à ausência de descriminação de qualquer espécie e do direito ao trabalho dos cidadãos, promove sistematicamente, sob os mais variados pretextos - aquecimento global, eficiência energética, sustentabilidade das pescas, etc - , a implementação de processos destinados a criar reserva de mercado aos poderes instalados.
É revoltante verificar a panóplia de regulamentos para Técnicos e empresas que Governo e Comissão europeia debitam continuamente e cujo resultado se traduz, essencialmente, na restrição do acesso ao trabalho, diga-se, ás riquezas nacionais do cidadão comum. É pois sem qualquer surpresa que li, ontem mesmo, que o saldo comercial da Alemanha aumentou em cerca de 36%!
É revoltante verificar a panóplia de regulamentos para Técnicos e empresas que Governo e Comissão europeia debitam continuamente e cujo resultado se traduz, essencialmente, na restrição do acesso ao trabalho, diga-se, ás riquezas nacionais do cidadão comum. É pois sem qualquer surpresa que li, ontem mesmo, que o saldo comercial da Alemanha aumentou em cerca de 36%!
Mas há uma faceta ainda mais sórdida nisto que remete para o "multiplicai-vos" da Ministra das Finanças; é que, na origem das políticas públicas não está o propósito de proporcionar a felicidade das pessoas, mas tão somente, o superior desígnio de obtenção de mais receita para financiamento do sector público, seja a que preço for! Só assim se compreende o tenebroso poder conferido a algumas entidades públicas, que tem destruído a vida de muitas pessoas, muitas vezes por pequenos delitos, omissões, simples distracções, ou mesmo equívocos de valor inicial marginal. Casos não faltam na comunicação social nos quais está patente a subjugação total dos direitos das pessoas ao Estado, característico, afinal, dos regimes fascistas. Um paradoxo que, não surpreendendo, impõe reflexão sobre o rumo nacional europeu.
Tudo isto para dizer que, nenhum progresso vale a pena se não incluir o respeito por cada cidadão, da sua liberdade, da sua soberania, da sua propriedade, do seu trabalho, da sua capacidade de sonhar, de estar e de viver, no respeito pela liberdade dos outros. A função do Estado consiste precisamente, através da lei, moderar, conciliar, os direitos de cada um e nunca de proporcionar a subjugação de uma parte da população por outra, dentro ou fora do Estado.
O debate acerca da Liberdade é permanente.
O debate acerca da Liberdade é permanente.
Benfica!a!
Em vésperas do primeiro jogo oficial da nova época, o perfil desportivo dos principais candidatos ao título de campeão nacional está quase definido, adivinhando-se ainda algumas mexidas nos plantéis até final do período de transferências. Porto e Sporting investem fortemente, como lhes compete, sem que se perceba muito bem a origem dos respectivos capitais de investimento ficando no ar a ideia do elevado risco de exploração que ambos correm. Cabe aqui salientar o tema dos fundos, extintos por alegada proveniência obscura do correspondente financiamento numa pretensa luta pela transparência e fair-play desportivo. O exemplo português mostra que, afinal não é bem assim; trata-se sim de dificultar a competitividade de uns clubes em detrimento de outros. Sintomático é constatar que, as entidades que perdoaram parcialmente e, ou, reestruturaram as dívidas de Sporting e Porto, que lhes permitem, hoje, relançar os respectivos projectos desportivos, são as mesmas que asfixiaram o Benfica de Vale e Azevedo. Clube este que, cumprindo escrupulosamente os seus compromissos financeiros sem favores de entidades bancárias ou outras, enfrenta os seus adversários em condição de desigualdade. Como dizia o outro, o fair-play é uma treta!
Porém, parece que poucos se aperceberam, ou fingem ignorar, a exuberante demonstração de competência da Direcção encarnada ao mudar radicalmente o modelo de financiamento do clube/SAD em simultâneo com o sucesso na gestão desportiva da equipa, num campeonato disputado palmo a palmo. A liderança de gestão organizacional e desportiva do Benfica é uma evidência demonstrada pela contratação de Casilhas - reconhecimento do efeito Júlio César - e de Jesus - cuja evolução muito deve à Direcção encarnada. A liderança desportiva é consequência daquela.
A mudança de Jorge Jesus para o Sporting, acrescenta maior expectativa e interesse para a época que se avizinha, já que, aparentemente, confere àquele clube efectivo estatuto de candidato. O futebol nacional necessita de todos os adeptos, em especial dos dos principais clubes, e de incerteza dos resultados; só assim poderão maximizar-se as receitas globais associadas e a competitividade dos clubes.
Inevitáveis são os excessos por parte de alguns dirigentes, treinadores e órgãos de comunicação social, cada um com os seus motivos; sejam de afirmação pessoal, de atenuação de fracassos recentes, ou de captação de receitas em época de defeso. Criou-se um grande e demorado alarido à volta dos rivais do Benfica subestimando-se este clube, em consequência dos alegados fracos resultados que obteve lá pelas américas, contagiando até, muitos dos seus adeptos. No entanto, a racionalidade do plano em curso dos Dirigentes encarnados é incontestável;consolidado o projecto da formação com a ascensão de cinco jovens ao plantel principal, os dirigentes aguardaram o resultados do périplo americano para ouvirem o Técnico acerca das necessidades da equipa. Identificadas estas, precede-se às contratações necessárias. Isto é que faz sentido. Os últimos movimentos no mercado mostram que os Dirigentes encarnados estão atentos. Até ao fecho do mercado haverá ainda muitas novidades esperemos que o Benfica se reforce com êxito. A equipa parece necessitar de num defesa esquerdo de raíz, um médio criativo e mais um avançado, especialmente se Gaitan sair.
Habituados à exuberância e às calinadas, então engraçadas e empolgantes, do anterior Treinador, os adeptos encarnados vêm na sobriedade de Rui Vitória um cinzentismo incapaz de motivar o mesmo empolgamento. No entanto, lembro, por exemplo, o caso de Erikson, pessoa discreta, cordial e serena, que construiu uma equipa talentosa e motivada graças, apenas, à sua competência técnica e humana.
Filipe Vieira lançou já o repto da vitória à equipa, exigindo-se concentração e determinação. Somos melhores mas temos de querer ganhar.
Força Benfica!
Vozes ousadas
"Daí um novo atrevimento: como seria a educação se o Estado não se tivesse ocupado dela de forma directa (educação estatal) e indirecta (escolarização obrigatória e regulação de cursos e planos de estudos)? Como seriam os modelos e os métodos de ensino sem a mão perversa e centralista dos políticos-burocratas que impedem a diversidade e a emergência de formas alternativas? Nesta como em outras áreas, estou com Ramón Rallo: não deveria prevalecer uma presunção a favor da liberdade de escolha: "In dubio pro libertate"? " (José Manuel Moreira, Económico)http://economico.sapo.pt/noticias/morder-a-mao-que-te-da-de-comer_225719.html
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
sábado, 1 de agosto de 2015
A "chafurdice" do futebol
Desenganem-se os que esperam que, as pessoas, as instituições ou as nações se movem por princípios éticos; não é verdade. A retórica da ética, do humanismo, da solidariedade, não passa disso mesmo, salvo honrosas excepções. O interesse é o motor de todas as dinâmicas pessoais ou institucionais. Dizem as teorias liberais que estas são as dinâmicas do progresso, caracterizadas por uma turbulência resultante do permanente conflito de interesses. Toda a entropia social e política a que assistimos actualmente constituiria pois o processo de ascensão a um novo patamar sociopolítico. Pode ser. Pode ser que também seja assim no futebol. No entanto, quando o poder moderador do Estado é capturado por uma ou algumas das partes, o resultado só pode ser o retrocesso. E é assim que estamos; no futebol e no país.
Como se previa, o "dragão de oiro" Pedro Proença foi eleito para a Presidência da Liga e, como se esperava, disse logo ao que vinha; retirar o controlo da arbitragem da Liga e entregá-la a nova instituição participada pela Liga e pela Federação. Naturalmente "para bem do futebol". E em que consiste o bem do futebol?, simples; nas vitórias do Porto!, na Pax portista!
Proença subiu na arbitragem graças aos títulos que as suas actuações proporcionaram àquele clube e continuará a fazê-lo, seja na Liga, seja na UEFA, onde integra o Comité de arbitragem. Recordemos que o Porto perdeu todos os campeonatos sempre que lhe escapou o controlo da Liga; Cunha Leal, Hermínio Loureiro e Mário Figueiredo-Luis Duque. Falhada a tentativa de afastamento de Vitor Pereira do Concelho de Arbitragem, reconstituída a Sport TV, fácil foi arregimentar aderentes à causa, clubes cronicamente insolventes, prontos a prestar vassalagem ao poder do momento.
O projecto de Mário Figueiredo é o único caminho para a viabilização do futebol nacional; maximização das receitas pela concentração na Liga da negociação dos direitos dos clubes, abertura a vários operadores, distribuição mais equilibrada, reforço da competitividade e incerteza nas provas, supressão do controlo "remoto" da Liga e dos clubes por qualquer entidade externa, afastamento dos clubes sem autonomia. Projecto fracassado pela cobardia da maioria dos clubes, que abandonaram quem elegeram, e dos patrocinadores, que retiraram os financiamentos, apavorados com o previsível confronto dos poderes que há décadas dominam o futebol nacional, graças à influência política, ao potencial financeiro e ao domínio dos bastidores do futebol.
Qual Phoenix, a Sport TV reformulou a sua estrutura e o seu poder, com o contributo do "perdão de dívida" do BCP e do BES - na verdade, conversão de dívida em capital -, com a adesão dos principais operadores do cabo, o contributo de capitais angolanos, o apoio de Amorim na direcção executiva e a supervisão de Proença de Carvalho, o homem que abre todas as portas. Noutra vertente, depois do desmantelamento do grupo Pidá, outra organização estava já no terreno - ao que consta com 200 homens só em Lisboa -, ambos com ligações informais ao Porto, constituindo, ainda que implicitamente, importante meio de dissuasão de elementos com influência desportiva capazes de prejudicar os interesses daquele clube. Com a Liga na mão, com o apoio dos idiotas úteis, outros passos se seguirão até ao regresso do domínio total. Voltará então ao discurso da inevitabilidade e naturalidade dos erros humanos e da estupidez dos críticos.
Tal como o país relativamente a Bruxelas, também os clubes desistiram de si próprios, preferindo a paz podre conferida pela subjugação aos tiranos, na expectativa de umas migalhas ou de menor exposição às inevitáveis agressões por dissidência.
Confesso porém, que, por vezes, chego a pensar que tudo isto não passa de uma enorme encenação. Razões não faltam. O futuro se encarregará de o demonstrar. A ser verdade, o futebol, inapelavelmente, caminha para o abismo. Ou talvez não!, afinal, o povo sempre gostou de circo.
PS. Luis Duque foi instrumentalizado com o fim de afastar Mário Figueiredo da Liga. Agora foi atirado borda fora sem apelo nem agravo. O Presidente do Benfica, mais uma vez, foi ultrapassado, graças à sua postura conciliadora; tem obrigação de saber que com Pinto da Costa, os acordos são sempre para perder. Deveria ter assumido frontalmente a posição de Mário Figueiredo e ter-se afastado do processo subsequente. Quanto ao sorteio ou nomeação dos árbitros, tendo em conta o campeonato transacto no qual o Porto foi o mais beneficiado, também preferia o sorteio. Mas não realizado pela Liga; teria de ser um processo público por entidade idónea e método insusceptivel de manipulação.
segunda-feira, 27 de julho de 2015
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