Desporto

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

PRÉMIO ZARATUSTRA FRADALHO

Reunido em sessão extraordinária, o Conselho de Administração do Zaratustra presidido pelo conhecidíssimo Presidente Honorário TERRA BURRO, em virtude da grandiosidade do momento, decidiu criar o PRÉMIO ZARATUSTRA FRADALHO, para assinalar o enésimo castigo exemplar do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol a uma individualidade do "subsersivo" Benfica, neste caso, ao seu exVice-Presidente Dr Rui Gomes da Silva, por ter tido a desfaçatez, a imoralidade, a petulância de manifestar públicamente as suas dúvidas quanto à atuação dessa sumidade galáctica da arbitragem  que dá pelo nome de Carlos Xistra e do seu digníssimo chefe Sr Vitor Pereira, o qual, como todos os "grandes chefes" nunca comete erros que prejudiquem o Benfica não reconhecendo qualquer relevância à perda de dois preciosos pontos deste clube, por erros grosseiros de arbitragem, no jogo em causa; Académica Benfica (2-2).
Com este excelso e corajoso gesto, o digníssimo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, fez cumprir o sagrado direito consuetudinário estabelecido há décadas pelo mostrengo da paróquia, sem o qual, esta, sucumbirá exaurida.

PRÉMIO ZARATUSTRA FRADALHO
Uma esperança nova alumia as nossas almas pois a partir de agora não restam dúvidas de que esta exemplar estrutura jamais deixará sem castigo nenhum incendiário de estádios, nenhum vendedor de fruta, rebuçadinhos, chocolatinhos nem mesmo de café com leite; nenhum gerente de caixa, nenhum conselheiro matrimonial, nenhum incompetente, corrupto ou não, que contribua para transformar o futebol na farsa que é desde há décadas.
Fundamentação da histórica atribuição do PRÉMIO ZARATUSTRA FRADALHO, sancionada pelo GRANDE TERRA BURRO:
Castigos aplicados por órgãos da FPF a Dirigentes, Técnicos e atletas do Benfica:
Luis Filipe Vieira; 45 dias de suspensão logo na abertura do Campeonato,
Jorge Jesus; 15 dias de suspensão no decurso do campeonato,
Rui Gomes da Silva; 10 meses de suspensão por declarações "imprópriamente impróprias" e 1 mês por não comparecer à convocatória da digníssima instituição caracterizada pela punição compulsiva e habitual do Benfica,
Luisão; 2 meses de suspensão aplicados pela FIFA após prestimosa assessoria dos órgãos da FPF,
Enzo Peres; 1 cartão vermelho, punido com 1 jogo de suspensão,
Máxi Pereira; 1 cartão vermelho punido com 1 jogo de suspensão (salvo erro),

Cartões amarelos; menor rácio faltas/cartão detido pelo Benfica.

Tudo somado e arredondado, foram "à viola" 4 pontinhos, negando ao Benfica o comando isolado do campeonato em curso.

Calma; ainda nem estamos a meio do campeonato!
IRMÃOS, DEMOS GRAÇAS, ENTOANDO ESTE BELÍSSIMO CÂNTICO DE

 PENITÊNCIA:
 COMO SE FAZ UM CANALHA
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA,
OREMOS IRMÃOS!



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Barcelona-Benfica (0-0)



Um resultado frustrante, apesar da boa exibição da equipa do Benfica, em pressão alta desde o início do jogo, disputando a bola em todo o terreno, sobretudo durante toda a primeira parte, impedindo o adversário de praticar o seu temível taka-taka, soltando-se facilmente em manobra ofensiva em toda a largura do terreno. Foram do Benfica as melhores oportunidades do jogo, algumas delas flagrantes, falhadas, quer por intervenção do guarda-redes adversário - fantástico a desviar os remates colocadíssimos de Nolito e de Ola John -, quer por défice de execução dos avançados.

De facto, a equipa do Barcelona, jogando sem vários titulares tal como o Benfica, não conseguiu impor o seu futebol, vendo-se os seus jogadores obrigados a correr atrás da bola, algo a que não estão habituados, aparecendo na segunda parte com uma dinâmica de jogo mais próxima do seu habitual, graças também, a alguma passividade da equipa do Benfica - quebra física? Poupança para o Campeonato? - e, sobretudo, após a entrada de Messi, que, por lesão de origem desconhecida, não acabou a partida.
Ao cair do pano, Cardozo dispôs ainda de oportunidade soberana, que daria a passagem aos oitavos, não fosse concluída com desastrado remate do sempre esforçado Máxi, após longa e frustrante indecisão do seu colega.
O Benfica revelou dificuldade em manter o sentido posicional em fase ofensiva, má qualidade no último passe, falta de agressividade e…falta de instinto matador, características que têm que ser definitivamente erradicadas, para credibilizar as elevadas aspirações do clube e seus adeptos.
No Barcelona, destaco o guarda-redes, decisivo a salvar o golo inextremis por duas vezes, e Puyol, que, com a classe que o caracteriza, intercetou três ou quatro “passes de morte” da ofensiva vermelha.
Classe foi o que não faltou a Artur, Garay e Ola John. Na retina ficaram o corte de cabeça inextremis de Garay ainda na primeira parte, os dribles estonteantes e cruzamentos de Ola John e a superior defesa a dois tempos de Artur, negando com autoridade, o golo a Messi.
Não gostei do arbitro, sobretudo na última meia-hora de jogo; três faltas à entrada da área do Benfica sempre no mesmo local…ná! Não acredito nestas coincidências! Três ou quatro jogadas de perigo do Benfica anuladas com recurso a faltas (salvo erro) não assinaladas! Não gostei!
NTal como não gostei que o Treinador do Benfica tivesse declarado antes do jogo ser o campeonato a prioridade do Benfica e não a Liga dos Campeões; não sei se era essa a intenção, mas, receio que tal tenha arrefecido o ânimo dos jogadores. Por um infinitésimo se marca ou se falha um golo...e uma eliminatória...e milhões...e prestígio! Há que respeitar a “Lei Eusébio”; “eles eram grandes estrelas…mas EU QUERIA GANHAR”! 
Confesso que, embora triste pelo resultado, estou satisfeito pela qualidade do jogo e maturidade revelados pela minha equipa a que só faltou maior determinação, sem a qual é mais difícil ganhar títulos. Convém não esquecer.
AB

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Barcelona-Benfica, Antevisão


Benfica e Barcelona pertencem ao restrito grupo de clubes que deram ao futebol a dimensão da poesia, de espetáculo universal e intemporal, graças à cultura da arte que desde a sua génese adotaram. Hoje, mais que nunca, têm a obrigação de honrar a sua história fazendo do próximo encontro uma elegia ao futebol e uma homenagem ao público que, próximo ou distante, lhes proporciona a existência.
 
Cruyff e Eusébio são duas das figuras maiores do futebol mundial que espalharam magia pelos estádios, construindo memórias indeléveis a milhões de adeptos que, hoje como ontem, as procuram ver ou reviver, erguendo pontes entre as múltiplas ilhas de angústia que proliferam à nossa volta diariamente. Mais que o resultado, é esta a responsabilidade maior de todos os atletas envolvidos.

Comummente reconhecida como a melhor equipa da atualidade, contando nas suas fileiras com atletas de elite, entre os quais a superestrela Lionel Messi que a todos encanta, a equipa do Barcelona, já apurada para os oitavos de final, tendo confessado publicamente simpatia pela causa do Céltic, jogando em casa, reúne indiscutível favoritismo. O seu famoso taka-taka, só possível pelo extraordinário entrosamento proporcionado por atletas de eleição após longos anos de jogo em conjunto, tem-se revelado altamente eficaz, apesar de fastidioso, graças, sobretudo, à superlativa capacidade mental, atlética e técnica de Messi capaz de gerar desequilíbrios fatais a qualquer defesa. Jogando sem pressão, poderão os seus Técnicos optar por fazer alguma rotação no plantel e adotar um ritmo mais moderado mas mais racional e letal, explorando os previsíveis erros defensivos do Benfica.

Necessitando da vitória para garantir a passagem aos oitavos pela irrazoabilidade da espetativa de uma derrota do Céltic, em casa, frente ao desesperançado Spartak, os atletas do Benfica têm que fazer jus aos pergaminhos do clube, honrando os seus antecessores e os  adeptos, arregaçando as mangas, mantendo a concentração tática, jogando em bloco, roubando a bola ao adversário, obrigando-o, também, a correr atrás dela, soltando a sua criatividade, olhando cada adversário nos olhos, disponíveis para uma luta sem tréguas a cada milímetro do terreno, do primeiro ao último instante do jogo, solidários, sem esquecer o instinto “matador” que qualquer dos seus atletas pode protagonizar, nomeadamente os avançados, em especial o Cardozo com o seu famoso pé esquerdo, mas também Sálvio, Rodrigo, Ola John, Gaitan, Enzo ou Máxi. Vencer é a escola do Benfica, seja quem for o adversário e onde for o embate, sendo esta convicção de cada atleta, a primeira condição para que tal se concretize.

Não confio na UEFA nem na FIFA, pois considero que navegam ao sabor das conveniências político-económicas sem revelarem preocupação efetiva em defender a lealdade e a verdade competitiva. Na época anterior, o Benfica foi gravemente prejudicado por decisivos e grosseiros erros de arbitragem nos dois jogos realizados com o Chelsea, nos quais demonstrou à saciedade ser a melhor equipa. Igualmente, nos últimos encontros para a mesma competição com o Barcelona o Benfica foi prejudicadíssimo por arbitragens incompetentes ou comprometidas que, inclusivamente, perdoaram duas grandes-penalidades claríssimas àquele clube, uma em cada jogo.

O favoritismo deve ser demonstrado no relvado e a UEFA não deve interferir na verdade desportiva nomeando equipas de arbitragem a quem parece atribuir  o cumprimento de outros desígnios que não da garantia do cumprimento das leis do jogo. Quem sabe ver o futebol, sabe interpretar os jogos de bastidores! É conveniente que o Sr. Platini não se esqueça disto, visto que talvez já se tenha esquecido do “cheiro da relva”.



AB

 

domingo, 2 de dezembro de 2012

SOLTAS



1.       “MISSÃO BENFICA”; é o título do livro que será apresentado em 4.12.12, escrito por Luis Miguel Pereira (jornalista) e editado pela Prime Books, que descreve os bastidores do exercício de Luis Filipe Vieira da Presidência do Benfica. Um livro benvindo, que mostrará as encruzilhadas e a determinação de quem abraçou o longo e difícil projeto da recuperação deste tão amado clube, demonstrando a injustiça de muitas críticas que lhe têm sido feitas por alguns adeptos.

“Em segundos, uma galopante dor assaltou-lhe a cabeça. Insuportável. Vieira levantou-se em silêncio, deixou a tribuna do Lerkendal Stadion e procurou a primeira casa de banho.”

“Ainda dentro da ambulância, trocou a indumentária, vestiu-se à civil e entrou no balneário sem levantar qualquer suspeita aos jogadores. Os atletas não sabiam que o presidente estava internado e muito menos que deixara o hospital para lhes falar. Finda a palestra, voltou a entrar para a ambulância, em direção à CUF para cumprir a fase final do internamento.”

“O silvo estridente do Apito Dourado ainda soava na cabeça de todos quando a residência de Luís Filipe Vieira, na margem sul do Tejo, sofreu um estranho e dramático assalto, em Janeiro de 2006. “Eu estava com a minha filha, sozinhas, quando eles chegaram. Ficámos trancadas num quarto enquanto eles vasculhavam a casa toda. Foi horrível, porque não sabíamos se nos iriam fazer mal. Só levaram telemóveis e documentos do escritório, espatifaram tudo no meio do chão, urinaram na casa toda…Ficou um cheiro horrível durante semanas. Não vieram para roubar, porque havia muito para roubar, foi só para intimidar. A melhor prova foi a frase que escreveram na parede; ‘Estivemos no teu ninho, se quiséssemos tínhamos feito mal à tua mulher e à tua filha’. Lembra Vanda Vieira. E o processo de intimidação prolongou-se por vários dias e várias noites.”

“Quem não estiver preparado, desgraça o clube em dois tempos.”(in, Correio Sport 01.12.12).

2.       CONTAS DO BENFICA: “ De acordo com fontes contactadas, os técnicos do Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia elogiaram a “qualidade e transparência” da informação prestada pelas águias. Além disso prescindiram de pedir ao Benfica a garantia bancária exigida às empresas cujas dívidas carecem de sustentabilidade.”(CM,  23.11.2012, desporto).

Esta declaração dos técnicos da “troika”, esclarece todas as dúvidas acerca da transparência das contas do Benfica e da sustentabilidade da sua dívida confirmando que, a razão pela qual Domingos Soares Oliveira entrou e se mantém no clube é a sua elevada competência profissional, único critério a ter em conta numa organização que aspira ao progresso.

3.       LIGA IBÉRICA: “A liga espanhola está centrada no Barcelona e no Real Madrid, por isso seria inteligente encontrar uma fórmula para a criação de uma Liga dos Estados Ibéricos”. Disse o antigo presidente do Barça, Joan Laporta, admitindo a hipótese, à Antena 1, de criar um campeonato onde jogassem os merengues, catalães, Benfica, FC Porto, e Sporting.” (CM, 24.11.2012, desporto).

Algo terá que ser feito no âmbito dos quadros competitivos no futebol europeu. O atual quadro conduzirá ao definhamento dos clubes dos pequenos países por falta de mercado que proporcione a receita necessária para fazer frente aos clubes dos restantes países europeus. Como é possível competir com clubes com orçamentos da ordem dos 500 ME quando em Portugal, os orçamentos máximos são da ordem dos 100 ME? Como é possível formar atletas portugueses de topo e mantê-los nas nossas equipas neste quadro? Quer a UE, quer a UEFA e a FIFA têm que rever todo o processo! Julgo que deverão ser constituídas uma ou duas ligas europeias de 12/16 clubes cada, onde todos jogam com todos e as receitas seriam distribuídas de modo mais equitativo, aumentando a competitividade geral, potenciando as receitas e contribuindo para a promoção da coesão europeia.

Salvaguardadas as questões políticas, uma Liga Ibérica poderá ser uma boa solução, ,  em especial, para os “grandes” de Portugal, que veriam aumentadas as suas receitas enquanto, por outro lado, haveria, aparentemente, menos possibilidade da manipulação de resultados que existe no campeonato português, segundo minha convicção, que o descredibiliza por completo.

4.       PREVISIBILIDADE: O futebol português continua a perder a pouca credibilidade pós-apito dourado, pela sua crónica previsibilidade, razão maior da falta de público nos estádios. “Sabia” que o Porto ganharia ao Braga no jogo para o campeonato e que perderia o jogo com o mesmo clube para a Taça de Portugal! Garantida a passagem aos oitavos de final da Liga dos Campeões, a “exemplar estrutura”, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, “deixa cair” a Taça para um dos clubes “amigos”, concentrando o seu esforço competitivo na Liga dos Campeões e no Campeonato, enquanto cumpre a “obrigação” de retribuir ao dependente aliado um titulozinho, pelas supostas e preciosas facilidades que o têm ajudado a ganhar os campeonatos da vergonha. Este ano, a Taça é para o Braga, como antes foi para a Académica e para o Setúbal…a não ser que o Benfica se intrometa superando qualquer dos “sete magníficos.”

AB

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

“Jesus de Nazaré, parte II” de Joseph Ratzinger (Bento XVI); algumas propostas de reflexão:


3. A morte de Jesus como reconciliação (expiação) e salvação (pág. 187 a 196)

   1)      “…Surpreendentemente, uma coisa pareceu clara desde o início: com a Cruz de Cristo, os antigos sacrifícios do templo ficaram definitivamente superados. Algo novo acontecera….Na Cruz de Jesus, verificou-se aquilo que nos sacrifícios dos animais tinha sido tentado em vão: o mundo obteve a expiação. O ´Cordeiro de Deus ‘ tomou sobre Si o pecado do mundo e o retirou. A relação de Deus com o mundo - relação transtornada por causa da culpa dos homens - foi renovada. Realizou-se a Reconciliação. Assim, Paulo, pôde sintetizar o acontecimento de Jesus Cristo, a sua nova mensagem, com estas palavras: ‘Pois foi Deus quem reconciliou o Mundo consigo, em Cristo, não imputando aos homens os seus pecados, e pondo em nós a palavra da reconciliação.”

a)      O pecado do Mundo consistiria - consiste - na desobediência dos homens aos preceitos divinos - Tora -, cuja expiação e consequente reconciliação dos homens com Deus, só é possível pela crucificação de Jesus, que investiu os Apóstolos - igreja nascente - com o dom da reconciliação pela palavra.

b)      O “povo escolhido” tinha consciência dos seus pecados e procurava expiá-los repetidamente, pelo método sacrificial de substituição, usando animais, método aceite pela hierarquia religiosa.

c)       O pecado do mundo engloba todos os homens e não apenas os vinculados à Tora, e a Reconciliação dirige-se igualmente a todos, não se percebendo como poderão ter acesso à Reconciliação os homens não vinculados à obediência Divina, sobretudo os que dela não tiveram - têm - conhecimento.

d)      Os não Reconciliados suportarão o sofrimento eterno da sua própria culpa, não se percebendo como tal sucederá relativamente aos que a desconhecem.

2)      “Visto que no Homem Jesus está presente o bem infinito, agora, na história do Mundo, está presente e ativa a força antagonista de qualquer forma de mal; o bem é sempre infinitamente maior do que toda a mole do mal, por mais terrível que esta se apresente.”

a)      O Homem Jesus não veio acabar com o mal da humanidade mas constituir-se como força antagonista acessível ao Homem que lhe permitirá suportá-lo.

b)      Parece óbvio que, sem o mal, não é possível compreender a essência Divina, tal como não é possível compreender a antimatéria sem a matéria.

3)      “Também no mundo grego se sentia cada vez mais insistentemente a insuficiência dos sacrifícios animais, dos quais Deus não tem necessidade…Assim, aparece aqui formulada a ideia do “sacrifício sob a forma de palavra”: a oração, a abertura do espírito humano a Deus é o verdadeiro culto. Quanto mais o homem se torna palavra - ou melhor, se torna resposta a Deus com toda a sua vida -, tanto mais realiza o culto justo.”

a)      Fica expressa a revolução no culto religioso, substituindo-se o ato sacrificial pela oração, invocando a abertura do espírito a Deus.

4)      “A nossa obediência volta sempre a falhar. Volta sempre a impor-se a nossa vontade pessoal. E o profundo sentido da insuficiência de toda a obediência humana à palavra de Deus volta sempre a fazer irromper o desejo de expiação, que todavia, em virtude de nós mesmos e da nossa “prestação de obediência”, não se pode realizar.”

a)      A necessidade de oração do Homem é permanente dada a fragilidade da sua vontade pessoal.

5)      “…a nossa moralidade pessoal não basta para venerar de modo justo a Deus; eis o que esclareceu S. Paulo, com grande vigor, na controvérsia sobre a justificação. Mas o Filho feito carne carrega em Si todos nós e, assim, dá aquilo que nós, sozinhos, não podemos dar. Por isso, faz parte da vida cristã tanto o sacramento do Batismo enquanto nossa entrada na obediência a Cristo, como a Eucaristia na qual a obediência do Senhor na Cruz nos abraça a todos, nos purifica e atrai na adoração perfeita realizada por Jesus Cristo.”

a)      Não basta ao Homem viver conforme a moralidade cristã; a Reconciliação só será possível, mediante vínculo pelo Batismo e purificação pela Eucaristia.

6)      “A grandeza do amor de Cristo revela-se precisamente no facto de Ele, não obstante toda a nossa miserável insuficiência, nos acolher em Si, no seu sacrifício vivo e santo, de tal modo que nos tornamos verdadeiramente o “seu Corpo”.

a)      O Homem pode tornar-se Deus amando-O em Jesus Cristo.

7)      “…o objetivo constante é atrair para dentro do amor de Cristo cada indivíduo e o mundo inteiro, de modo a que todos se tornem , juntamente com ele, “uma oferenda agradável a Deus, santificada pelo Espírito Santo””.

a)      Deus quer no “Seu Reino” cada homem e todos os homens.

b)      Tal desígnio impossibilita, o Diálogo Ecuménico, perpetuando os milenares conflitos inter-religiosos.

8)      “…mas também uma imagem da existência cristã em geral: nas tribulações da vida, somos lentamente purificados no fogo, podemos, por assim dizer, tornar-nos pão, na medida em que, na nossa vida e no nosso sofrimento, se comunica o mistério de Cristo e o seu amor faz de nós um dom para Deus e para os Homens.”

a)      Os sofrimentos da vida constituem a própria expiação do Homem pela comunicação do mistério de Cristo.

b)      Continua presente a exigência sacrificial, para acesso do Homem à Reconciliação; além da oração, os sofrimentos da vida completam o processo.

c)       O sacrifício do “Cordeiro de Deus” permite a Reconciliação do Homem mas não o poupa aos sofrimentos da vida.

9)      “O mistério da expiação não deve ser sacrificado a um racionalismo presunçoso. …o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos.” 

a)      Tentar compreender o mistério da expiação não é apropriado, o que deixa a Igreja em muito maus lençois; quer pela confissão da sua incapacidade quer pela negação do dom do raciocínio humano.

b)      Muitos não terão acesso à Redenção, ficando em dúvida a infinita compaixão Divina.   

AB                                                                                  

terça-feira, 27 de novembro de 2012

PRÉMIO ZARATUSTRA

Esta futuramente inolvidável instituição; zaratustranaoeradobenfica.blogspot.com, após  reunião dos seus ilustríssimos membros do Conselho de Administração do qual só o autor deste texto faz parte, decidiu por unanimidade instituir o PRÉMIO ZARATUSTRA, nas versões Bobi, Tareco, Polidor de 2ª, Polidor de 1ª e Supercacete, para atribuir, sempre que entenda justificar-se, à personalidade que demonstre especial aptidão para describilizar o futebol ou o desporto em geral, seja dentro, seja fora do recinto da competição.

PRÉMIO ZARATUSTRA BOBI 

 
 
má qui cosa bella! au, au!
 
 
E O PRÉMIO DESTA SEMANA VAI PARA:
 

 

 
CAAARRRLOOOOS XXXXIIIIISTRAAAA

CANTEMOS COM JÚBILO PELA GLORIOSA GLÓRIA DESTE NOSSO IRMÃO, ABENÇADO PELA GRAÇA DIVINA DE SUA SANTIDADE PAPAL REVERENDÍSSIMO PICOTA

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=53dqcGNltpA


AMEN
 
 
Ainda não podemos confirmar mas, ao nosso investigador FERROBICO, chegaram rumores de que a FPF vai encomendar à Universidade da Treta (UT) um estudo de viabilidade para a fabricação do "OLHO BIÓNICO", o qual, implantado na testa do Sr  Xistra, entre os dois olhos naturais e apoiado por um superservidor equipado com um supersoftware com as 18 leis do jogo, lhe permitirá  identificar no momento, as faltas para grande penalidade, nomeadamente, como a que se verificou no último jogo Braga-Porto (0-2) e que terá ajudado ao resultado apurado. Um avanço tecnológico que todos os adeptos do futebol agradecem.
 
PS: Á margem da discussão da atribuição deste prestigiado prémio (não é, mas vai ser!), constatou a distinta Administração, a notável evolução verificada no sistema elétrico do Estádio Axa o qual, finalmente, não revelou deficiências na alimentação elétrica aos projetores do campo, a qual costuma falhar quando certos adversários ameaçam violar as redes da equipa da casa. No entanto, constou ao nosso agente secreto FERROBICO, que tal pode dever-se, afinal a um sofisticado sistema de controle luminoso que regula automáticamente a intensidade da luz em função da cor da camisola do adversário e da velocidade e direção do esférico. Porra! Nem em Cabo Canaveral!
 
 
Então parabéns a todos, muitos parabéns por mais esta gloriosa jornada, com os agradecimentos especiais do nosso agente secreto FERROBICO.
 
 


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

OBRIGADO GUILHERME, PELA HONRA QUE ME DESTE AO REPRESENTAR O MEU CLUBE

Espírito Santo, antiga glória do Benfica, morre aos 93 anos

Lisboa, 25 nov (Lusa) -- O antigo futebolista internacional português e do Benfica Guilherme Espírito Santo morreu hoje aos 93 anos, anunciou o clube "encarnado" no seu sítio oficial na internet.

Espírito Santo, que foi quatro vezes campeão nacional pelo Benfica, nas épocas de 1936/37, 1937/38, 1944/45 e 1949/50, destacou-se pelo seu ecletismo enquanto atleta, chegando a ser praticante de atletismo.
 
Como futebolista do Benfica, com a alcunha de "pérola negra", fez 207 jogos e marcou 147 golos, entre quatro competições: campeonato nacional, campeonato de Lisboa, campeonato de Portugal e Taça de Portugal.
 
Na seleção portuguesa, teve oito internacionalizações, estreando-se em 28 de novembro de 1937, em Vigo, num jogo em que Portugal bateu a Espanha por 2-1.
 
No atletismo, chegou a ser recordista nacional de salto em altura, comprimento e triplo salto, conquistando também aqui vários títulos de campeão nacional nas três especialidades, e muito mais tarde praticou ténis.
 
A chegada à pista de atletismo por parte do antigo jogador aconteceu quase por acaso, quando Espírito Santo, durante um treino da equipa de futebol, saltou um obstáculo para ir buscar a bola e um grupo que praticava atletismo ficou impressionado.
 
Na ocasião saltara 1,70 metros, uma marca que ninguém conseguia naquele tempo.
 
O seu ecletismo e comportamento valeram-lhe em 1999 a distinção "Fair-Play" por parte do Comité Olímpico de Portugal, enquanto no Benfica recebeu o mais alto galardão da história do clube, a "águia de ouro".

domingo, 25 de novembro de 2012

Benfica-Olhanense (2-0)


Uma vitória que não me pareceu fácil, contrariamente à opinião que João Querido Manha (JQM) expressou na sua crónica do Correio da Manhã (CM). Uma boa parte dos atletas do Benfica pareceram-me algo desgastados fisicamente, consequência da recente e exigente disputa com o Celtic; julgo que terá sido Sálvio o caso mais flagrante, apesar de não ter jogado mal. Por outro lado, o Treinador, pela mesma razão, procedeu à rodagem de alguns atletas; casos do Lima/Rodrigo, Enzo/Martins e Máxi/André. Luisão confirmou a boa forma apesar da paragem, coroada com um belíssimo e decisivo golo. 

Julgo que a equipa da Olhanense, cumpriu a estratégia anunciada na véspera pelo Sérgio Conceição, tendo "deixado o autocarro na garagem". De facto, defendeu quando teve que defender, com tudo o que tinha, graças, sobretudo, à impetuosidade ofensiva do Benfica, principalmente na meia-hora inicial, tendo revelado grande disponibilidade de luta no seu meio-campo pela posse da bola, partindo rapidamente para a ofensiva sempre que possível, com lances em profundidade, procurando tirar partido da velocidade e força dos seus avançados. Que me recorde, criou três situações que poderiam ter dado golo, numa das quais negado por uma excelente intervenção do Artur. 

O primeiro golo atenuou o ritmo que estava a ser imposto pelo Benfica e o início da 2ª parte trouxe um Olhanense mais atrevido, pressionando o adversário durante uns bons 10/15 minutos, que chegaram a preocupar, até ao golo tranquilizador de Luisão, na sequência de um pontapé de canto primorosamente marcado pelo Enzo, que, mais uma vez, veio mostrar a chave para a eficácia da conclusão ofensiva; precisão e coordenação.

Efetivamente, a equipa do Benfica tem revelado grande dinâmica ofensiva, com a frente de ataque bem alargada, grande capacidade de penetração pelas alas e grande quantidade de cruzamentos e remates à baliza. Porém, o índice de eficácia é reduzido devido à qualidade do último passe e à deficiente sincronização dos atacantes. Esta dinâmica deverá melhorar com a consolidação do entrosamento geral, algum trabalho específico e, sobretudo, se os resultados desportivos ajudarem. 

Bem esteve o Cardozo na marcação da grande penalidade, marcando-a com a sua melhor opção; remate forte e colocado junto ao poste. 

Mal esteve o árbitro e o atleta da Olhanense que, armado em chico-esperto, ferrou uma valente cotovelada no nariz do Melgarejo, assim a modos que, como quem não quer a coisa!

Mal esteve Sérgio Conceição ao pôr em causa a justeza da grande-penalidade sem qualquer razão pertinente, arriscando-se a perder o respeito de que ainda disfruta por parte de alguns adeptos do bom futebol, visto que, parece replicar a tradicional lambedela de botas ao pinto. 

Mais uma vez senti que os resultados do projeto global que tem sido implementado no Benfica chegaram ao terreno de jogo, graças à aposta na atual estrutura técnica que verticalizou todo o projeto desportivo e diversificou as opções disponíveis de modo a possibilitar a resposta atempada às adversidades que sucessivamente se têm abatido sobre o Benfica como que programadas pelos cúmplices da hidra azul. 

Agora; recuperar, refletir e preparar para o próximo embate, com humildade mas com o destemor que é apanágio deste clube, que respeita todos mas não teme ninguém, seja onde for, seja quem for. 

Já me esquecia; e treinar a meia-distancia que anda muito fraca!
 
AB

 

DIREITO PORTUGUÊS


Por:Fernanda Palma; Professora Catedrática de Direito Penal
Em Macau, onde me desloquei para fazer uma conferência sobre direitos fundamentais e reforma penal, é fácil apercebermo-nos da força do Direito português. No seio de uma civilização milenar e de um país em crescimento económico acelerado, cuja população representa um quinto da Humanidade, sente-se uma influência efetiva do nosso Direito Penal.
 
A pena de morte, encarada como um instrumento indispensável da política criminal pelas autoridades chinesas, é absolutamente proibida na Região Autónoma de Macau. A República Popular da China leva essa proibição muito a sério, não procurando iludi-la com um sistema de transferências expeditas dos arguidos para outras partes do seu território.
Invocando o exemplo de Macau, um professor de Direito da Universidade de Shantou, no Sul da China, defendeu, num artigo de jornal, a abolição da pena de morte: "É impossível dissociar o nosso país da maré global", escreveu Liu Guofu, acrescentando que, "nos círculos académicos, especialmente no campo jurídico, o apoio à abolição da pena de morte se tornou a tendência dominante".
Portugal foi o primeiro país a abolir a pena de morte, na Reforma Penal de 1867. A última execução em território nacional ocorrera 21 anos antes, em Lagos. Ribeiro dos Santos é considerado o primeiro abolicionista português, ao ter defendido que a pena de morte era desnecessária e inconveniente, num artigo publicado no Jornal de Coimbra em 1815.

Num texto entusiástico de 1876, Victor Hugo saudou assim a nossa decisão: "Está pois a pena de morte abolida nesse nobre Portugal, pequeno povo que tem uma grande história. Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! Guerra à guerra! Viva a vida! Ódio ao ódio".

Hoje, a Constituição portuguesa consagra a inviolabilidade da vida humana, proíbe a pena de morte e impede a extradição por crimes a que corresponda a pena de morte. Este regime não obsta, porém, à realização da Justiça, uma vez que o Estado português se obriga a julgar e a punir os factos sempre que forem considerados crimes à luz da nossa lei.

Aquela passagem do Talmude, evocada em ‘A Lista de Schindler’ (e aplicável, com inteira propriedade, a Aristides Sousa Mendes), segundo a qual "quem salva uma vida, salva o mundo inteiro", também vale para o Direito. Com todos os seus defeitos e limitações, o Direito português salvou toda a Humanidade em cada execução que "convolou" numa pena diferente.

Coluna segundo as regras do Acordo Ortográfico

JUSTIÇA PARADOXAL


 O caso Vale e Azevedo é um libelo acusatório a uma justiça caduca, podre, decrépita, ao serviço dos poderes paralelos que subjugam e asfixiam a sociedade portuguesa, na prossecução dos seus mais inconfessáveis interesses. Um libelo acusatório a um regime político e seus agentes, dominado por caciques, chicos-espertos, vendedores de fruta, gerentes de caixa e seus serventuários, cúmplices por omissão dos seus deveres de defesa da coisa pública, da igualdade e da garantia de acesso de cada cidadão à dignidade.

Vale e Azevedo, foi julgado, condenado, perseguido e preso, não pelos alegados crimes que lhe são atribuídos, mas por ter sido Presidente do Benfica e por ter enfrentado, denunciado e combatido, sózinho, a peito descoberto, com destemor e veemência, os poderes de facto do futebol e da sociedade portuguesa, que se têm servido da democracia, para subjugar a restante população aos seus interesses.

Aos algozes que o perseguem movidos pela vingança com origem no secular ressentimento que sentem pela grandiosidade do Benfica e não para fazer cumprir a Justiça, que qualquer Estado de Direito garante a todo o cidadão, digo para se lembrarem que estão a ofender esse mesmo Direito e a suscitar, a alimentar, o sentimento de revolta de muitos cidadãos pela discriminação social a que assistem uns e de que são vítimas outros, nomeadamente os Benfiquistas. Até o império romano caiu às mãos dos “bárbaros”, que, não constando que fossem Benfiquistas, incluía os “odiados” mouros.

Aos atuais e antigos Dirigentes do meu clube, digo que acabem com as alusões persecutórias a Vale e Azevedo, limitando-se a deixar à Justiça o que lhe é devido, lembrando-os de que tais alusões fomentam a divisão visceral dos adeptos, os quais, afinal, pretendemos unir para vencermos o mostrengo. Resolvam o que há a resolver no âmbito do clube; dentro de portas, podemos até andar ao tareão, fora delas, somos uma família! É assim que se unem os Benfiquistas; é preciso fazer um desenho? NÃO GOSTO QUE PERSIGAM E HUMILHEM UM PRESIDENTE DO MEU CLUBE E SEI QUE NÃO SOU SÓ EU! À VIVA!

Aos que se servem do Benfica para perseguir Vale e Azevedo, digo para o não fazerem; façam o seu trabalho nos lugares próprios, que são os Tribunais recorrendo às entidades correlacionadas, sem esquecer que há muita gente, incluindo eu, que não acredita que Vale e Azevedo tenha burlado o nosso clube, embora admita que possa ter cometido ilícitos, sabendo que, muitos deles, foram induzidos pela asfixia financeira movida pelos cúmplices que, no setor da banca, apoiam o projeto do mostrengo.

Podem dizer o que quiserem de Vale e Azevedo mas, para mim, para a generalidade dos Benfiquistas, foi um exemplo de coragem inaudita, que identificou e combateu, destemidamente, a hidra que domina e asfixia o futebol português, alimentando-se dos clubes que, um a um, vão caindo na insolvência ou nas mãos do mostrengo, perante a cobardia generalizada, num país onde, dizem, habita a Liberdade!

Foi Vale e Azevedo que pôs em pânico os promotores da nova ordem e por isso está preso!

Eis aqui a opinião de um homem livre!

AB