Desporto

domingo, 27 de janeiro de 2013

Mário Figueiredo


Apesar das reservas que o atual Presidente da LPFP me suscita devido a anteriores ligações a dirigentes e consultores "nortecoreanos", admito que tem prosseguido com coragem o quase solitário caminho de desmantelamento da nefasta influência do universo olividesportos no futebol luso. 
 
Com a conivência de múltiplas entidades apostadas na construção do Portugal Novo - o Portugal dos trafulhas -, assegurando o monopólio dos direitos das transmissões desportivas, aquela entidade tem vindo a encher os seus cofres com recursos que deveriam ser canalizados para os clubes.
 
Ao contrário, impondo os calendários dos jogos, esvazia os estádios, ganhando espetadores do seu canal desportivo, que lhe permitem maximizar as receitas publicitárias, enquanto lança os clubes na indigência, tornando-os presa fácil do kim jong ill cá do burgo.
 
Com toda uma vasta panóplia de recursos, desde cedência ou aquisição de atletas, fornecimento de técnicos e dirigentes, controle institucional e dos juízes de campo, o dinossauro-mor do pédibol, aspirante a herói da sua rua, rápidamente sateliteliza os clubes do seu agrado, fomentando o antibenfiquismo primário  perante a cobardia generalizada.
 
Diz Mário Figueiredo (em o CM 26.01.2013): "É impossível gerir o espetáculo do futebol sem controlar diretamente as transmissões televisivas e as respetivas receitas."
 
Mais à frente: "...Até agora as regras têm sido ditadas pelo operador em ter grandes assistências de TV em detrimento das assistências nos estádios."
 
Ainda: "Há uma figura central nos últimos 15, 20 anos: Joaquim Oliveira, que tem controlado os fluxos financeiros no futebol, acumulando centenas de milhões de euros, que deveriam pertencer aos clubes, numa situação de abuso de posição dominante em prejuízo dos clubes e dos consumidores. Nos últimos tempos, a sua posição tem sido coadjuvada por um seu antigo funcionário, atual presidente da FPF, e por um senhor ministro da tutela, que, numa espécie de concubinato, têm servido para a perpetuação de um sistema ilegal e injusto."
 
Declarações assombrosas que justificam o benefício da dúvida relativamente ao autor das mesmas. Simultâneamente, revelam uma importante alteração no xadrês político do futebol. Com efeito, há um alargado grupo de clubes que reclama independência, afrontando quem os tem esmagado financeira e desportivamente. O futebol português necessita dela, sob pena de definhar até à irrelevância. Pode ler-se no mesmo trabalho; "perderam-se 300 mil espetadores nos estádios!"
 
O Benfica, principal vítima do domínio branco mercê do estado de periclitância financeira em que também caíu num passado já distante, solitário resistente e combatente  dos usurpadores, tem novos argumentos ao seu alcance, que importa não menosprezar.
 
Urge pois, aprofundar o conhecimento do projeto de Mário Figueiredo e seus apoiantes, sopesá-lo em toda a extensão, identificar áreas de convergência que permitam aumentar a probabilidade de sucesso da luta pela restauração da dignidade  ao futebol e aos clubes, para que possa voltar a valer a pena ver um espetáculo de futebol sem o estigma da revolta e do ódio.
 
A recente tragédia no egipto deveria constituir motivo de reflexão para todos os incentivadores da intolerância desportiva bem como para os que têm obrigação institucional de punir os crimes de incentivo ao ódio e à violência.
 
Quanto à tutela, já percebemos que o atual ministro parece estar alinhado com os atuais mandantes da bola, desde logo pela determinação que se lhe percebe em retirar ao Estádio Nacional a realização da final da Taça de Portugal, com as velhas alegações de falta de condições de higiene e segurança! Nem kim jong ill, teria feito melhor. Bom seria que Alexandre Mestre e Passos Coelho percebessem que não somos parvos.
 
AB 
 

Braga-Benfica (1-2)


Foi um Benfica personalizado, confiante,talentoso e solidário que entrou no Municipal de Braga. O supercriativo Gaitan no miolo, alas potentíssimas e ponta de lança de barba rija foram escaqueirando a defensiva Bracarense. Matic, apoiado pelo príncipe da bola de seu nome Enzo Pérez, tratavam da recuperação e do início da construção. Luizão imperial, mandava na defesa apoiado por um cada vez melhor Jardel. Melgarejo está um senhor defesa-esquerdo e Maxí apresentou-se em melhor forma. Artur disse presente quando foi preciso e não teve responsabilidade no golo.

Foi assim durante toda a primeira parte que rendeu dois belos golos dos virtuosos Gaitan, John, Sálvio e Lima, onde à visão e qualidade técnica de Gaitan responderam Sálvio e Lima com garra, força e talento; com o tempero de que deveriam ser feitas todas as vitórias.
 
Já na segunda parte o Benfica mudou a estratégia  para registo controle que custou um golo e muita aflição. Uma velha dificuldade que tarda em ser superada, aconselhando moderação no uso deste modelo. Estou convicto que deveria ter sido mantida a dinâmica inicial procurando o terceiro; depois então passar-se-ia ao modelo contenção.

Tenho uma simpatia especial pelo Enzo. Muito evoluído técnicamente, é um lutador solidário não regateando esforços na apoio defensivo; fala pouco, não gesticula, não discute...simplesmente...joga e faz jogar! Bravo!

Lima parece decidido a apostar no fabrico de chapéus de belo recorte. Desta vez porém o lance aconselhava progressão e bomba ou finta sobre o guarda-redes. Teria sido fenomenal! Cansado para um sprint de 40 metros? Uma fézada?

Gostei de ver o Urreta entrar a tempo de ainda fazer umas boas arrancadas. Tenho uma grande fézada nele; temos jogador. Igualmente, gostei que o Kardek tenha pisado o terreno de jogo; é um incentivo ao trabalho. As qualidades estão lá; necessitam de ser buriladas, em especial a leitura de jogo.

O Braga mostrou a qualidade que lhe vem sendo habitual; bom modelo de jogo, boa dinâmica servida por atletas de boa craveira técnica. Emergiu na segunda parte sobrepovoando o meio campo,com pressão alta e muita iniciativa nas alas. Muito bem a visão e passe do Eder passando o esférico a centímetros da cabeça do Jardel entregando-o de bandeja ao avançado Pedro que, com excelente receção e controle, fez o golo, fazendo subir os niveis de ansiedade entre nós, Benfiquistas. A expulsão do central, retirou-lhes argumentos táticos mas não os impediu de criar perigo até final.

Não sei porque caíu Lima no lance da expulsão. Parece ter sido desiquilibrado pelo defesa, mas não vi contacto algum; será que houve? O Árbitro falhou alguns cartões a atletas do Braga incentivando-os ao jogo faltoso, funcionando algumas vezes como central e armador desta equipa. Nada, porém, comparável às já tradicionais cenas das equipas de arbitragem nestes jogos. Terá sido ocasional ou será uma tendência? A ver vamos!

Ocorreu-me que o castigo de dois meses com que Luisão foi agraciado pela FIFA está a influenciar o campeonato podendo mesmo ser decisivo. É necessário que a FIFA conheça as consequências do seu gesto. Os jogos e as competições devem resolver-se dentro das quatro linhas e não nos corredores do poder.

Gostei da sobriedade das declarações de Jorge Jesus e da referência que fez à coragem dos adeptos do Benfica para verem o jogo. As autoridades têm que pôr mão nos bandidos que por aquelas e outras bandas, espalham o terror entre os Benfiquistas!

Há ou não liberdade de circulação e de expressão em Portugal? Combate-se a homofobia, a discriminação religiosa, racial e política e permite-se promoção da cultura anti-Benfica? Em nome de quê?

AB
 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Doentias vitórias


Como se esperava, apesar do mau tempo, os norte-coreanos foram passear a Setúbal. Como se previa, regressado do descanso que deveria ter sido regenerador, Pedro Proença - o homem do ano para o “A Bola” - foi o juiz da contenda. Como se adivinhava, recorrentes incidências facilitaram o jogo aos do costume. Como manda a tradição, fora os pífios protestos de José Mota e alegadas altercações de indignados adeptos sadinos, os Dirigentes do Setúbal parece terem engolido silenciosamente as incidências do jogo.

Como é hábito, num ato que faria corar os censores de Salazar, alguns lances decisivos não foram mostrados nas “têvês” do regime. Como consta da doutrina norte-coreana, na semana que antecedeu o confronto, a comunicação social, qual obediente rebanho, tratou de alavancar o ruido saloio das hostes brancas destinado a sustentar, por antecipação, a trovoada desportiva que viria.

Convicto de que o acidentado desempenho de Proença constitui a esperada retribuição por recentes pífias distinções. Indignado perante a total incapacidade institucional de acabar com o estado de indigência e degradação em que vegeta o desporto nacional, em particular o futebol. Enojado perante os hipócritas rodriguinhos escrupulosos de quem tem obrigação de promover a irradicação do tráfico de influências no desporto relativamente aos publicamente conhecidos mentores desta lenta destruição, dei comigo a sentir pena!

Pena dos Adeptos do Vitória de Setúbal, pela tristeza de assistirem impotentes à humilhação do seu clube, consentida devido ao estado de indigência financeira crónica em que se encontra. Pena dos Atletas deste clube, que correm e lutam ingloriamente, impedidos de aspirarem, sequer, a uma derrota honrosa!

Pena dos Atletas do FCP, pela inacessibilidade à honrosa vitória; aquela que suscita respeito e admiração no adversário alimentando a autoestima do vencedor. Pena dos Adeptos do FCP pelo estado de carência que revelam aceitando vitórias manchadas, insuscetíveis de suscitar o respeito dos outros, incapazes de perceber que o valor dos troféus reside na forma como são conquistados.

Pena da indigência deste Portugal, de perpétua mão estendida, incapaz de reagir e punir os bandidos que, lentamente, inexoravelmente, lhe corroem os cofres e a alma em nome de uma nova ordem sustentada no ódio, vítimas de um ressentimento doentio, atávico, paradoxal, perante a retórica democrática emergente da vitória da “luta contra as trevas da ditadura”.

AB

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tempo corrido

 
Defendo há muito a importancia de o Benfica se constituir num centro do debate do desporto nacional. Tal requer a captura de competências multidisciplinares afins; massificação, modalidades, profissionalismo, espetáculo, regulamentação, sustentabilidade, contencioso, promiscuidade política, corrupção e seu combate, doping, etc. Tal desiderato só se conseguirá assegurando a colaboração dos mais competentes nas respetivas matérias, capazes de centrar os debates no essencial, sem medo de romper tabus e de promover confrontos profícuos. Tal como a histeria acéfala, a paz podre nada resolve.  
 
O programa "Tempo corrido" constitui uma excelente iniciativa neste domínio, carecendo de um salto qualitativo. O convidado de hoje foi o Secretário de Estado do Desporto Alexandre Mestre com Luis Filipe a entrevistar. Apesar da oportuna visita, as questões foram colocadas de forma amorfa sem que se percebesse com clareza os seus objetivos, deixando ao convidado todo o espaço para responder de forma inócua.
 
Não sei de que clube é o SED atual. Trata-se de um jurista e consta que é conhecedor da pasta, no entanto, há algo que parece não ter ainda percebido: A preocupação de equidistância não se coloca relativamente a entidades ineidóneas. A preocupação primordial é com a verdade, a leldade, a coesão nacional, a qualidade e o desenvolvimento do desporto Não deve haver pruridos relativamente a agentes de corrupção direta ou indireta . Não há corrupção boa e má. A verdade desportiva não deve fazer cedências às conveniências politicopartidáras.
 
Não vale a pena convidar quem quer que seja, sem estar disponível para tratar do que é essencial, com cordialidade, mas com clarividência e frontalidade. È necessário dizer não à paz podre e estabelecer roturas onde devem ser feitas. O Povo, em particular os Benfiquistas, tem que saber quem é quem! Quem olha para o desporto com fins lúdicos e sociais e quem o usa como instrumento de difusão de ódios, discriminação e de afirmação de um espúrio domínio, não reconhecido precisamente por ser imerecido.
 
Há que identificar os "craques" de cada setor e convocá-los para o debate; elencar os temas fraturantes, eleborar as perguntas, identificar os entrevistados e escolher o jornalista, o qual, depois de tudo muito bem estudado deve ir para o "combate" televisivo, com cordialidade sim, mas com firmeza e pronto a desmantelar tabus. É necessário que estes convidados sintam que não estamos a brincar e que queremos que cada um deles escolha o terreno e as armas do seu combate. Para todos sabermos quem é quem!
 
AB
 
 
 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Moreirense-Benfica (0-2)


A preocupação pelo desfecho do jogo prolongou-se até ao final da primeira parte. Chuva copiosa, adversário combativo, alguma lentidão de processos por parte do Benfica foram adiando a alteração do marcador. Uma arrancada à Sálvio culminada com remate forte e cruzado ao segundo poste pôs justiça no marcador, espevitando os cónegos, que se tornaram mais afoitos, sem no entanto criarem situações de perigo relevante. Melgarejo dava nas vistas, Luisão impunha a sua lei, Máxi mostrava-se ainda longe do seu standard, Gaitan - qual rato atómico - esburacava a muralha dos Moreirenses e Matic safava-se ao temido amarelo. E veio o segundo num movimento ofensivo primoroso a rasgar toda a defesa contrária, com Lima, a passe de Ola John a isolar-se e a fazer um magnífico chapelinho ao Ricardo. Caiu que nem ginjas!

Depois fez-se a gestão do plantel, com Cardozo a dar lugar a Rodrigo e Gaitan a Ola John.  Os bravos atletas do Moreirense bem se esforçaram mas não revelaram argumentos suficientes para bater a defesa encarnada. O terceiro tento esteve à vista por mais que uma vez, nomeadamente, no penalti prontamente não assinalado pelo inefável João Capela, o qual se mostrou complacente no capítulo disciplinar relativamente aos verde-brancos os quais, assim, foram abusando do estafado antijogo, característico do burgo.

Felizmente não houve lesões dos nossos e temos o Matic e o Luisão prontos para o Braga onde, certamente, alguém está a cuidar convenientemente das caldeiras, do sistema elétrico, e da segurança nos acessos ao estádio axa e ao relvado.

AB

domingo, 20 de janeiro de 2013

Tá armada com este ladrão!

As Papoilas do Biscai@: RODRIGO MORA BISA NO SUPERCLÁSSICO: Lá longe nas Américas, terras de índios e do melhor jogador de todos os tempos, Rodrigo Mora bisou no grande clássico argentino, com do...

Três candidatos um slogan?


O Porto aos Portistas?





O Porto aos Portistas?


 

O Porto aos Portistas?

 
 
BÉU, BÉU, BÉU!

Além das quatro linhas


A proliferação de publicações desportivas acentuou de forma decisiva os fatores externos de condicionamento dos jogos e consequentemente das respetivas provas. O trabalho específico efetuado junto da opinião pública constrói grande parte do contexto em que os eventos se desenrolam, influenciando o respetivo desfecho, que tende a repercutir os conceitos dominantes.

Em tempo de consolidação e otimização estrutural, chegou o momento de expandir o projeto comunicacional do SLB de forma a fazer frente aos principais adversários que, nesta área, nos levam dianteira desde há muito. 

À boleia das fragilidades da democracia e dos desígnios regionalistas explícitos, o lóbi portista, nas últimas décadas, teceu uma teia de cumplicidades transversal a todos os setores da sociedade portuguesa, nomeadamente na comunicação social, que lhe tem proporcionado o domínio espúrio do desporto nacional perante a incredulidade da população, supostamente liberta da prepotência do regime anterior.

De facto, o patético, saloio e despeitado fundamentalismo portista, encontra paralelismo na doutrina dos movimentos de libertação das ex-colónias, nomeadamente do PAIGC, em que o seu fundador e doutrinador, Amílcar Cabral, apenas considerava povo os aderentes ao seu partido. Os restantes habitantes do território, constituíam a população, à qual foi vedado o exercício de cargos públicos, em muitos casos, o acesso ao trabalho, o acesso dos seus filhos à educação ou simplesmente julgados em tribunal ad-hoc e assassinados sumariamente.

Num  país cujos principais atores políticos e militares se gabam de o ter resgatado dos braços da ditadura e nele restaurado a liberdade, assistimos ao vexame da ostracização da população não portista, do abusivamente autoproclamado território azul! Tal sucede de forma acentuada relativamente aos portuenses Benfiquistas, como atestam frequentes testemunhos que têm vindo a público.

O exercício da liberdade conduziu-nos a esta odiosa discriminação que se vai aprofundando e alastrando na sociedade portuguesa e que consiste em considerar portuenses apenas os adeptos do clube azul, criando um clima de hostilidade a todos os outros, que, com o tempo, acabarão por se afastar ou se converter ao portismo, passando a constituir uma nova categoria de portistas; os portistas-novos!

Entretanto, os restantes clubes históricos da cidade do Porto - Boavista, Salgueiros, Clube da Foz - passaram à irrelevância, ficando os azuis com o monopólio da representação da cidade. Foi esta perversão intolerável, que permitiu a colagem do clube à política regional e seus apoiantes nacionais, os partidos do poder.

 É por esta razão que olegários, proenças, elmanos, dias, xistras & Cª, tanto erram em benefício dos  azuis. É por esta razão que, liga, federação, uefa e fifa, vegetam numa inação protetora. É por esta razão que tribunais, governos, partidos e demais superestruturas do país fazem orelhas moucas aos incómodos protestos das vítimas. Os azuis são um clube político regional difusor de ódio. O Benfica é um clube desportivo universal difusor de fraternidade.

Neste quadro, a comunicação social dominada pelos parceiros azuis, tem tido a profícua missão de manipular a opinião pública a contento destes e pressionar os diversos agentes desportivos e políticos de acordo com os seus propósitos. É tempo de lutar nesta arena com o argumento do peso social do Benfica.

É hora de convocar os Benfiquistas para a missão de defender o seu clube, afirmando os seus valores e desmascarando a trafulhice e o ressentimento, em especial aquelas personagens que se têm destacado pela idoneidade, consensualidade e competência, nomeadamente no exercício de cargos relevantes na sociedade.

Tal é o caso de Bagão Félix, cuja definição de Benfiquismo, quanto a mim, deveria ser adotada pelo clube. Competência, humanismo, cordialidade e capacidade retórica adveniente da sua sólida cultura geral e cristã, fariam dele um embaixador notável do clube.

Bagão Félix tem do futebol a justa medida, vinculando-se ao fascínio da arte inerente, captando a exuberância estética dos grandes lances, cultivando o afeto ao seu clube e a lealdade fraterna ao adversário.  Félix, tem o dom da justa crítica, incapaz de regatear aplauso a quem o mereça, incluindo adversários.

Deveria ser convidado para embaixador do Benfica, o que permitiria colocar ao serviço do clube e do desporto em geral a sua capacidade diplomática junto da opinião pública; fazendo a pedagogia da tolerância e da lealdade pelo desporto; sugerindo projetos para o seu desenvolvimento; desmascarando o oportunismo, a trafulhice e a prepotência que corroem o desporto nacional e agastam a população.

Entregar-lhe-ia sem pestanejar um programa na Benfica TV com total liberdade de ação, onde poderia dar largas à sua enorme capacidade ao serviço do Benfica e do desporto.

Não tenho a menor dúvida de que Bagão Félix se afirmaria como fator de união dos Benfiquistas e dos portugueses, aumentando o peso institucional e social do clube.
Não creio que Bagão Félix necessitasse de qualquer tipo de metralhadora; nem AK 47, nem Dupont.


AB

sábado, 19 de janeiro de 2013

Académica-Benfica (0-4)


Voltaram os velhos e saudosos  dez minutos à Benfica! Vitória incontestável, com espetáculo a preceito, para gáudio dos amantes do bom futebol. Indiferente às baboseiras que os norte-coreanos, ressabiados, vão resfolegando com histerismo, indiferentes aos tradicionais brindes com que, nos últimos tempos, as equipas de arbitragem têm agraciado a fiel Briosa, ostentando uma autoconfiança emergente da consciência das suas capacidades, os atletas do Benfas puxaram dos galões e, num festival de jogo ofensivo, cedo decidiram a eliminatória, perante o detentor do troféu. Magníficos os quatro golos, resultado da exuberante determinação e inteligência coletivas e  técnica individual. O último de Lima foi cruel para o bom do Pfiser!
Outro remédio não tiveram os adversários senão reconhecer, sem choradinhos, a superioridade incontestável do Benfica. Já os erros de Jorge de Sousa, mesmo grosseirões, não tiveram relevância.
Regressado Luisão, lesiona-se Gray, prosseguindo a sucessão de múltiplas contrariedades que têm ocorrido esta época, numa não estranha convergência, às quais a estrutura do clube tem dado soberba resposta, demonstrando ter este ascendido a patamar competitivo mais consentâneo com os seus pergaminhos.
O jogo Benfica-Porto (2-2), continua a desenrolar-se fora das quatro linhas, onde também, os “norte-coreanos” gozam da cumplicidade do grosso da comunicação social em todas as frentes, distorcendo a real estória da partida. Na verdade, tentam esconder o fracasso do antijogo que praticaram, resultante da consciência da sua incapacidade em o disputar taco a taco. Receio bem demonstrado nos soberbos lances que precederam os golos que sofreram e noutros, onde a “muralha de aço”, foi literalmente desmantelada.

Igualmente, os ataques a João Ferreira, visam esconder os benefícios de que disfrutaram, nomeadamente, ao serem-lhes perdoadas duas GP - uma sobre Gaitan, outra sobre Garay - e várias expulsões, desde logo ao Mangala - talvez tenha sido ele e não Helton o salvador branco ao incapacitar parcialmente o Cardozo -, ao Moutinho e ao Fernando. Depois, quem vai à guerra dá e leva! Conveniente seria apresentar um resumo do jogo com os lances onde os norte-coreanos foram beneficiados impedidndo o vencimento das suas teses ainda que patéticas, que tradicionalmente lhes rendem proveitosos frutos. Eu disse frutos? Ó diabo!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Ultima hora: O golo de Matic faz disparar o PIB


Com o rigor científico do costume, posso garantir que o nosso esquelético PIB subiu uns, vá, 0,25% quando o aríete eslavo furou as redes da agremiação norte-coreana. Assim que se consumou, aquela geometria metafísica desenhada por Gaitán, Melgarejo, Lima, Cardozo e Matic animou os bolsos da pátria. Só em consumo de cerveja e tremoço, a economia teve ali um estímulo como há muito não tinha. Porque aquele golo não é apenas um golo. Aquele golo tem de ser descrito no plural: são e serão sempre seis linhas rectas unidas pela fé e pela memória. Daqui a 20 anos, várias conversas regadas a cerveja e rodeadas de cascas de tremoços começarão com o "lembras-te daquele golo do Matic quando fomos campeões em 2013?". Aquilo é um recorte de memória para emoldurar, tal como a trivela de Kulkov em Leverkusen, tal como a cabeçada de César Brito nas Antas, tal o míssil de Isaías em Londres, tal como a bicicleta de Miccoli em Liverpool.

Como dizia há pouco, o golo de Matic já está na memória do futuro mas também está na fezada aqui e agora. O jogo reforçou a minha fé na vitória no campeonato. Os nervos do clube rival são, aliás, um bom sinal. Cresci com o Benfica a ser esmagado pela agremiação norte-coreana. Há uns 10 anos, se levasse um golo logo aos 5 minutos, o Benfica sairia do estádio com uma goleada. No domingo, vi uma coisa diferente, vi o Benfica dar a volta frente aos norte-coreanos. E isso é uma ruptura epistemológica, pá, é o mesmo que ver uma bola subir uma rampa sozinha, desafiando todas as regras da gravidade. A equipa aguentou-se, virou duas vezes o resultado e podia ter vencido com toda a justiça. Sim, com toda a justiça. Ai, ai, o adversário controlou o jogo, blá-blá-blá, ai, a semiótica do meio-campo, ai, a cultura da posse de bola, blá-blá-blá.

Jogar à bola é rematar à baliza ou é andar a brincar com ela? Na segunda parte, o Benfica teve as únicas chances de golo. Se tivesse rins, Jardel teria rodado para o golo; se tivesse olhos, Salvio teria metido a bola num Cardozo tão isolado como um homem honesto no parlamento; se não tivesse a cabeça nas arábias, Aimar teria cabeceado para um golo anulado pelo bandeirinha; se um raio tivesse fulminado Helton, Cardozo teria feito o golo da sua carreira. Enquanto o Benfica dava este espectáculo de desperdício, o adversário não rematou à baliza na segunda parte. Acabámos por cima, com o guarda Abel a fazer substituições defensivas. Ah, pois, a semiótica do meio-campo, já me esquecia.

PS: já agora, a semiótica do meio-campo deu 50% para cada lado. Mas a ladainha pegou. Parece que o Benfica tem de comprar um Barthes para o meio-campo.