Desporto

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O Homem do leme.


 
O Homem do Leme
 
É hora do Homem do Leme! É hora de segurar o leme da nau Benfiquista com firmeza, inteligência e sem desfalecimentos. O mostrengo, consciente das suas velhas fragilidades, pressentindo a decadência, incapaz de vencer os adversários de igual para igual, lançou as habituais maldições salvíficas com o intuito de os fragilizar,  graças à colaboração de quem deveria garantir a universalidade das regras do jogo. Graças à cobardia ativa ou passiva da generalidade da comunicação social, instrumentalizada pelo mostrengo ou manietada pela retórica do "políticamente correto".
 
Os Homens do Leme são Filipe Vieira, Jorge Jesus e Luisão.
 
Filipe Vieira deve reafirmar  públicamente o caminho e mostar a sua determinação em alcançar os objetivos definidos, mantendo a Nação Benfiquista concentrada no essencial, com armas dignas dos pergaminhos do clube.
 
Jorge Jesus, deve manter-se inabalável na prossecução dos mesmos objetivos reiterando a confiança nos seus atletas, fortalecendo a determinação e controlo emocional indivudual e coletivo.
 
Luisão, enquanto Capitão, é a voz do Treinador, a imagem do Presidente e a Esperança dos Adeptos. Símbolo maior da determinação de vencer.
 
E é assim que enfrentaremos o temporal e venceremos o já caduco montrengo.
 
 

 





Os Homens do Leme

AB
 


Liberalismo e Mercantilismo

   Dani Rodrik é professor de Economia Política Internacional na Universidade de Harvard. É o autor de "The Globalization Paradox: Democracy and the Future of the World Economy.

   Em "O Público" de 10 de Fevereiro de 2013, com tradução de Deolinda Esteves, podemos ler um excelente artigo de opinião acerca dos temas em epígrafe, do qual destaco alguns excertos.
 
   "O modelo liberal vê o Estado como necessáriamente predatório e o setor privado como o que procura maximizar o lucro. Por isso ele defende uma estrita separação entre o Estado e as empresas privadas. O mercantilismo, por outro lado, oferece uma visão corporativista, onde o Estado e as empresas privadas são aliados e cooperam na procura de objetivos comuns, tais como o crescimento económico interno ou o poder nacional."
 
   "Uma segunda diferença entre os dois modelos reside em saber quem é o beneficiado: o consumidor ou os interesses do produtor. Para os liberais, os consumidores são reis. O objetivo final da política económica é aumentar o potencial de consumo das famílias, que significa dar-lhes livre acesso a bens e serviços que sejam os mais baratos possível.
 
   "Os mercantilistas, por sua vez, enfatizam o lado produtivo da economia. Para eles, uma economia sólida requer uma estrutura sólida de produção. E o consumo precisa de ser sustentado por uma taxa elevada de emprego com salários adequados."
 
   "Estes diferentes modelos têm implicações previsíveis para as políticas económicas internacionais. A lógica da abordagem liberal é de que os benefícios económicos do comércio surgem das importações: quanto mais baratas forem as importações, melhor, mesmo que o resultado seja um défice comercial. Os mercantilistas, todavia, vêem o comércio como um meio de apoiar o emprego e a produção interna e preferem estimular as exportações, em vez das importações.
   A atual China é o principal portador da tocha mercantilista, algo que os líderes chineses nunca irão admitir - ainda há muita vergonha associada ao termo."
 
Agora uma conclusão minteressantíssima:
 
   "Do ponto de vista liberal, estes subsídios à exportação empobrecem os consumidores chineses enquanto beneficiam os consumidores do resto do mundo. Um estudo recente realizado pelos economistas Fabrice Defever e Alejandro Riaño da Universidade de Nottingham, coloca as "perdas" para a China em torno de 3% da receita chinesa e os ganhos para o resto do mundo em torno de 1% do rendimento global. Do ponto de vista mercantilista, no entanto, estes são simplesmente os custos da construção de uma economia moderna e da criação das condições para a prosperidade a longo prazo."
 
E veio o fim de festa:
 
   "Chegámos agora ao fim desta feliz coexistência. O modelo liberal tem perdido o brilho, de forma severa, devido ao aumento da desigualdade e à situação difícil da classe média no Ocidente juntamente com a crise financeira que a liberalização gerou."
 
Mais adiante:
   "...as pressões mercantilistas irão provavelmente intensificar-se nos paises desenvolvidos.
   Como resultado, o novo ambiente económico produzirá mais tensão que comodidade entre os paises que procuram caminhos liberais e mercantilistas. Também pode reacender longos debates sonolentos sobre o tipo de capitalismo que produz maior prosperidade."
 
Por mim, rendo-me ao mercantilismo. Já a esquerda atual tem tanto de mercantilista como de liberal. O modelo económico português é misto, dominado pelo mercado livre, enquanto o Concelho de Concertação Social, perniciosamente, remanesce ao corporativismo Salazarista, bem mais racional e eficaz.
 
Ora aqui está jornalismo estruturante, vindo de quem menos se esperaria; um fiel protagonista do liberalismo puro e duro.
 
AB

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A Bela Simone


Simone Fragoso

Simone é o nome de uma das melhores cançonetistas portuguesas; interpretou temas inesquecíveis que são clássicos da nossa música ligeira. Voz, génio, talento, beleza, Simone tinha tudo o que uma grande artista deve ter.
Simone é também o nome de uma cantora Brasileira de grande popularidade pela forma como difunde a cultura dos "portugueses à solta", seus ritmos e textos exóticos, seu virtuosismo instrumental.
Mas há outra Simone. A bela Simone Fragoso, uma lição de vida. Anã, atleta, professora, estudante, campeã. Campeã de natação, campeã da vida. Tem mínimos para cinco especialidades de natação para os Jogos Olímpicos de Londres!Venceu as limitações físicas, superou os olhares indiscretos, alimenta a curiosidade intectual, agita e anima colegas e familiares. Em Simone brilha o olhar anunciando sonhos por concretizar. Em Simone o sonho é já ali; real, concreto, possível, vivificante.
Regressando com seus colegas ao seu País recheados de medalhas olímpicas, o certificado maior da superação individual, ansiando o merecido reconhecimento público, perante o vazio da portela, Simone descobre que os seus concidadãos têm pela frente uma batalha ainda maior que a sua.
AB

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Nacional-Benfica (2-2)

                                         Passada a fúria:
 
Não gostei das múltiplas declarações de Benfiquistas - incluindo o Treinador -, na antevisão deste jogo; parece que íamos jogar com o Barcelona! Respeitar todos os adversários sim, temê-los NUNCA! Eu sei que há sempre mosquitos por cordas com este adversário, mas tal não condiciona os atletas de uma grande equipa. Os jogos começam a ganhar-se na mente dos atletas.

Quando percebem isto? O Benfica entrou mal; lento, mal posicionado, desssincronizado, displicente. Talvez os atletas estivessem físicamente desgastados  devido aos desgraçados jogos das seleções. Talvez a nomeação de pedro proença tenha desativado a determinação dos mesmos. Talvez alguns deles tenham excesso de confiança. Talvez estivessem já com a mente no Leverkussen. Não sei. Mas alguém tem que saber!
 
Seja como for, o que não pode acontecer são falhas sucessivas de marcação, quer no meio-campo quer nas laterais. Pode perder-se um lance por falta de velocidade, por falta de força, por falta de reflexos, por falta de capacidade técnica, mas...por desposicionamento não! Uma vez aceita-se, mais não!

Enquanto o Nacional, fresco, dinâmico, bloqueava as faixas com dois, três jogadores, os seus alas tinham duas belas autoestradas por onde carrilavam os seus lances ofensivos.
 
Só ganha jogos a equipa que aprende durante o jogo. É para isso que se treina. É para isso que serve o Capitão! Repetir no mesmo jogo os mesmos erros é grave! Ambos os golos do Nacional resultaram de erros defensivos grosseiros; primeiro confiaram no fora-de-jogo - esqueceram-se do proença -, no segundo, o defesa-esquerdo...não estava lá!
 
Fantástico Urreta com um golo fenomenal, bem o irresignado Lima, mal o Artur. Ainda não percebi o lance do 2º golo do Nacional! Bem o guarda-redes adversário.
 
Ainda assim, teríamos ganho se a equipa de arbitragem tivesse cumprido a sua obrigação. Proença esteve ao seu melhor nível. Ao nível a que nos habituou sempre que tem a equipa do Benfica pela frente. Tenho dúvidas no posicionamento dos jogadores do Nacional no 1º golo. Ficaram duas grandes penalidades por assinalar a favor do Benfica; uma mão na bola ainda na 1ª parte e um derrube escandaloso sobre Gaitan na 2ª . Foi permissivo disciplinarmente...mas apenas para os alvi-negros. Excessivo o vermelho ao Cardozo e denunciadora a expulsão do Matic. Estou convicto de que foi encomendado. Matic nada faz! Começou a cumprir-se a maldição do pinto.

Contabilizo seis pontos roubados nesta temporada.

Vitor Pereira está a mais no futebol. Tem que  ser posto no olho da rua o mais rápidamente possível. Chega!  
 
 




Á DIREÇÃO DO BENFICA, URGENTE: ENCOMENDAR E ENVIAR PARA O DRAGÃO AS FAIXAS DE CAMPEÃO.

 

Estado de Corrupção


O caso do atual escândalo de corrupção que envolve o PP espanhol ao mais alto nivel, conhecidos pelos casos Bárcenas e Gurtel em que, alegadamente, vários dirigentes daquele partido atualmente no poder, recebiam financiamentos não declarados através de uma conta num banco suíço, supostamente municiada com donativos de agentes económicos a quem teriam sido adjudicadas obras públicas, mostra como o Estado de Direito deu lugar, nos regimes ocidentais, ao Estado de corrupção, prenunciador da inevitável decadência económica e social a que temos assistido.
 
Baltazar Garçon, o superjuiz que abraçou a causa da justiça, não dando tréguas aos grandes criminosos da história, foi enxovalhado e afastado do cargo apenas porque...estava no encalço dos alegados criminosos!
 
É o que refere o texto de "O Público" de hoje, da autoria de Ana Gomes Ferreira, sob o título de Espanha, que refere: "...Garçon era o Juiz da Audiência Nacional que, em 2009, mandou realizar escutas a suspeitos no Gurtel com o objetivo de provar que se tratava de um delito continuado. Foi acusado de abuso de poder e condenado a 11 anos sem exercer a profissão.
 
O antigo Juiz disse que nas investigações Gurtel, surgiu-lhe o nome de Bárcenas, que foi imputado em 2009. Explicou que os indícios de crime são evidentes, mas, concluiu, "há falta de vontade política para avançar os dois processos."
 
Et voilá!
 
Não é o que se passa por cá?
 
Que nome dar a um regime que propicia tais desmandos?
 
AB
 

A Grande Distribuição e a destruição económica


É hoje claro o impacto demolidor na estrutura económica de Portugal do setor da Grande Distribuição a Retalho. O que a princípio parecia modernidade é hoje um pesadelo. De facto, toda aquela enebriante panóplia de oferta proporciona uma crescente concentração económica, paulatinamente destruidora do comércio tradicional e da sua função de distribuição universal de riqueza.
 
O domínio crescente do mercado pelas novas unidades, enfraquece a posição negocial dos produtores nacionais que acabam por se sujeitar à imposição de preços, prazos de pagamento e demais condições, resignando-se à condição de financiadores forçados e agradecidos.
 
Sempre insaciáveis, com o mercado na mão, os novos tiranos económicos tratam de alargar a sua ação a todos os setores lurativos, apropriando-se das respetivas fileiras, difundindo a sua ação destruidora a vastos setores da economia, provocando a falência de muitos milhares de micro e pequenas empresas e o despejo de muitos milhares de trabalhadores, agora inúteis, às portas dos Centros de Emprego.
 
Tudo isto com a complacência dos sucessivos governos, manietados nas teias económicas dos poderes de facto, condicionados por apoios estratégicos dos mesmos, seduzidos pelo argumento da produtividade empresarial tão do agrado dos sindicalistas, incapazes de perceber o impacto na competitividade nacional, que se tem revelado desastroso. Assinala-se o disfarçado desprezo pelas, hipocritamente propaladas, igualdade de oportunidades e solidariedade nacional princípios estruturantes da retórica sócio-política dominante. 
 
Alargando a perspectiva da análise, tendo em conta as contingências energéticas e ambientais, o atual modelo de comércio transcontinental desenvolvido pelas Grandes Superfícies, deverá retroceder em favor do fomento da produção local e do pequeno comércio, com a modernização dos Mercados Municipais, locais previlegiados de comércio humanizado, ao contrário dos apelativos mas frios e impessoais hipermercados, apenas onde o interesse se confina em captar o dinheiro do cidadão,  onde este jamais verá um sorriso de amizade ou compreensão.
 
No jornal "O Público" de hoje, na secção de economia, num trabalho sob o título "Comércio" da autoria de Ana Rute Silva e Luis Villalobos, pode ler-se que as duas grandes cadeias de distribuição Pingo Doce e Modelo Continente estão entre as dez maiores empresas importadoras, respetivamente, no 4º e 6º posto. É fundamental que estas organizações se abasteçam cada vez mais no mercado nacional, cientes do conceito do justo valor; aquele que proporciona a justa retribuição a quem produz. E é aqui que os governos têm que intervir, encontrando formas de impedir que o mercado livre destrua grande parte da população, condenando-a à inutilidade. Neste contexto, assinale-se a queda, em 2012 - dados até Novembro -, da 9ª para a 43ª posição na lista dos maiores imoportadores, da cadeia Lidl graças à sua política de substituição das importações por aquisições à produção nacional, conforme informação de Madalena Bettencourt Silveira, do  respetivo departamento de comunicação.

Preocupantemente, segundo "O Diabo" de 5 de Fevereiro de 2013", à parte a sua polémica passagem pela SLN/BPN, Frankelim Alves, o agora Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, tem no seu curriculo  o cargo de Diretor Financeiro na Administração da Jerónimo Martins, algo que parece preocupar os dirigentes da Confederação Nacional de Agricultura. E não é para menos, atendendo ao objetivo definido pelo próprio Frankelim de " aprofundar o trabalho desenvolvido até aqui e ajudar a transformar o tecido empresarial português, garantindo instrumentos estratégicos no apoio às empresas e empreendedores num período particularmente complexo."
 
José Almeida, investigador universitário, em "O Diabo" de 5 de Fevereiro de 2013, no seu trabalho "27 anos de destruição económica", denuncia o problema que todos parecem ignorar. A certo passo, diz José de Almeida: "...No dia 10 de Dezembro de 1985, há 27 anos, abriu portas o Continente de Matosinhos, ficando para a história como o primeiro hipermecado de Portugal. Nascido da parceria da portuguesa Sonae e da Francesa Promodés, este hipermecado tinha inicialmente uma área de venda de aproximadamente 9864 metros quadrados apoiados por 72 caixas de pagamento. Um verdadeiro colosso para a realidade do Portugal de então.
 
      O aparecimento desta superfície deu início a uma verdadeira revolução dos hábitos de consumo nacionais alterando irreverssivelmente o panorama comercial português, assistindo-se ao rápido fortalecimento da grande distribuição em detrimento do comércio tradicional. Fenómeno que contribuiu para o enfraquecimento dos centros das cidades em prol das periferias , onde este e outros estabelecimentos que lhe seguiram se acabaram por fixar.
 
      Não deixa de ser curiosa a forma como as ilusões de modernidade e desenvolvimento de ontem continuam, sistemáticamente, a transformar-se na miséria real de hoje."
 
Mais adiante: "Sem se reparar, estavam com isso a assinar uma certidão de óbito à nossa economia, deixando-se entrar um enorme cavalo de troia que acabaria por conquistar-nos e submeter-nos àquilo a que Guenon chamou "O Reino da Quantidade". Afinal, tudo isto não é mais do que "os sinais dos tempos", tendo os últimos 27 anos de destruição económica marcado apenas o princípio de uma nova idade, pouco ou nada próspera."
 
Junto as minhas às palavras de José de Almeida esperando que muitas outras apareçam a defender a economia Portuguesa e os Portugueses contra a concentração económica e a pobreza.
 
AB

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Corrupção na Liga dos Campeões

Não nos tomem por idiotas! A ausência de investigação, acusação e condenações por corrupção - Itália é uma excepção, veremos agora o caso da europol - é uma realidade que não inibe o espectador comum de tirar as inevitáveis conclusões face ao que observa.


Convém perceber que o espectador é a razão de ser do futebol; é ele que o financia mediante o valor que lhe atribui enquanto espetáculo. Degradando-se este, falhará o financiamento. Inevitávelmente.
 
Na anterior edição da Liga dos Campeões, o Benfica foi afastado  das meias-finais em detrimento do Chelsea, apesar de ter sido, de longe, a melhor equipa, graças a múltiplos erros grosseiros e capitais das equipas de arbitragem.
 
Neste cenário, vem à mente do espectador, o ocorrido em anterior edição desta competição nas meias-finais disputadas entre o Chelsea e o Barcelona, em que este venceu, graças a erros inacreditáveis da equipa de arbitragem. Algo surreal, que deixou atletas, dirigentes e adeptos do Chelsea de cabeça perdida. Consolidou-se no espectador a ideia da captura da UEFA pelos interesses dos blaugrana. Messi, afinal, tudo justifica!
 
Aqui chegado, o nosso espetador, percebe, enfim, o que aconteceu no Chelsea-Benfica. Perante a indiscutível injustiça de que o Chelsea tinha sido vítima, ter-lhe-ão sido prometidas facilidades,  por quem tem poder para tal, quiçá, os responsáveis pela nomeação dos árbitros.


Acresce a importância da atração de novos capitais para o futebol, como é proporcionado pelos atuais dirigentes do Chelsea. Sob o risco do colapso, graças aos graves erros estratégicos da UEFA e da FIFA, o futebol europeu e mundial necessita urgentemente de dinheiro novo, não faltando oferecimento de almas influentes em troca. Afinal, amor com amor se paga.


A esta luz, o sacrifício do Benfica terá tido motivação "altruista", ficando a UEFA em dívida para com o clube e seus adeptos. O Benfica foi, assim, inapelávelmente sacrificado, na vã tentativa de compensação de uma grave injustiça através de outra de idêntica gravidade. Per seculum der seculuorum?


E tudo isto com a maior naturalidade e desfaçatez, à conta das vicissitudes históricas deste jogo e do argumento idiota da inevitável falibilidade do Homem! Os idiotas organizadores tratam os espetadores e adeptos como se fossem acéfalos, acríticos e impotentes! Julgam-se donos da indústria!
 
Quanto a mim, o futebol nacional e internacional necessita de um novo modelo organizacional implicando a dissolução do atual. Nem a FIFA nem a UEFA têm revelado capacidade para gerir adequadamente esta indústria.


A UE e os Estados europeus não estão isentos de responsabilidades por terem abandonado o futebol a si próprio, como se de um gueto se tratasse, demitindo-se de fazer cumprir, efetivamente, os princípios democráticos, a saber; igualdade de oportunidades, universalidade da aplicação da Lei e direito à fruição do espetáculo desportivo leal.


Impõe-se uma nova ordem no futebol mundial.

AB  

Corrupção no Futebol


Um ex-dirigente da FIFA, Guido Tognoni, acaba de a denunciar como centro de corrupção. A novidade reside na origem e forma da revelação. A denúncia pública de um ex-dirigente merece credibilidade, quer pela proximidade à fonte, quer pelos riscos que comporta à sua própria integridade. Revela ainda que o fenómeno está consolidado.

Não faltam peças quer televisivas quer escritas, onde os indícios de corrupção ao mais alto nível das superestruturas do futebol são evidentes.  Declan Hill, no seu excelente livro “A Máfia do Futebol” desmonta de forma extensiva e detalhada toda a teia da corrupção, desde a sua origem, Singapura, às ligas europeias mais competitivas bem como às provas de selecções, quer europeias quer mundiais. Identifica os mandantes, intermediários, agentes finais e toda a panóplia de métodos de ação; desde o aliciamento financeiro, à agressão física ou de outras ações do vasto menu.

Na verdade, a corrupção no futebol é hoje uma indústria que movimenta dezenas de milhares de milhões de dólares, muitos milhares de pessoas, e tem ramificações, ainda que implícitas, às instituições estatais.

O anúncio da Europol acerca do desmantelamento de uma rede de corrupção de grandes dimensões é compaginável com o cenário percebido pelo cidadão comum, constituindo uma ténue esperança. Ténue sim! Os interesses associados à corrupção são tais que fazem tremer quem quer que seja que se lhes oponha.

Notícias de corrupção no futebol alemão, italiano, brasileiro e outros, têm sido veiculadas na comunicação social deixando o triste espetador perplexo ao ver alguns dos maiores ídolos mundiais envolvidos.  

Por cá, a corrupção parece um verdadeiro desígnio da República. Inteiramente subjugado aos interesses políticos, o futebol nacional vai definhando, insolvente, monocórdico, incompetitivo, miserável, despudorado.

Marinho Neves, no seu “Golpe de Estádio”, com risco de vida, mostra como se estabeleceu em Portugal uma rede de corrupção que dura há décadas graças à inoperância das instituições que têm obrigação de a combater.

O caso do “Apito Dourado” mostrou a ineficácia e o risco da denúncia, expondo aos olhos de todos uma justiça suspeita de cumplicidade, consentida por largo espetro político que parece usar este processo como retribuição pela paz social e apoio político estratégico dos felizes contemplados.

Os corruptos podem permanecer impunes apesar dos Tribunais, os peões da propaganda podem lançar todas as cortinas de fumo, o povo carente pode até sentir-se saciado, mas o espectador experiente “sabe” quando há corrupção pela simples observação dos jogos, das competições, dos negócios públicos entre clubes e de variados eventos de natureza económica e política.

É certo que sempre houve e haverá erros, por exemplo, no desempenho das equipas de arbitragem, mas…quando há um padrão bem definido, a corrupção, seja em que forma for, está lá!

Quando, por exemplo, a equipa A repete um desempenho descuidado contra a equipa B, determinado contra a equipa C e durante a prova ou no seu final, há troca de atletas ou técnicos entre A e B…está lá! Se a equipa A acaba por beneficiar de ajudas competitivas várias que lhe proporcionarão prova tranquila, a suspeita transforma-se em convicção.

Quando a honrada e briosa equipa D dá luta à B roubando-lhe pontos, geralmente, acaba mal classificada ou acaba punida com descida de divisão, servindo de exemplo para todas as outras, à boa maneira de capone. Não falha.

Quando o juiz A erra em favor da equipa B, não tem nada que saber; rapidamente ascenderá à carreira internacional arriscando-se até a ser considerado o melhor do planeta, se autor de erros capitais, mesmo que grosseiros.

Pelo contrário, se o juiz C erra em detrimento da equipa B, espera-o a fatídica descida de categoria, servindo de exemplo para todos os outros. Não falha.

Ao questionar-se acerca das razões da aparente perpetuação deste fenómeno, o espectador, erradamente tido por tolo ou fraco, perante a segurança dos corruptos, chega à conclusão de que tal é consentido, quer pelas autoridades locais, quer pelas superiores entidades organizadoras do jogo, nomeadamente FIFA e UEFA.

Parece claro que esta é uma luta inglória, desde logo pelas agora reforçadas suspeitas, de que a teia mafiosa atingiu o coração da organização do futebol e dos Estados, limitando-se ambos a uns pífios esboços de empenho no seu combate com o aparente intuito de tapar os olhos ao presumido pateta espetador financiador, acreditando poder mantê-lo perpétuamente cativo.

É isso que faz os pintos cantarem de galo.

É isto que acabaria com o futebol se não houvesse Benfica.

AB

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Cristóvão Colombo

 

PEDIDO DE EMPRÉSTIMO BANCÁRIO

Um advogado de nome Barack Hussein Obama II, na época, 1995, líder comunitário, membro fundador da mesa diretora da organização sem fins lucrativos Public Allies, membro da mesa diretora da fundação filantrópica Woods Fund of Chicago, advogado na defesa de direitos civis e professor de direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago, Estado de Illinois (e atual presidente dos Estados Unidos da América), numa certa ocasião, pediu um empréstimo em nome de um cliente que perdera  a sua casa num furacão e queria reconstruí-la.

Foi-lhe comunicado que o empréstimo seria concedido logo que ele pudesse apresentar o título de propriedade original da parcela da propriedade que estava a ser oferecida como garantia. O advogado Obama levou três meses para seguir a pista do título de propriedade datado de 1803. Depois de enviar as informações para o Banco, recebeu a seguinte resposta:

"Após a análise do seu pedido de empréstimo, notamos que foi apresentada uma certidão do registo predial. Cumpre-nos elogiar a forma minuciosa do pedido, mas é preciso salientar que o senhor tem apenas o título de propriedade desde 1803. Para que a solicitação seja aprovada, será necessário apresentá-lo com o registo anterior a essa data."

Irritado, o advogado Obama respondeu da seguinte forma:
 
"Recebemos a vossa carta respeitante ao processo nº.189156. Verificamos que os senhores desejam que seja apresentado o título de propriedade para além dos 194 anos abrangidos pelo presente registo. De fato, desconhecíamos que qualquer pessoa que fez a escolaridade neste país, particularmente aqueles que trabalham na área da propriedade, não soubesse que a Luisiana foi comprada, pelos EUA à França, em 1803. Para esclarecimento dos desinformados burocratas desse Banco, informamos que o título da terra da Luisiana, antes dos EUA terem a sua propriedade, foi obtido a partir da França, que a tinha adquirido por direito de conquista da Espanha. A terra entrou na posse da Espanha por direito de descoberta feita no ano 1492 por um navegador e explorador dos mares chamado Cristóvão Colombo, casado com dona Filipa, filha de um navegador de nome Perestrelo.
 
Este Colombo era pessoa respeitada por reis e papas e até ouso aconselhar-vos a ler sua biografia para avaliar a seriedade de seus feitos e intenções. Esse homem parece ter nascido em 1451 em Gênova, uma cidade que naquela época era governada por mercadores e banqueiros, conquistada por Napoleão Bonaparte em 1797 e atualmente parte da Região da Ligúria, República Italiana. A ele, Colombo, havia sido concedido o privilégio de procurar uma nova rota para a Índia pela rainha Isabel de Espanha.

A boa rainha Isabel, sendo uma mulher piedosa e quase tão cautelosa com os títulos de propriedade como o vosso Banco, tomou a precaução de garantir a bênção do Papa, ao mesmo tempo em que vendia as suas jóias para financiar a expedição de Colombo. 

Presentemente, o Papa - isso, temos a certeza de que os senhores sabem - é o emissário de Jesus Cristo, o Filho de Deus, e Deus - é comumente aceito - criou este mundo a partir do nada com as palavras Divinas: Fiat lux que significa "Faça-se a luz", em língua latina. Portanto, creio que é seguro presumir que Deus também foi possuidor da região chamada Luisiana por que antes, nada havia. Deus, portanto, seria o primitivo proprietário e as suas origens remontam a antes do início dos tempos, tanto quanto sabemos e o Banco também. Esperamos que, para vossa inteira satisfação, os senhores consigam encontrar o pedido de crédito original feito por Deus.
 
Senhores, se perdurar algumas dúvidas quanto a origem e feitos do descobridor destas terras, posso adiantar-lhes que desta dúvida, certeza mesmo, só Deus a terá por que Inúmeros historiadores e investigadores, concluíram baseados em documentos que, Cristóvão Colombo, nasceu em Cuba (Portugal) e, não em Gênova (Itália), como está oficializado:

Segundo eles;

Em primeiro lugar, Christovam Colon, foi o nome que Salvador Gonçalves Zarco, escolheu para persuadir os Reis Católicos de Espanha, a financiar-lhe a viagem à Rota das Índias, pelo Ocidente, escondendo assim a sua verdadeira identidade.

Segundo; este pseudônimo não aparece por acaso, porque Cristóvão está associado a São Cristóvão, que é o protetor dos Viajantes (existe inclusive uma ilha batizada de São Cristóvão). Cristóvão, que também deriva de Cristo, que propaga a fé, por onde anda. Acresce que Cristo, está associado a Salvador (1º nome verdadeiro do ilustre navegador). Colon, porque é a abreviatura de colono e derivado do símbolo das suas assinaturas":" ( Duas aspas, com dois pontos no meio).


Terceiro; Salvador Gonçalves Zarco, está devidamente comprovado, nasceu em Cuba ( Portugal) e é filho ilegítimo do Duque de Beja e de Isabel Gonçalves Zarco.

Quarto; era prática usual na época, os navegadores darem às primeiras terras descobertas, nomes religiosos; no caso dele foi São Salvador (Bahamas). Por coincidência ou talvez não, deriva do seu primeiro nome verdadeiro. A segunda batizou de Cuba (Terra Natal) e, seguidamente, Hispaniola (Haiti e República Dominicana), porque estava ao serviço da Coroa Espanhola.

Quinto; a "paixão" pelos mares estava no sangue da família Zarco, nomeadamente em João Gonçalves Zarco, descobridor de Porto Santo (1418) com Tristão Vaz Teixeira, e da Ilha da Madeira (1419), com o sogro de "Christovam Colon", Bartolomeu Perestrelo.

Por fim, em sexto, existem ilhas nas Caraíbas, com referência a Cuba (além da mencionada Cuba, São Vicente; Na época existia a Capela de São Vicente, da então aldeia de Cuba).

Posteriormente (Sec-XVI), foi edificada a atual Igreja Matriz de São Vicente. São coincidências (pseudônimo, nome das ilhas, família nobre e ligada ao mar, habitou e casou em Porto Santo, ilha que fica na Rota das Índias pelo Ocidente), mais do que suficientes, para estarmos em presença de Salvador Gonçalves Zarco e, conseqüentemente do português Christovam Colon.

Christovam Colon, morreu em Valladolid (Espanha) em 1506, tendo os seus ossos sido transladados, para Sevilha em 1509, contudo, em 1544, foram para a Catedral de São Domingos, na época, colônia espanhola, satisfazendo a pretensão testamental do prestigiado navegador.

A odisseia das ossadas não ficaria por aqui, porque em 1795, os espanhóis tiveram de deixar São Domingos, tendo os ossos sido transferidos para Cuba (Havana), para em 1898, depois da independência daquela ilha, terem sido depositados na Catedral de Sevilha.

Coincidência ou não, em 1877, os dominicanos, ao reconstruírem a Catedral de São Domingos, encontraram um pequeno túmulo, com ossos e intitulado “Almirante Christovam Colon".

Existem na Ilha da Madeira e nos Açores, pessoas da famílias Zarco, descendentes diretos de João Gonçalves Zarco e, conseqüentemente ,da mãe (Isabel Gonçalves Zarco) de Christovam Colon, disponíveis para darem uma amostra do seu cabelo aos cientistas, para estes analisarem o seu DNA e para compararem os seus resultados nas ossadas do navegador, se, efetivamente, forem as pretensões deste Banco para certificar-se da origem do navegador.


Quanto a Deus, ainda não tenho sua biografia. Somente sei, que caso a conseguisse, até o maior e mais potente computador do planeta não seria suficiente para comportar um resumo do resumo da mesma, por isso sugiro-vos educadamente e após muito pensar, que, por serem banqueiros e portanto, poderosos, tentem por vossos meios.

Agora que está tudo esclarecido, será que podemos ter o nosso empréstimo? "

Barack Hussein Obama II

Advogado

*O empréstimo, claro, foi concedido.*
 
(do meu querido amigo e colega Joaquim Saltão)