Há guarda-redes que roubam golos aos adversários e há outros que lhos oferecem. Et voilá; moins deux points, que ça fait du bien!
domingo, 31 de agosto de 2014
Benfica-Sporting (1-1)
Há guarda-redes que roubam golos aos adversários e há outros que lhos oferecem. Et voilá; moins deux points, que ça fait du bien!
sábado, 30 de agosto de 2014
O ovo no cú da galinha
Em matéria de futebol, hoje, quase só acredito no de rua apesar da flexibilidade das regras, da ausência de árbitros e da formação espontânea das equipas. Julgo mesmo que é esta a origem do fascínio deste desporto, pela pureza e criatividade que encerra. Talvez tal se deva, também, à relativa importância do resultado constituindo a recreação e o convívio a principal motivação dos protagonistas. Isto para dizer que, desde há uns anos a esta parte, consequência de ocorrências várias em matéria de corrupção dentro e fora do país e de observações pessoais seja dos jogos seja de notícias dispersas na comunicação social, tenho muita dificuldade em acreditar no futebol profissional seja ou não nacional, com exceção, admito, do inglês.
É pois com desconfiança que vejo o investimento maciço do Porto em novos jogadores. É certo que investir para ganhar tem toda a racionalidade, porém, investir tanto sem ter com quê - salvo o erro, o resultado de exploração da época anterior foi superior a 30 ME negativos -, dá que pensar, sobretudo, perante a crise bancária e do Universo Oliveira. O certo é que parece não faltarem financiadores a este clube cujo presidente, perante o aparente caos diretivo, se viu forçado a assumir as rédeas do futebol imagino que com grande sacrifício pessoal. Diz-se por aí que são Jorge Gomes e o fundo Ayoken, os grandes mentores deste projeto. Não sei, mas temo que tal signifique confiança no fortalecimento do "sistema" que tem controlado o futebol nas últimas décadas em Portugal no qual o Porto tem sustentado as suas vitórias.
Consta que Lopetequi integra a "corte" de Angel Vilar, presidente da Real Federação Espanhola e ex-vice-presidente da UEFA e da FIFA; um velho tubarão do futebol europeu bem capaz de conhecer a preceito toda a correspondente máquina de bastidores. Máquina cuja existência somos forçados a suspeitar face ao que repetidamente assistimos nas quatro linhas e ao sistemático fechar de olhos da UEFA aos casos de corrupção que têm ocorrido em Portugal.
Na frente institucional, após todas as trapalhadas que se verificaram nas recentes eleições da Liga, os opositores de Mário Figueiredo lá conseguiram a repetição das mesmas e a aceitação da lista de Rui Alves, dirigente conotado com o "sistema", investigado e acusado em vários casos relacionados com corrupção no futebol e evasão fiscal. O isolamento de Mário Figueiredo constitui a demonstração de que o futebol português está moribundo; a maioria dos clubes ficou refém do "sistema" aceitando participar na farsa desportiva a troco de segurança de financiamento, apesar do projeto de Figueiredo ser o da efetiva libertação dos clubes. Não posso deixar de referir a reserva que me suscita a posição do Benfica, incapaz de assumir o apoio a Mário Figueiredo, cujas razões objetivas, deveriam ter sido sublinhadas. Compreendo a estratégia de não comprometimento de soluções por as assumir, mas não concordo, e tenho que enaltecer neste caso a posição do Sporting que não titubeou no apoio ao ainda Presidente da LPFP.
Curioso, mas não surpreendente, é constatar a ausência de resposta da ERC à queixa apresentada por aquela entidade contra o monopólio da Olivedesportos no acesso à concessão dos direitos desportivos - eu próprio fiz essa denúncia via net cerca de um ano antes, em cuja resposta os serviços da ERC me informaram não encontrarem irregularidades tendo encaminhado o assunto, para o Ministério público do qual nada chegou. O resultado, obviamente, traduz-se na asfixia financeira da Liga suscitando o agravamento da contestação dos clubes e, quiçá, a intervenção da Federação, com a cobertura legal proporcionada pelo atual governo mercê de recentíssima legislação proposta pelo atual Secretário de Estado do Desporto, adepto de um dos clubes mais ativos na contestação a Mário Figueiredo, o Vitória de Guimarães, de cuja cidade é natural.
Juntando a tudo isto a instabilidade que, mais uma vez, se verifica no Benfica a nível da constituição do plantel, pairando a incerteza até ao último instante da janela de transferências, temos, os benfiquistas, fortes razões para estar preocupados, descontando desde já o caso dos apoios mais ou menos explícitos ao Sporting, alegadamente, salvo in extremis da insolvência, pelo falido BES. Verdade ou não, a dificuldade de aquisição de jogadores de qualidade tem sido tal que há quem suspeite que o mesmo Jorge Gomes, estará nos bastidores a fazer o gosto aos rivais, desmantelando a equipa e impedindo aquisições de valor, mancomunado com Pinto da Costa, este, desesperado perante a iminência de sair do futebol por baixo e desacreditado.
Enfim, espero é que no Benfica, conseguindo ou não os reforços de que necessita, ninguém perca a cabeça e se concentrem, todos, em colocar no terreno o potencial, que, apesar de tudo permanece, embora, admito, com menor exuberância.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Sementes de violência
A combinação da exigência de ensino mínimo, fixado atualmente e por enquanto no 12º ano, e o custo dos materiais escolares - cada família portuguesa vai despender €509,00 este ano com o regresso às aulas (Edgar Nascimento no CM) - propicia a exclusão social, marginalidade e violência, constituindo mais um paradoxo dos tempos modernos.domingo, 24 de agosto de 2014
Boavista-Benfica (0-1)
Vitória difícil mas merecida do Benfica, perante uma equipa que jogou o que se esperava; compacta e combativa, fechando os caminhos da sua baliza , em especial nas faixas laterais, zonas onde o Benfica é especialmente forte, como se verificou no jogo anterior. A supremacia foi dos vermelhos, à exceção de período entre a saída de Amorim e a entrada de Ola John, que permitiu a deslocação de Gaitan para o meio e o reequilíbrio da contenda. Talisca tem qualidades, sem dúvida, a melhor das quais residindo na qualidade do passe longo e do remate de meia-distância - Julgo que necessita de melhorar a leitura de jogo e de aumentar a massa muscular; se o conseguir poderá vir a ser um excelente centrocampista. Foi assim notório o défice de criatividade no meio-campo, sobretudo após a saída de Amorim, atenuado após a deslocação de Gaitan para o eixo, daqui resultando o fraco desempenho de Lima uma vez que não disponha de bola jogável apesar do esforço despendido. Foi pois num oportuno remate de meia-distância - acção historicamente pouco explorada por Jorge Jesus - de Eliseu, por sinal com uma exibição soberba, que o Benfica alcançou a vitória. Depois foi arregaçar as mangas e lutar com galhardia perante uma equipa que nunca baixou os braços, chegando mesmo a provocar alguns calafrios nos adeptos encarnados. Muito bem, além de Eliseu - que nada fica a dever a Siqueira -, Artur, Luisão, Jardel, Máxi, Gaitan e André Almeida.
Não sei se o sintético teve algo a ver com a lesão, mais uma, de Amorim, mas julgo que, este, tem que modificar a forma como se faz aos lances. É porém possível que o sintético, tenha tido influência no golo ao manter a velocidade da bola quando esta deslizou no relvado à frente do guarda-redes.
Marco Ferreira esteve muito mal, ao perdoar uma grande penalidade ao Boavista - penalizando Jara com um injusto amarelo -, ao deixar por assinalar várias faltas em zonas críticas da mesma equipa e fazendo, injustificadamente, o contrário, relativamente aos encarnados, "amarelando" vários dos seus atletas, constituindo-se em fator de desestabilização dos vermelhos. Felizmente que os juízes de linha estiveram atentos aos fora-de-jogo, assinalando-os, incluindo um, neste caso mal, ao Benfica.
Felicidades para o Petit e sua equipa.
sábado, 23 de agosto de 2014
O Banho Publico
Esta ideia de banho público proposto no Ice Buckett Challenge destinada a ajudar na luta contra a esclerose lateral amiotrófica, doença grave, degenerativa e incapacitante, revela, antes de mais, a capacidade e disponibilidade de mobilização solidária da população em geral por causas nobres, mas, simultaneamente, os perigos da tendência para o seguidismo coletivo, neste caso associados a um despropositado desperdício de água, numa mensagem paradoxal relativamente às prioridades ambientais. As populações atuais carecem, mais que nunca, de causas comuns, porém, os exíguos resultados financeiros obtidos até ao momento - salvo o erro 9 MUSD e 11m€ -, anunciam o fracasso da iniciativa, constituindo simultaneamente um vexame para os Estados, incapazes, apesar da extorsão fiscal a que sujeitam os cidadãos, de dar resposta satisfatória a este problema.
Cristina Ferreira recusou o banho público mas não o donativo - em, Nova Gente - e por isso está, quanto a mim, de parabéns.
Sustentabilidade
O investimento no transporte público é um imperativo do desenvolvimento regional e da sustentabilidade ambiental que deveria ter sido prioritário sobretudo desde a adesão à CEE. É economicamente mais reprodutivo investir na via férrea e em carruagens do que em autoestradas e automóveis.Saúda-se pois, o anúncio de autorização de investimentos por parte do Governo, à Refer, nas linhas ferroviárias do Norte, Douro, Minho e Oeste, a publicar em Diário da República na próxima segunda-feira.
http://www.revistainvest.pt/pt/Modernizacao-da-linha-do-Oeste
domingo, 17 de agosto de 2014
Benfica-Paços de Ferreira (2-0)
Lá se quebrou mais um enguiço; contrariamente ao que tem acontecido nos últimos anos, quase uma década -, ganhámos na primeira jornada. E bem. Mais uma vez Artur esteve em destaque ao defender a grande penalidade. Outro desfecho teria aportado ao jogo maior grau de dificuldade para o Benfica. Os dois golos foram de excelente execução coletiva, com destaque para a serenidade, precisão e ousadia de Gaitan, que esteve nos dois lances; em particular no 2º, foi notável a forma como recepcionou e controlou a bola enquanto, simultaneamente, de cabeça levantada observava a movimentação dos adversários e colegas, para então colocar a bola para a entrada fulgurante de Sálvio que finalizou com excelente cabeçada. Pela positiva me surpreendeu Jara, com oportunas e inesperadas recuperações de bola na frente, sabendo segurá-la passá-la no lance do 2º golo. Bom posicionamento no campo apesar de alguns períodos de supremacia do Paços no miolo, boas trocas de bola e criatividade e competência ofensiva. Não há dúvida que a base competitiva da época anterior permanece, sendo óbvia a necessidade de adaptação dos novos jogadores. Talisca e Eliseu vão afirmar-se necessitando o primeiro de melhorar o posicionamento e o remate de meia-distância e o segundo de aperfeiçoar o cruzamento e o remate cruzado. Bem esteve Jardel, sossegando os adeptos, devendo, a meu ver, trabalhar a concentração e o controle emocional. Fantásticos Luisão e Máxi, o primeiro cheio de gás e o segundo, muito concentrado. Lima sempre muito trabalhador, merecia o golo que esteve prestes a acontecer. Amorim é o faz-tudo no meio-campo e fez muito bem o lugar de trinco e mais tarde de armador.
O paços apresentou uma equipa de boa qualidade, jogando no campo todo, obviamente, sempre com cautelas defensivas, mas, aparecendo com três, quatro jogadores na área do Benfica quando subia no terreno. Muito bem no meio-campo, na disputa dos lances e na troca de bola. Estão de parabéns apesar da derrota.
Quanto ao Sr Elmano, cheguei a recear, por razões conhecidas; nem contesto a grande-penalidade, mas o amarelo a Enzo aos 4' por uma falta a meio-campo sem risco para a integridade física do adversário. Pareceu-me injustificadamente agressivo para Talisca e Jorge Jesus, mas compreendo; não estava a gostar do andamento do jogo.
Resta aguardar por novidades quanto a reforços e eventuais saídas; esperemos que, no final do período de transferências, o Benfica esteja mais forte.
sábado, 16 de agosto de 2014
Não se compra a liberdade!
Se é verdade que o BCE exigiu do BES a devolução de 10 000 ME provocando o desmembramento deste e a angústia em muitos milhares de pessoas, trata-se de um enxovalho a todo um Povo que tem suportado estoicamente as agruras da austeridade. O Presidente da República, em nome da Nação que representa não deveria ter-se remetido ao silêncio, antes, manifestado indignação e repulsa pela humilhação, que espelha, afinal, o papel que a europa reserva a Portugal e, deverá ser o ponto de partida para os portugueses refletirem acerca do futuro da sua velha e quase milenar nação.
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
A entrevista de Luis Filipe Vieira
Gostei de saber que o Benfica não tem nem teve, nos últimos anos, nenhum evento negativo com a banca e que, por isso, a Direcção, não conta com dificuldades do, agora, Novo Banco, do qual, aliás, parece não ter recebido comunicação alguma. Porém, a conjuntura aconselha alternativas de financiamento, dada a previsível falta de liquidez da nova entidade bancária e esperada alteração de orientação estratégica. Por outro lado, espero que cessem os privilégios alegadamente atribuídos recentemente pelo BES a concorrentes diretos do Benfica.A venda maciça de jogadores neste defeso, não foi, portanto, para satisfazer necessidades de liquidez resultantes da atual crise bancária, antes se deveu a imperativos de mercado - Markovic, Rodrigo, André Gomes - e a critérios técnicos ou de gestão económica - Cardozo e Garay e Siqueira. Ficou também claro que Djavan saíu para proporcionar a entrada de Eliseu, por este dar mais garantias ao Treinador. Enfim, fez bem o Benfica ao recusar as ofertas de Oblack e Danilo - isto não é o cabaré da coxa! E fará ainda melhor se concluir as contratações de que a equipa necessita; guarda-redes e avançado (pelo menos). Quanto aos jovens da formação, é e será sempre um caso melindroso, mas é verdade que os critérios desportivos têm que prevalecer, sem embargo de proporcionar aos de maior potencial rodagem em clubes competitivos, como são os casos do Mónaco e do Valência, com possibilidade de retorno desportivo ou financeiro, a médio prazo. Já não me agradou a aparente resignação com aquisições recorrentemente falhadas; preferia o anúncio de medidas tendentes a atenuar este autêntico flagelo. Aliás, seria interessante conhecer os custos totais - passes e salários - do clube, nos últimos seis anos nestes casos.
Não gostei da relativização que LFV fez da péssima pré-época cessada; qualquer grande equipa perde jogos, e, às vezes, até com equipas modestas. Outra coisa são enxovalhos públicos resultantes de exibições deprimentes de uma equipa classificada em 5º lugar no ranking europeu. A humildade consegue-se com uma cultura de respeito e profissionalismo e não sujeitando todos a vexames. Há que conjugar todos os factores a contento.
Benvindo foi o anúncio da continuação da aposta nas modalidades; bem que necessitamos de melhorar no andebol, futsal e até no hóquei.
Idem relativamente à Benfica TV, que necessita de mais e melhores conteúdos e mais debate.
Relativamente à Liga pouco adiantou, a não ser reconhecendo a necessidade de mudar, bem como alguma responsabilidade no estado atual e disponibilizando-se para uma solução de consenso. Com franqueza, com Pinto da Costa na jogada, não acredito em consensos, antes em confrontos.
A tendência para o suicídio que atribui aos benfiquistas é uma alusão curiosa que é capaz de fazer sentido na medida em que, aqueles, sempre querem o ótimo, já, independentemente das circunstâncias e das consequências. E fez bem em lembrar a todos que só participando se faz o Benfica mais forte. Não basta exigir e criticar.
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