Desporto

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Boa viagem!

      Pedro Proença anunciou, hoje, por fim à sua carreira  de árbitro, para alívio de todos os benfiquistas, que ansiavam por este momento. Com efeito, apesar de ter-se declarado de consciência tranquila, em vinte anos, Proença, com sistemáticos erros capitais de arbitragem, inviabilizou o acesso da equipa do Benfica à vitória final de vários campeonatos - que me lembre, só nos últimos tempos, dois, certamente. Pode dizê-lo, mas não acredito que, no seu íntimo, se sinta inocente; quem erra prejudicando outrem, sendo honesto, no mínimo, reconhece-o. Quem o não faz, põe em dúvida a sua própria integridade perante a comunidade; e é o conceito que esta faz de nós que nos move. O sucesso que teve na sua carreira internacional, quanto a mim, deve-se à influência que a FPF e o FCP, têm, sobretudo junto da UEFA, onde têm gente na respetiva comissão de arbitragem e em outros orgãos, com o propósito de relativizar a miserável carreira interna de que diz orgulhar-se à qual, afinal, o FCP, tanto deve. Não se compreende esta estranha dualidade, competência lá fora, incompetência cá dentro, a não ser que a primeira seja causa da segunda.
 
      Enfim, também não entendo os encómios que lhe foram dirigidos na BTV, na tertúlia do Hélder conduto de hoje, onde se incluía o Calado, o Rogério Matias, o Valido e um ilustre convidado cujo nome não recordo. Não acredito que estivessem a ser sinceros; apenas, politicamente corretos. Pedro Proença é ambicioso e deve ter algum lugar de relevo na UEFA ou na FIFA, bem apadrinhado. Afinal, dá muito jeito ter nas competições uefeiras macios adversários e árbitros amigos; daqueles que às vezes erram...humanamente, a nosso favor. Mas...podemos tirar o cavalo da chuva, que este é peão de outro cartel.
 
      Pena é que não o acompanhem mais meia dúzia de colegas; dos que têm andado por aí a transformar o futebol num lamaçal, destruindo o trabalho de muita gente abnegada.     

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O paradoxo da formação do Benfica

   Estou desapontado com a venda do Bernardo Silva!, porque é um raro talento, dos que enchem estádios, porque sendo um benfiquista profundo transporta com ele a mística que faz a diferença e de que o clube e os adeptos precisam. Sei que os encargos da formação são elevados e chegou a hora do reembolso, sei que os compromissos financeiros do clube têm que ser respeitados, sei que é impossível resistir à voracidade dos "galifões" europeus, mas também sei que o Benfica à medida da sua história e dos seus adeptos só será possível quando nela couberem vários Bernardos; talentosos, lutadores e, simultaneamente, adeptos. Estamos a vê-los partir e perguntamo-nos quando irá o Guedes ou o João Teixeira! Um Benfica de ocasião, é o que temos! Resta-nos a ténue esperança de que a receita não sirva em exclusivo para fazer face à despesa corrente e, pelo menos parcialmente, seja aplicada na amortização do  asfixiante passivo, bem como a satisfação agridoce, da confirmação da alta qualidade da nossa formação. Pode ser que, um dia, já na fase descendente da sua carreira, Bernardo Silva volte a assumir o vermelho e branco. Boa sorte Bernardo. Vamos estar de olho em ti.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O "Pinsador Bermelho" bolta a atacar!

Isto é um suponhamos!

  1. A Sport TV é detentora dos direitos desportivos de quase todos os clubes da 1ª liga.
  2. António Mosquito tem uma participação importante na empresa que controla a Sport TV, nos jornais Sol, CM...e ainda...na SAD do Sporting!
  3. António Mosquito foi Presidente do BESA.
  4. O BESA deu uma "pantufada" de cerca de 4 MME, no BES precipitando-o na falência.
  5. Esses 4 MME, segundo consta, ficaram no BES à ordem do BESA.
  6. Bruno de Carvalho anunciou uma entrada de capital na SAD sportinguista de 18 ME.
  7. O Sporting recuperou os passes dos jogadores que estavam hipotecados ao BES.
  8. O BES, antes de falir, reestruturou a dívida ao Sporting.
Agora tou baralhade!
  1. O capital que entrou na Sport TV, no Sol, no CM e no SCP será parte dos 4 MME?
  2. Serão os contribuintes lusos a pagar, pelo menos parcialmente, o buraco do BES?
  3. O CM, o Record e o Sol são os pontas-de-lança do SCP na comunicação Social?
  4. Seremos todos impotentes, salvo seja, mas não somos patetas. Nem sempre.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Marítimo-Benfica (0-4)

      Mais um difícil obstáculo ultrapassado, com nota máxima. Perante um adversário tradicionalmente difícil, a equipa do Benfica apresentou-se concentrada, coesa e confiante, tornando aparentemente fácil o que parecia problemático. O regresso do capitão Luisão, Eliseu e Sálvio reforçaram os argumentos técnico-táticos da equipa. Já a saída por lesão de Gaitan, o principal criativo, deixou-me preocupado por ser uma área algo deficitária, especialmente após a saída de Enzo. É verdade que a equipa encarnada deu demasiado espaço no meio campo, o que é fatal com certos adversários, mas foi Ola John que, com um magistral passe aéreo isolou Toto, para este, com uma soberba execução, fazer o primeiro golo da noite. Este lance do substituto de Gaitan mostrou como pode ser lançado o ataque sem o custo do desgaste físico inerente ao transporte, finta e drible, como era característico do jogo do Enzo. John, viria a marcar o segundo tento, numa arrancada fulgurante a responder a um passe soberbo do Toto. Este foi o homem do jogo, tendo marcado mais um golo pela direita e feito a assistência "assassina" para Lima fazer o quarto e fechar a contagem. Tinha pedido um golo a Sálvio, hoje no face, e ele marcou dois!, da próxima vou pedir-lhe dois. Júlio Cesar teve pouco trabalho, apesar do denodo da equipa maritimista, mas esteve lá quando foi preciso, negando o golo com uma tremenda defesa em que, in extremis, desvia a bola para a barra! É na baliza que se começam a ganhar os jogos. Depois do quarto tento, os jogadores encarnados baixaram de intensidade e o jogo empastelou-se até ao fim.
      A equipa madeirense bateu-se bem mas não teve argumentos suficientes, havendo a lamentar algumas "flautadas", entre as quais, a que vitimou Gaitan, esperemas que, sem gravidade.
      Quanto à equipa de arbitragem, excepto num ou noutro caso menor, não me pareceu mal. O jogo não teve casos.
 
      O mesmo não se pode dizer do jogo Penafiel-Porto em que, segundo consta foram irregulares os três tentos dos visitantes! Nada de admirar vindo da Artur Soares Dias. A choraminguince hipócrita de Lopetegui, Pinto da Costa e Cª, renderam pelo menos dois pontos aos azuis, mostrando que, no seio da arbitragem, ainda habitam velhos fantasmas.
 
      Já quanto as queixas de gente ligada aos mesmos azuis por omissão de enaltecimento dos feitos desportivos de Pinto da Costa e Pedroto, são mais difíceis de interpretar, visto que, o grande, o principal objetivo da gala da FPF, era o de destituir Eusébio da Silva Ferreira de melhor jogador Português de sempre, atenuando um ressentimento de décadas dos universos verde e azul. Eusébio pressentiu isso e deixou de querer viver. Preferiu ir-se embora que sujeitar-se à previsível humilhação. A morte de Eusébio tem causas...e nem todas são biológicas. É o que penso. E tu Ronaldo, alguma vez pensaste nisto, na tua caminhada para a glória? E já pensaste que ser bola de ouro pelo Real Madrid não tem o mesmo valor que ganhá-la contra o Real Madrid?, Estou satisfeito com a tua vitória, sim, especialmente por seres Madeirense, mas guardo a mágoa de nunca teres tido a nobreza de proteger Eusébio dos seus detratores. E podias tê-lo feito!, Um dia percebê-lo-ás.
 
 
 
 
     

O "Pinsador Bermelho"!

Isto é um "suponhamos";

   1)      Pinto da Costa visitou José Sócrates na prisão de Elvas.

    2)      José Sócrates anunciou recorrer das escutas.

    3)      Pinto da Costa foi absolvido no Processo do Apito Dourado devido à anulação das escutas pelo Supremo Tribunal Administrativo, cujo Presidente, salvo o erro, é um indefetível portista.

    4)      Pinto da Costa e José Sócrates são amigos de Joaquim Oliveira, acionista de referência do Porto, acionista maioritário da Controlinveste, que controla a Sport TV, e da Olivedesportos que detém os direitos desportivos da maioria dos clubes de futebol da 1ª Liga, e do Jornal de Notícias, e do Diário da Notícias, e da TSF.

5)      JN, DN e TSF, são conotados como próximos do PS e do FCP (o JN é considerado por muitos como o jornal oficioso do FCP).

6)      BCP e BES converteram a dívida da SportTV em participações  nesta empresa integrando o seu Conselho de Administração.

7)      Consta que Proença de Carvalho mediou a negociação da dívida entre aqueles bancos e Joaquim Oliveira.

8)      Proença de Carvalho é o Presidente da empresa que controla a Sport TV, cujo Presidente executivo vem do grupo Amorim.

9)      Proença de Carvalho é, ou foi, advogado de Sócrates.

10)   Américo Amorim é acionista de referência do Porto.

11)   José Sócrates prometeu ajudar Joaquim Oliveira a encontrar financiamento para as suas empresas.

12)   José Sócrates orientou o diretor do JN para “dar luta” ao CM, que investigava os seus casos.

13)   Carlos Magno, reuniu com Proença de Carvalho havendo quem pense que foi para se comprometer a pressionar o CM a travar a investigação a José Sócrates.

14)   Carlos Magno, indefetível portista, foi nomeado para presidir à ERC por José Sócrates enquanto 1º Ministro.

15)   Carlos Magno tomou uma posição de neutralidade.

Isto parece mesmo o “Autocarro da Nazaré”; ora vamos lá a ver:

a)      O universo de Joaquim Oliveira fará favores ao PS e ao FCP?

b)      O PS fará favores a Joaquim Oliveira e ao FCP?

c)       O FCP fará favores a Joaquim Oliveira e ao PS?

d)      Proença de Carvalho será o mediador de todos entre si e com os vários poderes conexos?

e)      Quando há um jogo de futebol na 1ª Liga em Portugal, o que estará, efetivamente, a acontecer, além de 22 jogadores a correr atrás da bola?

Podem tentar dar-nos as tangas que quiserem, não devem é pensar que somos totós!

sábado, 17 de janeiro de 2015

Antes quero o Mar Alto!

         




     

Progresso




     
      Quando os pescadores portugueses eram "atrasados" iam orgulhosos com seus barcos pescar o peixe para as suas famílas e comunidades. 
     
      Hoje que são "cebelezados" vão, resignados, comprar o peixe aos "Continentes"  com o subsídio que, envergonhadamente, receberam da orgulhosa europa.
 
"...Lá no mar a vida dói, custa a levar, porque o mar é falso e além de falso é vário. Mas cá na terra é que foi, e não no mar, erguido o calvário!"

Jaime Neves e o 25 de Novembro

     
   Eanes, o homem que gosta das pessoas e suscita lealdades, é o chefe do Comando Operacional do 25 de Novembro. Neves é o chefe operacional.

      Graças ao DL 577-A/75, do Governo de Pinheiro de Azevedo, Jaime Neves integrou no Regimento de Comandos da Amadora (RCA), onde predominam oficiais do curso de 53/57 da Academia Militar, cerca de 300 veteranos constituindo duas companhias; uma sob comando de Sousa Gonçalves - da 2ªCCMDS - a outra comandada por Sampaio Faria - da 3ª CCMDS. Na reserva ficaram outras duas.
      Concentrando o ódio da esquerda totalitária, em especial do MRPP, o RCA é alvo de ataques da RTP e da EN bem como de frequentes manifestações junto ao quartel, chegando a Somague a tentar impedir a saída de viaturas. Militarmente isolados na grande Lisboa, o RCA conta com o apoio de ex-comandos fortemente organizados e espalhados pelo país, bem como do apoio político de Pires Veloso, do Cónego Melo, do Partido Socialista e da Igreja. No plano operacional, o RCA conta com quatro companhias no Norte; Braga, Vila Real, Lamego e Porto; duas do Centro e o Regimento de Cavalaria de Estremoz - o regimento de Spínola. O maior apoio porém é o que sentem por parte da designada maioria silenciosa.
      A Ordem de Operações, uma guerra civil, segundo o seu autor, Ramalho Eanes, é apresentada por este, acompanhado por Rocha Vieira, ao General Costa Gomes. Na ausência de Eanes, a planeada distribuição de armas é efetuada principalmente ao Partido Socialista através de Edmundo Pedro e Manuel Alegre por Galvão de Figueiredo, sob ordem de Tomé Pinto, tendo Eanes assumido a responsabilidade enquanto chefe do Comando Operacional.
      Os principais objetivos dos militares democratas são; o quartel da força aérea de Monsanto, a Polícia Militar e outros na calçada da ajuda, o COPCON no Forte do Alto Duque em Belém, e os paraquedistas de Tancos. A unidade de Monsanto não ofereceu resistência aos homens de Neves. Foi na Calçada da Ajuda que os cerca de trezentos comandos, agrupados em três companhias, enfrentam mais de dois mil militares; a de Jaime Neves, acabado de ser promovido a tenente-coronel, que sobe a calçada de chaimite, a 113ª do capitão Manuel Apolinário, que entra na calçada pelo lado esquerdo, e a 112ª do capitão António Lourenço, que desce a calçada.
      Pelas oito horas do dia 26 de Novembro, a chaimite de Neves, onde vão Ribeiro da Fonseca, Arnaldo Cruz e Vitor Ribeiro, inicia a progressão na Calçada da Ajuda, rebentando subitamente sobre ela uma trovoada de tiros vindos de todos os lados; do quartel e das casas particulares à esquerda. Há confusão de gritos, tiros e correrias, Neves, com meio corpo de fora da viatura, via rádio, dá ordens aos seus homens para não responderem ao fogo. José Eduardo Oliveira Coimbra vindo do cimo da calçada com a 112ª é atingido em cheio na crossa da aorta, acabando por morrer no Hospital Militar de Infectocontagiosas. Na CCMDS 113ª o furriel Joaquim dos Santos Pires é morto pelo fogo de metralhadora proveniente do Regimento de Cavalaria 7, frente ao quartel da Polícia Militar. Obedecendo à ordem de contenção, os comandos cercam o quartel da PM conseguindo posição de domínio. Do lado contrário é morto o aspirante Ascenso Bagagem. Neves avança de chaimite e derruba o portão de Lanceiros 2, tomando o quartel sem um tiro. Na frente da formatura na parada dos militares derrotados ordenada por Jaime Neves está Mário Tomé, que revelou honra na derrota. Quanto ao comandante da unidade, que revelara grande bravura na Guiné, ter-se-á refugiado debaixo de uma secretária, segundo Tomé. Ás três horas termina a operação, seguindo-se a passagem de passaportes aos militares derrotados, tendo ficado no comando do quartel da Polícia Militar, o bracarense Jaime Abreu Cardoso, figura lendária entre os comandos.
      Ao terceiro dia, a 112ª Companhia de Comandos cerca o Forte do Alto do Duque com o objetivo de prender Otelo e todo o Copcon. Mas foi Eanes que, surgindo com um grupo armado, levou Otelo, recusando-se a prendê-lo, contrariamente à exigência deste. No quartel apenas havia alguns fuzileiros, que incitavam à acção, e alguns oficiais. 
     
A maior preocupação porém era com a sublevada tropa especial de paraquedistas de Tancos, liderados pelo major Mascarenhas Pessoa, dos quais se esperava forte reação. Tal não viria a ocorrer graças a uma inteligente manobra administrativa do Chefe de Estado Maior da Força Aérea, general graduado Morais e Silva que proíbe o fornecimento de alimentação, atribuição de verbas e qualquer tipo de apoio aos militares sublevados, desmoralizando-os, até porque boa parte deles são instruendos. A recusa de apoio aos paraquedistas por parte de Heitor Almendra, a alma mater dos paras, conterrâneo e amigo de Neves, acabado de regressar de Angola com centenas de paraquedistas, que despreza Mascarenhas pessoa, desativaria em definitivo a sublevação dos boinas verdes.

      Ao fim de quatro dias, os principais suportes militares do PREC estão dominados e Jaime Neves, com os pés em chaga, pode então descalçar as botas e caminhar para a posteridade.
      Para Jaime Neves, o 25 de Novembro foi um contragolpe na extrema-esquerda e nos comunistas de Cunhal. Porém, a fragilidade de oposição do PCP alimenta a suposição de que a principal intenção de Cunhal, Pato, Lourenço e companhia, consistia na entrega das províncias ultramarinas à órbita soviética através do “internacionalismo proletário”. Angola, com as manobras de Rosa Coutinho, a independência e o MPLA no poder duas semanas antes do 25 de Novembro parece comprová-lo.
     
Duas das consequências do 25 de Novembro foram o fim da oclocracia e a eleição de Ramalho Eanes para a Presidência da República; o primeiro democraticamente eleito, com o apoio de Jaime Neves, que participa na sua campanha. Este não tem apetência pela atividade política e recusa-a, considerando os políticos, tal como Torga - seu conterrâneo - “papagaios insinceros”. Confia na intransigência da defesa da democracia do seu amigo e camarada Eanes, cujo caráter conhece, por isso o apoia.


      Formalmente, é o “Documento dos Nove”, elaborado por Melo Antunes, considerado por Ramalho Eanes e muitos outros “ o pai da Democracia em Portugal” que põe termo ao PREC. Um documento que evita a aniquilação do PCP constituindo simultaneamente um aviso à extrema-direita. Jaime Neves, contrariamente ao que foi difundido, não quer “dar cabo” do PCP nem da Intersindical, não se coibindo porém de criticar ambos. Apesar de tudo, Neves não está satisfeito; quer deitar a mão aos lideres do PREC e “no mínimo, expulsá-los de Portugal”, nunca, encostá-los ao “paredón”.
     
Efetuadas as comoventes honras militares aos falecidos furriel Pires e tenente Coimbra, os seus funerais são sentidos pelo Povo. No de José Coimbra, tripeiro da rua de Santo Ildefonso, milhares de pessoas inundaram a ponte D. Luis, que parece ter tremido com a carga humana. Jaime Neves fica com a sua kalashnikof.

Sintetizado de "Jaime Neves, Homem de Guerra e Boémio" da autoria de Rui Azevedo Teixeira, editado pela Bertrand 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Benfica B-Porto B (3-2)

Um jogo interessante em que a equipa do Benfica sofreu para vencer, embora com justiça. 

Entrando " a matar", os encarnados rapidamente se colocaram em vantagem no marcador e numérica, na sequência de uma grande penalidade concretizada exemplarmente por GG a punir falta sobre si, quando, isolado na área, se preparava para o remate fatal.
 
A ganhar e em superioridade numérica, a equipa encarnada, acreditando ingenuamente numa vitória fácil, desacelerou e numa subida fortuita os azuis  fazem o empate num remate bem colocado, com Varela muito mal batido.
 
Com os azuis bem fechados atrás, e sem a intensidade ofensiva que mostrara no início, o Benfica tinha dificuldade em criar situações de golo.
 
Já no início da 2ª parte, o Porto, confiante, apesar da inferioridade numérica que não se fazia sentir no terreno, vem com tudo para cima do Benfica, virando o jogo num belo golo de Gonçalo Paciência. Aqui chegados a reviravolta parecia muito difícil. Mas aconteceu, com dois golos do jovem central Fábio Cardoso, depois de duas flagrantes perdidas de GG, isolado perante o guardião azul.
 
Estão de parabéns os bês do Benfica pela serenidade e talento que revelaram perante um adversário valoroso que quis ganhar o jogo. Esperemos porém que tenham aprendido a lição ,contra 11, 10, ou 9, nunca deve negligenciar-se o adversário e o jogo só acaba com o apito final.

Terrorismo na Europa

      Se os bárbaros atos que se verificaram recentemente em Paris merecem toda a nossa repulsa e oposição em nome da Liberdade e da comiseração cristã, não é menos verdade que estes mesmos valores devem suscitar o levantamento da população contra o projeto europeu em curso que os marginaliza, sobretudo a dos países ditos periféricos, em benefício das elites, contra os princípios consagrados na Declaração Universal dos Direitos do Homem, que, hipocritamente, ela própria adotou. É por isto que estou com Moita Flores, a quem envio um grande abraço, neste corajoso texto publicado hoje no Correio da manhã e que parcialmente transcrevo a seguir, com vénia e pedido de desculpa ao popular diário.
"Europa Terrorista:
"A quadrilha que vai liderar a manifestação de Paris prostituiu a Europa, mentiu nos sonhos, matou os projetos de Vida. Esta quadrilha quis emigrantes para a mão de obra escrava e desprezou o valor do trabalho. Desprezou o emprego. Desprezou a escola e a educação. Atirou para a fome e para a ruína milhões de desgraçados. Mas pior do que isto, a Europa cínica que hoje habitamos matou a Europa de Monet. Fez da União Europeia uma pantomima, aceitou de joelhos os ditames da Alemanha que fala por nós, contra nós, imperialismo da especulação que matou sonhos. Quem mata sonhos não pode esperar outra coisa a não ser a multiplicação da raiva, da indignação e, finalmente, do ódio. ... É esta a Europa cínica, e canalha, que aceitou o apelo de Hollande e vai fazer de conta que é amiga da liberdade de expressão."