Desporto

segunda-feira, 13 de agosto de 2012


Benfiquistas de salto alto e outras curiosidades.


Quando vi o árbitro cair de “malhão morto” estatelando-se no relvado com os braços em cruz e a cabeça descaída para o lado, disse: "- O Luisão deu uma cabeçada ao árbitro! Ora, é isto mesmo que é preciso fazer aos proenças, olegários e outros “artistas” que todos os anos roubam títulos ao Benfica! Ninguém mais se atreveria a fazê-lo! Então o bacano, deixou os alemães distribuírem paulada à vontade em todas as zonas do campo sempre que os atletas do Benfica recuperavam a posse de bola e agora em duas entradas viris, em que o Javi interceta, de facto, a bola, dá-lhe dois amarelos?"

Apesar de, as imagens, não terem ainda revelado exatamente o que aconteceu, pareceu-me que tinha havido um contacto acidental entre o Luisão e o árbitro, incapaz porém, de suscitar resultado tão tragicómico! Deduzi que o árbitro deverá ser portador de doença do foro cardíaco, depois de me ter ocorrido que se trataria de uma armadilha engendrada pelos agentes de que o outro clube, dispõe na rua e nas múltiplas comissões da UEFA.

Á noite, na Benfica TV, ouvi um adepto Benfiquista, via telefone, com ar seríssimo, censurar o jogo viril do Javi, após enaltecer o seu Benfiquismo!...Que se deveria falar com ele…pedindo-lhe para jogar de outra forma…que assim prejudicava o clube…etc.! Sugiro à Direção desportiva que obrigue o Javi e restantes atletas a jogar com botas de salto alto, florzinha no cabelo, laçarote ao pescoço e saiinha plissada até meio da perna!

De seguida, os comentadores da TVI24 e da SIC notícias, respetivamente, Fernando Correia e David Borges centravam a atenção no suposto gesto irrefletido de Luisão e nas “catastróficas” consequências para o clube, apesar de não perceberem o que, efetivamente, se tinha passado, revelando a habitual e repugnante reserva mental relativamente ao Benfica. De facto, salvo o infeliz desfecho, tratou-se de uma cena que ocorre em quase todos os jogos em toda a parte do mundo! Nem uma só palavrinha em defesa de Luisão apesar de, em cerca de dez anos que já leva da Portugal, não se lhe  conhecer conduta desportiva violenta!

A “A Bola" de hoje, exibe na 1ª página: “Árbitro preparava-se para expulsar Javi Garcia, quando foi atingido por Luisão. Caiu desamparado e não recomeçou o encontro.”  Por momentos esqueci o que tinha visto e fiquei a saber, que Luisão tinha agredido o árbitro com tal violência que este se tinha estatelado no relvado e estava ferido, a ponto de não ter condições para continuar o jogo!  Recuperei a memória e pensei no que teria acontecido se Luisão tivesse atirado a bota à cabeça do proença quando este ofereceu mais um campeonato ao outro clube.

No CM, Moita Flores (MF) atribuiu a responsabilidade do incidente ao árbitro o qual, segundo ele, revelara superar em manha o nosso Atleta! Não percebo como é que alguém idóneo, como é MF, considera Luisão manhoso! Só pode ser a fatal dor de cotovelo!

Durante o gostoso cafézinho do almoço, disse-me o meu amigo João dos Remédios, que um tal gerente de caixa, à porta de um conhecido supermercado, manifestara o seu comovido pesar  pela má imagem que tão desastrado ato provocara ao futebol Português, que assim ficara manchado para todo o sempre, deixando subentendido que o negócio da fruta é muito mais prestigiante.

Os Dirigentes do Benfica, devem averiguar quem é o árbitro, de onde veio, o que faz, o seu historial, quem o recrutou e porquê. Não me espantaria se tivesse ingerido fruta de dormir na noite anterior! Afinal, supermercados há muitos e não só em Portugal ou na uefa!
AB

sábado, 11 de agosto de 2012

São Jorge da Mina



Fortaleza de S. Jorge da Mina da cidade de Elmina no Ghana

Foram os Portugueses que, em 1482, construíram o Forte de S. Jorge da Mina, na sua Feitoria da Mina, situada na cidade de Elmina, tomada pelos Holandeses no século XVII - 1637, época em que Portugal estava sob domínio Espanhol, por sua vez em guerra com os Neerlandeses, os quais atacaram as desprotegidas possessões Portuguesas por toda a parte, tendo conquistado algumas delas. S. Jorge da Mina foi tomada pelos Ingleses em 1874 que constituiram a Costa do Ouro, a qual  se tornou finalmente independente em 1957.

Não pude evitar um breve arrepio quando entrei no Forte de S. Jorge da Mina, perguntando-me que povo seria aquele, que, há 570 anos, chegara àquele local e nele instalara a primeira Feitoria Europeia em África a partir da qual desenvolveu intensa e proveitosa atividade comercial, chegando mesmo a impor, durante quase 200 anos, a sua soberania na região.

O orgulho, porém, rapidamente deu lugar à deceção ao constatar que uma das mercadorias mais valiosas que ali se transacionara era…humana! Amontoada e agrilhoada nas exíguas, escuras e asfixiantes celas que se veem nas fotos, através das quais “circulavam”, por métodos desumanos, até sucumbirem, acabando enterrados na praça interior do próprio forte, ou serem “despejados” nos navios que os aguardavam, fundeados no exterior, paredes meias.

Bem no centro de todo este horror uma capela portuguesa! Uma capela onde a guarnição do Forte celebraria as homilias Católicas! Os valores de Jesus Cristo! Afinal, para que serviria a capela? Perguntei-me perplexo, ensaiando uma explicação plausível; a Igreja Católica não considerava os negros como seres humanos dignos de Cristo! Mas como? Se a principal revolução por ele  introduzida consistiu, precisamente, em pôr fim a qualquer tipo de discriminação humana! Recordei  como derrubou decidido, os dogmas da época, recusando-se a excluir os designados ímpios e  blasfemos! Recordei Maria Madalena! Não; aquela não foia Igreja de Jesus Cristo!

Mas então, uma das missões atribuídas pelo Vaticano aos Portugueses não consistia, precisamente, na difusão da Fé Cristã pelos indígenas dos “novos” territórios, razão da inscrição da bonita Cruz de Cristo que a nossa Sagres, ainda hoje, orgulhosamente, ostenta? Então porque se condenavam à escravidão os destinatários da evangelização Católica? Que entendimento tinha a hierarquia Católica da Doutrina de Cristo? Consider-se-ia com poder para decidir quem era ou não, merecedor da Cristianização? Que terá feito perante o escravo evangelizado? É este um dos paradoxos da História que gostaria de compreender! E que a Igreja Católica tem obrigação de dar!

Compulsivamente, emergiu-me a convicção de que os europeus e os americanos têm uma dívida profunda para com os povos africanos colonizados, pelo sofrimento que lhes causaram ao escravizá-los, em nome do almejado progresso económico, que acabariam por alcançar e lhes garantiu a supremacia global sobre os restantes povos.

Após entrarmos na primeira cela, ouvimos a porta de ferro bater com estrondo! O Guia tinha-a fechado para dar mais realismo ao horror que pressentíamos! Por momentos, enquanto procurava inexistentes entradas de ar exterior, pensei no que faria se lá permanecêssemos fechados. Foi com alívio que vimos a porta a abrir-se, tendo prosseguido a visita, calcorreando todos os compartimentos do forte, os quais se apresentavam em bom estado de conservação, incluindo os cadafalsos, testemunhos de uma das maiores vergonhas da Humanidade e do Ocidente!

 
No exterior, mesmo junto à muralha, um exuberante relógio de sol, presumo que, com a idade do Forte. Na praia construía-se uma “bateira” tradicional, cujo o casco era um tronco de árvore escavado, sobreelevado lateralmente com recurso a longas tábuas. De propulsão mista; a remos e com motor fora de borda, cada embarcação poderia levar entre 10 a 30 tripulantes. A pesca era exercida tanto junto à praia - a que assistimos - como a muito longa distância - geralmente na costa do Togo - a vários dias de viagem. Uns metros além, o porto de pesca, onde as “bateiras” se aglomeravam, indiciando ser esta a principal atividade económica apesar de pouco rentável, como se percebia pela visível pobreza geral da população.

No piso reservado ao Governador da Feitoria, sua família e guarnição, uma exposição de pintura, artesanato e literatura condizente, mais dirigida à captação de recursos do que à divulgação cultural.

Um pequeno bando de jovens no exterior, assedia com persistência incomodativa os visitantes, tentando obter alguns cedi a troco de pequenas bugigangas.

Regressámos a Tema, almoçando  no terraço de um ótimo hotel próximo, junto à praia, algo que tive dificuldade em tragar e de onde se avistava o Forte…e…as “sereias” que se recreavam na piscina, as quais responderam com aparente entusiasmo aos nossos patéticos acenos.

AB

sexta-feira, 10 de agosto de 2012


Esperteza saloia!

Só a eminência da bancarrota levou o Estado, através do Governo, fazer o escrutínio das Fundações, entre as quais a célebre Fundação Porto-Gaia! Segundo noticiou a imprensa, Vítor Gaspar terá ficado surpreendido com os montantes envolvidos - 1500 ME de 2008 a 2010! Com cerca de 15000 entidades na esfera do Estado, obviamente que nenhum Governo tem a menor ideia de como se gasta grande parte do dinheiro dos contribuintes! Portanto, não foi o critério de promoção da justiça social, nem o de poupar os contribuintes, que conduziu a esta ação, apesar de se saber que, em muitos casos, se trata de um estratagema para reduzir a carga fiscal dos seus promotores, noutros para desorçamentar despesas quer por parte de algumas autarquias quer por parte de alguns organismos estatais.

O caso Porto-Gaia, é do conhecimento público há muitos anos! Eu mesmo publiquei aqui uma crónica a esse respeito, onde “exigia” uma atitude enérgica por parte dos dirigentes do Benfica, junto de quem de direito. Outros colegas, em vários locais, o fizeram. Tal não foi suficiente para suscitar qualquer diligência das entidades que têm obrigação de fiscalizar e pôr cobro a estes abusos, preferindo “castigar” o silencioso contribuinte!

Ocorre-me de imediato a justificação de Laurentino Dias para a perseguição - em minha opinião - que moveu ao Nuno Assis e que culminou com a suspensão desportiva deste por um ano, motivo suficiente para o Benfica perder esse campeonato. Justiça desportiva! Disse ele! Justiça desportiva, uma ova; digo eu! Porque não viu a injustiça desportiva que constitui o facto de o crónico campeão nacional beneficiar de um centro de treino sem ter despendido um cêntimo na sua construção nem nos custos de manutenção, limitando-se a pagar uns míseros 500 euros mensais de renda? Tal omissão constituiu um insulto a todos os Portugueses, em especial, aos adeptos dos clubes rivais do campeão do regime.

Bem sabemos que este é apenas um dos muitos e avultados apoios de que esse clube beneficiou e que hoje, são decisivos na diferenciação da gestão financeira e desportiva face aos clubes rivais. À semelhança do que foi recentemente efetuado na Câmara de Lisboa relativamente aos apoios concedidos por esta ao Benfica, gostaria que se fizesse investigação semelhante relativamente à Câmara do Porto, à empresa Metro do Porto e à Estradas de Portugal!

Disse Filipe Menezes (FM) no CM de hoje, que a dita fundação não recebeu nem se antevê que venha a receber qualquer apoio público em 2012, sendo a totalidade das despesas suportadas por receitas próprias! Terá dito ainda o inenarrável FM que, “se calhar vamos extinguir as duas fundações” e que tal, “não é da competência do Governo”. Eu acho que, tais fundações, serão extintas logo que descubram outra forma de compensar o clube do regime.

Filipe Meneses é um regionalista radical e alimenta desde há muito a esperança de ascender à Câmara do Porto. É para mim óbvio que pretende constituir um tandem com o clube do regime desencadeando “a luta” pela constituição da, por alguns, tão ansiada região Norte. O “fechar de olhos” dos sucessivos Governos, quanto a mim, indicia uma anuência tácita, num encorajamento implícito à criação de situações de regionalização parcial de facto.

Eis-nos, por fim, chegados à questão primordial! A natureza política do outro clube! Repeti-lo-ei bem alto, hoje, como ontem e amanhã; o Porto, hoje, não é um clube de futebol; é a ponta da lança de uma organização político-económica regional que tem beneficiado de apoios cúmplices vários a nível nacional. Estou frontalmente contra; à política o que é da política e ao futebol o que é do futebol. Caso contrário, também os sócios e adeptos do Benfica terão de o fazer, sob pena de terem de assistir ao definhamento do clube, engalfinhando-se em mútuas acusações.

Viva o Benfica!

domingo, 5 de agosto de 2012


Amarga descoberta
2012.08.04
Toninho da viola, esparramado no velho cadeirão, emergiu lentamente do suave torpor da tarde. Pachorrento, levantou-se, bocejou e espreguiçou-se com prazer. Estava, finalmente, operacional! Reparou nos malotes, malas e sacos em volta, anunciando o breve regresso. Estoico, encheu o peito, pegando num saco em cada mão e desceu à rua onde estacionara o VW mesmo frente à porta. - Olhe que isso é muito pesado! Disse-lhe a norinha, preocupada, face ao volume dos malotes. - É agora pesado! Sabes lá! Tá aqui um peso! Respondeu brioso! Uma e outra vez subiu a escada; a coisa corria bem. -Faltam as violas! Mas quem me mandou trazê-las? Estava doido! Pensou contrariado! Finalmente estava pronto! Pronto não! No primeiro degrau da escada jazia o humilde e solitário, o saco preto do lixo da cozinha! - Á ladrão estás aí e não dizias nada? Pensou enquanto se dirigia ao contentor do lixo, mesmo em frente da oficina dos pneus. Aproveitou o levantamento da tampa pela vizinha e, com uma corridita, arremessou o saco bem para o fundo do contentor. - Já está! Pensou, esfregando as mãos satisfeito com a façanha que acabara de realizar, assobiando um velho fadinho.
Já de regresso; - …A Rosalina, trailarai, larai, lai, lai…grande fado pá! Uma voz…fabulosa! Esta malta de agora nem sabe o que é o fado a sério! O que cantam não é fado…é outra coisa qualquer…parece que têm vergonha! Foi o que deu o 25 de abril! Filosofava Toninho, satisfeito com o stock de CDs de que dispunha para a viagem, confirmando a anuência da “sueca”, já preocupada com o almoço. Ninharias, pensou. Fadinho após fadinho, CD após CD, lá chegaram a Peniche, remoendo ambos, a “ladroagem” do aumento da portagem mas ainda a tempo de dar uma saltada ao escritório.
Declarando-se dispensado da descarga, dado o esforço despendido na condução, Toninho mudou de roupa e foi à procura dos sapatos. - Sueca! Onde estão os sapatos? Perguntou a plenos pulmões. – Estão no saco preto com as minhas sapatilhas, respondeu, ao longe, a sueca! - O saco preto? Qual saco preto? Não vejo aqui nenhum saco preto! Onde é que está o raio do saco preto? - Há-de estar aí junto dos outros! Subitamente, lembrou-se que se cruzara com o seu filho João, quando se dirigia ao contentor do lixo! - Ai! Querem lá ver? O João vinha dos lados do contentor! Sentiu um vazio no estômago, perguntando já desanimado: - O saco era preto? - Era! Disse a sueca. Toninho deixou-se cair pesadamente na cadeira levando a mão à cabeça. - Olha lá, quanto custaram as sapatilhas? – Sei lá! Aí uns 30 euros. - E os sapatos? - Não me lembro; se calhar aí outros 30! - Ora 30 mais 30 são 60, mais gasolina, mais portagens, sim senhor! Pensou perguntando indignado: - Quem te mandou pôr os sapatos no saco preto? - Eu disse-te! Respondeu a sueca. - O saco preto é sempre para o lixo, não sabes disso? Mudas-te a rotina e deu asneira! Nunca mais aprendes pá! Desalentado: - Olha lá, o Benfica joga hoje?


terça-feira, 31 de julho de 2012

Lei dos Compromissos e dos pagamentos em atraso: por FERNANDO SEARA 20 Julho 201214


A publicação da Lei n.º 8/2012, de 21 de fevereiro, e do decreto-lei nº 127/2012 de 21 de Junho, coloc(ar)am à gestão autárquica um conjunto de novos desafios que vão mudar radicalmente os conceitos normalmente utilizados para a concretização das estratégias e políticas que cada eleito assume para a respetiva autarquia, seja ela de pequena ou grande dimensão, seja município ou freguesia, tenha maior ou menor capacidade/disponibilidade financeira .

Doravante, em vez dos orçamentos que permitiam a execução de despesas em valores, muitas vezes superiores à receita efetiva, o que agora importa são mesmo as verbas recebidas. Como nos nossos agregados familiares, o teto da despesa passa a ser o rendimento disponível, não se podendo contar com endividamento (que está vedado) nem com atrasos no pagamento aos fornecedores.
Se tivermos verbas disponíveis podemos encomendar. Podemos fazer obra. Concretizar subsídios. Disponibilizar apoios. Se não tivermos, teremos de aguardar que venham a existir (independentemente das estimativas orçamentais, mais ou menos otimistas que se possam fazer).
Este pacote legislativo surge -convém afirmar sem rodeios ou sofismas - devido a anos de sobreorçamentação e de sobre-endividamento num conjunto de autarquias. Independentemente dos defeitos e virtudes da Lei dos Compromissos, é hoje claro que algo teria de ser feito para travar o aumento do défice nas contas públicas. E mesmo na administração local, que representa menos de 5% do défice total, as coisas não poderiam continuar a "evoluir" como até aqui.
Só no ano de 2010, o valor total dos orçamentos dos 308 municípios do País foi de 13,2 mil milhões de euros, permitindo assumir-se despesa na ordem dos 10,7 mil milhões. Contudo a receita arrecadada nesse ano rondou os 8,2 mil milhões, ou seja, só nesse ano o défice criado foi de 2,5 mil milhões de euros. Também o prazo médio de pagamento foi de 151 dias, sendo que em alguns municípios esse prazo ultrapassou os dois anos e em pelo menos 20 foi superior a um ano.
Naquele ano, os atrasos de pagamentos da totalidade dos municípios atingiu os 15 mil milhões de euros, importando salientar que, em muitos casos, o endividamento líquido representa mais de 200% das receitas cobradas anualmente, e em alguns casos, felizmente poucos, esse rácio sobe acima dos 300%. O que estes números evidenciam é que na administração local existem organismos que assumiram dívidas que, não fazendo qualquer outra despesa (ou seja, fechando as portas), levariam pelo menos três anos a pagar. Se a este cenário acrescentarmos o facto de estes dados serem reportados a 2010 e se tivermos presente que em 2011 e 2012 as receitas efetivas dos municípios estarem a registar quebras bastante acentuadas, sobretudo nas zonas turísticas, onde os valores do IMT (imposto sobre a venda de imóveis) caíram mais de 70%, podemos ter noção da catástrofe financeira que alguns estão a viver e da tarefa hercúlea que vai ter de ser desenvolvida para colocar estas instituições a funcionar com orçamentos de base zero, que é no fundo o que este pacote legislativo pretende implementar.
Muito se tem dito e escrito sobre a Lei dos Compromissos. Que os municípios vão parar. O tempo do dizer que "sim a tudo" terminou. Agora é o tempo de dizer que "não " a muitos e dizer que sim, por seleção de prioridades, a alguns. E esta opção é bem perturbante em ano pré-eleitoral e será, para alguns, bem dramática ao nível do Orçamento para 2013 em razão das eleições autárquicas que se realizarão no próximo outono de 2013. É inequívoco que em ano de eleições a despesa "dispara". Podem não ser obras hoje em dia. Serão outros apoios, outros subsídios, certo tipo de "doações".
Em alguns municípios portugueses, que estão a aplicar a lei desde a sua publicação, nada disso aconteceu. Em primeiro lugar, porque não foram cometidos, ao longo dos anos, os excessos que agora vamos tendo conhecimento. Seja na administração central - muito -, seja na regional - em certos casos bastante e com discursos de omissão que, de tão repetidos, já cansam! -, seja em alguns municípios.
Em segundo lugar, porque em alguns casos se assumiu que a leis da República - discordemos ou não - são para cumprir. Pararam as requisições quando tal foi necessário para os serviços se organizarem. Reformulou-se o planeamento das despesas. Estabeleceram-se novos procedimentos e mecanismos que permitissem uma mais fácil transição.
Neste momento, o ponto da situação da aplicação da Lei dos Compromissos na administração local é preocupante. Em primeiro lugar, porque alguns municípios apenas se começaram a preocupar com a matéria após a publicação do decreto-lei. Depois, porque as freguesias, na sua generalidade, ainda não estão alertadas para as responsabilidades e consequências desta legislação e muito menos preparadas para a sua aplicação. E, por fim, porque as dívidas em atraso são de tal dimensão que planear a sua regularização implica condicionar as receitas de vários anos próximos.
Estamos, pois, numa encruzilhada. Por um lado, uma fatia muito significativa de autarquias assumiu nos últimos anos responsabilidades que não têm capacidade para pagar. Por outro, essas mesmas entidades ainda não se consciencializariam das alterações e das implicações trazidas por esta lei, não tendo ainda dado passos relevantes no sentido da sua aplicação.
Por fim, gostaria de assumir uma certeza. Os orçamentos dos municípios e das freguesias vão ter de ser ajustados às receitas efetivas, porque essa é a única forma de cumprir com a Lei dos Compromissos. Isso terá de ser comunicado o quanto antes a todos aqueles que dependem dos nossos orçamentos. Para que também eles façam, o mais depressa possível, o devido reajustamento. Num aspeto a lei é inequívoca: não havendo fundos disponíveis, qualquer contrato, protocolo ou acordo é nulo, isto é, não produz efeitos.




quarta-feira, 25 de julho de 2012

A entrevista de Fernando Tavares - 5ª Parte (Última)


O Futuro:

A divisão dos Benfiquistas, fomentada pelos dirigentes do outro clube, é um facto com responsabilidades de ambos os lados! Aqui não há inocentes! A intolerância está nos dois lados sendo que um deles está legitimado por sufrágio eleitoral e o ressentimento do outro impede-o de o aceitar negando aquela que considera ser a maior virtude do clube! Criou-se o nefasto mito de que o Benfiquista autêntico é o que contesta e não é bem assim! O Benfiquista coloca o clube acima de todos os interesses, contesta com racionalidade e respeita os órgãos do clube! Nada de confusões!
Porque acusa FT a atual Direção de propaganda? Quer que faça o quê? A apologia dos adversários? Propaganda da oposição que não tem hesitado em lançar mão do insulto e graves insinuações pessoais? A Direção tem todo o direito e o dever de dar a conhecer os seus propósitos e de defender os seus pontos de vista! Já há demasiados detratores entre os adversários!
Como pode FT assegurar “o crescente afastamento de milhares de Benfiquistas” se o número de sócios tem aumentado continuamente? E como pode assegurar que os que, eventualmente, abandonem o clube, são, efetivamente Benfiquistas? Em que consiste a alegada perseguição de que acusa a Direção? Qualquer elemento é livre de aceitar as diretrizes dos órgãos eleitos ou sair, com fez FT! Qual é o problema? O Benfica não pode ser uma Arca de Noé nem uma Torre de Babel! Foi essa uma das razões do desastre!
Então Fernando Tavares não sabe o que fazer? Se há tantos Benfiquistas discordando, basta-lhe promover uma oposição consistente, elaborar um projeto, um plano de trabalho, agregar todos os descontentes à sua volta e apresentar-se a sufrágio, ou apresentar um candidato! Não é assim que se faz em Democracia? Claro que é! O que um Benfiquista nunca deve fazer é anavalhar o clube pelas costas!
Já todos sabemos que são as vitórias que consolidam e promovem a expansão de um clube, no entanto, a atual Direção conseguiu o “milagre” de aumentar substancialmente o nº de sócios apesar dos escassos sucessos desportivos, porquê? Porque os simpatizantes do clube reconhecem o bom trabalho que tem sido feito e sabem que a míngua de vitórias se deve ao lamaçal em que tornou o futebol Português! É ou não é? Claro que é!
O atual estado lamacento do futebol, combate-se com união, com coragem, com inteligência e com disciplina identificando corretamente os “inimigos” do clube, propondo ações idóneas de consolidação e crescimento e não com insultos sórdidos de natureza pessoal e profissional aos Dirigentes! Isso é o que fazem os “inimigos” do Benfica! Já chega!
Como se atreve Fernando Tavares a reconhecer o bom trabalho feito pelo atual Presidente depois de todas as acusações que lhe acaba de fazer? Os “tachistas” que refere não estavam no clube já no primeiro mandato? E nos mandatos seguintes não fez nada bom? Ora valha-o Deus!
A respeito de Bagão Félix; fez bem em recusar porque não tem perfil para Presidente do Benfica, apesar do seu extraordinário amor ao clube e da sua enorme competência. As suas qualidades humanas são incompatíveis com o mundo aviltado do futebol. Porque não percebeu isso mesmo Fernando Tavares?
Unidade:
A unidade dos Benfiquistas dentro e fora do clube, não só é possível como indispensável! O Benfica tem que constituir e consolidar uma rede solidária e leal de Benfiquistas da grande transversalidade e verticalidade social dispostos a defender o clube, cada um no seu posto.
Afirmar que há uma cultura de derrota no Benfica atual é um ato de má-fé fortemente divisionista. É mentira! Ninguém no Benfica se conforma com as derrotas!
Eleições:
Outro percalço de FT! Evidentemente que eleições a meio da época desestabilizam toda a estrutura desportiva afetando a competitividade de todas as equipas. Por isso devem sempre ser realizadas entre épocas!
Prioridades:
Novo trambolhão de Fernando Tavares que ainda não compreendeu a nova era do futebol nacional, europeu e mundial! O futebol industrializou-se e os clubes empresaliarizaram-se! Foi esta a razão da constituição das SAD! Só o futebol amador não é empresarializado! Ignorar esta realidade equivale a  meter a cabeça na areia!
Primeiro os resultados, depois a marca? Os bons resultados só serão possíveis otimizando todas as vertentes com impacto na competitividade, incluindo a maximização das receitas que a marca proporciona. Assim é que é!
A estratégia de marca está a sufocar o produto? Faz favor; a expansão da marca está a proporcionar o aumento da competitividade global do clube!
Concordo com a prioridade às vitórias no campeonato, mas um dos fatores que proporciona estas vitórias é o financiamento direto e indireto que provêm das boas campanhas europeias, residindo precisamente aqui uma das maiores vantagens do outro clube que tem tido lugar cativo na Liga dos Campeões! Portanto, sem financiamento não há vitórias no campeonato e sem boas campanhas europeias não há financiamento.
Mas em que mundo Vive Fernando Tavares?
Projeto ganhador:
Realmente o depoimento de Fernando Tavares é deploravelmente incoerente! Então depois de dizer antes que o Benfica não está em reconstrução diz agora que necessita de uma “limpeza interna”? Então depois de discordar das recentes alterações estatutárias denuncia os Benfiquistas de aviário que, segundo ele integram a estrutura do clube? Então como é que alguém mesmo de aviário, pode ter uma agenda de poder sustentada na incompetência e no insucesso? Ora valha-o Deus.
Conclusão:
Parabéns aos responsáveis por esta entrevista pois permitiram-nos conhecer os fundamentos dos opositores da atual Direção.
Quanto a mim, foi uma profunda deceção na medida em que Fernando Tavares está muito, mas mesmo muito longe de compreender o futebol e o Benfica, apesar de apresentar algumas boas ideias, revelando um profundo e compulsivo ressentimento contra atual Direção que o descredibiliza. Reivindica a legitimidade do escrutínio, mas não revela o respeito que os elementos dos órgãos legitimamente constituídos merecem, servindo, mesmo que involuntariamente, de inspirador do divisionismo entre Benfiquistas para gáudio e proveito dos nossos adversários, que tratam de o alimentar incessantemente!

AB

sábado, 21 de julho de 2012

Que Justiça?

Exmo Sr:

Ministro da Administração Interna:

O diário Correio da Manhã de hoje, noticiou uma alegada tentativa de agressão ao cidadão, Atleta do Benfica e da Seleção Nacional de Futebol, Nelson Oliveira, numa discoteca situada algures a norte do País onde se deslocou para se divertir e que parece não ter chegado a vias de facto, devido à intervenção dos seguranças do estabelecimento em causa.

Na verdade, agressões, até homicídios, perpetradas em discotecas é recorrente, perante a perplexidade de todos nós! Neste caso porém, tal hostilidade parece dever-se ao facto de aquele cidadão ser atleta do Benfica, e o agressor, segundo se infere da notícia, ser um adepto de um conhecido clube rival.

Tal seria, ainda assim, irrelevante, se esta ocorrência não tivesse sido precedida de outras de cariz semelhante, sem que seja conhecida qualquer diligência preventiva das entidades a quem cabe o dever de garantir a segurança dos cidadãos e o combate à descriminação social.

Relembro outros casos recentes, nomeadamente:

1. Do jovem aluno que terá sido impedido por uma docente, de participar num pequeno convívio realizado, na sua escola em Braga, por atletas do clube emblemático desta cidade, pelo simples facto de se ter apresentado vestido com a camisola do seu clube, por sinal o Benfica, sob a alegação de que tal circunstância poderia ser interpretado pelos restantes participantes, como um ato provocatório, pelos adeptos do clube em promoção, no evento. Ou seja; a docente de um país Democrático, praticou, neste caso, a pedagogia da intolerância pelo desporto, valores contrários às sociedades humanas civilizadas.

2. Do Dirigente do Benfica Sr. Dr. Rui Gomes da Silva, agredido covardemente e em público por um adepto de um clube rival, quando saía com a sua família de um restaurante da cidade do Porto, onde se tinha deslocado para almoçar, tendo-se recusado o agente da PSP que se encontrava próximo de, a seu pedido, identificar o agressor e seu cúmplice, alegando a prioridade da sua missão de vigiar um prédio próximo, aconselhando a vítima a apresentar queixa na esquadra da PSP.

3. Das agressões perpetradas por desconhecidos, eventualmente adeptos de conhecido clube rival, sobre adeptas do Benfica quando circulavam numa via algures no norte com símbolos do Benfica visíveis.

4. Do testemunho público do Sr Dr Pragal Colaço, conhecido colaborador do Benfica, da resposta que lhe terá sido dada por um agente da PSP local quando lhe solicitou apoio na localização da sede da Casa do Benfica do Porto, ao que este lhe terá referido que tal casa seria para "incendiar um dia destes", bem como ao medo que aquele confessou públicamente, ter de se deslocar ao norte do país!

5. Do impedimento por adeptos de clube rival aos adeptos do Benfica da cidade do Porto e arredores, de comemorarem na Avenida dos Aliados desta cidade as vitórias de campeonato do seu clube, num gesto de reivindicação ilegítima de exclusividade na utilização de um espaço público, perante a aparente passividade das autoridades locais, nomeadamente da PSP.

6. Das agressões, injúrias e ameaças que, segundo tem sido noticiado, têm sido perpetradas contra cidadãos Bracarenses, pelo simples facto de manifestarem pacificamente o seu Benfiquismo, nomeadamente, celebrando as vitórias do seu clube.

7. Da tentativa de homicídio de que foi alvo o Presidente do Benfica quando circulava numa auto-estrada algures a norte, em circunstâncias suspeitas, sem que até hoje sejam conhecidas quaisquer diligências para identificar e punir os seus autores.

8. Do medo de represálias referido por vários adeptos do Benfica da cidade do Porto de revelarem a sua simpatia clubista.

Todos estes factos e muitos outros de contornos idênticos que têm sucedido de forma crescente e reiterada naquela região do país, parecem resultar do conhecido e continuado fomento público de ódio contra os Benfiquistas, por entidades associadas a clubes rivais, quanto a mim, com o intuito de provocação de fraturas sociais, porventura facilitadoras da pretendida criação da respetiva Região Administrativa pelas mesmas entidades.

Desconhecendo publicamente qualquer ação das autoridades responsáveis, para prevenir tais incidentes, identificando e punindo os autores de tais alegados ilícitos; garantir a livre circulação de pessoas no território nacional; garantir um dos direitos fundamentais punindo os autores de atos socialmente discriminatórios nomeadamente pelo desporto; recordando a negação por agente da PSP local, do ataque perpetrado, à vista de todos os presentes e espetadores televisivos, à viatura dos atletas do Benfica na sua deslocação ao Estádio do Dragão sem que tenhamos conhecimento de qualquer ação disciplinar movida ao agente em questão, consolida-se a nossa convicção de que a cultura discriminatória aos adeptos do Benfica contaminou algumas instituições públicas, nomeadamente responsáveis pela segurança, numa extensão e nível ainda desconhecidos em toda a extensão.

É pois minha convicção, estarmos perante um processo de descriminação planeado consolidado e consentido, com fins desportivos e políticos, levando-me a sujerir que, para evitar uma eventual escalada de conflitualidade social, perante a passividade dominante das autoridades nesta conjuntura, se institua um dispositivo de identificação dos Benfiquistas autorizados, certificado, por exemplo, pelo Sr Pinto da Costa ou outra pessoa igualmente relevante na sociedade portuguesa, que serviria como salvo conduto para garantia de circulação daqueles em todo o território nacional, incluindo no norte do País, restringindo-se todos os restantes a permanecer no território que lhes for definido e que alguns atribuem aos mouros, qualificação por que passariam a ser tratados em todo o Portugal uno e indivisível.

Claro que seria uma vergonha para um país que se orgulha da pertencer a um dos mais brilhantes processos de construção política da História, a União Europeia, mas talvez despertasse a tempo as consciências de todos, sobretudo das Autoridades, para o estado de insanidade que se vive no desporto nacional.

Peniche, 18 de Julho de 2012
Cumprimentos,
António Barreto
Contribuinte nº 119008262
Sócio do Sport Lisboa e Benfica
Acionista do Sport Lisboa e Benfica Futebol Sad

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A entrevista de Fernando Tavares (FT) 4ª Parte


Rui Costa:

Outro espalhanço total de FT! Todos os Benfiquistas sem exceção confiam em Rui Costa! Todos os Benfiquistas sem exceção sabem que Rui Costa rejeitaria qualquer ato de desconsideração fosse de quem fosse! Todos os Benfiquistas sabem que Rui Costa não aceitaria ser mero figurante na estrutura do clube! É para mim claro que o Presidente quis proteger RC dos violentos ataques de que estava a ser vítima por parte dos dirigentes do outro clube e prepará-lo para as tarefas de Direção. Por outro lado, Jorge Jesus referiu-se, na recente entrevista que deu ao Record, à importância para o clube do trabalho de scouting de Rui Costa (julgo que se trata da identificação de jovens talentos nas regiões futebolisticamente relevantes; área em que obviamente detém talento próprio).

Estrutura e formação:

Apesar de FT apresentar ideias interessantes, este é mais um domínio onde não me convence. Vejamos; deve ter-se em conta a sua afirmação de necessidade de maior qualificação humana e melhor orientação, tal como a sugestão de contratar um formador da melhor escola de futebol, assim como a necessidade de criação de condições que permitam canalizar para as equipas seniores os jovens talentos da formação.

Mas a formação é precisamente um setor onde a atual Direção tem feito um trabalho a todos os títulos notável em todos, ou quase todos, os departamentos! Não o reconhecer indicia má fé! Apontem-se melhoramentos, mas reconheça-se mérito sob pena de auto-descredibilização! O aumento do número de internacionais na nossa formação, ao contrário do que refere é um ótimo sinal do excelente trabalho que se tem feito! FT, sabe perfeitamente que só os grandes talentos podem aspirar ascender às equipas seniores, especialmente no futebol! Por essa razão é que se têm cedido atletas para consolidação desportiva e se constituiu a equipa B.

Ao sugerir a contratação de um formador da escola de futebol francesa para formar os nossos Técnicos revela perspicácia e pragmatismo, no entanto, reconhecendo a excelência da escola francesa não a recomendo, por razões histórico-culturais que não vou agora desenvolver. A melhor escola de futebol mundial é “nossa”, é brasileira; é este o futebol característico do Benfica; espetáculo, virtuosismo, autoconfiança, ascendente mental sobre os adversários e identidade cultural! Ficou demonstrado no passado e é o futuro!

Ficam-lhe muito mal as insinuações que faz sobre o Diretor da Academia aludindo à sua qualidade de empresário FIFA, deixando no ar a ideia de que há negócios ocultos. Se sabe ou suspeita de algo, diga-o com clareza, para que o visado se possa defender e os adeptos ficarem informados. Assim não! Não é sério! Um empresário FIFA não é necessariamente um bandido e é legítimo supor que indicia conhecimento do processo mundial de formação, de capacidade de movimentação nesse meio e de recrutamento de jovens talentos, tal como, aliás reconhece FT!

Receita para o sucesso:

Este é outro capítulo onde Fernando Tavares me dececiona com um arrazoado de incongruências, demonstrando que o amor e a dedicação ao Benfica por si só, não habilitam quem quer que seja para desempenhar altos cargos no clube! Ora então vamos lá dissecar as suas afirmações:

A cultura de vitória está de novo instalada no clube, graças ao paciente e competente trabalho da atual Direção, após os desastrosos consulados de Manuel Damásio e Vale e Azevedo. A cultura de vitória só é possível quando sustentada em condições que a propiciem. É precisamente o que a atual Direção tem feito; negá-lo é má-fé! Podem identificar-se erros, sugerir melhoramentos, discordar de algumas opções, mas a trajetória de crescimento competitivo global é inegável.

As graves e indecorosas acusações de “tachismo” no Benfica, carecem de fundamentação; deve indicar quem são os tachistas e porquê; ou seja, deve exemplificar onde falharam os respetivos desempenhos e mostrar a sua falta de dedicação! Com tais acusações, Fernando Tavares está a dividir os Benfiquistas, a lançar um grave labéu sobre pessoas que têm o direito ao bom nome e a fazer o jogo dos dirigentes do outro clube. Não se faz!

Ao atribuir a razão do sucesso do outro clube à exigência de identificação incondicional de todos os elementos da sua estrutura e a uma cultura de ódio ao Benfica, revela desconhecer a realidade profunda, que nos entra pelos olhos dentro, descredibilizando-se! O fortíssimo apoio económico e político de que disfruta e que está bem expresso na constituição dos seus órgãos sociais é que é a razão do miserável sucesso! Tivemos recentemente três grandes demostrações desta realidade; a receção provocatória ao Pinto por deputados da Nação em plena Casa da Democracia, Os elogios públicos à mesma personagem do Secretário de Estado do Desporto e Juventude, a viagem conjunta à Polónia, paga pela FPF, de membros da FPF, do Governo, do Pinto e do seu staff; a nomeação do Proença para partidas de alto nível na UEFA!

A atual Direção tem divulgado como nenhuma outra por múltiplas formas a grandeza do clube; ele são as homenagens nas galas, é o programa Vitórias e Património, é o departamento de restauro de troféus, é o patrocínio de várias publicações alusivas ao clube e a atletas, é o Torneio Eusébio, é a criação de uma TV própria de raiz e a sua internacionalização, é a expansão do número de associados, etc. Ignorá-lo não é idóneo!

Mas concordo quando refere que não podemos tolerar os enxovalhos que têm sido praticados contra o nosso clube, com mais competência sim; com mais participação sim; com mais ambição aceito, mas…com mais união e mais mobilização na denúncia e combate sem tréguas aos “ladrões” e seus cúmplices onde quer que se encontrem.

Para que nos possamos defender com eficácia dos nossos “inimigos”, é para mim claro desde há já muito tempo que os Benfiquistas têm que ter expressão política, já que os poderes instituídos são “cúmplices” na pouca-vergonha que se vive no desporto em Portugal. Este é que é o caminho!

(Continua)

domingo, 24 de junho de 2012


Em Defesa da Honra
Por; Santana Maria Leonardo
Publicado em “O Diabo” de 19 de Junho de 2012 

                Temos sido governados nos últimos anos pela versão portuguesa da geração “Sexo, Drogas e Rock’n Roll”. Ou seja; a geração da “realização pessoal”. E em nome da realização pessoal  sacrificou-se tudo; até a família e os amigos. A honra é um valor desprezado, denegrido e totalmente esvaziado por esta geração, ao ponto de, praticamente ter desaparecido do nosso vocabulário.

                Ora, a honra é a trave mestra do edifício dos valores. Não há instituição, comunidade ou sociedade que consiga manter-se de pé sem valorizar a gente honrada. Acontece que, nos últimos 40 anos, ao mesmo tempo que a gente honrada era perseguida, enxovalhada e ridicularizada por esta geração, os “chicos espertos” tomavam de assalto todas as instituições - partidos, autarquias, escolas, tribunais, Assembleia da República, Governo, Presidência da República, etc. etc. - e institucionalizavam, como ideologia da III Republica, o “chico-espertismo”.  Estamos agora, apenas, a colher o que semeámos.

                E num país governado por esta canalha, não se podia esperar dos nossos serviços secretos outra coisa a não ser andar a espreitar pelos buracos da fechadura ao serviço de um qualquer “chico-esperto”. E não sei mesmo o que mais me revolta: se esta geração de “chicos-espertos” que implodiu todas as nossas instituições ou a cínica candura dos nossos comentadores que, tendo presenciado a derrocada das nossas instituições, ainda têm o descaramento de pedir ao povo para confiar no regular funcionamento das mesmas!

Como o Capitalismo se tornou selvagem:

                Apesar do modelo económico da esquerda revolucionária ter ruído com o muro de Berlim, a verdade é que a esquerda conseguiu capturar culturalmente o sistema capitalista. Com efeito, é hoje a esquerda que domina culturalmente o mundo ocidental, impondo a ditadura do politicamente correto e procurando inibir quem discorda dos seus dogmas com o mesmo método de rotulagem que era usado pelo anterior regime.

                Antes do 25 de Abril, quem se atrevesse a discordar ou a questionar algum dos dogmas do regime era logo catalogado de “comunista”. Hoje, quem se atreve a questionar algum dos dogmas da esquerda bem pensante é logo rotulado de conservador, reacionário ou de direita.

                Ora eu rejeito terminantemente esta divisão do mundo entre bons (esquerda) e maus (direita). No entanto, de uma coisa tenho hoje a certeza; não sou crente, mas prefiro o mundo criado por Deus em que a direita acredita, do que o mundo governado pelo deus que a esquerda julga que é.

                O Deus em que a direita acredita é um Deus de rosto humano, que aceita o Homem como um ser imperfeito, com as suas limitações e fraquezas. Pelo contrário, o deus que a esquerda julga que é, é um deus arrogante, persecutório e prepotente, para quem o ser humano é uma espécie de máquina destinada a ser programada de acordo com as suas taras e manias.

                A forma como esta esquerda bem pensante quer regulamentar e regular a nossa vida ao mais ínfimo pormenor, impondo o que comemos, bebemos, fazemos e pensamos, é absolutamente revoltante e aviltante da natureza humana.

                Odeio esta esquerda fascista e fascizante que partiu o eixo da roda da civilização ocidental, construído e alicerçado nos valores judaico-cristãos, desorganizando e desequilibrando, consequentemente, o sistema capitalista e transformando-o num sistema irracional e selvagem.

terça-feira, 19 de junho de 2012

A Persistência da estupidez!
Noticiou o “O Record” e o “CM” que Pinto da Costa efetuou, a convite da Assembleia da República ou dos Deputados, ou dos Deputados portistas - não sei bem - a sua tradicional visita àquela instituição pelos vistos já inscrita no protocolo deste órgão de soberania há cerca de vinte anos.

Como se trata de uma pessoa respeitável e respeitadora, para nos tranquilizar, Pinto da Costa, apressou-se a declarar que o motivo da visita se limitara à saudável confraternização com os adeptos portistas e que não se falara de futebol. Confirmando a sua notória capacidade de reconhecimento do mérito alheio, apressou-se, desinteressadamente, a tecer encómios à coragem da Presidente do órgão anfitrião por ter tido a suprema audácia de declarar a sua condição de adepta do “grandioso” clube azul. Não se contendo, demonstrando profundo conhecimento das vicissitudes dos Portugueses e de Portugal, informou-nos, do alto do seu lamacento pedestal, que “o número estúpidos não diminuíram”, provocando em nós uma profunda tristeza pois que, se não houvessem estúpidos em Portugal, todos aplaudiríamos euforicamente felizes, a visita ao segundo órgão de soberania da Nação. Da Nação que, dizem, descobriu as virtudes Democráticas em Abril de 1974!

Para surpresa de todos vós, colegas Benfiquistas, declaro desde já a minha concordância com Pinto da Costa! É uma evidência que a estupidez continua a comandar esta moribunda IV república!

A estupidez de todos os que ousam instrumentalizar um órgão de soberania que deveria ser o pilar do regime, promovendo a união entre Portugueses, para ostentar a prepotentemente, o o sucesso desportivo, sustentado na intolerância, na violência, na descriminação desportiva e social e em todas as trafulhices que as escutas do Processo do Apito Dourado sugerem a quem as ouve.

A estupidez dos que, representando a Nação, participam nesta encenação circense, promotora o desmérito – Pinto da Costa e o FCP foram condenados na Justiça desportiva no âmbito do processo do Apito Final - e do insulto a todos os Portugueses adeptos de clubes adversários derrotados pela “suprema sapiência” dos que disputam as provas desportivas condicionando o seu desempenho através de inúmeros artifícios extradesportivos.

A estupidez dos que, covardemente, a tudo assistem sem um protesto, temerosos das lestas e nefastas consequências de que seriam alvo.

A estupidez de todos os que creem na incapacidade perceção e de revolta dos vilipendiados perante as repetidas afrontas de que são alvo.

Não se falou de futebol e os deputados anfitriões ofereceram ao convidado um livro comemorativo da vergonhosa vitória no passado campeonato nacional?

A confraternização clubista não se pratica nos órgãos de soberania da Nação, mas em locais apropriados para o efeito.

Quanto à qualidade de adepta portista da Presidente da Assembleia da República, é minha inamovível convicção que foi precisamente por isso que foi escolhida para o cargo, à semelhança de muitos outros exemplos, revelando, tal como já referi noutras crónicas, uma influência dominante do lóbi azul na atual maioria e até nas oposições.

Portanto, efetivamente, é minha convicção inabalável, que a visita de Pinto da Costa à Assembleia da República, trata-se de um ato político que visa promover a crescente influência nos bastidores dos variados poderes públicos, das entidades associadas direta ou indiretamente ao clube de futebol que Pinto da Costa dirige , que o usam para promover os seus interesses económicos e políticos, nomeadamente, da criação da região porto, atualmente em curso.

Esta visita, demonstra à saciedade, que o clube que Pinto da Costa, aparentemente, dirige, é, na verdade, e tal como já disse antes, uma organização económico-política da qual tal personagem não passa de um “testa de ferro” inimputável.

Enquanto os dirigentes do Benfica teimarem em ignorar esta convicção, como ficou claro na recente entrevista de RGS ao NG, o Benfica não só não ganhará, como estará condenado à regressão.

É portanto necessário levantar bem alto, e resolutamente, a bandeira da revolta, unindo todos os Benfiquistas contra a colonização azul.

Todos sabem que sou um admirador do atual Presidente do Benfica, mas, volto a dizer-lhe; ou tem coragem para assumir esta luta sem tréguas e sem condições, unindo todos os Benfiquistas, ou terá que dar lugar a quem esteja disposto a fazê-lo.

Caso contrário, teremos que ser nós Adeptos a fundar uma organização para fazer frente a todos os bandidos que se queram apoderar do país para subjugar toda a população aos seus espúrios interesses.

Não é apenas o Benfica que está em causa, mas Portugal Livre e Democrático!

Rua com os sociopatas!

AB