Desporto

terça-feira, 19 de março de 2013

Godinho Lopes protege Pereira Cristóvão!

Para o cidadão comum, a Justiça, hoje, é um pântano malcheiroso, irregenerável que, em última análise, põe em causa a viabilidade do regime dito democrático. Desde os primórdios deste processo, que, as suas espectativas a ele relativas, são, óbviamente nulas.

Tal convicção acentuou-se quando, salvo erro, a conselho de Rogério Alves, Cristóvão retirou o seu pedido de demissão. Claro! A demissão e inerente aceitação por parte do SCP corresponderia a uma confissão de ilicitude a que convinha pôr termo.

A, agora anunciada, ausência de rescisão do SCP com a entidade prestadora de serviços de, supõe-se, espionagem, demonstrando o desinteresse dos atuais dirigentes do SCP em clarificar o assunto perante a opinião pública e contribuir   para a aplicação da Justiça, legitima o comum cidadão a concluir da existência de cumplicidades inconfessáveis.

A minha convicção é que, a dupla Godinho Lopes/Pereira Cristóvão, planearam implementar uma estrura periférica à direção leonina, com a finalidade de condicionar os agentes desportivos relevantes, de forma a garantir o sucesso desportivo da equipa de futebol sénior, que permitiria alavancar os valor dos ativos, tão necessários ao desendividamento da SAD.

Rogério Alves, Advogado prestigiado e respeitado, tem o dever deontológico de defender na Justiça, qualquer arguido, independentemente da sua convicção. Sabemos isso. Respeitamos o direito de cada um à defesa da, nem sempre competente, Justiça. Mas...porque se meteu nisto? Fica-lhe mal! Não condiz com o prestígio que granjeou junto da população, que aprendeu a respeitá-lo e o vê como um agente na luta pelo bem comum. Este processo cheira mal e não fica bem a Rogério Alves envolver-se nele, a não ser para contribuir para o seu esclarecimento cabal. Estão em causa o SCP e a Justiça, além dos arguidos e outros envolvidos.

A corrupção no futebol tem vindo a alastrar de forma avassaladora, constituindo hoje, uma economia com um PIB superior a 50 mil milhões de dólares em todo o mundo (ver A Máfia do futebol, por Declan Hill). Algo a que ninguém parece ter interesse efetivo em fazer frente, fora umas declarações e iniciativas sem consistência, tipo "tapa-olhos".

O citado autor, tal como outros, explica os métodos mais correntes e sofisticados de condicionamento dos resultados dos jogos; aliciando, ameaçando ou condicionando as carreiras dos atletas, árbitros, dirigentes, juízes, políticos, ou seus familiares. De tal forma que, o adepto experiente, consegue, muitas das vezes, identificar o resultado destes processos no decurso dos jogos!

Recordo a obra de ficção de Marinho Neves "Golpe de Estádio" causa de várias selváticas agressões de que foi vítima - sem que se conheça identificação e punição dos agressores -, que refere a dado passo (pág. 44 e 45):

"- Balboa, hoje tens de ir a Setúbal entregar uma prenda ao filho do árbitro Carlos Fortes, que faz anos. - Pediu, certo dia, Seminário.

   Tony Balboa, sempre pronto para estas ações, lá rumou até Setubal com um fio de ouro e uma medalha gravada com o nome do filho do árbitro.

   ...Cenas como esta sucederam-se e, todos aceitavam com agrado tamanha amabilidade. Era um gesto bonito e que ninguém podia condenar.

   ...Foram dezenas e dezenas de missões como esta que deram entrada a Tony Balboa na intimidade dos árbitros. Depois de um gesto daqueles, era normal que convidassem Balboa para um brinde ou mesmo para ficar um pouco na festa familiar. Nasceram amizades e compadrios. Convites para encontros mais para o Norte e de preferência no seu bar de alternos , com mulheres e copos disponíveis.

Adelaide tinha tomado conta do negócio e a sua experiência de mulher da vida muito batida ajudava a controlar e a organizar uma cenas de sexo com as miúdas escolhidas pelos árbitros que visitavam Balboa no seu estabelecimento.

Cartola desconfiava da situação e andava assustado com o negócio, mas a doença tomou conta dele e perdeu força, muito embora comandasse todas as operações e estabelecesse estratégias a partir do seu leito, com a cumplicidade do seu fiel adjunto António."

Para o adepto atento do futebol não é difícil identificar as personagens da ficção de Neves, nem o clube a que se refere, nem outros elementos voluntários ou não, desse processo.

É aqui que se coloca outra questão relevante: condenando inequívocamente quaisquer tipo de ilícitos, dentro ou fora do futebol, se há um clube a disputar todas as provas que os usa, sem que quem de direito lhe ponha termo, ficam todos os restantes concorrentes legitimados ao exercício das mesmas práticas por  direito de igualdade de oportunidades e de legítima defesa.

Aqui chegados, constatamos, pelo exemplo do desprezado futebol, a razão primordial da crise que vivemos; ausência de Lei! E sem lei não há Democracia! Ausência de Democracia  é Totalitarismo.

Foi para isto que fizeram o 25 de Abril? Para sermos gozados por Cartolas, Balboas e Seminários?

É tempo de pôr termo a isto!

Por:Eduardo Dâmaso/ Octávio Lopes (in CM de 16 de Março de 2013)

O presidente demissionário do Sporting, Godinho Lopes, protegeu o seu antigo ‘vice' Paulo Pereira Cristóvão ao não dar instruções para que o clube rescindisse o contrato de prestação de serviços com a empresa Businlog, a que estava ligado o ex--inspetor da PJ.

No requerimento de abertura de instrução que apresentou no processo em que é acusado dos crimes de branqueamento, burla qualificada e peculato, Rogério Alves, advogado de Cristóvão, é claro: o clube nunca rescindiu o contrato ou esboçou a mínima contestação aos valores pagos, logo não há prejuízo.

"O Ministério Público decidiu sindicar e pôr em causa os contratos, quando as próprias partes nunca o fizeram", escreve Rogério Alves, sublinhando a inexistência de um dos elementos essenciais ao crime de burla, ou seja, não há  era o Ministério Público que se deveria intrometer em qualquer incumprimento contratual entre relações contratuais particulares".

Na prática, o advogado alega que Paulo Pereira Cristóvão deve beneficiar da ausência de queixa por parte do Sporting que, de resto, não só não se queixou como não rescindiu os contratos assinados com a Businlog pelos então elementos do conselho diretivo verde-e-branco, Carlos Barbosa e Nobre Guedes.

Sobre a questão dos árbitros, Cristóvão alega não ter cometido qualquer crime, apesar de a lista dos juízes da Liga, que foi colocada na internet, ter sido apreendida nas buscas ao seu lugar de trabalho, no Estádio José de Alvalade. No requerimento de abertura de instrução, Cristóvão remete a prática do crime para o casal de funcionários do Fisco apontados pela investigação da Polícia Judiciária como fontes do ex-‘vice' leonino para obter elementos pessoais dos árbitros.

O casal de funcionários, um dos quais reformado, chegou a cumprir medidas de coação noutro inquérito.

Vítor Viegas, sócio de Paulo Pereira Cristóvão nas empresas, descartou--se da questão dos árbitros de futebol, dizendo que a sua parte do trabalho passava apenas por "controlar" os jogadores e dirigentes sportinguistas, de quem tinha moradas e matrículas. E chegou mesmo a atribuir o desaire desportivo da equipa principal ao facto de o seu trabalho ter terminado.

António Barreto

segunda-feira, 18 de março de 2013

Os Pobres pagam a crise!

Por João César das Neves in DN de 18 de Março de 2013:
 
 
O País aguenta?" A pergunta, como de costume, é mal formulada. O problema não está na capacidade da sociedade suportar os sacrifícios, mas na forma da sua distribuição. Como ao longo de séculos, o País não só aguentará o choque, mas até se vai desinvencilhar mais depressa do que o esperado. Só que os custos cairão sobretudo sobre os mais desfavorecidos, que, como sempre, são também silenciosos.
 
O recente relatório da Caritas Europa "The Impact of the European Crisis" (www.caritas-europa.org/code/en/publications.asp) constitui um estudo bastante completo do efeito preliminar da crise e austeridade nos mais pobres. A sua leitura revela traços específicos do caso português, que lembram velhas tendências nacionais.
 
"O estudo mostra que as medidas são regressivas - significando que os grupos de rendimento mais baixos perderam uma maior proporção do seu rendimento que os grupos mais altos (até meados de 2011). Portugal foi o único país onde as perdas percentuais foram consideravelmente maiores (em 2011) no primeiro e segundo decis [os 20% mais pobres] que mais acima na distribuição de rendimentos - por outras palavras, os mais pobres foram os mais atingidos." (p.36) "Em Portugal o efeito adverso nas crianças é particularmente marcado para as famílias com rendimentos baixos." (p. 36)
 
Como é possível que os terríveis custos deste brutal ajustamento caiam sobretudo nos pobres, em particular nas crianças? Não é verdade que todas as medidas, da subida de impostos aos cortes de benefícios, têm ressalva para rendimentos baixos? Como entender a enorme injustiça?
 
O problema vem, não das opções políticas, imposições externas ou evolução conjuntural, mas da própria natureza do sistema sociopolítico que nos trouxe à crise e permanece. Este baseia-se numa grande ilusão, construída nas últimas décadas, que criou o desajustamento e controla a trajectória para sair dele. A dívida que nos estrangula nasceu da distribuição de benesses a múltiplos grupos e sectores nos anos da ilusão a crédito. Agora, os que foram os grandes beneficiários são também aqueles com mais capacidade de se defender dos sofrimentos. São eles que protestam e isso agrava a situação, forçando o Governo a cortar, não onde deve, mas onde pode. E o local mais fácil, pela falta de influência, são os pobres.

Guimarães-Benfica (0-4); Benfica deixa o rival pela alheta!

Um Benfica imperial impôs uma pesada derrota ao Vitória de Guimarães no seu terreno, graças à humildade, concentração, espírito de luta e controlo emocional, tornando fácil uma contenda tradicionalmente difícil. Apesar das reservas relativamente a Paulo Batista, a sua equipa acabou por fazer um trabalho suficiente; assinalou bem a GP, mas falhou o vermelho ao defesa vimaranense, anulando mal três lances ofensivos perigosos do Benfica por fora de jogo inexistente!
 
O Guimarães entrou muito agressivo, com pressão alta moderada, o meio-campo muito povoado, rápido e solidário, a última linha defensiva muito subida, apostando no fora de jogo e na redução de espaços entre linhas.
 
O Benfica apresentou uma formação muito próxima do seu melhor, assinalando-se a ausência de Luisão por lesão; Gaitan na esquerda, Sálvio na direita, Lima e Cardozo no eixo. Matic a trinco e Enzo no miolo.
 
Jogo dividido, muita bola para o ar, muita luta, muita intencionalidade do Vitória, mas sem criar oportunidades de relevo. À semelhançpa de jogos anteriores, o Benfica revelou falta de criatividade no meio-campo; capacidade para segurar a bola, abrir espaços e desenhar os lances ofensivos, algo que Aimar e Gaitan tão bem sabem fazer e Enzo, apesar de tudo, fez a espaços. Sálvio esteve muito bem a fechar defensivamente o flanco direito corrigindo uma lacuna crónica esta época, tendo tido ainda oportunidade de fazer o 3º tento numa bela arrancada pela esquerda, após drible ao GR contrário, sob lançamento primoroso de Enzo.
 
O Juiz de linha parecia ter o automático da bandeirinha ligado, anulando sucessios lances ofensivos ao Benfica! Até que...um lançamento em profundidade de Gaitan proporcionou um fantástico sprint de Lima, travado em desespero de causa quando se preparava para enviar a redondinha para o fundo da baliza, após ter passado pelo GR.  Cardozo assinalou com classe o castigo máximo, num toque súbtil mas mortífero.
 
O Vitória, continuou a dar luta, com abnegação, mobilidade e agressividade, mas não evitou o 2º golo por Garay num magnífico chapéu curto e cruzado ao 2º poste, na sequência dum excelente cruzamento da esquerda de Gaitan, mais uma vez.
 
O bom futebol do Benfica, fluido, amplo e com profundidade impunha aos jogadores do Vitória o recurso sistemático à falta, até que, um 2º amarelo valeu uma expulsão de um dos seus elementos. Nem por isso baixaram os braços os atletas de Guimarães, continuando abnegadamente à procura da sorte, que...esteve prester a acontecer numa jogada pela esquerda com excelente cruzamento e remate a que correspondeu Artur com primorosa defesa seguida de recarga que, por enrolada e sorte, lhe fez chegar o esférico às mãos apesar de sentado no relvado, revelando apesar disso, serenidade, concentração e reflexos.
 
Ainda entraram John, Aimar e Rodrigo, para nos presentearem com o seu bom futebol que rendeu a Rodrigo mais um belo tento numa "bomba" de ressaca, indefensável.
 
Nos últimos dez minutos, os jogadores do Vitória, finalmente, abrandaram o seu jogo, convictos da inutilidade do empenho, dadas as circunstâncias.
 
Mais um passo em frente, exigindo-se porém, o reforço de concentração e blindagem do balneário, pois como é habitual, as manobras de desestabilização da frutaria irão intensificar-se. Há que estar preparado para tudo.
 
 
 


AB

domingo, 17 de março de 2013

Célio Dias; Nasceu uma nova Estrela no Benfica!

 
"Despachou borda fora" todos os adversários, por ippon!
 
(Tá armada na Praia!)
 
 
 

CÉLIO DIAS

PARABÉNS!
 
Vencedor da Taça da Europa de Judo de Júniores na categoria de 90 Kg.
 
Do sítio do SLB:

Na categoria -90 kg

Judo: Célio Dias conquista Taça da Europa de Juniores

O judoca do Sport Lisboa e Benfica, Célio Dias, venceu este domingo a final da categoria de -90 kg da Taça da Europa de Juniores, prova que decorreu em Coimbra.

O benfiquista venceu todos os seus combates por ippon e confirmou, assim, a superioridade o seu escalão.

Neste Open Internacional, organizado pela União Europeia de Judo, Célio Dias começou por vencer precisamente um adversário fora da Europa, mais concretamente o canadiano Marc Deschenes. No acesso ao combate das meias-finais, o atleta eliminou o italiano Nicholas Mungai.

A última “vítima” antes da final foi o suíço Tobias Meier. No combate decisivo, Célio Dias derrotou o holandês Max de Vreeze e conquistou, assim, a medalha de ouro.


Após este triunfo, o judoca vai continuar em Coimbra, desta feita para cumprir um estágio internacional de competição. Este irá decorrer entre 18 e 21 de Março.

António Barreto

A Calçada da Glória


TRISTÃO DA SILVA:

Com um grande abraço, em especial para os que,  longe do nosso Portugal,  ganham o honrado pão de cada dia, cuja visita agradeço, aqui vai um dos melhores temas musicais da nossa música ligeira, género Fado, inperpretado pelo grande, inesquecível, irreptível, Tristão da Silva.

Uma história comovente -  que hoje se repete, apesar do progresso social das últimas décadas, agora em causa -, a voz e a interpretação arrebatadoras de Tristão, a interpelação da não menos comovente guitarra, e uma viola de fazer inveja ao mais pintado! Não há em mais parte nenhuma do planeta! É nosso! Ora façam o favor de ouvir esta obra-prima.



 
A Calçada da Glória
 
Extraído do sítio do Museu do Fado um resumo biográfico de TRISTÃO DA SILVA:


Manuel Augusto Martins Tristão da Silva, filho de Francisco Tristão da Silva e Teodora Augusta Martins, nasceu a 18 de Julho de 1927 na Freguesia da Penha, em Lisboa.
 
Quando Manuel Tristão da Silva inicia a escola passa “os seus momentos livres a cantar, para o que demonstrava decidida vocação.” (“Álbum da Canção”, Nº29, 1 de Julho de 1965). E, no início de 1937, quando contava apenas 9 anos, foi contratado pelo empresário José Miguel, para actuar aos domingos na«matinée» do Café Mondego. Nesta altura usava o nome Manuel da Silva, mas ficou conhecido pelo “Miúdo do Alto do Pina”.
 
Conclui a instrução primária e torna-se empregado numa drogaria na Graça, de onde transita para outra situada na Rua Morais Soares e, mais tarde, aprende o ofício de serralheiro. Ainda assim, e apesar de contar com apenas 15 anos, estas actividades profissionais não o impedem de prosseguir a carreira artística, cantando em muitas das sociedades de recreio e, posteriormente, nas casas de Fado de Lisboa. Tristão da Silva fez parte dos primeiros elencos da Sala Júlia Mendes, no Parque Mayer, e do Café Monumental, na Rua Carvalho Araújo.
 
Com o sonho de se tornar um artista mais popular, o fadista faz, várias vezes, provas para entrar nos quadros da Emissora Nacional, mas acaba por ser recusado. Entretanto vai cumprir o serviço militar obrigatório e é incorporado no Regimento de Artilharia Ligeira 3, onde lhe é permitido sair para cantar nas noites em que tem contratos de espectáculo.
 
Com cerca de 22 anos, depois de terminado o serviço militar, Tristão da Silva é apresentado ao maestro Belo Marques, então director musical da editora Estoril, sendo contratado por Manuel Simões para fazer algumas gravações discográficas, acompanhado pela orquestra de Belo Marques.
 
Datam de 1954 dois grandes êxitos que trouxeram a Tristão da Silva a consagração junto do público: o tema “Nem às Paredes Confesso”, de autoria de Max e Artur Ribeiro, e “Maria Morena”, com letra de Radamanto e música de Casimiro Ramos.
 
Admitido como artista da Emissora Nacional passa a apresentar-se em vários programas de rádio, obtendo naturalmente grande sucesso. Tristão da Silva actua, em 1955, na Ilha da Madeira e, no ano seguinte, nos Açores. O fadista faz, também, gravações em Espanha e uma deslocação a África, para além de ser dos primeiros artistas a apresentar-se nos programas da RTP, então transmitidos a partir da Feira Popular.
 
Em 1960 viaja até ao Brasil, onde acaba por permanecer durante 4 anos, para actuar na Rádio e na TV Tupi do Rio de Janeiro e nas várias casas típicas portuguesas da cidade. Participa em peças teatrais, nomeadamente com Osvaldo Lousada numa peça intitulada "O Assunto É Mulher ". Posteriormente desloca-se a São Paulo, onde também actua na Rádio, na Tv e nas principais“boites” da cidade; e faz uma digressão que o leva ao Recife, Baía, Porto Alegre, João Pessoa, Pelotas, Fortaleza e Brasília. Em Porto Alegre é contratado para uma nova digressão desta vez para actuar na Bolívia, Chile, Paraguai, Argentina, Uruguai e Perú.
 
De salientar na sua estadia no Brasil o prémio “Sassy”, que recebe em 1961, em São Paulo, destinado “à melhor atracção internacional do “music-hall”em exibição naquela capital.” (“Álbum da Canção”, Nº29, 1 de Julho de 1965).
 
Tristão da Silva regressa a Lisboa em 1964, pela mão de Vasco Morgado que o contrata para actuar na revista "Férias em Lisboa". Nesta altura, o fadista apresenta-se, também, em programas da RTP, e canta na casa típica de Fernanda Maria, o Lisboa À Noite.
 
Tristão da Silva passa pelos elencos das mais populares casas de Fado de Lisboa , como O Faia, A Tipóia, A Parreirinha de Alfama, o Forcado ou O Luso, e canta, também, em sessões cinematográficas do Politeama e em peças teatrais como a “Marujinhos à Vela” ou a já mencionada “Férias em Lisboa”, em cena respectivamente nos teatros Maria Vitória e Monumental.
 
Ilustrativas da sua popularidade são as quadras que o poeta Carlos Conde lhe dedica, na sua rubrica “Galarim da Semana”:
 
“Justamente consagrado
Todos sabem que Tristão
Tem sido grande no Fado
P’ra ser maior na canção!
 
Não pediu nada a ninguém
P’ra chegar onde chegou;
O prestígio que hoje tem
A seu tempo o conquistou!
 
O Tristão não é dos tais
Que julgam muito saber,
Por isso é que vale mais
Do que o que julga valer!”
(revista “Plateia”, s/d.)
 
Viria a falecer, com 50 anos, num brutal acidente de viação em Janeiro de 1978, quando regressava de uma actuação na casa de Fados O Forcado. Terminou assim, abruptamente, uma carreira recheada de grandes êxitos, como os já citados, “Nem às Paredes Confesso” e “Maria Morena”, ou ainda “Da Janela do Meu Quarto”, “Aquela Janela Virada P’ró Mar” e “Calçada da Glória”. Temas interpretados em estilo romântico que a voz grave e fortemente personalizada de Tristão da Silva eternizou.
 
Em 2004, a Câmara Municipal de Lisboa prestou a sua homenagem ao cantor, atribuindo o seu nome a um jardim situado nas freguesias do Alto do Pina e do Beato.

António Barreto

A FPF fede! Fede, a FPF! Será uma fossa?

São decisões como a que acaba de ser tomada pelo CJ da FPF, que permite ao FCP a continuidade na Taça da Liga, que describilizam este órgão, a FPF e o Futebol Nacional. Para o adepto comum, a Justiça desportiva - e não só - é como a plasticina;  molda-se às mãos de quem a detém.
 
De facto, o que se tem observado ao longo das últimas décadas é que, esta instituição, sempre contempla os interesses do FCP nas suas decisões! Mais parece um departamento do clube! Acresce que reputados especialistas em direito desportivo como José Manuel Meirim e outros, sustentam, fundamentadamente, parecer contrário.
 
Fica agora o país desportivo na "angústia" da análise da direção GPS,  relativamente ao merecimento da sua magnânima presença nesta "indigna" prova.  Ai Jesus!
 
Com esta decisão, o CJ da FPF, municiou a direção frutícula a continuar os seus ataques despeitados e despudorados ao Presidente da LPFP, Mário Figueiredo, por ter tido a "ousadia" de enfrentar os "controladores" do futebol nacional, ameaçando a causa primordial do ascendente desportivo ignominioso do clube com dirigentes especialistas em aconselhamento matrimonial.
 
Esperemos que Mário Figueiredo mantenha o rumo, dissipando as legítimas suspeitas que sobre si impendem devido a alianças passadas, defendendo intransigentemente os interesses de todos os clubes, expurgando a LPFP de nefastas e bem conhecidas influências.
 
Que lhe não feneça a determinação como aconteceu a Hermínio Loureiro, que, lamentávelmente, resignou ao cargo para que tinha sido eleito, na sequência de soezes ameaças que mais tarde tornou públicas, abandonando os membros da sua equipa ao desconforto das invectivas dos que fizeram do futebol o seu feudo, desistindo da tarefa a que se tinha proposto - e que o país incorrupto esperava dele; a de restaurar a credibilidade ao futebol nacional.
 
Apesar de tudo isto, dei comigo a sentir pena desta gente que parece orgulhar-se dos "feitos desportivos" conseguidos à base da batota e da ameaça ignorando que, esta, nada significa sem lealdade, que os encómios da hipocrisia e da covardia são, afinal, desprestigiantes.
 
 Valha-os Deus!

 (In A Bola online de 16 de Março de 2013):

O Conselho de Justiça (CJ) da Federação rejeitou esta sexta-feira, por unanimidade, os recursos do Vitória de Setúbal e da Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga a propósito da participação do FC Porto na Taça da Liga.

«A fundamentação do acórdão, que negou provimento a esses recursos, baseou-se na fundamentação já aduzida pelo acórdão da Comissão Disciplinar, no sentido de que a infração prevista no artigo 13.º do Regulamento de Competições da Liga não comportava a referência à Taça da Liga. (...) Não era possível sustentar uma acusação numa norma em que, no caso concreto, não se verificavam preenchidos esses elementos essencialmente constitutivos da infração», explicou Manuel Santos Serra, presidente do CJ, em declarações ao site da Federação.

O Vitória de Setúbal pediu a exclusão do FC Porto por alegado incumprimento do regulamento de competições, já que Fabiano, Abdoulaye e Sebá foram utilizados no último encontro da fase de grupos, precisamente frente aos sadinos, menos de 72 horas depois de terem atuado pela equipa B.

FC Porto e Rio Ave aguardam agora que a Liga agende o encontro relativo à meia-final da competição, de onde sairá o adversário do SC Braga.
Acórdão do Conselho de Justiça da Federação.
19:08 - 15-03-2013

 José Manuel Meirim diz não haver lacunas nos regulamentos da Liga:
 
O professor de Direito do Desporto José Manuel Meirim considera não haver lacunas no regulamento de competições da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFF) e que o FC Porto infringiu a lei na Taça da Liga.
«Existe uma infração, não vejo que haja lacuna. O regulamento respeitante às equipas B aplica-se a todas as competições organizadas pela LPFF, a sua razão de ser quanto à limitação dos jogadores visa impor limites quanto aos jogadores poderem jogar quer na equipa B, quer na principal», explicou à TSF José Manuel Meirim.
Para o professor de Direito do Desporto, o valor que se pretende defender com as regras de limitação «não é o descanso do jogador, mas sim o valor da verdade desportiva, não permitindo que os clubes façam a gestão do plantel sem qualquer regra limitativa e é isso que está em causa».
«Entendo que esse anexo V é uma espécie de rede que apanha todas as competições da Liga», sublinhou.
O citado Anexo V dispõe, no seu artigo 13º, que «qualquer jogador apenas poderá ser utilizado pela equipa principal ou equipa B, decorridas que sejam 72 horas após o final do jogo em que tenha representado qualquer uma das equipas, contadas entre o final do primeiro jogo e o início do segundo».

AB

sábado, 16 de março de 2013

Benfica "dá cartas" no Atletismo

 

Campeão Nacional de Marcha

 
 
 Sérgio Vieira, Pedro Isidro e Pedro Santos
 
PARABÉNS!
 

Triatlo: Taça Continental de Sarasota

Florida's World Aquatic Sports Center, nos Estados Unidos.

 
 
Pedro Ribeiro foi o vencedor
Miguel Arraiolos foi 3º, Bruno Pais 7º e Hugo Ventura 14º
 
PARABÉNS!


 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Mi hermano Atahualpa







Guitarra dimelo tu...

quinta-feira, 14 de março de 2013

Bordéus-Benfica (2-3); Benfica passa aos 4ºs da Liga Europa

 O lance do 2º golo do Benfica valeu o jogo e o bilhete. É disto que os adeptos gostam! Genial o domínio seguido de passe, "chapelando", desse mago de nome Gaitan, para Cardozo dominar, driblar sentando defesa e guarda-redes e encostar com toda a calma. Mas o nosso 3º também foi muito bom; sorte no ressalto após passe longo de Melgarejo (salvo erro), seguido da classe de Cardozo que dribla e, rápido, remata de pé esquerdo surprendendo o guarda-redes. Muito bom.
 
Os golos do Bordéus também resultaram de belos lances; o primeiro num excelente remate à queima do ponta de lança após ressalto feliz na sequência de lançamento longo da meia-direita - Artur nada mais poderia ter feito - e o segundo em auto-golo de Jardel num corte infeliz na ressaca de um excelente cabeceamento do mesmo avançado em resposta a não menos excelente centro.
 
O Bordéus apresentou-se com o modelo de jogo que apresentara na Luz; bom domínio dos princípios de jogo, meio-campo sobrepovoado, boa qualidade de passe, frente de ataque bem aberta e muito ativa no lado esquerdo, marcação cerrada e pressão alta e intensa. Desta vez o processo de ataque consistiu em explorar a boa qualidade do jogo aéreo do seu ponta de lança que, afinal, rendeu dois golos. Tal como cá, faltou intensidade e força aos girondinos.
 
O Benfica jogou q.b. para passar ganhando o jogo. Algumas reticências no eixo da defesa que, apesar de alguns percalços se revelaram infundadas, ressalvando-se a importância de rodar novos protagonistas  neste setor. Melgarejo bem, André lutou muito maqs nem sempre bem, Máxi ainda deu um cheirinho, Matic trouxe maior solidez defensiva, Gaitan rodou como construtor - algo que faz muito bem e a equipa muito necessita -, John esteve endiabrado na esquerda, Sálvio rodou em modo moderado, Enzo foi o habitual combatente todo-o-terreno e Rodrigo correu, trabalhou e esteve à beirinha de ser feliz, faltando-lhe apenas uma ponta de serenidade no momento do remate, algo que aparecerá logo que melhore o controlo emocional. Artur esteve bem, sem responsabilidade no 1º golo mas não isento dela no 2º, pois deveria ter segurado o esférico. Ainda assim fez um par de boas defesas. Martins ainda fez uma gracinhas mas não teve tempo para mais. Estiveram, em geral bem, na luta do meio-campo mas ainda fizeram uns maus passes em zona perigosa. que poderiam ter causado dissabores de monta.
 
Curioso foi o andamento do marcador, com o Benfica a marcar os 2º e 3º, imediatamente após os tentos dos "franciús" indicador do modo de contenção da equipa. Curioso também foi ver um adepto dos girondinos, desalentado, tapando os olhos com a bandeira do seu clube. Não menos curioso foi ver o GR adversário a bater, impotente, no relvado, o que só lhe ficou bem.
 
Julgo que o árbitro não teve influência no resultado, embora tenha deixado passar uma falta passível de GP sobre Rodrigo (salvo erro) ainda na 1ª parte e outra sobre Máxi já na 2ª, que, injustamente viu o amarelo por simulação! 
 
Uma prendinha para nós e também para os nossos emigrantes no país do lendário Asterix, que, amanhã, afivelarão um sorriso de satisfação ao cruzarem~se com os anfitriães.
 
AB
 

Benvindo Francisco!

 


 
SENHOR;

EU NÃO SOU DIGNO DE QUE ENTREIS NA MINHA MORADA,

MAS DIZEI UMA PALAVRA E MINHA ALMA SERÁ SALVA!

 
Que Francisco seja trans­cen­dente na sim­pli­ci­dade, que é a essên­cia da men­sa­gem de Cristo. À sim­pa­tia, pre­firo huma­ni­dade! Curi­oso; recordo as pala­vras de Sara­mago, incréu con­victo e anti­cle­ri­cal, que, um dia, a pro­pó­sito de uma obra sua recém-editada — que não recordo — refe­riu tra­tar da neces­si­dade de cada um se pre­o­cu­par com o outro atra­vés da expres­são: ” e você quem é?”.

Ora este é um requi­sito cada vez mais neces­sá­rio nos tem­pos atuais.A ver­dade é que, cada um de nós, passa a vida a ten­tar dizer quem é, de múl­ti­plas for­mas, seja bus­cando a dis­tin­ção seja a comi­se­ra­ção. Rara­mente olha­mos quem temos à frente e faze­mos a per­gunta reden­tora; “e você quem é?”; aquela per­gunta por que ansi­a­mos que nos seja feita, sobre­tudo nos momen­tos de soli­tá­ria angús­tia e dor.
 
A um Papa, a uma Igreja, não se pede que seja ape­nas sim­pá­tico (a), mas que tenha essa capa­ci­dade de fazer sen­tir a cada um que a reden­ção é pos­sí­vel; que é pos­si­vel des­fa­zer os nós da alma, da cons­ci­ên­cia atra­vés da soli­da­ri­a­dade e do amor ao pró­ximo con­ti­dos na men­sa­gem de Cristo.
 
Pede-se que recons­trua a igreja segundo os pre­cei­tos Cris­tãos, eli­mi­nando o fausto e a ofen­siva osten­si­vi­dade, que a tem carac­te­ri­zado o mundo eclesiástico.
 
Por mim, gos­ta­ria de o (os) ver sair dos clau­tros reli­gi­o­sos “para a rua”; bus­cando o olhar dos famin­tos de pão, de espe­rança e de afeto, capaz (es) de um afago, não ao cida­dão indis­tinto, lon­gín­quo, informe na massa anó­nima, mas àquela, àquela, mesmo em frente, em qual­quer lado; cató­lico ou não, cris­tão ou não. Jesus Cristo a todos, indis­tin­ta­mente, abriu os bra­ços, mos­trando o cami­nho; cren­tes, ímpios e blasfemos.
 
É esta a força do Cris­ti­a­nismo. Foi esta a força motriz do mundo oci­den­tal como o conhe­ce­mos hoje. É na rela­ti­vi­za­ção dos valo­res Cris­tãos, quanto a mim e pelos vis­tos, quanto a Frei Bento Domin­gues e Vaclav Havel, que radica a causa pri­mor­dial da atual crise.
 
Qual coman­dante da velha nau, espero que, Fran­cisco, seja capaz de medir a altura do sol e cor­ri­gir o rumo na dire­ção do porto, que todos nós, de uma ou outra forma, explí­ci­ta­mente, impí­ci­ta­mente ou secre­ta­mente, aspiramos.
 
 
 
 
 
Benvindo Francisco!