Desporto

sábado, 11 de julho de 2015

Próximas razões da decadência de Portugal

   
Laura Ferreira, mulher do atual Primeiro Ministro, apareceu numa cerimónia pública ao seu lado ostentando a falta de cabelo consequência dos tratamentos a que tem sido sujeita no âmbito da grave doença que lhe foi diagnosticada, suscitando críticas "ácidas", de pessoas afetas aos opositores políticos de Passos Coelho. Acusam-no de usar a doença da mulher para fins políticos; entenda-se apelo implícito à moderação crítica e simpatia do eleitorado e dos manipuladores da opinião pública. 
   Fugir da desgraça ou escondê-la é um ato compulsivo de sobrevivência humana contrariado, por exemplo, pelos valores cristãos que nos interpelam à compreensão e apoio dos desafortunados da vida. Todos sabemos que certas coisas "más" nos baterão à porta um dia, mas não queremos saber quando nem como. Por isso detestamos os que de tal nos lembram ainda que implicitamente. Uma certa repulsa, é, pois, compreensível e deveria ter pesado na decisão de Laura Ferreira. Porém, esta, optou por não prescindir da sua vida normal nem usar subterfúgios estéticos, numa atitude afirmação pessoal desmistificadora do grave infortúnio que lhe bateu à porta.
   Só de má fé ou por superficialidade pode acusar-se de calculismo político o Primeiro-Ministro neste caso!, quem é atingido por uma desgraça destas fica devastado, incapaz de pensar em tais artimanhas desejando apenas sossego e discrição. Respeito e admiro a coragem de Laura Ferreira, uma mulher bonita que não se importa de passar por feia mantendo-se no seu posto, tal como respeito e admiro Passos Coelho que, estou certo, apesar de dizimado emocionalmente mantém-se com serenidade inusitada na tarefa governativa a que se propôs na sequência do sagrado mandato popular. É de Homem e não é para todos!, não quer isto dizer que não tenho críticas a fazer ao seu consulado à frente do Governo. Tenho!, e graves! É outra história.
   Mas...algumas pessoas, arrogando-se, porventura, do "inquisitorial" direito de definir e fiscalizar a moralidade pública, esquecem-se que o respeito pelos outros é o primeiro requisito para o triunfo de qualquer sociedade humana. Laura Ferreira e Passos Coelho, merecem, pelo menos, respeito e reserva neste assunto. Critiquem-no "ferozmente" se necessário, e ao seu Governo como e quando quiserem no âmbito das prerrogativas democráticas mas...neste assunto respeitem-nos.
   Sem respeito pelos outros nenhuma sociedade vinga...seja qual for o regime. 
   Incluindo a portuguesa!   

As incongruências de Marco Ferreira

   O árbitro Marco Ferreira (MF) ao ter conhecimento da sua eminente despromoção e consequente perda das insígnias da FIFA, indignou-se publicamente e denunciou alegadas pressões do Presidente do Conselho de Arbitragem da LPFP, Vitor Pereira, em vésperas do jogo Rio Ave -Benfica, subentendendo-se que tal visava obter favorecimentos aos encarnados durante a partida - que estes acabariam por perder. Compreende-se a decepção e o despeito de MF, até porque, o padrão dos seus equívocos é precisamente o mesmo que conduziu à promoção de colegas como Olegário Benquerença, Pedro Proença e muitos outros. 

   Não havendo forma de comprovar as alegadas pressões de Vitor Pereira - esperemos que entretanto, este, faça algo a esse respeito -, resta-nos um simples exercício de reflexão para perceber que algo não bate certo nas declarações de MF: Sendo MF uma pessoa honesta que às vezes se engana, perante as alegadas pressões de VP para conduzir o seu desempenho em benefício de uma das equipas, teria de imediato denunciado tais atos a quem de Direito e, ou, tê-los-ia denunciado publicamente. Não o tendo feito, leva-nos a concluir que, a terem existido, não os entendeu na ocasião, não tendo sido afetada a sua conduta no jogo; conduta essa que, quanto a mim, esteve na base da derrota do Benfica. 

   Claro que, também podemos pensar que, de mente toldada pelo despeito, vendo a "terra a fugir-lhe debaixo dos pés", ciente da impossibilidade de comprovação, inventou as alegadas pressões, ou interpretou abusivamente eventuais recomendações de Vitor Pereira. Mas como MF é honesto, afastamos esta hipótese.

   Por mim, face ao que me foi dado observar nos jogos Braga-Benfica, em que os de Braga iam arrancando a cabeça a Talisca, e do Rio Ave Benfica, em que Ukra fez o que quis à margem das leis  no lance que precedeu a grande penalidade fatal, é bem despromovido.

   Tal não significa que confie em Vitor Pereira, precisamente por ter nomeado MF para esses jogos do Benfica - que lhe custaram 6 pontos - e também por ter escalado para os jogos mais difíceis do Porto, árbitros que, por norma, lhe são mais favoráveis.  

Arriba Benfica (como diz o Di Maria)

terça-feira, 7 de julho de 2015

COOL IT (Bjorn Lomborg)

Alguns extratos:

"É indiscutível que nos últimos séculos, a humanidade provocou um aumento substancial dos níveis de dióxido de carbono na atmosfera, contribuindo assim para o aquecimento global. O que é, porém discutível é se a histeria e os gastos precipitados em programas extravagantes de redução de CO2, por um preço sem precedentes, é a única reacção possível."
 
"Actualmente, qualquer pessoa que não apoie as soluções mais radicais contra o Aquecimento Global, é considerado um proscrito, é chamada de irresponsável e é vista como sendo, possivelmente, um fantoche corrupto do lóbi do petróleo."
 
"A União Europeia considera-o um dos problemas mais ameaçadores actualmente....Tony Blair encara-o como "o problema mais importante"....Angela Merkel prometeu que a questão das alterações climáticas seria uma prioridade máxima em 2007, tanto no âmbito dos G8, como no âmbito da União Europeia e o italiano Roman Prodi encara as alterações climáticas como a verdadeira ameaça para a paz internacional.

"Ursos Polares"

   A imagem de um urso polar sozinho em cima de uma massa de gelo flutuante a derreter, procurando em vão o próximo bocado de gelo para onde saltar, publicada pela revista Time em 2006, numa reportagem especial sobre o aquecimento global, anunciando o fim próximo dos ursos polares, é avassaladora. A simpatia que aquele animal suscita na generalidade das pessoas e a antevisão do seu afogamento iminente, induz de imediato no leitor a convicção da inevitabilidade do apocalipse global. Está pronto para absorver e aceitar todas as restrições ao quotidiano, que lhe queiram impor.

   Várias outras entidades se referiram ao tema em moldesidênticos; Al Gore, o Fundo Mundial para a Vida Selvagem, o The Independent, o Fundo Mundial para a Natureza e A Comissão de Avaliação do Impacto Climático no Ártico. Estas duas últimas entidades apoiavam-se em estudos do Grupo de Especializado no Urso Polar da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais. 

   Acontece porém que, este Grupo, apurou que, das vinte diferentes subpopulações de Ursos Polares, uma, ou, possivelmente, duas, estavam a diminuir na Baía de Buffin; que mais de metade eram estáveis, e que duas subpopulações estavam mesmo a aumentar no mar de Beaufort. Por outro lado verificou-se um aumento extraordinário daquelas populações nos anos anteriores; de cinco mil membros nos anos 60 para vinte e cinco mil em 2007. Surpreendentemente as duas populações em decréscimo verificam-se numa zona onde as temperaturas têm baixado nos últimos cinquenta anos, enquanto as duas populações em crescimento habitam em zonas onde tem feito mais calor. Nada disto tem sido referido!

  O alarme que a redução de 17% da população de ursos polares na costa ocidental da Baía de Hudson, entre 1987 e 2004, suscitou - de 1200 para 950 -, não teve em conta que, após 1981, em que a população era de 500, se verificara um aumento vertiginoso da população. Omite-se também que, anualmente, são abatidos entre trezentos a quinhentos ursos, contando-se em cerca de quarenta e nove na costa ocidental da Baía de Hudson. Em suma, podemos admitir que enquanto perdemos anualmente cerca de 15 ursos devido ao aquecimento global, são abatidos todos os anos quarenta e nove!

   Interessante é a projeção da Comissão da Avaliação do Impacto Climático no Ártico, segundo a qual o aquecimento global se traduzirá neste continente num aumento da riqueza das espécies e a uma maior produtividade do ecossistema, com menos deserto polar, mais florestas, mais aves nidificantes e mais borboletas!

   A emotividade com que o tema do aquecimento global tem sido tratado, concentrando o esforço na redução de emissão de gases com efeito de estufa, o qual poderá salvar, talvez, 0,06  ursos por ano, impede-nos de adotar a solução de maior benefício e menor custo que consiste no maior controlo da caça, que poderá salvar até cerca de quarenta e nove ursos por ano.

   E é assim que Bjorn Lomborg lembra que o nosso objetivo final consiste em melhorar a qualidade de vida e o ambiente e não em reduzir a emissão de gases com efeito de estufa e o aquecimento global em si mesmos, e que aqueles objetivos são mais fáceis da atingir por outros meios.
 outras vias. 

domingo, 5 de julho de 2015

A Crise greco-europeia

   Já se disse tudo e mais alguma coisa acerca da crise grega e europeia. Neste momento decorre o referendo; os dados estão lançados e, seja qual for o resultado, nada ficará como antes. Hoje, é claro o irrealismo negligente que consistiu na adesão ao euro de países com economias de baixa competitividade, forçados a adotar as regras impostas pelos  novos parceiros, estes, com economias altamente competitivas.  O acesso aos fundos estruturais e a financiamento de baixo custo associado à insanidade demagógica partidária na compulsiva compra de votos e à incompetência dos sucessivos governos no desenvolvimento de projetos reprodutivos, conduziu ao descalabro económico daqueles países, extinto que foi o "fogo de palha" das suicidárias obras públicas. Neste tragédia, ninguém tem as mãos limpas.
 
   Foi a prepotência, a atitude persecutória dos tecnocratas de Bruxelas; os novos "sacerdotes"  dos "amanhãs que cantam" da "sua" europa, os iluminados "conhecedores" do caminho do paraíso dos europeus, esquecidos já dos seus compromissos com os cidadãos, que atiraram os gregos para os braços dos demagogos e irresponsáveis políticos do Siryza que nada têm para oferecer, a não ser o propósito de pôr os cidadãos dos outros países europeus a pagar as gigantesca dívida e as crónicas insuficiências orçamentais da Grécia.

   Independentemente das consequências que possam advir para os gregos do resultado do referendo, qualquer que seja, está em causa o tremendo esforço dos outros países intervencionados, sobretudo Portugal, que, paulatinamente, leva a cabo a reestruturação da sua dívida, convertendo a de curto prazo em longo prazo a taxas de juro inferiores, alcançadas graças ao desconfortável ajustamento interno e à política expansionista do BCE. Esta estratégia, se continuada por mais um ou dois anos poderá conduzir a um alívio significativo no encargo com os juros, talvez da ordem dos 50%, cerca de 4 MME, que por sua vez, poderia sustentar um alívio fiscal e consequente alavancamento da economia através de maior rendimento disponível das famílias e das empresas. É isto que o Syrisa está a pôr em causa. É difícil perceber se, como dizem, pretendem defender o povo grego dos "terroristas" de Bruxelas, ou estão a usar a austeridade para combater e desmantelar a UE, conforme a doutrina e estratégia de todos os partidos europeus de ideologia marxista ou marxista-trotskista.

   Apesar disso, têm fundamento muitas das acusações que fazem aos políticos da UE; a prossecução obstinada da competitividade, da produtividade e do fundamentalismo ambientalista, tem destruído as economias dos países de economia mais frágil, criando cada vez mais dificuldades no acesso das populações ao trabalho, sob os mais variados pretextos, criando reserva de mercado para as suas economias, silenciando as respetivas elites aliciando-as com sucessivos programas de financiamento aos quais estas têm mais facilidade de acesso, distorcendo, descaradamente, as regras da livre concorrência que tanto dizem defender.

  Os europeus estão divididos entre os que defendem uma rápida integração com adoção das mesmas normas em todos os Estados da União e os que preferem uma União de Estados soberanos, como o Reino Unido; uma confederação. Estou nesta última categoria. O Tratado de Lisboa, com a consignação da extinção do direito de veto de alguns países, entre os quais Portugal, destruiu o projeto europeu. Se a construção europeia contempla um projeto elitista, profundamente centralizado, com um controlo asfixiante de cidadãos e empresas a todos os níveis controlado por um núcleo restrito de países, economicamente desenvolvidos, estou contra. Não há dinheiro que pague a Liberdade, não há bem-estar sem Liberdade e, esta, já está , efetivamente, ausente em Portugal.

Há um país!

      Confesso que não dei muita importância à decisão de trasladação de Eusébio para o panteão nacional, cheguei até a pensar que estaria melhor numa capela a erguer no Estádio da Luz, próximo do seu Benfica e dos benfiquistas. Até hoje!, ao ver, na BTV, a solenidade da cerimónia...emocionei-me e ocorreu-me de imediato o sentimento de que, afinal, ainda há um país!, um país de afetos, um país de causas, um país com capacidade para se unir desde que valha a pena!, um país submerso nas águas do oportunismo, da prepotência e da desumanidade, seja dos poderes formais, nacionais e europeus, seja  dos poderes de facto, partidários, económicos, corporativos, etc. Foi, e é, esta, a grande força de Eusébio da Silva Ferreira, o seu último golo;  a sua memória mostra-nos que ainda podemos ter esperança enquanto Nação. Obrigado Eusébio.
 
   Iniciaram-se os trabalhos no Seixal, é reconfortante saber que parece estar tudo em ordem, apesar de subsistirem algumas indefinições quanto a entradas e saídas de jogadores. No animado jogo de iniciação, Guedes foi o primeiro a "molhar e sopa" e Nelson Oliveira marcou dois ou três. Constatando a imponência da figura de Rui Vitória, trajado a preceito, enquanto observava o jogo, ocorreu-me de imediato que, desta vez, ninguém vai ousar prometer um "punhetazo" ao Treinador do Benfica.
 
   A Liga foi a reboque do SCP e do FCP na questão dos árbitros, aprovando o sorteio, faltando agora a ratificação por parte da FPF. Apesar de não me chocar o método - julgo mesmo que é benéfico para o Benfica, tendo em conta alguns casos da época transata -, tal revela um ainda elevado nível de desconfiança nos órgãos das instituições desportivas e como é longo e árduo o caminho que ainda falta percorrer até restituir ao futebol, a credibilidade de que necessita.
 
   Operação Phoenix, é o nome da acção policial contra um grupo de segurança muito especial, com ligações ao FCP, na qual foram detidos vários elementos e apreendida documentação diversa, tendo sido constituído arguido Antero Henrique, Vice-Presidente portista. Aleluia!, há muito que todos sabemos - salvo seja -, que é neste tipo de estruturas que reside a louvada eficácia da, hipocritamente designada, "exemplar estrutura". De facto, quem é o "doido", árbitro, jogador próprio ou alheio, dirigente, agente, que ousa opor-se aos interesses do FCP, consciente da capacidade operacional destas estruturas paralelas? Parece que, finalmente, algo está a mudar.
 
   Para mal dos nossos pecados, quando uma sensação de alívio se vislumbra perante a eminência do fim do tenebroso ciclo de futebol nacional iniciado à cerca de trinta anos, graças à proximidade do final de carreira de Pinto da Costa, eis que,  em desespero de causa, surge Bruno de Carvalho, imitando-lhe o estilo, que não a substância, prometendo um novo ciclo de conflitos e crispação, para gáudio dos seus correligionários e dos meios de comunicação social que deles se alimentam, prontos a esquecer as mais grosseira prepotência e de falta de ética. De facto, se é verdade que, no SCP há capital de origem obscura, de que se fala, Bruno de Carvalho, tal como a UEFA e a FIFA, perdeu toda a autoridade moral que reivindicou quando se insurgiu contra os fundos de investimento.
Afinal, capital bom é o nosso, seja qual for a origem, o dos outros, é sempre mau! Valha-o Deus.
 
   Terminou a travessia do enorme deserto para Octávio , ao ser convidado para a estrutura do seu SCP. Fez mal em aceitar. Revela incoerência. De facto insurgiu-se contra Pinto da Costa por deslealdade e, implicitamente, sancionou a maldade que Bruno de Carvalho fez a um colega, Marco Silva, que a não merecia. Destruiu o capital de simpatia que tinha granjeado com a sua frontalidade. Uma pena.
 
   Boa sorte Benfica!
  

terça-feira, 30 de junho de 2015

Aquecimento Global; contraponto

   Bjorn Lomborg, cientista político dinamarquês, professor na Copenhagen Business School, fundador e Director do Copenhagen Consensus, ex-director do Instituto de Avaliação Ambiental de Copenhaga, autor de "O Ambientalista Cético" e "Calma", entre outras obras, com vários artigos publicados no "The New York Times" e "The Wall Street Journal", nomeado em 2004 pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes no mundo, dedica-se, no âmbito do Grupo Consenso de Copenhaga, que dirige, com uma vasta equipa de economistas, a identificar os maiores desafios atuais da humanidade e propor soluções correspondentes. Na sua obra "Cool It" aborda de uma forma inteligente, corajosa e vastamente fundamentada, o tema do Aquecimento Global, mostrando que não se trata do "cataclismo" que tem sido anunciado e  que, utilizando uma pequena parte dos gastos astronómicos em curso no âmbito de Quioto, obter-se-iam benefícios muito superiores para a humanidade.
 
   Bjorn, recorrendo a trabalhos científicos atualizados de múltiplas fontes, reconhece o tendência do aquecimento global do planeta, afirmando contudo que é excessiva a previsão do aumento de temperatura média de 2,5 ºC até ao final do século, e que a humanidade já demonstrou capacidade para lidar com tal fenómeno sem grandes complicações. Tal tem-se verificado nas grandes cidades que constituem ilhas de temperatura face às temperaturas médias, nas quais as comunidades se adaptaram, quer recorrendo à tecnologia, quer ao equilíbrio urbanístico.
 
   Diz Bjorn Lomborg que, se todos os países implementassem as medidas preconizadas no Protocolo de Quioto, tal implicaria gastos astronómicos, com o consequente empobrecimento dos povos, entenda-se; menor capacidade de acumulação e difusão de riqueza, enquanto o resultado seria o de retardar em cerca de 3 a 4 anos os efeitos do Aquecimento Global, relativamente ao que se verificaria se nada fosse feito! Surpreendente!
 
   Ao cotejar em profundidade, a solidez da argumentação catastrofista relativamente às consequências do Aquecimento Global, mostra a outra faceta do fenómeno, habitualmente esquecida e, afinal, positiva para a humanidade. Defende sim, a adopção de medidas moderadas de controlo das emissões, como por exemplo a taxação do carbono, mas, sobretudo, defende que a melhor forma de proteger as populações das consequências do AG, consiste em aumentar o seu nível de riqueza, através de investimentos de natureza social, como sejam, o combate do HIV e da malária, a execução de infraestesturas de saneamento e de abastecimento de água, a melhoria das condições de nutrição das populações, etc.
 
   Um trabalho que vale a pena conhecer, que enquadra de forma mais abrangente o assunto em causa e  do qual farei breves sínteses em artigos subsequentes. Toda a histeria que se tem verificado em torno do assunto, com consequências drásticas para as economias de muitos países deve ser objeto de reserva e de avaliação crítica. É o que faz Bjorn Lomborg, neste trabalho exemplar.  

domingo, 28 de junho de 2015

Artur Correia, "O Russo"

  

   O nosso "russo" acabou de ser submetido a uma cirurgia delicada, que enfrentou com a coragem que lhe conhecemos. Importa que saiba que não o esquecemos, lhe desejamos as melhoras e lhe enviamos um grande abraço. É um dos que ajudou a construir o nosso clube, mesmo tendo passado pelos rivais. Deliciosas são as muitas histórias que tem para contar, algumas das quais referiu há tempos na nossa BTV; a trolitada no Rivelino e as picardias semicómicas e carinhosas com o nosso querido Chalana! - Russo, estamos contigo. Aguardamos nova visita à nossa BTV para nos contares mais histórias no nosso clube. Grande, grande abraço.

sábado, 20 de junho de 2015

O novo dogma

   Reconheceu recentemente o Papa Francisco os malefícios do Aquecimento global (AG), em especial sobre os mais pobres, admitindo a origem humana do alegado fenómeno. Ora aqui temos a materialização "oficial" da ascensão da  teoria do AG a dogma, ao nível dos ensinamentos de Jesus Cristo, tal como doutrinou Al Gore, o grande profeta, e agora aplaude Obama. Quer isto dizer que os dissidentes desta teoria baixam à categoria de "pecadores" e vêm de antemão "justificado" o ostracismo profissional a que são votados.
 
   Emmanuel Kant deve dar voltas na sepultura! O homem, através da ciência, ergueu-se ao nível de Deus! No mínimo, é necessário ouvir e refletir sobre outras teses; seja a de que os ciclos climáticos são naturais, ou a de que o efeito dos gases antropogénicos é marginal, ou, pelo contrário, a de que Terra iniciou uma nova era glaciar.
 
   Que a revolução tecnológica subjacente à prevenção do AG favorece os países tecnologicamente desenvolvidos, confrontados com o fim dos privilégios resultantes da Revolução Industrial e da Colonização, é uma verdade. Que a implementação das medidas de prevenção preconizadas por Quioto implica custos astronómicos e o retardamento do desenvolvimento dos países pobres também é verdade. Que o custo de oportunidade é avultadíssimo também ninguém tem dúvidas - Bjorn Lomborg no seu "Cool It", defende que o investimento no combate aos males que afetam os países pobres seria bem mais eficaz.
 
   Seja como for o Papa Francisco deu um passo em falso ao reconhecer origem humana ao aquecimento global. Há demasiada gente idónea contra que deve ser ouvida e ponderados os seus argumentos; defender os pobres sim, apoiar os alarmistas e oportunistas não!
 
   Na foto, John-Daly-Pic, um cientista irlandês que contesta o método de medição das temperaturas da Terra que deu origem ao famoso hóquei-stick, que por sua vez sustenta a tese da acção humana.

Empréstimos de jogadores

      Noticia hoje a imprensa que foi aprovada na LPFP a regulamentação dos empréstimos de jogadores, limitando ao máximo de três por clube recetor e interditando a utilização dos atletas nos jogos contra o seu clube de origem. Apesar de disciplinar o regime dos empréstimos, evitando exageros e as suspeitas sobre jogadores e clubes, na verdade, sanciona a injustiça competitiva subjacente. De facto, os clubes com maior poder financeiro, os que acedem às competições europeias, beneficiam do enfraquecimento do adversário a quem tenham emprestado jogadores, face aos restantes concorrentes que terão de os defrontar. No limite, tal poderá ocorrer em quase todos os seus jogos, o que é um absurdo, uma vez que, três jogadores podem ser decisivos numa equipa! Como é que isto é possível? Sabemos que esta é uma velha estratégia, usada maciçamente por certos clubes, a que é necessário pôr cobro, mas será esta medida adequada? Não!, porque é uma forma de os clubes poderosos subornarem os concorrentes; além de defrontarem os adversários desfalcados, provavelmente, estes, agradecidos, ainda facilitarão o jogo!
 
  O problema de fundo, que urge enfrentar, reside na falta de capacidade financeira de grande parte dos clubes, que não lhes permite constituir com independência dos seus adversários, um plantel competitivo. E isto tem a ver com muitos fatores, desde a estrutura económico-financeira dos clubes, ao modelo de comercialização e distribuição das receitas dos direitos desportivos dos mesmos, até ao modelo de distribuição de receitas das competições organizadas pela UEFA e pela FIFA. A dinâmica em curso na europa, que consiste na criação de condições para a concentração competitiva nos grandes clubes, acabará por afastar os adeptos, cansados de verem as taças transitarem sucessivamente pelas mesmas mãos. Isto não ajuda ao futebol, visto que liquida a ambição e o sonho dos outros clubes e dos correspondentes adeptos, agravado pela recorrente proteção das equipas de arbitragem dos grandes clubes.
 
   Parece-me que, a questão dos empréstimos, implica a imposição efetiva de critérios económico-financeiros  mais exigentes aos clubes bem como a proibição de empréstimos entre clubes do mesmo escalão. É evidente que tal não resolve o problema da corrupção; basta a promessa de compra ou pseudo venda de atletas no final da época, o controle indireto dos fluxos financeiros ou a capacidade de influência dos órgãos desportivos, mas seria bem mais eficaz que as regras agora noticiadas.
 
   Quanto ao resto, são casos de polícia; investiguem-se os indícios credíveis e proceda-se à acusação, julgamento e condenação, se for caso disso. Perdeu-se uma grande oportunidade com o caso do Apito Dourado, mas, finalmente, o caso em curso na FIFA, veio devolver uma nova esperança aos adeptos.