Desporto

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Estado de Corrupção


O caso do atual escândalo de corrupção que envolve o PP espanhol ao mais alto nivel, conhecidos pelos casos Bárcenas e Gurtel em que, alegadamente, vários dirigentes daquele partido atualmente no poder, recebiam financiamentos não declarados através de uma conta num banco suíço, supostamente municiada com donativos de agentes económicos a quem teriam sido adjudicadas obras públicas, mostra como o Estado de Direito deu lugar, nos regimes ocidentais, ao Estado de corrupção, prenunciador da inevitável decadência económica e social a que temos assistido.
 
Baltazar Garçon, o superjuiz que abraçou a causa da justiça, não dando tréguas aos grandes criminosos da história, foi enxovalhado e afastado do cargo apenas porque...estava no encalço dos alegados criminosos!
 
É o que refere o texto de "O Público" de hoje, da autoria de Ana Gomes Ferreira, sob o título de Espanha, que refere: "...Garçon era o Juiz da Audiência Nacional que, em 2009, mandou realizar escutas a suspeitos no Gurtel com o objetivo de provar que se tratava de um delito continuado. Foi acusado de abuso de poder e condenado a 11 anos sem exercer a profissão.
 
O antigo Juiz disse que nas investigações Gurtel, surgiu-lhe o nome de Bárcenas, que foi imputado em 2009. Explicou que os indícios de crime são evidentes, mas, concluiu, "há falta de vontade política para avançar os dois processos."
 
Et voilá!
 
Não é o que se passa por cá?
 
Que nome dar a um regime que propicia tais desmandos?
 
AB
 

A Grande Distribuição e a destruição económica


É hoje claro o impacto demolidor na estrutura económica de Portugal do setor da Grande Distribuição a Retalho. O que a princípio parecia modernidade é hoje um pesadelo. De facto, toda aquela enebriante panóplia de oferta proporciona uma crescente concentração económica, paulatinamente destruidora do comércio tradicional e da sua função de distribuição universal de riqueza.
 
O domínio crescente do mercado pelas novas unidades, enfraquece a posição negocial dos produtores nacionais que acabam por se sujeitar à imposição de preços, prazos de pagamento e demais condições, resignando-se à condição de financiadores forçados e agradecidos.
 
Sempre insaciáveis, com o mercado na mão, os novos tiranos económicos tratam de alargar a sua ação a todos os setores lurativos, apropriando-se das respetivas fileiras, difundindo a sua ação destruidora a vastos setores da economia, provocando a falência de muitos milhares de micro e pequenas empresas e o despejo de muitos milhares de trabalhadores, agora inúteis, às portas dos Centros de Emprego.
 
Tudo isto com a complacência dos sucessivos governos, manietados nas teias económicas dos poderes de facto, condicionados por apoios estratégicos dos mesmos, seduzidos pelo argumento da produtividade empresarial tão do agrado dos sindicalistas, incapazes de perceber o impacto na competitividade nacional, que se tem revelado desastroso. Assinala-se o disfarçado desprezo pelas, hipocritamente propaladas, igualdade de oportunidades e solidariedade nacional princípios estruturantes da retórica sócio-política dominante. 
 
Alargando a perspectiva da análise, tendo em conta as contingências energéticas e ambientais, o atual modelo de comércio transcontinental desenvolvido pelas Grandes Superfícies, deverá retroceder em favor do fomento da produção local e do pequeno comércio, com a modernização dos Mercados Municipais, locais previlegiados de comércio humanizado, ao contrário dos apelativos mas frios e impessoais hipermercados, apenas onde o interesse se confina em captar o dinheiro do cidadão,  onde este jamais verá um sorriso de amizade ou compreensão.
 
No jornal "O Público" de hoje, na secção de economia, num trabalho sob o título "Comércio" da autoria de Ana Rute Silva e Luis Villalobos, pode ler-se que as duas grandes cadeias de distribuição Pingo Doce e Modelo Continente estão entre as dez maiores empresas importadoras, respetivamente, no 4º e 6º posto. É fundamental que estas organizações se abasteçam cada vez mais no mercado nacional, cientes do conceito do justo valor; aquele que proporciona a justa retribuição a quem produz. E é aqui que os governos têm que intervir, encontrando formas de impedir que o mercado livre destrua grande parte da população, condenando-a à inutilidade. Neste contexto, assinale-se a queda, em 2012 - dados até Novembro -, da 9ª para a 43ª posição na lista dos maiores imoportadores, da cadeia Lidl graças à sua política de substituição das importações por aquisições à produção nacional, conforme informação de Madalena Bettencourt Silveira, do  respetivo departamento de comunicação.

Preocupantemente, segundo "O Diabo" de 5 de Fevereiro de 2013", à parte a sua polémica passagem pela SLN/BPN, Frankelim Alves, o agora Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, tem no seu curriculo  o cargo de Diretor Financeiro na Administração da Jerónimo Martins, algo que parece preocupar os dirigentes da Confederação Nacional de Agricultura. E não é para menos, atendendo ao objetivo definido pelo próprio Frankelim de " aprofundar o trabalho desenvolvido até aqui e ajudar a transformar o tecido empresarial português, garantindo instrumentos estratégicos no apoio às empresas e empreendedores num período particularmente complexo."
 
José Almeida, investigador universitário, em "O Diabo" de 5 de Fevereiro de 2013, no seu trabalho "27 anos de destruição económica", denuncia o problema que todos parecem ignorar. A certo passo, diz José de Almeida: "...No dia 10 de Dezembro de 1985, há 27 anos, abriu portas o Continente de Matosinhos, ficando para a história como o primeiro hipermecado de Portugal. Nascido da parceria da portuguesa Sonae e da Francesa Promodés, este hipermecado tinha inicialmente uma área de venda de aproximadamente 9864 metros quadrados apoiados por 72 caixas de pagamento. Um verdadeiro colosso para a realidade do Portugal de então.
 
      O aparecimento desta superfície deu início a uma verdadeira revolução dos hábitos de consumo nacionais alterando irreverssivelmente o panorama comercial português, assistindo-se ao rápido fortalecimento da grande distribuição em detrimento do comércio tradicional. Fenómeno que contribuiu para o enfraquecimento dos centros das cidades em prol das periferias , onde este e outros estabelecimentos que lhe seguiram se acabaram por fixar.
 
      Não deixa de ser curiosa a forma como as ilusões de modernidade e desenvolvimento de ontem continuam, sistemáticamente, a transformar-se na miséria real de hoje."
 
Mais adiante: "Sem se reparar, estavam com isso a assinar uma certidão de óbito à nossa economia, deixando-se entrar um enorme cavalo de troia que acabaria por conquistar-nos e submeter-nos àquilo a que Guenon chamou "O Reino da Quantidade". Afinal, tudo isto não é mais do que "os sinais dos tempos", tendo os últimos 27 anos de destruição económica marcado apenas o princípio de uma nova idade, pouco ou nada próspera."
 
Junto as minhas às palavras de José de Almeida esperando que muitas outras apareçam a defender a economia Portuguesa e os Portugueses contra a concentração económica e a pobreza.
 
AB

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Corrupção na Liga dos Campeões

Não nos tomem por idiotas! A ausência de investigação, acusação e condenações por corrupção - Itália é uma excepção, veremos agora o caso da europol - é uma realidade que não inibe o espectador comum de tirar as inevitáveis conclusões face ao que observa.


Convém perceber que o espectador é a razão de ser do futebol; é ele que o financia mediante o valor que lhe atribui enquanto espetáculo. Degradando-se este, falhará o financiamento. Inevitávelmente.
 
Na anterior edição da Liga dos Campeões, o Benfica foi afastado  das meias-finais em detrimento do Chelsea, apesar de ter sido, de longe, a melhor equipa, graças a múltiplos erros grosseiros e capitais das equipas de arbitragem.
 
Neste cenário, vem à mente do espectador, o ocorrido em anterior edição desta competição nas meias-finais disputadas entre o Chelsea e o Barcelona, em que este venceu, graças a erros inacreditáveis da equipa de arbitragem. Algo surreal, que deixou atletas, dirigentes e adeptos do Chelsea de cabeça perdida. Consolidou-se no espectador a ideia da captura da UEFA pelos interesses dos blaugrana. Messi, afinal, tudo justifica!
 
Aqui chegado, o nosso espetador, percebe, enfim, o que aconteceu no Chelsea-Benfica. Perante a indiscutível injustiça de que o Chelsea tinha sido vítima, ter-lhe-ão sido prometidas facilidades,  por quem tem poder para tal, quiçá, os responsáveis pela nomeação dos árbitros.


Acresce a importância da atração de novos capitais para o futebol, como é proporcionado pelos atuais dirigentes do Chelsea. Sob o risco do colapso, graças aos graves erros estratégicos da UEFA e da FIFA, o futebol europeu e mundial necessita urgentemente de dinheiro novo, não faltando oferecimento de almas influentes em troca. Afinal, amor com amor se paga.


A esta luz, o sacrifício do Benfica terá tido motivação "altruista", ficando a UEFA em dívida para com o clube e seus adeptos. O Benfica foi, assim, inapelávelmente sacrificado, na vã tentativa de compensação de uma grave injustiça através de outra de idêntica gravidade. Per seculum der seculuorum?


E tudo isto com a maior naturalidade e desfaçatez, à conta das vicissitudes históricas deste jogo e do argumento idiota da inevitável falibilidade do Homem! Os idiotas organizadores tratam os espetadores e adeptos como se fossem acéfalos, acríticos e impotentes! Julgam-se donos da indústria!
 
Quanto a mim, o futebol nacional e internacional necessita de um novo modelo organizacional implicando a dissolução do atual. Nem a FIFA nem a UEFA têm revelado capacidade para gerir adequadamente esta indústria.


A UE e os Estados europeus não estão isentos de responsabilidades por terem abandonado o futebol a si próprio, como se de um gueto se tratasse, demitindo-se de fazer cumprir, efetivamente, os princípios democráticos, a saber; igualdade de oportunidades, universalidade da aplicação da Lei e direito à fruição do espetáculo desportivo leal.


Impõe-se uma nova ordem no futebol mundial.

AB  

Corrupção no Futebol


Um ex-dirigente da FIFA, Guido Tognoni, acaba de a denunciar como centro de corrupção. A novidade reside na origem e forma da revelação. A denúncia pública de um ex-dirigente merece credibilidade, quer pela proximidade à fonte, quer pelos riscos que comporta à sua própria integridade. Revela ainda que o fenómeno está consolidado.

Não faltam peças quer televisivas quer escritas, onde os indícios de corrupção ao mais alto nível das superestruturas do futebol são evidentes.  Declan Hill, no seu excelente livro “A Máfia do Futebol” desmonta de forma extensiva e detalhada toda a teia da corrupção, desde a sua origem, Singapura, às ligas europeias mais competitivas bem como às provas de selecções, quer europeias quer mundiais. Identifica os mandantes, intermediários, agentes finais e toda a panóplia de métodos de ação; desde o aliciamento financeiro, à agressão física ou de outras ações do vasto menu.

Na verdade, a corrupção no futebol é hoje uma indústria que movimenta dezenas de milhares de milhões de dólares, muitos milhares de pessoas, e tem ramificações, ainda que implícitas, às instituições estatais.

O anúncio da Europol acerca do desmantelamento de uma rede de corrupção de grandes dimensões é compaginável com o cenário percebido pelo cidadão comum, constituindo uma ténue esperança. Ténue sim! Os interesses associados à corrupção são tais que fazem tremer quem quer que seja que se lhes oponha.

Notícias de corrupção no futebol alemão, italiano, brasileiro e outros, têm sido veiculadas na comunicação social deixando o triste espetador perplexo ao ver alguns dos maiores ídolos mundiais envolvidos.  

Por cá, a corrupção parece um verdadeiro desígnio da República. Inteiramente subjugado aos interesses políticos, o futebol nacional vai definhando, insolvente, monocórdico, incompetitivo, miserável, despudorado.

Marinho Neves, no seu “Golpe de Estádio”, com risco de vida, mostra como se estabeleceu em Portugal uma rede de corrupção que dura há décadas graças à inoperância das instituições que têm obrigação de a combater.

O caso do “Apito Dourado” mostrou a ineficácia e o risco da denúncia, expondo aos olhos de todos uma justiça suspeita de cumplicidade, consentida por largo espetro político que parece usar este processo como retribuição pela paz social e apoio político estratégico dos felizes contemplados.

Os corruptos podem permanecer impunes apesar dos Tribunais, os peões da propaganda podem lançar todas as cortinas de fumo, o povo carente pode até sentir-se saciado, mas o espectador experiente “sabe” quando há corrupção pela simples observação dos jogos, das competições, dos negócios públicos entre clubes e de variados eventos de natureza económica e política.

É certo que sempre houve e haverá erros, por exemplo, no desempenho das equipas de arbitragem, mas…quando há um padrão bem definido, a corrupção, seja em que forma for, está lá!

Quando, por exemplo, a equipa A repete um desempenho descuidado contra a equipa B, determinado contra a equipa C e durante a prova ou no seu final, há troca de atletas ou técnicos entre A e B…está lá! Se a equipa A acaba por beneficiar de ajudas competitivas várias que lhe proporcionarão prova tranquila, a suspeita transforma-se em convicção.

Quando a honrada e briosa equipa D dá luta à B roubando-lhe pontos, geralmente, acaba mal classificada ou acaba punida com descida de divisão, servindo de exemplo para todas as outras, à boa maneira de capone. Não falha.

Quando o juiz A erra em favor da equipa B, não tem nada que saber; rapidamente ascenderá à carreira internacional arriscando-se até a ser considerado o melhor do planeta, se autor de erros capitais, mesmo que grosseiros.

Pelo contrário, se o juiz C erra em detrimento da equipa B, espera-o a fatídica descida de categoria, servindo de exemplo para todos os outros. Não falha.

Ao questionar-se acerca das razões da aparente perpetuação deste fenómeno, o espectador, erradamente tido por tolo ou fraco, perante a segurança dos corruptos, chega à conclusão de que tal é consentido, quer pelas autoridades locais, quer pelas superiores entidades organizadoras do jogo, nomeadamente FIFA e UEFA.

Parece claro que esta é uma luta inglória, desde logo pelas agora reforçadas suspeitas, de que a teia mafiosa atingiu o coração da organização do futebol e dos Estados, limitando-se ambos a uns pífios esboços de empenho no seu combate com o aparente intuito de tapar os olhos ao presumido pateta espetador financiador, acreditando poder mantê-lo perpétuamente cativo.

É isso que faz os pintos cantarem de galo.

É isto que acabaria com o futebol se não houvesse Benfica.

AB

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Cristóvão Colombo

 

PEDIDO DE EMPRÉSTIMO BANCÁRIO

Um advogado de nome Barack Hussein Obama II, na época, 1995, líder comunitário, membro fundador da mesa diretora da organização sem fins lucrativos Public Allies, membro da mesa diretora da fundação filantrópica Woods Fund of Chicago, advogado na defesa de direitos civis e professor de direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago, Estado de Illinois (e atual presidente dos Estados Unidos da América), numa certa ocasião, pediu um empréstimo em nome de um cliente que perdera  a sua casa num furacão e queria reconstruí-la.

Foi-lhe comunicado que o empréstimo seria concedido logo que ele pudesse apresentar o título de propriedade original da parcela da propriedade que estava a ser oferecida como garantia. O advogado Obama levou três meses para seguir a pista do título de propriedade datado de 1803. Depois de enviar as informações para o Banco, recebeu a seguinte resposta:

"Após a análise do seu pedido de empréstimo, notamos que foi apresentada uma certidão do registo predial. Cumpre-nos elogiar a forma minuciosa do pedido, mas é preciso salientar que o senhor tem apenas o título de propriedade desde 1803. Para que a solicitação seja aprovada, será necessário apresentá-lo com o registo anterior a essa data."

Irritado, o advogado Obama respondeu da seguinte forma:
 
"Recebemos a vossa carta respeitante ao processo nº.189156. Verificamos que os senhores desejam que seja apresentado o título de propriedade para além dos 194 anos abrangidos pelo presente registo. De fato, desconhecíamos que qualquer pessoa que fez a escolaridade neste país, particularmente aqueles que trabalham na área da propriedade, não soubesse que a Luisiana foi comprada, pelos EUA à França, em 1803. Para esclarecimento dos desinformados burocratas desse Banco, informamos que o título da terra da Luisiana, antes dos EUA terem a sua propriedade, foi obtido a partir da França, que a tinha adquirido por direito de conquista da Espanha. A terra entrou na posse da Espanha por direito de descoberta feita no ano 1492 por um navegador e explorador dos mares chamado Cristóvão Colombo, casado com dona Filipa, filha de um navegador de nome Perestrelo.
 
Este Colombo era pessoa respeitada por reis e papas e até ouso aconselhar-vos a ler sua biografia para avaliar a seriedade de seus feitos e intenções. Esse homem parece ter nascido em 1451 em Gênova, uma cidade que naquela época era governada por mercadores e banqueiros, conquistada por Napoleão Bonaparte em 1797 e atualmente parte da Região da Ligúria, República Italiana. A ele, Colombo, havia sido concedido o privilégio de procurar uma nova rota para a Índia pela rainha Isabel de Espanha.

A boa rainha Isabel, sendo uma mulher piedosa e quase tão cautelosa com os títulos de propriedade como o vosso Banco, tomou a precaução de garantir a bênção do Papa, ao mesmo tempo em que vendia as suas jóias para financiar a expedição de Colombo. 

Presentemente, o Papa - isso, temos a certeza de que os senhores sabem - é o emissário de Jesus Cristo, o Filho de Deus, e Deus - é comumente aceito - criou este mundo a partir do nada com as palavras Divinas: Fiat lux que significa "Faça-se a luz", em língua latina. Portanto, creio que é seguro presumir que Deus também foi possuidor da região chamada Luisiana por que antes, nada havia. Deus, portanto, seria o primitivo proprietário e as suas origens remontam a antes do início dos tempos, tanto quanto sabemos e o Banco também. Esperamos que, para vossa inteira satisfação, os senhores consigam encontrar o pedido de crédito original feito por Deus.
 
Senhores, se perdurar algumas dúvidas quanto a origem e feitos do descobridor destas terras, posso adiantar-lhes que desta dúvida, certeza mesmo, só Deus a terá por que Inúmeros historiadores e investigadores, concluíram baseados em documentos que, Cristóvão Colombo, nasceu em Cuba (Portugal) e, não em Gênova (Itália), como está oficializado:

Segundo eles;

Em primeiro lugar, Christovam Colon, foi o nome que Salvador Gonçalves Zarco, escolheu para persuadir os Reis Católicos de Espanha, a financiar-lhe a viagem à Rota das Índias, pelo Ocidente, escondendo assim a sua verdadeira identidade.

Segundo; este pseudônimo não aparece por acaso, porque Cristóvão está associado a São Cristóvão, que é o protetor dos Viajantes (existe inclusive uma ilha batizada de São Cristóvão). Cristóvão, que também deriva de Cristo, que propaga a fé, por onde anda. Acresce que Cristo, está associado a Salvador (1º nome verdadeiro do ilustre navegador). Colon, porque é a abreviatura de colono e derivado do símbolo das suas assinaturas":" ( Duas aspas, com dois pontos no meio).


Terceiro; Salvador Gonçalves Zarco, está devidamente comprovado, nasceu em Cuba ( Portugal) e é filho ilegítimo do Duque de Beja e de Isabel Gonçalves Zarco.

Quarto; era prática usual na época, os navegadores darem às primeiras terras descobertas, nomes religiosos; no caso dele foi São Salvador (Bahamas). Por coincidência ou talvez não, deriva do seu primeiro nome verdadeiro. A segunda batizou de Cuba (Terra Natal) e, seguidamente, Hispaniola (Haiti e República Dominicana), porque estava ao serviço da Coroa Espanhola.

Quinto; a "paixão" pelos mares estava no sangue da família Zarco, nomeadamente em João Gonçalves Zarco, descobridor de Porto Santo (1418) com Tristão Vaz Teixeira, e da Ilha da Madeira (1419), com o sogro de "Christovam Colon", Bartolomeu Perestrelo.

Por fim, em sexto, existem ilhas nas Caraíbas, com referência a Cuba (além da mencionada Cuba, São Vicente; Na época existia a Capela de São Vicente, da então aldeia de Cuba).

Posteriormente (Sec-XVI), foi edificada a atual Igreja Matriz de São Vicente. São coincidências (pseudônimo, nome das ilhas, família nobre e ligada ao mar, habitou e casou em Porto Santo, ilha que fica na Rota das Índias pelo Ocidente), mais do que suficientes, para estarmos em presença de Salvador Gonçalves Zarco e, conseqüentemente do português Christovam Colon.

Christovam Colon, morreu em Valladolid (Espanha) em 1506, tendo os seus ossos sido transladados, para Sevilha em 1509, contudo, em 1544, foram para a Catedral de São Domingos, na época, colônia espanhola, satisfazendo a pretensão testamental do prestigiado navegador.

A odisseia das ossadas não ficaria por aqui, porque em 1795, os espanhóis tiveram de deixar São Domingos, tendo os ossos sido transferidos para Cuba (Havana), para em 1898, depois da independência daquela ilha, terem sido depositados na Catedral de Sevilha.

Coincidência ou não, em 1877, os dominicanos, ao reconstruírem a Catedral de São Domingos, encontraram um pequeno túmulo, com ossos e intitulado “Almirante Christovam Colon".

Existem na Ilha da Madeira e nos Açores, pessoas da famílias Zarco, descendentes diretos de João Gonçalves Zarco e, conseqüentemente ,da mãe (Isabel Gonçalves Zarco) de Christovam Colon, disponíveis para darem uma amostra do seu cabelo aos cientistas, para estes analisarem o seu DNA e para compararem os seus resultados nas ossadas do navegador, se, efetivamente, forem as pretensões deste Banco para certificar-se da origem do navegador.


Quanto a Deus, ainda não tenho sua biografia. Somente sei, que caso a conseguisse, até o maior e mais potente computador do planeta não seria suficiente para comportar um resumo do resumo da mesma, por isso sugiro-vos educadamente e após muito pensar, que, por serem banqueiros e portanto, poderosos, tentem por vossos meios.

Agora que está tudo esclarecido, será que podemos ter o nosso empréstimo? "

Barack Hussein Obama II

Advogado

*O empréstimo, claro, foi concedido.*
 
(do meu querido amigo e colega Joaquim Saltão)

 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Benfica-Setúbal (3-0)


Não vi o jogo Benfica-Setúbal de ontem. Pela crónica do CM fiquei com a ideia de que se tratou de um jogo entre aleijadinhos em que os mais afortunados ou menos aleijados ganharam folgadamente.
 
Visto o resumo, adorei a forma como o coxo do Enzo Pérez em remate de fora da área, meteu a xixa mesmo ao ângulo direito. Só um coxo é capaz de tal proeza.
 
Também gostei de ver o cego do Luisão meter a bola no ponta que este, certamente por engano, tratou de introduzir no galinheiro.
 
Mas fiquei realmente estarrecido com a patética movimentação apesar de síncrona, do Rodrigo e do Lima. Mas que diabo; só um tonto - Rodrigo - coloca a xixa na esquerda e flete para a direita na direção do 2º poste. E o outro doido - Lima -, nem sequer olhou para fazer o cruzamento! Apesar da pressão do defesa contrário amandou a redondinha para o barulho! E não é que esta, foi mesmo direitinha ao 2º poste, ao encontro da bota do camone antes de se anichar nas redes para um breve descanso?
 
Três mocas; uma vitória sóbria, inteligente, com exibição qb, rotação de atletas e...venha o próximo.
 
Quanto ao CM, aconselhar-lhe-ia a holdar a redação antes que os novos temporais o transformem em papel pintado ao serviço dos sociopatas de referência.
 
AB 
 
 

Douta Ignorância

(in DN 2013.02.04)

Eu não percebo nada de economia, mas..." Esta é a frase mais ouvida hoje em Portugal. O mais curioso é que, logo após a admissão de ignorância, quem a faz costuma apresentar um conjunto de afirmações cortantes e taxativas, que defende com unhas e dentes sem hesitação. Afinal aquilo que não sabe chega e sobra para ser conclusivo e incontestável. Este comportamento paradoxal merece análise.
 
Parte é perfeitamente compreensível e justificada. Muitos de nós também não percebemos de medicina mas não estamos dispostos a aceitar tudo aquilo que os tratamentos nos querem impor. Uma coisa é a recomendação técnica, outra a nossa vidinha que a tem de suportar. Curas dolorosas são fáceis de recomendar aos outros, mas difíceis de engolir.
 
Apesar disso, admitimos que os médicos é que sabem. Mesmo quando não lhe ligamos, reconhecemos-lhe autoridade. De médico e de louco todos temos um pouco, mas poucos se atreveriam a apresentar e discutir com especialistas as terapêuticas e teorias de leigo que inventaram no duche. Na economia, porém, isso é habitual. Porque será?
 
Primeiro porque a economia, afinal, parece ser uma ciência rudimentar, como a própria crise manifesta. Tantos estudos e teorias e afinal estamos na miséria. Mas serão os economistas culpados? Afinal o País ignorou os sucessivos avisos que eles fizeram durante décadas. Além disso não nos passa pela cabeça acusar os meteorologistas pelo recente furacão ou os médicos pela morte do doente. A razão é que se compreende que clima e corpo humano são sistemas complexos e difíceis de controlar, mas não se entende que empresas e mercados são sistemas ainda mais complexos e difíceis de controlar. Dez milhões de pessoas, cada uma a puxar pelo seu lado e a tentar melhorar a vida, é algo indescritível, enigmático e insubordinável.
 
Apesar disso, a economia, como meteorologia e medicina, conseguiu avanços espantosos. Não só a recessão é muito menor do que se esperava e do que costumava ser há cem anos, mas o nível de vida que temos, mesmo com crise, é muito superior ao que se podia imaginar há uns anos. Só que ninguém dá valor a isto, dado as coisas estarem pior do que deviam ser. Todos se acham com direito a uma economia próspera e não vêem que isso é tão tolo como exigir um dia de sol ou uma vida longa e saudável.

Corrupçao ao mais alto nível

 
 

Guido Tognoni
 
"EXISTE UMA VERDADEIRA CULTURA DE CORRUPÇÃO INSTALADA NO SEIO DA FIFA"
(in Correio Sport de 02.02.2013) 
 
Um autêntico salvo-conduto para os corruptos locais!
(zaratustra)

 
  
QUEM TRAMOU LUISÃO E O BENFICA?
COM LUISÃO, O PORTO TERIA EMPATADO NA LUZ?

Jorge Jesus em Peniche

 

Grupo Desportivo de Peniche
Jorge Jesus (estremo esquerdo?) 
 
 
 Peniche é também a casa de Jorge Jesus, para orgulho de todos os Penicheiros.

A indústria da corrupção

(in DN 03.02.2013)

A Europol desmantelou uma rede internacional suspeita de ter combinado os resultados de 380 jogos de futebol, entre os quais da Liga dos Campeões e da qualificação para o Mundial2014, anunciou hoje o Serviço Europeu de Polícia.
 
O diretor da Europol, Rob Wainwright, informou esta segunda-feira, durante uma conferência de imprensa em Haia, que foram identificados 380 jogos alvo de apostas ilegais, mas um dos responsáveis pela investigação precisou que se "apurou a prática de resultados combinados em 150 casos".
De acordo com a Europol, que reclama ter desencadeado "a maior investigação no âmbito dos resultados combinados", a rede envolvia um total de 425 pessoas de 15 países, entre árbitros, jogadores e dirigentes, e visava ganhar avultadas somas através de apostas ilegais.
 
A maioria dos jogos com resultados combinados são referentes aos campeonatos da Turquia, Alemanha e Suíça, mas a Europol assinalou que também foram detetados jogos da Liga dos Campeões a da fase de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2014, que se vai disputar no Brasil.