Desporto

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Esperneando na própria teia

Acabou-se o ciclo da "fina ironia". As graçolas idiotas que os profissionais da bajulação, temendo perder as lentilhas diárias, designavam por "fina ironia", deixaram agora de ter graça, pelo excesso de ridículo de que se revestem.
Tendo declarado recentemente que "só os burros criticam os árbitros" a figura sinistra do futebol, veio agora a terreiro criticar João Ferreira, árbitro do último Benfica-Porto, considerando-se com este gesto, implícitamente, burro!
É a opinião que tenho há muito. Só um burro é incapaz de entender que, para as pessoas normais, a efetiva motivação das vitórias é ganhar o respeito dos outros, principalmente dos adversários. De nada servem quando suscitam o desprezo geral. São como a água salobra; não matam a sede e pesam na consciência. 
E porque critica o Sr Pinto o João Ferreira? Porque a sua agremiação político-desportiva não foi capaz de ganhar ao Benfica, o qual se superiorizou grande parte do jogo e esteve à beira da vitória, com dois tentos em que esfrangalhou toda a defesa contrária. Vai daí, como tantas e tantas vezes tem acontecido, não só no futebol, considera o bacano, que o juiz da partida deveria ter fragilizado o adversário, retirando-lhe dois elementos, porque a sua equipa tem de ganhar! Ora esta não é uma atitude digna de quem aspira a ser campeão.
Em total descontrolo, insinuando  parcialidade premeditada  de João Ferreira, Pinto invocou a escuta - única - em que Filipe Vieira, respondendo às sugestões de Pinto de Sousa, de árbitros para o jogo da final da Taça de Portugal, revela confiança em Ferreira, depois de manifestar a sua revolta pela hostilidade que os árbitros em geral tinham tido para com o seu clube. Pinto sabe bem que era prática corrente nestas finais o árbitro ser nomeado com a concordância prévia dos dois finalistas. E muito bem. 
Mas com que lata vem este bacano invocar escutas inócuas de outros, quando ele próprio é figura central de dezenas delas que mostram inequívocamente a sua influência miserável sobre elementos das entidades organizadoras e árbitros em proveito do seu pseudo-clube? Escutas estas que em qualquer país decente lhe teriam valido pena de prisão, só evitada pela inoportuna revisão dos códigos civil e penal proporcionada pela estúpida cumplicidade partidária. 
Como é possível que nenhum portista ilustre denuncie a afaste este alegado sociopata da Presidência dum clube outrora honrado? Será que as vitórias valem a desonra? Como é possível que tal comportamento não suscite censura maciça da generalidade dos comentadores desportivos e jornalistas em geral? Como é possível a passividade e até cobertura ativa dos organizadores e supervisores do futebol? Como é possível que a tutela se conforme com estas práticas recusando-se a perceber quão perniciosas são para o país?  
É possível, pela cobardia, pelo oportunismo, pelo ressentimento. É possível, pela falta de sentido de Estado, pela falta de respeito pela Nação, pela contaminação dos poderes de facto das adminisrrações pública e local e dos poderes policial e judicial. É possível, num país exíguo, onde a justiça é uma utupia mas, por isso mesmo, onde a revolta é possivel.
AB
      

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Bayer Leverkusen-Benfica (0-1)


Parabéns a todos; Atletas, Técnicos e Público. Todos foram um. Todos foram Benfica. Obrigado.

Contráriamente ao que vimos no Real Madrid-Manchester United, contráriamente ao que se vê no campeonato luso, o jogo de hoje foi de grande qualidade tecnico-tática por parte de ambos os contendores, agressividade sem violência - um ou outro excesso sem gravidade -, lealdade, e uma equipa de arbitragem cumpridora.
 
A equipa do Benfica foi isso mesmo; uma equipa. Grande concentração tática, fantástica ocupação dos espaços, grande entreajuda de todos, autoridade desportiva e muito talento. Atividade moderada nas alas, alguma lentidão na finalização - a corrigir - e muita eficácia na defesa, começando pelo guarda-redes que, hoje, esteve muito bem. Tudo isto em condições atmosféricas adversas; Baixa temperatura - provávelmente entre -1º C a -3ºC -, nevando copiosamente todo o tempo sobre um relvado de fraca qualidade.
 
O espetáculo foi valorizado pela qualidade do adversário que não tem a cultura do modelo defensivo. O futebol Alemão é um futebol frontal, agressivo, muito físico e pragmático, incorporando, hoje, elevada qualidade técnica. Tudo com uma fortíssima força mental.
 
Por todas estas razões, o jogo desenrolou-se em todo o campo, com a frente de ataque do adversário bem aberto nas alas, um meio-campo muito bem preenchido com os elementos do Benfica a bloquer muito bem as movimentações ofensivas do Bayer saindo com criatividade para a manobra ofensiva.
 
Verdade que nem sempre os cruzamentos, o passe, incluindo o último e a finalização saíram bem. Mas só uma equipa de grande nível é capaz de produzir um lance como aquele que deu o fantástico golo do Cardozo. Toda a movimentação dos nossos elementos atacantes foi soberba, racional, sincronizada, culminando com uma simulação e um chapéu só ao alcance dos grandes pontas de lança.
 
Outra lição forneceu o embate: até ao lavar dos cestos é vindima. Foi nos últimos segundos que Melgarejo negou o que parecia ser o inevitável golo do Bayer! Tal só foi possível pela permanente concentração de todos e pelo excelente gesto técnico de Melgarejo; não é nada fácil executar um cabeceamento como aquele. Muitos teriam introduzido a bola na baliza!
 
A equipa de arbitragem foi um exemplo para os proenças e para quem elabora os critérios da ridícula classificação internacional dos homens do apito. Fez o que deve fazer um bom árbitro e, se errou, foi nos dois sentidos; o tal padrão denunciador da efetiva isenção que os proenças cá da paróquia e seus mentores parecem desconhecer.
 
Muito bem estiveram os nossos jovens André, com infelicidade do Gomes, eles mesmo provas da excelente qualidade do trabalho que tem vindo a ser realizado por toda a estrutura técnica anunciando novo patamar de desenvolvimento e afirmação competitiva.
 
Et Ploribus Unum.
 

Rigor, Relativismo Arbitral e Sociopatia

In DN de 13 de Fevereiro de 2013, trabalho de Manuel Fonseca acerca de Pedro Proença e dos incidentes do recente jogo com o Nacional:

"...o juiz lisboeta, adepto assumido do clube da Luz não se mostra incomodado com as críticas que tem sofrido devido às expulsões de OscarCardozo e Matic, nos últimos minutos do encontro realizado na Choupana."
 
"...Infelizmente, pressionadas estão as pessoas que recebem o salário mínimo e têm de pagar as suas contas com esse dinheiro ou então todos aqueles que estão desempregados."
 
"Proença acrescenta que a sua profissão de árbitro o obriga a escrever sempre a verdade no relatório."
 
No mesmo diário, agora sob o título "APAF DEFENDE PROENÇA", referem-se declarações de Paulo Fontelas Gomes em declarações à TSF:
 
"A Associação de árbitros saíu ontem em defesa de Pedro Proença, considerando que o juiz tanto pode errar num jogo do Benfica como em qualquer outro, mesmo no estrangeiro. O erro faz parte da atividade do árbitro, pois os jogadores também falham penáltis e os guarda-redes às vezes não estão tão bem em alguns golos que sofrem. Tudo o que é humano está sujeito a erros."
 
(Lembramos que quer o DN, quer a TSF são propriedade do Sr Joaquim Oliveira, o braço do mostrengo na CS.)
 
In Público de 13 de Fevereiro de 2013, Artigo de Opinião de Santana Castilho acerca das políticas educativas e atitudes governativas:
 
"A crise antes de ser económica é política. E a natureza da crise política é moral, porque é a moral que molda as consciências dos que mandam."
 
"Um sociopata tem uma personalidade patológica a que falta sentido de responsabilidade moral, isto é, consciência. A consciência, resultado resultado de valores morais interiorizados ao longo de um processoeducacional, opera em relação ao passado e em relação ao futuro . Quanto ao passado, provoca no ser humano sentimentos de alegria ou de culpa arrastada, a que chamamos remorso. Relativamente ao futuro, atua como regulador de comportamentos, como juis de atuações. É aterrador sabê-lo quando alguns governantes se revelam sociopatas."
 
Ora aqui está uma bela aula para inserir nos currículos de formação dos árbitros e dos dirigentes da APAF:
 
1-Também se sentem pressionadas algumas pessoas que auferem gordas retribuições por funções precárias dependentes de gente sem escrúpulos com interesse direto na qualidade do seu trabalho.
 
2-A profissão de árbitro também deveria obrigar todos estes profissionais a ser igualmente rigorosos, em todas as partidas e relativamente a todos os adversários. Não o fazendo, desvirtuam a verdade do jogo defraudando o trabalho dos atletas, dirigentes e espetativas dos adeptos, contribuindo para a morte deste desporto. Os prejuízos que infligiu à equipa do Benfica, uns por excesso de rigor, outros por negligência, associados ao tenebroso histórico que ostenta relativamente a este clube, revelam parcialidade no rigor, provávelmente, devido a auto-condicionamento, por ser sócio do mesmo desde 1973 . 
 
3-A Apaf, deveria gravar uma cassete poupando alguns dos seus dirigentes ao ridículo. Os árbitros erram, mas quando a natureza dos erros que cometem tem um padrão bem definido, legitimam o espectador a suspeitar da naturalidade dos mesmos, levando-o a acreditar na premeditação. Em todo o caso, os erros dos atletas não legitimam os erros dos árbitros.
 
4-Se os erros de uns justificassem os erros futuros de outros, poderiam algumas pessoas sentir-se legitimadas a errar em prejuízo do Sr Proença e de todos os que, ano após ano, roubam a esperança à sua agremiação.
 
5-Erros involuntários com prejuízo de outros, provocam arrependimento em pessoas de boa-fé, levando-a a adotar correções comportamentais com o objetivo de prevenir erros futuros. Ora o Sr Proença, ano após ano, reitera o seu comportamento, sem mostrar vestígios de arrependimento genuíno. 
 
6- Segundo os critérios do professor Santana Castilho, quer-me parecer que, quer o Sr Proença, quer o Sr Gomes apresentam fortes sintomas de sociopatia.

7-Assumindo que Pedro Proença não é corrupto, é legítimo ao adepto considerar que a sua atuação é ineisenta quando a equipa do Benfica está em causa, devido à sua condição de associado deste clube. Assim sendo,  deveria o Sr proença desvincular-se.

8-Em último recurso, deverá o Benfica, no respeito das suas normas estatutárias, promover a expulsão de Pedro Proença de sócio, por incapacidade de isenção em prejuízo reiterado do clube. Deste modo ficará removido o motivo do excesso de zelo, ficando Proença liberto do fardo que o impede de aplicar zelo igual a todos os concorrentes do "seu clube do coração".
 
AB 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O Homem do leme.


 
O Homem do Leme
 
É hora do Homem do Leme! É hora de segurar o leme da nau Benfiquista com firmeza, inteligência e sem desfalecimentos. O mostrengo, consciente das suas velhas fragilidades, pressentindo a decadência, incapaz de vencer os adversários de igual para igual, lançou as habituais maldições salvíficas com o intuito de os fragilizar,  graças à colaboração de quem deveria garantir a universalidade das regras do jogo. Graças à cobardia ativa ou passiva da generalidade da comunicação social, instrumentalizada pelo mostrengo ou manietada pela retórica do "políticamente correto".
 
Os Homens do Leme são Filipe Vieira, Jorge Jesus e Luisão.
 
Filipe Vieira deve reafirmar  públicamente o caminho e mostar a sua determinação em alcançar os objetivos definidos, mantendo a Nação Benfiquista concentrada no essencial, com armas dignas dos pergaminhos do clube.
 
Jorge Jesus, deve manter-se inabalável na prossecução dos mesmos objetivos reiterando a confiança nos seus atletas, fortalecendo a determinação e controlo emocional indivudual e coletivo.
 
Luisão, enquanto Capitão, é a voz do Treinador, a imagem do Presidente e a Esperança dos Adeptos. Símbolo maior da determinação de vencer.
 
E é assim que enfrentaremos o temporal e venceremos o já caduco montrengo.
 
 

 





Os Homens do Leme

AB
 


Liberalismo e Mercantilismo

   Dani Rodrik é professor de Economia Política Internacional na Universidade de Harvard. É o autor de "The Globalization Paradox: Democracy and the Future of the World Economy.

   Em "O Público" de 10 de Fevereiro de 2013, com tradução de Deolinda Esteves, podemos ler um excelente artigo de opinião acerca dos temas em epígrafe, do qual destaco alguns excertos.
 
   "O modelo liberal vê o Estado como necessáriamente predatório e o setor privado como o que procura maximizar o lucro. Por isso ele defende uma estrita separação entre o Estado e as empresas privadas. O mercantilismo, por outro lado, oferece uma visão corporativista, onde o Estado e as empresas privadas são aliados e cooperam na procura de objetivos comuns, tais como o crescimento económico interno ou o poder nacional."
 
   "Uma segunda diferença entre os dois modelos reside em saber quem é o beneficiado: o consumidor ou os interesses do produtor. Para os liberais, os consumidores são reis. O objetivo final da política económica é aumentar o potencial de consumo das famílias, que significa dar-lhes livre acesso a bens e serviços que sejam os mais baratos possível.
 
   "Os mercantilistas, por sua vez, enfatizam o lado produtivo da economia. Para eles, uma economia sólida requer uma estrutura sólida de produção. E o consumo precisa de ser sustentado por uma taxa elevada de emprego com salários adequados."
 
   "Estes diferentes modelos têm implicações previsíveis para as políticas económicas internacionais. A lógica da abordagem liberal é de que os benefícios económicos do comércio surgem das importações: quanto mais baratas forem as importações, melhor, mesmo que o resultado seja um défice comercial. Os mercantilistas, todavia, vêem o comércio como um meio de apoiar o emprego e a produção interna e preferem estimular as exportações, em vez das importações.
   A atual China é o principal portador da tocha mercantilista, algo que os líderes chineses nunca irão admitir - ainda há muita vergonha associada ao termo."
 
Agora uma conclusão minteressantíssima:
 
   "Do ponto de vista liberal, estes subsídios à exportação empobrecem os consumidores chineses enquanto beneficiam os consumidores do resto do mundo. Um estudo recente realizado pelos economistas Fabrice Defever e Alejandro Riaño da Universidade de Nottingham, coloca as "perdas" para a China em torno de 3% da receita chinesa e os ganhos para o resto do mundo em torno de 1% do rendimento global. Do ponto de vista mercantilista, no entanto, estes são simplesmente os custos da construção de uma economia moderna e da criação das condições para a prosperidade a longo prazo."
 
E veio o fim de festa:
 
   "Chegámos agora ao fim desta feliz coexistência. O modelo liberal tem perdido o brilho, de forma severa, devido ao aumento da desigualdade e à situação difícil da classe média no Ocidente juntamente com a crise financeira que a liberalização gerou."
 
Mais adiante:
   "...as pressões mercantilistas irão provavelmente intensificar-se nos paises desenvolvidos.
   Como resultado, o novo ambiente económico produzirá mais tensão que comodidade entre os paises que procuram caminhos liberais e mercantilistas. Também pode reacender longos debates sonolentos sobre o tipo de capitalismo que produz maior prosperidade."
 
Por mim, rendo-me ao mercantilismo. Já a esquerda atual tem tanto de mercantilista como de liberal. O modelo económico português é misto, dominado pelo mercado livre, enquanto o Concelho de Concertação Social, perniciosamente, remanesce ao corporativismo Salazarista, bem mais racional e eficaz.
 
Ora aqui está jornalismo estruturante, vindo de quem menos se esperaria; um fiel protagonista do liberalismo puro e duro.
 
AB

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A Bela Simone


Simone Fragoso

Simone é o nome de uma das melhores cançonetistas portuguesas; interpretou temas inesquecíveis que são clássicos da nossa música ligeira. Voz, génio, talento, beleza, Simone tinha tudo o que uma grande artista deve ter.
Simone é também o nome de uma cantora Brasileira de grande popularidade pela forma como difunde a cultura dos "portugueses à solta", seus ritmos e textos exóticos, seu virtuosismo instrumental.
Mas há outra Simone. A bela Simone Fragoso, uma lição de vida. Anã, atleta, professora, estudante, campeã. Campeã de natação, campeã da vida. Tem mínimos para cinco especialidades de natação para os Jogos Olímpicos de Londres!Venceu as limitações físicas, superou os olhares indiscretos, alimenta a curiosidade intectual, agita e anima colegas e familiares. Em Simone brilha o olhar anunciando sonhos por concretizar. Em Simone o sonho é já ali; real, concreto, possível, vivificante.
Regressando com seus colegas ao seu País recheados de medalhas olímpicas, o certificado maior da superação individual, ansiando o merecido reconhecimento público, perante o vazio da portela, Simone descobre que os seus concidadãos têm pela frente uma batalha ainda maior que a sua.
AB

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Nacional-Benfica (2-2)

                                         Passada a fúria:
 
Não gostei das múltiplas declarações de Benfiquistas - incluindo o Treinador -, na antevisão deste jogo; parece que íamos jogar com o Barcelona! Respeitar todos os adversários sim, temê-los NUNCA! Eu sei que há sempre mosquitos por cordas com este adversário, mas tal não condiciona os atletas de uma grande equipa. Os jogos começam a ganhar-se na mente dos atletas.

Quando percebem isto? O Benfica entrou mal; lento, mal posicionado, desssincronizado, displicente. Talvez os atletas estivessem físicamente desgastados  devido aos desgraçados jogos das seleções. Talvez a nomeação de pedro proença tenha desativado a determinação dos mesmos. Talvez alguns deles tenham excesso de confiança. Talvez estivessem já com a mente no Leverkussen. Não sei. Mas alguém tem que saber!
 
Seja como for, o que não pode acontecer são falhas sucessivas de marcação, quer no meio-campo quer nas laterais. Pode perder-se um lance por falta de velocidade, por falta de força, por falta de reflexos, por falta de capacidade técnica, mas...por desposicionamento não! Uma vez aceita-se, mais não!

Enquanto o Nacional, fresco, dinâmico, bloqueava as faixas com dois, três jogadores, os seus alas tinham duas belas autoestradas por onde carrilavam os seus lances ofensivos.
 
Só ganha jogos a equipa que aprende durante o jogo. É para isso que se treina. É para isso que serve o Capitão! Repetir no mesmo jogo os mesmos erros é grave! Ambos os golos do Nacional resultaram de erros defensivos grosseiros; primeiro confiaram no fora-de-jogo - esqueceram-se do proença -, no segundo, o defesa-esquerdo...não estava lá!
 
Fantástico Urreta com um golo fenomenal, bem o irresignado Lima, mal o Artur. Ainda não percebi o lance do 2º golo do Nacional! Bem o guarda-redes adversário.
 
Ainda assim, teríamos ganho se a equipa de arbitragem tivesse cumprido a sua obrigação. Proença esteve ao seu melhor nível. Ao nível a que nos habituou sempre que tem a equipa do Benfica pela frente. Tenho dúvidas no posicionamento dos jogadores do Nacional no 1º golo. Ficaram duas grandes penalidades por assinalar a favor do Benfica; uma mão na bola ainda na 1ª parte e um derrube escandaloso sobre Gaitan na 2ª . Foi permissivo disciplinarmente...mas apenas para os alvi-negros. Excessivo o vermelho ao Cardozo e denunciadora a expulsão do Matic. Estou convicto de que foi encomendado. Matic nada faz! Começou a cumprir-se a maldição do pinto.

Contabilizo seis pontos roubados nesta temporada.

Vitor Pereira está a mais no futebol. Tem que  ser posto no olho da rua o mais rápidamente possível. Chega!  
 
 




Á DIREÇÃO DO BENFICA, URGENTE: ENCOMENDAR E ENVIAR PARA O DRAGÃO AS FAIXAS DE CAMPEÃO.

 

Estado de Corrupção


O caso do atual escândalo de corrupção que envolve o PP espanhol ao mais alto nivel, conhecidos pelos casos Bárcenas e Gurtel em que, alegadamente, vários dirigentes daquele partido atualmente no poder, recebiam financiamentos não declarados através de uma conta num banco suíço, supostamente municiada com donativos de agentes económicos a quem teriam sido adjudicadas obras públicas, mostra como o Estado de Direito deu lugar, nos regimes ocidentais, ao Estado de corrupção, prenunciador da inevitável decadência económica e social a que temos assistido.
 
Baltazar Garçon, o superjuiz que abraçou a causa da justiça, não dando tréguas aos grandes criminosos da história, foi enxovalhado e afastado do cargo apenas porque...estava no encalço dos alegados criminosos!
 
É o que refere o texto de "O Público" de hoje, da autoria de Ana Gomes Ferreira, sob o título de Espanha, que refere: "...Garçon era o Juiz da Audiência Nacional que, em 2009, mandou realizar escutas a suspeitos no Gurtel com o objetivo de provar que se tratava de um delito continuado. Foi acusado de abuso de poder e condenado a 11 anos sem exercer a profissão.
 
O antigo Juiz disse que nas investigações Gurtel, surgiu-lhe o nome de Bárcenas, que foi imputado em 2009. Explicou que os indícios de crime são evidentes, mas, concluiu, "há falta de vontade política para avançar os dois processos."
 
Et voilá!
 
Não é o que se passa por cá?
 
Que nome dar a um regime que propicia tais desmandos?
 
AB
 

A Grande Distribuição e a destruição económica


É hoje claro o impacto demolidor na estrutura económica de Portugal do setor da Grande Distribuição a Retalho. O que a princípio parecia modernidade é hoje um pesadelo. De facto, toda aquela enebriante panóplia de oferta proporciona uma crescente concentração económica, paulatinamente destruidora do comércio tradicional e da sua função de distribuição universal de riqueza.
 
O domínio crescente do mercado pelas novas unidades, enfraquece a posição negocial dos produtores nacionais que acabam por se sujeitar à imposição de preços, prazos de pagamento e demais condições, resignando-se à condição de financiadores forçados e agradecidos.
 
Sempre insaciáveis, com o mercado na mão, os novos tiranos económicos tratam de alargar a sua ação a todos os setores lurativos, apropriando-se das respetivas fileiras, difundindo a sua ação destruidora a vastos setores da economia, provocando a falência de muitos milhares de micro e pequenas empresas e o despejo de muitos milhares de trabalhadores, agora inúteis, às portas dos Centros de Emprego.
 
Tudo isto com a complacência dos sucessivos governos, manietados nas teias económicas dos poderes de facto, condicionados por apoios estratégicos dos mesmos, seduzidos pelo argumento da produtividade empresarial tão do agrado dos sindicalistas, incapazes de perceber o impacto na competitividade nacional, que se tem revelado desastroso. Assinala-se o disfarçado desprezo pelas, hipocritamente propaladas, igualdade de oportunidades e solidariedade nacional princípios estruturantes da retórica sócio-política dominante. 
 
Alargando a perspectiva da análise, tendo em conta as contingências energéticas e ambientais, o atual modelo de comércio transcontinental desenvolvido pelas Grandes Superfícies, deverá retroceder em favor do fomento da produção local e do pequeno comércio, com a modernização dos Mercados Municipais, locais previlegiados de comércio humanizado, ao contrário dos apelativos mas frios e impessoais hipermercados, apenas onde o interesse se confina em captar o dinheiro do cidadão,  onde este jamais verá um sorriso de amizade ou compreensão.
 
No jornal "O Público" de hoje, na secção de economia, num trabalho sob o título "Comércio" da autoria de Ana Rute Silva e Luis Villalobos, pode ler-se que as duas grandes cadeias de distribuição Pingo Doce e Modelo Continente estão entre as dez maiores empresas importadoras, respetivamente, no 4º e 6º posto. É fundamental que estas organizações se abasteçam cada vez mais no mercado nacional, cientes do conceito do justo valor; aquele que proporciona a justa retribuição a quem produz. E é aqui que os governos têm que intervir, encontrando formas de impedir que o mercado livre destrua grande parte da população, condenando-a à inutilidade. Neste contexto, assinale-se a queda, em 2012 - dados até Novembro -, da 9ª para a 43ª posição na lista dos maiores imoportadores, da cadeia Lidl graças à sua política de substituição das importações por aquisições à produção nacional, conforme informação de Madalena Bettencourt Silveira, do  respetivo departamento de comunicação.

Preocupantemente, segundo "O Diabo" de 5 de Fevereiro de 2013", à parte a sua polémica passagem pela SLN/BPN, Frankelim Alves, o agora Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, tem no seu curriculo  o cargo de Diretor Financeiro na Administração da Jerónimo Martins, algo que parece preocupar os dirigentes da Confederação Nacional de Agricultura. E não é para menos, atendendo ao objetivo definido pelo próprio Frankelim de " aprofundar o trabalho desenvolvido até aqui e ajudar a transformar o tecido empresarial português, garantindo instrumentos estratégicos no apoio às empresas e empreendedores num período particularmente complexo."
 
José Almeida, investigador universitário, em "O Diabo" de 5 de Fevereiro de 2013, no seu trabalho "27 anos de destruição económica", denuncia o problema que todos parecem ignorar. A certo passo, diz José de Almeida: "...No dia 10 de Dezembro de 1985, há 27 anos, abriu portas o Continente de Matosinhos, ficando para a história como o primeiro hipermecado de Portugal. Nascido da parceria da portuguesa Sonae e da Francesa Promodés, este hipermecado tinha inicialmente uma área de venda de aproximadamente 9864 metros quadrados apoiados por 72 caixas de pagamento. Um verdadeiro colosso para a realidade do Portugal de então.
 
      O aparecimento desta superfície deu início a uma verdadeira revolução dos hábitos de consumo nacionais alterando irreverssivelmente o panorama comercial português, assistindo-se ao rápido fortalecimento da grande distribuição em detrimento do comércio tradicional. Fenómeno que contribuiu para o enfraquecimento dos centros das cidades em prol das periferias , onde este e outros estabelecimentos que lhe seguiram se acabaram por fixar.
 
      Não deixa de ser curiosa a forma como as ilusões de modernidade e desenvolvimento de ontem continuam, sistemáticamente, a transformar-se na miséria real de hoje."
 
Mais adiante: "Sem se reparar, estavam com isso a assinar uma certidão de óbito à nossa economia, deixando-se entrar um enorme cavalo de troia que acabaria por conquistar-nos e submeter-nos àquilo a que Guenon chamou "O Reino da Quantidade". Afinal, tudo isto não é mais do que "os sinais dos tempos", tendo os últimos 27 anos de destruição económica marcado apenas o princípio de uma nova idade, pouco ou nada próspera."
 
Junto as minhas às palavras de José de Almeida esperando que muitas outras apareçam a defender a economia Portuguesa e os Portugueses contra a concentração económica e a pobreza.
 
AB