Desporto

sábado, 23 de agosto de 2014

Sustentabilidade

 

   O investimento no transporte público é um imperativo do desenvolvimento regional e da sustentabilidade ambiental que deveria ter sido prioritário sobretudo desde a adesão à CEE. É economicamente mais reprodutivo investir na via férrea e em carruagens do que em autoestradas e automóveis.

Saúda-se pois, o anúncio de autorização de investimentos por parte do Governo, à Refer, nas linhas ferroviárias do Norte, Douro, Minho e Oeste, a publicar em Diário da República na próxima segunda-feira. 

http://www.revistainvest.pt/pt/Modernizacao-da-linha-do-Oeste

domingo, 17 de agosto de 2014

Benfica-Paços de Ferreira (2-0)

      Lá se quebrou mais um enguiço; contrariamente ao que tem acontecido nos últimos anos, quase uma década -, ganhámos na primeira jornada. E bem. Mais uma vez Artur esteve em destaque ao defender a grande penalidade. Outro desfecho teria aportado ao jogo maior grau de dificuldade para o Benfica. Os dois golos foram de excelente execução coletiva, com destaque para a serenidade, precisão e ousadia de Gaitan, que esteve nos dois lances; em particular no 2º, foi notável a forma como recepcionou e controlou a bola enquanto, simultaneamente, de cabeça levantada observava a movimentação dos adversários e colegas, para então colocar a bola para a entrada fulgurante de Sálvio que finalizou com excelente cabeçada. Pela positiva me surpreendeu Jara, com oportunas e inesperadas recuperações de bola na frente, sabendo segurá-la passá-la no lance do 2º golo. Bom posicionamento no campo apesar de alguns períodos de supremacia do Paços no miolo, boas trocas de bola e criatividade e competência ofensiva. Não há dúvida que a base competitiva da época anterior permanece, sendo óbvia a necessidade de adaptação dos novos jogadores. Talisca e Eliseu vão afirmar-se necessitando o primeiro de melhorar o posicionamento e o remate de meia-distância e o segundo de aperfeiçoar o cruzamento e o remate cruzado. Bem esteve Jardel, sossegando os adeptos, devendo, a meu ver, trabalhar a concentração e o controle emocional. Fantásticos Luisão e Máxi, o primeiro cheio de gás e o segundo, muito concentrado. Lima sempre muito trabalhador, merecia o golo que esteve prestes a acontecer. Amorim é o faz-tudo no meio-campo e fez muito bem o lugar de trinco e mais tarde de armador.
      O paços apresentou uma equipa de boa qualidade, jogando no campo todo, obviamente, sempre com cautelas defensivas, mas, aparecendo com três, quatro jogadores na área do Benfica quando subia no terreno. Muito bem no meio-campo, na disputa dos lances e na troca de bola. Estão de parabéns apesar da derrota.
      Quanto ao Sr Elmano, cheguei a recear, por razões conhecidas; nem contesto a grande-penalidade, mas o amarelo a Enzo aos 4' por uma falta a meio-campo sem risco para a integridade física do adversário. Pareceu-me injustificadamente agressivo para Talisca e Jorge Jesus, mas compreendo; não estava a gostar do andamento do jogo.
      Resta aguardar por novidades quanto a reforços e eventuais saídas; esperemos que, no final do período de transferências, o Benfica esteja mais forte.
 
 
 

sábado, 16 de agosto de 2014

Não se compra a liberdade!



Se é verdade  que o BCE exigiu do BES a devolução de 10 000 ME provocando o desmembramento deste e a angústia em muitos milhares de pessoas, trata-se de um enxovalho a todo um Povo que tem suportado estoicamente as agruras da austeridade. O Presidente da República, em nome da Nação que representa não deveria ter-se remetido ao silêncio, antes, manifestado indignação e repulsa pela humilhação, que espelha, afinal, o papel que a europa reserva a Portugal e, deverá ser o ponto de partida para os portugueses refletirem acerca do futuro da sua velha e quase milenar nação.














sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A entrevista de Luis Filipe Vieira

Gostei de saber que o Benfica não tem nem teve, nos últimos anos, nenhum evento negativo com a banca e que, por isso, a Direcção, não conta com dificuldades do, agora, Novo Banco, do qual, aliás, parece não ter recebido comunicação alguma. Porém, a conjuntura aconselha alternativas de financiamento, dada a previsível falta de liquidez da nova entidade bancária e esperada alteração de orientação estratégica. Por outro lado, espero que cessem os privilégios alegadamente atribuídos recentemente pelo BES a concorrentes diretos do Benfica.

A venda maciça de jogadores neste defeso, não foi, portanto, para satisfazer necessidades de liquidez resultantes da atual crise bancária, antes se deveu a imperativos de mercado - Markovic, Rodrigo, André Gomes - e a critérios técnicos ou de gestão económica - Cardozo e Garay e Siqueira. Ficou também claro que Djavan saíu para proporcionar a entrada de Eliseu, por este dar mais garantias ao Treinador. Enfim, fez bem o Benfica ao recusar as ofertas de Oblack e Danilo - isto não é o cabaré da coxa! E fará ainda melhor se concluir as contratações de que a equipa necessita; guarda-redes e avançado (pelo menos). Quanto aos jovens da formação, é e será sempre um caso melindroso, mas é verdade que os critérios desportivos têm que prevalecer, sem embargo de proporcionar aos de maior potencial rodagem em clubes competitivos, como são os casos do Mónaco e do Valência, com possibilidade de retorno desportivo ou financeiro, a médio prazo. Já não me agradou a aparente resignação com aquisições recorrentemente falhadas; preferia o anúncio de medidas tendentes a atenuar este autêntico flagelo. Aliás, seria interessante conhecer os custos totais - passes e salários - do clube, nos últimos seis anos nestes casos.

Não gostei da relativização que LFV fez da péssima pré-época cessada; qualquer grande equipa perde jogos, e, às vezes, até com equipas modestas. Outra coisa são enxovalhos públicos resultantes de exibições deprimentes de uma equipa classificada em 5º lugar no ranking europeu.  A humildade consegue-se com uma cultura de respeito e profissionalismo e não sujeitando todos a vexames. Há que conjugar todos os factores a contento.

Benvindo foi o anúncio da continuação da aposta nas modalidades; bem que necessitamos de melhorar no andebol, futsal e até no hóquei.

Idem relativamente à Benfica TV, que necessita de mais e melhores conteúdos e mais debate.

Relativamente à Liga pouco adiantou, a não ser reconhecendo a necessidade de mudar, bem como alguma responsabilidade no estado atual e disponibilizando-se para uma solução de consenso. Com franqueza, com Pinto da Costa na jogada, não acredito em consensos, antes em confrontos.

A tendência para o suicídio que atribui aos benfiquistas é uma alusão curiosa que é capaz de fazer sentido na medida em que, aqueles, sempre querem o ótimo, já, independentemente das circunstâncias e das consequências. E fez bem em lembrar a todos que só participando se faz o Benfica mais forte. Não basta exigir e criticar.

 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Afinal, nem tudo é mau!

Tal como o jogo com o Ajax na Eusébio-cup já tinha demonstrado, esta final da supertaça mostrou que, apesar da "sangria" na equipa, a base do modelo de jogo das épocas precedentes, permanece. De facto, o Benfica, principalmente durante a 1ª parte, apresentou excelente dinâmica de jogo, falhando apenas na finalização, fruto, aliás, do natural défice geral de condição física e da falta de entrosamento dos novos atletas. É claro também, que, como já referi anteriormente, há falta de qualidade no eixo da equipa, com destaque para as posições de guarda-redes, médio-defensivo e ponta-de-lança, mas também as de 2º central e médio-criativo, embora me pareça possível encontrar algumas soluções no plantel atual - Gaitan a 10, Amorim a trinco e  Jardel a 2º central. Ora, já  provámos duramente na penúltima época, que,  qualquer deslize, por pequeno que seja, pode deitar a perder todo um jogo, toda uma época, todo um trabalho de uma organização e todas as espectativas dos adeptos. Dentro das capacidades do clube, há que agir com inteligência e competência. Este poderá ser o ano de Jardel. Acredito em Derley, Eliseu e Bébé, não tanto em Jara e Ola John. Regressarão ainda, Fejsa e Suleymani - sabe Deus quando -, Pizzi - julgo que para breve e Sílvio - mais tarde. Tenho pena que Cavaleiro, João Teixeira e João Cancelo não tenham ficado e, francamente, preferia Nelson Oliveira a Jara. Quanto a Bernardo Silva, julgo que necessita de ganhar peso e poder de choque; espero que não desanime porque o talento e benfiquismo estão, nele, bem patentes. Se a equipa aguentar as primeiras seis jornadas, faremos um bom campeonato. Oxalá.
Importante mesmo é arrumar a questão da parceria financeira; há que, rápidamente, procurar soluções que ponham o clube-sad, a salvo de percalços como os do BES. Como se diz na gíria marítima; a amarração de um navio deve, fazer-se sempre, com dois ou mais cabos. Se bem interpreto  as notícias e rumores que por aí têm circulado nos últimos meses, não se entende que possa ter havido uma boa razão para a CMVM não ter intervindo no caso da alegada reestruturação da dívida do SCP, já que, não se dispensa de inquirir o Benfica por qualquer rumor posto a circular em qualquer ponto do planeta, ainda que, por qualquer obscura fonte. "Ou há bacalhau ou comem todos". Seja como for, é necessário perceber se o Benfica está ou não refém da dívida e, se sim, durante quanto tempo. A resposta a esta pergunta permitirá, em definitivo, avaliar a eficácia da estratégia global seguida pela actual Direcção, para o clube-sad. Valha a verdade, que, gostaria de ouvir Tomáz Taveira sobre o tema do Estádio, o velho, para perceber.
Com as limitações que me são próprias, não percebi a razão da saída de Mitrovick - que, julgo, daria um bom trinco e até central -, nem tão pouco a que se deve o afastamento de Lisandro Lopez - que por sinal fez uma boa época em Espanha. De resto, me parece que, definitivamente, há que acabar com as contratações sem contrapartida; a panóplia de jogadores de 1/2 ME cada que se eternizam no clube ou cedidos, absorvendo grossas verbas, assim interditando o acesso de melhores atletas à equipa. Melhorar o planeamento, a observação, o registo e, sobretudo, mudar de política, ou seja; COMPRAR MENOS, COMPRAR MELHOR.
Uma vitória que valeu um troféu assaz raro na montra do novo museu da Luz é um óptimo tónico de início de época para todos os atletas e adeptos, e, em especial, para o Artur, por razões óbvias.

Tudo podemos ganhar.
Vamos a isto.

domingo, 3 de agosto de 2014

Tenham vergonha!

Não ponham o Benfica a jogar sem estar preparado; não é grande quem quer!, da próxima ofereço-me para organizar aqui em Peniche um torneio na Fonte Boa - uma litrada e meia dúzia de sardinhas a cada um -, que talvez possamos ganhar. Ah!, e ofereço-me para armador de jogo após um mês de preparação física. Fónix!, (para não dizer outra coisa),

sábado, 2 de agosto de 2014

Ai Benfica, Benfica!

A equipa do Benfica continua a trilhar a via sacra resultante do desmembramento, "crucificando" os adeptos no madeiro da dúvida. Sei que nem tudo é mau - lá marcámos um golinho e há uns apontamentosinhos interessantes aqui e ali -, e sei que o Arsenal tem outro andamento, mas há que pensar mais nos adeptos, que, a assim continuar, se afastarão da equipa.
 
Anda tudo à bulha na Liga e bem sabemos porquê - afinal qual será o papel de Fernando Seara?
 
Qual o impacto da crise do BES- ESFG no Benfica?, é que o ESFG é a entidade gestora do Benfica Stars Fund!, há cerca de dois anos que venho referindo a necessidade de o Benfica procurar financiamento alternativo ao BES!, sabia e sei que não era fácil, mas agora ainda o é menos. É urgente um comunicado aos adeptos do ponto de situação financeira e desportiva, antes que a descrença tome conta de todos. Mais tarde será mais difícil.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Benfica-Atletico de Bilbao (0-2)

      Isto de perder, mesmo em jogo treino é muito chato. É preciso cuidado. Pior que o resultado foi a má qualidade de jogo em toda a partida. Tratou-se pois de um bom exercício contra uma equipa de um campeonato competitivo que, sem ser excecional, domina os fundamentais do jogo  e já está bem entrosada. Ao Benfica, porém,  falta-lhe o "tronco central"; guarda-redes, central, trinco, construtor e rematador. Parece-me que alguns jogadores estão a perder o comboio, mas ainda é cedo para juízos definitivos. Benito vai na frente para a sua posição com Eliseu a "roer-lhe" os artelhos. Luis Filipe é ainda uma incógnita e Sílvio continua lesionado, pelo que, parece-me, uma boa oportunidade para Cancelo que não está a sair-se mal - julgo eu - e tem grande margem de progressão. Parceiro de Luisão, ou Lisandro ou Jardel, César pode fazer-se mas ainda tem que "comer muita broa" e a Sidney parece continuar a faltar-lhe "qualquer coisa".  Para a construção, temos o Enzo ou o Gaitan - se ficarem -  e o Amorim; quanto ao Talisca, pode repartir a broa com o César. Trinco?, André parece ser hipótese mais consistente, com Teixeira à espreita - eventualmente Jardel ou Lisandro. Extremos?, John, Gaitan, Suleymani, Sálvio, Bébé, Candeias. E matadores; Lima, Cardozo e Derley não chegam; Oliveira parece estar a perder o "timbóio", o que é pena; mas que sei eu? Sei apenas que não queria estar na pele de Jesus nem do Presidente.  Enquanto isto os nossos rivais reforçam-se a bom reforçar e já meteram todos à bulha na Liga e na Federação, pois sabem que sem o seu pleno domínio não ganham. Desconfio que a decisão da ERC vai sair depois de Figueiredo fora da Presidência da Liga. Os hipócritas que tanto têm defendido a regeneração do futebol assistem a tudo impávidos e serenos a ver para que lado o poder vai cair. E no entanto, todos sabemos que Figueiredo tem toda a razão. Já agora refiro que eu mesmo, cerca de dois anos antes  de Mário Figueiredo, fiz a mesma participação à ERC e ao Ministério Público, tendo-me respondido os serviços daquela, não terem descortinado irregularidade alguma, tendo, apesar disso, reencaminhado o caso para o Ministério Público (algo que eu já fizera sem ter obtido qualquer resposta).  Seja como for, com a Sportinvest, "nas lonas" parece-me descortinar um novo financiador do sistema que anda por aí a colocar jogadores à consignação nos clubes relacionados com o dito cujo. Ou estou a ver mal, ou este, é o novo "dono" do futebol nacional e, como tal, com poder efetivo de condicionar as decisões que interessam. Isto é que está aqui uma açorda! 
      Quanto ao Benfica, cuidado; os maus negócios saem demasiado caros, o preço de dois jogadores medianos dá para comprar um dos bons. E o "graveto" não abunda! Continuamos a ver demasiados erros nas contratações. Assim não! 

domingo, 27 de julho de 2014

Eusébio-Cup 2014

Começa a desenhar-se o perfil do Benfica 2014-2015 pairando ainda algumas indefinições relevantes, tanto nas saídas - Gaitan e Enzo -  como nas entradas - guarda-redes, central, e avançado. Uma alteração e peras face ao plantel da época anterior, que me faz recordar as equipas de rua dos meus tempos de criança e temer a impossibilidade de o Benfica aspirar ao mais alto patamar do futebol europeu a que sempre estivemos habituados. Tal impõe-nos a reavaliação das estratégias internas, nomeadamente acerca das causas do endividamento e respetivas contrapartidas, e da conjuntura exterior, em concreto da transação de jogadores e capitais no futebol europeu, que, claramente, conduz ao crescente desequilíbrio competitivo e, em última análise, à decadência do próprio futebol, pelo risco crescente de afastamento do adepto ao perder a identificação com o seu clube.
 
Há muito que defendo a importância de  o Benfica encontrar financiadores alternativos ao BES, por razões diferentes das que hoje são públicas cujos impactos ainda desconhecemos. "Atacar" o passivo revela-se prioritário para concentração meios no negócio principal - os encargos financeiros anuais são da ordem dos 22 ME. Para tal seria apropriado alocar 50% da receita líquida da venda de jogadores para amortização do passivo, sem descurar a competitividade da equipa, sem a qual, o crescimento é inviável. Uma equação difícil num campeonato cada vez mais descredibilizado pelo atual estado dos organismos tutelares. Quando é que todos - incluindo governos - perceberão a importância de termos um campeonato competitivo e insuspeito?
 
Antes demais gostei da participação dos netinhos do nosso Eusébio; foi emotivo e bonito. O jogo foi um bom teste e não correu mal de todo, apesar da derrota. O Ajax, como sabemos, tem ótima cultura competitiva e tal esteve patente neste jogo no qual revelou bom domínio dos princípios técnico-tácticos, bom entrosamento e adiantada condição física. Quanto ao Benfica, surpreendeu-me pela positiva; não esperava a consistência demonstrada, nomeadamente no posicionamento, qualidade de passe e progressão. Até poderíamos ter marcado por mais que uma vez. Benito e Talisca não enganam enquanto Eliseu e Bébé são valores seguros, já quanto a César, são necessários mais jogos e ao lado de Luisão para avaliar mosa sua real capacidade para a posição. Teixeira e Cancelo são esperanças em vias de confirmação. Julgo que nos falta mais um trinco - Lisandro Lopez? - e um matador - Cardozo?, Derley? -, sem falar, claro no guarda-redes que, espero, seja o Romero, que nada fica a dever ao Oblack ou outro qualquer.
 
Trabalho, muito trabalho, e talento, é o que se espera de todos, para pôr esta equipa a jogar futebol de primeira. Esperemos que, com a aprendizagem, esta regressão proporcione novo e melhor estágio competitivo à equipa do que na época anterior, visto que os nossos rivais estão a apostar forte.