Desporto

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O encanto da bola!

 
 

Aurélio Buta acabado de entrar na equipa, faz o 2º golo do Benfica num lance repleto de velocidade, força e precisão! Não é para qualquer um.
 
 
 
Neste jogo, de realçar também o excelente golo de João Teixeira!
 
Grande salto qualitativo da equipa B encarnada face à época anterior!
 
 
Retrospetiva de Aurélio Buta, pelo DN


domingo, 23 de outubro de 2016

Vitória no Restelo




Não dei por desgaste físico na equipa do Benfica neste jogo com o Belenenses, apesar do compromisso europeu da última 4ª feira e da copiosa chuva que caiu quase todo o tempo do confronto. O Belenenses, com os "nossos Yebda e Miguel Rosa em campo, foi bem duro de "roer", batendo-se até ao último instante por outro resultado; compacto a defender, rápido nas transições e grande amplitude ofensiva, chegando a criar duas ou três boas ocasiões de concretização, anuladas, com categoria, por Ederson.
Muita dificuldade dos encarnados entrarem na zona de finalização dos de Belém; tudo muito compacto e grande frenesim. Um canto batido por Pizzi - salvo o erro - teleguiado para a cabeça de Mitroglou, bateu, sem apelo nem agravo, o guarda-redes azul. Este golo nada de substancial veio a alterar na postura dos contendores. Insistindo no afunilamento da movimentação ofensiva, os encarnados, não criavam ocasiões de finalização em jogo corrido, com exceção dum belo lance entre Guedes, Pizzi e Mitroglou, acabando a bola no poste, saindo, caprichosamente pela linha final.
Os azuis vieram "com ganas" para a 2ª parte, dispostos a igualar o marcador, chegando a causar algum alarme, respondendo os encarnados com muita entrega, agora com maior fluidez e amplitude no ataque, acabando por fazer o 2º golo por Grimaldo, em remate cruzado, na sequência de uma fantástica assistência de Guedes. A barra viria a obstaculizar o 3º tento dos da Luz na sequência de um "tiro" frontal de Cervi.
Todos estiveram bem, mas Ederson, Grimaldo, Nelson, Pizzi, Cervi, Guedes e Mitroglou estiveram fantásticos.
Julgo que o árbitro esteve bem.
Rui Vitória mantém a serenidade no discurso focado no que é essencial abstendo-se de basófias.
Em frente, Benfica!

Grande jogo de Hóquei em Patins!

 

 
 
Terceiro jogo esta época entre Benfica e Hóquei de Barcelos; os dois anteriores para a Taça Continental, a duas mãos, ganha pelo Benfica, com uma vitória e uma derrota; este para o campeonato. A equipa de Barcelos, vencedora da Taça Cers, a do Benfica, campeã da europa. Viu-se na quadra. Um jogo de grande intensidade do princípio ao fim, de alto nível tático e algum virtuosismo, de resultado incerto, disputado com lealdade por ambas as equipas. Adiantaram-se os de Barcelos, abrindo as hostilidades, reagiram os encarnados até ao 3-1, treplicando os "galos" até ao 3-4 a cerca de 5 minutos do fim, voltando aqueles a superiorizar-se acabando o jogo nos 6-4. Fantástico! O Óquei de Barcelos tem uma equipa fortíssima - já sabíamos -, com excelentes jogadores, entre eles, o "nosso" Ricardo Silva - meia equipa -, o Oliveirinha - marcou um magnífico golo vindo de trás da baliza - e o "eterno" Rainaldo Ventura, sempre temível na meia-distância e nas bolas paradas. Pareceu-se que a certa altura a equipa encarnada perdeu o norte, abrindo espaços em zonas proibidas, graças à forte movimentação dos adversários que, nessa ocasião, reverteram o marcador. Porém, Mauro Silva fez a igualdade com um fortíssimo remate, surpreendendo o "intransponível" Ricardo. Um lance genial entre Nicolia e Jordi Adroer colocou os encarnados na frente e foi já com o Barcelos em desespero de causa que Nicolia fechou a contagem concluindo uma excelente jogada de contra-ataque.
 
Não houve polémicas com a arbitragem; julgo que, a ganhar, o Barcelos fez algum antijogo. Foi anulado um golo ao Benfica a troco de penalti, não sei se bem se mal, mas sei que não lhe foi contabilizado outro golo limpo em que a bola chegou mesmo a passar a linha de golo ainda que por milímetros. Viu-se bem na repetição.
 
O Benfica beneficiou, creio, de quatro penaltis, não concretizando nenhum!, é uma lacuna que urge superar; até o Nicolia revela dificuldades. Não é de hoje; que me lembre só com Luis Viana o Benfica foi eficaz nestes lances.
 
Fantásticas a vitória do Vólei encarnado sobre a, sempre difícil, Fonte Bastardo e do hóquei feminino sobre a Académica, conquistando ambas a respetiva supertaça. Estão de parabéns.

Vitória confortável no basquete com destaque para Hollis e Carlos Morais.
 
PS1: Parece que o Sporting vai tentando compensar as suas frustrações e apaziguar os adeptos, recrutando atletas do Benfica, em busca da supremacia no atletismo, há muito perdida para aquele. Deveriam esforçar-se por dar nas vistas pela sobriedade, competência e resultados económicos e desportivos e não através de picardias  insultuosas e difamatórias ao principal rival.
 
PS2: O "nosso" Petit e o seu Tondela, mais uma vez, colocaram em causa o projeto Bruno de Carvalho-Jorge Jesus, "roubando" mais dois pontos à sua equipa. Na verdade "paleio" e foguetório não implicam competência.
 
Força, Benfica!

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Bravo!

  


carbonero
 
   Com cerca de 3 ºC em Kiev, as condições atmosféricas não se revelaram tão agrestes como se temia parecendo contudo suficientes para provocarem algum "adormecimento" muscular e consequente atrapalhamento de movimentos em alguns jogadores.
 
   Num relvado, surpreendentemente e aparentemente, magnífico, o Benfica, com alguns "reforços" internos, impôs-se serenamente a um Dínamo esforçado e com muita força, de boa qualidade técnica e tática, mas ineficaz nos momentos atacantes decisivos.
 
   Estabilizada no setor defensivo com as entradas de Ederson e Luisão juntando-se ao "pequeno" Grimaldo, em superforma, e ao Nelson, cada vez mais próximo da sua boa condição, com o "intratável" Feysa a jogar na frente, os encarnados ocuparam racionalmente os espaços no meio-campo, com Pizzi, Cervi, Sálvio e Guedes muito dinâmicos, mas não o suficiente para levarem o jogo a Mitroglou em condições de finalização. Falharam os centros, quase sempre de má qualidade; vá lá saber-se porquê! Guedes trabalha muito, posiciona-se e movimenta-se bem, aguenta as cargas como poucos, remata imenso, joga para a frente, geralmente faz boas assistências; ontem faltou-lhe um pouquinho para uma excelente exibição, ao nível do último passe, do remate e da ligação com o ponta de lança. Teve influência decisiva no primeiro golo. Sálvio e Cervi estiveram fantásticos, cada um ao seu estilo, o primeiro em força o segundo em imprevisibilidade e argúcia, cabendo-lhes a autoria dos golos. Ederson foi decisivo no desempenho da sua equipa e no resultado  garantindo a inviolabilidade  fez umas três defesas de grande nível. Também Grimaldo salvou, no limite, o golo certo numa recuperação fantástica.
 
   Uma vitória que, apesar de moralizadora e rentável, não deve ocultar algumas fragilidades ainda patentes na equipa ao nível do passe e da dinâmica defensiva, que serão dramáticas frente a adversários do calibre dos do Nápoles, ou mesmo do Besiktas.
 
Força!
 
PS: Continua a desonestidade de alguns comentadores desportivos ao colocarem Filipe Vieira e Bruno Carvalho no mesmo plano, relativamente às sucessivas provocações de que este tem sido autor. Um vício velho que denuncia a tendência dessa comunicação social, de que saliento o caso, do educado e honrado João Santos, que, apesar de sucessivamente enxovalhado e ameaçado em público - chegou a ser ameaçado de morte pelo guarda Abel, num evento ocorrido nas instalações do Salgueiros - , foi vilmente tratado ao nível dos seus agressores. Lamentável.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

When you got no money...

Portuguese on the blues!

domingo, 16 de outubro de 2016

A "festa" do futebol!

  
  
 
   Compreendo e agrada-me a ideia de "Festa do Futebol"  associada à Taça de Portugal. Só que, nem sempre assim é. Foi o caso deste jogo entre o 1º de Dezembro e o Benfica; uma "tortura" de tão desinteressante. Salvou-se o 1º de Dezembro cujos jogadores mostraram determinação bastante para embaraçarem um Benfica desinspirado e pouco empenhado, provavelmente a pensar, já, no jogo com o Dínamo. Rui Vitória aproveitou o "baixo risco" desportivo do jogo para rodar e testar jogadores menos utilizados; como Luisão, Eliseu, Danilo, Celis, Zivkovick, Guedes e Zé Gomes. Enfim, lá conseguimos vencer nos últimos momentos, num lance de bola parada - só podia ser - com desvio providencial de cabeça do "velho" Luisão. Foi bonito o gesto do Benfica ceder ao 1º de Dezembro a sua parte da receita do jogo. Vamos a ver se as coisas correm bem lá para os lados de Kiev.
 
A equipa de hóquei em patins do Benfica deu uma valente "coça" (salvo seja) à do Barcelos - 9-2 -, sagrando-se vencedor da "Taça Continental"  ao superar o resultado de Barcelos - 5-4. Um feito tranquilizador até porque o Barcelos é, nada mais nada menos, que o titular da "Taça Cers" onde pontificam excelentes jogadores. Esqueçam as vitórias passadas e pensem nos desafios futuros. Força!
 
Com uma brilhante vitória 76-74, a equipa de basquete encarnada, desta vez para o campeonato nacional, inesperadamente, bateu a forte equipa do Porto no terreno deste, muito graças aos 27 pontos de Hollis. Fantástico! Aprenderam rápido! Força!
 
A equipa B do Benfica segue de "vento em popa" ao vencer o Derby County na estreia da Premier League International Cup, por 2-o. Algo mudou, e muito, esta época, relativamente à anterior.
 
Os Juniores encarnados perderam no Seixal por 2-0 com os "eternos rivais", mas não há que desanimar; no próximo tiram a desforra. Força!
 
Noutro plano, algo deve mudar no discurso dos benfiquistas, especialmente a nível institucional; quando algum jogador se destaca, logo aparecem os aspirantes a "Bandarra, o sapateiro de Trancoso" a vaticinar o prazo de saída! O Benfica deve assumir-se como clube de destino final de qualquer jogador. Depois, o que tiver de ser, será! Aprendam com André Horta! Também com Eusébio, cujo amor ao Benfica e amizade aos camaradas o impediu de assinar pelo Inter, apesar das excelentes condições que lhe eram oferecidas.  

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Notas soltas

  
 
   homenagem aos trabalhadores
 
   O Basquete sénior do Benfica, finalmente, enfrenta um novo desafio; superar, mais uma vez, a equipa do Porto. Digo, finalmente, porque a superioridade indiscutível da equipa do Benfica face a todas as outras estava a tornar a competição desinteressante, tal como as vitórias encarnadas! Mérito ao Porto que se organizou e trabalhou para recuperar  o estatuto de campeão, que, por sua vez, tinham perdido anteriormente para Benfica na sequência de persistente trabalho destes. Agora cabe aos encarnados descobrirem, de novo, a arte da superação. É assim que a modalidade se torna interessante e progride. Há porém uma diferença assinalável nos dois processos; é que o Benfica,  quando estava a perder nunca virou a cara, honrando-se a si e ao adversário, ao manter-se em prova todo o tempo; quanto ao Porto, despeitado pela derrota, preferiu retirar-se, desvalorizando a competição e o mérito das vitórias seguintes do adversário. Não é bonito! O reconhecimento de mérito é o efetivo motor do progresso.
 
   Este fim de semana, os juvenis do Benfica jogaram com os do Amora, no Seixal, e ganharam por dois a zero. Vi, a espaços, este jogo. Os meninos jogaram com empenho, cada grupo com as suas armas. Os do Amora fechando agrupando-se no seu meio-campo e apostando nos contra-ataques rápidos tirando partido da velocidade de alguns dos seus atacantes. Os do Benfica, persistindo como podiam na tentativa de entrar na zona de remate e finalizar. Tendo-se adiantado no marcador, os encarnados viveram grandes dificuldades até aos momentos finais, em que, finalmente, fizeram o golo da tranquilidade. A verdade porém é que os azuis do Amora poderiam ter marcado por várias vezes e merecem ser aplaudidos desde logo porque, não tenho dúvidas, não disfrutam dos mesmos meios dos seus adversários do dia.  
   O que me espantou foi a descompostura que Renato Paiva deu, publicamente, aos seus pupilos, na entrevista que deu à BTV no final da partida. Um disparate que não deve passar em claro. Ora a prioridade da formação consiste, como tem sido reiteradamente afirmado pelos dirigentes do clube, na promoção das qualidades humanas dos jovens atletas. Parece que Renato, incompreensivelmente, se esqueceu disso e enxovalhou as crianças publicamente! Mostrou que é um mau condutor de jovens e talvez tenha perdido o seu respeito.. Lá diz o aforismo; só é respeitado quem se dá ao respeito. Renato Paiva não se deu ao respeito.
 
   No hóquei em patins a equipa do Benfica entrou em desvantagem na disputa da Taça - Intercontinental? - com o Hóquei de Barcelos. Com a margem mínima, os encarnados, têm efetivas possibilidades de superarem "os galos" em Lisboa. A verdade é que uma pré-época titubeante e a saída de Marco Torra, na sequência duma época excecionalmente exigente e triunfante, deixam algumas dúvidas sobre a atual capacidade competitiva da equipa encarnada. Veremos.
 
  Compreendo a importância de envolver pequenos países - principados, como Andorra, ou regiões autónomas, como as ilhas Faroé, e outros, nas provas do futebol europeu e mundial; é uma forma de aproximação e coesão das comunidades, especialmente valorizada pelas que vivem alguma forma de isolamento. No entanto, é desconfortável tamanho desequilíbrio competitivo! Chegam a ser ridículas as exuberantes celebrações  dos golos. Foi o caso do último jogo da equipa sénior de Portugal de apuramento para o campeonato mundial. Noutro plano, para as equipas mais fortes, estes jogos servem para apurar automatismos e testar jogadores menos utilizados. Não foi o caso. Santos manteve todo o tempo quase toda a equipa titular chegando à meia-dúzia! Ressalvando outros possíveis casos, pergunto a mim próprio porque razão nem Pizzi nem Semedo pisaram o relvado, por quinze minutos que fosse. Tal contribuiria para o progresso da sua integração na equipa e seria um justo prémio para ambos; o primeiro pela fantástica época que fez e o segundo pelo compulsivo afastamento devido à lesão contraída ao serviço da seleção. Do mal o menos; anulou-se o risco de novas lesões. No entanto, pergunto-me, se Fernando Santos, pessoa que respeito, aderiu à discriminação de que os jogadores do Benfica têm sido vítimas na "equipa de todos nós". Um caso a acompanhar; se o Treinador escolhe os jogadores, os adeptos julgam o Treinador. 

PS1: O que referi relativamente à seleção nacional não é inteiramente verdade; três novos jogadores foram testados na equipa: Antunes, João Cancelo e André Silva, todos eles de insuspeita qualidade e alguns novos foram convocados: Anthony Lopes, Marafona, e Gelson. Porém a cultura anti Benfica na seleção por extensão da captura da FPF pelos rivais,  nas últimas décadas, deixou sequelas profundas; ainda estão frescos os casos de Renato, Pizzi, André Almeida, Jardel e Lima. Outros há, como o de Rui Costa, que não esquecem. Santos terá um longo caminho a percorrer se quiser desfazer a reserva dos adeptos encarnados.

sábado, 8 de outubro de 2016

Futsal de parabéns




Dois adversários ruins de "assoar"; o Vermoim  e o Sporting! Duas excelentes e merecidas vitórias! PARABÉNS!

PS: Gostei de ver a Capitã encarnada a elogiar as adversárias para quem tinham perdido o campeonato. Também gostei de ver os jogadores do Sporting, no final, a aplaudir os colegas do Benfica, a quem tinam vencido o campeonato.  Assim sim; luta-se com galhardia e sem tréguas pela vitória e respeita-se o leal adversário qualquer que seja o resultado. É o legado de Mário Wilson.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Regresso auspicioso ao campeonato

 
 
 
by Anna Ostroumova (Russia 1871-1955), Amsterdam, 1913
 
   Do Feirense, esperava-se o que ocorreu; uma equipa competitiva - como são, geralmente, todas as que acabam de subir ao primeiro escalão, - e agressiva à imagem do seu Treinador, José Mota.
 
  O Benfica fez o que não tinha feito com o Nápoles; pressionou, subiu no terreno, provocou desequilíbrios e fez quatro golos. Bem sei que o Nápoles é outra coisa, mas a verdade é que quando, na ponta final, foi pressionado, começou a errar. 
 
   Nos dois primeiros golos os erros adversários que lhes deram origem foram provocados pela pressão ofensiva dos encarnados. Os outros foram duas obras primas; do Nelson e do Cervi - que é pequenino mas tem faro de golo e talento -, e do Grimaldo, exímio marcador de livres.
 
   Foi notório muito atabalhoamento nas dinâmicas do jogo ofensivo, com muitos passes falhados e movimentos inconsequentes, superados pela garra. É assim que deve ser; quando não brota o talento usa-se maior determinação.
 
   O regresso de Luisão poderá estabilizar defensivamente a equipa reduzindo significativamente a vulnerabilidade do eixo central e fazer subir os níveis de confiança dos restantes jogadores. Infelizmente a sua margem de erro é mais reduzida dada a habitual crueldade dos adeptos relativamente aos jogadores que estão em final de carreira. Esperemos que consiga superar esta contingência.
 
PS1: Pêsames pelo falecimento do Mário Wilson; jogador e treinador de grande nível, sobretudo de uma dimensão humana de grande envergadura. Desconhecia o seu envolvimento no apoio aos "movimentos de libertação" e o impacto das suas desavenças com Pedroto, das quais resultaria a famigerada "guerra" Norte-Sul" de que Pinto da Costa se serviria na consolidação do domínio desportivo do Porto.
 
PS2: Perante o desaire do Sporting em Guimarães, os dirigentes verde-brancos, recorrem a velhas técnicas de diversão apontando a fantasmas externos; os árbitros e o Benfica. Por outro lado, surgiram rumores de condicionamento das Assembleias Gerais daquele clube pela respetiva claque; se é verdade, já não é só com eles!, as autoridades deverão apurar se se trata, ou não, de captura do clube pela ameaça de violência.
 
Força, Benfica!

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O "desastre napolitano"

 
Edvard Munch obreros Camino de casa, 1913-5
 
Ponto prévio; não é novidade para ninguém que se interesse minimamente pelo tema, que o futebol italiano é, desde sempre, dos mais evoluídos do planeta. Sabem tudo da poda, seja nos planos técnico e tático, seja no plano chamado "jogo sujo". Um futebol enxuto mas sofisticado, cínico e preciso, a que acrescentam uma forte mentalidade que lhe advém duma história coletiva riquíssima.
 
Posto isto, tendo o Nápoles perdido a corrida do título da época passada nas derradeiras jornadas, a tarefa do Benfica, ainda debilitado no seu onze titular por falta de algumas "pedras" influentes e à procura de novos equilíbrios, não se afigurava fácil. Por outro lado, a menor exigência dos adversários internos, nos quais os níveis de eficácia são consideravelmente baixos relativamente "aos nápoles" conduzem à concessão de algumas "facilidades", agora fatais.
 
Uma derrota em Nápoles é normal; uma humilhação não! E foi o que aconteceu! Falhadas duas oportunidades flagrantes pelos encarnados, muito graças ao já mítico Reina, preocupados em fechar os espaços interiores, como explicou Vitória, a equipa do Benfica, caiu no tipo de jogo em que os italianos são exímios, abdicando das alas e dos lances de rotura. Com um posicionamento irrepreensível em todo o campo, exercendo permanente pressão sobre os "vermelhos" logo à saída da área, fechando todas as linhas de passe, trocando a bola com precisão de relojoeiro, os napolitanos, recuavam de imediato para a frente da área logo que perdiam a posse da bola, "roubando" os espaços de possível expansão do jogo do Benfica.
 
No lance do primeiro golo do Nápoles esteve em evidência a diferença essencial entre as equipas; concentração, técnica e sagacidade do lado dos italianos e desconcentração e até displicência dos portugueses. Um remate de dentro da área, desde que não seja à figura do GR, é indefensável. No caso dos cantos, uma vez que não há fora de jogo, o GR é pressionadíssimo pela proximidade dos adversários, beneficiando apenas da proteção de que goza na pequena área. Nenhum GR, consegue responder a tempo, desde o meio da baliza a um dos postes, a um remate rápido desferido nas proximidades da pequena área. Por conseguinte, o que deve ser feito é encurtar a baliza com um homem a cada poste, pelo interior. Porque não foi feito?, porque em Portugal não são necessários tantos cuidados!
 
Em cima disto, a "ratice" e excelência técnica do avançado azul, e do marcador do canto, fizeram o resto; Feysa assumiu a cobertura ao 1º poste, colocando-se ligeiramente à frente do avançado. Muito bem. Quando viu a bola vir na sua direção cometeu o erro fatal; ficou à espera dela, julgando-se senhor do lance. Pois é! O picolo napolitano agachou-se ligeiramente, deu meio passo em frente e "penteou" a bola metendo-a no buraco da agulha". Júlio César ainda apareceu...mas...demasiado tarde. Teve responsabilidade na formação defensiva; competia-lhe dar as ordens de posicionamento. Aquele é o seu território; ele é que manda!
 
Ainda assim, tendo a 1ª parte sido equilibrada, o golo do Nápoles não foi um golpe de sorte. As "papoilas saltitantes" apresentaram-se na 2ª metade com o mesmo "desgraçado" tipo de jogo - do tico tico saranico - a pensar não sei o quê, quando me parecia óbvia a necessidade de aumentar a velocidade, a intensidade, a amplitude e a profundidade do jogo. A vitória é dos ousados. Era necessário provocar desequilíbrios e o Benfica só o fez quando tudo estava perdido! Então viram-se ao adversários a terem de correr atrás da bola, a falharem passes e a encaixarem duas "mocas". Certo que, nesta fase, já tinham passado o computador a modo "sleep". De qualquer modo foi um regalo ver o sargalhão do Guedes a cortar o passe, bater o defesa em corrida, contornar o grande Reina e fazer o golo já de ângulo fechado. Aprendeu com o lance do Besiktas. Tem futuro. O golo do Sálvio, a passe do André, constituiu uma lição acerca do que deveria ter sido feito; passes de rotura sobrevoando o denso meio-campo do Nápoles, bem recheado com cinco craques. Ficou demonstrada  nos lances de rotura a debilidade da defesa napolitana. Os receios de Rui Vitória foram excessivos; lá diz o aforismo que a melhor defesa é o ataque.
 
Júlio César ficou afetado com o primeiro golo; foi-se abaixo. Não teve responsabilidades no segundo mas teve no terceiro e no quarto. Será que o histórico da sua carreira em Itália o afetou? Se afetou, deveria tê-lo dito ao Treinador.
 
O lançamento de Carrillo não funcionou. Vitória deveria ter mexido na equipa mais cedo.
 
As decisões vitais do árbitro aceitam-se, mas creio que pecou por excesso de zelo no lance da falta que resultou no livre do segundo golo, superiormente executado. O caso é que já antes se tinha portado mal com o Benfica "roubando-lhe" uma Taça da Liga Europa. Não é por este caso, mas há muito que não acredito da UEFA, nem na FIFA, e, já agora, nem na FPF.

É possível que este resultado sirva para unir ainda mais o grupo de trabalho otimizando o esforço de todos.
 
Conclusão; há que trabalhar mais e melhor. A festa deveria ter acabado há muito; esqueçam-se dos êxitos passados e concentrem-se nos objetivos desta época.
 
Força!