Desporto

sábado, 21 de julho de 2012

Que Justiça?

Exmo Sr:

Ministro da Administração Interna:

O diário Correio da Manhã de hoje, noticiou uma alegada tentativa de agressão ao cidadão, Atleta do Benfica e da Seleção Nacional de Futebol, Nelson Oliveira, numa discoteca situada algures a norte do País onde se deslocou para se divertir e que parece não ter chegado a vias de facto, devido à intervenção dos seguranças do estabelecimento em causa.

Na verdade, agressões, até homicídios, perpetradas em discotecas é recorrente, perante a perplexidade de todos nós! Neste caso porém, tal hostilidade parece dever-se ao facto de aquele cidadão ser atleta do Benfica, e o agressor, segundo se infere da notícia, ser um adepto de um conhecido clube rival.

Tal seria, ainda assim, irrelevante, se esta ocorrência não tivesse sido precedida de outras de cariz semelhante, sem que seja conhecida qualquer diligência preventiva das entidades a quem cabe o dever de garantir a segurança dos cidadãos e o combate à descriminação social.

Relembro outros casos recentes, nomeadamente:

1. Do jovem aluno que terá sido impedido por uma docente, de participar num pequeno convívio realizado, na sua escola em Braga, por atletas do clube emblemático desta cidade, pelo simples facto de se ter apresentado vestido com a camisola do seu clube, por sinal o Benfica, sob a alegação de que tal circunstância poderia ser interpretado pelos restantes participantes, como um ato provocatório, pelos adeptos do clube em promoção, no evento. Ou seja; a docente de um país Democrático, praticou, neste caso, a pedagogia da intolerância pelo desporto, valores contrários às sociedades humanas civilizadas.

2. Do Dirigente do Benfica Sr. Dr. Rui Gomes da Silva, agredido covardemente e em público por um adepto de um clube rival, quando saía com a sua família de um restaurante da cidade do Porto, onde se tinha deslocado para almoçar, tendo-se recusado o agente da PSP que se encontrava próximo de, a seu pedido, identificar o agressor e seu cúmplice, alegando a prioridade da sua missão de vigiar um prédio próximo, aconselhando a vítima a apresentar queixa na esquadra da PSP.

3. Das agressões perpetradas por desconhecidos, eventualmente adeptos de conhecido clube rival, sobre adeptas do Benfica quando circulavam numa via algures no norte com símbolos do Benfica visíveis.

4. Do testemunho público do Sr Dr Pragal Colaço, conhecido colaborador do Benfica, da resposta que lhe terá sido dada por um agente da PSP local quando lhe solicitou apoio na localização da sede da Casa do Benfica do Porto, ao que este lhe terá referido que tal casa seria para "incendiar um dia destes", bem como ao medo que aquele confessou públicamente, ter de se deslocar ao norte do país!

5. Do impedimento por adeptos de clube rival aos adeptos do Benfica da cidade do Porto e arredores, de comemorarem na Avenida dos Aliados desta cidade as vitórias de campeonato do seu clube, num gesto de reivindicação ilegítima de exclusividade na utilização de um espaço público, perante a aparente passividade das autoridades locais, nomeadamente da PSP.

6. Das agressões, injúrias e ameaças que, segundo tem sido noticiado, têm sido perpetradas contra cidadãos Bracarenses, pelo simples facto de manifestarem pacificamente o seu Benfiquismo, nomeadamente, celebrando as vitórias do seu clube.

7. Da tentativa de homicídio de que foi alvo o Presidente do Benfica quando circulava numa auto-estrada algures a norte, em circunstâncias suspeitas, sem que até hoje sejam conhecidas quaisquer diligências para identificar e punir os seus autores.

8. Do medo de represálias referido por vários adeptos do Benfica da cidade do Porto de revelarem a sua simpatia clubista.

Todos estes factos e muitos outros de contornos idênticos que têm sucedido de forma crescente e reiterada naquela região do país, parecem resultar do conhecido e continuado fomento público de ódio contra os Benfiquistas, por entidades associadas a clubes rivais, quanto a mim, com o intuito de provocação de fraturas sociais, porventura facilitadoras da pretendida criação da respetiva Região Administrativa pelas mesmas entidades.

Desconhecendo publicamente qualquer ação das autoridades responsáveis, para prevenir tais incidentes, identificando e punindo os autores de tais alegados ilícitos; garantir a livre circulação de pessoas no território nacional; garantir um dos direitos fundamentais punindo os autores de atos socialmente discriminatórios nomeadamente pelo desporto; recordando a negação por agente da PSP local, do ataque perpetrado, à vista de todos os presentes e espetadores televisivos, à viatura dos atletas do Benfica na sua deslocação ao Estádio do Dragão sem que tenhamos conhecimento de qualquer ação disciplinar movida ao agente em questão, consolida-se a nossa convicção de que a cultura discriminatória aos adeptos do Benfica contaminou algumas instituições públicas, nomeadamente responsáveis pela segurança, numa extensão e nível ainda desconhecidos em toda a extensão.

É pois minha convicção, estarmos perante um processo de descriminação planeado consolidado e consentido, com fins desportivos e políticos, levando-me a sujerir que, para evitar uma eventual escalada de conflitualidade social, perante a passividade dominante das autoridades nesta conjuntura, se institua um dispositivo de identificação dos Benfiquistas autorizados, certificado, por exemplo, pelo Sr Pinto da Costa ou outra pessoa igualmente relevante na sociedade portuguesa, que serviria como salvo conduto para garantia de circulação daqueles em todo o território nacional, incluindo no norte do País, restringindo-se todos os restantes a permanecer no território que lhes for definido e que alguns atribuem aos mouros, qualificação por que passariam a ser tratados em todo o Portugal uno e indivisível.

Claro que seria uma vergonha para um país que se orgulha da pertencer a um dos mais brilhantes processos de construção política da História, a União Europeia, mas talvez despertasse a tempo as consciências de todos, sobretudo das Autoridades, para o estado de insanidade que se vive no desporto nacional.

Peniche, 18 de Julho de 2012
Cumprimentos,
António Barreto
Contribuinte nº 119008262
Sócio do Sport Lisboa e Benfica
Acionista do Sport Lisboa e Benfica Futebol Sad

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A entrevista de Fernando Tavares (FT) 4ª Parte


Rui Costa:

Outro espalhanço total de FT! Todos os Benfiquistas sem exceção confiam em Rui Costa! Todos os Benfiquistas sem exceção sabem que Rui Costa rejeitaria qualquer ato de desconsideração fosse de quem fosse! Todos os Benfiquistas sabem que Rui Costa não aceitaria ser mero figurante na estrutura do clube! É para mim claro que o Presidente quis proteger RC dos violentos ataques de que estava a ser vítima por parte dos dirigentes do outro clube e prepará-lo para as tarefas de Direção. Por outro lado, Jorge Jesus referiu-se, na recente entrevista que deu ao Record, à importância para o clube do trabalho de scouting de Rui Costa (julgo que se trata da identificação de jovens talentos nas regiões futebolisticamente relevantes; área em que obviamente detém talento próprio).

Estrutura e formação:

Apesar de FT apresentar ideias interessantes, este é mais um domínio onde não me convence. Vejamos; deve ter-se em conta a sua afirmação de necessidade de maior qualificação humana e melhor orientação, tal como a sugestão de contratar um formador da melhor escola de futebol, assim como a necessidade de criação de condições que permitam canalizar para as equipas seniores os jovens talentos da formação.

Mas a formação é precisamente um setor onde a atual Direção tem feito um trabalho a todos os títulos notável em todos, ou quase todos, os departamentos! Não o reconhecer indicia má fé! Apontem-se melhoramentos, mas reconheça-se mérito sob pena de auto-descredibilização! O aumento do número de internacionais na nossa formação, ao contrário do que refere é um ótimo sinal do excelente trabalho que se tem feito! FT, sabe perfeitamente que só os grandes talentos podem aspirar ascender às equipas seniores, especialmente no futebol! Por essa razão é que se têm cedido atletas para consolidação desportiva e se constituiu a equipa B.

Ao sugerir a contratação de um formador da escola de futebol francesa para formar os nossos Técnicos revela perspicácia e pragmatismo, no entanto, reconhecendo a excelência da escola francesa não a recomendo, por razões histórico-culturais que não vou agora desenvolver. A melhor escola de futebol mundial é “nossa”, é brasileira; é este o futebol característico do Benfica; espetáculo, virtuosismo, autoconfiança, ascendente mental sobre os adversários e identidade cultural! Ficou demonstrado no passado e é o futuro!

Ficam-lhe muito mal as insinuações que faz sobre o Diretor da Academia aludindo à sua qualidade de empresário FIFA, deixando no ar a ideia de que há negócios ocultos. Se sabe ou suspeita de algo, diga-o com clareza, para que o visado se possa defender e os adeptos ficarem informados. Assim não! Não é sério! Um empresário FIFA não é necessariamente um bandido e é legítimo supor que indicia conhecimento do processo mundial de formação, de capacidade de movimentação nesse meio e de recrutamento de jovens talentos, tal como, aliás reconhece FT!

Receita para o sucesso:

Este é outro capítulo onde Fernando Tavares me dececiona com um arrazoado de incongruências, demonstrando que o amor e a dedicação ao Benfica por si só, não habilitam quem quer que seja para desempenhar altos cargos no clube! Ora então vamos lá dissecar as suas afirmações:

A cultura de vitória está de novo instalada no clube, graças ao paciente e competente trabalho da atual Direção, após os desastrosos consulados de Manuel Damásio e Vale e Azevedo. A cultura de vitória só é possível quando sustentada em condições que a propiciem. É precisamente o que a atual Direção tem feito; negá-lo é má-fé! Podem identificar-se erros, sugerir melhoramentos, discordar de algumas opções, mas a trajetória de crescimento competitivo global é inegável.

As graves e indecorosas acusações de “tachismo” no Benfica, carecem de fundamentação; deve indicar quem são os tachistas e porquê; ou seja, deve exemplificar onde falharam os respetivos desempenhos e mostrar a sua falta de dedicação! Com tais acusações, Fernando Tavares está a dividir os Benfiquistas, a lançar um grave labéu sobre pessoas que têm o direito ao bom nome e a fazer o jogo dos dirigentes do outro clube. Não se faz!

Ao atribuir a razão do sucesso do outro clube à exigência de identificação incondicional de todos os elementos da sua estrutura e a uma cultura de ódio ao Benfica, revela desconhecer a realidade profunda, que nos entra pelos olhos dentro, descredibilizando-se! O fortíssimo apoio económico e político de que disfruta e que está bem expresso na constituição dos seus órgãos sociais é que é a razão do miserável sucesso! Tivemos recentemente três grandes demostrações desta realidade; a receção provocatória ao Pinto por deputados da Nação em plena Casa da Democracia, Os elogios públicos à mesma personagem do Secretário de Estado do Desporto e Juventude, a viagem conjunta à Polónia, paga pela FPF, de membros da FPF, do Governo, do Pinto e do seu staff; a nomeação do Proença para partidas de alto nível na UEFA!

A atual Direção tem divulgado como nenhuma outra por múltiplas formas a grandeza do clube; ele são as homenagens nas galas, é o programa Vitórias e Património, é o departamento de restauro de troféus, é o patrocínio de várias publicações alusivas ao clube e a atletas, é o Torneio Eusébio, é a criação de uma TV própria de raiz e a sua internacionalização, é a expansão do número de associados, etc. Ignorá-lo não é idóneo!

Mas concordo quando refere que não podemos tolerar os enxovalhos que têm sido praticados contra o nosso clube, com mais competência sim; com mais participação sim; com mais ambição aceito, mas…com mais união e mais mobilização na denúncia e combate sem tréguas aos “ladrões” e seus cúmplices onde quer que se encontrem.

Para que nos possamos defender com eficácia dos nossos “inimigos”, é para mim claro desde há já muito tempo que os Benfiquistas têm que ter expressão política, já que os poderes instituídos são “cúmplices” na pouca-vergonha que se vive no desporto em Portugal. Este é que é o caminho!

(Continua)

domingo, 24 de junho de 2012


Em Defesa da Honra
Por; Santana Maria Leonardo
Publicado em “O Diabo” de 19 de Junho de 2012 

                Temos sido governados nos últimos anos pela versão portuguesa da geração “Sexo, Drogas e Rock’n Roll”. Ou seja; a geração da “realização pessoal”. E em nome da realização pessoal  sacrificou-se tudo; até a família e os amigos. A honra é um valor desprezado, denegrido e totalmente esvaziado por esta geração, ao ponto de, praticamente ter desaparecido do nosso vocabulário.

                Ora, a honra é a trave mestra do edifício dos valores. Não há instituição, comunidade ou sociedade que consiga manter-se de pé sem valorizar a gente honrada. Acontece que, nos últimos 40 anos, ao mesmo tempo que a gente honrada era perseguida, enxovalhada e ridicularizada por esta geração, os “chicos espertos” tomavam de assalto todas as instituições - partidos, autarquias, escolas, tribunais, Assembleia da República, Governo, Presidência da República, etc. etc. - e institucionalizavam, como ideologia da III Republica, o “chico-espertismo”.  Estamos agora, apenas, a colher o que semeámos.

                E num país governado por esta canalha, não se podia esperar dos nossos serviços secretos outra coisa a não ser andar a espreitar pelos buracos da fechadura ao serviço de um qualquer “chico-esperto”. E não sei mesmo o que mais me revolta: se esta geração de “chicos-espertos” que implodiu todas as nossas instituições ou a cínica candura dos nossos comentadores que, tendo presenciado a derrocada das nossas instituições, ainda têm o descaramento de pedir ao povo para confiar no regular funcionamento das mesmas!

Como o Capitalismo se tornou selvagem:

                Apesar do modelo económico da esquerda revolucionária ter ruído com o muro de Berlim, a verdade é que a esquerda conseguiu capturar culturalmente o sistema capitalista. Com efeito, é hoje a esquerda que domina culturalmente o mundo ocidental, impondo a ditadura do politicamente correto e procurando inibir quem discorda dos seus dogmas com o mesmo método de rotulagem que era usado pelo anterior regime.

                Antes do 25 de Abril, quem se atrevesse a discordar ou a questionar algum dos dogmas do regime era logo catalogado de “comunista”. Hoje, quem se atreve a questionar algum dos dogmas da esquerda bem pensante é logo rotulado de conservador, reacionário ou de direita.

                Ora eu rejeito terminantemente esta divisão do mundo entre bons (esquerda) e maus (direita). No entanto, de uma coisa tenho hoje a certeza; não sou crente, mas prefiro o mundo criado por Deus em que a direita acredita, do que o mundo governado pelo deus que a esquerda julga que é.

                O Deus em que a direita acredita é um Deus de rosto humano, que aceita o Homem como um ser imperfeito, com as suas limitações e fraquezas. Pelo contrário, o deus que a esquerda julga que é, é um deus arrogante, persecutório e prepotente, para quem o ser humano é uma espécie de máquina destinada a ser programada de acordo com as suas taras e manias.

                A forma como esta esquerda bem pensante quer regulamentar e regular a nossa vida ao mais ínfimo pormenor, impondo o que comemos, bebemos, fazemos e pensamos, é absolutamente revoltante e aviltante da natureza humana.

                Odeio esta esquerda fascista e fascizante que partiu o eixo da roda da civilização ocidental, construído e alicerçado nos valores judaico-cristãos, desorganizando e desequilibrando, consequentemente, o sistema capitalista e transformando-o num sistema irracional e selvagem.

terça-feira, 19 de junho de 2012

A Persistência da estupidez!
Noticiou o “O Record” e o “CM” que Pinto da Costa efetuou, a convite da Assembleia da República ou dos Deputados, ou dos Deputados portistas - não sei bem - a sua tradicional visita àquela instituição pelos vistos já inscrita no protocolo deste órgão de soberania há cerca de vinte anos.

Como se trata de uma pessoa respeitável e respeitadora, para nos tranquilizar, Pinto da Costa, apressou-se a declarar que o motivo da visita se limitara à saudável confraternização com os adeptos portistas e que não se falara de futebol. Confirmando a sua notória capacidade de reconhecimento do mérito alheio, apressou-se, desinteressadamente, a tecer encómios à coragem da Presidente do órgão anfitrião por ter tido a suprema audácia de declarar a sua condição de adepta do “grandioso” clube azul. Não se contendo, demonstrando profundo conhecimento das vicissitudes dos Portugueses e de Portugal, informou-nos, do alto do seu lamacento pedestal, que “o número estúpidos não diminuíram”, provocando em nós uma profunda tristeza pois que, se não houvessem estúpidos em Portugal, todos aplaudiríamos euforicamente felizes, a visita ao segundo órgão de soberania da Nação. Da Nação que, dizem, descobriu as virtudes Democráticas em Abril de 1974!

Para surpresa de todos vós, colegas Benfiquistas, declaro desde já a minha concordância com Pinto da Costa! É uma evidência que a estupidez continua a comandar esta moribunda IV república!

A estupidez de todos os que ousam instrumentalizar um órgão de soberania que deveria ser o pilar do regime, promovendo a união entre Portugueses, para ostentar a prepotentemente, o o sucesso desportivo, sustentado na intolerância, na violência, na descriminação desportiva e social e em todas as trafulhices que as escutas do Processo do Apito Dourado sugerem a quem as ouve.

A estupidez dos que, representando a Nação, participam nesta encenação circense, promotora o desmérito – Pinto da Costa e o FCP foram condenados na Justiça desportiva no âmbito do processo do Apito Final - e do insulto a todos os Portugueses adeptos de clubes adversários derrotados pela “suprema sapiência” dos que disputam as provas desportivas condicionando o seu desempenho através de inúmeros artifícios extradesportivos.

A estupidez dos que, covardemente, a tudo assistem sem um protesto, temerosos das lestas e nefastas consequências de que seriam alvo.

A estupidez de todos os que creem na incapacidade perceção e de revolta dos vilipendiados perante as repetidas afrontas de que são alvo.

Não se falou de futebol e os deputados anfitriões ofereceram ao convidado um livro comemorativo da vergonhosa vitória no passado campeonato nacional?

A confraternização clubista não se pratica nos órgãos de soberania da Nação, mas em locais apropriados para o efeito.

Quanto à qualidade de adepta portista da Presidente da Assembleia da República, é minha inamovível convicção que foi precisamente por isso que foi escolhida para o cargo, à semelhança de muitos outros exemplos, revelando, tal como já referi noutras crónicas, uma influência dominante do lóbi azul na atual maioria e até nas oposições.

Portanto, efetivamente, é minha convicção inabalável, que a visita de Pinto da Costa à Assembleia da República, trata-se de um ato político que visa promover a crescente influência nos bastidores dos variados poderes públicos, das entidades associadas direta ou indiretamente ao clube de futebol que Pinto da Costa dirige , que o usam para promover os seus interesses económicos e políticos, nomeadamente, da criação da região porto, atualmente em curso.

Esta visita, demonstra à saciedade, que o clube que Pinto da Costa, aparentemente, dirige, é, na verdade, e tal como já disse antes, uma organização económico-política da qual tal personagem não passa de um “testa de ferro” inimputável.

Enquanto os dirigentes do Benfica teimarem em ignorar esta convicção, como ficou claro na recente entrevista de RGS ao NG, o Benfica não só não ganhará, como estará condenado à regressão.

É portanto necessário levantar bem alto, e resolutamente, a bandeira da revolta, unindo todos os Benfiquistas contra a colonização azul.

Todos sabem que sou um admirador do atual Presidente do Benfica, mas, volto a dizer-lhe; ou tem coragem para assumir esta luta sem tréguas e sem condições, unindo todos os Benfiquistas, ou terá que dar lugar a quem esteja disposto a fazê-lo.

Caso contrário, teremos que ser nós Adeptos a fundar uma organização para fazer frente a todos os bandidos que se queram apoderar do país para subjugar toda a população aos seus espúrios interesses.

Não é apenas o Benfica que está em causa, mas Portugal Livre e Democrático!

Rua com os sociopatas!

AB

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A entrevista ao NG de RGS (2ª e última parte)


Direção do SLBenfica:

A relativização que RGS atribui à necessidade de os sócios e acionistas se inteirarem do projeto em vigor, alegando que quando se ganha, ninguém manifesta tal interesse, deixa-me estarrecido! Pois com certeza! Se a equipa ganha, o projeto é bom. Se não ganha tem que ser corrigido! É essa uma das missões fundamentais dos sócios e dos acionistas!

Isto é mais grave do que eu estava à espera! Respondeu a seguir indiretamente, que o projeto é ganhar tudo! Enunciando o princípio diretor do clube significa que não há objetivos definidos, ideia que acaba por ser assimilada quer pelos Atletas, quer pela estrutura quer pelos Adeptos, degradando a capacidade competitiva global! Isto não é admissível!

A resposta seguinte é igualmente espantosa! Recusa-se a admitir a intenção de derrubar a Hegemonia do FCP mas refere que bastará ao Benfica ganhar duas ou três vezes seguidas para esse domínio regredir, parecendo ignorar os pressupostos em que assentam as vitórias do FCP - incluindo a relativização sociopolítica dos valores que refere - e as inevitáveis derrotas no Benfica! Continua a ser grave!

A estupefação continua quando afirma que a Direção não deve definir objetivos desportivos relegando para os sócios e acionistas esse juízo! Tal reflete antes de mais uma inadmissível incapacidade de definição de objetivos desportivos perante os eleitores e restantes sócios, acionistas e adeptos. O caso é que, a adequada avaliação pelos sócios e acionistas da eficácia do trabalho da Direção, decorre dos compromissos e suas condicionantes que esta definiu para si própria! É assim que se gere qualquer empresa de sucesso. Claro que é muitíssimo melhor não assumir coisa nenhuma e navegar à vista! Mas não queremos isso no Benfica! Isto vai de mal a pior!

Referi um dia algures que me agrada o facto de Rui Costa estar no Benfica mesmo que sem função. Por isso, aceito a resposta de RGS, sendo óbvio que, RC, constituindo um fator de coesão dos Benfiquistas e de credibilização da Direção carece de um projeto específico adequado ao seu perfil e às necessidades do clube, do qual continuamos a saber nada.

A certa altura, tornou-se evidente que “o esquadrão de propaganda azul” definiu RC como alvo desencadeando sobre ele uma série de ataques sórdidos, visando destruir o capital de idoneidade e simpatia de que goza, dentro e fora do universo Benfiquista. Foi na lógica de o proteger que, quanto a mim, bem, António Carraça foi contratado. Tal não foi referido por RGS!

A declaração de empenho que manifestou na reconciliação dos Benfiquistas acusando os opositores de servirem os interesses dos nossos adversários, não é suficiente, tornando-se necessário estabelecer vias e mecanismos de diálogo visando a aproximação de posições, sempre na defesa dos superiores interesses do clube.

Afirma a posição do clube de exigência da sustentabilidade financeira dos concorrentes como requisito para a prossecução da verdade desportiva, mas, efetivamente, nada consta que tenha sido feito nesse sentido já que grande parte dos clubes está em graves condições financeiras.

Reconhece a subversão da verdade desportiva provocado pela cedência de atletas de alguns a clubes a outros do mesmo escalão mas não explicita as dificuldades a que alude, para lhes pôr fim, nem as diligências que a Direção tomou e tenciona tomar para esse fim.

Reconhece implicitamente as alianças de bastidores entre alguns concorrentes, com benefício desportivo e financeiro para o principal adversário revelando a sua fé no vencimento da razão numa sociedade democrática, esquecendo-se de que esta, o é apenas formalmente! Mais revela acreditar na reconversão futura dos aliados antiBenfica, esquecendo que a “exemplar estrutura” gere a rotação de alianças de acordo com os seus interesses, entre os quais, o mais importante é o de disseminar o Anti-Benfiquismo militante por toda a parte, num registo de perseguição social económica e política. Uma omissão gravíssima!

Aprovo a resposta que deu relativamente ao interesse de uma aliança com o SCP! É um assunto a esquecer. O Benfica deve bater-se ativamente pelos pressupostos de uma competição justa com quaisquer aliados interessados na mesma luta.

A propósito do referido relacionamento público do atual Presidente do Benfica com alguns “inimigos” do clube, como Joaquim Oliveira e António Salvador, testemunha a intransigência daquele na defesa dos interesses do clube, alertando para o perigo dos boatos, parecendo ignorar que, é precisamente esse relacionamento pessoal que gera tais boatos, seguramente fomentados pelo “esquadrão de propaganda azul”.  Grave!

 Nova perplexidade reside na perentória negação da sugerida pluralidade na Benfica TV, contemplando diferentes correntes de opinião! Compreendo a necessidade de coesão e compreendo o risco de dispersão e confronto inerente ao processo, mas, salvaguardadas as indispensáveis precauções, poderia, pelo contrário, constituir um fator de coesão e progresso do clube e SAD! A Democraticidade do clube não poderá nunca restringir-se à retórica! Grave!

Ao contrário, registo com agrado a aceitação da ideia de estreitamento do relacionamento do clube com o universo blogger Benfiquista. Considero-a uma excelente ideia na medida em que alavancaria a capacidade de comunicação da Direção, por um lado e responsabilizaria os bloggers num registo de militância; algo que muita falta faz ao Benfica. Parabéns ao autor da ideia!

É também com agrado que verifico a abertura de RGS à realização periódica de um congresso de Benfiquistas - naturalmente sócios do clube -, para apresentação, debate e votação de ideias para a gestão do clube. E compreendo as reticências que refere quanto aos riscos inerentes. Pois compreendo! É o risco inerente à Democracia; ou assume-se ou coarta-se esta e neste caso, as consequências também serão nefastas. Tudo a seu tempo, sendo que, este projeto, exige muita, mas mesmo muita ponderação, competência e maturidade de todos, sob pena de produzir resultado oposto ao pretendido. Estaremos preparados?

O Conselho de supervisão é outra coisa; seria constituído por um pequeno grupo eleito em AG do clube, que fiscalizaria a gestão executiva da SAD. Aliás, creio que os regulamentos da CMVM, o exigem em certos moldes. Defendo esta ideia, como já referi em crónica anterior. A questão da vaidade não se coloca, uma vez que se aplica a todos.

Não entendo com clareza a questão seguinte; a da proposta de exigência de filiação ininterrupta superior a 15 anos para aceder a qualquer órgão elegível do grupo Benfica, nem a resposta. Porém reconheço que, se é necessário blindar o acesso de “submarinos” e aventureiros ao clube, que poderiam destruir em pouco tempo tudo o que de bom já foi feito, também reconheço que tal requisito consistiria num fator dissuasor de adesão de novos sócios e promotor de desistência de muitos outros. Portanto, cuidado, muito cuidado! Nem tanto ao mar, nem tanto à terra!

À sugestão de que a ação do Treinador deveria restringir-se à preparação técnico-tática da equipa, ficando toda a gestão estratégica a cargo de outras estruturas do clube, afirmou perentóriamente que essas estruturas existem e exercem um trabalho de grande rigor, deixando a questão do treinador sem resposta. No entanto, é para mim óbvio que o Treinador deve ter sempre uma palavra a dizer na constituição da equipa. Faz parte do seu trabalho!

Considero a última questão relevantíssima para a consolidação da expansão do clube, alargamento da capacidade de recrutamento e aumento da eficácia de formação dos mesmos. Já a resposta de RGS afirmando que os CFT - campos de formação e Treino? - são disso exemplo, levam-me a pensar que há algo concreto implementado já com bons resultados, mas, provavelmente, não com perfil apontado na pergunta. Resposta incompleta a uma questão que reputo da maior importância.

Reitero os parabéns aos autores desta iniciativa, bem como aos Dirigentes pela disponibilidade demonstrada, considerando-a um marco na dinâmica de comunicação dos bloggers desportivos com os clubes, e vice-versa, mas, fico com a clara convicção de que, aqueles, subestimaram a capacidade destes, o que não é, de todo, idóneo!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A entrevista ao NG de RGS (1ª parte)

Endereço desde já os parabéns quer ao Viriato quer o Geração pela dignidade que a entrevista trouxe ao NG mostrando que novos patamares de comunicação com os Dirigentes do SLB poderão ser alcançados  desde que sustentados na competência, determinação, boa-fé e amor ao Benfica.
Com a vénia e o respeito que me merece todo o Dirigente do Benfica e sem pôr em causa quer a dedicação quer o amor de RGS ao nosso clube nem tão-pouco as suas competências é minha convicção de que ele, representa a antítese do que deve ser um Dirigente de topo de um grande clube de futebol; carismático, simples e objetivo. RGS será um excelente Dirigente em modo backoffice, nunca da linha da frente.
Isto mesmo se conclui desta entrevista na qual, geralmente, há excesso de palavras das quais, algumas das vezes, não se consegue extrair uma conclusão clara.
Comunicação:
O que aqui está em causa não é a competência de João Gabriel a qual é incontestável, mas a necessidade de alteração da estratégia de comunicação. O que temos vindo a verificar há décadas, é que a postura de sobriedade, de responsabilidade, de elevação, de coexistência pacífica que tem vindo a ser adotada pelos Dirigentes do Benfica, não tem grangeado o reconhecimento quer institucional quer jornalístico quer público que merece. Ao invés, a postura provocatória, acintosa, jocosa, intimidatória, chantagista e oportunista, colhem as simpatias hipócritas e temor gerais - salvo honrosas exceções - dos que sempre encontram justificações patéticas para a cumplicidade ou cobardia.
Quanto à presença de RGS em “O Dia Seguinte”, aparentemente, não percebe o que está em causa! Com todo o direito de participar em eventos do género, está em desvantagem perante interlocutores formalmente desvinculados dos seus clubes e por isso, com maior liberdade de argumentação, da qual poderá resultar prejuízo para a dignidade de um titular de um órgão do clube. Estaria bem entre pares, o que não é o caso.
Ao referir que  “as intervenções sobre o futebol devem ser feitas em primeiro lugar, por quem vive o futebol por dentro”, mostra grave défice de perceção da gestão desportiva. Os Técnicos devem manter-se à margem de polémicas, totalmente concentrados no seu trabalho, tal como os Atletas. Outra entidade, nomeadamente o Diretor Desportivo, Vice-Presidente ou Presidente deverão assumir essa responsabilidade conforme a importância de cada caso.
A propósito dos alegados “Bufos”, atestou RGS a idoneidade, competência e empenho dos mesmos na causa Benfiquista, parecendo ignorar que é sempre difícil a um Benfiquista aceitar tal situação, abrindo-se um fator de dissenção entre adeptos, da qual beneficiam os adversários. Há certamente Benfiquistas igualmente competentes para os mesmos cargos, com a vantagem da criação de sinergias benéficas para o clube.
Há pois que mudar, gerir os outputs informativos com inteligência em benefício do clube, estabelecer parcerias com entidades com posições de relevo na comunicação, falar aos adeptos a partir do futebol mas para além deste, dirigir observações, sugestões ou reivindicações aos órgãos das instituições desportivas ou de política desportiva. Enfim, alargar o universo dos destinatários e dos temas, sempre nos padrões característicos do Benfica, não bastando  o anunciado propósito de antecipação.
Direitos Televisivos:
Indicia a intenção da Direção decidir conforme os desejos dos Adeptos, manifestando o seu empenho pessoal, deixando porém em aberto todos os cenários. Aceito que, por enquanto, não seja oportuno abrir o jogo. Mas volto a dizer; renovar com a Olivedesportos, NÂO, por dinheiro nenhum! Nenhum dinheiro paga a dignidade de um Benfiquista. Rua com essa gente.
FPF, Liga de clubes e posicionamento global do Benfica:
Sabemos quais os princípios que o Benfica defende para o futebol, mas, o que está em causa é a estratégia seguida para os alcançar. Acreditar na capacidade dos novos titulares da FPF para a sua prossecução, como se viu, foi um erro grave.
“Se -  quem foi eleito com o voto do Benfica - não tem vontade, capacidade querer, desejo, ou, no limite, interesse, em que não se repitam “Apitos Dourados”, então que se demita”; “Talvez tenhamos de começar a dizer em público o que sempre dissemos em privado”; “voemos então - nos tempos que aí vêm - como…águias”. Estas afirmações de RGS, apesar de revelarem a intenção de mudança de estratégia, mostram uma grande indefinição e insuficiente determinação quanto à forma de o fazer. Há que perceber de uma vez por todas que o peso do Benfica neste domínio, depende da capacidade persuasora de todo o seu universo. Ninguém prestará a menor atenção às reivindicações dos nossos Dirigentes se não forem acompanhadas de “poder” adequado. É este poder dissuasor que tem que ser construído, sem violar os grandes princípios que norteiam o nosso clube.
Considero muito grave a subestimação da influência de personalidades titulares dos órgãos do grupo FCP na envolvente condicionadora do futebol, como faz RGS, tal como a negação da convergência político-partidária com os interesses desportivos do mesmo grupo, e bem assim, o défice de conhecimento que revela quanto à possibilidade de constituição do Conselho Consultivo do clube, demonstrando-se assim, a efetiva ausência de nova estratégia, por parte da Direção do nosso clube. Assim não vamos lá!
Relativamente ao afastamento de investidores da estrutura acionista do Benfica, não está em causa a violação das regras do mercado! Está em causa sim, termos entre portas um dos maiores inimigos do Benfica, detestado por todos os sócios, convictos que tal personagem tudo fará em benefício do nosso adversário! Está em causa a coesão entre Benfiquistas e entre estes e os Dirigentes da SAD e do Clube! Não perceber isto é um erro de palmatória! Ora precisamente, o que se espera de um Presidente do Benfica é capacidade para encontrar investidores com interesse efetivo em defender o Benfica e para persuadir os acionistas indesejados de terem acesso às decisões estratégicas da SAD, a vendê-las. E não me venham falar em amizades pessoais ou dívidas de gratidão. A união dos Benfiquistas está acima de tudo isso.
Relativamente à UEFA disse RGS: “…será um caminho a seguir, se o desmando continuar, na próxima época”! Isto é que está aqui uma açorda hem? Mas o desmando vai continuar! Não tem a UEFA nalgumas das suas comissões; nomeadamente de arbitragem - tinha que ser -, na de anti-doping e outra que não recordo, elementos com fortíssimo vínculo ao FCP? Esse projeto já devia estar delineado! Um grupo de Dirigentes de mais alto nível da SAD já deveria ter exigido uma reunião com os Dirigentes da UEFA para tratar desse assunto! Estão à esoera de quê? Quem quer ganhar tem que se antecipar ao adversário! É uma regra chave do futebol que também se aplica à gestão empresarial.
(Continua)

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Como se define Traição?


O expresso de 28 de Janeiro de 2012, na secção reservada às autarquias, publicou uma crónica da autoria da jornalista Ângela Silva - avsilva@expresso.impresa.pt -com o título “ VICE DE RIO QUER REGIÃO PORTO EM 2013”, a qual passou despercebida, apesar da sua grande relevância para o futuro de Portugal. A cronista refere que, Castro Almeida, Vice-Presidente de Rui Rio na Junta Metropolitana do Porto “…decidiu pressionar o Governo a eleger diretamente, no máximo até 2014, um presidente para o Grande Porto, que passe a mandar em 16 municípios.”  E continuando, terá dito Castro Almeida: “A ideia é encarar a Área Metropolitana como uma cidade com 16 Municípios, da Póvoa a Oliveira de Azeméis; ninguém terá legitimidade para governar esta grande cidade sem ser eleito diretamente (não pode ser um funcionário).” Mais terá dito Castro Almeida; “…que essa eleição deve ser ou já em 2013, com as autárquicas ou numas eleições específicas em 2014.”

Prossegue a cronista; “isto não cola com a reforma administrativa que o ministro que tutela as autarquias prevê passar a lei, em Julho. Miguel Relvas defende a criação de 25 supermunicípios no país - 23 comunidades intermunicipais e duas áreas metropolitanas - que farão uma gestão integrada dos meios e competências das câmaras. Mas Relvas diverge de Castro Almeida em dois pontos essenciais: defende que os novos administradores sejam eleitos indirectamente pelos autarcas e diz que este passo é para dar a médio prazo; cinco ou seis anos.”

E prossegue: “Castro Almeida contrapõe que “falar em anos, só se não se quiser fazer nada”. E diz que as novas entidades, além de “eleitas diretamente, deviam entrar em funcionamento, já com as autárquicas.” Mais adiante atribui a Castro Almeida a afirmação de que, o seu único objetivo é cumprir a obrigação de combater o centralismo napoleónico.

Opina a cronista que esta manobra poderá visar a criação de um lugar para Rui Rio ocupar após o final do seu mandato, garantindo assim a subalternização de Menezes caso se candidate e vença as eleições à Câmara Municipal do Porto. Lugar de relevo nesta estrutura ser-lhe-ia reservado ou a Marques Mendes, seu grande amigo no PSD.

E prossegue; “o projeto que está em marcha, nasceu, curiosamente, por incentivo de Miguel Relvas.” Terá dito Castro Almeida: “ há um mês e tal, o ministro reuniu-se com a Direção da Junta Metropolitana do Porto e desafiou-nos a apresentar propostas de transferência de competências das câmaras para uma nova estrutura. “E nós resolvemos levar o desafio a sério” terá explicado o autarca. Encomendaram dois estudos, um de direito comparado sobre formas de governo em cinco cidades europeias (duas capitais e três segundas cidades), e outro à Faculdade de Economia do Porto, sobre incidências económicas. A ideia, terá garantido Castro Almeida; “é, nem mais um cêntimo, nem mais um funcionário.”

Segundo Castro Almeida, as competências a transferir seriam: “a gestão das escolas secundárias, dos centros de saúde, dos transportes, da oferta cultural e da promoção turística (no fundo, vender a marca Porto).” Nas 18 câmaras da Grande Lisboa, o autarca diz “haver um consenso alargadíssimo para um projeto similar. Sendo sua convicção que “não é fácil um ministro contrariar isto.”

Meu comentário:

Tudo isto se passa nas costas dos Portugueses! Não pretendo aqui e agora tomar posição acerca da Regionalização, mas oponho-me desde já a manobras políticas que venham a colocar a Nação perante situações de facto, potenciadoras de graves conflitos sociais. Pretender eleger diretamente o eventual futuro Presidente da Região Porto é tentar balcanizar Portugal, algo a que me oporei, aqui, agora e sempre.

É esta a bandeira do FCP!  É esta a razão primeira e última da escassez de sucesso desportivo do nosso querido Benfica! Querem à força, maximizar a marca Porto, mesmo que à custa das práticas vergonhosas que vieram a lume no processo do apito dourado, mesmo que à custa da unidade da Nação, confundindo covardemente, os interesses da cidade com os do Futebol Clube do Porto. Mas que conveniente foi o apagão do Boavista e do Salgueiros!

Viva o Benfica!

Viva Portugal uno!












Soltemos o Grito da Revolta!


Comentadores desportivos de todos os quadrantes, salvo raras exceções, e até governantes, no ativo ou retirados, tecem encómios ao crónico campeão do cómico campeonato de futebol português. Entronizam com suas loas dirigentes  fossilizados, com sintomas de grave sociopatia e Benfica fobia, por alegados méritos de espúrias e repetidas vitórias, apesar das frustrações e dos escombros das suas vidas extrafutebol. Hipócritas, covardes ou cúmplices, parecem considerar que todos permaneceremos mudos e que continuaremos a aceitar passivamente a ignomínia que se instalou no desporto português graças à Democracia Totalitária que se verifica na nossa Pátria. 

Foi sem espanto que soube pela imprensa, da nomeação de Pedro Proença para a final da Liga dos Campeões e para o Europeu de futebol. Não creio que tenha sido coincidência o facto de esta notícia ter saído a público logo após a confirmação do campeão desta época. Eu sei que, apesar de nos dizerem que vivemos num Estado de Direito, ninguém poderá provar que a nomeação se deveu ao contributo dos seus erros grosseiros para a definição do campeão, tal como ninguém poderá provar que tais erros grosseiros foram cometidos a troco da nomeação anunciada. E também sei que, se provas houvessem, por mais claras que fossem, as subtilezas do nosso aparelho judicial logo as tornariam inúteis, transformando o proclamado e reclamado Estado de Direito em algo mais primitivo que a Justiça das tribos analfabetas que ainda habitam o planeta. 

Mas…como disse o outrora poeta; não há machado que corte, a raiz ao pensamento, porque é livre como o vento, porque é livre!  

Nenhum foguetório me impedirá de pensar e dizer o que penso. Penso que esta nomeação demonstra a profundidade e amplitude da corrupção no futebol português. Agora já não é necessária a célebre fruta, nem rebuçadinhos, nem cafezinhos, nem quinhentinhos, nem aconselhamento matrimonial. Nem é preciso falar com quem quer que seja. Os eventos acontecem espontaneamente perante a candura dos crónicos beneficiários, e a recompensa não falha.

Já referi em outras ocasiões, que não considero nem a UEFA nem a FIFA entidades idóneas para a gestão do futebol. Perante a solidez dos mecanismos de corrupção, estas entidades nada mais fazem que esboçar uns pífios anúncios de combate à fraude desportiva, conscientes da sua impotência e revelando-se aos olhos do grande público como cúmplices por omissão.

É minha convicção inabalável que o Porto tem um forte e multifacetado lóbi nos comités da UEFA,  cuja ação se traduz nestas nomeações. Nomeações, porque Benquerença também disfrutou de igual prerrogativa. Erros de palmatória decisores de campeonatos, sempre em detrimento do Benfica e em benefício do Porto, parecem ser a chave para o sucesso da carreira internacional dos árbitros portugueses. 

Acho que tal sucede por cobardia dos responsáveis da UEFA e da FIFA, pois estou convicto que têm medo dos argumentos do lóbi portista. Já do Benfica, não parecem ter medo nenhum, talvez porque não tem lóbi e confia na capacidade das hierarquias desportivas assegurarem a Justiça das provas, punindo exemplarmente os trafulhas; os ladrões do suor e do dinheiro alheios.  

A agravar a incompetência dos organismos uefeiros, assistimos revoltados ao guilhotinamento da, apesar de tudo, brilhante carreira do Benfica na Liga dos campeões em curso. Não aceito, que ao nível dos quartos-de-final, com todo o esforço,  prestígio e os milhões de euros em jogo, se apresente uma equipa de arbitragem incompetente, prejudicando o mesmo contendor nos dois jogos. Perante isto, concluí que a passagem do Benfica não é conveniente aos interesses que a UEFA parece proteger. 

Por tudo isto, vejo esta nomeação, antes de mais, como uma provocação ao Benfica e a todos os Benfiquistas, com a mensagem de que teremos que nos conformar com o atual estado do desporto, que dura há já trinta anos. Lealdade e vergonha, são conceitos cada vez mais estranhos nesta patética Democracia Totalitária, onde o Direito deixou de ser referência. 

Considero que é hora de unir todos os Benfiquistas na defesa do Benfica e da Democracia, libertando o grito de revolta que nos afoga a garganta. Portugueses Benfiquistas de todas as tendências desportivas ou políticas, de todas as regiões geográficas, de todos os estratos sociais, de todas as classes profissionais, unamo-nos em defesa do nosso clube e da nossa Pátria.  É hora de relativizar o mito da elevação e da democraticidade! Quando querem destruir o nosso clube, os nossos sonhos, quando nos querem amordaçar e obrigar a beber o fel da prepotência temos que deixar as divergências de lado e enfrentar os “inimigos” olhos nos olhos, braço no braço. 

Viva o Benfica! 

Viva Portugal Livre!




quarta-feira, 9 de maio de 2012

As faixas do faxismo, eu e o Benfica!

Quando o aparelho da propaganda azul começou a anunciar que as faixas de campeão já tinham sido compradas, parecendo referir-se ao Benfica em virtude dos 5 pontos de avanço que este detinha sobre o 2º classificado, estava, efetivamente, a fazer um exercício de hipocrisia, visto que, as vicissitudes que se seguiram no campeonato parecem mostrar à saciedade, que quem as tinha efetivamente comprado fora o campeão do costume! Nada que não “soubéssemos” já!

Nada deverá desviar a nossa atenção das fragilidades próprias em todas as vertentes; desportivas, técnicas e directivas, identificando falhas e sugerindo soluções, porém, tais debilidades, nunca por nunca ser deverão impedir-nos de identificar, denunciar e combater a descriminação de que o Benfica e os Benfiquistas têm sido vítimas quer dentro quer fora das quatro linhas!

Estou convicto de que a queda desportiva do Benfica foi planeada pela “exemplar estrutura” com “a competência” que lhe é, transversalmente e verticalmente, reconhecida! Quanto a mim, foi a sua influência na estrutura da UEFA que proporcionou a realização do jogo com o Zénit em condições adversas tais que dizimou física e mentalmente os nossos atletas! Tal como estou convicto de que o lance que lesionou o nosso “Eusébio Branco” - como José Augusto chamou a Rodrigo - não foi ocasional! Não sei se foi encomendado ou não mas que fez um jeitaço à “exemplar estrutura, isso fez!

A seguir, foi sempre “a aviar” erro grosseiro atrás de erro grosseiro, jornada após jornada, com os protagonistas habituais, até à almejada e imerecida conquista de mais um campeonato! Tudo perante uma comunicação social amorfa, castrada, conivente, hipócrita e covarde, salvo exceções, pronta a entronizar como heróis os condenados por tentativa de corrupção, com a anuência ativa dos titulares da tutela! De quem tem a obrigação de afastar do desporto todos os que manipulam a verdade desportiva a seu belo prazer, constituindo mais um exemplo da famigerada “Democracia Totalitária”.

Esta crónica foi gizada muito antes da bateria de perguntas elaboradas por todos os cronistas do NG - coordenadas pelo Geração - e endereçadas ao Dr. Rui Gomes da Silva, que parece tê-las solicitado em jeito de desafio. Tal não me impede de aqui publicar as minhas preocupações principais quanto à gestão do Benfica e os seus fundamentos.

Espero que esta iniciativa do Dr. RGS revele um interesse sincero pelos pontos de vista dos Benfiquistas e não constitua apenas uma estratégia para “calar” os contestatários.

Reconciliação: A minha participação no NG, mostrou-me que há uma forte divisão, aparentemente insanável, entre Benfiquistas, da qual beneficiam, apenas, os nossos adversários! Por isso, a primeira recomendação que faço aos Dirigentes do Benfica é a de promover a reconciliação entre Benfiquistas e a sua união na defesa das causas do Benfica! Tal desiderato consegue-se dando aos Benfiquistas, oportunidade efectiva de se pronunciarem, relevando a sua participação e salvaguardando as matérias que, para efeitos de eficácia de resultados, não devem ser tornadas públicas! Para isso, há que implementar um processo de comunicação eficaz, idóneo e regular. É imperativo resolver o tema dos NN! Há que ouvir os seus membros e promover as condições que, sem violar as referências do Benfiquismo, termine com a forte hostilidade que parecem ostentar contra a atual Direção e previna eventuais ilícitos, susceptíveis de provocar graves danos ao clube à SAD e ao Estado de Direito!

Oposição frontal ao status quo: A postura de “coexistência pacífica” e responsabilidade que tem sido trilhada pela Direção, constitui um contributo para a pacificação e credibilização do futebol, bem como para a viabilização económica do mesmo, conforme apanágio do Benfiquismo e no pressuposto de que, tal atitude, geraria reciprocidade por parte dos adversários e reconhecimento quer dos comentadores desportivos, quer dos titulares de cargos das tutelas desportiva e política. Como se tem visto desde há trinta anos, tal não se tem verificado! Apenas se constata que a “nova ordem” no desporto introduzida pela “Democracia” implica a discriminação do Benfica e dos Benfiquistas! Parece que a paz política e desportiva só será possível desde que a equipa da “exemplar estrutura” ganhe, seja por covardia, seja por interesse político. Entendo por isso que a Direção deve implementar uma estratégia de oposição frontal a todas as forças que promovem a descriminação do Benfica e dos Benfiquistas, mobilizando todos estes para todas as batalhas que o Estado de Direito permita! Só os Benfiquistas poderão defender o Benfica! Ninguém mais o fará!

Fim aos vasos comunicantes: Defendo intransigentemente o afastamento dos órgãos sociais do Benfica F.SAD, de todos os acionistas que detenham posições em clubes rivais, como é o caso da Sportinvest e da Somague! Quanto a mim, são, nada mais nada menos, que “cavalos de tróia” no Benfica, na medida em que, nada nos garante que não passem informações de natureza estratégica para os nossos adversários, sendo que, tal suspeita já foi abundantemente mencionada pela CS, sem identificação de responsáveis!

O Benfica é dos Benfiquistas: O Benfica detém 70% do capital da BenficaFSAD, Considero por isso, que deveria ser constituído um Conselho Consultivo no clube, formado por Benfiquistas de referência com forte envolvimento socioeconómico, propostos e eleitos em Assembleia Geral, com capacidade efectiva de fazer lóbi pelo clube. De igual modo, considero adequada a constituição de um Conselho de Supervisão da Sad, que reflita proporcionalmente a posição de cada acionista, defina e monitorize as grandes linhas de orientação estratégica.

Estabilidade: apesar de discordar de algumas opções táticas da equipa Técnica, considero que a estabilidade é necessária ao crescimento da competitividade desportiva salvaguardando o apoio efetivo dos atletas. A maior crítica que posso fazer à equipa Técnica consiste na reincidência de erros conhecidos que por vezes nos tem custado caro. Neste âmbito, reitero a confiança em JJ e recomendo a inclusão na equipa Técnica de um Benfiquista ex-Atleta de créditos firmados, conhecedor do futebol nacional e internacional e dinamizador da mobilização dos Adeptos, por exemplo; Álvaro Magalhães!

Direito Desportivo: Defendo que o Benfica deve criar e desenvolver elevada competência nesta área através de uma pequena equipa de especialistas com conhecimento profundo e atualizado da matéria, disponíveis para escrutinar tudo o que ocorre neste âmbito nas superestruturas afins e de interesse direto ou indireto do Benfica. De igual modo, esta equipa deverá escrutinar as propostas de projetos seja dos executivos seja das oposições, dos Governos ou Câmaras Municipais de Lisboa e do Seixal, e ter capacidade de elaborar projetos neste âmbito, que permitam aos Dirigentes do Benfica apresentá-los e discuti-los com aos vários agentes políticos. A

cção política: Estatutariamente está vedada a ação política ao Benfica! Mas não aos Benfiquistas! É minha convicção inabalável que é neste domínio, associado ao económico, que se estabeleceu a diferenciação discriminadora do Benfica e dos Benfiquistas, dada a minha convicção, sustentada pela natureza de alguns titulares das suas estruturas, de que, a supremacia desportiva do grupo FCP, serve os interesses políticos dos três partidos do poder, permitindo-lhes alavancar a sua promoção. É minha convicção inabalável de que é este o nó górdio do Benfica! Vejo o grupo FCP, como veículo de uma organização político-económica que usa o futebol para atingir os seus fins, num processo designado em linguagem empresarial, win-win! Já o Benfica, é apenas um clube de futebol sustentado por uma enorme massa de populares heterogenia, sem ambições políticas outras que não sejam conviver fraternamente em Democracia efectiva. Estando vedado estatutariamente, e quanto a mim, bem, o exercício da ação política ao clube, nada impede que as suas estruturas, direta ou indirectamente, esclareçam os adeptos e acionistas da SAD, das virtudes e vicissitudes dos projetos desportivos vigentes no país, das propostas em discussão e das suas próprias propostas, ajudando os Benfiquistas eleitores a fundamentar opinião, traduzível na sua decisão de voto, nos vários atos eleitorais. É, quanto a mim, a forma de desatar o nó górdio com que “os democratas” nos manietaram!

Direitos Desportivos: Reitero o que tenho referido; por dinheiro nenhum deverá renovar-se o contrato de cedência dos direitos desportivos do Benfica com a Sportinvest nem cedê-los a qualquer entidade com ligações diretas e indiretas aos nossos adversários. A Sportinvest serve os interesses do grupo FCP, “parasitando” e delapidando, o património imaterial do nosso clube! Como tal, é persona non grata no clube ou SAD, na medida em que, simboliza o ascendente portista sobre o Benfica! Em último caso, atribuam-se os direitos à Benfica TV, financiada, por exemplo, através da emissão de títulos a subscrever pelos sócios e entidades insuspeitas na defesa dos interesses do Benfica. Não faltarão clientes nas cinco partidas do mundo.

Comunicação Social: Ao longo das últimas décadas, vi como a máquina de propaganda portista foi ganhando posição dominante na comunicação social através da qual veicula a sua estratégia de “intoxicação” da opinião pública e fomenta a hostilidade ao universo Benfiquista. Este é um terreno no qual o Benfica tem que agir, conquistando posições nos órgãos de comunicação de relevo, seja gerindo a emissão de informação, a compra de espaço-tempo seja estabelecendo parcerias estratégicas com entidades fiáveis através da BenficaSGPS! É um projeto de fundo que exige competência específica e uma perspetiva de médio-prazo no âmbito da mobilização de todo o universo Benfiquista já referido anteriormente.

Recrutamento de atletas: Esta é uma valência da maior relevância para o equilíbrio económico do Grupo Benfica, que se traduz em três fases; comprar, valorizar e vender! Verificaram-se nos últimos anos assinaláveis progressos, particularmente nas últimas duas fases, sendo que é necessário otimizar a compra; comprando menos e melhor! Neste departamento há que perceber em definitivo as causas da recorrente perda de atletas de grande nível técnico para os adversários e elaborar um plano de as neutralizar. Não podemos continuar a perder para os adversários, atletas que pela sua qualidade técnica fazem a diferença desportiva!

Recrutamento de Técnicos: Esta é uma matéria fraturante! Os Benfiquistas precisam de perceber muito bem, porque é que esta Direção tem recrutado pessoas com histórico de ligação a clubes rivais em detrimento de Benfiquistas de idêntica competência! Tal prática tem alimentado uma das estratégias de propaganda adversária mais eficazes, que consiste em instalar a dúvida entre os Benfiquistas da efectiva lealdade do atual Presidente ao seu clube! Tal dúvida, tem de ser definitivamente afastada esclarecendo sem reserva os sócios e adeptos. Amizades pessoais: Os dirigentes do Benfica devem manter totalmente estanque as suas relações pessoais do universo Benfica! Os amigos do Benfica são os seus sócios, adeptos e alguns acionistas, não os amigos pessoais de quem quer que seja, incluindo os do Presidente! Cada coisa no seu lugar!

Financiamento: Os sócios e acionistas precisam de saber até que ponto a entidade financiadora do grupo Benfica, o apoia, e se condiciona os atos de gestão quer do clube quer da SAD. Julgo saber que o BES financiou o arranque do projeto do Grupo Sportinvest nos média, razão suficiente para não confiar nele! Deverá encarar-se sem tibiezas a possibilidade de refinanciamento através de outra entidade, negociando condições financeiras mais favoráveis e salvaguardando a independência de gestão do Grupo Benfica.

Passivo: É da maior importância definir e calendarizar um projeto de amortização do passivo sem prejudicar a competitividade desportiva da equipa sénior, optimizando todas as competências desportivas e Administrativas quer do clube quer da SAD. Árbitros: A indústria de futebol não deve estar sujeita aos recorrentes e frequentes erros grosseiros de arbitragem que definem o sucesso ou insucesso desportivo e financeiro de alguns clubes em detrimento de outros. Está demonstrado à saciedade que os órgãos desportivos não têm revelado competência para gerir este setor, decisivo na vida dos clubes e sustentabilidade do futebol. Por tudo isto entendo que o Benfica deve defender a profissionalização total da arbitragem bem como a transferência do processo de formação, nomeação, e classificação dos Árbitros, para uma entidade neutra, escrutinável pelas instituições Democráticas como por exemplo, o Instituto Nacional do Desporto.

Fair-play desportivo: A insustentabilidade financeira de alguns clubes associada à prática corrente de cedência de atletas entre clubes do mesmo escalão constituem um fator de corrupção por vezes “visível” a olho nu pelos adeptos mais experientes! Defendo por isso o efetivo fair-play desportivo e a impossibilidade de cedência de atletas nas condições já referidas.

Código de ética: Defendo a elaboração e submissão a aprovação em Assembleia Geral de um código de ética e conduta, vinculativo dos sócios do clube à referência cívica apanágio do Benfiquismo, como a legalidade, a lealdade e o respeito institucional e pessoal respectivamente aos órgãos do grupo Benfica e seus titulares, bem como Funcionários, Técnicos e Atletas, com sanções aplicáveis aos prevaricadores em processo de inquérito sumário.

Liderança: Já aqui defendi e reitero a afirmação de que considero o actual Presidente do Benfica o melhor Dirigente Desportivo desta 3ª República. A sua obra fala por si e só por má-fé poderá ser ignorada ou relativizada. O défice de títulos verificado não resultou de incompetência desportiva, a despeito do cometimento de equívocos vários, mas das graves vicissitudes de minam o futebol Português e que determinam os campeões não em função da competitividade desportiva dentro das quatro linhas, mas da capacidade de condicionamento da ação dos vários agentes que, fora ou dentro do terreno de jogo, podem decidir o seu desfecho. P

or tudo isto, é minha convicção que, por si só, nada resolve a mudança de Dirigentes, no atual quadro em que se move o futebol nacional. Porém, os Benfiquistas, precisam de um líder decidido a levantar a “bandeira da revolta”, capaz de mobilizar todos os Benfiquistas numa luta sem tréguas pela defesa do Benfica e da Democracia! Luiz Filipe Vieira deve pois refletir acerca da sua disponibilidade para assumir este pendão! Benfica ou morte!

Viva o Benfica!

Viva Portugal Livre!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Autoridade da Concorrência

Quando em 14 de Janeiro de 2012, na sequência das declarações de António Oliveira produzidas na imprensa nacional a propósito das eleições para a FPF, fazendo uso das prerrogativas Democráticas que nos assistem, submeti à Autoridade da Concorrência e DCIAP, uma exposição sobre o tema, solicitando a abertura de um processo de averiguações, tinha consciência das reduzidas probabilidades de sucesso. Porém, surpreendi-me hoje ao receber resposta da Autoridade da Concorrência. Esta entidade, fez o que lhe competia, o que não é pouco, nos dias que correm! Agradeceu o contributo que lhe permitiu melhorar o conhecimento do funcionamento do setor, cotejou os factos apontados com a legislação em vigor e reenviou a exposição para onde entende mais apropriado; o Ministério Público, visto que, no seu entender, os factos expostos, poderão envolver atos do foro penal. As minhas expetativas continuam a ser muito baixas, no entanto, não deixa de ser gratificante que, pelo menos esta instância, tenha dado sequência às preocupações cívicas de um cidadão comum. Caso haja entre nós alguém com conhecimentos jurídicos para conferir a sustentação do argumentário expresso pela Autoridade da Concorrência, agradeço a sua colaboração, manifestando desde já a minha disponibilidade para o que for necessário – dentro das minhas possibilidades. Na verdade, não estou convencido, uma vez que, perante o senso comum, os factos apontados, indiciam violação grosseira da sã concorrência, no caso em apreço. Por outro lado não posso deixar de estranhar que, tendo a matéria em causa a ver com o futebol nacional, a resposta tenha vindo precisamente no dia em que ficou definido o campeão da prova em curso no primeiro escalão! Fiquei com a ideia que houve a preocupação de não provocar instabilidade na prova! Devo dizer ainda que, após o desempenho de ontem na TVI 24. No programa “Olhos nos Olhos” com Judite de Sousa e Medina Carreira, onde interveio o Presidente (salvo erro) da Autoridade da Concorrência Dr Manuel Sebastião, mudei a péssima opinião que tinha dele, pela clareza das explicações que deu sobre o preço dos combustíveis, prestando um excelente serviço público. Resta-me aguardar a reacção do Ministério Público esperando que, igualmente, cumpra o seu dever de garante do Estado de Direito, pois, neste caso, não é apenas o nosso clube que está em causa, mas as condições do exercício de toda a atividade desportiva profissional, e não só, em Portugal. E assim poderemos conferir o funcionamento das instituições e formar a nossa opinião, traduzindo-a no momento do voto, dando-a previamente a conhecer aos candidatos a funções políticas. Viva Portugal Livre! AB