Desporto

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Magno Catulo; Comando na Guiné


Magno Catulo

Bolama em 11.06.67,

...Tó, pois tu andas sempre a mandar-me dizêr que tenha muito cuidado com os turras pois por vezes não é o cuidado mas sim a traição espero que compreendas porque se for por cuidado nunca á azar mas que Deus faça vontade ao teu desejo que eu compreendo que só seria bom para mim mas tem coragem que eu também a terei.

...Já fiz três operações no mato ainda ontem cheguei de fazer a terceira...

Bolama em 28.05.68,

...Tó, pois daqui por mais uma semana já estou em Bissau se Deus quizêr pois antes vamos estar uma semana no mato que é para contar com o treino operacional e depois Bissau é aquela máquina.

Bissau 10.07.68,

...tu sabes que só daqui por mais três meses que recebo o prémio de quatrocentos escudos pois por enquanto só estou a receber 190 escudos...

Bolama 30.07.68,

...Pois cá chegou ontem o Uige com mais três mil e quinhentos homens cá para a guêrra. Pois entre os quais encontrei o Pedro que é o filho desse que é mestre e lhe chamam o chapa tu deves saber quem é e encontrei também o caniceiro da Figueira que é precizamente aquele rapaz que namora com a filha do João Neu a mais nova espero que conheças e estive tambem com um rapazito que é o Vitor da P. de Buarcos ou seja o filho da muda.

Tó Zé, pois por cá morreu-nos um camarada e dois feridos mas foi um acidente embora tivêce sido no mato pois foi com uma granada que ele deixou cair da arma e então explodiu e é claro morreu e tivemos dois feridos. Pois estive cá a bordo dum barco que se chama Alexandre Silva  onde anda o Barreto. Pois estive com um tipo que é muito amigo do meu irmão João anda sempre com ele e é também da Figueira chama-se Travassos é o segundo Oficial de máquinas e mora na rua de Buarcos nº 5...

Bissau 10.08.68,

...Tó, pois quanto a isto nós viemos a uns oito dias do mato onde nessa operação que demorou apenas 18 horas nos matamos dezassete turras e apanhámos trêze armas e trouxemos vinte e seis prêzas entre mulheres e turras e é assim. Pois só agora lamento apenas a suceder com o meu pai porque já está dessa idade e para mim é terrível se lhe acontece alguma coisa comigo aqui na Guiné pois faço votos para que melhore.

Cortima 24.08.68,

...eu por cá vou andando mais ou menos bem de saúde felizmente embora neste momento me encontre isolado no mato.

...pois eu já mandei dizer à tua mão para mandar as coisas pelo pedrito que vai agora aí passar um mês de férias e depois neça altura passa aí por casae traz-me as coizas.

...estou numa província que se chama Cantima pois estamos a oiticentos metros da fronteira com o Senegal que é o Centro dos turras mas por enquanto ainda não nos vierão chatiar mas se vierem cá estaremos para lhes dar uma boa dose de chumbo e algumas granadinhas que é bem bom para eles até gritão. Pois vou aqui estar trinta e cinco dias depois seguimos para Bissau novamente onde os caminhos estão muito minados pois é assim...

Bissau 27.9.68,

...Pois eu já me encontro em Bissau já a sete dias mas eu já saí da companhia de comandos porque andei à pancada com um furriel onde lhe parti um braço e então fui expulso.

...Tó Zé, pois amanhã tenho de ir ao médico porque ando àrasca dos entestinos ando a obrar puz e sangue pois é das comidas e das águas daqui isto dá a todos são bichos.

Adeus espero a tua resposta

Mas que pouca vergonha é esta?

Então a Câmara de Odivelas atraiçoa o clube da Terra estabelecendo um protocolo com uma entidade, sem considerar outras entidades interessadas e envolvidas no processo?
 
E os decisores da Câmara são, simultâneamente, deputados e membros de um órgão da entidade com quem foi estabelecido o protocolo?
 
E fica assim?
 
Então e  que faz a Admistração Geral do Território?
 
E que faz o Benfica?
 
Não se pode impugnar a decisão Camarária e exigir a abertura de um inquérito?
 
A atual Direção do SCP, mostra, com mais esta atitude, a massa de que é feita.

 
 (In O diabo de 22 de Janeiro de 2013)
 
"...O Sporting Clube de Portugal arrancou com as obras do Estádio Arnaldo Dias, em Odivelas, infraestrutura que será a casa da equipa B leonina que, esta temporada, tem utilizado o Etádio Municipal de Rio Maior."
 
"...Um protocolo que tem gerado imensa polémica já que a autarquia é acusada de ter retirado os espaços ao Odivelas FC para os ceder ao Sporting, sem ter ouvido outras propostas, nomeadamente a do Sport Lisboa e Benfica."
 
"...Alheio às intrigas está o SCP que, com a conclusão desta obra, passa a ter, em Odivelas, a casa da equipa B de futebol, assim como das equipas de futsal e andebol, uma vez que o estádio Arnaldo Dias está situado ao lado do Pavilhão Multiusos de Odivelas. Outra das infraestruturas cedidas, durante 20 anos ao clube verde branco."
 
"...O Sporting vai criar um Centro de Alto Rendimento de Atletismo Integrado, nos terrenos cedidos do anteriorComplexo Desportivo de Odivelas FC...."
 
"...O Presidente da Junta de Odivelas , Vitor Machado, foi das vozes mais críticas, por a autarquia não ter consultado também o Benfica."
 
"...Acho esta situação estranha e lamentável, por várias razões. Primeiro porque a Junta de Freguesia não foi ouvida neste processo e segundo, porque, inicialmente, estavam em negociações com o Benfica e depois apareceu o Sporting", apontou o autarca.
 
"...Deixa-se o Odivelas que é um clube da Terra morrer, para previlegiarem o acordo com um determinado clube. Será que procuraram saber se havia outros clubes interessados e até em condições mais vantajosas para o Concelho?" Pergunta Vitor Machado.
 
"...Um grupo de sócios do Odivelas FC já contestou o acordo entre a Câmara local e o Sporting e reinvindica a posse de parte dos terrenos do Complexo de Porto Pinheiro, onde os leões pretendem construir um pólo desportivo."
 
"Isto é uma história mal contada. A atitude do Município foi intempestiva", afirmou à agência Lusa o porta-voz do grupo de sócios do Odivelas, José Moreira, sublinhando que existe um plano para "reerguer o clube", que está em processo de insolvência.
 
"Alguns dos sócios lembram ainda que há deputados e vereadores da autarquia que fazem parte do Conselho Leonino e que estiveram envolvidos na decisão - facto que condenam por considerarem haver conflito de interesses."
 
"Temos provas de que o antigo palacete da Quinta do Porto Pinheiro e os jardins circundantes foram doados ao nosso clube. É com estes elementos que nos vamos apresentar na sessão da Assembleia Municipal", declarou José Moreira.
 
AB
 
 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Paços de Ferreira-Benfica (0-2/Taça de Portugal)


Dizem-me que o  nulo da 1ª parte refletiu o que se passou no relvado, com oportunidades de ambos os lados. Já no 2º tempo vi um Benfica tranquilo e humilde procurando os caminhos da baliza adversária. O empenho e talento habituais do honrado Paços  não foram suficientes para travar o furação Sálvio & Cª. Um eixo defensivo tremendo, um trinco ao melhor nível, alas perfurantes e eixo ofensivo matador. Muito bom o 1º tento aliando a força e técnica do Sálvio ao sincronismo de Lima; sincronismo a virtude sem a qual nada funciona numa equipa de futebol. Excelente gesto de Rodrigo no 2º, num belo remate de pé esquerdo em zona frontal rodeado de defesas contrários e oportuníssimo John, na recarga, a balançar a rede com grande serenidade. Felizmente que Aimar começou a rodar saindo a equipa incólume da inevitável falta rotação após longa paragem.

A atração de mais espetadores ao futebol, passa, também, pela melhoria qualidade dos estádios. Não é possível proporcionar bons espetáculos em campos pequenos como é o da Mata Real. Espetáculo é o objetivo do futebol e não outro.

Cosme Machado esteve ao seu nível, que é o da fruta fora de prazo.

Agora venha a 2ª mão e depois a final, no Jamor e para ganhar. Pena o calendário adotado ser irrazoável.

AB

domingo, 27 de janeiro de 2013

Mário Figueiredo


Apesar das reservas que o atual Presidente da LPFP me suscita devido a anteriores ligações a dirigentes e consultores "nortecoreanos", admito que tem prosseguido com coragem o quase solitário caminho de desmantelamento da nefasta influência do universo olividesportos no futebol luso. 
 
Com a conivência de múltiplas entidades apostadas na construção do Portugal Novo - o Portugal dos trafulhas -, assegurando o monopólio dos direitos das transmissões desportivas, aquela entidade tem vindo a encher os seus cofres com recursos que deveriam ser canalizados para os clubes.
 
Ao contrário, impondo os calendários dos jogos, esvazia os estádios, ganhando espetadores do seu canal desportivo, que lhe permitem maximizar as receitas publicitárias, enquanto lança os clubes na indigência, tornando-os presa fácil do kim jong ill cá do burgo.
 
Com toda uma vasta panóplia de recursos, desde cedência ou aquisição de atletas, fornecimento de técnicos e dirigentes, controle institucional e dos juízes de campo, o dinossauro-mor do pédibol, aspirante a herói da sua rua, rápidamente sateliteliza os clubes do seu agrado, fomentando o antibenfiquismo primário  perante a cobardia generalizada.
 
Diz Mário Figueiredo (em o CM 26.01.2013): "É impossível gerir o espetáculo do futebol sem controlar diretamente as transmissões televisivas e as respetivas receitas."
 
Mais à frente: "...Até agora as regras têm sido ditadas pelo operador em ter grandes assistências de TV em detrimento das assistências nos estádios."
 
Ainda: "Há uma figura central nos últimos 15, 20 anos: Joaquim Oliveira, que tem controlado os fluxos financeiros no futebol, acumulando centenas de milhões de euros, que deveriam pertencer aos clubes, numa situação de abuso de posição dominante em prejuízo dos clubes e dos consumidores. Nos últimos tempos, a sua posição tem sido coadjuvada por um seu antigo funcionário, atual presidente da FPF, e por um senhor ministro da tutela, que, numa espécie de concubinato, têm servido para a perpetuação de um sistema ilegal e injusto."
 
Declarações assombrosas que justificam o benefício da dúvida relativamente ao autor das mesmas. Simultâneamente, revelam uma importante alteração no xadrês político do futebol. Com efeito, há um alargado grupo de clubes que reclama independência, afrontando quem os tem esmagado financeira e desportivamente. O futebol português necessita dela, sob pena de definhar até à irrelevância. Pode ler-se no mesmo trabalho; "perderam-se 300 mil espetadores nos estádios!"
 
O Benfica, principal vítima do domínio branco mercê do estado de periclitância financeira em que também caíu num passado já distante, solitário resistente e combatente  dos usurpadores, tem novos argumentos ao seu alcance, que importa não menosprezar.
 
Urge pois, aprofundar o conhecimento do projeto de Mário Figueiredo e seus apoiantes, sopesá-lo em toda a extensão, identificar áreas de convergência que permitam aumentar a probabilidade de sucesso da luta pela restauração da dignidade  ao futebol e aos clubes, para que possa voltar a valer a pena ver um espetáculo de futebol sem o estigma da revolta e do ódio.
 
A recente tragédia no egipto deveria constituir motivo de reflexão para todos os incentivadores da intolerância desportiva bem como para os que têm obrigação institucional de punir os crimes de incentivo ao ódio e à violência.
 
Quanto à tutela, já percebemos que o atual ministro parece estar alinhado com os atuais mandantes da bola, desde logo pela determinação que se lhe percebe em retirar ao Estádio Nacional a realização da final da Taça de Portugal, com as velhas alegações de falta de condições de higiene e segurança! Nem kim jong ill, teria feito melhor. Bom seria que Alexandre Mestre e Passos Coelho percebessem que não somos parvos.
 
AB 
 

Braga-Benfica (1-2)


Foi um Benfica personalizado, confiante,talentoso e solidário que entrou no Municipal de Braga. O supercriativo Gaitan no miolo, alas potentíssimas e ponta de lança de barba rija foram escaqueirando a defensiva Bracarense. Matic, apoiado pelo príncipe da bola de seu nome Enzo Pérez, tratavam da recuperação e do início da construção. Luizão imperial, mandava na defesa apoiado por um cada vez melhor Jardel. Melgarejo está um senhor defesa-esquerdo e Maxí apresentou-se em melhor forma. Artur disse presente quando foi preciso e não teve responsabilidade no golo.

Foi assim durante toda a primeira parte que rendeu dois belos golos dos virtuosos Gaitan, John, Sálvio e Lima, onde à visão e qualidade técnica de Gaitan responderam Sálvio e Lima com garra, força e talento; com o tempero de que deveriam ser feitas todas as vitórias.
 
Já na segunda parte o Benfica mudou a estratégia  para registo controle que custou um golo e muita aflição. Uma velha dificuldade que tarda em ser superada, aconselhando moderação no uso deste modelo. Estou convicto que deveria ter sido mantida a dinâmica inicial procurando o terceiro; depois então passar-se-ia ao modelo contenção.

Tenho uma simpatia especial pelo Enzo. Muito evoluído técnicamente, é um lutador solidário não regateando esforços na apoio defensivo; fala pouco, não gesticula, não discute...simplesmente...joga e faz jogar! Bravo!

Lima parece decidido a apostar no fabrico de chapéus de belo recorte. Desta vez porém o lance aconselhava progressão e bomba ou finta sobre o guarda-redes. Teria sido fenomenal! Cansado para um sprint de 40 metros? Uma fézada?

Gostei de ver o Urreta entrar a tempo de ainda fazer umas boas arrancadas. Tenho uma grande fézada nele; temos jogador. Igualmente, gostei que o Kardek tenha pisado o terreno de jogo; é um incentivo ao trabalho. As qualidades estão lá; necessitam de ser buriladas, em especial a leitura de jogo.

O Braga mostrou a qualidade que lhe vem sendo habitual; bom modelo de jogo, boa dinâmica servida por atletas de boa craveira técnica. Emergiu na segunda parte sobrepovoando o meio campo,com pressão alta e muita iniciativa nas alas. Muito bem a visão e passe do Eder passando o esférico a centímetros da cabeça do Jardel entregando-o de bandeja ao avançado Pedro que, com excelente receção e controle, fez o golo, fazendo subir os niveis de ansiedade entre nós, Benfiquistas. A expulsão do central, retirou-lhes argumentos táticos mas não os impediu de criar perigo até final.

Não sei porque caíu Lima no lance da expulsão. Parece ter sido desiquilibrado pelo defesa, mas não vi contacto algum; será que houve? O Árbitro falhou alguns cartões a atletas do Braga incentivando-os ao jogo faltoso, funcionando algumas vezes como central e armador desta equipa. Nada, porém, comparável às já tradicionais cenas das equipas de arbitragem nestes jogos. Terá sido ocasional ou será uma tendência? A ver vamos!

Ocorreu-me que o castigo de dois meses com que Luisão foi agraciado pela FIFA está a influenciar o campeonato podendo mesmo ser decisivo. É necessário que a FIFA conheça as consequências do seu gesto. Os jogos e as competições devem resolver-se dentro das quatro linhas e não nos corredores do poder.

Gostei da sobriedade das declarações de Jorge Jesus e da referência que fez à coragem dos adeptos do Benfica para verem o jogo. As autoridades têm que pôr mão nos bandidos que por aquelas e outras bandas, espalham o terror entre os Benfiquistas!

Há ou não liberdade de circulação e de expressão em Portugal? Combate-se a homofobia, a discriminação religiosa, racial e política e permite-se promoção da cultura anti-Benfica? Em nome de quê?

AB
 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Doentias vitórias


Como se esperava, apesar do mau tempo, os norte-coreanos foram passear a Setúbal. Como se previa, regressado do descanso que deveria ter sido regenerador, Pedro Proença - o homem do ano para o “A Bola” - foi o juiz da contenda. Como se adivinhava, recorrentes incidências facilitaram o jogo aos do costume. Como manda a tradição, fora os pífios protestos de José Mota e alegadas altercações de indignados adeptos sadinos, os Dirigentes do Setúbal parece terem engolido silenciosamente as incidências do jogo.

Como é hábito, num ato que faria corar os censores de Salazar, alguns lances decisivos não foram mostrados nas “têvês” do regime. Como consta da doutrina norte-coreana, na semana que antecedeu o confronto, a comunicação social, qual obediente rebanho, tratou de alavancar o ruido saloio das hostes brancas destinado a sustentar, por antecipação, a trovoada desportiva que viria.

Convicto de que o acidentado desempenho de Proença constitui a esperada retribuição por recentes pífias distinções. Indignado perante a total incapacidade institucional de acabar com o estado de indigência e degradação em que vegeta o desporto nacional, em particular o futebol. Enojado perante os hipócritas rodriguinhos escrupulosos de quem tem obrigação de promover a irradicação do tráfico de influências no desporto relativamente aos publicamente conhecidos mentores desta lenta destruição, dei comigo a sentir pena!

Pena dos Adeptos do Vitória de Setúbal, pela tristeza de assistirem impotentes à humilhação do seu clube, consentida devido ao estado de indigência financeira crónica em que se encontra. Pena dos Atletas deste clube, que correm e lutam ingloriamente, impedidos de aspirarem, sequer, a uma derrota honrosa!

Pena dos Atletas do FCP, pela inacessibilidade à honrosa vitória; aquela que suscita respeito e admiração no adversário alimentando a autoestima do vencedor. Pena dos Adeptos do FCP pelo estado de carência que revelam aceitando vitórias manchadas, insuscetíveis de suscitar o respeito dos outros, incapazes de perceber que o valor dos troféus reside na forma como são conquistados.

Pena da indigência deste Portugal, de perpétua mão estendida, incapaz de reagir e punir os bandidos que, lentamente, inexoravelmente, lhe corroem os cofres e a alma em nome de uma nova ordem sustentada no ódio, vítimas de um ressentimento doentio, atávico, paradoxal, perante a retórica democrática emergente da vitória da “luta contra as trevas da ditadura”.

AB

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tempo corrido

 
Defendo há muito a importancia de o Benfica se constituir num centro do debate do desporto nacional. Tal requer a captura de competências multidisciplinares afins; massificação, modalidades, profissionalismo, espetáculo, regulamentação, sustentabilidade, contencioso, promiscuidade política, corrupção e seu combate, doping, etc. Tal desiderato só se conseguirá assegurando a colaboração dos mais competentes nas respetivas matérias, capazes de centrar os debates no essencial, sem medo de romper tabus e de promover confrontos profícuos. Tal como a histeria acéfala, a paz podre nada resolve.  
 
O programa "Tempo corrido" constitui uma excelente iniciativa neste domínio, carecendo de um salto qualitativo. O convidado de hoje foi o Secretário de Estado do Desporto Alexandre Mestre com Luis Filipe a entrevistar. Apesar da oportuna visita, as questões foram colocadas de forma amorfa sem que se percebesse com clareza os seus objetivos, deixando ao convidado todo o espaço para responder de forma inócua.
 
Não sei de que clube é o SED atual. Trata-se de um jurista e consta que é conhecedor da pasta, no entanto, há algo que parece não ter ainda percebido: A preocupação de equidistância não se coloca relativamente a entidades ineidóneas. A preocupação primordial é com a verdade, a leldade, a coesão nacional, a qualidade e o desenvolvimento do desporto Não deve haver pruridos relativamente a agentes de corrupção direta ou indireta . Não há corrupção boa e má. A verdade desportiva não deve fazer cedências às conveniências politicopartidáras.
 
Não vale a pena convidar quem quer que seja, sem estar disponível para tratar do que é essencial, com cordialidade, mas com clarividência e frontalidade. È necessário dizer não à paz podre e estabelecer roturas onde devem ser feitas. O Povo, em particular os Benfiquistas, tem que saber quem é quem! Quem olha para o desporto com fins lúdicos e sociais e quem o usa como instrumento de difusão de ódios, discriminação e de afirmação de um espúrio domínio, não reconhecido precisamente por ser imerecido.
 
Há que identificar os "craques" de cada setor e convocá-los para o debate; elencar os temas fraturantes, eleborar as perguntas, identificar os entrevistados e escolher o jornalista, o qual, depois de tudo muito bem estudado deve ir para o "combate" televisivo, com cordialidade sim, mas com firmeza e pronto a desmantelar tabus. É necessário que estes convidados sintam que não estamos a brincar e que queremos que cada um deles escolha o terreno e as armas do seu combate. Para todos sabermos quem é quem!
 
AB
 
 
 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Moreirense-Benfica (0-2)


A preocupação pelo desfecho do jogo prolongou-se até ao final da primeira parte. Chuva copiosa, adversário combativo, alguma lentidão de processos por parte do Benfica foram adiando a alteração do marcador. Uma arrancada à Sálvio culminada com remate forte e cruzado ao segundo poste pôs justiça no marcador, espevitando os cónegos, que se tornaram mais afoitos, sem no entanto criarem situações de perigo relevante. Melgarejo dava nas vistas, Luisão impunha a sua lei, Máxi mostrava-se ainda longe do seu standard, Gaitan - qual rato atómico - esburacava a muralha dos Moreirenses e Matic safava-se ao temido amarelo. E veio o segundo num movimento ofensivo primoroso a rasgar toda a defesa contrária, com Lima, a passe de Ola John a isolar-se e a fazer um magnífico chapelinho ao Ricardo. Caiu que nem ginjas!

Depois fez-se a gestão do plantel, com Cardozo a dar lugar a Rodrigo e Gaitan a Ola John.  Os bravos atletas do Moreirense bem se esforçaram mas não revelaram argumentos suficientes para bater a defesa encarnada. O terceiro tento esteve à vista por mais que uma vez, nomeadamente, no penalti prontamente não assinalado pelo inefável João Capela, o qual se mostrou complacente no capítulo disciplinar relativamente aos verde-brancos os quais, assim, foram abusando do estafado antijogo, característico do burgo.

Felizmente não houve lesões dos nossos e temos o Matic e o Luisão prontos para o Braga onde, certamente, alguém está a cuidar convenientemente das caldeiras, do sistema elétrico, e da segurança nos acessos ao estádio axa e ao relvado.

AB

domingo, 20 de janeiro de 2013

Tá armada com este ladrão!

As Papoilas do Biscai@: RODRIGO MORA BISA NO SUPERCLÁSSICO: Lá longe nas Américas, terras de índios e do melhor jogador de todos os tempos, Rodrigo Mora bisou no grande clássico argentino, com do...

Três candidatos um slogan?


O Porto aos Portistas?





O Porto aos Portistas?


 

O Porto aos Portistas?

 
 
BÉU, BÉU, BÉU!