"Quando aqui
cheguei a decisão já estava tomada pelo árbitro", observou, e negou
interesse em contratar Izmailov e Labyad (Sporting), mas não fez o mesmo em
relação ao central Reyes - está na rota do Benfica (ver pág. 32) -,
considerando-o "interessante". Abordou, ainda, as críticas às
arbitragens: "Fala-se sempre, enquanto existir o Gomes da Silva [vice do
Benfica]. Estar sempre a falar dos árbitros é ridículo e estúpido."
A preocupação de Pinto da Costa em
informar apressadamente os jornalistas de que nada tivera a ver com a decisão do
adiamento do jogo, revela a perfeita consciência que tem da convicção geral do
ascendente que detem sobre toda a estrutura do futebol, estrutura essa que não ousa contrariar
os seus explícitos ou implícitos desígnios. Revela ainda ser do interesse do
clube que dirige o adiamento do jogo com o Vitória de Setúbal, clube historicamente
amigo.
Acredito que tenha havido razões regulamentares
para o adiamento mas não confio no juízo de Pedro Proença que se tem revelado
condicionado em momentos capitais de alguns jogos que decidiram campeonatos em
favor do clube do engenheiro-chefe. E sei, sabemos todos, que o relvado encharcado
favorece a equipa técnica e táticamente menos dotada. A “exemplar estrutura”
não corre riscos, mesmo com adversários amigos. Por isso é “exemplar”. A
compulsiva e proverbial aquiescência das estruturas e agentes do futebol aos
seus insanos interesses constitui uma agressão a todos os outros
pseudoconcorrentes, impotentes ante tão revoltante discriminação desportiva.
Numa ilustração contundente, Joaquim
Oliveira protege Pinto da Costa dos pingos da chuva - não vá o Sr Pinto
constipar-se - e ao fazê-lo, ilustra o seu papel ao serviço da “exemplar
estrutura”; segurar o chapéu de Pinto da Costa, poupando-o dos pingos da chuva! Entenda-se; proteger o
clube da fruta de percalços financeiros, de adversários desalinhados, de comentadores
incómodos; garantir ao clube dos rebuçadinhos a docilidade dos adversários, a
anuência dos órgãos institucionais, a cumplicidade envergonhada ou descarada de agentes
políticos e judiciais garantes da impunidade geradora de indignação e revolta
dos Portugueses de Lei.
A negação
do interesse nos atletas do Sporting não convence os que não reconhecem a tal
personagem nobreza de caráter suficiente para respeitar um adversário em grave
crise desportiva e financeira, convictos de que, qual abutre, não hesitará em
tirar partido da desgraça alheia para a qual, afinal, deu precioso contributo,
ainda que indireto. O interesse por Reys
faz parte da obsessão visceral que tem pelo Benfica, mais fazendo supor ser este
clube o verdadeiro amor da sua vida.
Indignado com a “inoportunidade” das
críticas ao desempenho das equipas de arbitragem a quem o clube
dos chocolatinhos tantos títulos deve, atribuidas a Rui Gomes da Silva, mas não ao
ponto, suponho, de o mandar castigar com 11 meses de suspensão nem de o mandar espancar à porta de um qualquer restaurante do "seu" território guardado a seu contento por uma diligente PSP, o Sr Pinto
parece ter-se esquecido de que, muito antes do Sr Rui Gomes da Silva, já ele
era “catedrático” na matéria.
Em vez de dizer baboseiras, o Sr Costa
prestaria um excelente serviço ao futebol e aos Portugueses de Lei, se lhes
conseguisse explicar a razão pela qual só progridem na carreira os árbitros que
erram em benefício do seu clube. Parece que o Sr Costa só “consente” críticas a árbitros efetuadas por
si próprio ou pelos seus correligionários, revelando-se incapaz de entender a sua
crescente e inexorável insignificância à qual em breve se juntará o compulsivo
remorso, visto que ninguém pode ser feliz semeando ódio.
Faria bem o Sr Pinto, se esclarecesse as
dúvidas que pairam no espírito de muitos portugueses acerca das razões que o
levaram, há cerca de vinte a trinta anos, a recuar na sua decisão de abandonar o
futebol, que tão benéfica teria sido para quase todos.
É que, há quem recorde as notícias veiculadas na imprensa da época atribuindo
tal facto a um alegado pedido de última hora do Sr Guterres, por
escrito, propondo o estabelecimento de uma estratégia comum com vista à
regionalização, para a qual seria importante o seu contributo dada a sua
suposta capacidade de controle “politico-desportivo” dos adeptos do clube a
que preside e dos portuenses em geral. Eventos posteriores de natureza política parecem corroborar tal
tese e seria bom que esse assunto fosse esclarecido de uma vez por todas para
ficarmos a saber quem é quem, nesta debochada democracia.
Sr Costa, apesar de não faltar quem lhe
segure o chapéu, mais cedo que tarde a chuva cair-lhe-á em cima, libertando
finalmente o futebol do seu nefasto contributo.
Simpatizo com o atual Marítimo,
sobretudo pelo estilo do seu treinador, o Pedro Martins; competente,
respeitador e defensor do seu clube e respetivos atletas. Pôs o Marítimo a
praticar bom futebol mesmo após a contrariedade que representou a atribulada
saída do Kléber empenhando-se no seu
trabalho em vez de andar por aí a lamentar-se das contingências da vida de
Treinador. Os seus comentários ao jogo de hoje na flash-interview confirmaram a sua sobriedade, algo raro nos
treinadores portugueses, reconhecendo a superioridade do Benfica recusando a
desculpa fácil da grande-penalidade para justificar o peso da derrota.
O jogo iniciou-se numa toada
moderada, com o Benfica a assumir o comando da partida procurando chegar cedo
ao golo da tranquilidade. Apesar da posse de bola e dos sucessivos lances
ofensivos, tal como referiu Jesus, a dinâmica era algo pastosa tornando os
lances previsíveis confirmando o padrão característico desta época de frequentes
falhas de concretização por má qualidade do último passe.
Num lance algo fortuito mas
sempre ocorrível, como são todos os de bola parada sobre a área, o Marítimo faz
o 1-0 contra a corrente do jogo. Sem se perturbar, a equipa do Benfica
continuou a desenvolver o seu jogo com grande destaque para o jovem Matic, que mais parecendo ter quatro
pernas, aparecia em todo o lado, recuperando bolas e propulsionando a equipa
ofensivamente, onde o inevitável John fazia a cabeça em água aos pobres defesas
adversários, sacando naquele seu estilo blues,
sucessivos cruzamentos geralmente mal direcionados contrariamente ao que
lhe é habitual.
Foi assim que o golo do empate
surgiu com naturalidade e com qualidade desde a construção pelo neófito Gomes à
assistência in-extremis por Sálvio e
ao encosto fatal do inevitável Cardozo. Bem poderíamos ter chegado ao intervalo
a vencer pelo menos pela diferença mínima mas, quer o acerto da defesa
maritimista, quer a sorte do jogo da mesma, quer a falta de intensidade e
precisão nos lances por parte dos avançados benfiquistas, tal não sucedeu.
A equipa do Marítimo não trouxe o
autocarro; pressionou alto, colocando dois ou três jogadores na área do Benfica
e povoou bem o meio campo, tentando recuperar cedo a bola e impedir a
construção ofensiva adversária, trocando a bola com racionalidade e abrindo bem
a frente de ataque onde os extremos não raro faziam estragos, sacando alguns
cruzamentos bem venenosos. Porém, a superioridade técnico-tática da equipa do
Benfica foi-se impondo com naturalidade, encostando o adversário à sua área por longos períodos.
A sufocante dinâmica ofensiva
benfiquista acabaria por gerar o lance da grande-penalidade, concretizada pelo
Cardozo no seu novo estilo soupless, ficando
os maritimistas reduzidos a dez unidades, mais preocupados a partir de então em
evitar a goleada do que a tentar empatar a contenda, apesar dos esforços do
rápido Sami e do David Simão. Seguiu-se
o terceiro pelo matador da partida e o quarto, num lance de grande categoria concluído
a preceito pelo talentoso Rodrigo. Esperara o poker, que esteve ao alcance do Tacuara,
e torci pelo golo do Lima, que não se poupando a esforços, marcando ou não,
sempre faz mossa em qualquer defesa.
A equipa de arbitragem cometeu alguns
erros irrelevantes, face ao desfecho do jogo, mas que poderiam e deveriam ter
sido evitados; dois foras de jogo mal assinalados ao John e ao Matic (salvo
erro) em lances de grande perigo, fora de jogo não assinalado no lance de golo
do Marítimo, grande penalidade mal assinalada já que precedida de falta de Matic - puxou o braço ao defesa - e grande
penalidade não assinalada sobre Maxi
pelo Ricardo.
Faço votos para que a renovação
das equipas de arbitragem continue a processar-se, acabando o mais rapidamente possível
com as arbitragens assassinas, dos proenças, xistras, vascos, olegários,
elmanos, dias e quejandos, que atraiçoam o trabalho de Dirigentes, Técnicos e
Atletas, bem como as legítimas espetativas dos adeptos do futebol, ao decidirem
a sorte das contendas e das provas.
Fora com toda essa gente que há
décadas envenena o futebol graças à complacência de um país eminentemente
corrupto.
“Temos um campeonato muito difícil e a conjuntura
económica vai fazer com que o futebol português não vá ter tanta qualidade como
nos últimos anos", disse ontem Jorge Jesus. O técnico do Benfica frisou
que "muitos jogadores portugueses com qualidade" acabam por sair para
outros países, como a Roménia ou Chipre, por receberem mais, e vincou que esta
tendência se vai sentir cada vez mais no futuro.
"Às vezes oiço críticos perguntarem porque é
que o Rui Pedro está na Roménia e outro no Chipre ou Bulgária. Estão lá a jogar
porque esses países pagam três vezes mais do que em Portugal e o nosso jogador
médio vai sair para esses países", disse.
Depois, observou que as equipas de menor nomeada
vão sentir "cada vez mais dificuldades", mas manifestou-se convicto
de que os clubes vão encontrar soluções. "O povo português é muito
inteligente e vai procurar alternativas em outro lado, descobrindo jogadores em
outros mercados onde ainda ninguém lá chegou", vincou.”
Serenamente, aflorou-se-me ao espírito como se fosse uma
inevitabilidade o pensamento de que Jorge Jesus iria ser campeão europeu pelo
Benfica. Apesar da compatibilidade dos
notáveis pergaminhos do clube com este cenário, as conjunturas que desde há muito afetam o
futebol português e europeu fazem depender a conquista de títulos de outros
méritos que não os desportivos. De facto a corrupção desportiva é hoje uma
indústria altamente rentável para quem a pratica - ver “Máfia no Futebol” de Declan Hill, editora Saída de Emergência”
-, limitando-se as autoridades nacionais a um silêncio cúmplice ou
proporcionando aos tribunais os instrumentos necessários à absolvição dos
agentes da corrupção mais relevantes, na vã esperança de “lavar” a consciência,
tentando fazer crer aos cidadãos que o primado da Justiça lhes assiste
tratando-os como mentecaptos. Por outro lado, quer a UEFA quer a FIFA, entidades
altamente desacreditadas por sucessivos casos que têm
vindo a público, sabendo-se impotentes perante esta exemplarmente disseminada estrutura corruptiva,
vão lançando sucessivos planos de prevenção e combate do fenómeno, quanto a
mim, apenas para parecer que se preocupam. Se assim não fosse há muito que teriam
promovido a inclusão das tecnologias no jogo. Mas não; tais criaturas “corruptossáurias” entendem muito
doutamente que os erros de arbitragem, mesmo que grosseiros, ainda que
decisivos, ainda que denunciantes, fazem parte do jogo, pois proporcionam acesas
e apaixonantes discussões entre os adeptos, sobrelevando aqueles detalhes
ridículos eminentemente futebolísticos que costumavam deliciar os espectadores.
Entre a classe política
nacional vai-se instalando a “grave preocupação” da carência de futebolistas
portugueses nas formações nacionais, atribuindo-lhes a responsabilidade de tal
facto, enquanto anunciam “medidas” tendentes a corrigir esta “disfunção
desportiva”. Ignoram estas luminárias que tal se deve à livre circulação de
pessoas e bens no espaço europeu tornando inevitável a migração de atletas,
devido às tremendas diferenças salariais entre os vários países e fragilizando continuamente,
inexoravelmente, os clubes nacionais, grandes e pequenos, todos eles focados na
sustentabilidade financeira só possível pela rotação frequente de atletas, o
que impossibilita o desenvolvimento sustentado de qualquer projeto desportivo,
mesmo nos grandes clubes.
Graças aos atuais
dirigentes e à sua tremenda popularidade e prestígio, o Benfica conseguiu
reerguer-se e luta pela recuperação da sua inegável e desejável dimensão
europeia e mundial, contra uma estrutura que, inequivocamente, favorece o
projeto portista, beneficiando este de uma evidente convergência de interesses,
nomeadamente políticos e económicos, regionais e nacionais.
Voltando a Jorge Jesus,
é evidente que a espécie de “premonição” que me acometeu, emergiu na sequência do
evidente progresso do projeto desportivo que Jorge Jesus encabeça,
caracterizado pela coerência técnica implementada nos vários escalões e pelos
jovens valores que vão despontando oriundos da formação, que proporcionam
soluções desportivas de qualidade, estabilizando todo o projeto, também pela consequente
valorização económica global.
Jorge Jesus sabe disso,
interiorizou isso, adquirindo a serenidade necessária para desenvolver e
aperfeiçoar as suas ideias num projeto vertical. O Benfica cresceu com Jorge
Jesus e este...está a crescer com o Benfica. Tal realidade manifesta-se autonomamente,
instalando-se entre atletas, dirigentes, adeptos e…adversários, fazendo
renascer a temível mística Benfiquista, para desgosto do gerente de caixa e
seus correligionários.
Boa sorte para o
Benfica no jogo iminente com o Marítimo, equipa muito bem orientada e sempre
difícil de bater.
“…Este movimento, se
bem que tecnicamente bem executado, custou-me a morte do 1º grumete Manuel dos
Santos Barraca.
Imediatamente, da linha inimiga se destacaram alguns vultos que,
rastejando habilidosamente, tentaram ultrapassar os poucos metros que nos
separavam a fim de se apoderarem do corpo e respetiva arma, o que seria um bom
troféu de propaganda. Quase simultaneamente lançaram-se para a frente o
sargento Manuel da Costa André e o marinheiro Domingos António Botelho em
direção ao camarada caído, indiferentes ao chuveiro de balas que granizava
abundantemente, apenas preocupados em socorrer o irmão de armas. E, qual sólido
roble, com uma G3 debaixo de cada braço, o grumete Abrantes Pinto, de pé e
completamente a descoberto cobria o avanço do André e do Botelho com o fogo das
suas armas! Tudo se passava a escassos metros de mim, que, apesar das minhas
funções de comandante me obrigarem a abarcar toda a zona de ação, não pude
deixar de observar com um misto de espanto e orgulho o gesto daqueles homens.
Quando alcançaram o Barraca e iniciaram a sua evacuação, o Botelho foi atingido
mortalmente e caiu redondo no chão. Então, a minha gente, espontaneamente, sem
necessidade da mínima ordem, carregou energicamente e estabeleceu o perímetro
de forma a incluir o local onde estavam os dois camaradas mortos e o sargento
André que não recuava um centímetro. Não fiz mais do que os acompanhar,
extremamente grato pela sua coragem.”
(página 155)
Com o apoio tácito do Senegal e a
aquiescência de Oliveira Salazar às teses defendidas pela UNGP, em 11 de Agosto
de 1962 é enviada à Guiné uma missão chefiada pelo secretário de Estado do
Ultramar, Silva Cunha, para se encontrar uma plataforma de entendimento. Porém,
à última da hora, quando a delegação se encontrava já em Bissau, chegou ordem
de Lisboa para se suspenderem todas e quaisquer conversações. A UNGP viria a
ser dissolvida em 1963, ao deparar-se com o recuo de Salazar quanto à sua
decisão inicial de apoio ao movimento e a recusa de entabular negociações. A
decisão do Presidente do Conselho em suspender a iniciativa prendeu-se com a
criação da Organização de Unidade Africana (OUA), que passou a reconhecer os
movimentos ditos independentistas como os legítimos representantes dos povos
das “colónias” portuguesas e votou o governo de Portugal ao ostracismo.
(pág. 162)
(Amílcar Cabral, Palavras de
ordem Geral, cap. V) :
“Agir prontamente e com a maior severidade contra a tentativa de
deserção e contra os desertores …O desertor ou os que tentam desertar devem ser
desarmados, presos, julgados e punidos…A partir de agora, o desertor individual
ou o responsável ou responsáveis principais duma deserção coletiva devem ser
presos e condenados à morte. Se conseguirem fugir devem ser liquidados lá onde
se encontrem!”
(Alpoim Calvão):
E agora senhores desertores? Consciência tranquila? Nem o tecnicamente não
desertor Manuel Alegre escapava à pena de morte se lhe tivesse sido aplicada
esta justiça do PAIGC às suas actuações Argelinas!
Sei que muitos antigos combatentes do PAIGC não têm consideração
nenhuma por estes senhores. Antes admiram homens como o António Lobato que, em
sete anos e meio de cativeiro, soube resistir a todas as pressões, inclusive do
próprio Amílcar Cabral, para assinar um papelinho em que declarasse ser contra
a guerra dita colonial. Assinatura essa que lhe valeria a liberdade imediata e
transporte para qualquer país europeu. Senhores compatriotas deste Portugal de
quase nove séculos! Quem escolhem: o poeta Alegre ou o major Lobato? Honro-me
de chamar amigo a este Português de Lei…
Transcrevo ainda Cabral: “Levar a ação armada, com urgência aos meios
urbanos…bombardear mesmo as praças das vilas e cidades…”
Na escola de quadros situada na Guiné-Conacri, em palestras aos
dirigentes, Amílcar Cabral afirmava: “Dar um tiro a um tuga no caminho ou
emboscada é um ato político de primeira grandeza.” Para um amigo do Povo
Português não deixa de ser uma afirmação interessante.
(Pág. 169):
As praças começaram a refilar,
dando sinais de um evidente descontentamento, qua acabou por degenerar em
contestação aberta e num movimento semelhante à greve, atentatório dos mais
elementares princípios da disciplina militar, com a recusa em sair das
instalações dos famigerados bunkers para
comparecer às formaturas, aos serviços, etc.
Reconhecia Alpoim Calvão que a
proteção superior dos abrigos tornava a vida dos homens infernal. Mas
movimentos contestatários não os tolerava e resolveu o assunto com o argumento
que utilizava sempre com grande sucesso quando todos os outros se revelavam
ineficazes. Entrando no alojamento das praças mais recalcitrantes, berrou com
voz forte de comando, de quem não admite sequer a mais pequena hesitação:
- Saem todos imediatamente e formam lá fora. Quem não quiser vai jogar
à bofetada comigo. Depois estão à vontade.
Todos obedeceram e o incidente
ficou sanado.
(Pág. 183):
Horas depois, o ruido surdo de um
motor alerta os fuzileiros para uma embarcação, logo identificada como sendo do
PAIGC.
De armas aperradas, quando os
fuzileiros sentem que a embarcação está à distância de lhes não poder escapar,
largam com os botes do seu ancoradouro e arrancam a toda a velocidade ao mesmo
tempo que o comandante Calvão grita em francês ordem para parar as máquinas. A
recusa em obedecer veio através do crepitar das armas ligeiras pelo que, sem
hesitar, os fuzileiros lançaram-se ao assalto. Calvão, no afã da abordagem,
acaba por ver-se forçado a largar a sua G3, mas isso não o detém e sequer o faz
hesitar. Já a bordo, envolve-se em violenta luta corpo-a-corpocom o timoneiro do navio que prontamente
elimina e é com a arma arrancada ao inimigo, uma Simonov russa, que continua a combater. Sem demora, o reduzido
grupo de fuzileiros aniquila todos os focos de resistência e toma o controle da
embarcação. Foi um dos momentos mais marcantes da carreira militar de Alpoim
Calvão, que ainda hoje, passados que são tantos anos, guarda a arma que
capturou nesse combate.
(Pág. 184):
…É pois naquele ponto perdido no
meio do mar que foi deixado o comandante Calvão, sem ter necessidade de
qualquer armamento já que se encontrava muito longe de terra. Sucede porém que
aquela era uma posição recentemente cartografada, pelo que apenas se encontrava
assinalada nas cartas náuticas. Nas da Força Aérea nada constava e para as
aeronaves aquele ponto nada mais era do que mar imenso. Assim, os helicópteros andavam
a sobrevoar toda a costa da Foz do Cacine, não podendo supor que o seu objetivo
se encontrava naquele baixio tão distante. Entretanto, como o resgate demorava,
a maré que inicialmente se encontrava na baixa-mar começa a subir e a restinga
a ficar submersa, pelo que o comandante se ia aproximando cada vez mais do farolim.
A certa altura, e já com os pés molhados, nada mais lhe resta senão começar a
subir pela estrutura, mas quando olha para cima, percebe que não está sozinho: uma
enorme jiboia encontrara no farolim um refúgio seguro e, enroscada no seu topo,
observava atentamente o recém-chegado. A um e a outro resta apenas a partilha
do espaço, cada vez mais exíguo devido à subida das águas. Uma espera que teria
sido interminável não fosse a iniciativa do piloto de um dos helicópteros, que
alargara o raio de busca…
(Pág. 189) …Assim, o grande objetivo
preconizado por “A Solução do Problema da
Guiné” (autoria do General Spínola) resumia-se a duas linhas de força:
-
Acelerar a promoção económico-social da Província em equilíbrio com a promoção
sociocultural das populações autótones tendo em vista eliminar as causas da
subversão;
-
Ganhar o tempo necessárioe assegurar o
espaço vital para se atingirem em tempo útil os objetivos primários da política
nacional.
A conclusão deste documento não
deixa margem para qualquer dúvida, ao afirmar perentoriamente:
“O tempo corre a nosso favor na medida em
que formos concretizando os objetivossocioeconómicos,
que anulam as razões básicas da subversão. Portanto, caminhamos para a vitória
final e esta encontra-se perfeitamente ao nosso alcance.”
…A doutrina com que, entretanto, Amílcar
Cabral incentivava os quadros do PAIGC assentava em apregoar os malefícios do
colonialismoe as virtudes da luta de
libertação, bem expressas nas “Palavras de Ordem Gerais”, um opúsculo que o
Secretariado-Geral do PAIGC editara e difundira em Novembro de 1965.
O pensamento de Cabral aí
exposto, com a apregoada conceção humanista do seu autor a ser desmentida a
cada parágrafo, fazia a apologia da violência e do ódio, incitando à destruição
de tudo aquilo que os portugueses haviam construído, mesmo que fossem os frutos
de uma ação benéfica para o povo guineense:
“…A definição do Povo depende do momento que se vive na terra.
População é toda a gente, mas o povo já tem que ser considerado em
relação à própria história. Mas é preciso definir bem o que é o povo, em cada
momento da vida de uma população. Hoje na Guiné e em Cabo Verde, povo da Guiné
ou Povo de Cabo Verde, para nós, é aquela gente que quer correr com os
colonialistas portugueses da nossa terra. Isso é que é o povo, o resto não é da
nossa terra nem que tenha nascido nela. Não é o povo da nossa terra, é a população
da nossa terra mas não é povo.
…Portanto, a maior parte do nosso povo é nosso Partido. E quem mais
representa o nosso povo é a direção do nosso Partido. Que ninguém pense que lá
porque nasceu no Pico da Antónia ou no fundo do Oio, ele é mais povo do que a
direção do nosso Partido, mentira.
…Portanto, aqueles que têm amor pelo nosso povo, têm amor pela direção
do nosso Partido. Quem ainda não entendeu isto, não entendeu nada ainda.”
(Pág. 192)
“…Certo dia reparou que no livro
do DFE 8 se encontrava lançado um registo assinado pelo imediato da unidade, o
segundo-tenenteSanches de Oliveira, em
que ele referia ter dado ordens a um grumete para abrir um buraco no chão e que
este se negara, afirmando que não era para ser cavadormas sim fuzileiro que tinha vindo para a
Guiné.
“…Chamei o imediato e perguntei-lhe:
- Olha lá e tu o
que é que fizeste?
- Oh comandante -
respondeu o “Sueco” - ele não quis ir…
- Não podemos dar
uma ordem e permitir que eles não a cumpram. Eles têm de cumprir a ordem seja
lá de que maneira for.
- Mas comandante,
eu já não sabia bem como fazer…
Eu vou-te mostrar como é que se faz. Chama lá
o grumete. E veio o grumete. Então eu disse ao imediato:
-
Agora procede como fizeste da outra vez.
E assim foi. O imediato mandou buscar a enxada.
- Agora o que é
que disseste ao Grumete?
Sem esperar resposta, entreguei-lhe a enxada e disse ao grumete:
- Faz o que o
imediato te mandou e abre o buraco.
Ele não quis dar o braço a torcer e alegou:
-…ai…eu…não sei
quê…!
-Olha lá, tu tens
que cumprir as ordens, abre o buraco!
Renitente continuou a dizer que não abria. Eu então tirei-lhe a enxada
das mãos e parti-lhe o cabo nas costas e disse:
- Agora, com o
resto da enxada, abre o buraco!
E ele, imediatamente começou a abrir o buraco. Virei-me então para o imediato
e disse-lhe:
- É assim que tens
de fazer. Dás uma ordem (legítima), tens de a fazer cumprir.
O Talento de Miccoli continuará a ser recordado por todos os que tiveram o prazer de o presenciar, em especial os Benfiquistas.
Miccoli pertence àquela restrita categoria de futebolistas capaz de transformar o jogo numa festa covocando espontânea e maciçamente os espetadores restituindo-lhes a alegria que só a arte propicia.
Ainda não estou refeito da sua saída; deixou uma lacuna muito difícil de preencher dadas as suas características únicas.
Não cheguei a perceber porque saíu e ainda gostava de que tal fosse cabalmente explicado. Confesso que gostaria de o ver regressar mesmo em final de carreira. Estou certo que ainda nos daria algumas alegrias.
A seguir ao Palermo, foi o clube onde me
deu mais prazer jogar. Tive oportunidade de jogar na Liga dos Campeões, com
muitas vitórias e golos, e atuei ao lado de jogadores como Rui Costa, Nuno
Gomes e Simão. É uma camisola que guardo no meu coração e vou apoiar sempre o
Benfica", afirmou.
O avançado fez questão de incluir o
ex-companheiro Rui Costa no seu onze predileto: "Buffon, Thuram, Montero,
Ferrara, Balzaretti, Migliaccio, Liverani, Davids, Rui Costa, Miccoli e
Cavani".
A obra de arte correu mundo com o
avançado italiano, de 33 anos, a considerar este como um dos melhores tentos da
carreira, juntamente com… o golo acrobático que marcou em Anfield ao serviço do
Benfica, nos oitavos-de-final da Champions frente ao Liverpool, e que viria a
selar a qualificação das águias para a fase seguinte da prova em 2005/06.
“No Benfica, tivemos um grande ano na
Champions, fomos aos quartos-de-final e fomos eliminados pelo Barcelona. O golo
em Anfield está no pódio dos meus melhores golos, assim como este que marquei
ao Chievo”, afirmou o “pequeno bombardeiro” ao site “Palermo24”.
Ao ver a classe com que Artur, na
2ª parte, defendeu um remate de um adversário isolado já próximo da pequena
área, exclamei convicto: “vamos ganhar!”
Com este lance Artur incutiu nos
companheiros a determinação da vitória por lhes ter assim mostrado não só que
podiam confiar nele como merecia idêntica demonstração da sua parte. Tais mecanismos correm paralelamente às incidências das partidas e não poucas vezes as
definem relevando a importância das lideranças, dentro e fora de campo.
Acicatada pela desprestigiante criação de um ambiente especialmente hostil ao Benfica pelo seu
Presidente e consciente da importância desta partida para as suas aspirações
neste campeonato, a equipa do Sporting
fez o que lhe competia; assumiu o jogo pressionando no meio campo, trocando bem
a bola, abrindo a frente de ataque sempre com Capel
muito irrequieto bem encostado à linha e sem marcação procurando meter
a bola jogável no ponta de lança, notando-se algum atabalhoamento na
movimentação ofensiva.
O Benfica, encarou o jogo de
forma paciente, com excessiva lentidão e lateralização, com um meio-campo
demasiado permeável, onde o jovem André e o determinado Matic não conseguiam suster as investidas do adversário e o sempre
esforçado Máxi não acertava com a
marcação ao Capel muito por falta do
apoio de Sálvio.
Um infantil erro defensivo custou-nos um golo; ao tentar
ajudar os centrais na recuperação do esférico, Máxi deixa Capel solto
junto à linha o qual, num primoroso cruzamento, devolveu o esférico a Wolsfinkel
que este com um remate fulminante tipo "folha seca" introduziu na baliza sem que Garay
ou Artur o conseguissem deter, aquele chegando atrasado, este não o vendo partir.
Não entendi a passividade com que
os jogadores do Benfica se movimentavam, nem a desarticulação das movimentações
e temi o pior…até à já referida defesa do Artur e, valha a verdade, ao susto no
poste direito. Mantendo a racionalidade tática, os nossos atletas aumentaram
a dinâmica, destacando-se Sálvio e, sobretudo, Ola John, que naquele seu estilo gingão mas talentoso e
persistente, ia “arrancando” sucessivos e excelentes cruzamentos que sempre
constituiram uma das melhores gazuas ofensivas.
Foi assim que surgiu o empate
num excelente cruzamento da esquerda, com o corajoso Tacuara a meter a cabeça à bola, entre dois defesas contrários, num dos quais
aquela tabelou antes de “descobrir” o desejado caminho da baliza. Dizem que foi
um golo a meias, dizem que ouve intervenção do braço de Cardozo, mas eu digo que foi mérito deste, por estar no sítio certo
e ter a tido a coragem e o engenho de intercetar a bola de forma incontrolável
para os defesas adversários.
Com a serenidade que caracteriza
as grandes equipas, mantendo a toada do jogo, com o Sporting a tentar reagir mas
já sem forças nem engenho, foi num lance de garra e talento que Máxi apareceu, fulgurante, na área, rematando forte e cruzado, para
defesa…de um defesa adversário!….Milagre! O árbitro viu e assinalou a falta
expulsando o infrator! Notável!
Desta vez o Tacuara foi Cardozo e com serenidade surpreendente, bateu o brioso
Patrício num bonito gesto futebolístico. No terceiro golo, Cardozo foi Tacuara,
surgindo letal no coração da área para concluir o lance com uma tremenda “paulada”
de cabeça, respondendo a primoroso cruzamento de… Ola John, não tendo outro
remédio Patrício senão ir ao fundo da baliza buscar o esférico. Foi o golo da tranquilidade.
Realce ainda para Gaitan por ter
feito a cabeça num “molho de brocas” aos defesas do Sporting, durante o tempo em
que esteve em campo.
Dei comigo a tentar descortinar a
razão da não utilização de Gaitan no
jogo com o Barcelona, logo ele, que é talhado para os grandes jogos! Admiti
então que a declaração de Jesus da assunção de prioridade ao campeonato em
detrimento da Liga dos Campeões é verdadeira, lembrei-me também que há quem pense
que o Benfica tem que ganhar cá dentro antes de o fazer lá fora e ocorreu-me ainda que,
na estratégia para este jogo, Jesus apostou no desgaste físico dos atletas
adversários e na inevitável desarticulação do seu futebol.
Quanto ao árbitro, julgo que não
há erros graves a apontar-lhe, embora me tenha parecido demasiado permissivo
nalgumas entradas dos verde-brancos.
E para terminar recomendo ao gabinete jurídico do
meu clube que apresente à FIFA um projeto de atualização das regras do jogo de
forma a contemplar para todas as equipas, dois guarda-redes; um principal, outro
secundário. Talvez assim melhore o espetáculo, tornando o jogo mais transparente,
apelativo e rentável…para todos! É que o sistema já está implementado por cá e com excelente resultados para o único clube da história do futebol português condenado por corrupção.
E...sim, senhor Filipe António Pereira, Pinto da Costa anda a gozar não só com Luis Filipe Vieira, mas com todos os portugueses honrados, incluindo benfiquistas e jornalistas, constituindo um dos mais contundentes exemplos da falência de um regime que se pretendia Democrático para vergonha de todos.
“Jorge Casquilha considera que o árbitro
Vasco Santos não assinalou uma grande penalidade «flagrante» a favor do
Moreirense, no jogo com o FC Porto
«Há um ´penalty` flagrante que não foi marcado, quando o Pablo Oliveira remata
e a bola embate na mão do defesa direito do FC Porto. São lances normais no
futebol, mas o árbitro não marcou», afirmou o treinador, em conferência de
Imprensa.”
E lá vão mais dois pontos para o
bornal, tal como aconteceu no anterior jogo do beneficiado com "os amigos do Braga".
Enquanto isso, ao Benfica já foram subtraídos esta época quatro pontos devido a
“erros grosseiros” de arbitragem.
O futebol espelha o descontrolo
em que se encontra o país e a mentira do “Estado de Direito Democrático”, razão
maior dos nossos males. De facto, apesar da afirmação à saciedade do primado da
lei, não há universalidade na sua aplicação devido ao condicionamento do
aparelho judicial e processual pelos espúrios poderes dominantes.
Mais grave é o conformismo que se
vai instalando, traduzido na aceitação generalizada da violação da lei quando aqueles
poderes são os beneficiários. É o que se passa no futebol! Até parece que os
árbitros sofrem de uma espécie de doença do foro visual que posso designar por “síndroma
da visão seletiva”, já que não me passa pela cabeça que recebam instruções do
Presidente do Conselho de Arbitragem para beneficiar um dos concorrentes do Campeonato
Nacional, embora tal “doença” possa ser provocada pela capacidade persuasora
dos referidos poderes dada a aparente impunidade de que disfrutam (até
tem graça; fruta, frutar, disfrutar!).
Há muito que defendo a
necessidade de o Benfica se preparar para uma tomada de posição drástica, que
abane o futebol da alto a baixo, dada a discriminação de que é vítima desde há
décadas por parte dos organismos que gerem o futebol e da indiferença das
instituições tutelares, que, hoje como ontem, ignoram ostensivamente esta
realidade.
Apelo aos nossos Atletas e
Técnicos para que se mantenham concentrados e determinados na sua tarefa de
jogar bem e ganhar, seja em que circunstância for.
Segundo refere o CM de 7.12.2012,
pág. 35, Tito Vilanova terá dito que a entrada de Messi no jogo Barcelona-Benfica
por 30 minutos se ficou a dever ao facto de se tratar de um bom jogo-treino.
Claro que o apuramento
prévio do Barcelona para a fase seguinte retirou intensidade ao seu jogo permitindo
a rotação de alguns jogadores mais influentes e a proteção de Messi. No entanto, o que me parece é que
o elevado nível de jogo apresentado pelo Benfica, suscetível de brindar a
equipa da cidade condal com uma goleada histórica, obrigou Vilanova a fazer
entrar Messi, que equilibrou a partida
enquanto esteve em campo. Estas declarações refletem, nem mais nem menos a necessidade
que sentiu de justificar o ascendente desportivo exercido durante quase todo o
jogo pelo Benfica e demonstram a sua falta de cavalheirismo ante o nobre
adversário.
Edgar Carioca:
O excelente atleta do Spartak de Moscovo, supostamente,
referiu a um jornalista de um diário desportivo Brasileiro, a propósito de uma
esperada oferta de um incentivo por parte do Benfica para o jogo que disputaram
com o Celtic, que o seu telefone não
tinha tocado.
Esta, parece ser uma prática
corrente no futebol, ainda por cima, cumummente aceite tratando-se de incentivo
para ganhar. Ficámos assim a saber que tal não se verificou por parte do
Benfica; e não é que o primeiro golo do Celtic
resulta de uma falha de interseção do esférico, infantil, por parte de um defesa
do Spartak? E não é que o segundo
golo do Celtic resulta de uma grande
penalidade de origem duvidosa e despropositada? Edgar Carioca, por sinal, não referiu se tocou o seu telefone da parte do Celtic.
Leonardo Ralha:
Na sua coluna “Dia a Dia” do CM
de 07 de Dezembro de 2012, este cronista faz um indireto elogio à extraordinária
defesa de Artur aos pés de Messi - em
que lhe tirou o pão da boca” com grande classe - referindo-se previamente às “oito
papoilas apavoradas” que teriam sido ultrapassadas pela “superestrela”.
Leonel Messi perfuma o fastidioso futebol da sua equipa com a magia
da criatividade, velocidade, controle de bola qualidade de passe e simplicidade, perante
o qual, qualquer defesa de qualquer equipa do planeta que queira vencer, fica apavorada;
no entanto, proeza idêntica fizeram Ola
John, Lima e Rodrigo, algo a que
Leonardo Ralha parece não ter reparado.
A intenção de desvalorizar o desempenho
dos atletas do Benfica é óbvia, também pela referência que faz ao facto de o Barcelona
ter deixado alguns titulares no Banco. Leonardo Ralha parece convicto de que
esta equipa só conta com onze jogadores excelentes, enquanto parece crer que todos
os vinte e sete (salvo erro) atletas do plantel do Benfica são igualmente
preponderantes na equipa.
O despeito costuma ofuscar a inteligência descredibilizando até
os mais dotados.
UEFA:
“Nesse contexto, não há nos estádios de
futebol espaço para qualquer tipo de discriminação. Vamos, por isso, continuar
a lutar contra ela de forma incansável, com toda a nossa força, juntamente com
os nossos parceiros e com todos aqueles que, como nós, acreditam que a
diversidade nos torna mais ricos e não mais pobres.” Declarações de Platini no
site da UEFA.
A data do jogo Sporting-Videoton
a contar para a Liga Europa foi alterada para ontem devido ao mau estado do relvado provocado pelas intensas chuvadas que se
abateram sobre Lisboa na data inicialmente marcada.
Compete aos titulares da
organização das competições de futebol garantir que os jogos se realizem
respeitando todos os legítimos interesses em jogo, como é o das equipas em
confronto. A padronização do terreno de jogo é condição essencial para garantia
da equidade desportiva, seja nas características dimensionais, seja na
constituição do terreno, seja no seu estado de conservação ou textura.
Forçar uma equipa a jogar em
relvado sintético ou em terreno congelado contra adversários rotinados nele é
discriminá-la, diminuindo-a, estabelecendo diferenciação relevante
na igualdade de oportunidades.
Tal foi o que aconteceu à equipa
do Benfica na Liga dos Campeões esta época contra o Spartak e na anterior
contra o Zénit; no primeiro caso, jogando pela primeira vez em relvado
sintético e no segundo sobre placa de “betão”, perdendo ambos os jogos com adversários
inferiores com a agravante de, no segundo caso, ocorrer lesão grave num dos
seus melhores atletas devido não só à violência agressão do colega adversário como também ao
estado do terreno.
À UEFA não basta parecer preocupar-se
com a equidade e propagandea-lo, tem de lutar por ela todos os dias com
inteligência e determinação independentemente dos interesses que possam ser
afetados e impor esse mesmo comportamento às federações nacionais, em vez de, hipocritamente,
fechar os olhos, claudicando perante esses mesmos
interesses.
Reunido em sessão extraordinária, o Conselho de Administração do Zaratustra presidido pelo conhecidíssimo Presidente Honorário TERRA BURRO, em virtude da grandiosidade do momento, decidiu criar o PRÉMIO ZARATUSTRA FRADALHO, para assinalar o enésimo castigo exemplar do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol a uma individualidade do "subsersivo" Benfica, neste caso, ao seu exVice-Presidente Dr Rui Gomes da Silva, por ter tido a desfaçatez, a imoralidade, a petulância de manifestar públicamente as suas dúvidas quanto à atuação dessa sumidade galáctica da arbitragem que dá pelo nome de Carlos Xistra e do seu digníssimo chefe Sr Vitor Pereira, o qual, como todos os "grandes chefes" nunca comete erros que prejudiquem o Benfica não reconhecendo qualquer relevância à perda de dois preciosos pontos deste clube, por erros grosseiros de arbitragem, no jogo em causa; Académica Benfica (2-2).
Com este excelso e corajoso gesto, o digníssimo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, fez cumprir o sagrado direito consuetudinário estabelecido há décadas pelo mostrengo da paróquia, sem o qual, esta, sucumbirá exaurida.
PRÉMIO ZARATUSTRA FRADALHO
Uma esperança nova alumia as nossas almas pois a partir de agora não restam dúvidas de que esta exemplar estrutura jamais deixará sem castigo nenhum incendiário de estádios, nenhum vendedor de fruta, rebuçadinhos, chocolatinhos nem mesmo de café com leite; nenhum gerente de caixa, nenhum conselheiro matrimonial, nenhum incompetente, corrupto ou não, que contribua para transformar o futebol na farsa que é desde há décadas.
Fundamentação da histórica atribuição do PRÉMIO ZARATUSTRA FRADALHO, sancionada pelo GRANDE TERRA BURRO:
Castigos aplicados por órgãos da FPF a Dirigentes, Técnicos e atletas do Benfica:
Luis Filipe Vieira; 45 dias de suspensão logo na abertura do Campeonato,
Jorge Jesus; 15 dias de suspensão no decurso do campeonato,
Rui Gomes da Silva; 10 meses de suspensão por declarações "imprópriamente impróprias" e 1 mês por não comparecer à convocatória da digníssima instituição caracterizada pela punição compulsiva e habitual do Benfica,
Luisão; 2 meses de suspensão aplicados pela FIFA após prestimosa assessoria dos órgãos da FPF,
Enzo Peres; 1 cartão vermelho, punido com 1 jogo de suspensão,
Máxi Pereira; 1 cartão vermelho punido com 1 jogo de suspensão (salvo erro),
Cartões amarelos; menor rácio faltas/cartão detido pelo Benfica.
Tudo somado e arredondado, foram "à viola" 4 pontinhos, negando ao Benfica o comando isolado do campeonato em curso.
Calma; ainda nem estamos a meio do campeonato!
IRMÃOS, DEMOS GRAÇAS, ENTOANDO ESTE BELÍSSIMO CÂNTICO DE
Um resultado frustrante, apesar da
boa exibição da equipa do Benfica, em pressão alta desde o início
do jogo, disputando a bola em todo o terreno, sobretudo durante toda a primeira
parte, impedindo o adversário de praticar o seu temível taka-taka, soltando-se facilmente
em manobra ofensiva em toda a largura do terreno. Foram do Benfica as melhores oportunidades
do jogo, algumas delas flagrantes, falhadas, quer por intervenção do
guarda-redes adversário - fantástico a desviar os remates colocadíssimos de Nolito e de Ola John -, quer por défice
de execução dos avançados.
De facto, a equipa do Barcelona,
jogando sem vários titulares tal como o Benfica, não conseguiu impor o seu
futebol, vendo-se os seus jogadores obrigados a correr atrás da bola, algo a que
não estão habituados, aparecendo na segunda parte com uma dinâmica de
jogo mais próxima do seu habitual, graças também, a alguma passividade da equipa
do Benfica - quebra física? Poupança para o Campeonato? - e, sobretudo, após a
entrada de Messi, que, por lesão de
origem desconhecida, não acabou a partida.
Ao cair do pano, Cardozo dispôs
ainda de oportunidade soberana, que daria a passagem aos oitavos, não fosse concluída
com desastrado remate do sempre esforçado Máxi,
após longa e frustrante indecisão do seu colega.
O Benfica revelou dificuldade em
manter o sentido posicional em fase ofensiva, má qualidade no último passe,
falta de agressividade e…falta de instinto matador, características que têm que
ser definitivamente erradicadas, para credibilizar as elevadas aspirações do clube e
seus adeptos.
No Barcelona, destaco o guarda-redes,
decisivo a salvar o golo inextremis por
duas vezes, e Puyol, que, com a
classe que o caracteriza, intercetou três ou quatro “passes de morte” da
ofensiva vermelha.
Classe foi o que não faltou a
Artur, Garay e Ola John. Na retina ficaram o corte de cabeça inextremis de Garay ainda
na primeira parte, os dribles estonteantes e cruzamentos de Ola John e a superior defesa a dois
tempos de Artur, negando com autoridade, o golo a Messi.
Não gostei do arbitro, sobretudo
na última meia-hora de jogo; três faltas à entrada da área do Benfica sempre no
mesmo local…ná! Não acredito nestas coincidências! Três ou quatro jogadas
de perigo do Benfica anuladas com recurso a faltas (salvo erro) não assinaladas!
Não gostei!
NTal como não gostei que o Treinador do
Benfica tivesse declarado antes do jogo ser o campeonato a prioridade do
Benfica e não a Liga dos Campeões; não sei se era essa a intenção, mas, receio
que tal tenha arrefecido o ânimo dos jogadores. Por um
infinitésimo se marca ou se falha um golo...e uma eliminatória...e milhões...e prestígio! Há que
respeitar a “Lei Eusébio”; “eles eram grandes estrelas…mas EU QUERIA GANHAR”!
Confesso que, embora
triste pelo resultado, estou satisfeito pela qualidade do jogo e maturidade
revelados pela minha equipa a que só faltou maior determinação, sem a qual é
mais difícil ganhar títulos. Convém não esquecer.