Enquanto
se ultimavam os preparativos da operação “Torpedo”, Alpoim Calvão tem
conhecimento de que no rescaldo dos granéis (incidentes) do Copolim, dois marinheiros
se encontravam sob prisão nas Instalações Navais de Bissau (INAB). Eram dois
corrécios, cujos nomes de guerra não deixavam margem para dúvidas, atestando
bem o caráter daqueles homens: “Tarzan” e “Mil Diabos”. E quando pergunta se
está tudo pronto para embarcar, o oficial de serviço às INAB, segundo-Tenente
Salgado Soares, informa comprometido:
- Há dois elementos que dizem que não vão
porque estão presos e não podem nem querem ir.
- Mais do que
ninguém esses homens têm que ir - responde peremtóriamente Calvão.
Tinham
sido eles os causadores de toda aquela situação, era inaceitável ficarem agora
de parte. Constata, no entanto, com alguma surpresa, que tanto dos oficiais do
destacamento como do oficial de serviço às INAB, não havia grande empenho em
fazer os homens mudarem de decisão. Assim, vai ele próprio tratar do assunto.
“Resolvi pessoalmente fazê-los embarcar. Chamei o oficial de serviço para ir
comigo e levar a chave para abrir a porta. Entrei na prisão e lá dentro, não
disse nem bom dia nem boa tarde nem boa noite, a primeira coisa que faço, é
tirar os galões dos ombros, entrega-los ao oficial de serviço e dizer:
-
Meus amigos, fazem favor venham daí que
vocês têm de ir à operação. Vocês fazem parte do destacamento e têm de ir. E,
não fossem estar distraídos, acrescentei:
- Ah, e se querem discutir comigo eu já
estou sem galões nos ombros…
Bom, eles lá perceberam qual era
o tipo de discussão a que me referia, e eu preparei-me para qualquer
eventualidade, mas eles caíram em si e lá resolveram seguir para a operação:
-Comandante, a gente vai, mas…
- Não há mas nem
meio mas! Vocês vão e pronto!
E foram. Mandei chamar o
comandante do destacamento e disse-lhe que os dois homens também iam na
operação e levavam o morteiro 81 às costas, um carregava o prato e outro o
tubo. Assim sucedeu e a coisa correu bem.
(tratava-se da preparação da
operação “Torpedo”, atribuída a título de castigo ao DFE7 - Destacamento de
Fuzileiros Especiais N.º 7 - por violação das ordens do Governador por parte
daqueles fuzileiros, que visavam o bom relacionamento e proteção das populações
locais. Esta operação consistia no desembarque e “varrimento” da ilha do Como,
suposto santuário dos guerrilheiros do PAIGC)
Pág. 201:
(O navio motor “Bandim” fora
capturado aos portugueses pelos guerrilheiros do PAIGC na sequência de uma emboscada
na subida sem escolta, no rio Cacine e, em Maio de 1963, sendo a partir daí
vital para reabastecimento da guerrilha)
Extrato do relatório de Alpoim
Calvão de 7 de Março, da operação de neutralização do navio motor “Bandim”
(pág. 203):
…Às 19.10 começou-se a distinguir no azimute
070 o ruído dum motor que se foi avolumando e pelas 1930 avistou-se, a cerca de
200 metros a silhueta do N/M Bandim que levava somente uma pequena luz acesa na
casa do leme. Mandou-se arrancar com os motores tendo os botes largado quase
simultaneamente com ligeiro atraso do bote n.º 2, cujo motor demorou mais tempo
a pegar. O bote n.º 1 colocou-se nos setores de popa do Bandim, enquanto o n.º
2 seguia a ocupar uma posição no través de EB. O bote n.º 1 fez tiro de LGF
88.9 a 150 metros de distância, tendo-se o rebentamento verificado muito perto
do alvo, enquanto se abria fogo de MG 42.
O Bandim respondeu
com fogo de armamento ligeiro automático, guinando acentuadamente para a margem
da REP. GUINÉ.
Entretanto
continuou-se a fazer fogo de bazuca, obtendo-se um impacte em cheio ao 3º tiro,
manobrando os botes rapidamente, procurando manter uma posição desfasada de
90º, em relação ao objetivo.
Da posição 10º 54’.6
N 15º 02’.03 W, a oeste da VILA de KADINE, verificaram-se muitas tracejantes de
metralhadora antiaérea - calculadas em número de seis – na direção aproximada
do local do contacto, mas passando bastante altas. Desse mesmo ponto, foi feito
tiro de artilharia ou de morteiro de grande calibre, em vários azimutes, ouvindo-se
um total de 20 rebentamentos, uns curtos outros compridos, revelando uma certa
desorientação. Simultaneamente e a N desta posição, já na nossa ILHA de
CANEFAQUE, fez fogo uma metralhadora pesada, com tiro tracejante, ao lume de
água, bastante mais ajustado. Da canoa referida anteriormente, foi feito fogo
de PPSH, sobre os botes, tendo contudo retirado rapidamente da zona de contacto.
O combate com
BANDIM continuou, obtendo-se outro impacte de LGF, que obrigou o alvo a começar
a navegar em círculo., acabando por penetrar num esteiro, encalhando
profundamente na posição 10º 56.1’ N 15º 00.6’ W, e desaparecendo da nossa
vista. Perseguiu-se o BANDIM por dentro do esteiro, obtendo-se novo impacte de
LGF, aproximando-nos a cerca de 10 metros para o lançamento de granadas de mão.
Do tarrafo foi feito fogo de arma automática, a que se respondeu com rajada de
MG 42, abordando-se o navio.
Logo que se
penetrou no N/M BANDIM, foram encontrados vários indivíduos mortos –
posteriormente veio-se a verificar que eram seis -, dois dos quais junto à
entrada da casa da máquina e da casa do leme.
O fogo foi lançado
por meio de uma granada de mão defensiva, lançada para o interior da casa das
máquinas. O BANDIM começou a arder lentamente e só, quando os botes alcançaram
o meio do rio Inxanxe, se verificou uma explosão surda, seguida de altas
labaredas. Quando se alcançou o R/V(rendez-vouz) ainda se distinguia nitidamente o clarão do BANDIM.
…O marinheiro “Setúbal” foi um dos cantores à força: “O regresso foi difícil porque não dávamos
com o patrulha. Então, resolveu mandar-nos cantar explicando-nos que o som
junto à água se propaga mais depressa. Ainda tentei resistir, mas era
impossível, todos tínhamos que cantar, não havia exceções. Ele desatou a cantar
a Samaritana, depois óperas, e só descansou quando por fim, bastante tempo mais
tarde, lá vimos a luz do patrulha e viemos embora.
(o local do RV era um cabeço no
meio do rio, onde os fuzileiros aguardaram o patrulha)
Não sei ao certo quantos jogadores de futebol sénior tem o Benfica.Talvez 45/50 entre as duas equipas. Parece-me hoje clara e justificada a estratégia de contratações que antes me parecia absurda. Este plantel alargado, sujeito à verticalização das dinâmicas de jogo adotadas, constitui a base de construção da equipa principal, reduzindo o tempo de entrosamento, aumentando a flexibilidade da equipa, diversificando as soluções táticas, incrementando a estabilidade desportiva, proporcionando a renovação progressiva e, no médio prazo, uma redução dos custos de contratação.
Muitos criticaram o excesso de contratações sem justificação à vista, devido a vários fracassos mais evidentes. Estes continuarão inevitávelmente a ocorrer, tendencialmente com menor frequência dada a natural "afinação" da área da deteção e recrutamento, área esta com peso estratégico decisivo na sustentabilidade dos clubes de futebol atual. Estruturar este plantel alargado é tarefa muito delicada, na medida em que deverá contemplar resposta para todos os setores da equipa e um escalonamento etário que permita responder à inevitável e sempre crítica renovação.
Esta foi uma medida de gestão estratégica de grande alcance, que deverá ser creditada aos dirigentes do meu clube e que, não tenho dúvidas, o conduzirá a superior patamar competitivo, compatível com o seu formidável historial desportivo do Benfica. O esforço efetuado para manter a atual equipa técnica proporcionou a estabilidade sem a qual isto não seria possível. Fomentar instabilidade a todos os níveis é a estratégia dominante dos nossos adversários, complementada com o tal negócio da fruta.
Ocorreu-me isto dada a forma tranquila e eficaz com que a equipa técnica e os atletas têm ultrapassado todas as sucessivas dificuldades que se têm verificado. Tal traduzir-se-á em ganhos de confiança, induzindo instabilidade nos adversários ao perceberam ineficazes os tradicionais métodos de desestabilização que utilizam.
O resultado deste trabalho esteve patente neste jogo, pela quantidade de atletas menos frequentemente utilizados e pelo resultado obtido.
Desde que o vi jogar no clube criei espetativas elevadas relativamente a Kardec; bom porte atlético, boa técnica de remate - dois pés? -, sobretudo, exímio cabeceador; ao nível das grandes tradições do clube neste particular. Pareceu-me ter dificuldade em pisar o terreno a preceito; parece inconsequente sem e com bola. Marcou um golo muito oportuno - o passe do "João", como habitualmente, foi fabuloso - e a assistência para o 2º do Lima foi soberba. Em ambos os lances apareceu no sítio certo, com a visão correta e o gesto técnico adequado. Parabéns, Reganhei a espetativa inicial e estou convicto que Jorge Jesus vai fazer dele um jogador de categoria. Paciência, inteligência e perseverança são os atributos necessários. Oxalá não faltem.
Passes a rasgar e meia distância são duas características de André Gomes que muito me agradam, até porque são apanágio das equipas do Benfica ao longo dos tempos. Há que continuar com humildade e galhardia.
Rodrick voltou e necessita de jogar para desenvolver e consolidar as qualidades que sabemos que tem.
Lima esteve soberbo e, não tarda, terá o seu hat-trick.
Já Bruno César está claramente desmotivado por ver o comboio a fugir. Não desanime. Ponha as suas enormes qualidades no terreno, trabalhe, atente à orientação do Treinador e melhores dias virão. O Benfica é um clube de inveterados lutadores.
Não me pareceu mal a equipa de arbitragem, contráriamente aos comentadores, que estiveram desastrados, reinventando os factos, eventualmente, por imposição editorial.
Dados os antecedentes, temi o pior. A Académica é um clube satélite dos "brancos" que, tradicionalmente, beneficia de erros grosseiros de arbitragem, nomeadamente contra o Benfica. Receava uma razia, mas, felizmente, enganei-me.
Mas não me engano na convicção de que, com equipas jogando em 45 metros do relvado, o futebol português não tem futuro. Tal foi o caso deste adversário e de muitos dos anteriores. Quem trata de resolver este assunto?
É a coisa mais cansativa do debate em Portugal: a falta de coerência, a falta de coragem para se assumir as consequências da escolha x ou y. As pessoas, organismos e partidos que estão a berrar contra os cortes propostos pelo FMI também gemem contra o aumento de impostos. Gritam contra tudo, querem tudo, querem uma coisa e o seu contrário, querem manter ou aumentar a despesa, mas, ora essa, são contra mais impostos. Vamos lá ver se nos entendemos: esta boa gente pode criticar à vontadinha os cortes, mas, depois da gritaria, tem de ser consequente. Caso contrário, esta turma indignada entra no terreno do populismo. O que é o populismo? É a aldrabice política que diz às pessoas aquilo que elas querem ouvir. E ainda por aí muita aldrabice travestida de "defesa da Constituição".
Se quiser ter um mínimo de coerência, a tribo do não-me-toques na despesa tem de responder a duas questões. Primeira: se grande parte da despesa do Estado é mantida pela dívida, como é que vamos manter essa despesa num cenário marcado pela escassez ou ausência de crédito para o Estado português? E imaginemos um cenário pós-troika: sem o professor alemão na sala, vamos voltar a emitir dívida como um bulímico? Vamos repetir a receita Sócrates, isto é, aumentar a dívida pública em 93%? E como é que se governa à esquerda sem um aumento da dívida, isto é, sem uma crescente dependência dos mercados? Até hoje ninguém respondeu a isto.
Segunda questão: é possível manter os níveis de despesa (que aumentam automaticamente devido aos direitos adquiridos) sem um aumento de impostos? Não, não é possível. Lamento, mas a matemática limita o livre-arbítrio nestas matérias chatinhas. Se quiser ser honesta intelectualmente, esta boa gente tem de defender um aumento massivo de impostos para a classe média. Sim, para toda a gente. Não me venham com a história dos ricos: se expropriássemos neste momento as maiores fortunas do país, ficaríamos com dinheiro para pagar, sei lá, o buraco das empresas de transportes públicos de Lisboa e Porto. E o resto? Quem pagava? Depardieu? Portanto, se não quer cortes, se acha que o Estado está ótimo, a tribo da gritaria só tem uma opção política respeitável: afirmar que um aumento brutal de impostos é um bem em si mesmo. Na política, o livre-arbítrio tem limites, porque as escolhas que fazemos têm sempre consequências, mesmo quando as pessoas recusam vê-las. Diz que é a vidinha.
As famílias comemoravam, no local
da boda, o aniversário do casório dos seus rebentos. Pelo canto do olho, ia observando o andamento do jogo do Benfica
com, não sei que clube, para o campeonato. - Têm-se feito grandes progressos no futebol do Benfica. Disse
eu, dando alguns exemplos. - Ah!, mas ainda há muito por fazer, a equipa ainda
não funciona bem…os gajos lá de cima estão muito fortes…eu…sou Benfiquista mas
sei ver as coisas…
2º Ato:
Abri a
porta do gabinete, com vista para o mar, do Mário, onde ia tratar de negócios. -
Bom dia, está bom? - Tudo bem e você?. -Também; o benfas ganhou, que se lixe o
resto. Retorqui satisfeito, enquanto puxava de uma cadeira. - Pois…eu…sou...Benfiquista,mas…não sou assim…doente!,
aqueles gajos lá de cima não têm vergonha!
3º Ato:
- Já sabia que estavas aqui
Jorge. Disse, ao entrar com o júnior no café dos círios onde diariamente
tomamos a bica do almoço, ao vê-lo apoiado no balcão tagarelando com o João.
- O cheiro a suor, nota-se ao longe!, só podias ser tu! Gracejei,
aludindo à sua tradicional descontração, puxando o jornal da mesa do lado e perguntando
num fole, divertido, ao amigo João, que já tirava as bicas da velha máquina. -
Então Sr João, morreram muitos? - Acho que não. Respondeu, com as bicas
fumegantes em nossa direção e um sorriso cúmplice. - Gostou do Jogo?
Perguntei-lhe. - É pá!, grande frango deu o Artur! Respondeu de imediato o
Jorge. Com o à vontade que a nossa amizade permite retorqui de imediato: - é
pá és mesmo um Benfiquista rasteirinho, pequenino…então, com tanta coisa boa
que aconteceu no jogo, o que te ocorre de imediato, é o frango do Artur? - É pá, sou Benfiquista mas sei ver
o que está mal…não é só as coisas boas! Respondeu o Jorge, continuando: -
Rasteirinho…pois…já sei…resmungou entredentes, dirigindo-se
apressadamente à saída. Desatámos a rir. Eu, o júnior, o Jorge e o João,
somos Benfiquistas.
O Jogo em causa era o
Estoril-Benfica realizado na noite de sábado - 5.01.2013 -, onde a equipa do
meu clube marcou três tentos de alto gabarito para gáudio dos amantes de
futebol,com destaque para o do Gaitan, graças
a um gesto técnico que nunca vi fazer a quem quer que seja nem de tal coisa ouvi falar!
Conclusão:
Não sei quando começou nem sei
bem porquê, mas há muito que se criou o mito da elevada exigência dos sócios e
adeptos do Benfica. Uma suposta exigência diferente da dos adeptos dos outros
clubes, por ser mais esclarecida e menos tolerante, baseado no pressuposto da
sua alegada maior cultura desportiva,maior capacidade auto-crítica e de confronto sem concessões; seja relativa ao jogo,
ou à gestão do clube. Esta teoria tem que se lhe
diga e, em geral, não acredito nela, hoje mais convicto que ontem.
O que é certo é que esta
“doutrina” fez escola entre os Benfiquistas. De tal modo que, Benfiquista que se preze, seja onde
for, trata de explanar a sua superioridade de adepto, começando por,
doutamente, dizer mal do seu clube, justificando os insucessos com erros próprios,
pondo-se assim a coberto da dialética de confronto com adeptos
adversários, cujos clubes, frequentemente, acabarão por elogiar, relativizando as
mais grotescas e despudoradas trafulhices que não poucas vezes estes praticam ou
promovem.
Ou seja;fazendo passar a mensagem do “deixem-me em
paz, pois até acho que têm razão”. Em suma, entendo que, na maior parte dos
casos, se trata de seguidismo amarelo. Lembra-me aquele pai que, assistindo à
derrota do filho vítima de adversidade ou artimanhas várias,
despeitado, em vez de o acarinhar e incentivar, o envergonha e humilha!
Esqueceram a primordial razão que
esteve na origem da constituição do clube; o prazer da prática desportiva, a
solidariedade, a amizade, a competência, a lealdade e a união. A frase que, no emblema, apela à união, não está lá por acaso. Os fundadores do Benfica sabiam
que era condição necessária para a construção de um grande clube tal como o
idealizaram. A história dos sucessos do Benfica tem este vínculo! Vínculo que,
em boa parte, se perdeu devido a esta deriva da cultura desportiva em que o “espírito
de grupo” deu lugar à crítica compulsiva, sectária e, muitas vezes, acéfala, com a
justificação da "falsa" exigência como condição para o progresso desportivo.
Não é
possível criticar consequentemente sem considerar o universo envolvente;
entendê-lo, compreender as suas âncoras e as suas dinâmicas. É neste contexto
que deve ser feita a análise e a crítica interna, num clima de cordialidade ou
até de crispação, nunca esquecendo que ninguém é dono do Benfica e que nenhuma
entidade progride sem algum tipo de disciplina.
É pois tempo de regressar às
origens, recuperando o espírito fundador, compilando e publicando em modo
acessível, toda a documentação produzida pelos fundadores, testemunhos fiáveis
e acontecimentos emblemáticos, onde a determinação e a solidariedade entre
Benfiquistas foram visíveis. Voltemos a ser,
Três golos de grande categoria - para mais tarde recordar, como disse José Augusto -, ditaram o desfecho do jogo a favor dos nossos, perante um Estoril honrado que tem vindo a fazer uma boa época, revelando bons princípios de jogo e alguns atletas de boa craveira técnica. Apraz-me ver chegarem ao futebol luso novos técnicos, sobretudo quando não são portadores dos velhos e miseráveis vícios que tanto mal estão a fazer ao futebol nacional.
Mais um campo miserável, com várias peladas, de dimensões exíguas, a mostrar um dos departamentos a trabalhar para melhorar a competitividade do futebol nacional. Mais uma vez, tudo ao monte e fé em deus, passe curto, muito contacto físico, e travão às quatro rodas! Enfim, futebol dos distritais! Isto com vários estádios de qualidade às moscas, que nos custaram e custarão a todos, "os olhos da cara".
De mangas arregaçadas, os nossos atletas fizeram-se ao jogo com a serenidade de quem confia nas suas capacidades, pressionando alto, explorando as alas, beneficiando do enorme talento dos seus atletas, com destaque para Gaitan e Enzo, cuja criatividade e compatividade criam sempre grandes dificuldades a qualquer adversário.
Perante o sobrepovoamento da área adversária, onde a solução sempre virá da superioridade numérica, do jogo aéreo, da meia distância ou/e...da qualidade técnica, foi esta que os três golos patentearam! Três lances onde sobressairam o sincronismo e a soberba capacidade dos nossos atletas! Aqueles pormenores que fazem do futebol o espetáculo que tem de continuar a ser, no qual o nosso Benfica tem especiais responsabilidades. Especiais sim; este clube tem obrigações perante a História e os espetadores. Obrigação de praticar futebol de alta qualidade, respeitando os adversários, disputando qualquer jogo pelo jogo sem o chauvinismo retrógado e criminoso que alguns ostentam e fomentam, fonte de inspiração dos destituídos de caráter.
A entrada do Gaitan no primeiro golo, foi a dos executantes de eleição; num instante, Gaitan sintetizou todas as variáveis do lance, intercetando a bola primorosamente centrada pelo Cardozo, com a intenção de a direcionar para a baliza. E foi! só parando depois de beijar as redes adversárias. São assim os génios.
No segundo golo, mais uma vez, esteve em foco a qualidade técnica de...Gaitan, levantando a cabeça e colocando o esférico na área ao segundo poste onde Lima respondeu com uma execução à ponta-de lança; receção com o peito, fuzilamento da baliza e...vai buscar tafarel!
No terceiro, ficou-me na retina, a torção que Sálvio, no ar, deu ao corpo afim de induzir na bola a trajetória da baliza, perante a previsão de saída alta. É de craque!
Depois...depois não gostei e, adivinhei o golo adversário momentos antes dele acontecer! E não sou bruxo! Pois é, à semelhança do que aconteceu a época passada por várias vezes; está ganho, vamos tirar o pé, deixa-os andar...adversários humildes, batalhadores, infelicidade do Artur e...já está! Era escusado e foi chato! É que, o segundo do Estoril esteve por um fio! Acabaríamos com o miocárdio nas mãos! Escusadamente!
Árbitragem tendenciosa. Felicito o auxiliar que assinalou o 3º golo! Notável! Será que vai levar tau-tau de sua eminência? Mau desempenho na vertente disciplinar e algumas faltas mal assinaladas, como a que deu o golo ao Estoril. Não vale Sr Duarte Gomes! Veja lá o que é que falhou e não tenha medo do gandulo lá de cima; um homem com medo é...meio homem...mesmo com penacho aproençado!
Então esta "escumalha" dos "cruzadinhos de rodas" vêm ao nosso pavilhão "roubar-nos" a vitória à custa de quatro penáltis e uma expulsão, agridem os nossos adeptos à paulada os quais são ainda alvo de indiscriminada bordoada pelos agentes da PSP?
São muitas as evidências da ligação dos sucessivos governos ao lobi "branco", levando-me a supor que está institucionalizada uma estratégia de subjugação do país a "suas eminências", que passa pela subalternização desportiva do Benfica e social dos Benfiquistas, com o propósito de eliminar a força agregadora de ambos entre os portugueses.
É este o Portugal Novo que pretendem criar? É esta a matriz chauvinsta e discriminatória que subjaz à "matriz cultural diferenciada" que reivindicam? Julgam que a restante população aceitará pacíficamente a tirania dos bandidos que vão fintando o sistema judicial, cúmplice, impondo aos outros a lei que não respeitam?
Há que exigir sem demora a atuação de quem de direito, quanto ao desempenho da equipa de arbitragem, quanto às agressões do energúmeno "branco" e quanto à atuação da PSP.
Ou há universalidade no cumprimento da Lei ou não há Lei!
A Ausência de Lei legitima o uso da força por quem vê, reiteradamente, violados, os seus direitos.
É conveniente que TODOS; forças de segurança, governantes e bandidos tenham consciência deste facto.
Será que alguém anda a provocar a sublevação violenta dos Benfiquistas? Com o propósito de os meter na cadeia, como fizeram ao Vale e Azevedo e aos No Name boys? Estamos a estorvar?
Depois de “Missão Benfica”, Luís Filipe
Vieira (FV) deu uma grande entrevista no jornaleco ”A Bola”, que agora comento.
Em toda a entrevista, FV mostra a serenidade própria de quem sabe o que está a
fazer; de quem tem um objetivo bem definido - o engrandecimento sustentado do
Benfica - e sabe como alcançá-lo. De quem está consciente da volatilidade do
fenómeno desportivo, das vicissitudes das estruturas gestoras e tutelares do
desporto e do país, da competência da equipa que construiu e lidera e da força interna
e externa do Benfica e dos Benfiquistas.
Ficam, mais uma vez patenteados,
os principais vetores da sua política; aumento sustentado da competitividade
desportiva global do clube, difusão e consolidação do Benfiquismo e centripetação
dos sócios e adeptos pelo Benfica. É claro o seu propósito de desenvolver e dar
coesão à comunidade Benfiquista, consciente de que a efetiva implantação social
do clube na sociedade portuguesa é o grande requisito de acesso sustentado ao
sucesso, pelo impacto da censura social resultante a todas as formas de
corrupção desportiva, que acabará por influenciar os decisores políticos e os
agentes judiciais, obrigando-os a pôr fim à obscenidade em que se transformou o
desporto nacional.
É precisamente por isso que, à
boa maneira soviética ou fascista, os principais adversários do meu clube
procuram minar a comunidade de sócios, acionistas e adeptos, recorrendo à
contrainformação e propaganda negativa, instalando a dúvida entre os mais
céticos, os mais ávidos de resultados, os despeitados, os carentes de
protagonismo e os fracos de espírito.
Ramo mais mediático do projeto regionalista,
assumido por alguns caciques portistas, beneficiando da ação concertada dos
ramos da comunicação social, financeiro, industrial e do político, o poder do
clube “branco” acaba por se traduzir nos desempenhos desastrosos das equipas de
arbitragem que, com sucessivos e compulsivos erros de função, lhe têm
proporcionado despudorado repasto de desacreditados troféus.
Na cabeça de todos nós “mora” o
desejo de regresso do Grande Benfica de outros tempos mas nem todos percebemos
a diferença de circunstâncias económicas, políticas, sociais e desportivas. O
grande edifício exige grandes e sólidas fundações. Fazendo o paralelismo com os
principais adversários - até com o país -, não posso deixar de me congratular
com as características de criatividade, empreendedorismo e determinação do
atual Presidente do meu clube, donde os projetos emergem como cogumelos no
inverno.
Mas, algo me sensibilizou em particular;
o anúncio da expansão do Centro de Estágios do Seixal, afim de acolher
ex-atletas do nosso clube a quem a vida possa não ter sorrido após o descanso
das chuteiras. José Torres, José Aguas, Cavém, são os nomes que, de imediato,
me ocorrem, com melancolia e mágoa, que deveriam ter disfrutado de tal
infraestrutura ensinando aos nossos jovens atletas o fascínio que é o Benfica.
Só por isso, Luís Filipe Vieira merece um abraço tipo quebra-nozes.
Situação Financeira:
A condição de solvência económica
atual, aconchegada pela folga da subavaliação dos atletas, a perspetiva de maximização
dos direitos desportivos, o maior recurso futuro à formação e a otimização da
capacidade de prospeção, conferindo algum otimismo económico ao Grupo, não
devem secundarizar a necessidade de racionalização de toda a estrutura de
encargos - com destaque para a necessidade de contenção salarial. De igual modo
é fundamental conferir solidez estrutural à receita corrente de forma a
suportar a inevitável volatilidade da receita não corrente.
Liga dos campeões (LP):
O atual modelo, da
responsabilidade da UEFA de conluio com o G14, está a descapitalizar os clubes
de média e pequena dimensão, que acabarão reduzidos à irrelevância desportiva
em detrimento dos clubes constituintes do G14, com a agravante da sua total e
reiterada inoperância face à descarada corrupção que vem grassando no pedibol,
como por cá acontece.
É este o mal de que padecem,
nomeadamente, Sporting e Belenenses, os quais, relegados sucessivamente para classificações
sem acesso LC e à correspondentes receitas diretas e indiretas, se vêm
afundando em dívidas, que por sua vez degradam a sua capacidade competitiva deixando-os
reféns, ironicamente, dos que mais têm beneficiado do seu definhamento. Teria
sido este o destino do Benfica, não fora a sua dimensão e o “atravessamento” de
Vilarinho e Vieira no caminho dos bandidos que o querem destruir.
O histórico e honrado Belenenses,
protagonista do imaginário futebolístico Luso, esbulhado muitas vezes da
verdade das quatro linhas, acaba de ver a maioria do seu capital passar para as
mãos de um confesso adepto fundamentalista do clube “branco”. O Sporting está na
“calha” e será a próxima vítima, fechando-se o torniquete desportivo em torno
do Benfica por parte dos “brancos”, que, em toda a época, acabarão por ter
apenas dois jogos difíceis! Neste cenário - já em curso - o Benfica só será
campeão se vencer todos os jogos!
É esta realidade que tem que ser
denunciada, com sustentação, buscando incessantemente aliados. Nem que tenha
que se organizar outra competição, como esteve prestes a verificar-se num
passado não muito distante. Neste momento, a UEFA está capturada pelos grandes
clubes europeus os quais têm presença cativa na LC , graças aos sorteios amigos
e aos decisivos, grosseiros e descarados erros de função arbitral, sempre em
benefício dos mesmos. Não é necessário muito estardalhaço para fazer esta
denúncia; basta dizer no momento certo, no local certo, com as palavras certas,
o que tem de ser dito. Abaixo a UEFA, abaixo o G14!
Witsel e Javi:
Fiquei em pré-pânico ao ter
conhecimento da eminente saída destes atletas. Hoje, sinto que este episódio
mostrou concludentemente a qualidade do trabalho que tem sido feito ao nível da
consolidação do projeto desportivo, catapultando Rui costa, Jorge Jesus,
António Carraça, restantes Técnicos e o Benfica, para novo patamar competitivo,
graças ao “fôlego” que demonstrou perante tamanha adversidade, seja pelas
soluções internas disponíveis, fruto do trabalho silencioso e competente
realizado, seja pela demonstração definitiva da capacidade de gerar receitas
extraordinárias relevantes. Tal só foi possível graças à sustentabilidade
financeira e à estabilidade desportiva do Grupo Benfica. É este o caminho, o
resto é fungagá.
Fair-Play financeiro:
Desconfio de tudo que venha da
UEFA pelas razões já apontadas e muitas outras, por isso, estou com a “pulga na
orelha”. Mas concordo com o princípio; consiste em impor aos clubes o limite de
70 % para os encargos operacionais, face às receitas correntes (salvo erro).
Ora este rácio é de 52 % no Benfica! Venha lá o fair-play financeiro…mas sem alçapões que permitam aos trafulhas “brancos”,
esconder a realidade.
Cardozo: Falta muito para renovar o
contrato?
Eliseu:
Teria sido um bom reforço. Julgo
que o Málaga o “agarrou” porque esperava superar a receita da proposta com o
sucesso da LC e com a valorização do atleta. Julgo que acertaram visto que,
apesar de “teso”, o Málaga tem feito boa campanha, com destaque…para Eliseu.
Tenho que referir mais uma
coincidência “engraçada” no sorteio da LC; não é que o Málaga sai aos azuis e
logo depois sai uma ameaça pública de exclusão por dívidas, daquele clube, na
próxima edição da LC? Grandes golos marcava Platini! Agora, não acerta uma!
Dava um bom tratador de manjericos!
Aimar:
Um atleta que, dentro ou fora do
campo, faz bem a um clube como o Benfica, maximizando o desempenho dos colegas
e “injetando” confiança e autoestima nos adeptos. No jogo, delicia os
espetadores, na estrutura técnica ou diretiva, tranquilizaria os adeptos.
Enzo Pérez:
Não sabia que a sua mãe teve
problemas graves! Compreendo agora o descontrolo no primeiro ano, agravado pela
grave lesão de que foi vítima. Nunca tive dúvidas da sua qualidade técnica
desde os primeiros toques na bola na Luz, mas não suspeitava de que fosse tão
bom como tem demonstrado! Mais um príncipe dos relvados.
Extremos:
Sem bons extremos, nada feito! Faltaram-nos
na época passada. Felizmente estamos bem servidos nas duas alas. Gaitan, desde que de boa saúde, é uma
preocupação…para os adversários! Para nós é um regalo! Ola John “o cantinflas”, é desconcertante…para os adversários! Sálvio, rasga a manta toda! Bruno e
Nolito, cada um à sua maneira, sabem como tratar da bola. Urreta é uma esperança…com provas dadas; agrada-me que tenha
regressado e desejo-lhe a maior sorte. Acredito nele. O resto é fungagá.
Santos;
Kardec…só por um canudo. Muito bem. Vão comer do casco!
Contratações de Inverno:
O recorrente ruído na CS acerca
das múltiplas e eminentes contratações de atletas pelo Benfica, servem para…valorizar
os atletas e…justificar os elevados montantes das contratações …pelos brancos…Interessante!
Alguém andará a dormir!
Objetivos desportivos:
Afirmar que o Benfica é candidato
a ganhar todas as provas é – cada vez menos, espero – retórica de
circunstância. Definir prioridades é estratégico; a deste ano é o campeonato e
a seguir a Taça. A vitória na LE seria bem-vinda, claro, e constituiria um
incentivo para a LC da próxima época. Percebe-se “à vista desarmada” que o
plantel está a ser preparado para isso.
José Eduardo Moniz:
A sua inclusão na estrutura do
clube potencia substancialmente as capacidades desta, constituindo um ato de
grande visão de FV e…uma grande, grandíssima, dor de cabeça aos “brancos”.
Sport-TV:
Joaquim Oliveira, “apertado”
pelos bancos credores - outrora controlados implicitamente pelo amigos do governo
PS - necessita urgentemente de liquidez que, pasme-se, veio da PT…a mesma onde
Rui Pedro Soares - dragão de oiro (salvo erro) - exercia o cargo de Diretor de
Marketing, departamento este que apagou alguns “fogos” na casa dos “brancos” e
que acaba de adquirir a maioria do capital social da SAD de “Os Belenenses”,
naturalmente, para reconduzir o histórico clube ao lugar que já foi seu - coisa
em que não acredito.
Com esta manobra, o “grande”, o “inteligente”,
o “insuperável” dragão, JO, pretende “matar” dois coelhos. O outro, é garantir
o monopólio do acesso aos direitos desportivos, centralizando na Sport-TV a
difusão dos jogos, beneficiando da interpretação de lei pela ERC, de que a
difusão de jogos do campeonato em canal aberto não constitui exigência da Lei do
Serviço Público de Televisão. Fica assim confirmada a suspeita que tinha da
utilidade da nomeação do Sr Carlos Magno para Presidente da ERC. Trata-se, como
é do -conhecimento público, de mais um indefectível e embevecido dragão - se
não já, de oiro, será.
Já agora; estou para ver a
resposta que a ERC irá dar à queixa da Liga acerca de abuso de posição
dominante por parte da Olivedesportos! Fiz, muito antes, uma exposição sobre o
tema, tendo-me sido respondido não terem sido identificadas violações da lei e
que tal exposição fora enviada para o Ministério Público! Estou atento.
Centralização dos direitos desportivos:
A posição da LPFP é consistente e
de apoiar, desde que sejam salvaguardados os interesses do Benfica. Acabar com
o monopólio no setor, garantir a transparência e no tratamento das candidaturas
aos concursos públicos e melhorar o financiamento dos clubes mais pequenos é do
interesse de todos! Reduz a dependência financeira e desportiva de mais de
metade dos clubes dos “brancos” e contribuiria para a desejada verdade
desportiva, a qual, como bem sabemos, carece de outros contributos. Porém, algo não bate certo: Mário Figueiredo -
com um currículo académico e profissional sólido - foi; é? - sócio do gabinete de
Advogados de Gil Moreira dos Santos e Adelino Caldeira, braço jurídico inestimável
dos azuis! Ná…tenho a pulga na orelha! À viva!
Apoio aos sócios:
De louvar as medidas anunciadas de
redução dos custos das entradas dos sócios no estádio. Para mim, criar-se-iam
as condições necessárias para encher o estádio, fazendo de cada jogo uma festa
e do preço um incentivo. Nada mais desolador para os atletas que um estádio
vazio, ou mesmo meio-cheio. Nada mais nobre que restituir o futebol ao Povo, o
mesmo Povo que marca indelevelmente a história do Benfica. Como dizia o “chinóca”;
não interessa cor do gato desde que caces o rato. A eventual quebra de receita
seria compensada de muitas outras formas.
Seixal:
Referi o quanto me agradam as
obras destinadas aos ex-atletas e claro que me agradam igualmente as obras de
ampliação dos campos de treino, já que refletem o alargamento da base da
pirâmide da formação, que se refletirá positivamente na qualidade dos
resultados no topo da mesma.
Museu:
Uma obra de grande impacto na
difusão do Benfiquismo e na autoestima dos Benfiquistas que peca por tardia,
embora se compreenda a dificuldade da sua concretização. Faz parte daqueles
projetos que exigem recursos avultados e tempo, não se refletindo nos
resultados desportivos imediatos, por isso, objeto de alguma incompreensão de
alguns adeptos. Um abraço ao nosso Alberto Miguéns, que lá colabora com o seu manancial
de conhecimentos, para nosso sossego.
FPF:
Nem cheques em branco, nem em preto,
nem de qualquer outra côr! Fernando Gomes não suscita confiança da parte dos
Benfiquistas, por todas as proençais razões que bem conhecemos. Há que
trabalhar para o meter no olho da rua, que é onde deveria ter ficado…ou, na
torre das antas.
Modalidades:
Só faz sentido com a determinação
de as ganhar…a todas.
Crise do Sporting:
Passo. Por agora.
Proença:
Desconhecia que Pedro Proença
tinha produzido tão ousadas declarações! Que significará? Só agora percebeu o “substrato”
do apito dourado? Atingir o topo, tornou-o lúcido e corajoso? Está a gozar
connosco? Ná…parece-me hipocrisia e desvergonha. Se foi sincero, já não vai a
horas, o mal está feito; dois títulos foram à viola por erros grosseiros da sua
equipa! Quem de direito cumpra a sua obrigação; investigue o que houver a
investigar, acuse quem tiver de acusar e condene quem dever ser condenado. É
isso que se espera num país decente.
Jorge Jesus:
Poderá vir a ser o nosso Fergusson. O Benfica tem crescido com
ele e ele tem crescido com o clube. Vejo a construção dos alicerces de um
projeto desportivo de grande envergadura que acabará por frutificar.
Benfica Stars Fund:
Cá está! A UEFA - G14 - está a
ficar com sarna! Porque será? O fundo funciona de forma irrepreensível e com
total transparência, respeitando as leis do país, sob supervisão da insuspeita CMVM
- Carlos Tavares (salvo erro) será dragão? Teixeira dos Santos (seu antecessor)
é! Dizem que tem lugar cativo na tribuna de honra!
Estará a UEFA a ser pressionada
pelos bancos a quem desagrada ver fugir os cordeirinhos? Visará esta iniciativa
da UEFA o fundo do Benfica em especial? Não sei, mas…não ponho as mãos no fogo
por tal criatura - como já referi -, os azuis integram o G14 e o FSF foi um
grande “baile” financeiro do Benfica a todos os que têm os tais fundos em off-shore! No saco azul…o saquinho da
futa…do cafezinho….Ná!
Sucessão:
Deve ser planeada com tempo,
definindo o perfil adequado e identificando potenciais candidatos. A nau é
muito grande e, sem fruta, sem cafezinhos e sem aconselhamento matrimonial,
exige capacidades muito específicas, na gestão desportiva, na formação e
condução das equipas, na criatividade empresarial, no relacionamento
institucional e na resistência física e psicológica.
Rui Costa contaria com o apoio de
todos nós, estou certo, porém, há valências que ainda não tem, outras, não terá!
As valências comuns da área empresarial; só alguém muito “duro” conseguirá governar
a grande nau que é o Benfica.
Ao meter a bola debaixo da parka no final do jogo, Cardozo parecia querer
dizer que estava de barriga cheia. Estava! Com três belas “mocas”, uma de encostar,
duas de cabeça, tinha motivos para sorrir. Nós também. Boa movimentação do
Rodrigo, com velocidade, exuberância técnica, e dois tentos de belo efeito.
Do que mais gostei foi do penálti
do Lima, marcado a preceito. Na retina porém, ainda moram os “nós cegos” do
Gaitan, como só ele. Bem os restantes “meninos”. Pena a lesão do Jardel,
esperemos de pouca monta.
Desportivo das Aves com bons
princípios de jogo, pouco agressivo, baixa “rotação”, alguma debilidade física e
muita passividade defensiva. Intimidados? Poderão fazer melhor.
Árbitro com erros graves, dois
fora-de-jogo mal tirados, um penálti por marcar - sobre Gaitan - e várias
faltas ao contrário.
Enfim, um bom jogo-treino, para
reganhar ritmo, entrosamento e rodar atletas.
(Texto de Henrique Raposo publicado no jornal expresso)
Esta feliz frase não é minha, é do professor João Lobo Antunes. Acrescento apenas uma coisa: não é matéria de opinião, é matéria de facto. Não querer ver isto é o mesmo colocar a vaidade ideológica à frente dos factos. Que factos? Para começar, a subida da despesa em saúde tem sido muitíssimo superior à criação de riqueza. No mundo das proclamações histéricas à la Arnaut 2 + 2 podem não ser 4, mas no mundo real 2 + 2 são mesmo 4. A conjugação da nossa já histórica regressão económica (estamos em divergência em relação à Europa desde 2000) com o aumento das nossas despesas de saúde cria um cenário de insustentabilidade do SNS. Isto é um facto, não uma posta de pescada ideológica.
Depois temos de olhar para o dramático envelhecimento da população e para o contínuo aumento da esperança média de vida. Em anexo, devemos ainda olhar para a natural pressão no sentido do SNS adoptar as últimas e caríssimas novidades tecnológicas e farmacológicas. Ou seja, estamos perante uma tempestade perfeita que vai varrer a nossa vida nas próximas décadas: a ciência médica continuará a criar tratamentos e tecnologias que, em teoria, melhorarão a vida das pessoas. Problema? O medicamente possível poderá ser financeiramente impossível. Se a tecnologia médica está a avançar, a demografia está a recuar, isto é, teremos cada vez menos jovens para suportar fiscalmente o SNS usado com mais frequência pelos mais velhos. Resultado final? Em 2010, o Estado português gastava 7,6% da riqueza nacional no SNS; se nada de fundo for feito (Macedo está apenas a gerir, e bem, o status quo), essa despesa subirá para os 11.1% em 2030. Esta será a quarta maior subida dentro da OCDE.
Ora, o nosso espaço público transformou estes factos em tabus. Se apresenta esta realidade crua e nua num debate, um sujeito é imediatamente acusado de "querer matar o SNS", um dos slogans indignadinhos da moda. Em Portugal, o debate sobre saúde é sempre o mesmo: chama-se o "pai do SNS", e pronto. O dr. Arnaut chega, faz as piruetas da sua vaidade ideológica e, prontinho da silva, está tudo debatido. Esta atmosfera histérica e afastada dos factos torna impossível uma discussão adulta sobre a reforma do SNS. Por exemplo, é impossível comparar o SNS com outros modelos europeus e até com o obamacare, porque essa comparação não é vista com bons olhos.
Consequência? Toda a gente julga que o nosso SNS é a representação portuguesa de um mirífico SNS europeu que se repete em todos os países da UE. Pouca gente sabe que o SNS português é a negação do sistema de saúde da Alemanha, Holanda, Áustria, França, etc. Tragédia? A sustentabilidade da saúde dos portugueses necessita de uma aproximação a estes modelos mais flexíveis, mais justos e menos caros. Mas, caluda, ah!, porque temos de ser escravos da vaidade de Arnaut e dos Arnautzinhos
(Texto de opinião retirado da Sic Notícias online em 2012.01.02)
Como é possível que se continue a esconder da opinião pública a simples evidência de que os EUA não têm só um problema orçamental, estão sim a caminhar rapidamente para a insolvência e a arrastar o Mundo para um beco sem saída que, no limite, se pode transformar num problema generalizado para toda a economia do globo, se não para uma situação de conflito?
Porque não se diz claramente que o chamado precipício orçamental americano é apenas o princípio de um caminho inevitável de correcção dos problemas do país – que a Europa do Euro iniciou há mais de dois anos, já com atraso - e que o perigo maior não é o aumento de impostos e o corte de despesas mas sim manter o défice e aumentar a dívida americana sem parar?
Vamos por partes:
A Administração democrata está, por estes dias, a negociar com os Republicanos no Congresso (partido que detém a maioria dos lugares) um acordo que evite a entrada em vigor de cortes de despesa e de aumentos de impostos previstos na lei há vários anos por boas razões para reduzir o défice orçamental da União.
Tanto Obama como John Boehner, acham que Democratas e Republicanos se têm de entender para evitar o tal precipício orçamental porque, se assim não for, com uma redução automática de despesas e aumentos de impostos no valor estimado de 600 mil milhões de dólares por ano, a contar dia 1 de Janeiro, a economia dos EUA cai pelo menos 0,5 por cento em 2013, perdem-se pelo menos 2,1 milhões de empregos, as bolsas afundam, etc. etc.
O principal problema dos EUA neste momento, tanto para o Presidente como para o líder da oposição, parece residir no facto de os seus antecessores terem deixado sob a forma de lei a obrigação de o Estado americano aumentar os impostos e cortar as despesas para reduzir o défice.
Na última entrevista de Obama em 2012, o presidente mostrou-se, mais uma vez, muito preocupado com as consequências de um não acordo, dizendo que os mercados financeiros não iriam gostar…
A mesma formulação do problema é usada pelos muitos milhares de economistas, analistas e jornalistas americanos para consumo interno e para exportação pelo mundo fora. Não há site de informação, televisão radio ou jornal dos EUA, do Reino Unido, mas também do Brasil, da Africa do Sul, da India, da China, da Rússia e mesmo da Europa que não tenha dito que os Estados Unidos têm um problema para resolver, o Fiscal Cliff. E se o não resolverem, as consequências serão negativas para todos porque se a economia americana cai, todas as outras economias e em particular os mercados financeiros ressentem-se.
Sendo parcialmente correcta em relação a eventuais consequências imediatas do Fiscal Cliff, esta é uma leitura errada em relação às causas dos problemas da economia americana e uma leitura errónea em relação aos comportamentos dos agentes políticos e económicos, tanto americanos como do resto do mundo.
A verdadeira e útil discussão sobre os problemas reais da economia americana deve centrar-se nos seus desequilíbrios profundos, que são simples de perceber: há pelo menos 30 anos, os americanos deixaram de produzir riqueza suficiente para pagar aquilo que consomem.
Com a queda do Muro de Berlim a transformar os EUA na única superpotência dominante e com uma moeda usada para mediar a quase totalidade do crescente comercio mundial, o dólar, este grande país deixou-se ir na facilidade de gastar cada vez mais e produzir cada vez menos, financiando os défices público e externo nos mercados financeiros a um preço ou juro cada vez mais baixo mas em quantidades cada vez mais elevadas.
Os taticismos polítcos dos dois partidos que governam os EUA, a par com uma grande complexidade do sistema eleitoral americano, têm levado democratas e republicanos a defender determinada politica e a sua contrária, conforme estão no poder ou na oposição, sempre com o mesmo resultado global: um aumento consistente e crescente das despesas, uma descida imprudente e eleitoralista da cobrança de impostos, défices orçamentais galopantes e uma impotência ou uma paralisia notória do sistema politico face à necessidade urgente de resolução desta situação.
O problema dos défices gémeos, publico e externo ganhou dimensão relevante durante o mandato de Ronald Reagan, no inicio dos anos 80, com a decisão neoliberal de corte de impostos associada a uma abertura crescente da economia dos EUA a importações do Extremo Oriente, em resultado da globalização potenciada pelas negociações para a liberalização do comércio mundial.
Durante mais de uma década, o défice federal alargou-se e, em consequência, a dívida pública, cresceu de 35 para 65 por cento do PIB. Curiosamente, foi com o democrata Bill Clinton (social-democrata ou socialista moderado, para a escala portuguesa), que os EUA inverteram esta tendência a partir de 1993. O presidente decidiu cortar despesas e aumentar impostos, reequilibrando as finanças da maior potência e os indicadores fundamentais da maior economia do Mundo. Por pouco tempo.
Com a eleição de Georges W. Bush em 2001, o Congresso decidiu cortar substancialmente os impostos, sobretudo para as empresas e a classe média e média alta, e aumentar despesas, sobretudo militares. Muito dinheiro foi gasto no combate ao terrorismo e nas chamadas guerras preventivas, no Afeganistão e no Iraque. Apesar de todos os erros de avaliação cometidos, nomeadamente no Iraque, o mundo ficou menos perigoso desde então e, em particular o Ocidente, tem uma dívida com os EUA cujo valor não é sequer monetarizável.
Mas em termos económicos e financeiros, o desequilíbrio da maior economia do Mundo agravou-se, o défice, cresceu, a dívida cresceu ainda mais e a economia cresceu sobretudo à custa de créditos concedidos por um sistema financeiro ávido de lucros e imprudente na avaliação de riscos.
Mais tarde ou mais cedo, teria de acontecer a crise financeira que deflagrou em 2007 e rebentou em 2008. Era mesmo só uma questão de tempo. Muitos pormenores desta crise são conhecidos, recordemos apenas os planos de emergência para a salvação do sistema financeiro americano na sequência da falência do Lehman Brothers:
Um gigantesco plano de compra de créditos mal-parados da banca americana, o TARP (Troubled Assets Relief Program), um gigantesco plano de recapitalização de grande parte dos bancos do sistema e, em simetria, uma gigantesca operação de emissão de títulos de dívida pública americana de médio e longo prazo, Bonds, para pagar as operações de salvação do sistema financeiro. Com a eleição de Obama, ao contrário do que aconteceu com Bill Clinton que também era democrata , os desequilíbrios não se corrigiram. Agravaram-se.
Antes de ser eleito, Obama tinha prometido ajudar os idosos e os pobres que não tinham protecção na doença e no desemprego . Lançou os programas de saúde para todos e reforçou a protecção social. Mas não financiou estas novas despesas com aumentos de impostos sobre a classe média e alta e sobre as empresas. Cortou ainda mais taxas de impostos e manteve as isenções concedidas por Georges W. Bush, porque não teve força política para as alterar. Os Republicanos, na oposição, não queriam que as despesas sociais aumentassem e não permitiram que se cobrasse mais em impostos para as financiar. Uns e outros sabiam que estavam a degradar as contas públicas, mas por razões diversas aumentaram despesas e diminuíram o nível de receitas.
A solução americana para os problemas trazidos pela crise financeira e económica foi atirar mais dinheiro sobre esses problemas. Dinheiro que não existia, que a União não tinha para gastar. O défice continuou a ser coberto com dívida pública sob a forma de emissões de bonds a um ritmo crescente. O gigantesco comprador desses títulos de dívida tem sido o Banco emissor das célebres notas verdes de dólar, a FED, a Reserva Federal Norte-americana, que depois as repassa aos bancos americanos e aos bancos e investidores de todo o mundo.
O sistema funciona de forma altamente complexa, mas pode resumir-se como uma gigantesca máquina impressora de dinheiro que serve para comprar divida do Estado para este, com esse dinheiro, gastar em algumas (poucas) despesas de investimento e em muita despesa não recuperável do ponto de vista económico e financeiro.
Ainda há poucos meses Obama dizia em público que queria investir mais na economia para criar empregos e que tinha planos para lançar linhas de TGV para servir 80 por cento dos americanos…com dinheiro que não tinha, não tem, nem terá nas próximas décadas….
A economia americana está cada vez mais a viver de um gigantesco balão de oxigénio que é uma política monetária expansionista. O verdadeiro Ministro da Economia dos EUA não é o Secretário de Estado da pasta oficial, é o senhor Bem Bernanke, presidente da FED. A Ben Bernanke, tanto o presidente Obama como democratas, republicanos, banqueiros empresários, empregados, desempregados, doentes , idosos e cidadãos em geral pedem que resolva os seus problemas.
E Ben Bernanke, ao contrário do que um presidente de Banco Central devia fazer, diz sempre que sim. Diz a todos que sim, e emite cada vez mais dólares. Emitiu dólares para financiar o plano de Georges W.Bush para salvar o sistema financeiro no valor de quase um bilião, (1 trillion); emitiu dólares para financiar para financiar o plano de estímulo económico de Obama no valor de mais de 700 mil milhões… continua a imprimir notas verdes a um ritmo frenético.
O crescimento da economia americana, o combate ao desemprego e o pagamento das despesas do Estado, nomeadamente despesas sociais, está a ser feito à custa de emissão de moeda para comprar obrigações de dívida pública, que são depois revendidas nos mercados mundiais, como se de boa política económica, financeira, orçamental, fiscal e monetária se tratasse. Por outras palavras, os americanos estão a comprar um relativo bem-estar no presente, atirando um cheque irresponsável e impagável sobre o futuro.
Os mesmos americanos, políticos, banqueiros, empresários, investidores, analistas e jornalistas que se deliciam com cada notícia sobre as dificuldades da zona Euro, com os sucessivos downgrades ou desclassificações das dívidas europeias, os mesmos editores que fazem sucessivas capas de jornais e revistas com o fim da Moeda Única, não perceberam ainda que o verdadeiro risco para o Mundo está na nota verde.
Não perceberam, são incapazes de perceber porque é que o Euro está acima dos 1,3 por dólar, contrariando todas as previsões que fizeram até agora de que o Euro ia rebentar. São incapazes de reconhecer que os verdadeiros investidores dos mercados financeiros acreditam menos no dólar que no Euro; são incapazes de perceber porque é que Vladimir Putin disse, à chegada à cimeira do G20 no México, que estava mais preocupado com o dólar que com o Euro, porque tinha muitas reservas na moeda americana e não está tranquilo sobre o seu valor futuro.
Não perceberam que, com uma quantidade astronómica de dólares nos cofres do Banco Central da China, o governador deste banco pode ameaçar o próprio Congresso dos EUA: basta começar a desfazer-se da nota verde a um ritmo mais acelerado para provocar a sua queda irreversível e obrigar a alterar a política americana de uma semana para a outra.
Não perceberam que a Europa do Euro está de facto a resolver os seus problemas, com muita dor nos países mais frágeis mas com sacrifícios para todos, mesmo para os que dizem mal dos que foram mais gastadores e estão agora mais desequilibrados.
A teoria de que ao líder tudo é permitido, neste caso ao líder do Mundo, continua a ser a mais usada pelos analistas que também não concordam com a política seguida nos EUA mas não se atrevem a prever a próxima crise financeira, tal como não previram a anterior. A História mostra que a confiança dos investidores numa moeda nunca é ilimitada, mesmo que seja a moeda do mais forte, a moeda da Superpotência.
Quanto mais a China e os países vizinhos da Ásia fizerem acordos de comércio bilateral em Yuan ou outras moedas locais; Quantos mais acordos de Bartering (troca por troca, normalmente de matérias-primas por produtos manufacturados, sem mediação monetária) a China fizer com países de África;
Quanto mais a América Latina negociar entre si em pesos ou reais; Quanto mais petróleo e gás natural a Rússia e o Médio Oriente venderem à Europa em euros; Menos peso terá o dólar no comércio mundial e mais risco terá de se desvalorizar. Quanto mais bonds o tesouro americano emitir, maior será o risco de se desvalorizarem, subindo os juros implícitos e, consequentemente, os juros das emissões em mercado primário.
Os conceitos básicos dos livros de Economia & Finanças não podem estar certos para todo o Mundo, em todas as épocas, e errados para os Estados Unidos – a emissão de moeda tem de corresponder à criação efectiva de riqueza e os Estados, tal como as famílias e as empresas, não podem endividar-se de forma permanente e ilimitada.
Por tudo isto, a verdadeira discussão nos EUA não devia ser sobre as consequências imediatas de uma correcção dos desequilíbrios orçamentais, posta na lei por boas razões, obrigando à subida de impostos e ao corte de despesas reduzindo automaticamente o défice. Devia ser sobre a saúde de um gigante desequilibrado e endividado que tem cada vez mais pés de barro, prestes a desfazer-se.
Argumentam os analistas defensores dos estímulos orçamentais e da política monetária em curso nos UEA que a leitura sobre os riscos da economia americana é exagerada porque, se é verdade que o défice e a dívida pública são grandes, o facto é que as grandes empresas americanas estão cheias de dinheiro nos seus cofres, estão supercapitalizadas e essa realidade compensa tudo o resto.
Eis como uma aparente força de argumentação pode transformar em fraqueza num estalar de dedos: essas mesmas empresas investem muito pouco nos Estados Unidos para evitar custos, nomeadamente de mão-de-obra, não pagam os impostos que deviam, beneficiam de uma política orçamental expansionista que ajuda decisivamente a compor a sua facturação mas não pode manter-se indefinidamente e, sobretudo, não percebem que estão sentadas em cima de pilhas de notas de dólar que, de uma semana para a outra, podem perder grande parte do seu valor.
Quando esse dia ou essa semana chegar, o perdedor não será só a Grande Nação americana. Seremos todos nós. A instabilidade financeira que se seguirá não irá beneficiar uns em detrimento de outros. Será prejudicial e terrível para todos. Por isso, melhor seria que os dirigentes políticos, ou melhor, todos os agentes que detém alguma forma de poder na América, abandonassem de vez a atitude da avestruz que mantém a cabeça enterrada na areia enquanto sente perigo por perto. Por eles, pela América, por todos nós e pelas gerações que se seguem.
Nota final:
À hora a que escrevo, neste final de dia 30 de Dezembro de 2012, ainda não há acordo entre o Obama e o líder dos Republicanos para evitar o Fiscal Cliff. Poderá haver muito em breve. Mas da maneira como a questão foi posta à discussão, o eventual acordo será sempre uma panaceia para os problemas do país, ao estilo salomónico de cortar algumas despesas e subir algumas taxas de imposto reduzindo algumas isenções. Não será de facto a solução de fundo – deixar o Fiscal Cliff acontecer em toda a sua extensão, eventualmente por fases, mas até ao fim. Seria doloroso mas clarificador, garantiria o futuro da América e a estabilidade financeira e económica do Mundo.