Desporto

domingo, 13 de janeiro de 2013

Os meus heróis:Mário Dinis




Um abraço quebra-nozes para o Mário Dinis e para o CM.

Notícia do CM de 13.01.2013

"Ele ia morrer, tirei-o a tempo"
"Estão bastante feridos e assustados, mas vivos". Mário Dinis, 52 anos, que anteontem resgatou do mar dois pescadores furtivos que naufragaram devido à forte ondulação, já consegue respirar de alívio. O barco onde seguiam Joaquim Vieira e Fernando Reis deu ontem à costa, próximo do local do naufrágio na praia da Barra, em Ílhavo. Os dois pescadores recuperam em casa.

Esta é mais uma história que Mário Dinis tem para contar. Com os dois salvamentos que fez ontem, já são quatro os homens que retirou do mar. "Já há quem me chame ‘O Anjo da Guarda da Barra’", brincou o empresário, apaixonado pela pesca desportiva, que anteontem salvou da morte dois homens que saíam para a pesca ao robalo.
 
Rejeitando o título de herói, Mário Dinis conta que quando está no mar, está sempre "preocupado a ver se está tudo bem". Anteontem, cerca das 17h30, quando regressava a terra, apercebeu-se de que os pescadores estavam em perigo.
 
"O mar tinha vagas muito grandes, e deixei de os ver. Ouvi gritar e avancei de imediato", contou. Junto ao barco, com o colete vestido, Mário encontrou Fernando Reis. "Vi que ele estava seguro e pedi--lhe para esperar", lembrou. Avançou com o barco à procura de Vieira. "Se não chego naquele momento, ele ia morrer. Tirei-o a tempo", suspira, aliviado. O salvamento dos dois homens demorou cerca de uma hora.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Um abel das letras


Francisco Joé Viegas está muito preocupado com o árbitro nomeado para o próximo Benfica-Porto, por Filipe Vieira, em tempos, ter referido que confiava em João Ferreira, e por este ter feito o que lhe competia relatando as cenas de violência que testemunhou nos balneários da Luz no final do Benfica- Porto (1-0).
Não consta que se tenha indignado com a não irradiação do desporto dos autores das agressões, nem com a minimização pelo "célebre" Conselho de Justiça da FPF dos castigos que lhes tinham sido aplicados pelo Conselho de Disciplina da LPFP!
Nem consta que se tenha indignado com os erros grosseiros das equipas de Proença, Soares Dias, Xistra, Elmano, Benquerença e outros, que têm permitido ao seu clube açambarcar títulos sem causa!
Nem consta que se tenha indignado perante dirigentes constituidos em conselheiros matrimoniais de árbitros em véspera de estes arbitrarem jogos do seu clube!

Nem consta que se tenha indignado com o ambiente de "terrorismo" verbal criado pelos dirigentes do seu clube sobre Hermínio Loureiro, levando-o a demitir-se da presidência da LPFP. Um ato revelador da subjugação desta ao seu clube por falta de coragem dos respetivos dirigentes!
Nem consta que se tenha indignado com a atuação da Justiça no caso do Apito Dourado, ou da PSP do Porto, ou do Ministério Público do Porto, que se revelaram incapazes de condenar alguns arguidos, entre os quais o presidente do seu clube, graças a vicissitudes processuais várias!
Nem consta que se tenha indignado com as alterações introduzidas previamente pelo poder político ao Código Civil, que resultaram na inadmissibilidade das escutas como elemento de prova e da consequente absolvição de alguns dos principais arguidos, perante a perplexidade dos portugueses! 
Nem consta que se tenha indignado perante a atitude discriminatória que se tem vindo a observar na cidade do Porto relativamente aos Benfiquistas.
Nem consta que alguma vez se tenha indignado com a escalada de ódio que tem vindo a ser fomentada contra Benfiquistas por figuras do seu clube, a ponto de, com a cumplicidade das autoridades locais, lhes ser vedado o acesso a partes da cidade, de uso exclusivo dos adeptos portistas, como se se tratasse de território sob jurisdição destes!
Nem consta que tenha revelado preocupação pela crescente satelitização dos clubes de futebol ao seu clube, transformando-o em campeão virtual perpétuo!
Nem consta que tenha revelado preocupação pela delapidação de dinheiros públicos resultante do financiamento da construção e manutenção do centro de treinos do Olival, dirigido pelo presidente do seu clube, sem lá ter posto um tostão!
Nem consta que tenha revelado arrependimento pela descortesia com que, implícitamente e reiteradamente, tratou o Spor Lisboa e Benfica e os seus 14 milhões de adeptos, enquanto Secretário de Estado da Cultura do Governo da Nação (não do "Governo do Porto")!
Durante muito tempo acreditei que o Sr. Viegas era um Portista; pela cordialidade que habitualmente exibe, pela empatia que a sua figura suscita, pela sua condição de homem de cultura. Humanismo, patriotismo e universalismo pareciam-me qualidades evidentes.

Afinal é apenas mais um  guarda abel...das letras! Em vez da metralhadora usa a caneta mas...a mesma merda habita a sua cabeça.

Sr Francisco José Viegas, vá regar o manjerico ff!


AB

Honra e Dever (Alpoim Calvão): "Operações Torpedo" e "Bandim"


Pág. 196:
 Enquanto se ultimavam os preparativos da operação “Torpedo”, Alpoim Calvão tem conhecimento de que no rescaldo dos granéis (incidentes) do Copolim, dois marinheiros se encontravam sob prisão nas Instalações Navais de Bissau (INAB). Eram dois corrécios, cujos nomes de guerra não deixavam margem para dúvidas, atestando bem o caráter daqueles homens: “Tarzan” e “Mil Diabos”. E quando pergunta se está tudo pronto para embarcar, o oficial de serviço às INAB, segundo-Tenente Salgado Soares, informa comprometido:
                - Há dois elementos que dizem que não vão porque estão presos e não podem nem querem ir.
                - Mais do que ninguém esses homens têm que ir - responde peremtóriamente Calvão.
                Tinham sido eles os causadores de toda aquela situação, era inaceitável ficarem agora de parte. Constata, no entanto, com alguma surpresa, que tanto dos oficiais do destacamento como do oficial de serviço às INAB, não havia grande empenho em fazer os homens mudarem de decisão. Assim, vai ele próprio tratar do assunto. “Resolvi pessoalmente fazê-los embarcar. Chamei o oficial de serviço para ir comigo e levar a chave para abrir a porta. Entrei na prisão e lá dentro, não disse nem bom dia nem boa tarde nem boa noite, a primeira coisa que faço, é tirar os galões dos ombros, entrega-los ao oficial de serviço e dizer:
                - Meus amigos, fazem favor venham daí que vocês têm de ir à operação. Vocês fazem parte do destacamento e têm de ir. E, não fossem estar distraídos, acrescentei:
                - Ah, e se querem discutir comigo eu já estou sem galões nos ombros…
Bom, eles lá perceberam qual era o tipo de discussão a que me referia, e eu preparei-me para qualquer eventualidade, mas eles caíram em si e lá resolveram seguir para a operação:
                -Comandante, a gente vai, mas…
                - Não há mas nem meio mas! Vocês vão e pronto!
E foram. Mandei chamar o comandante do destacamento e disse-lhe que os dois homens também iam na operação e levavam o morteiro 81 às costas, um carregava o prato e outro o tubo. Assim sucedeu e a coisa correu bem.
(tratava-se da preparação da operação “Torpedo”, atribuída a título de castigo ao DFE7 - Destacamento de Fuzileiros Especiais N.º 7 - por violação das ordens do Governador por parte daqueles fuzileiros, que visavam o bom relacionamento e proteção das populações locais. Esta operação consistia no desembarque e “varrimento” da ilha do Como, suposto santuário dos guerrilheiros do PAIGC)  

Pág. 201:
(O navio motor “Bandim” fora capturado aos portugueses pelos guerrilheiros do PAIGC na sequência de uma emboscada na subida sem escolta, no rio Cacine e, em Maio de 1963, sendo a partir daí vital para reabastecimento da guerrilha)
Extrato do relatório de Alpoim Calvão de 7 de Março, da operação de neutralização do navio motor “Bandim” (pág. 203):
                …Às 19.10 começou-se a distinguir no azimute 070 o ruído dum motor que se foi avolumando e pelas 1930 avistou-se, a cerca de 200 metros a silhueta do N/M Bandim que levava somente uma pequena luz acesa na casa do leme. Mandou-se arrancar com os motores tendo os botes largado quase simultaneamente com ligeiro atraso do bote n.º 2, cujo motor demorou mais tempo a pegar. O bote n.º 1 colocou-se nos setores de popa do Bandim, enquanto o n.º 2 seguia a ocupar uma posição no través de EB. O bote n.º 1 fez tiro de LGF 88.9 a 150 metros de distância, tendo-se o rebentamento verificado muito perto do alvo, enquanto se abria fogo de MG 42.
                O Bandim respondeu com fogo de armamento ligeiro automático, guinando acentuadamente para a margem da REP. GUINÉ.
                Entretanto continuou-se a fazer fogo de bazuca, obtendo-se um impacte em cheio ao 3º tiro, manobrando os botes rapidamente, procurando manter uma posição desfasada de 90º, em relação ao objetivo.
                Da posição 10º 54’.6 N 15º 02’.03 W, a oeste da VILA de KADINE, verificaram-se muitas tracejantes de metralhadora antiaérea - calculadas em número de seis – na direção aproximada do local do contacto, mas passando bastante altas. Desse mesmo ponto, foi feito tiro de artilharia ou de morteiro de grande calibre, em vários azimutes, ouvindo-se um total de 20 rebentamentos, uns curtos outros compridos, revelando uma certa desorientação. Simultaneamente e a N desta posição, já na nossa ILHA de CANEFAQUE, fez fogo uma metralhadora pesada, com tiro tracejante, ao lume de água, bastante mais ajustado. Da canoa referida anteriormente, foi feito fogo de PPSH, sobre os botes, tendo contudo retirado rapidamente da zona de contacto.
                O combate com BANDIM continuou, obtendo-se outro impacte de LGF, que obrigou o alvo a começar a navegar em círculo., acabando por penetrar num esteiro, encalhando profundamente na posição 10º 56.1’ N 15º 00.6’ W, e desaparecendo da nossa vista. Perseguiu-se o BANDIM por dentro do esteiro, obtendo-se novo impacte de LGF, aproximando-nos a cerca de 10 metros para o lançamento de granadas de mão. Do tarrafo foi feito fogo de arma automática, a que se respondeu com rajada de MG 42, abordando-se o navio.
                Logo que se penetrou no N/M BANDIM, foram encontrados vários indivíduos mortos – posteriormente veio-se a verificar que eram seis -, dois dos quais junto à entrada da casa da máquina e da casa do leme.
……………………………………………………………………………………………………………………………………………………
                O fogo foi lançado por meio de uma granada de mão defensiva, lançada para o interior da casa das máquinas. O BANDIM começou a arder lentamente e só, quando os botes alcançaram o meio do rio Inxanxe, se verificou uma explosão surda, seguida de altas labaredas. Quando se alcançou o R/V  (rendez-vouz) ainda se distinguia nitidamente o clarão do BANDIM.
…O marinheiro “Setúbal” foi um dos cantores à força: “O regresso foi difícil porque não dávamos com o patrulha. Então, resolveu mandar-nos cantar explicando-nos que o som junto à água se propaga mais depressa. Ainda tentei resistir, mas era impossível, todos tínhamos que cantar, não havia exceções. Ele desatou a cantar a Samaritana, depois óperas, e só descansou quando por fim, bastante tempo mais tarde, lá vimos a luz do patrulha e viemos embora.
(o local do RV era um cabeço no meio do rio, onde os fuzileiros aguardaram o patrulha)
(continua)


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Benfica-Académica (3-1 Taça da Liga)


 
 
Não sei ao certo quantos jogadores de futebol sénior tem o Benfica.Talvez 45/50 entre as duas equipas. Parece-me hoje clara e justificada a estratégia de contratações que antes me parecia absurda. Este plantel alargado, sujeito à verticalização das dinâmicas de jogo adotadas, constitui a base de construção da equipa principal, reduzindo o tempo de entrosamento, aumentando a flexibilidade da equipa, diversificando as soluções táticas, incrementando a estabilidade desportiva,  proporcionando a renovação progressiva e, no médio prazo, uma redução dos custos de contratação.
 
Muitos criticaram o excesso de contratações sem justificação à vista, devido a vários fracassos mais evidentes. Estes continuarão inevitávelmente a ocorrer, tendencialmente com menor frequência dada a natural "afinação" da área da deteção e recrutamento, área esta com peso estratégico decisivo na sustentabilidade dos clubes de futebol atual. Estruturar este plantel alargado é tarefa muito delicada, na medida em que deverá contemplar resposta para todos os setores da equipa e um escalonamento etário que permita responder à inevitável e sempre crítica renovação.
 
Esta foi uma medida de gestão estratégica de grande alcance, que deverá ser creditada aos dirigentes do meu clube e que, não tenho dúvidas, o conduzirá a superior patamar competitivo, compatível com o seu formidável historial desportivo do Benfica. O esforço efetuado para manter a atual equipa técnica proporcionou a estabilidade sem a qual isto não seria possível. Fomentar instabilidade a todos os níveis é a estratégia dominante dos nossos adversários, complementada com o tal negócio da fruta.
 
Ocorreu-me isto dada a forma tranquila e eficaz com que a equipa técnica e os atletas têm ultrapassado todas as sucessivas dificuldades que se têm verificado. Tal traduzir-se-á em ganhos de confiança, induzindo instabilidade nos adversários ao perceberam ineficazes os tradicionais métodos de desestabilização que utilizam.
 
O resultado deste trabalho esteve patente neste jogo, pela quantidade de atletas  menos frequentemente utilizados e pelo resultado obtido.
 
Desde que o vi jogar no clube criei espetativas elevadas relativamente a Kardec; bom porte atlético, boa técnica de remate - dois pés? -, sobretudo,  exímio cabeceador; ao nível das grandes tradições do clube neste particular. Pareceu-me ter dificuldade em pisar o terreno a preceito; parece inconsequente sem e com bola. Marcou um golo muito oportuno - o passe do "João", como habitualmente, foi fabuloso - e a assistência para o 2º do Lima foi soberba. Em ambos os lances apareceu no sítio certo, com a visão correta e o gesto técnico adequado. Parabéns, Reganhei a espetativa inicial e estou convicto que Jorge Jesus vai fazer dele um jogador de categoria. Paciência, inteligência e perseverança são os atributos necessários. Oxalá não faltem.
 
Passes a rasgar e meia distância são duas características de André Gomes que muito me agradam, até porque são apanágio das equipas do Benfica ao longo dos tempos. Há que continuar com humildade e galhardia.
 
Rodrick voltou e necessita de jogar para desenvolver e consolidar as qualidades que sabemos que tem.
 
Lima esteve soberbo e, não tarda, terá o seu hat-trick.
 
Já Bruno César está claramente desmotivado por ver o comboio a fugir. Não desanime. Ponha as suas enormes qualidades no terreno, trabalhe, atente à orientação do Treinador e melhores dias virão. O Benfica é um clube de inveterados lutadores.
 
Não me pareceu mal a equipa de arbitragem, contráriamente aos comentadores, que estiveram desastrados, reinventando os factos, eventualmente, por imposição editorial. 
 
Dados os antecedentes, temi o pior. A Académica é um clube satélite dos "brancos" que, tradicionalmente, beneficia de erros grosseiros de arbitragem, nomeadamente contra o Benfica. Receava uma razia, mas, felizmente, enganei-me.
 
Mas não me engano na convicção de que, com equipas jogando em 45 metros do relvado, o futebol português não tem futuro.  Tal foi o caso deste adversário e de muitos dos anteriores. Quem trata de resolver este assunto?
 
AB
 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Não querem cortes? Ok, defendam aumento de impostos

Henrique Raposo

 
É a coisa mais cansativa do debate em Portugal: a falta de coerência, a falta de coragem para se assumir as consequências da escolha x ou y. As pessoas, organismos e partidos que estão a berrar contra os cortes propostos pelo FMI também gemem contra o aumento de impostos. Gritam contra tudo, querem tudo, querem uma coisa e o seu contrário, querem manter ou aumentar a despesa, mas, ora essa, são contra mais impostos. Vamos lá ver se nos entendemos: esta boa gente pode criticar à vontadinha os cortes, mas, depois da gritaria, tem de ser consequente. Caso contrário, esta turma indignada entra no terreno do populismo. O que é o populismo? É a aldrabice política que diz às pessoas aquilo que elas querem ouvir. E ainda por aí muita aldrabice travestida de "defesa da Constituição".
 
Se quiser ter um mínimo de coerência, a tribo do não-me-toques na despesa tem de responder a duas questões. Primeira: se grande parte da despesa do Estado é mantida pela dívida, como é que vamos manter essa despesa num cenário marcado pela escassez ou ausência de crédito para o Estado português? E imaginemos um cenário pós-troika: sem o professor alemão na sala, vamos voltar a emitir dívida como um bulímico? Vamos repetir a receita Sócrates, isto é, aumentar a dívida pública em 93%? E como é que se governa à esquerda sem um aumento da dívida, isto é, sem uma crescente dependência dos mercados? Até hoje ninguém respondeu a isto.
 
Segunda questão: é possível manter os níveis de despesa (que aumentam automaticamente devido aos direitos adquiridos) sem um aumento de impostos? Não, não é possível. Lamento, mas a matemática limita o livre-arbítrio nestas matérias chatinhas. Se quiser ser honesta intelectualmente, esta boa gente tem de defender um aumento massivo de impostos para a classe média. Sim, para toda a gente. Não me venham com a história dos ricos: se expropriássemos neste momento as maiores fortunas do país, ficaríamos com dinheiro para pagar, sei lá, o buraco das empresas de transportes públicos de Lisboa e Porto. E o resto? Quem pagava? Depardieu? Portanto, se não quer cortes, se acha que o Estado está ótimo, a tribo da gritaria só tem uma opção política respeitável: afirmar que um aumento brutal de impostos é um bem em si mesmo. Na política, o livre-arbítrio tem limites, porque as escolhas que fazemos têm sempre consequências, mesmo quando as pessoas recusam vê-las. Diz que é a vidinha.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Masobenfiquismo


1º Ato:

As famílias comemoravam, no local da boda, o aniversário do casório dos seus rebentos. Pelo canto do olho, ia observando o andamento do jogo do Benfica com, não sei que clube, para o campeonato. - Têm-se feito grandes progressos no futebol do Benfica. Disse eu, dando alguns exemplos. - Ah!, mas ainda há muito por fazer, a equipa ainda não funciona bem…os gajos lá de cima estão muito fortes…eu…sou Benfiquista mas sei ver as coisas…
2º Ato:
Abri a porta do gabinete, com vista para o mar, do Mário, onde ia tratar de negócios. - Bom dia, está bom? - Tudo bem e você?. -Também; o benfas ganhou, que se lixe o resto. Retorqui satisfeito, enquanto puxava de uma cadeira. - Pois…eu…sou...Benfiquista, mas…não sou assim…doente!, aqueles gajos lá de cima não têm vergonha!
3º Ato:
- Já sabia que estavas aqui Jorge. Disse, ao entrar com o júnior no café dos círios onde diariamente tomamos a bica do almoço, ao vê-lo apoiado no balcão tagarelando com o João. - O cheiro a suor, nota-se ao longe!, só podias ser tu! Gracejei, aludindo à sua tradicional descontração, puxando o jornal da mesa do lado e perguntando num fole, divertido, ao amigo João, que já tirava as bicas da velha máquina. - Então Sr João, morreram muitos? - Acho que não. Respondeu, com as bicas fumegantes em nossa direção e um sorriso cúmplice. - Gostou do Jogo? Perguntei-lhe. - É pá!, grande frango deu o Artur! Respondeu de imediato o Jorge. Com o à vontade que a nossa amizade permite retorqui de imediato: - é pá és mesmo um Benfiquista rasteirinho, pequenino…então, com tanta coisa boa que aconteceu no jogo, o que te ocorre de imediato, é o frango do Artur? - É pá, sou Benfiquista mas sei ver o que está mal…não é só as coisas boas! Respondeu o Jorge, continuando: - Rasteirinho…pois…já sei…resmungou entredentes, dirigindo-se apressadamente à saída. Desatámos a rir. Eu, o júnior, o Jorge e o João, somos Benfiquistas.  
O Jogo em causa era o Estoril-Benfica realizado na noite de sábado - 5.01.2013 -, onde a equipa do meu clube marcou três tentos de alto gabarito para gáudio dos amantes de futebol, com destaque para o do Gaitan, graças a um gesto técnico que nunca vi fazer a quem quer que seja nem de tal coisa ouvi falar!
Conclusão:
Não sei quando começou nem sei bem porquê, mas há muito que se criou o mito da elevada exigência dos sócios e adeptos do Benfica. Uma suposta exigência diferente da dos adeptos dos outros clubes, por ser mais esclarecida e menos tolerante, baseado no pressuposto da sua alegada maior cultura desportiva,  maior capacidade auto-crítica  e de confronto sem concessões; seja relativa ao jogo, ou à gestão do clube. Esta teoria tem que se lhe diga e, em geral, não acredito nela, hoje mais convicto que ontem.
O que é certo é que esta “doutrina” fez escola entre os Benfiquistas. De tal modo que, Benfiquista que se preze, seja onde for, trata de explanar a sua superioridade de adepto, começando por, doutamente, dizer mal do seu clube, justificando os insucessos com erros próprios, pondo-se assim a coberto da dialética de confronto com adeptos adversários, cujos clubes, frequentemente, acabarão por elogiar, relativizando as mais grotescas e despudoradas trafulhices que não poucas vezes estes praticam ou promovem.
Ou seja;  fazendo passar a mensagem do “deixem-me em paz, pois até acho que têm razão”. Em suma, entendo que, na maior parte dos casos, se trata de seguidismo amarelo. Lembra-me aquele pai que, assistindo à derrota do filho vítima de adversidade ou artimanhas várias, despeitado, em vez de o acarinhar e incentivar, o envergonha e humilha!
Esqueceram a primordial razão que esteve na origem da constituição do clube; o prazer da prática desportiva, a solidariedade, a amizade, a competência, a lealdade e a união. A frase que, no emblema, apela à união, não está lá por acaso. Os fundadores do Benfica sabiam que era condição necessária para a construção de um grande clube tal como o idealizaram. A história dos sucessos do Benfica tem este vínculo! Vínculo que, em boa parte, se perdeu devido a esta deriva da cultura desportiva em que o “espírito de grupo” deu lugar à crítica compulsiva, sectária e, muitas vezes, acéfala, com a justificação da "falsa" exigência como condição para o progresso desportivo.
Não é possível criticar consequentemente sem considerar o universo envolvente; entendê-lo, compreender as suas âncoras e as suas dinâmicas. É neste contexto que deve ser feita a análise e a crítica interna, num clima de cordialidade ou até de crispação, nunca esquecendo que ninguém é dono do Benfica e que nenhuma entidade progride sem algum tipo de disciplina.
É pois tempo de regressar às origens, recuperando o espírito fundador, compilando e publicando em modo acessível, toda a documentação produzida pelos fundadores, testemunhos fiáveis e acontecimentos emblemáticos, onde a determinação e a solidariedade entre Benfiquistas foram visíveis. Voltemos a ser,
ET PLURIBUS UNUM

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Estoril-Benfica (1-3)

Três golos de grande categoria - para mais tarde recordar, como disse José Augusto -, ditaram o desfecho do jogo a favor dos nossos, perante um Estoril honrado que tem vindo a fazer uma boa época, revelando bons princípios de jogo e alguns atletas de boa craveira técnica. Apraz-me ver chegarem ao futebol luso novos técnicos, sobretudo quando não são portadores dos velhos e miseráveis vícios que tanto mal estão a fazer ao futebol nacional. 
 
Mais um campo miserável, com várias peladas, de dimensões exíguas, a mostrar um dos departamentos a trabalhar para melhorar a competitividade do futebol nacional. Mais uma vez, tudo ao monte e fé em deus, passe curto, muito contacto físico, e travão às quatro rodas! Enfim, futebol dos distritais! Isto com vários estádios de qualidade às moscas, que nos custaram e custarão a todos, "os olhos da cara".
 
De mangas arregaçadas, os nossos atletas fizeram-se ao jogo com a serenidade de quem confia nas suas capacidades, pressionando alto, explorando as alas, beneficiando do enorme talento dos seus atletas, com destaque para Gaitan e Enzo, cuja criatividade e compatividade criam sempre grandes dificuldades a qualquer adversário.
 
Perante o sobrepovoamento da área adversária, onde a solução sempre virá da superioridade numérica, do jogo aéreo, da meia distância ou/e...da qualidade técnica, foi esta que os três golos patentearam! Três lances onde sobressairam o sincronismo e a soberba capacidade  dos nossos atletas! Aqueles pormenores que fazem do futebol o espetáculo que tem de continuar a ser, no qual o nosso Benfica tem especiais responsabilidades. Especiais sim; este clube tem obrigações perante a História e os espetadores. Obrigação de praticar futebol de alta qualidade, respeitando os adversários, disputando qualquer jogo pelo jogo sem o chauvinismo retrógado e criminoso que alguns ostentam e fomentam, fonte de inspiração  dos destituídos de caráter.
 
A entrada do Gaitan no primeiro golo, foi a dos executantes de eleição; num instante, Gaitan sintetizou todas as variáveis do lance, intercetando a bola primorosamente centrada pelo Cardozo, com a intenção de a direcionar para a baliza. E foi! só parando depois de beijar as redes adversárias. São assim os génios.
 
No segundo golo, mais uma vez, esteve em foco a qualidade técnica de...Gaitan, levantando a cabeça e colocando o esférico na área ao segundo poste onde Lima respondeu com uma execução à ponta-de lança; receção com o peito, fuzilamento da baliza e...vai buscar tafarel!
 
No terceiro, ficou-me na retina, a torção que Sálvio, no ar, deu ao corpo afim de induzir na bola a trajetória da baliza, perante a previsão de saída alta. É de craque!
 
Depois...depois não gostei e, adivinhei o golo adversário momentos antes dele acontecer! E não sou bruxo! Pois é, à semelhança do que aconteceu a época passada por várias vezes; está ganho, vamos tirar o pé, deixa-os andar...adversários humildes, batalhadores, infelicidade do Artur e...já está! Era escusado e foi chato! É que, o segundo do Estoril esteve por um fio! Acabaríamos com o miocárdio nas mãos! Escusadamente!
 
Árbitragem tendenciosa. Felicito o auxiliar que assinalou o 3º golo! Notável! Será que vai levar tau-tau de sua eminência? Mau desempenho na vertente disciplinar e algumas faltas mal assinaladas, como a que deu o golo ao Estoril. Não vale Sr Duarte Gomes! Veja lá o que é que falhou e não tenha medo do gandulo lá de cima; um homem com medo é...meio homem...mesmo com penacho aproençado!


AB 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Até quando?


 
Então esta "escumalha" dos "cruzadinhos de rodas" vêm ao nosso pavilhão "roubar-nos" a vitória à custa de quatro penáltis e uma expulsão, agridem os nossos adeptos à paulada os quais são ainda alvo de indiscriminada bordoada pelos agentes da PSP?
 
São muitas as evidências da ligação dos sucessivos governos ao lobi "branco", levando-me a supor que está institucionalizada uma estratégia de subjugação do país a "suas eminências", que passa pela subalternização desportiva do Benfica e social dos Benfiquistas, com o propósito de eliminar a força agregadora de ambos entre os portugueses.
 
É este o Portugal Novo que pretendem criar? É esta a matriz chauvinsta e discriminatória  que subjaz à "matriz cultural diferenciada" que reivindicam? Julgam que a restante população  aceitará pacíficamente a tirania dos bandidos que vão fintando o sistema judicial, cúmplice, impondo aos outros a lei que não respeitam?
 
Há que exigir sem demora a atuação de quem de direito, quanto ao desempenho da equipa de arbitragem, quanto às agressões do energúmeno "branco" e quanto à atuação da PSP.

Ou há universalidade no cumprimento da Lei ou não há Lei!
 
A Ausência de Lei legitima o uso da força por quem vê, reiteradamente, violados,  os seus direitos.
 
É conveniente que TODOS; forças de segurança, governantes e bandidos tenham consciência deste facto.

Será que alguém anda a provocar a sublevação violenta dos Benfiquistas? Com o propósito de os meter na cadeia, como fizeram ao Vale e Azevedo e aos No Name boys? Estamos a estorvar?
 
De uma vez por todas isto tem de acabar! 



A bem ou a mal!
 
 
 

sábado, 5 de janeiro de 2013

O Moderno Benfica


 
Depois de “Missão Benfica”, Luís Filipe Vieira (FV) deu uma grande entrevista no jornaleco     ”A Bola”, que agora comento. Em toda a entrevista, FV mostra a serenidade própria de quem sabe o que está a fazer; de quem tem um objetivo bem definido - o engrandecimento sustentado do Benfica - e sabe como alcançá-lo. De quem está consciente da volatilidade do fenómeno desportivo, das vicissitudes das estruturas gestoras e tutelares do desporto e do país, da competência da equipa que construiu e lidera e da força interna e externa do Benfica e dos Benfiquistas.

Ficam, mais uma vez patenteados, os principais vetores da sua política; aumento sustentado da competitividade desportiva global do clube, difusão e consolidação do Benfiquismo e centripetação dos sócios e adeptos pelo Benfica. É claro o seu propósito de desenvolver e dar coesão à comunidade Benfiquista, consciente de que a efetiva implantação social do clube na sociedade portuguesa é o grande requisito de acesso sustentado ao sucesso, pelo impacto da censura social resultante a todas as formas de corrupção desportiva, que acabará por influenciar os decisores políticos e os agentes judiciais, obrigando-os a pôr fim à obscenidade em que se transformou o desporto nacional.
É precisamente por isso que, à boa maneira soviética ou fascista, os principais adversários do meu clube procuram minar a comunidade de sócios, acionistas e adeptos, recorrendo à contrainformação e propaganda negativa, instalando a dúvida entre os mais céticos, os mais ávidos de resultados, os despeitados, os carentes de protagonismo e os fracos de espírito.
Ramo mais mediático do projeto regionalista, assumido por alguns caciques portistas, beneficiando da ação concertada dos ramos da comunicação social, financeiro, industrial e do político, o poder do clube “branco” acaba por se traduzir nos desempenhos desastrosos das equipas de arbitragem que, com sucessivos e compulsivos erros de função, lhe têm proporcionado despudorado repasto de desacreditados troféus.
Na cabeça de todos nós “mora” o desejo de regresso do Grande Benfica de outros tempos mas nem todos percebemos a diferença de circunstâncias económicas, políticas, sociais e desportivas. O grande edifício exige grandes e sólidas fundações. Fazendo o paralelismo com os principais adversários - até com o país -, não posso deixar de me congratular com as características de criatividade, empreendedorismo e determinação do atual Presidente do meu clube, donde os projetos emergem como cogumelos no inverno.
Mas, algo me sensibilizou em particular; o anúncio da expansão do Centro de Estágios do Seixal, afim de acolher ex-atletas do nosso clube a quem a vida possa não ter sorrido após o descanso das chuteiras. José Torres, José Aguas, Cavém, são os nomes que, de imediato, me ocorrem, com melancolia e mágoa, que deveriam ter disfrutado de tal infraestrutura ensinando aos nossos jovens atletas o fascínio que é o Benfica. Só por isso, Luís Filipe Vieira merece um abraço tipo quebra-nozes.  
Situação Financeira:
A condição de solvência económica atual, aconchegada pela folga da subavaliação dos atletas, a perspetiva de maximização dos direitos desportivos, o maior recurso futuro à formação e a otimização da capacidade de prospeção, conferindo algum otimismo económico ao Grupo, não devem secundarizar a necessidade de racionalização de toda a estrutura de encargos - com destaque para a necessidade de contenção salarial. De igual modo é fundamental conferir solidez estrutural à receita corrente de forma a suportar a inevitável volatilidade da receita não corrente.
Liga dos campeões (LP):
O atual modelo, da responsabilidade da UEFA de conluio com o G14, está a descapitalizar os clubes de média e pequena dimensão, que acabarão reduzidos à irrelevância desportiva em detrimento dos clubes constituintes do G14, com a agravante da sua total e reiterada inoperância face à descarada corrupção que vem grassando no pedibol, como por cá acontece.
É este o mal de que padecem, nomeadamente, Sporting e Belenenses, os quais, relegados sucessivamente para classificações sem acesso LC e à correspondentes receitas diretas e indiretas, se vêm afundando em dívidas, que por sua vez degradam a sua capacidade competitiva deixando-os reféns, ironicamente, dos que mais têm beneficiado do seu definhamento. Teria sido este o destino do Benfica, não fora a sua dimensão e o “atravessamento” de Vilarinho e Vieira no caminho dos bandidos que o querem destruir.
O histórico e honrado Belenenses, protagonista do imaginário futebolístico Luso, esbulhado muitas vezes da verdade das quatro linhas, acaba de ver a maioria do seu capital passar para as mãos de um confesso adepto fundamentalista do clube “branco”. O Sporting está na “calha” e será a próxima vítima, fechando-se o torniquete desportivo em torno do Benfica por parte dos “brancos”, que, em toda a época, acabarão por ter apenas dois jogos difíceis! Neste cenário - já em curso - o Benfica só será campeão se vencer todos os jogos!
É esta realidade que tem que ser denunciada, com sustentação, buscando incessantemente aliados. Nem que tenha que se organizar outra competição, como esteve prestes a verificar-se num passado não muito distante. Neste momento, a UEFA está capturada pelos grandes clubes europeus os quais têm presença cativa na LC , graças aos sorteios amigos e aos decisivos, grosseiros e descarados erros de função arbitral, sempre em benefício dos mesmos. Não é necessário muito estardalhaço para fazer esta denúncia; basta dizer no momento certo, no local certo, com as palavras certas, o que tem de ser dito. Abaixo a UEFA, abaixo o G14!
Witsel e Javi:
Fiquei em pré-pânico ao ter conhecimento da eminente saída destes atletas. Hoje, sinto que este episódio mostrou concludentemente a qualidade do trabalho que tem sido feito ao nível da consolidação do projeto desportivo, catapultando Rui costa, Jorge Jesus, António Carraça, restantes Técnicos e o Benfica, para novo patamar competitivo, graças ao “fôlego” que demonstrou perante tamanha adversidade, seja pelas soluções internas disponíveis, fruto do trabalho silencioso e competente realizado, seja pela demonstração definitiva da capacidade de gerar receitas extraordinárias relevantes. Tal só foi possível graças à sustentabilidade financeira e à estabilidade desportiva do Grupo Benfica. É este o caminho, o resto é fungagá.
Fair-Play financeiro:
Desconfio de tudo que venha da UEFA pelas razões já apontadas e muitas outras, por isso, estou com a “pulga na orelha”. Mas concordo com o princípio; consiste em impor aos clubes o limite de 70 % para os encargos operacionais, face às receitas correntes (salvo erro). Ora este rácio é de 52 % no Benfica! Venha lá o fair-play financeiro…mas sem alçapões que permitam aos trafulhas “brancos”, esconder a realidade.
Cardozo:
Falta muito para renovar o contrato?
Eliseu:
Teria sido um bom reforço. Julgo que o Málaga o “agarrou” porque esperava superar a receita da proposta com o sucesso da LC e com a valorização do atleta. Julgo que acertaram visto que, apesar de “teso”, o Málaga tem feito boa campanha, com destaque…para Eliseu.
Tenho que referir mais uma coincidência “engraçada” no sorteio da LC; não é que o Málaga sai aos azuis e logo depois sai uma ameaça pública de exclusão por dívidas, daquele clube, na próxima edição da LC? Grandes golos marcava Platini! Agora, não acerta uma! Dava um bom tratador de manjericos!
Aimar:
Um atleta que, dentro ou fora do campo, faz bem a um clube como o Benfica, maximizando o desempenho dos colegas e “injetando” confiança e autoestima nos adeptos. No jogo, delicia os espetadores, na estrutura técnica ou diretiva, tranquilizaria os adeptos.
Enzo Pérez:
Não sabia que a sua mãe teve problemas graves! Compreendo agora o descontrolo no primeiro ano, agravado pela grave lesão de que foi vítima. Nunca tive dúvidas da sua qualidade técnica desde os primeiros toques na bola na Luz, mas não suspeitava de que fosse tão bom como tem demonstrado! Mais um príncipe dos relvados.
Extremos:
Sem bons extremos, nada feito! Faltaram-nos na época passada. Felizmente estamos bem servidos nas duas alas. Gaitan, desde que de boa saúde, é uma preocupação…para os adversários! Para nós é um regalo! Ola John “o cantinflas”, é desconcertante…para os adversários! Sálvio, rasga a manta toda! Bruno e Nolito, cada um à sua maneira, sabem como tratar da bola. Urreta é uma esperança…com provas dadas; agrada-me que tenha regressado e desejo-lhe a maior sorte. Acredito nele. O resto é fungagá.
Santos;
Kardec…só por um canudo. Muito bem. Vão comer do casco!
Contratações de Inverno:
O recorrente ruído na CS acerca das múltiplas e eminentes contratações de atletas pelo Benfica, servem para…valorizar os atletas e…justificar os elevados montantes das contratações …pelos brancos…Interessante! Alguém andará a dormir!
Objetivos desportivos:
Afirmar que o Benfica é candidato a ganhar todas as provas é – cada vez menos, espero – retórica de circunstância. Definir prioridades é estratégico; a deste ano é o campeonato e a seguir a Taça. A vitória na LE seria bem-vinda, claro, e constituiria um incentivo para a LC da próxima época. Percebe-se “à vista desarmada” que o plantel está a ser preparado para isso.
José Eduardo Moniz:
A sua inclusão na estrutura do clube potencia substancialmente as capacidades desta, constituindo um ato de grande visão de FV e…uma grande, grandíssima, dor de cabeça aos “brancos”.
Sport-TV:
Joaquim Oliveira, “apertado” pelos bancos credores - outrora controlados implicitamente pelo amigos do governo PS - necessita urgentemente de liquidez que, pasme-se, veio da PT…a mesma onde Rui Pedro Soares - dragão de oiro (salvo erro) - exercia o cargo de Diretor de Marketing, departamento este que apagou alguns “fogos” na casa dos “brancos” e que acaba de adquirir a maioria do capital social da SAD de “Os Belenenses”, naturalmente, para reconduzir o histórico clube ao lugar que já foi seu - coisa em que não acredito.
Com esta manobra, o “grande”, o “inteligente”, o “insuperável” dragão, JO, pretende “matar” dois coelhos. O outro, é garantir o monopólio do acesso aos direitos desportivos, centralizando na Sport-TV a difusão dos jogos, beneficiando da interpretação de lei pela ERC, de que a difusão de jogos do campeonato em canal aberto não constitui exigência da Lei do Serviço Público de Televisão. Fica assim confirmada a suspeita que tinha da utilidade da nomeação do Sr Carlos Magno para Presidente da ERC. Trata-se, como é do -conhecimento público, de mais um indefectível e embevecido dragão - se não já, de oiro, será.
Já agora; estou para ver a resposta que a ERC irá dar à queixa da Liga acerca de abuso de posição dominante por parte da Olivedesportos! Fiz, muito antes, uma exposição sobre o tema, tendo-me sido respondido não terem sido identificadas violações da lei e que tal exposição fora enviada para o Ministério Público! Estou atento.
Centralização dos direitos desportivos:
A posição da LPFP é consistente e de apoiar, desde que sejam salvaguardados os interesses do Benfica. Acabar com o monopólio no setor, garantir a transparência e no tratamento das candidaturas aos concursos públicos e melhorar o financiamento dos clubes mais pequenos é do interesse de todos! Reduz a dependência financeira e desportiva de mais de metade dos clubes dos “brancos” e contribuiria para a desejada verdade desportiva, a qual, como bem sabemos, carece de outros contributos.  Porém, algo não bate certo: Mário Figueiredo - com um currículo académico e profissional sólido - foi; é? - sócio do gabinete de Advogados de Gil Moreira dos Santos e Adelino Caldeira, braço jurídico inestimável dos azuis! Ná…tenho a pulga na orelha! À viva!
Apoio aos sócios:
De louvar as medidas anunciadas de redução dos custos das entradas dos sócios no estádio. Para mim, criar-se-iam as condições necessárias para encher o estádio, fazendo de cada jogo uma festa e do preço um incentivo. Nada mais desolador para os atletas que um estádio vazio, ou mesmo meio-cheio. Nada mais nobre que restituir o futebol ao Povo, o mesmo Povo que marca indelevelmente a história do Benfica. Como dizia o “chinóca”; não interessa cor do gato desde que caces o rato. A eventual quebra de receita seria compensada de muitas outras formas.
Seixal:
Referi o quanto me agradam as obras destinadas aos ex-atletas e claro que me agradam igualmente as obras de ampliação dos campos de treino, já que refletem o alargamento da base da pirâmide da formação, que se refletirá positivamente na qualidade dos resultados no topo da mesma.
Museu:
Uma obra de grande impacto na difusão do Benfiquismo e na autoestima dos Benfiquistas que peca por tardia, embora se compreenda a dificuldade da sua concretização. Faz parte daqueles projetos que exigem recursos avultados e tempo, não se refletindo nos resultados desportivos imediatos, por isso, objeto de alguma incompreensão de alguns adeptos. Um abraço ao nosso Alberto Miguéns, que lá colabora com o seu manancial de conhecimentos, para nosso sossego.
FPF:
Nem cheques em branco, nem em preto, nem de qualquer outra côr! Fernando Gomes não suscita confiança da parte dos Benfiquistas, por todas as proençais razões que bem conhecemos. Há que trabalhar para o meter no olho da rua, que é onde deveria ter ficado…ou, na torre das antas.
Modalidades:
Só faz sentido com a determinação de as ganhar…a todas.
Crise do Sporting:
Passo. Por agora. 
Proença:
Desconhecia que Pedro Proença tinha produzido tão ousadas declarações! Que significará? Só agora percebeu o “substrato” do apito dourado? Atingir o topo, tornou-o lúcido e corajoso? Está a gozar connosco? Ná…parece-me hipocrisia e desvergonha. Se foi sincero, já não vai a horas, o mal está feito; dois títulos foram à viola por erros grosseiros da sua equipa! Quem de direito cumpra a sua obrigação; investigue o que houver a investigar, acuse quem tiver de acusar e condene quem dever ser condenado. É isso que se espera num país decente.
Jorge Jesus:
Poderá vir a ser o nosso Fergusson. O Benfica tem crescido com ele e ele tem crescido com o clube. Vejo a construção dos alicerces de um projeto desportivo de grande envergadura que acabará por frutificar.
Benfica Stars Fund:
Cá está! A UEFA - G14 - está a ficar com sarna! Porque será? O fundo funciona de forma irrepreensível e com total transparência, respeitando as leis do país, sob supervisão da insuspeita CMVM - Carlos Tavares (salvo erro) será dragão? Teixeira dos Santos (seu antecessor) é! Dizem que tem lugar cativo na tribuna de honra!
Estará a UEFA a ser pressionada pelos bancos a quem desagrada ver fugir os cordeirinhos? Visará esta iniciativa da UEFA o fundo do Benfica em especial? Não sei, mas…não ponho as mãos no fogo por tal criatura - como já referi -, os azuis integram o G14 e o FSF foi um grande “baile” financeiro do Benfica a todos os que têm os tais fundos em off-shore! No saco azul…o saquinho da futa…do cafezinho….Ná!   
Sucessão:
Deve ser planeada com tempo, definindo o perfil adequado e identificando potenciais candidatos. A nau é muito grande e, sem fruta, sem cafezinhos e sem aconselhamento matrimonial, exige capacidades muito específicas, na gestão desportiva, na formação e condução das equipas, na criatividade empresarial, no relacionamento institucional e na resistência física e psicológica.
Rui Costa contaria com o apoio de todos nós, estou certo, porém, há valências que ainda não tem, outras, não terá! As valências comuns da área empresarial; só alguém muito “duro” conseguirá governar a grande nau que é o Benfica.

AB

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Benfica-Desportivo das Aves (6-0)

Ao meter a bola debaixo da parka  no final do jogo, Cardozo parecia querer dizer que estava de barriga cheia. Estava! Com três belas “mocas”, uma de encostar, duas de cabeça, tinha motivos para sorrir. Nós também. Boa movimentação do Rodrigo, com velocidade, exuberância técnica, e dois tentos de belo efeito.  
Do que mais gostei foi do penálti do Lima, marcado a preceito. Na retina porém, ainda moram os “nós cegos” do Gaitan, como só ele. Bem os restantes “meninos”. Pena a lesão do Jardel, esperemos de pouca monta.
Desportivo das Aves com bons princípios de jogo, pouco agressivo, baixa “rotação”, alguma debilidade física e muita passividade defensiva. Intimidados? Poderão fazer melhor.
Árbitro com erros graves, dois fora-de-jogo mal tirados, um penálti por marcar - sobre Gaitan - e várias faltas ao contrário.
Enfim, um bom jogo-treino, para reganhar ritmo, entrosamento e rodar atletas.