Desporto

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Sporting-Benfica (1-3)



 Ao ver a classe com que Artur, na 2ª parte, defendeu um remate de um adversário isolado já próximo da pequena área, exclamei convicto: “vamos ganhar!”

Com este lance Artur incutiu nos companheiros a determinação da vitória por lhes ter assim mostrado não só que podiam confiar nele como merecia idêntica demonstração da sua parte. Tais mecanismos correm paralelamente às incidências das partidas e não poucas vezes as definem relevando a importância das lideranças, dentro e fora de campo.

Acicatada pela desprestigiante criação de um ambiente especialmente hostil ao Benfica pelo seu Presidente e consciente da importância desta partida para as suas aspirações neste campeonato,  a equipa do Sporting fez o que lhe competia; assumiu o jogo pressionando no meio campo, trocando bem a bola, abrindo a frente de ataque sempre com Capel muito irrequieto bem encostado à linha e sem marcação procurando meter a bola jogável no ponta de lança, notando-se algum atabalhoamento na movimentação ofensiva.

O Benfica, encarou o jogo de forma paciente, com excessiva lentidão e lateralização, com um meio-campo demasiado permeável, onde o jovem André e o determinado Matic não conseguiam suster as investidas do adversário e o sempre esforçado Máxi não acertava com a marcação ao Capel muito por falta do apoio de Sálvio.

Um infantil erro defensivo custou-nos um golo; ao tentar ajudar os centrais na recuperação do esférico, Máxi deixa Capel solto junto à linha o qual, num primoroso cruzamento, devolveu  o esférico a Wolsfinkel que este com um remate fulminante tipo "folha seca" introduziu na baliza sem que Garay ou Artur o conseguissem deter, aquele chegando atrasado, este não o vendo partir.

Não entendi a passividade com que os jogadores do Benfica se movimentavam, nem a desarticulação das movimentações e temi o pior…até à já referida defesa do Artur e, valha a verdade, ao susto no poste direito. Mantendo a racionalidade tática, os nossos atletas aumentaram a dinâmica, destacando-se Sálvio e, sobretudo, Ola John, que naquele seu estilo gingão mas talentoso e persistente, ia “arrancando” sucessivos e excelentes cruzamentos que sempre constituiram uma das melhores gazuas ofensivas. 

Foi assim que surgiu o empate num excelente cruzamento da esquerda, com o corajoso Tacuara a meter a cabeça à bola, entre dois defesas contrários, num dos quais aquela tabelou antes de “descobrir” o desejado caminho da baliza. Dizem que foi um golo a meias, dizem que ouve intervenção do braço de Cardozo, mas eu digo que foi mérito deste, por estar no sítio certo e ter a tido a coragem e o engenho de intercetar a bola de forma incontrolável para os defesas adversários.

Com a serenidade que caracteriza as grandes equipas, mantendo a toada do jogo, com o Sporting a tentar reagir mas já sem forças nem engenho, foi num lance de garra e talento que Máxi apareceu, fulgurante, na área, rematando forte e cruzado, para defesa…de um defesa adversário!….Milagre! O árbitro viu e assinalou a falta expulsando o infrator! Notável!

Desta vez o Tacuara foi Cardozo e com serenidade surpreendente, bateu o brioso Patrício num bonito gesto futebolístico. No terceiro golo, Cardozo foi Tacuara, surgindo letal no coração da área para concluir o lance com uma tremenda “paulada” de cabeça, respondendo a primoroso cruzamento de… Ola John, não tendo outro remédio Patrício senão ir ao fundo da baliza buscar o esférico. Foi o golo da tranquilidade. Realce ainda para Gaitan por ter feito a cabeça num “molho de brocas” aos defesas do Sporting, durante o tempo em que esteve em campo.

Dei comigo a tentar descortinar a razão da não utilização de Gaitan no jogo com o Barcelona, logo ele, que é talhado para os grandes jogos! Admiti então que a declaração de Jesus da assunção de prioridade ao campeonato em detrimento da Liga dos Campeões é verdadeira, lembrei-me também que há quem pense que o Benfica tem que ganhar cá dentro antes de o fazer lá fora e ocorreu-me ainda que, na estratégia para este jogo, Jesus apostou no desgaste físico dos atletas adversários e na inevitável desarticulação do seu futebol.

Quanto ao árbitro, julgo que não há erros graves a apontar-lhe, embora me tenha parecido demasiado permissivo nalgumas entradas dos verde-brancos.

E para terminar recomendo ao gabinete jurídico do meu clube que apresente à FIFA um projeto de atualização das regras do jogo de forma a contemplar para todas as equipas, dois guarda-redes; um principal, outro secundário. Talvez assim melhore o espetáculo, tornando o jogo mais transparente, apelativo e rentável…para todos! É que o sistema já está implementado por cá e com excelente resultados para o único clube da história do futebol português condenado por corrupção.


 E...sim, senhor Filipe António Pereira, Pinto da Costa anda a gozar não só com Luis Filipe Vieira, mas com todos os portugueses honrados, incluindo benfiquistas e jornalistas, constituindo um dos mais contundentes exemplos da falência de um regime que se pretendia Democrático para vergonha de todos.

AB

domingo, 9 de dezembro de 2012

TRANSPARÊNCIA

                                                      (De “A Bola Online”)

“Jorge Casquilha considera que o árbitro Vasco Santos não assinalou uma grande penalidade «flagrante» a favor do Moreirense, no jogo com o FC Porto

«Há um ´penalty` flagrante que não foi marcado, quando o Pablo Oliveira remata e a bola embate na mão do defesa direito do FC Porto. São lances normais no futebol, mas o árbitro não marcou», afirmou o treinador, em conferência de Imprensa.”
 
 
E lá vão mais dois pontos para o bornal, tal como aconteceu no anterior jogo do beneficiado com "os amigos do Braga". Enquanto isso, ao Benfica já foram subtraídos esta época quatro pontos devido a “erros grosseiros” de arbitragem.


O futebol espelha o descontrolo em que se encontra o país e a mentira do “Estado de Direito Democrático”, razão maior dos nossos males. De facto, apesar da afirmação à saciedade do primado da lei, não há universalidade na sua aplicação devido ao condicionamento do aparelho judicial e processual pelos espúrios poderes dominantes.

Mais grave é o conformismo que se vai instalando, traduzido na aceitação generalizada da violação da lei quando aqueles poderes são os beneficiários. É o que se passa no futebol! Até parece que os árbitros sofrem de uma espécie de doença do foro visual que posso designar por “síndroma da visão seletiva”, já que não me passa pela cabeça que recebam instruções do Presidente do Conselho de Arbitragem para beneficiar um dos concorrentes do Campeonato Nacional, embora tal “doença” possa ser provocada pela capacidade persuasora dos referidos poderes dada a aparente impunidade de que disfrutam (até tem graça; fruta, frutar, disfrutar!).

Há muito que defendo a necessidade de o Benfica se preparar para uma tomada de posição drástica, que abane o futebol da alto a baixo, dada a discriminação de que é vítima desde há décadas por parte dos organismos que gerem o futebol e da indiferença das instituições tutelares, que, hoje como ontem, ignoram ostensivamente esta realidade.

Apelo aos nossos Atletas e Técnicos para que se mantenham concentrados e determinados na sua tarefa de jogar bem e ganhar, seja em que circunstância for. 

AB

sábado, 8 de dezembro de 2012

SORTIDAS


Tito Vilanova:
Segundo refere o CM de 7.12.2012, pág. 35, Tito Vilanova terá dito que a entrada de Messi no jogo Barcelona-Benfica por 30 minutos se ficou a dever ao facto de se tratar de um bom jogo-treino.
Claro que o apuramento prévio do Barcelona para a fase seguinte retirou intensidade ao seu jogo permitindo a rotação de alguns jogadores mais influentes e a proteção de Messi. No entanto, o que me parece é que o elevado nível de jogo apresentado pelo Benfica, suscetível de brindar a equipa da cidade condal com uma goleada histórica, obrigou Vilanova a fazer entrar Messi, que equilibrou a partida enquanto esteve em campo. Estas declarações refletem, nem mais nem menos a necessidade que sentiu de justificar o ascendente desportivo exercido durante quase todo o jogo pelo Benfica e demonstram a sua falta de cavalheirismo ante o nobre adversário.
Edgar Carioca:
O excelente atleta do Spartak de Moscovo, supostamente, referiu a um jornalista de um diário desportivo Brasileiro, a propósito de uma esperada oferta de um incentivo por parte do Benfica para o jogo que disputaram com o Celtic, que o seu telefone não tinha tocado.
Esta, parece ser uma prática corrente no futebol, ainda por cima, cumummente aceite tratando-se de incentivo para ganhar. Ficámos assim a saber que tal não se verificou por parte do Benfica; e não é que o primeiro golo do Celtic resulta de uma falha de interseção do esférico, infantil, por parte de um defesa do Spartak? E não é que o segundo golo do Celtic resulta de uma grande penalidade de origem duvidosa e despropositada? Edgar Carioca, por sinal, não referiu se tocou o seu telefone da parte do Celtic.
Leonardo Ralha:
Na sua coluna “Dia a Dia” do CM de 07 de Dezembro de 2012, este cronista faz um indireto elogio à extraordinária defesa de Artur aos pés de Messi - em que lhe tirou o pão da boca” com grande classe - referindo-se previamente às “oito papoilas apavoradas” que teriam sido ultrapassadas pela “superestrela”.
Leonel Messi perfuma o fastidioso futebol da sua equipa com a magia da criatividade, velocidade, controle de bola qualidade de passe e simplicidade, perante o qual, qualquer defesa de qualquer equipa do planeta que queira vencer, fica apavorada; no entanto, proeza idêntica fizeram Ola John, Lima e Rodrigo, algo a que Leonardo Ralha parece não ter reparado.
A intenção de desvalorizar o desempenho dos atletas do Benfica é óbvia, também pela referência que faz ao facto de o Barcelona ter deixado alguns titulares no Banco. Leonardo Ralha parece convicto de que esta equipa só conta com onze jogadores excelentes, enquanto parece crer que todos os vinte e sete (salvo erro) atletas do plantel do Benfica são igualmente preponderantes na equipa.
O despeito costuma ofuscar a inteligência descredibilizando até os mais dotados.
UEFA:

 “Nesse contexto, não há nos estádios de futebol espaço para qualquer tipo de discriminação. Vamos, por isso, continuar a lutar contra ela de forma incansável, com toda a nossa força, juntamente com os nossos parceiros e com todos aqueles que, como nós, acreditam que a diversidade nos torna mais ricos e não mais pobres.” Declarações de Platini no site da UEFA.
A data do jogo Sporting-Videoton a contar para a Liga Europa foi alterada para ontem devido ao mau estado  do relvado provocado pelas intensas chuvadas que se abateram sobre Lisboa na data inicialmente marcada.
Compete aos titulares da organização das competições de futebol garantir que os jogos se realizem respeitando todos os legítimos interesses em jogo, como é o das equipas em confronto. A padronização do terreno de jogo é condição essencial para garantia da equidade desportiva, seja nas características dimensionais, seja na constituição do terreno, seja no seu estado de conservação ou textura.
Forçar uma equipa a jogar em relvado sintético ou em terreno congelado contra adversários rotinados nele é discriminá-la, diminuindo-a, estabelecendo diferenciação   relevante na igualdade de oportunidades.
Tal foi o que aconteceu à equipa do Benfica na Liga dos Campeões esta época contra o Spartak e na anterior contra o Zénit; no primeiro caso, jogando pela primeira vez em relvado sintético e no segundo sobre placa de “betão”, perdendo ambos os jogos com adversários inferiores com a agravante de, no segundo caso, ocorrer lesão grave num dos seus melhores atletas devido não só à violência agressão do colega adversário como também ao estado do terreno.
À UEFA não basta parecer preocupar-se com a equidade e propagandea-lo, tem de lutar por ela todos os dias com inteligência e determinação independentemente dos interesses que possam ser afetados e impor esse mesmo comportamento às federações nacionais, em vez de, hipocritamente, fechar os olhos, claudicando perante esses mesmos interesses.

AB

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

PRÉMIO ZARATUSTRA FRADALHO

Reunido em sessão extraordinária, o Conselho de Administração do Zaratustra presidido pelo conhecidíssimo Presidente Honorário TERRA BURRO, em virtude da grandiosidade do momento, decidiu criar o PRÉMIO ZARATUSTRA FRADALHO, para assinalar o enésimo castigo exemplar do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol a uma individualidade do "subsersivo" Benfica, neste caso, ao seu exVice-Presidente Dr Rui Gomes da Silva, por ter tido a desfaçatez, a imoralidade, a petulância de manifestar públicamente as suas dúvidas quanto à atuação dessa sumidade galáctica da arbitragem  que dá pelo nome de Carlos Xistra e do seu digníssimo chefe Sr Vitor Pereira, o qual, como todos os "grandes chefes" nunca comete erros que prejudiquem o Benfica não reconhecendo qualquer relevância à perda de dois preciosos pontos deste clube, por erros grosseiros de arbitragem, no jogo em causa; Académica Benfica (2-2).
Com este excelso e corajoso gesto, o digníssimo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, fez cumprir o sagrado direito consuetudinário estabelecido há décadas pelo mostrengo da paróquia, sem o qual, esta, sucumbirá exaurida.

PRÉMIO ZARATUSTRA FRADALHO
Uma esperança nova alumia as nossas almas pois a partir de agora não restam dúvidas de que esta exemplar estrutura jamais deixará sem castigo nenhum incendiário de estádios, nenhum vendedor de fruta, rebuçadinhos, chocolatinhos nem mesmo de café com leite; nenhum gerente de caixa, nenhum conselheiro matrimonial, nenhum incompetente, corrupto ou não, que contribua para transformar o futebol na farsa que é desde há décadas.
Fundamentação da histórica atribuição do PRÉMIO ZARATUSTRA FRADALHO, sancionada pelo GRANDE TERRA BURRO:
Castigos aplicados por órgãos da FPF a Dirigentes, Técnicos e atletas do Benfica:
Luis Filipe Vieira; 45 dias de suspensão logo na abertura do Campeonato,
Jorge Jesus; 15 dias de suspensão no decurso do campeonato,
Rui Gomes da Silva; 10 meses de suspensão por declarações "imprópriamente impróprias" e 1 mês por não comparecer à convocatória da digníssima instituição caracterizada pela punição compulsiva e habitual do Benfica,
Luisão; 2 meses de suspensão aplicados pela FIFA após prestimosa assessoria dos órgãos da FPF,
Enzo Peres; 1 cartão vermelho, punido com 1 jogo de suspensão,
Máxi Pereira; 1 cartão vermelho punido com 1 jogo de suspensão (salvo erro),

Cartões amarelos; menor rácio faltas/cartão detido pelo Benfica.

Tudo somado e arredondado, foram "à viola" 4 pontinhos, negando ao Benfica o comando isolado do campeonato em curso.

Calma; ainda nem estamos a meio do campeonato!
IRMÃOS, DEMOS GRAÇAS, ENTOANDO ESTE BELÍSSIMO CÂNTICO DE

 PENITÊNCIA:
 COMO SE FAZ UM CANALHA
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA,
OREMOS IRMÃOS!



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Barcelona-Benfica (0-0)



Um resultado frustrante, apesar da boa exibição da equipa do Benfica, em pressão alta desde o início do jogo, disputando a bola em todo o terreno, sobretudo durante toda a primeira parte, impedindo o adversário de praticar o seu temível taka-taka, soltando-se facilmente em manobra ofensiva em toda a largura do terreno. Foram do Benfica as melhores oportunidades do jogo, algumas delas flagrantes, falhadas, quer por intervenção do guarda-redes adversário - fantástico a desviar os remates colocadíssimos de Nolito e de Ola John -, quer por défice de execução dos avançados.

De facto, a equipa do Barcelona, jogando sem vários titulares tal como o Benfica, não conseguiu impor o seu futebol, vendo-se os seus jogadores obrigados a correr atrás da bola, algo a que não estão habituados, aparecendo na segunda parte com uma dinâmica de jogo mais próxima do seu habitual, graças também, a alguma passividade da equipa do Benfica - quebra física? Poupança para o Campeonato? - e, sobretudo, após a entrada de Messi, que, por lesão de origem desconhecida, não acabou a partida.
Ao cair do pano, Cardozo dispôs ainda de oportunidade soberana, que daria a passagem aos oitavos, não fosse concluída com desastrado remate do sempre esforçado Máxi, após longa e frustrante indecisão do seu colega.
O Benfica revelou dificuldade em manter o sentido posicional em fase ofensiva, má qualidade no último passe, falta de agressividade e…falta de instinto matador, características que têm que ser definitivamente erradicadas, para credibilizar as elevadas aspirações do clube e seus adeptos.
No Barcelona, destaco o guarda-redes, decisivo a salvar o golo inextremis por duas vezes, e Puyol, que, com a classe que o caracteriza, intercetou três ou quatro “passes de morte” da ofensiva vermelha.
Classe foi o que não faltou a Artur, Garay e Ola John. Na retina ficaram o corte de cabeça inextremis de Garay ainda na primeira parte, os dribles estonteantes e cruzamentos de Ola John e a superior defesa a dois tempos de Artur, negando com autoridade, o golo a Messi.
Não gostei do arbitro, sobretudo na última meia-hora de jogo; três faltas à entrada da área do Benfica sempre no mesmo local…ná! Não acredito nestas coincidências! Três ou quatro jogadas de perigo do Benfica anuladas com recurso a faltas (salvo erro) não assinaladas! Não gostei!
NTal como não gostei que o Treinador do Benfica tivesse declarado antes do jogo ser o campeonato a prioridade do Benfica e não a Liga dos Campeões; não sei se era essa a intenção, mas, receio que tal tenha arrefecido o ânimo dos jogadores. Por um infinitésimo se marca ou se falha um golo...e uma eliminatória...e milhões...e prestígio! Há que respeitar a “Lei Eusébio”; “eles eram grandes estrelas…mas EU QUERIA GANHAR”! 
Confesso que, embora triste pelo resultado, estou satisfeito pela qualidade do jogo e maturidade revelados pela minha equipa a que só faltou maior determinação, sem a qual é mais difícil ganhar títulos. Convém não esquecer.
AB

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Barcelona-Benfica, Antevisão


Benfica e Barcelona pertencem ao restrito grupo de clubes que deram ao futebol a dimensão da poesia, de espetáculo universal e intemporal, graças à cultura da arte que desde a sua génese adotaram. Hoje, mais que nunca, têm a obrigação de honrar a sua história fazendo do próximo encontro uma elegia ao futebol e uma homenagem ao público que, próximo ou distante, lhes proporciona a existência.
 
Cruyff e Eusébio são duas das figuras maiores do futebol mundial que espalharam magia pelos estádios, construindo memórias indeléveis a milhões de adeptos que, hoje como ontem, as procuram ver ou reviver, erguendo pontes entre as múltiplas ilhas de angústia que proliferam à nossa volta diariamente. Mais que o resultado, é esta a responsabilidade maior de todos os atletas envolvidos.

Comummente reconhecida como a melhor equipa da atualidade, contando nas suas fileiras com atletas de elite, entre os quais a superestrela Lionel Messi que a todos encanta, a equipa do Barcelona, já apurada para os oitavos de final, tendo confessado publicamente simpatia pela causa do Céltic, jogando em casa, reúne indiscutível favoritismo. O seu famoso taka-taka, só possível pelo extraordinário entrosamento proporcionado por atletas de eleição após longos anos de jogo em conjunto, tem-se revelado altamente eficaz, apesar de fastidioso, graças, sobretudo, à superlativa capacidade mental, atlética e técnica de Messi capaz de gerar desequilíbrios fatais a qualquer defesa. Jogando sem pressão, poderão os seus Técnicos optar por fazer alguma rotação no plantel e adotar um ritmo mais moderado mas mais racional e letal, explorando os previsíveis erros defensivos do Benfica.

Necessitando da vitória para garantir a passagem aos oitavos pela irrazoabilidade da espetativa de uma derrota do Céltic, em casa, frente ao desesperançado Spartak, os atletas do Benfica têm que fazer jus aos pergaminhos do clube, honrando os seus antecessores e os  adeptos, arregaçando as mangas, mantendo a concentração tática, jogando em bloco, roubando a bola ao adversário, obrigando-o, também, a correr atrás dela, soltando a sua criatividade, olhando cada adversário nos olhos, disponíveis para uma luta sem tréguas a cada milímetro do terreno, do primeiro ao último instante do jogo, solidários, sem esquecer o instinto “matador” que qualquer dos seus atletas pode protagonizar, nomeadamente os avançados, em especial o Cardozo com o seu famoso pé esquerdo, mas também Sálvio, Rodrigo, Ola John, Gaitan, Enzo ou Máxi. Vencer é a escola do Benfica, seja quem for o adversário e onde for o embate, sendo esta convicção de cada atleta, a primeira condição para que tal se concretize.

Não confio na UEFA nem na FIFA, pois considero que navegam ao sabor das conveniências político-económicas sem revelarem preocupação efetiva em defender a lealdade e a verdade competitiva. Na época anterior, o Benfica foi gravemente prejudicado por decisivos e grosseiros erros de arbitragem nos dois jogos realizados com o Chelsea, nos quais demonstrou à saciedade ser a melhor equipa. Igualmente, nos últimos encontros para a mesma competição com o Barcelona o Benfica foi prejudicadíssimo por arbitragens incompetentes ou comprometidas que, inclusivamente, perdoaram duas grandes-penalidades claríssimas àquele clube, uma em cada jogo.

O favoritismo deve ser demonstrado no relvado e a UEFA não deve interferir na verdade desportiva nomeando equipas de arbitragem a quem parece atribuir  o cumprimento de outros desígnios que não da garantia do cumprimento das leis do jogo. Quem sabe ver o futebol, sabe interpretar os jogos de bastidores! É conveniente que o Sr. Platini não se esqueça disto, visto que talvez já se tenha esquecido do “cheiro da relva”.



AB

 

domingo, 2 de dezembro de 2012

SOLTAS



1.       “MISSÃO BENFICA”; é o título do livro que será apresentado em 4.12.12, escrito por Luis Miguel Pereira (jornalista) e editado pela Prime Books, que descreve os bastidores do exercício de Luis Filipe Vieira da Presidência do Benfica. Um livro benvindo, que mostrará as encruzilhadas e a determinação de quem abraçou o longo e difícil projeto da recuperação deste tão amado clube, demonstrando a injustiça de muitas críticas que lhe têm sido feitas por alguns adeptos.

“Em segundos, uma galopante dor assaltou-lhe a cabeça. Insuportável. Vieira levantou-se em silêncio, deixou a tribuna do Lerkendal Stadion e procurou a primeira casa de banho.”

“Ainda dentro da ambulância, trocou a indumentária, vestiu-se à civil e entrou no balneário sem levantar qualquer suspeita aos jogadores. Os atletas não sabiam que o presidente estava internado e muito menos que deixara o hospital para lhes falar. Finda a palestra, voltou a entrar para a ambulância, em direção à CUF para cumprir a fase final do internamento.”

“O silvo estridente do Apito Dourado ainda soava na cabeça de todos quando a residência de Luís Filipe Vieira, na margem sul do Tejo, sofreu um estranho e dramático assalto, em Janeiro de 2006. “Eu estava com a minha filha, sozinhas, quando eles chegaram. Ficámos trancadas num quarto enquanto eles vasculhavam a casa toda. Foi horrível, porque não sabíamos se nos iriam fazer mal. Só levaram telemóveis e documentos do escritório, espatifaram tudo no meio do chão, urinaram na casa toda…Ficou um cheiro horrível durante semanas. Não vieram para roubar, porque havia muito para roubar, foi só para intimidar. A melhor prova foi a frase que escreveram na parede; ‘Estivemos no teu ninho, se quiséssemos tínhamos feito mal à tua mulher e à tua filha’. Lembra Vanda Vieira. E o processo de intimidação prolongou-se por vários dias e várias noites.”

“Quem não estiver preparado, desgraça o clube em dois tempos.”(in, Correio Sport 01.12.12).

2.       CONTAS DO BENFICA: “ De acordo com fontes contactadas, os técnicos do Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia elogiaram a “qualidade e transparência” da informação prestada pelas águias. Além disso prescindiram de pedir ao Benfica a garantia bancária exigida às empresas cujas dívidas carecem de sustentabilidade.”(CM,  23.11.2012, desporto).

Esta declaração dos técnicos da “troika”, esclarece todas as dúvidas acerca da transparência das contas do Benfica e da sustentabilidade da sua dívida confirmando que, a razão pela qual Domingos Soares Oliveira entrou e se mantém no clube é a sua elevada competência profissional, único critério a ter em conta numa organização que aspira ao progresso.

3.       LIGA IBÉRICA: “A liga espanhola está centrada no Barcelona e no Real Madrid, por isso seria inteligente encontrar uma fórmula para a criação de uma Liga dos Estados Ibéricos”. Disse o antigo presidente do Barça, Joan Laporta, admitindo a hipótese, à Antena 1, de criar um campeonato onde jogassem os merengues, catalães, Benfica, FC Porto, e Sporting.” (CM, 24.11.2012, desporto).

Algo terá que ser feito no âmbito dos quadros competitivos no futebol europeu. O atual quadro conduzirá ao definhamento dos clubes dos pequenos países por falta de mercado que proporcione a receita necessária para fazer frente aos clubes dos restantes países europeus. Como é possível competir com clubes com orçamentos da ordem dos 500 ME quando em Portugal, os orçamentos máximos são da ordem dos 100 ME? Como é possível formar atletas portugueses de topo e mantê-los nas nossas equipas neste quadro? Quer a UE, quer a UEFA e a FIFA têm que rever todo o processo! Julgo que deverão ser constituídas uma ou duas ligas europeias de 12/16 clubes cada, onde todos jogam com todos e as receitas seriam distribuídas de modo mais equitativo, aumentando a competitividade geral, potenciando as receitas e contribuindo para a promoção da coesão europeia.

Salvaguardadas as questões políticas, uma Liga Ibérica poderá ser uma boa solução, ,  em especial, para os “grandes” de Portugal, que veriam aumentadas as suas receitas enquanto, por outro lado, haveria, aparentemente, menos possibilidade da manipulação de resultados que existe no campeonato português, segundo minha convicção, que o descredibiliza por completo.

4.       PREVISIBILIDADE: O futebol português continua a perder a pouca credibilidade pós-apito dourado, pela sua crónica previsibilidade, razão maior da falta de público nos estádios. “Sabia” que o Porto ganharia ao Braga no jogo para o campeonato e que perderia o jogo com o mesmo clube para a Taça de Portugal! Garantida a passagem aos oitavos de final da Liga dos Campeões, a “exemplar estrutura”, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, “deixa cair” a Taça para um dos clubes “amigos”, concentrando o seu esforço competitivo na Liga dos Campeões e no Campeonato, enquanto cumpre a “obrigação” de retribuir ao dependente aliado um titulozinho, pelas supostas e preciosas facilidades que o têm ajudado a ganhar os campeonatos da vergonha. Este ano, a Taça é para o Braga, como antes foi para a Académica e para o Setúbal…a não ser que o Benfica se intrometa superando qualquer dos “sete magníficos.”

AB

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

“Jesus de Nazaré, parte II” de Joseph Ratzinger (Bento XVI); algumas propostas de reflexão:


3. A morte de Jesus como reconciliação (expiação) e salvação (pág. 187 a 196)

   1)      “…Surpreendentemente, uma coisa pareceu clara desde o início: com a Cruz de Cristo, os antigos sacrifícios do templo ficaram definitivamente superados. Algo novo acontecera….Na Cruz de Jesus, verificou-se aquilo que nos sacrifícios dos animais tinha sido tentado em vão: o mundo obteve a expiação. O ´Cordeiro de Deus ‘ tomou sobre Si o pecado do mundo e o retirou. A relação de Deus com o mundo - relação transtornada por causa da culpa dos homens - foi renovada. Realizou-se a Reconciliação. Assim, Paulo, pôde sintetizar o acontecimento de Jesus Cristo, a sua nova mensagem, com estas palavras: ‘Pois foi Deus quem reconciliou o Mundo consigo, em Cristo, não imputando aos homens os seus pecados, e pondo em nós a palavra da reconciliação.”

a)      O pecado do Mundo consistiria - consiste - na desobediência dos homens aos preceitos divinos - Tora -, cuja expiação e consequente reconciliação dos homens com Deus, só é possível pela crucificação de Jesus, que investiu os Apóstolos - igreja nascente - com o dom da reconciliação pela palavra.

b)      O “povo escolhido” tinha consciência dos seus pecados e procurava expiá-los repetidamente, pelo método sacrificial de substituição, usando animais, método aceite pela hierarquia religiosa.

c)       O pecado do mundo engloba todos os homens e não apenas os vinculados à Tora, e a Reconciliação dirige-se igualmente a todos, não se percebendo como poderão ter acesso à Reconciliação os homens não vinculados à obediência Divina, sobretudo os que dela não tiveram - têm - conhecimento.

d)      Os não Reconciliados suportarão o sofrimento eterno da sua própria culpa, não se percebendo como tal sucederá relativamente aos que a desconhecem.

2)      “Visto que no Homem Jesus está presente o bem infinito, agora, na história do Mundo, está presente e ativa a força antagonista de qualquer forma de mal; o bem é sempre infinitamente maior do que toda a mole do mal, por mais terrível que esta se apresente.”

a)      O Homem Jesus não veio acabar com o mal da humanidade mas constituir-se como força antagonista acessível ao Homem que lhe permitirá suportá-lo.

b)      Parece óbvio que, sem o mal, não é possível compreender a essência Divina, tal como não é possível compreender a antimatéria sem a matéria.

3)      “Também no mundo grego se sentia cada vez mais insistentemente a insuficiência dos sacrifícios animais, dos quais Deus não tem necessidade…Assim, aparece aqui formulada a ideia do “sacrifício sob a forma de palavra”: a oração, a abertura do espírito humano a Deus é o verdadeiro culto. Quanto mais o homem se torna palavra - ou melhor, se torna resposta a Deus com toda a sua vida -, tanto mais realiza o culto justo.”

a)      Fica expressa a revolução no culto religioso, substituindo-se o ato sacrificial pela oração, invocando a abertura do espírito a Deus.

4)      “A nossa obediência volta sempre a falhar. Volta sempre a impor-se a nossa vontade pessoal. E o profundo sentido da insuficiência de toda a obediência humana à palavra de Deus volta sempre a fazer irromper o desejo de expiação, que todavia, em virtude de nós mesmos e da nossa “prestação de obediência”, não se pode realizar.”

a)      A necessidade de oração do Homem é permanente dada a fragilidade da sua vontade pessoal.

5)      “…a nossa moralidade pessoal não basta para venerar de modo justo a Deus; eis o que esclareceu S. Paulo, com grande vigor, na controvérsia sobre a justificação. Mas o Filho feito carne carrega em Si todos nós e, assim, dá aquilo que nós, sozinhos, não podemos dar. Por isso, faz parte da vida cristã tanto o sacramento do Batismo enquanto nossa entrada na obediência a Cristo, como a Eucaristia na qual a obediência do Senhor na Cruz nos abraça a todos, nos purifica e atrai na adoração perfeita realizada por Jesus Cristo.”

a)      Não basta ao Homem viver conforme a moralidade cristã; a Reconciliação só será possível, mediante vínculo pelo Batismo e purificação pela Eucaristia.

6)      “A grandeza do amor de Cristo revela-se precisamente no facto de Ele, não obstante toda a nossa miserável insuficiência, nos acolher em Si, no seu sacrifício vivo e santo, de tal modo que nos tornamos verdadeiramente o “seu Corpo”.

a)      O Homem pode tornar-se Deus amando-O em Jesus Cristo.

7)      “…o objetivo constante é atrair para dentro do amor de Cristo cada indivíduo e o mundo inteiro, de modo a que todos se tornem , juntamente com ele, “uma oferenda agradável a Deus, santificada pelo Espírito Santo””.

a)      Deus quer no “Seu Reino” cada homem e todos os homens.

b)      Tal desígnio impossibilita, o Diálogo Ecuménico, perpetuando os milenares conflitos inter-religiosos.

8)      “…mas também uma imagem da existência cristã em geral: nas tribulações da vida, somos lentamente purificados no fogo, podemos, por assim dizer, tornar-nos pão, na medida em que, na nossa vida e no nosso sofrimento, se comunica o mistério de Cristo e o seu amor faz de nós um dom para Deus e para os Homens.”

a)      Os sofrimentos da vida constituem a própria expiação do Homem pela comunicação do mistério de Cristo.

b)      Continua presente a exigência sacrificial, para acesso do Homem à Reconciliação; além da oração, os sofrimentos da vida completam o processo.

c)       O sacrifício do “Cordeiro de Deus” permite a Reconciliação do Homem mas não o poupa aos sofrimentos da vida.

9)      “O mistério da expiação não deve ser sacrificado a um racionalismo presunçoso. …o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos.” 

a)      Tentar compreender o mistério da expiação não é apropriado, o que deixa a Igreja em muito maus lençois; quer pela confissão da sua incapacidade quer pela negação do dom do raciocínio humano.

b)      Muitos não terão acesso à Redenção, ficando em dúvida a infinita compaixão Divina.   

AB                                                                                  

terça-feira, 27 de novembro de 2012

PRÉMIO ZARATUSTRA

Esta futuramente inolvidável instituição; zaratustranaoeradobenfica.blogspot.com, após  reunião dos seus ilustríssimos membros do Conselho de Administração do qual só o autor deste texto faz parte, decidiu por unanimidade instituir o PRÉMIO ZARATUSTRA, nas versões Bobi, Tareco, Polidor de 2ª, Polidor de 1ª e Supercacete, para atribuir, sempre que entenda justificar-se, à personalidade que demonstre especial aptidão para describilizar o futebol ou o desporto em geral, seja dentro, seja fora do recinto da competição.

PRÉMIO ZARATUSTRA BOBI 

 
 
má qui cosa bella! au, au!
 
 
E O PRÉMIO DESTA SEMANA VAI PARA:
 

 

 
CAAARRRLOOOOS XXXXIIIIISTRAAAA

CANTEMOS COM JÚBILO PELA GLORIOSA GLÓRIA DESTE NOSSO IRMÃO, ABENÇADO PELA GRAÇA DIVINA DE SUA SANTIDADE PAPAL REVERENDÍSSIMO PICOTA

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=53dqcGNltpA


AMEN
 
 
Ainda não podemos confirmar mas, ao nosso investigador FERROBICO, chegaram rumores de que a FPF vai encomendar à Universidade da Treta (UT) um estudo de viabilidade para a fabricação do "OLHO BIÓNICO", o qual, implantado na testa do Sr  Xistra, entre os dois olhos naturais e apoiado por um superservidor equipado com um supersoftware com as 18 leis do jogo, lhe permitirá  identificar no momento, as faltas para grande penalidade, nomeadamente, como a que se verificou no último jogo Braga-Porto (0-2) e que terá ajudado ao resultado apurado. Um avanço tecnológico que todos os adeptos do futebol agradecem.
 
PS: Á margem da discussão da atribuição deste prestigiado prémio (não é, mas vai ser!), constatou a distinta Administração, a notável evolução verificada no sistema elétrico do Estádio Axa o qual, finalmente, não revelou deficiências na alimentação elétrica aos projetores do campo, a qual costuma falhar quando certos adversários ameaçam violar as redes da equipa da casa. No entanto, constou ao nosso agente secreto FERROBICO, que tal pode dever-se, afinal a um sofisticado sistema de controle luminoso que regula automáticamente a intensidade da luz em função da cor da camisola do adversário e da velocidade e direção do esférico. Porra! Nem em Cabo Canaveral!
 
 
Então parabéns a todos, muitos parabéns por mais esta gloriosa jornada, com os agradecimentos especiais do nosso agente secreto FERROBICO.
 
 


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

OBRIGADO GUILHERME, PELA HONRA QUE ME DESTE AO REPRESENTAR O MEU CLUBE

Espírito Santo, antiga glória do Benfica, morre aos 93 anos

Lisboa, 25 nov (Lusa) -- O antigo futebolista internacional português e do Benfica Guilherme Espírito Santo morreu hoje aos 93 anos, anunciou o clube "encarnado" no seu sítio oficial na internet.

Espírito Santo, que foi quatro vezes campeão nacional pelo Benfica, nas épocas de 1936/37, 1937/38, 1944/45 e 1949/50, destacou-se pelo seu ecletismo enquanto atleta, chegando a ser praticante de atletismo.
 
Como futebolista do Benfica, com a alcunha de "pérola negra", fez 207 jogos e marcou 147 golos, entre quatro competições: campeonato nacional, campeonato de Lisboa, campeonato de Portugal e Taça de Portugal.
 
Na seleção portuguesa, teve oito internacionalizações, estreando-se em 28 de novembro de 1937, em Vigo, num jogo em que Portugal bateu a Espanha por 2-1.
 
No atletismo, chegou a ser recordista nacional de salto em altura, comprimento e triplo salto, conquistando também aqui vários títulos de campeão nacional nas três especialidades, e muito mais tarde praticou ténis.
 
A chegada à pista de atletismo por parte do antigo jogador aconteceu quase por acaso, quando Espírito Santo, durante um treino da equipa de futebol, saltou um obstáculo para ir buscar a bola e um grupo que praticava atletismo ficou impressionado.
 
Na ocasião saltara 1,70 metros, uma marca que ninguém conseguia naquele tempo.
 
O seu ecletismo e comportamento valeram-lhe em 1999 a distinção "Fair-Play" por parte do Comité Olímpico de Portugal, enquanto no Benfica recebeu o mais alto galardão da história do clube, a "águia de ouro".